Hábitos alimentares – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 07 Jul 2025 14:44:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Hábitos alimentares – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Lanche escolar: atenção para a saúde geral e bucal https://spsp.org.br/lanche-escolar-atencao-para-a-saude-geral-e-bucal/ Mon, 07 Jul 2025 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=52123 Atualmente, a alimentação infantil é motivo de grande preocupação dos pais e profissionais de saúde, devido a um aumento alarmante no consumo de alimentos altamente calóricos]]>

Atualmente, a alimentação infantil é motivo de grande preocupação dos pais e profissionais de saúde, devido a um aumento alarmante no consumo de alimentos altamente calóricos e de baixa qualidade nutricional.

É fundamental estimular a formação de hábitos alimentares saudáveis desde os primeiros anos de vida, para garantir o crescimento e desenvolvimento adequados, a manutenção da saúde e prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, obesidade e cárie dentária.

Vale lembrar que as crianças não apresentam maturidade e conhecimento suficiente para fazerem suas escolhas alimentares, sendo os pais e cuidadores os principais responsáveis pela escolha, aquisição, preparo e oferta alimentar.

Hábitos alimentares se desenvolvem em casa e são moldados constantemente nos ambientes onde a criança está inserida: escola, casa de amigos e familiares, locais de esporte, praças de alimentação, etc. As preferências alimentares presentes na infância podem se perpetuar na vida adulta. O consumo de carboidratos fermentáveis, em especial a sacarose (açúcar), é um dos fatores que interferem no desenvolvimento de lesões de cáries. O consumo de bebidas e alimentos ácidos em alta frequência pode favorecer a erosão do esmalte dentário, levando à sensibilidade e perda de parte de sua estrutura.

Além das refeições feitas em casa, o lanche escolar, levado de casa ou comprado na escola, também tem um papel muito importante na rotina alimentar. Ele oferece nutrientes e energia para garantir o aproveitamento escolar e permite que a criança chegue com maior controle do apetite na refeição seguinte.

A rotina atarefada das famílias e a crescente seletividade alimentar das crianças têm resultado na confecção de lanches altamente calóricos, compostos na maioria das vezes por alimentos processados e ultraprocessados. A praticidade, durabilidade, alta palatabilidade e embalagens chamativas exercem grande influência no consumo.

É importante destacar que o lanche escolar não precisa ser uma refeição completa, com alimentos de todos os grupos, visto que do ponto de vista energético ele deve representar apenas 10% a 15% do consumo energético diário.

Normalmente o valor energético exibido no pacote de um alimento ultraprocessado refere-se a uma porção muito pequena, que não expressa o tamanho das porções consumidas e confunde o consumidor com frases enganosas, como “Enriquecidos com…”, “Livre de gorduras”, “Zero gorduras trans”, etc.; iludindo os pais em relação à verdadeira composição dos produtos.

Sendo assim, propomos dicas básicas para o seu planejamento:

  • O lanche escolar deve suprir as necessidades nutricionais de cada faixa etária e ser constituído por 2 ou 3 alimentos ou preparações;
  • Alimentos ultraprocessados devem ser evitados;
  • A criança deve ser estimulada a hidratar-se com água. A garrafa de água é item obrigatório e deve ser consumida! Ela pode ser levada cheia e a família deve estimular a criança a tomar com frequência e completar quando acabar;
  • Oferecer frutas em vez de sucos. Elas são importantes fontes de energia, vitaminas, minerais e fibras. As fibras estimulam a mastigação e favorecem o crescimento e desenvolvimento adequado das arcadas dentárias; sendo assim, incluir sempre uma porção de fruta ou hortaliça (tomate, palitos de cenoura e pepino, etc.);
  • Escolher uma fruta prática para ser consumida com casca ou cuja casca possa ser retirada com facilidade (maçã, banana, pera, pêssego, ameixa, morango, mexerica, uva, etc.). Algumas frutas podem ser levadas inteiras, enquanto outras devem ser descascadas e levadas picadas em recipientes com tampa: abacaxi, melão, melancia, manga, etc. Em caso de necessidade de corte, fazê-lo o mais perto possível do consumo. Lembrar que, conforme a idade, frutas como a uva devem ser cortadas, para evitar engasgos, e todos os itens devem ser pré-lavados, secos e bem embalados;
  • Caso a escolha seja suco, sempre eleger o natural ou integral ou 100% da fruta. Vale lembrar que esses sucos não contêm açúcar, mas na maioria dos casos podem ser diluídos na proporção de 2 partes de suco para 1 de água, já que são altamente concentrados. No caso de sucos naturais, preparar bem perto do consumo e lembrar-se que esse tipo de alimento tem quantidade máxima a ser consumida por dia consumo máximo ao dia;
  • Enviar um alimento fonte de proteína: leite, iogurte, queijo, ovo cozido, ovo de codorna (5 unidades = 1 ovo de galinha), crepioca, sanduíche de atum, frango, etc.;
  • Compor com uma fonte de carboidrato: pão francês, pães integrais (aveia, grãos, centeio, integral, preto), pão sírio, torrada integral, torrada, bolo caseiro, tapioca, cereal matinal sem adição de açúcar, pipoca de panela, wrap, cookie integral, panqueca caseira, snack de batata, batata-doce, mandioca, mandioquinha, etc.; restringindo o consumo das versões ultraprocessadas, como bisnaguinha, pão egg sponge, bolinhos prontos, ;
  • Sugestões de recheio: queijo minas, queijo meia-cura, mussarela de búfala, manteiga, requeijão, fritada (ex.: ovo mexido com tomate), patês de ricota temperada, frango, geleia de frutas sem adição de açúcar, pasta de amendoim, etc.;
  • É importante utilizar lancheiras de material térmico ou gelo em placas para manter a qualidade dos alimentos e evitar que gêneros perecíveis fiquem sem refrigeração por mais de três horas.

