Higiene do sono – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 09 Feb 2022 14:36:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Higiene do sono – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Muita tela, pouco sono! https://spsp.org.br/muita-tela-pouco-sono/ Mon, 08 Nov 2021 18:17:52 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=30313 Os avanços tecnológicos nas últimas décadas impulsionaram o consumo de telas entre os jovens para o ponto mais alto da história. As estatísticas sobre o uso desse tipo de tecnologia entre crianças e adolescentes é alarmante e eles têm o hábito na hora de dormir.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 08/11/2021


Os avanços tecnológicos nas últimas décadas impulsionaram o consumo de telas entre os jovens para o ponto mais alto da história. As estatísticas sobre o uso desse tipo de tecnologia entre crianças e adolescentes é alarmante e a maior parte deles tem este hábito na hora de dormir.

Não restam dúvidas de que um sono adequado seja um ingrediente essencial para uma boa qualidade de vida. Os impactos negativos da privação de sono em crianças e adolescentes também são bem documentados, tais como prejuízo no desenvolvimento, na consolidação da memória, na atenção, no comportamento, além de reflexo direto na saúde dessas crianças.

A medida que o consumo de tecnologia pelos jovens aumentou, cada vez mais tem sido feitas pesquisas explorando o efeito do uso das telas nos hábitos e eficiência do sono, e de fato o impacto é grande. O que observamos é que a quantidade de tecnologia usada na hora antes de dormir é significativamente relacionada à dificuldade em adormecer e à frequência de relatos de sono “não reparador”, sugerindo que a estimulação causada por estes dispositivos certamente interfere no sono.

Isso se explica em parte pelo fato de, além da excitação psicológica, a luz brilhante emitida pelas telas interferir na produção e liberação da melatonina, um hormônio que, dentre diversas outras funções, é importantíssimo para a regulação do nosso ciclo sono-vigília.

Relatora
Renata Prado Gobetti
Departamento Científico de Medicina do Sono na Criança e no Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo


Foto: jekatarinka | depositphotos.com

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Momento Saúde: sono do bebê – colocando limites https://spsp.org.br/momento-saude-sono-do-bebe-colocando-limites/ Wed, 26 Jun 2019 18:17:14 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2857
saúde mental

Estabelecer um horário de dormir e seguir um ritual permite que a criança se prepare internamente para adormecer. Colocar pijama, escovar os dentes, contar uma história ou uma conversa de final do dia significa uma gradativa despedida do estado mental ativo. A criança se organiza e isso a conforta da sensação de caos que a falta de rotina e limite pode causar.

É preciso que ela sinta que dormir é prazeroso e que a brincadeira pode ser retomada no dia seguinte. É sempre difícil abandonar uma brincadeira e a companhia dos pais. A criança não tem noção de seus limites de cansaço. É o adulto que precisa ajudá-la, mesmo que ela proteste.

Se os pais não demonstrarem culpa ou hesitação, a criança geralmente acaba aceitando que o dia acabou e se entrega ao sono. A convicção firme dos pais é o termômetro. A criança sente quando seus pais têm dúvidas e tentam ludibriá-los. É importante não ceder, a não ser em situações de exceção, que devem ser explicadas a elas para que possam distinguir entre a rotina e os dias diferentes.


Os limites organizam e acalmam a criança, que ainda não sabe perceber seu cansaço


Mas também é importante que a hora de dormir não seja antes de os pais chegarem ou logo em seguida à sua chegada em casa. Se os filhos só encontram os pais no final do dia é preciso dar a eles um tempo de convivência antes de serem levados para dormir. Muitas vezes é necessário rever a própria rotina e horário de trabalho para reservar esse tempo familiar.

A criança é naturalmente insaciável e sempre vai querer mais. Entretanto, quando de fato os pais reservam pouco tempo do seu dia com elas, ocorre uma carência real, que certamente vai interferir na rotina do sono. Os limites começam pela própria rotina dos adultos de modo a dar um equilíbrio à vida familiar.


