futuro – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 07 Apr 2026 15:00:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png futuro – SPSP https://spsp.org.br 32 32 O que a sua família precisa saber para proteger o futuro das crianças https://spsp.org.br/o-que-a-sua-familia-precisa-saber-para-proteger-o-futuro-das-criancas/ Tue, 07 Apr 2026 12:49:33 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55773 No dia 7 de abril, celebramos o Dia Mundial da Saúde. Para nós, pediatras da Sociedade de Pediatria de São Paulo, essa data é um convite para olhar além das consultas de rotina. É o momento]]>

No dia 7 de abril, celebramos o Dia Mundial da Saúde. Para nós, pediatras da Sociedade de Pediatria de São Paulo, essa data é um convite para olhar além das consultas de rotina. É o momento de lembrarmos que a saúde de uma criança não é apenas a ausência de febre ou tosse, mas um estado de equilíbrio que envolve o corpo, a mente e o ambiente em que ela vive.

Cuidar da saúde infantil em 2026 traz novos desafios. O mundo mudou, e as necessidades dos nossos filhos também. A seguir, destacamos os pilares fundamentais que toda família deve observar para garantir um desenvolvimento saudável e feliz.

  1. A vacinação: o escudo invisível

Não há ferramenta de saúde pública mais eficaz do que a vacina. Ela é a prova de amor mais concreta que podemos oferecer. Manter a caderneta de vacinação em dia protege não apenas o seu filho, mas toda a comunidade, impedindo que doenças que considerávamos “vencidas” retornem. Em caso de dúvidas sobre novas vacinas ou reforços, o seu pediatra é a fonte mais segura de informação.

  1. O equilíbrio no mundo digital

Vivemos em uma era hiperconectada. Se por um lado a tecnologia ajuda no aprendizado, o excesso de telas pode prejudicar o sono, o desenvolvimento da fala e a socialização.

  • Dica prática: Estabeleça “zonas livres de telas” (como a mesa de jantar e o quarto antes de dormir) e priorize o brincar ao ar livre. O contato com a natureza é um “santo remédio” para a saúde mental e física.
  1. Alimentação e movimento

A base da saúde do adulto é construída na infância. Estimular o consumo de alimentos naturais – frutas, legumes e verduras – e evitar os ultraprocessados (aqueles cheios de corantes e conservantes) é um investimento a longo prazo. Além disso, o corpo da criança foi feito para se mexer. O sedentarismo infantil é um risco real para a obesidade e doenças cardiovasculares precoces.

  1. Saúde mental e afeto

Criança saudável é criança que se sente segura. O estresse tóxico, causado por ambientes instáveis ou violência, pode deixar marcas profundas no desenvolvimento cerebral. O diálogo, o acolhimento das emoções e o tempo de qualidade em família são tão importantes quanto as vitaminas. Esteja atento a mudanças bruscas de comportamento, isolamento ou queda no rendimento escolar; a saúde emocional merece a mesma atenção que a física.

  1. Prevenção de acidentes e violência

A maior parte dos acidentes domésticos pode ser evitada com medidas simples de segurança. Além disso, a proteção contra qualquer forma de violência – física, sexual, psicológica ou digital – é um direito inalienável da criança. Como sociedade, precisamos estar vigilantes. Se algo parece errado no comportamento do seu filho ou no ambiente ao redor dele, não hesite em buscar orientação profissional.

  1. A ética no cuidado

Como pais e cuidadores, vocês são os principais defensores dos direitos dos seus filhos. Na relação com o médico, exijam sempre clareza, respeito e humanidade. A bioética na pediatria nada mais é do que garantir que cada decisão médica seja tomada pensando no melhor interesse da criança, respeitando sua dignidade em todas as etapas da vida.

Conclusão: um olhar atento hoje, um adulto saudável amanhã

Neste Dia Mundial da Saúde, nosso desejo é que cada família veja o pediatra como um parceiro de jornada. Mais do que tratar doenças, nosso objetivo comum é cultivar a saúde. Que possamos, juntos, construir um ambiente onde cada criança tenha a oportunidade de crescer com alegria, segurança e plenitude.

Pediatria: A arte de cuidar do futuro.