Alimentos e preparações que não devem entrar na rotina alimentar da criança. Caso algum item seja eleito para o lanche escolar, restringir a oferta para 1 vez por semana:

  • Sucos e refrescos de caixinha;
  • Snacks e salgadinhos de pacote;
  • Leite fermentado, tipo Yakult (EVITAR);
  • Achocolatados prontos (Toddynho e similares);
  • Doces em geral (chocolate, sorvete cremoso, pirulito, balas, etc.);
  • Pães e bolos com recheios e cremes;
  • Pães doces;
  • Salgados fritos (coxinha, risole, bolinha de queijo, etc.) e assados (pão de queijo, enrolado de salsicha, enrolado de frios, empada, croissant, etc.);
  • Bolachas em geral, especialmente as recheadas;
  • Waffle;

Bebidas isotônicas, como Gatorade e similares, são contraindicadas, devido aos altos teores de sódio.

Lembrar que os lanches não consistem em refeições inteiras. Cada item é apenas uma parte do conjunto; então não se deve exagerar nas quantidades.

 

Relatora:
Vera Regina M. Dishchekenian
Especialista em Nutrição Materno-Infantil
Membro do Núcleo de Estudos de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Colaboradoras:
Ana Flavia Calvo
Cristina Giovannetti Del Conte
Patricia Roulet
Núcleo de Estudos de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Mundial da Obesidade e Dia Nacional de Prevenção da Obesidade https://spsp.org.br/dia-mundial-da-obesidade-e-dia-nacional-de-prevencao-da-obesidade/ Wed, 11 Oct 2023 14:45:14 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=39794 A obesidade é uma doença crônica e progressiva, que tende a piorar com o passar dos anos. É caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal,]]>

A obesidade é uma doença crônica e progressiva, que tende a piorar com o passar dos anos. É caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal, em quantidade suficiente para causar prejuízos à saúde.

Atualmente é considerada uma epidemia, pois afeta pessoas de todas as idades e classes sociais, no mundo inteiro. Além de reduzir a qualidade e a expectativa de vida, predispõe ao aparecimento de doenças como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, asma, alterações ortopédicas, gordura no fígado e alguns tipos de câncer, sem contar com os inúmeros transtornos psicossociais que podem acompanhá-la. Acredita-se que as mudanças nos hábitos alimentares que ocorreram a partir da década de 1970 estejam diretamente envolvidas no surgimento dessa epidemia.

A Organização Mundial da Saúde considera a obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo atualmente, uma vez que isso gera um aumento nos gastos públicos com hospitalizações e medicamentos para o tratamento de suas complicações.

Os dados publicados pelo Ministério da Saúde em 2019, no Atlas da Obesidade Infantil no Brasil, mostram que mais de 900 mil crianças brasileiras entre 0 e 9 anos de idade são obesas. Considerando que esses dados foram publicados antes da pandemia da covid-19, hoje certamente esse número deve ter ultrapassado 1 milhão de crianças obesas, uma vez que o fechamento das escolas e o isolamento social impuseram mudanças nos hábitos alimentares e a restrição da atividade física, predispondo ao ganho excessivo de peso nesse período.

Muitas vezes a percepção de que uma criança está acima do peso ocorre somente quando a doença já está instalada. Quando detectada precocemente, a chance de se reverter o processo é bem favorável. Porém, uma vez instalado o problema, a estratégia terapêutica é muito difícil, pois envolve mudanças comportamentais e de hábito não só do paciente, mas da família como um todo, o que dificulta muito a aderência ao tratamento. Por isso, a prevenção sempre será a melhor estratégia para controlar esse problema gravíssimo que enfrentamos atualmente.