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Relatores:
Dra. Denise Feliciano
Dr. Eduardo Goldenstein

Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Momento Saúde: sono do bebê – observando os sinais https://spsp.org.br/momento-saude-sono-do-bebe-observando-os-sinais/ Wed, 19 Jun 2019 18:30:42 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2796
saúde mental

Saber sobre o desenvolvimento fisiológico de um bebê não substitui conhecer as peculiaridades de cada um. É importante observar como responde aos estímulos e criar uma rotina saudável, mas que respeite suas preferências. Cuidado para não achar que seu filho prefere dormir no colo, ser chacoalhado, dormir de luz acesa ou com música. Em geral, esses vícios são construídos pelos próprios pais quando estão aflitos para que a criança durma logo.

Os bebês assimilam rapidamente a maneira como são cuidados. Se forem ninados no colo até dormir, adotarão esse padrão como recurso único para adormecer. No começo, os pais acham gostoso, mas logo ficarão exaustos com a dependência e o bebê não desenvolve a autonomia. É importante que os pais não se desesperem apresentando muitos estímulos na tentativa de acalmá-lo ou fazê-lo adormecer rapidamente, mas criem um ritual que aos poucos o ensine a dormir sozinho.


Observe e conheça seu bebê, evitando um descompasso entre as necessidades dele e suas expectativas


Noites traumáticas, em geral, revelam o descompasso entre as necessidades do bebê e as expectativas dos pais. É a observação atenta de si mesmos e do bebê que ajuda a discriminar esses sinais. Assim como perceber quando estão doentes, assustados, agitados ou com outros desconfortos físicos.

A expectativa de acertar pode gerar insegurança nos pais e faz com que não acreditem em sua própria observação, supervalorizando a opinião do pediatra ou dos conselhos que buscam entre amigos ou na internet. Comparar seu filho com outras crianças só cria tensão. Ninguém melhor do que os pais para saber o que o filho quer, pois estão com ele o tempo todo. Mas precisam manter a calma e aprender a lidar com incertezas e momentos de desespero do bebê. Não é fácil. O choro do bebê pode gerar muito desconforto ao nos recordarmos das marcas da experiência de desamparo do bebê que todos nós fomos. São registros inconscientes de uma época remotíssima de vida que, embora não nos lembremos, pode ser evocada no contato próximo com uma criança.

Nem sempre dá para saber o que está acontecendo com o bebê. É um engano querer aplacar os desconfortos e a insônia com medicamentos. Uma noite sem dormir pode ser incômoda, mas nem sempre é preocupante.


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Relatores:
Dra. Denise Feliciano
Dr. Eduardo Goldenstein
Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 19/06/2019.


Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.


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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Momento Saúde: sono do bebê – a importância de criar uma rotina https://spsp.org.br/momento-saude-sono-do-bebe-a-importancia-de-criar-uma-rotina/ Wed, 12 Jun 2019 18:45:17 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2788 saúde mental

A partir dos três meses é importante adotar rotinas que ajudem o bebê a saber quando é hora de dormir, estabelecendo um ritmo circadiano. A repetição prepara a criança emocionalmente para cada momento do dia e gradualmente ajuda a estabilizar o ritmo de sono.

Num determinado horário comece a desacelerar. Evite brincadeiras agitadas ou passeios noturnos. Um banho, uma mamada e, antes que pegue no sono, coloque-o no aconchego de seu berço em um quarto escuro e silencioso. Num ambiente propício, o bebê aprende a adormecer sozinho e o fará também nos breves despertares entre os ciclos do sono. É uma forma de dizer a ele que é bom dormir e que seu berço é o melhor lugar. O bebê aprende mais fácil quando há consistência e convicção nos pais.

A rotina gera segurança e prepara a criança emocionalmente para a hora de dormir, tonando-se algo prazeroso

Para isso, é importante que dormir seja, para os pais, um prazer e não o último recurso de um corpo exaurido. Dormir somente com o barulho da TV ou trabalhar no computador até a exaustão são exemplos de um conflito com o sono. Casais insones tendem a repetir o padrão de aceleração e vícios ao bebê sem que percebam. A insônia dos pais certamente camufla angústias e medos que nem se deram conta. Mas, por sua extrema sensibilidade, o bebê pode captá-los e trazê-los à tona quando não consegue dormir.

Para algumas pessoas, dormir pode evocar um sentimento de morte. São medos inconscientes, mas que podem se revelar nos cuidados com um bebê. Sem saber, os pais comunicam ao bebê que não estão tranquilos enquanto ele dorme e então ele passa a não dormir. É uma situação paradoxal – o psiquismo pode ser contraditório.