 

Relator

Mario Roberto Hirschheimer
2º Secretário da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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A juventude diante de um mundo incerto – desafios a enfrentar https://spsp.org.br/a-juventude-diante-de-um-mundo-incerto-desafios-a-enfrentar/ Mon, 30 Mar 2026 14:02:26 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55625 Cada geração recebe um mundo imperfeito. A geração atual herda um mundo extraordinariamente conectado, tecnologicamente poderoso e, ao mesmo tempo, profundamente instá]]>

Cada geração recebe um mundo imperfeito. A geração atual herda um mundo extraordinariamente conectado, tecnologicamente poderoso e, ao mesmo tempo, profundamente instável. Reconhecer essa realidade é o primeiro passo para preparar os jovens para um futuro que ainda está sendo inventado.

Durante grande parte do século 20 havia um roteiro relativamente previsível para a entrada na vida adulta. A educação preparava para uma profissão; a profissão oferecia estabilidade; e a estabilidade permitia planejar o futuro. Esse percurso nunca foi perfeito, mas funcionava como referência para milhões de pessoas. Hoje, esse roteiro tornou-se incerto.

A digitalização da economia, a automação e o avanço acelerado da inteligência artificial estão remodelando profissões inteiras e alterando a própria natureza do trabalho. Jovens que ingressam no mercado encontram um cenário em constante mutação, no qual muitas ocupações atuais podem desaparecer ou se transformar radicalmente nas próximas décadas. Em vez de se prepararem para uma carreira relativamente estável, muitos precisam aprender a viver em um ambiente de mudanças permanentes.

Essa transformação é econômica, moral e existencial. O filósofo Hans Jonas advertia que o poder tecnológico da humanidade cresce mais rápido do que nossa capacidade de prever suas consequências. Quanto maior o poder tecnológico, maior deveria ser também a responsabilidade ética diante do futuro. Uma advertência que continua relevante nos dias atuais.

Ao mesmo tempo, vivemos em uma sociedade marcada pela aceleração – uma era de hiperatividade e desempenho permanente, na qual indivíduos são constantemente pressionados a produzir, adaptar-se e mostrar resultados. Para os jovens, isso cria um paradoxo: há mais possibilidades do que nunca, mas também mais ansiedade e desorientação.

Outro elemento desse cenário é a “crise de referências”: Instituições como escola, família, religião, política, enfrentam perda de autoridade simbólica. Em seu lugar surgem outras, fragmentadas e muitas vezes efêmeras, mediadas por fluxos incessantes de informação nas redes sociais. A identidade contemporânea precisa ser construída em meio a múltiplos horizontes de sentido – entendimento de que a vida e o mundo são compreendidos através de diferentes interpretações e significados, o que torna o processo de amadurecimento mais complexo.

A cultura digital também altera nossa relação com o tempo. A lógica do imediato – marcada por respostas rápidas, recompensas instantâneas e ciclos curtos de atenção – tende a enfraquecer a disposição para processos mais longos de formação intelectual e profissional. Projetos de vida, que exigem paciência e continuidade, tornam-se mais difíceis de sustentar em um ambiente dominado pela urgência.

Diante desse panorama, o Dia Mundial da Juventude, celebrado em 30 de março, se torna um convite à reflexão coletiva. Investir na juventude significa ampliar oportunidades educacionais, oferecer cursos de capacitação e criar, também, condições para que os jovens encontrem referências, construam sentido e possam enfrentar um futuro incerto com responsabilidade e esperança. Fica a pergunta: para que mundo estamos preparando os jovens de hoje?

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Aos mestres com carinho https://spsp.org.br/aos-mestres-com-carinho/ Wed, 15 Oct 2025 15:45:15 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53623 ]]>

O título deste artigo faz alusão ao filme “Ao Mestre com Carinho” (To Sir, with Love), de 1967. Foi intencional. É um clássico sobre educação e o poder transformador do vínculo entre mestre e aluno. Uma breve sinopse dessa película:

“O engenheiro Mark Thackeray (interpretado por Sidney Poitier) aceita temporariamente um emprego como professor em uma escola pública de Londres, localizada em um bairro operário marcado por desigualdades sociais. Ao chegar, encontra uma turma de adolescentes rebeldes, indisciplinados e desacreditados do futuro, que não respeitam professores nem regras. Ele enfrenta resistência e provocações, mas aos poucos conquista o respeito dos alunos, ao adotar um método de ensino diferente: em vez de focar apenas nos conteúdos tradicionais, passa a tratar os jovens como adultos em formação, discutindo valores, comportamento, responsabilidade e dignidade. Com resiliência e humanidade, ele transforma a relação com a classe, despertando neles confiança, respeito mútuo e uma nova visão de futuro. No processo, Thackeray também se redescobre como educador, percebendo a importância de sua missão”.