É importante ressaltar que ninguém tem obesidade por escolha própria. Sabe-se que a herança genética contribui em 70% de seu aparecimento, mas outros fatores também são muito relevantes, como o consumo de alimentos ultraprocessados, o estresse e o sedentarismo. Outros fatores, como a poluição e a qualidade das bactérias encontradas no intestino dos pacientes obesos também têm sido estudados ultimamente.

O Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, instituído em 11 de outubro, tem por objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção dessa doença. A informação confiável, não aquela promovida por influencers de credibilidade questionável, deve estar disponível para que as famílias, juntamente com a observação dos pediatras, identifiquem o problema precocemente e, quando houver dificuldade no manejo do problema, o encaminhamento para profissionais de saúde capacitados, preferencialmente em equipe multiprofissional, seja feito o mais rápido possível.

Os órgãos públicos, por sua vez, têm também um papel importante na prevenção da obesidade infantil, e devem trabalhar na promoção do aleitamento materno, criando condições para que este ocorra por tempo mais prolongado, além de melhorar a nutrição e promover a atividade física no ambiente escolar. O poder público também é responsável pela elaboração de políticas de controle e regulamentação do comércio de alimentos voltados às crianças.

Vale destacar o fato de que não existe uma pílula mágica para tratar a obesidade. Seu enfrentamento demanda a conscientização sobre a gravidade da doença e o esforço conjunto da família e da equipe responsável por seu tratamento.

 

Relatora:
Rosana Tumas
Presidente do Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Desenvolvimento dos hábitos alimentares na primeira infância https://spsp.org.br/desenvolvimento-dos-habitos-alimentares-na-primeira-infancia/ Wed, 19 Feb 2020 18:58:18 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3014 A prevenção de doenças cardiovasculares, anemia e obesidade começa na vida intrauterina. Uma alimentação cuidadosa durante a gestação, amamentação e primeira infância possibilita o crescimento e desenvolvimento adequados do bebê e contribui para a formação de hábitos alimentares saudáveis para toda a vida. Nos primeiros seis meses de vida, o leite materno é o alimento mais completo e indicado para os bebês. O aleitamento materno deve ser exclusivo até o sexto mês e mantido até os dois anos de idade ou mais, desde que tenha a função nutritiva e respeite a vontade da criança e da mãe. Após o sexto mês de vida, a alimentação complementar deve ser introduzida. A alimentação é uma atividade que envolve muitas estruturas do corpo humano e a coordenação de todo o sistema neuromuscular. O aleitamento materno estimula a respiração nasal e correta sucção, favorecendo o crescimento harmônico da boca e da face, importante para a mastigação. Ele ainda expõe a criança a uma ampla experiência sensorial, facilitando a aceitação da alimentação complementar. Ao completar seis meses, a criança apresenta maturidade para receber novos alimentos, em diferentes apresentações e texturas, na forma de alimentação complementar. Nessa idade, essa passa a preencher as necessidades nutricionais, até então supridas integralmente pelo aleitamento materno ou artificial, garantindo a manutenção do crescimento adequado e permitindo que a criança alcance o padrão alimentar da família a partir dos 12 meses. A mastigação é uma função aprendida e o alimento oferecido em diferentes texturas é o responsável pelo seu desenvolvimento. Mesmo sem a presença dos dentes, a criança amassa e tritura os alimentos com a ajuda da gengiva, que já se encontra rígida pela proximidade da erupção dos dentes. No começo, ela apresenta movimentos irregulares em resposta a oferta de alimentos na forma de papas e pequenos pedaços, que evoluem para movimentos em ciclos com a oferta de alimentos mais consistentes, em pedaços maiores, crus, com casca ou bagaço (foto). Os alimentos devem ser ofertados de maneira lenta e progressiva, respeitando os hábitos culturais e regionais. A criança pode apresentar resistência as novas texturas, odores, sabores e utensílios. É fundamental que a família tenha conhecimento das dificuldades e apresente um cardápio saudável, variado, saboroso, rico em alimentos “in natura”, com o mínimo de alimentos processados e conservantes (corantes, estabilizantes, adoçantes e outros ingredientes industriais) e com baixo teor de sal e gorduras. Vale lembrar que a criança não deve ser exposta ao açúcar até os dois anos de idade e que a água deve ser a fonte de hidratação. Sucos naturais não devem ser ofertados no primeiro ano de vida e a partir de então, consumidos com moderação. Sucos artificiais, refrescos e refrigerantes devem ser sempre evitados, pois além de atrapalharem o apetite, não são saudáveis. A oferta dos alimentos nos dois primeiros anos de vida merece uma atenção especial e deve ser feita com cautela. A família desempenha o papel de “modelo alimentar” das crianças em relação ao que comer (qualidade, variedade e quantidade) e como comer (local, número e duração das refeições, ambiente tranquilo, companhia, etc.). Nessa fase, é essencial identificar e respeitar os sinais de fome e saciedade. A criança pode parar de comer quando está saciada, por estar distraída com o ambiente ou por querer descansar, voltando a comer em seguida. O importante é não forçá-la a comer, associar prêmios ao raspar o prato, ceder a chantagens ou trocar refeições por lanches ou guloseimas. Hábitos estabelecidos na infância serão o alicerce da alimentação saudável ao longo da vida. ___Relatora:Vera Regina Mello DishchekenianGrupo de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo]]>