Para administrar essas situações é importante pensar no que está tirando o sono dos pais, e do bebê por extensão. Conversar com o pediatra ou mesmo com um psicólogo pode ajudar a reconhecer essas sutilezas.

smpratt90 | Pixabay

A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

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Relatores:
Dra. Denise Feliciano
Dr. Eduardo Goldenstein

Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 12/06/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Momento Saúde: sono do bebê – primeiros três meses de vida https://spsp.org.br/momento-saude-sono-do-bebe-primeiros-tres-meses-de-vida/ Wed, 05 Jun 2019 19:53:01 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2781 saúde mental

Noites mal dormidas podem ser, muitas vezes, a rotina dos pais nos primeiros meses de vida de seus bebês. Mas, para alguns casais, a fase torna-se tão traumática que hesitam em ter um segundo filho.

O primeiro trimestre é um período turbulento. O aparelho neurológico imaturo do bebê não tem ainda produção de melatonina estabilizada e os estados de sono e vigília são imprevisíveis, regulados pela fome e desconfortos. Ele não é capaz de se adaptar a outra rotina. Diante dessa instabilidade que se confronta com o ritmo biológico do adulto, muitos pais se apavoram achando que o bebê nunca mais os deixará dormir. No desespero, acabam adotando medidas que, além de ineficazes, criam um ambiente mais tenso, que não favorece o relaxamento do bebê.

No início é o bebê quem dá o ritmo e os pais aprendem os sinais do seu filho

Nesse período, é preciso aceitar desse ritmo de sono. Não é uma boa ideia querer manter o bebê desperto mais tempo de dia, esperando que ele durma a noite toda – exausto, ele terá mais dificuldades para dormir. A solução é acompanhá-lo em seu ritmo e procurar descansar também nos períodos diurnos para estar disponível à noite. Por mais cansativo que seja, esse é um período passageiro.

O bebê também não dorme se tiver desconfortos como dor, calor, frio, febre, fome. Para os pais, é o momento de conhecer os sinais do filho, de se adaptar ao novo papel e onde ocorrem mudanças significativas na rotina familiar. Muitas vezes se angustiam sem saber como acalmá-lo. A turbulência emocional faz parte desse início e traz alguns medos, inseguranças e conflitos. Bebês e crianças pequenas são suscetíveis, o cansaço e a tensão dos pais pode deixá-los inseguros, não conseguindo relaxar – torna-se um círculo vicioso.

É importante o casal se alternar quando a angústia limita a tolerância nos cuidados com o bebê. Pode ser desesperador ficar horas com um bebê com cólica. Uma pausa para poder se reorganizar emocionalmente também ajuda o bebê a se acalmar.
Antes de achar que seu filho tem um distúrbio de sono, pergunte a si mesmo quais são seus próprios medos e inseguranças e comece a cuidar deles. O bebê pode se tornar um aliado importante para perceber sutilezas na dinâmica familiar.

A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

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Relatores:
Dra. Denise Feliciano
Dr. Eduardo Goldenstein

Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 5/06/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Sete orientações para o seu filho dormir melhor https://spsp.org.br/7-orientacoes-para-o-seu-filho-dormir-melhor/ Thu, 28 Mar 2019 18:40:19 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2505 Médica elenca medidas comprovadamente eficazes para que as crianças tenham um descanso saudável e tranquilo Por Dra. Beatriz Neuhaus Barbizan para o site Saúde Dormir bem é um dos aspectos mais importantes para o crescimento, o desenvolvimento e a manutenção da saúde da criança. É um hábito associado não só à prevenção de doenças mas também a melhoras no aprendizado, no humor e no bem-estar mental. Por isso, enumeramos algumas regras bem fundamentadas para levar em conta na hora de estabelecer um sono ideal para o seu filho. 1. Criar uma rotina para dormir e acordar Em qualquer idade é importante estabelecer horários regulares para ir dormir e para despertar. Na medida do possível, vale evitar mudanças impactantes nesses horários, mesmo nos finais de semana. Os cochilos diurnos, comuns até os cinco ou seis anos, devem ocorrer no início da tarde. Na adolescência, existe uma tendência natural a dormir mais tarde. Mas isso deve ser monitorado pelos pais a fim de evitar um tempo insuficiente de sono. 2. Manter um tempo adequado de sono Baseada em inúmeros estudos, a Academia Americana de Medicina do Sono definiu a quantidade de sono necessária para cada faixa etária. Considerando as características individuais, os pais devem ter como objetivo manter o tempo de sono de seus filhos próximos às recomendações estipuladas abaixo — lembrando que é essencial que o maior tempo de sono ocorra no período noturno. • 4 a 12 meses: 12 a 16 horas de sono por dia, incluindo sonecas • 1 a 2 anos: 11 a 14 horas de sono por dia, incluindo sonecas • 3 a 5 anos: 10 a 13 horas de sono por dia, incluindo sonecas • 6 a 12 anos: 9 a 12 horas de sono por dia • 13 a 18 anos: 8 a 10 horas 3. Buscar o relaxamento antes de dormir Algumas horas antes de ir para cama, o ambiente em casa deve se acalmar: o ideal é evitar agitação e brincadeiras vigorosas, bem como o uso de telas luminosas, seja a do celular, seja a da televisão. A atividade física deve ocorrer no máximo até duas horas antes do sono. Para os pequenos relaxarem, além do banho, são bem-vindas músicas calmas, histórias e massagens. Para os mais crescidos, banho, música tranquila e a leitura de um livro caem bem. 4. Dormir na sua própria cama A recomendação é acostumar a criança, desde cedo, ao seu berço ou cama. O ideal é colocá-la sonolenta ali e deixar que se adapte e tome gosto por seu espaço. Sim, procure não levar o pequeno para a cama dos pais durante a noite. As sociedades de pediatria recomendam que a criança deva dormir no quarto dos pais pelo menos até os 6 meses de vida — nunca na cama dos pais, cabe frisar. Essa proximidade é importante para socorrer o bebê diante de alguma eventualidade e evitar a chamada morte súbita do lactente. 5. Ter atenção com a alimentação à noite No caso do bebê, a alimentação durante a madrugada deve ser retirada a partir de 9 ou 10 meses de idade. Pensando nos mais velhos, um leite morno ou alguma refeição leve estão liberados antes de dormir. Já pratos abundantes e gordurosos devem ser evitados. Refrigerantes e bebidas com cafeína são contraindicados também. 6. Montar um ambiente adequado Procure transformar o quarto em um lugar tranquilo, silencioso e seguro. Se alguma luz for necessária, utilize um tipo bem fraco, mantendo a penumbra. Adequar a temperatura ambiente também é importante. O berço do bebê, no primeiro ano de vida, deve ser o mais “limpo” possível. Protetores de berço, cobertas soltas, travesseiros ou colchões muito fofos devem ser evitados, pois colocam o bebê em risco. O “amiguinho de dormir”, a partir dos 5 meses, ajuda na independência do bebê, já que é um objeto de transição. Mas fique atento às especificações de tamanho, cor e textura do brinquedo. 7. Privilegiar uma posição no sono Essa vale especialmente para os bebês: nos primeiros meses de vida, eles precisam ser colocados para dormir sempre na posição supina, ou seja, de barriga para cima. Essa medida é comprovadamente essencial para a prevenção da morte súbita. Em relação às crianças mais velhas, qualquer dificuldade associada à posição ou à manutenção do sono à noite deve ser comentada e discutida com o pediatra. ___ Texto produzido pela Dra. Beatriz Neuhaus Barbizan para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/7-orientacoes-para-o-seu-filho-dormir-melhor/ Dra. Beatriz Neuhaus Barbizan é pediatra e presidente do Departamento Científico de Medicina do Sono da Sociedade de Pediatria de São Paulo. ___ Publicado em 28/03/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Médica elenca medidas comprovadamente eficazes para que as crianças tenham um descanso saudável e tranquilo

Por Dra. Beatriz Neuhaus Barbizan para o site Saúde

Dormir bem é um dos aspectos mais importantes para o crescimento, o desenvolvimento e a manutenção da saúde da criança. É um hábito associado não só à prevenção de doenças mas também a melhoras no aprendizado, no humor e no bem-estar mental. Por isso, enumeramos algumas regras bem fundamentadas para levar em conta na hora de estabelecer um sono ideal para o seu filho.

ddimitrova | pixabay.com

1. Criar uma rotina para dormir e acordar

Em qualquer idade é importante estabelecer horários regulares para ir dormir e para despertar. Na medida do possível, vale evitar mudanças impactantes nesses horários, mesmo nos finais de semana.