O mestre pode ser comparado com alguém que sopra brasas. Não cria o fogo – apenas o desperta. O professor aviva o fogo ensinando a perguntar, a duvidar. Ao atiçar a curiosidade, ao repartir conhecimento, capacita o aluno a sonhar outros mundos possíveis.

O professor semeia pacientemente algo que, muitas vezes, só floresce anos depois. Essa é uma dimensão invisível e demorada do ofício. Como dizia Rubem Alves: “Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra.” Paulo Freire acrescentou: “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo.”

Quem ensina deve estar sempre se reinventando: o professor é, antes de tudo, alguém que não deixou de aprender, pois sabe que o conhecimento não se esgota no hoje, mas se renova continuamente. Há sempre muitíssimas coisas que não sabemos. E o que pensamos ser definitivo, verificamos, mais tarde, que era provisório.

Na sala de aula, mais do que conhecimento, o professor constrói encontros. E encontros podem mudar destinos. Esses encontros acontecem quando o professor se torna uma fonte de inspiração para cada pessoa que passa por sua sala. São encontros que lançam pontes para futuros mais livres, justos e transformadores.

Aos nossos mestres, com carinho, nossa eterna gratidão. Aos que hoje estão na docência, nosso respeito e admiração.

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Diálogo, informação e empatia são o caminho para a prevenção de uma gravidez precoce https://spsp.org.br/dialogo-informacao-e-empatia-sao-o-caminho-para-a-prevencao-de-uma-gravidez-precoce/ Thu, 26 Jun 2025 16:09:24 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=51994 Dia 26 de junho é o Dia Mundial de Prevenção da Gravidez na Adolescência! Muitos acham a adolescência uma fase difícil de lidar e não imaginam]]>

Dia 26 de junho é o Dia Mundial de Prevenção da Gravidez na Adolescência!

Muitos acham a adolescência uma fase difícil de lidar e não imaginam o que podem fazer para que mulheres não engravidem nessa fase.

A gravidez precoce, desejada ou não, tem como definição aquela que ocorre antes dos 20 anos de idade. Uma fase da vida da mulher em que mudanças físicas, psíquicas e aquisições acadêmicas definirão seu futuro.

Para a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), a gravidez precoce continua sendo um dos principais fatores que contribuem para a mortalidade materna e infantil e para o ciclo de doenças e pobreza.

Os fatores de risco para gravidez na adolescência são: baixa escolaridade, menor renda familiar, abandono escolar, falta de companheiro, ausência de planos para o futuro, repetição do padrão familiar (mãe que também engravidou na adolescência), início precoce da atividade sexual, baixa autoestima, abuso de álcool e outras drogas, falta de conhecimento dos métodos contraceptivos, falta de conhecimento a respeito da sexualidade.

A prevenção da gravidez na adolescência começa com educação sexual desde pequenos, dentro da família. A família representa o primeiro núcleo de socialização do indivíduo, de busca de estratégias para resolução de problemas pessoais, financeiros e espirituais; é a primeira fonte de segurança, oferecendo críticas e cobranças que podem ter efeito positivo ou negativo ao longo da vida.

Seguem algumas dicas úteis para pais, responsáveis, professores e educadores:

Em primeiro lugar, sejam empáticos, abertos ao diálogo. Ouçam com atenção o que o adolescente está falando:  deixem que ele/ela fale primeiro e observem o silêncio ou reações quando determinados assuntos aparecem.

Conversem sobre a importância do respeito com o próprio corpo, de construírem a autoimagem, de se aceitarem como são, mudando o que é possível e aceitando o que não se pode mudar, trabalhando assim a resiliência.

Estimule sempre a estudar, fazer planos para o futuro e manter a autoestima elevada.

Sejam claros, sucintos, objetivos nas perguntas e nas respostas. Não inventem, não aumentem, nem menosprezem as informações e os sentimentos.

