Fígado – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 28 Jul 2026 12:50:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Fígado – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Hepatites virais na infância no Brasil: epidemiologia, sinais de alerta e prevenção https://spsp.org.br/57944-2/ Tue, 28 Jul 2026 12:32:51 +0000 https://spsp.org.br/?p=57944 O Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais é celebrado em 28 de julho, com o objetivo de conscientizar sobre a prevenção, testagem e tratamento das infecções que atingem o fígado. A data integra as mobilizações do Julho Amarelo, campanha oficial de combate a essas doenças no Brasil. As hepatites virais representam um grave desafio de saúde pública no país, com mais de 826 mil casos confirmados entre os anos de 2000 e 2024. Embora existam avanços tecnológicos e tratamentos eficazes, o ritmo para alcançar as metas de eliminação da Organização Mundial da Saúde (OMS) até 2030 ainda é considerado lento e desigual em nível global. O cenário epidemiológico no Brasil A distribuição das hepatites no país é heterogênea. A hepatite C é a forma mais letal, sendo responsável por 75,3% dos óbitos associados a hepatites virais no período analisado, seguida pela hepatite B, com 22%. Muitas dessas infecções são “silenciosas”, em que o paciente não apresenta sintomas por anos, permitindo que a doença progrida para danos graves no fígado, como a cirrose, antes do diagnóstico. Dessa maneira, o reconhecimento precoce dos sinais de alerta é essencial para identificar pacientes com risco de insuficiência hepática aguda. Devem ser considerados sinais de gravidade a piora progressiva da icterícia, alteração do nível de consciência, sonolência excessiva, irritabilidade, confusão mental, sangramentos espontâneos, equimoses, vômitos persistentes, hipoglicemia, edema importante, ascite, redução importante da diurese e aumento rápido do tempo de protrombina ou do INR. Crianças com suspeita de insuficiência hepática aguda devem ser encaminhadas imediatamente para centros especializados, preferencialmente com experiência em hepatologia pediátrica e transplante hepático. Diferenças entre os tipos de hepatite Prevenção e o calendário de vacinação A vacinação é a estratégia mais eficaz de controle. O Calendário Nacional de Vacinação de 2026 e as diretrizes do Ministério da Saúde estabelecem: Desafios e metas para 2030 O Brasil é signatário do compromisso mundial de eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030, o que exige reduzir as incidências em 90% e a mortalidade em 65%. Para acelerar esse processo, o governo instituiu o Programa Brasil Saudável, focado em enfrentar doenças determinadas socialmente pela pobreza e iniquidades. Apesar da importante redução da incidência das hepatites virais pediátricas no Brasil, essas doenças continuam exigindo vigilância constante. O conhecimento da epidemiologia, a identificação precoce dos sinais de alerta, o reconhecimento das manifestações clínicas e a adoção rigorosa das medidas preventivas são fundamentais para evitar formas graves, reduzir a transmissão e contribuir para a meta da Organização Mundial da Saúde de eliminação das hepatites virais como problema de saúde pública. Nesse sentido, a campanha Julho Amarelo – Mês de Luta contra as Hepatites Virais, oficializada pela Lei nº 13.802/2019, desempenha um papel crucial na conscientização, incentivando a testagem rápida e o diagnóstico precoce por meio do SUS, que oferece tecnologias modernas de prevenção e cura gratuitamente para toda a população. Relatora: Irene Kazue MiuraPresidente do Departamento Científico de Hepatologia da SPSP]]>

O Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais é celebrado em 28 de julho, com o objetivo de conscientizar sobre a prevenção, testagem e tratamento das infecções que atingem o fígado. A data integra as mobilizações do Julho Amarelo, campanha oficial de combate a essas doenças no Brasil.

As hepatites virais representam um grave desafio de saúde pública no país, com mais de 826 mil casos confirmados entre os anos de 2000 e 2024. Embora existam avanços tecnológicos e tratamentos eficazes, o ritmo para alcançar as metas de eliminação da Organização Mundial da Saúde (OMS) até 2030 ainda é considerado lento e desigual em nível global.

O cenário epidemiológico no Brasil

A distribuição das hepatites no país é heterogênea. A hepatite C é a forma mais letal, sendo responsável por 75,3% dos óbitos associados a hepatites virais no período analisado, seguida pela hepatite B, com 22%. Muitas dessas infecções são “silenciosas”, em que o paciente não apresenta sintomas por anos, permitindo que a doença progrida para danos graves no fígado, como a cirrose, antes do diagnóstico.

Dessa maneira, o reconhecimento precoce dos sinais de alerta é essencial para identificar pacientes com risco de insuficiência hepática aguda. Devem ser considerados sinais de gravidade a piora progressiva da icterícia, alteração do nível de consciência, sonolência excessiva, irritabilidade, confusão mental, sangramentos espontâneos, equimoses, vômitos persistentes, hipoglicemia, edema importante, ascite, redução importante da diurese e aumento rápido do tempo de protrombina ou do INR. Crianças com suspeita de insuficiência hepática aguda devem ser encaminhadas imediatamente para centros especializados, preferencialmente com experiência em hepatologia pediátrica e transplante hepático.

Diferenças entre os tipos de hepatite

  • Hepatite A: Transmitida principalmente pela via fecal-oral, através de água ou alimentos contaminados e falta de saneamento básico. É geralmente benigna, mas sua letalidade aumenta com a idade.
  • Hepatites B e C: São transmitidas pelo contato com sangue ou secreções, incluindo relações sexuais desprotegidas e compartilhamento de objetos perfurocortantes. A hepatite B possui elevado risco de cronificação quando adquirida no período neonatal.
  • Hepatite D: Ocorre apenas em pessoas já infectadas pelo vírus da hepatite B.
  • Hepatite E: Transmitida via fecal-oral, é rara no Brasil e costuma ter curso benigno, exceto em gestantes.