Os cochilos diurnos, comuns até os cinco ou seis anos, devem ocorrer no início da tarde. Na adolescência, existe uma tendência natural a dormir mais tarde. Mas isso deve ser monitorado pelos pais a fim de evitar um tempo insuficiente de sono.

2. Manter um tempo adequado de sono

Baseada em inúmeros estudos, a Academia Americana de Medicina do Sono definiu a quantidade de sono necessária para cada faixa etária. Considerando as características individuais, os pais devem ter como objetivo manter o tempo de sono de seus filhos próximos às recomendações estipuladas abaixo — lembrando que é essencial que o maior tempo de sono ocorra no período noturno.
• 4 a 12 meses: 12 a 16 horas de sono por dia, incluindo sonecas
• 1 a 2 anos: 11 a 14 horas de sono por dia, incluindo sonecas
• 3 a 5 anos: 10 a 13 horas de sono por dia, incluindo sonecas
• 6 a 12 anos: 9 a 12 horas de sono por dia
• 13 a 18 anos: 8 a 10 horas

3. Buscar o relaxamento antes de dormir

Algumas horas antes de ir para cama, o ambiente em casa deve se acalmar: o ideal é evitar agitação e brincadeiras vigorosas, bem como o uso de telas luminosas, seja a do celular, seja a da televisão. A atividade física deve ocorrer no máximo até duas horas antes do sono.

Para os pequenos relaxarem, além do banho, são bem-vindas músicas calmas, histórias e massagens. Para os mais crescidos, banho, música tranquila e a leitura de um livro caem bem.

4. Dormir na sua própria cama

A recomendação é acostumar a criança, desde cedo, ao seu berço ou cama. O ideal é colocá-la sonolenta ali e deixar que se adapte e tome gosto por seu espaço. Sim, procure não levar o pequeno para a cama dos pais durante a noite.

As sociedades de pediatria recomendam que a criança deva dormir no quarto dos pais pelo menos até os 6 meses de vida — nunca na cama dos pais, cabe frisar. Essa proximidade é importante para socorrer o bebê diante de alguma eventualidade e evitar a chamada morte súbita do lactente.

5. Ter atenção com a alimentação à noite

No caso do bebê, a alimentação durante a madrugada deve ser retirada a partir de 9 ou 10 meses de idade. Pensando nos mais velhos, um leite morno ou alguma refeição leve estão liberados antes de dormir.

Já pratos abundantes e gordurosos devem ser evitados. Refrigerantes e bebidas com cafeína são contraindicados também.

6. Montar um ambiente adequado

Procure transformar o quarto em um lugar tranquilo, silencioso e seguro. Se alguma luz for necessária, utilize um tipo bem fraco, mantendo a penumbra.

Adequar a temperatura ambiente também é importante. O berço do bebê, no primeiro ano de vida, deve ser o mais “limpo” possível. Protetores de berço, cobertas soltas, travesseiros ou colchões muito fofos devem ser evitados, pois colocam o bebê em risco.

O “amiguinho de dormir”, a partir dos 5 meses, ajuda na independência do bebê, já que é um objeto de transição. Mas fique atento às especificações de tamanho, cor e textura do brinquedo.

7. Privilegiar uma posição no sono

Essa vale especialmente para os bebês: nos primeiros meses de vida, eles precisam ser colocados para dormir sempre na posição supina, ou seja, de barriga para cima. Essa medida é comprovadamente essencial para a prevenção da morte súbita. Em relação às crianças mais velhas, qualquer dificuldade associada à posição ou à manutenção do sono à noite deve ser comentada e discutida com o pediatra.