O adolescente precisa ter direito à informação correta sobre sexualidade e acesso a métodos contraceptivos seguros e eficazes, assim como serviços de saúde confiáveis, confidenciais e acessíveis. E, junto ao médico, podem e devem saber o método de anticoncepção que mais lhes convém.

O envolvimento de pais, mães e responsáveis está ligado ao aumento do bem-estar e da autoestima de crianças e adolescentes, o que previne o consumo de álcool e outras drogas, melhora o desempenho escolar, a capacidade de socialização, diminui o risco de abandono escolar, depressão, pensamentos suicidas e gravidez na adolescência.

Exercer a sexualidade com responsabilidade pode evitar riscos de graus variáveis, como infecções sexualmente transmissíveis e a gravidez precoce. O diálogo, informação, empatia e amor são o caminho para o sucesso!

 

Saiba mais:

Adolescência e sexualidade: visão atual. Coordenadores: Maria Ignez Saito et al. São Paulo: Editora Atheneu, 2016 (Série Atualizações Pediátricas).

Desafios atuais para a saúde e bem-estar dos adolescentes. Editores: Elizete Prescinotti Andrade, Elisiane Elias Mendes Machado, Alexandre Massashi Hirata. 1. edição. Rio de Janeiro: Atheneu, 2024.

 

Relatora:
Elisiane Elias Mendes Machado
Presidente do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Saúde igual para todos https://spsp.org.br/saude-igual-para-todos/ Thu, 12 Dec 2024 11:31:23 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=49476 O Dia Mundial da Saúde Universal foi aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 12 de Dezembro de 2012 e, cinco anos mais tarde, na mesma data em 2017, a ONU declarou o dia 12 de dezembro]]>

O Dia Mundial da Saúde Universal foi aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 12 de Dezembro de 2012 e, cinco anos mais tarde, na mesma data em 2017, a ONU declarou o dia 12 de dezembro como o Dia Internacional da Cobertura Universal de Saúde, através da resolução 72/138.

Este dia destaca a importância da saúde como um direito humano e é apoiado por organizações globais como o Banco Mundial e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Apesar dos compromissos internacionais, ainda há um longo caminho a percorrer. Atualmente, 4,5 bilhões de pessoas não têm acesso a serviços de saúde essenciais e 1,3 bilhões foram empurradas para a pobreza devido a despesas de saúde. Este dia serve como um lembrete da necessidade urgente de ação coletiva para alcançar cobertura de saúde para todos.

Temas e Desafios Anuais

Cada ano tem seu próprio tema, que serve para focar as discussões e ações:

 2017: Saúde para Todos – Ascensão pelos Nossos Direitos

2018: Unidos pela Cobertura Universal de Saúde: Agora é a Hora da Ação Coletiva

2019: Cumpra a promessa
2020: Saúde para todos – Proteja todos
2021: As desigualdades prejudicam os nossos esforços para proteger, promover e melhorar a saúde para todos
2022: Construir o mundo que queremos: um futuro saudável para todos
2023: Saúde para Todos: Hora de Agir
2024: Saúde: depende do governo

Desafios atuais incluem:

  • Consequências da COVID-19 que atrasaram os avanços em saúde universal.
  • Necessidade de sistemas de saúde pública que garantam acesso a todos.
  • Investimento em cuidados primários de qualidade.
  • Desenvolvimento de estruturas financeiras robustas para proteger a população dos riscos financeiros das doenças.

Vantagens e Desvantagens da Cobertura Universal:

A cobertura universal pode reduzir custos gerais e administrativos, padronizar serviços e prevenir custos sociais futuros. No entanto, desafios como longos tempos de espera e sobrecarga nos orçamentos governamentais precisam ser abordados.

O Papel dos Governos e da Sociedade

Apenas os Estados Unidos, entre os países desenvolvidos, não possuem cobertura universal, deixando uma reflexão sobre a situação nos países em desenvolvimento. É crucial que governos invistam mais na saúde, garantindo proteção financeira para todos, para que tenham acesso aos serviços de saúde, não deixando ninguém para trás.

A participação pública é vital. Escrever para representantes do governo e incentivar a mídia a divulgar a importância da cobertura universal são passos concretos que todos podemos dar. A OMS reforça que essas ações trazem esperança de melhor saúde e proteção para os mais pobres em todo o mundo.