A prevenção de doenças cardiovasculares, anemia e obesidade começa na vida intrauterina. Uma alimentação cuidadosa durante a gestação, amamentação e primeira infância possibilita o crescimento e desenvolvimento adequados do bebê e contribui para a formação de hábitos alimentares saudáveis para toda a vida.

Nos primeiros seis meses de vida, o leite materno é o alimento mais completo e indicado para os bebês. O aleitamento materno deve ser exclusivo até o sexto mês e mantido até os dois anos de idade ou mais, desde que tenha a função nutritiva e respeite a vontade da criança e da mãe. Após o sexto mês de vida, a alimentação complementar deve ser introduzida.

A alimentação é uma atividade que envolve muitas estruturas do corpo humano e a coordenação de todo o sistema neuromuscular. O aleitamento materno estimula a respiração nasal e correta sucção, favorecendo o crescimento harmônico da boca e da face, importante para a mastigação. Ele ainda expõe a criança a uma ampla experiência sensorial, facilitando a aceitação da alimentação complementar.

Ao completar seis meses, a criança apresenta maturidade para receber novos alimentos, em diferentes apresentações e texturas, na forma de alimentação complementar. Nessa idade, essa passa a preencher as necessidades nutricionais, até então supridas integralmente pelo aleitamento materno ou artificial, garantindo a manutenção do crescimento adequado e permitindo que a criança alcance o padrão alimentar da família a partir dos 12 meses.

A mastigação é uma função aprendida e o alimento oferecido em diferentes texturas é o responsável pelo seu desenvolvimento. Mesmo sem a presença dos dentes, a criança amassa e tritura os alimentos com a ajuda da gengiva, que já se encontra rígida pela proximidade da erupção dos dentes. No começo, ela apresenta movimentos irregulares em resposta a oferta de alimentos na forma de papas e pequenos pedaços, que evoluem para movimentos em ciclos com a oferta de alimentos mais consistentes, em pedaços maiores, crus, com casca ou bagaço (foto).

Os alimentos devem ser ofertados de maneira lenta e progressiva, respeitando os hábitos culturais e regionais. A criança pode apresentar resistência as novas texturas, odores, sabores e utensílios. É fundamental que a família tenha conhecimento das dificuldades e apresente um cardápio saudável, variado, saboroso, rico em alimentos “in natura”, com o mínimo de alimentos processados e conservantes (corantes, estabilizantes, adoçantes e outros ingredientes industriais) e com baixo teor de sal e gorduras. Vale lembrar que a criança não deve ser exposta ao açúcar até os dois anos de idade e que a água deve ser a fonte de hidratação. Sucos naturais não devem ser ofertados no primeiro ano de vida e a partir de então, consumidos com moderação. Sucos artificiais, refrescos e refrigerantes devem ser sempre evitados, pois além de atrapalharem o apetite, não são saudáveis.

A oferta dos alimentos nos dois primeiros anos de vida merece uma atenção especial e deve ser feita com cautela. A família desempenha o papel de “modelo alimentar” das crianças em relação ao que comer (qualidade, variedade e quantidade) e como comer (local, número e duração das refeições, ambiente tranquilo, companhia, etc.). Nessa fase, é essencial identificar e respeitar os sinais de fome e saciedade. A criança pode parar de comer quando está saciada, por estar distraída com o ambiente ou por querer descansar, voltando a comer em seguida. O importante é não forçá-la a comer, associar prêmios ao raspar o prato, ceder a chantagens ou trocar refeições por lanches ou guloseimas.

Hábitos estabelecidos na infância serão o alicerce da alimentação saudável ao longo da vida.

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Relatora:
Vera Regina Mello Dishchekenian
Grupo de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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