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Texto produzido pela Dra. Beatriz Neuhaus Barbizan para o site SAÚDE.
Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/7-orientacoes-para-o-seu-filho-dormir-melhor/

Dra. Beatriz Neuhaus Barbizan é pediatra e presidente do Departamento Científico de Medicina do Sono da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

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Publicado em 28/03/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Momento Saúde: Medicina do Sono https://spsp.org.br/momento-saude-medicina-do-sono/ Wed, 10 May 2017 18:20:43 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1909 Meu filho não dorme – possíveis causas A dificuldade em iniciar e/ou manter o sono é a principal queixa tanto em crianças como adolescentes. Em crianças até os três anos de idade as causas mais frequentes são: crianças que fazem associações inadequadas ao sono, como por exemplo, que dormem só quando são ninadas, ou se usam chupeta, ou se são balançadas no carrinho etc. Aleitamento materno, cólicas, ansiedade dos pais, depressão materna e eventos que podem interferir nos mecanismos do sono, como o refluxo gastroesofágico, erupção dentária, alergias alimentares, doenças comuns da infância e doenças neurológicas ou psiquiátricas podem ser fatores de risco para o problema. Outra causa é a dificuldade para estabelecer limites e a resistência para dormir, que podem estar associados a pais pouco disciplinados e permissivos, conflitos em relação à educação da criança, expectativas incorretas quanto ao aprendizado de dormir, comportamento opositor da criança e ambiente doméstico conturbado. Em crianças maiores e adolescentes pode ocorrer a insônia crônica, quando a dificuldade com o sono persiste por mais de três meses e ocorre pelo menos três vezes por semana. Rotinas de sono inadequadas, doenças médicas, problemas psiquiátricos, como depressão, uso de tabaco, álcool ou substâncias ilícitas, pouca interação com os pais e uso de equipamentos com conexão de internet favorecem o problema. Meu filho não dorme – recomendações Uma boa higiene do sono – com uma rotina de horários e rituais bem estabelecidos – é importante para se prevenir e cuidar dos distúrbios do sono. No entanto, existem algumas diferenças nas recomendações para crianças e adolescentes. Veja algumas dicas: Recomendações para crianças • Amamentar ou oferecer a mamadeira habitual na sala, em seguida fazer a higiene da noite e se preparar para dormir. Alerta: o banho antes de dormir pode estimular crianças maiores. • Estabelecer horários regulares para deitar e levantar, evitando ultrapassar 1 hora de diferença entre os dias com e sem aulas. • Compor um ritual de dormir de 20-30 minutos, no quarto, com atividades calmas como leitura, contar histórias, falar sobre as atividades do dia, fazer um carinho e terminar com um beijo de boa noite. • Não utilizar qualquer tipo de tecnologia com monitor para favorecer o sono. • Sonecas diurnas devem ser feitas logo após o horário do almoço. • Estimular passeios ao ar livre para receber sol, pois isso favorece um ritmo adequado de sono. Recomendações para adolescentes • Evitar comidas pesadas e bebidas com cafeína próximo ao horário de dormir. • Ter horários regulares para deitar e levantar, evitando ultrapassar 1 hora de diferença entre os dias com e sem aulas. • Compor um ritual de dormir de 30-60 minutos, no quarto, com atividades calmas como leitura ou ouvir música suave. • Não usar qualquer tipo de equipamento com monitor para favorecer o sono. • Sonecas diurnas de 30-45 minutos podem ser feitas logo após o horário do almoço. • Tomar sol pela manhã e fazer exercícios físicos para regular o relógio biológico e favorecer o ritmo do sono. Meu filho não dorme – quando procurar um especialista O pediatra da criança/adolescente deve ser sempre consultado quando existirem dúvidas relativas ao sono. Em alguns casos será necessária consulta com especialista. Quando existe a queixa, em crianças no primeiro ano de vida, que são muito agitadas e difíceis de consolar ou que apresentam alguma dificuldade respiratória, é recomendável que ela seja avaliada para refluxo gastroesofágico, cólicas e doenças respiratórias. Crianças e adolescentes entre um e 12 anos que apresentam ronco frequente, respiração ruidosa ou apneia (interrupção da respiração durante o sono), dificuldade para iniciar o sono, despertares frequentes, movimentos estranhos e repetitivos, que se referem a medos, que são difíceis de acalmar, que após uma noite ruim os pais notem alteração de humor, de comportamento ou dificuldades escolares também necessitam avaliação. Adolescentes entre 13 e 18 anos podem ter as mesmas queixas das crianças menores e ainda apresentarem sonolência diurna ou dificuldade em frequentar as aulas, principalmente no período da manhã. Nessa faixa etária, devem ser avaliados e orientados com relação ao evento, que ocorre frequentemente, de alteração do relógio biológico, chamado de atraso fisiológico do ritmo de sono e vigília. Como ajudar meu filho a dormir – hábitos saudáveis Nos primeiros meses de vida, o bebê deve dormir sempre de barriguinha para cima e ao lado da cama da mãe, pois ela poderá atendê-lo com mais facilidade. Até próximo do 3º mês de vida, o sono ocorre de forma cíclica, quase sempre associado à alimentação e isso de forma quase contínua nas 24 horas do dia. Entretanto, o ideal é iniciar pequenas rotinas, como quebrar a luz do quarto durante o dia e diminuir a luz e o barulho da casa à noite. Entre três e cinco meses, iniciar uma rotina com horários para se alimentar e dormir durante o dia, estabelecer um horário para o sono da noite e criar um ritual de dormir, por exemplo: banho morno, alimentação, cantiga, carinho e deixar que o bebê adormeça no próprio berço. Isso faz com que ele aprenda a voltar a dormir sozinho quando acordar no meio da noite. Assim que o bebê começar a segurar objetos nas mãozinhas, escolher um “amiguinho de dormir”, que tenha um atrativo tátil, como diferentes texturas ou enchimento rugoso para que se distraia enquanto manipula o mesmo e adormece. Conforme o bebê vai crescendo o ritual deve ser modificado, com livros de figuras, contar histórias, massagear (se ele gostar), ou orar. Utilizar uma lâmpada fraca e indireta que ilumine apenas o suficiente para a atividade escolhida. Todo o ritual deve durar entre 20 e 30 minutos e sempre terminar com o beijo de boa noite. Caso necessite atender a criança, tente ser breve, fale baixo e use frases positivas e que remetam à manhã seguinte, como: “daqui a pouco vamos acordar para brincar!” Para crianças maiores e adolescentes, deve-se incentivar a manutenção de um ritual de dormir, como a leitura, evitar o uso de TV, outro equipamento ou tecnologia nos 30 minutos que precedem o...]]>