Com o fortalecimento dos cuidados de saúde primários, é possível resolver problemas comunitários e avançar em direção a um futuro mais equitativo e saudável.

E, de acordo com a OMS: “divulgar este assunto traz esperança de melhor saúde e proteção para os mais pobres do mundo todo.”

 

Saiba mais:

-United Nations. International Universal Health Coverage Day, 12 December. Disponível em: https://www.un.org/en/observances/universal-health-coverage-day

-Saúde para todos: 12/12 – Dia da Saúde Universal ou Dia da Cobertura Universal de Saúde.
Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/saude-para-todos-12-12-dia-da-saude-universal-ou-dia-da-cobertura-universal-de-saude/

-International Universal Health Coverage Day.
Disponível em: https://www.nationaldaycalendar.com/international/international-universal-health-coverage-day-december-12

-Health: It’s on the government!
Disponível em: https://universalhealthcoverageday.org

-Universal Health: Equitable Access with Financial Protection
Disponível em: https://www.paho.org/en/campaigns/universal-health-day-2024

 

Relatora:
Renata D Waksman
Presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Seu nome é “hoje” https://spsp.org.br/seu-nome-e-hoje/ Fri, 11 Oct 2024 12:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48371 “Para o mundo/Que eu quero descer/Que eu não aguento maisEscovar os dentes/Com a boca cheia de fumaça! (…) Tá tudo errado/Tá tudo errado/Desorientado segue o mundo Enquanto eu vou]]>

“Para o mundo/Que eu quero descer/Que eu não aguento mais
Escovar os dentes/Com a boca cheia de fumaça! (…)

Tá tudo errado/Tá tudo errado/Desorientado segue o mundo
Enquanto eu vou/Ficando aqui parado!”

Essa música foi lançada em 1976 pelo cantor Silvio Brito. Algumas insatisfações apontadas na letra se referiam a aspectos relativos àquela época. A letra revela um elevado grau de desconforto. Algo parecido com o que estamos vivendo, neste mundo de hoje que gera tanta ansiedade.

Há muitas frentes de inquietação espalhadas pelo mundo: nações em guerra; alterações climáticas surpreendentes acarretando efeitos catastróficos nas cidades; elevação das temperaturas médias nos oceanos; desaparecimento de enormes áreas florestais; derretimento de geleiras; insegurança digital; inteligência artificial; desemprego; violência urbana; a escalada do poder do narcotráfico em âmbito mundial; poluição atmosférica; contaminação da água, etc….

Neste Dia da Criança, apesar dos pesares, quero deixar um manifesto otimista, para tentar subverter o caos deste mundo conturbado:

 “CRIE UM MUNDO MELHOR PARA A CRIANÇA, CERTAMENTE ESSE MUNDO SERÁ MELHOR PARA TODOS”.

A lógica deste “manifesto” é muito simples, tão cristalina quanto a própria criança. Explico:

  1. A criança deve ser o centro de nossa total atenção. Criança não é o problema, ela é solução para um mundo corroído pelos vícios das criaturas humanas.
  2. Se tivermos olhos encantados, como são os olhares das crianças, passaremos a enxergar o mundo de maneira mais justa e bela, passaremos a cultivar a imaginação e a criatividade, a dialogar com mais interesse e genuína vontade de encontrar entendimento. A vida nos deslumbrará em seus detalhes e na simplicidade, a natureza voltará a ter seu viço e magia.
  3. Se tivermos a singeleza de coração de uma criança, saberemos perdoar com mais facilidade e estaremos livres para começar novamente.
  4. Se o mundo for mais seguro para a criança, será para todos nós.
  5. Se não queremos que as crianças adoeçam com problemas respiratórios devido à poluição, isso também será bom para nós.
  6. Se queremos que as crianças tenham futuro, desse futuro também poderemos desfrutar.

Acho que essa lógica já ficou clara.

Segundo James Heckman, Nobel de Economia em 2000: “agora lhes apresento um dado econômico: cada dólar investido no cuidado com uma criança redunda em 8 a 10 dólares revertidos para a população em geral”1

E no poema de Gabriela Mistral:

“Muitas das coisas

de que necessitamos

podem esperar. A criança não pode

A ela não podemos responder “amanhã”

Seu nome é hoje”2.

#criançatemqueserprioridade

 

Saiba mais:

  1. Investir em educação para a primeira infância é melhor ‘estratégia anticrime’, diz Nobel de Economia. BBC News, 21 de maio de 2019. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-48302274
  2. Seu nome é hoje (Gabriela Mistral). Tradução de Maria Teresa Almeida Pina. Disponível em: https://blogs.utopia.org.br/poesialatina/seu-nome-e-hoje-gabriela-mistral/

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

 

 

 

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21/9, Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência: como construir soluções transformadoras para um desenvolvimento infantil inclusivo https://spsp.org.br/21-9-dia-nacional-de-luta-da-pessoa-com-deficiencia-como-construir-solucoes-transformadoras-para-um-desenvolvimento-infantil-inclusivo/ Wed, 20 Sep 2023 18:39:29 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=39386 Datas comemorativas são ocasiões-chave para discutirmos temas que trazem]]>

Datas comemorativas são ocasiões-chave para discutirmos temas que trazem preocupação para uma parcela da sociedade. Além de comemorar e reiterar conquistas, falar sobre deficiência nesses momentos é uma oportunidade de construir e aumentar a visibilidade do assunto, para que esforços e recursos, públicos e privados, sejam direcionados aos problemas existentes.

A pandemia do coronavírus 19 ressaltou ainda mais as complexidades de um mundo ainda com extensas disparidades. Vivemos diferentes crises e, em todos os cenários, são as populações mais vulneráveis que frequentemente são deixadas de lado. A construção de uma sociedade mais acessível, pautada pela equidade e empatia em relação à diversidade humana, depende da busca por soluções inclusivas nos mais diversos campos, tendo como início a infância: o potencial inerente ao desenvolvimento infantil é chave para um futuro mais inclusivo.

O centro de qualquer discussão sobre pessoas com deficiência deve incluir a participação ativa de diversos grupos com necessidades específicas, respeitando o princípio fundamental que diz «nada sobre nós, sem nós», lema de conscientização em campanhas de diferentes países e instituições.

Estima-se que há no mundo mais de 20 milhões de pessoas abaixo de 18 anos com algum tipo de deficiência. Uma deficiência é uma condição ou função que traz prejuízos sensoriais ou cognitivos na relação do indivíduo com o ambiente. Os domínios principais que reduzem a interação individual com seu cotidiano podem estar relacionados às dificuldades físicas ou de mobilidade, de visão, de audição, cognitivas ou de aprendizado e psicológicas.

O escopo do trabalho do pediatra tem sua base no indivíduo. É necessário enxergar a deficiência como uma característica e não como algo que impõe limites ou define destino. Desde o momento em que se comunicam os diagnósticos às famílias, passando por toda a trajetória de conversas e orientações aos responsáveis, o pediatra exerce um papel modificador no que concerne ao desenvolvimento da criança e suas potencialidades.

Assim, a proposta pediátrica de cuidado deve ter como marcos:

  • Aumentar o entendimento familiar com respeito à deficiência e às necessidades específicas de seu filho;
  • Criar uma cultura com foco em habilidades e engajar o desenvolvimento das mesmas;
  • Divulgar informações corretas e embasadas na ciência, desmistificando falas capacitistas sobre a deficiência;
  • Ampliar a visão sobre a diversidade, entendendo a deficiência como algo inerente à vida humana;
  • Enxergar a infância como um mar de possibilidades, onde não há como entender, independente da deficiência, se há limites e onde estão;
  • Facilitar, durante a infância de todas as crianças, a construção da habilidade de enxergar as diferenças de forma positiva; 
  • Disseminar terminologias corretas e promover a linguagem simples. A linguagem é uma ferramenta poderosa na criação de entendimento, sedimentação de tolerância e oportunidade.

Neste Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, desejamos que ninguém fique para trás e que a Pediatria seja líder no caminho de um futuro inclusivo. 

 

Relatora:
Anna Dominguez Bohn
Pediatra e Vice-Presidente do Núcleo de Estudos sobre a Criança e o Adolescente com Deficiência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Compromisso com o futuro https://spsp.org.br/compromisso-com-o-futuro/ Thu, 20 Oct 2022 12:33:19 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=35043 ]]>

O mês de outubro, em termos de datas comemorativas, é muito interessante. Reúne em dias diferentes comemorações que conversam entre si, apontando para um fim comum. Vejam esta sequência: 2 de outubro: Dia internacional da não violência e Dia do anjo da guarda. 13 de outubro: Dia internacional para a redução de desastre.