Meu filho não dorme – possíveis causas

A dificuldade em iniciar e/ou manter o sono é a principal queixa tanto em crianças como adolescentes.

Em crianças até os três anos de idade as causas mais frequentes são: crianças que fazem associações inadequadas ao sono, como por exemplo, que dormem só quando são ninadas, ou se usam chupeta, ou se são balançadas no carrinho etc. Aleitamento materno, cólicas, ansiedade dos pais, depressão materna e eventos que podem interferir nos mecanismos do sono, como o refluxo gastroesofágico, erupção dentária, alergias alimentares, doenças comuns da infância e doenças neurológicas ou psiquiátricas podem ser fatores de risco para o problema. Outra causa é a dificuldade para estabelecer limites e a resistência para dormir, que podem estar associados a pais pouco disciplinados e permissivos, conflitos em relação à educação da criança, expectativas incorretas quanto ao aprendizado de dormir, comportamento opositor da criança e ambiente doméstico conturbado.

Em crianças maiores e adolescentes pode ocorrer a insônia crônica, quando a dificuldade com o sono persiste por mais de três meses e ocorre pelo menos três vezes por semana. Rotinas de sono inadequadas, doenças médicas, problemas psiquiátricos, como depressão, uso de tabaco, álcool ou substâncias ilícitas, pouca interação com os pais e uso de equipamentos com conexão de internet favorecem o problema.

Meu filho não dorme – recomendações

Uma boa higiene do sono – com uma rotina de horários e rituais bem estabelecidos – é importante para se prevenir e cuidar dos distúrbios do sono. No entanto, existem algumas diferenças nas recomendações para crianças e adolescentes. Veja algumas dicas:

Recomendações para crianças
• Amamentar ou oferecer a mamadeira habitual na sala, em seguida fazer a higiene da noite e se preparar para dormir. Alerta: o banho antes de dormir pode estimular crianças maiores.
• Estabelecer horários regulares para deitar e levantar, evitando ultrapassar 1 hora de diferença entre os dias com e sem aulas.
• Compor um ritual de dormir de 20-30 minutos, no quarto, com atividades calmas como leitura, contar histórias, falar sobre as atividades do dia, fazer um carinho e terminar com um beijo de boa noite.
• Não utilizar qualquer tipo de tecnologia com monitor para favorecer o sono.
• Sonecas diurnas devem ser feitas logo após o horário do almoço.
• Estimular passeios ao ar livre para receber sol, pois isso favorece um ritmo adequado de sono.