Nessas comemorações se visa conscientizar para a prevenção da violência e dos eventos advindos de catástrofes e outros desastres. Em ambas há a possibilidade de mortes por fatores externos, mutilações, incapacitações, dor, sofrimento. É muito interessante, quase “terapêutico”, que se convide “o anjo da guarda” a participar dessa empreitada. Nem sempre os nossos recursos como pessoas ou sociedade parecem satisfazer a necessidade. Às vezes passam de largo ou são absolutamente impotentes. Como os acidentes não avisam quando vão acontecer efetivamente, embora muitos possam até ser pré-anunciados, é muito interessante (ou bom) saber que há um anjo da guarda de “plantão” a cada dia.

Conscientizar para prevenir. Este deve ser um compromisso da família, da escola, dos entes públicos, dos serviços de proteção à criança e ao adolescente. É um compromisso em especial com o futuro, com o legado que deixaremos para os que virão depois de nós.

A violência se intensifica quanto mais injusta for uma sociedade. Quanto mais desigualdade existir, quanto mais portas se fecharem para os jovens no mercado de trabalho, quanto maior a pobreza, quanto mais evasão escolar ocorrer, quanto mais analfabetos tecnológicos existirem, mais terreno fértil a violência encontrará para prosperar.

Desastres acontecem, tanto pelo infortúnio causado pela aleatoriedade, quanto pelo descaso. Aos primeiros chamamos de fatalidade, aos segundos de omissão inaceitável. Para os primeiros, não temos antídotos. Para o segundo caso é onde devemos alocar os nossos esforços.

Esses eventos têm causas multifatoriais. O fenômeno das enchentes provocadas por chuvas torrenciais pode nos ajudar a compreender a complexidade do tema e as suas inter-relações: enchentes severas podem ter seu impacto diminuído quando há desassoreamento de rios, quando os esgotos têm seu escoamento assegurado, quando há a coleta e o despejo adequado do lixo, quando ocorre a preservação das margens dos mananciais e reservatórios de águas para abastecimento populacional, quando se mapeiam as áreas de riscos para deslizamentos, quando se cuida do ecossistema e de sua preservação. O nosso estilo de vida é parte dessa equação. O consumismo agride o ambiente e acentua desigualdades. O consumerismo é uma nova óptica que harmoniza o consumo com a necessidade e evita o acúmulo e o desperdício. Dia 15 de outubro é o Dia do consumo consciente.

Os temas apresentados têm que ser enfrentados com seriedade por todos que compõem a sociedade atual. Este é o selo de confiança deste compromisso com o futuro.

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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16 de março é o Dia da Liberdade de Informação https://spsp.org.br/16-de-marco-e-o-dia-da-liberdade-de-informacao/ Wed, 16 Mar 2022 14:56:36 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=31602 Vivemos na chamada “Era da Informação”: nunca a humanidade teve ao seu dispor tanta informação acumulada. Hoje, uma criança de 5 anos tem mais conhecimento do que Cabral, o descobridor do Brasil.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 16/03/2022


O que exatamente devemos comemorar neste dia?

Vivemos na chamada “Era da Informação”: nunca a humanidade teve ao seu dispor tanta informação acumulada. Hoje, uma criança de 5 anos tem mais conhecimento do que Cabral, o “descobridor do Brasil”, teve em toda a sua vida.

Assuntos existem em abundância. Para muitas pessoas, entretanto, o problema está na dificuldade em filtrar o que interessa nessa enxurrada de comunicações disponíveis. Outro dilema é a confiabilidade da informação disponível, o que realmente tem de embasamento sério e correto, o que é verdadeiro ou o que é “fake”.

Nada disso, entretanto, é o foco da comemoração desta data. Não se festeja a abundância da informação, nem as multivariadas vias de transmissão. A comemoração desta data é sobre a liberdade para obter a informação.

Então, pressupõe-se que nem todas as pessoas conseguem obter essas informações: não dispõem dos meios de acesso ou a veiculação da mesma está bloqueada por poder acima do indivíduo. Se este é o motivo para tal data comemorativa, em verdade, nada se festeja, ao contrário, algo se lamenta. É dia, então, de “marcar uma posição política”, ou, simplesmente, de confirmar o combate contra algo indesejado e inaceitável.

É mais comum que, neste espaço do blog, alertemos os pais quanto a necessidade de vigilância quanto ao acesso sem restrições dos filhos às diversas mídias. Hoje, entretanto, queremos alertar a sociedade e o poder público, em particular crianças e adolescentes: todos nós merecemos uma sociedade inclusiva que não tema o diálogo, a discussão honesta e clara, transparente, civilizada, respeitosa, sobre qualquer tema. Há limites para essa liberdade? Sim, há: quando a dignidade humana é subjugada, quando o outro é desrespeitado. Como diz o filósofo inglês Herbert Spencer: “a liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro”.

Liberdade de informação não é o mesmo que liberdade de expressão, embora, sem ouvir a expressão do outro não há plena liberdade de informação. Quem, então, determina o que deve ser informado e o que deve ser censurado? Aí reside o problema. Se optarmos pelo liberalismo geral e irrestrito corremos o sério risco de construirmos uma sociedade anárquica. Se optarmos pela censura prévia como um princípio, corremos o risco de construirmos uma sociedade elitista, exclusivista e maniqueísta.

Talvez, seja uma grande utopia humana buscar o bom-senso, o caminho do meio. Ora, se esta data não for para marcar o desejo do coração humano pela grandeza, pela expressão do que há de melhor no homem, é melhor então que não a comemoremos. Façamos desta data um momento de reflexão para que pensemos sobre que tipo de mundo queremos deixar de legado para nossos filhos.

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

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Toda criança tem direito a um futuro! https://spsp.org.br/toda-crianca-tem-direito-a-um-futuro/ Mon, 06 Dec 2021 17:58:13 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=30672 O nascimento de uma criança é antes de tudo um sopro de esperança para a humanidade. Mais uma oportunidade de renovação e criatividade. Cada criança traz em si um vir-a-ser de novidades. Na diversidade é que há renovação.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 06/12/2021


O nascimento de uma criança é antes de tudo um sopro de esperança para a humanidade. Mais uma oportunidade de renovação e criatividade. Cada criança traz em si um vir-a-ser de novidades. Na diversidade é que há renovação.

Sim, toda criança tem direito a um futuro.

Que futuro? Aquele que lhe é possível, dado pelo potencial inato que carrega em si.

Do que depende esse futuro? Do desenvolvimento pleno de cada etapa do seu crescimento e de sua maturação.

Quais os determinantes dessa construção de futuro? Acolhimento, amor, cuidado, oportunidades, educação, proteção, saúde.

Na dependência de quem este futuro está?  Da cota de responsabilidades partilhada pela família original, pelo Estado, pela Sociedade.

Cada uma no seu papel: singular e intransferível.

Como essas tarefas podem ser perceptíveis no dia a dia? Em um pré-natal efetivo, numa atenção ao parto adequada, em um acompanhamento médico periódico, na prevenção de doenças pela vacinação, na escola acolhedora, desafiadora e estimulante, na oportunidade de emprego, na justiça social, na distribuição das riquezas e oportunidades, na inclusão, no tratamento equânime dos recursos, num arcabouço jurídico protetor de direitos, num ambiente natural sustentável.

Qual o papel dos pediatras nessa construção? Ser um dos guardiões desse futuro.

Estamos num limiar, quase transpondo a demarcação de um novo mundo pós-pandêmico. Há um futuro pela frente. Nossas crianças necessitam que as capacitemos com um “kit” mínimo de habilidades pessoais: elas precisam de confiança, da sensação de proteção e cuidado, de metas para alcançar que valham à pena perseguir… Crianças precisam de sonhos, de utopias.  

Precisamos contar mais histórias fantásticas nas quais o possível não é contido pelo real imanente, mas pelo desejo, pelos afetos, pela beleza, pela arte, pela poesia, pela exuberância da natureza, pela simplicidade.

#Esperançar.

Esperançar é verbo. Não é atitude passiva de esperar, antes é ação que busca promover a realização do que se espera alcançar.

Bora!

Relator
Fernando M F Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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