Recomendações para adolescentes
• Evitar comidas pesadas e bebidas com cafeína próximo ao horário de dormir.
• Ter horários regulares para deitar e levantar, evitando ultrapassar 1 hora de diferença entre os dias com e sem aulas.
• Compor um ritual de dormir de 30-60 minutos, no quarto, com atividades calmas como leitura ou ouvir música suave.
• Não usar qualquer tipo de equipamento com monitor para favorecer o sono.
• Sonecas diurnas de 30-45 minutos podem ser feitas logo após o horário do almoço.
• Tomar sol pela manhã e fazer exercícios físicos para regular o relógio biológico e favorecer o ritmo do sono.

Meu filho não dorme – quando procurar um especialista

O pediatra da criança/adolescente deve ser sempre consultado quando existirem dúvidas relativas ao sono. Em alguns casos será necessária consulta com especialista.

Quando existe a queixa, em crianças no primeiro ano de vida, que são muito agitadas e difíceis de consolar ou que apresentam alguma dificuldade respiratória, é recomendável que ela seja avaliada para refluxo gastroesofágico, cólicas e doenças respiratórias.

Crianças e adolescentes entre um e 12 anos que apresentam ronco frequente, respiração ruidosa ou apneia (interrupção da respiração durante o sono), dificuldade para iniciar o sono, despertares frequentes, movimentos estranhos e repetitivos, que se referem a medos, que são difíceis de acalmar, que após uma noite ruim os pais notem alteração de humor, de comportamento ou dificuldades escolares também necessitam avaliação.

Adolescentes entre 13 e 18 anos podem ter as mesmas queixas das crianças menores e ainda apresentarem sonolência diurna ou dificuldade em frequentar as aulas, principalmente no período da manhã. Nessa faixa etária, devem ser avaliados e orientados com relação ao evento, que ocorre frequentemente, de alteração do relógio biológico, chamado de atraso fisiológico do ritmo de sono e vigília.

Como ajudar meu filho a dormir – hábitos saudáveis

Nos primeiros meses de vida, o bebê deve dormir sempre de barriguinha para cima e ao lado da cama da mãe, pois ela poderá atendê-lo com mais facilidade. Até próximo do 3º mês de vida, o sono ocorre de forma cíclica, quase sempre associado à alimentação e isso de forma quase contínua nas 24 horas do dia. Entretanto, o ideal é iniciar pequenas rotinas, como quebrar a luz do quarto durante o dia e diminuir a luz e o barulho da casa à noite.

Entre três e cinco meses, iniciar uma rotina com horários para se alimentar e dormir durante o dia, estabelecer um horário para o sono da noite e criar um ritual de dormir, por exemplo: banho morno, alimentação, cantiga, carinho e deixar que o bebê adormeça no próprio berço. Isso faz com que ele aprenda a voltar a dormir sozinho quando acordar no meio da noite. Assim que o bebê começar a segurar objetos nas mãozinhas, escolher um “amiguinho de dormir”, que tenha um atrativo tátil, como diferentes texturas ou enchimento rugoso para que se distraia enquanto manipula o mesmo e adormece.

Conforme o bebê vai crescendo o ritual deve ser modificado, com livros de figuras, contar histórias, massagear (se ele gostar), ou orar. Utilizar uma lâmpada fraca e indireta que ilumine apenas o suficiente para a atividade escolhida. Todo o ritual deve durar entre 20 e 30 minutos e sempre terminar com o beijo de boa noite. Caso necessite atender a criança, tente ser breve, fale baixo e use frases positivas e que remetam à manhã seguinte, como: “daqui a pouco vamos acordar para brincar!”

Para crianças maiores e adolescentes, deve-se incentivar a manutenção de um ritual de dormir, como a leitura, evitar o uso de TV, outro equipamento ou tecnologia nos 30 minutos que precedem o horário de dormir. O sono deve ser estimulado, pois o crescimento e desenvolvimento físico, cognitivo e comportamental são dependentes da qualidade e quantidade de sono.

dagon_ | Pixabay

 

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Relator:
Departamento Científico de Medicina do Sono da SPSP.

Publicado em 03/01/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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