Prevenção e o calendário de vacinação

A vacinação é a estratégia mais eficaz de controle. O Calendário Nacional de Vacinação de 2026 e as diretrizes do Ministério da Saúde estabelecem:

  • Hepatite B: A primeira dose deve ser administrada preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida, ainda na maternidade, para prevenir a transmissão vertical (de mãe para filho). O esquema completo para crianças, adolescentes e adultos envolve três doses.
  • Hepatite A: Faz parte do calendário infantil, com uma dose única aos 15 meses de idade (podendo ser aplicada até os 5 anos incompletos). Graças à vacinação, houve uma redução de 99,9% na taxa de incidência em crianças menores de 5 anos entre 2014 e 2024.

Desafios e metas para 2030

O Brasil é signatário do compromisso mundial de eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030, o que exige reduzir as incidências em 90% e a mortalidade em 65%. Para acelerar esse processo, o governo instituiu o Programa Brasil Saudável, focado em enfrentar doenças determinadas socialmente pela pobreza e iniquidades.

Apesar da importante redução da incidência das hepatites virais pediátricas no Brasil, essas doenças continuam exigindo vigilância constante. O conhecimento da epidemiologia, a identificação precoce dos sinais de alerta, o reconhecimento das manifestações clínicas e a adoção rigorosa das medidas preventivas são fundamentais para evitar formas graves, reduzir a transmissão e contribuir para a meta da Organização Mundial da Saúde de eliminação das hepatites virais como problema de saúde pública.

Nesse sentido, a campanha Julho Amarelo – Mês de Luta contra as Hepatites Virais, oficializada pela Lei nº 13.802/2019, desempenha um papel crucial na conscientização, incentivando a testagem rápida e o diagnóstico precoce por meio do SUS, que oferece tecnologias modernas de prevenção e cura gratuitamente para toda a população.


Relatora:

Irene Kazue Miura
Presidente do Departamento Científico de Hepatologia da SPSP

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Importância da prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais https://spsp.org.br/importancia-da-prevencao-e-diagnostico-precoce-das-hepatites-virais/ Mon, 28 Jul 2025 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=52449 Hoje, dia 28 de julho, comemora-se o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. Essa data tem por objetivo conscientizar as pessoas sobre]]>

Hoje, dia 28 de julho, comemora-se o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. Essa data tem por objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais para um tratamento adequado. Isso porque as hepatites são doenças que afetam o fígado e podem causar sérios danos à saúde e, infelizmente, ainda são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo.

Hepatite é o nome que se dá à inflamação das células do fígado. Hepatite viral é a inflamação provocada pelas infecções por vírus (sendo os mais frequentes os vírus responsáveis pelas hepatites A, B, C, D e E. Mas também temos outros vírus, como citomegalovírus, vírus Epstein Barr, adenovírus, coronavírus).

Na maioria das vezes não há aparecimento de sintomas. Porém, quando eles estão presentes, podem se manifestar como náuseas ou vômitos, cansaço, mal-estar, febre, falta de apetite, urina escura e fezes mais claras, ou até mesmo brancas. Na presença de sintomas que sugiram hepatite, é importante procurar o médico. Algumas formas têm tratamento específico.

Em nosso país, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus AB e C.

As hepatites A e E podem ser prevenidas. Elas acontecem por via fecal-oral, ou seja, por meio de água ou alimento contaminados. Por isso, é importante a lavagem das mãos (especialmente antes de manipular alimentos e depois de ir ao banheiro), consumir apenas água tratada e higienizar corretamente os alimentos. Ambos os vírus provocam inflamação aguda, mas temporária, no fígado. O próprio organismo resolve a inflamação na maioria das vezes, porém alguns casos evoluem para insuficiência hepática ou falência do fígado. Uma forma de evitar a insuficiência hepática é tomar a vacina contra a hepatite A. Ela já está disponível no calendário básico de vacinação. As infecções causadas pelos vírus B e C frequentemente se tornam crônicas. Contudo, por nem sempre apresentarem sintomas, grande parte das pessoas desconhece ter a infecção. Isso faz com que a doença possa evoluir por muito tempo sem diagnóstico. O avanço da infecção compromete o fígado, sendo causa de fibrose avançada ou de cirrose, que podem levar ao desenvolvimento de câncer e necessidade de transplante do órgão.

A vacina contra o tipo B também faz parte do calendário de vacinação infantil e para os adultos também.

A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção. A vacina contra a hepatite A é aplicada em dose única aos 15 meses de idade. Para pessoas acima de 1 ano com condições clínicas especiais, está disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), em esquema de duas doses.

Já a vacina contra a hepatite B segue o esquema de quatro doses: uma ao nascer (vacina hepatite B isolada) e outras aos 2, 4 e 6 meses (vacina pentavalente). Para adultos não vacinados, são recomendadas três doses. Na dúvida, consulte seu pediatra ou a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa.

Você encontra essas e outras informações no site do Ministério da Saúde (https://www.gov.br/saude).

Vamos prevenir! Não esqueça da importância da higiene das mãos e dos alimentos e do consumo de água filtrada. Mantenha o calendário vacinal de seu filho em dia! E lembre-se: as consultas de rotina com o pediatra são fundamentais para o acompanhamento do desenvolvimento infantil e a prevenção de doenças. Não deixe de levar seu filho!

 

Relatora:

Adriana Maria Alves De Tommaso
Presidente do Departamento Científico de Hepatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Setembro Verde – Doação de Órgãos https://spsp.org.br/setembro-verde-doacao-de-orgaos/ Fri, 27 Sep 2024 15:37:09 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48172 Setembro é o mês de conscientização e incentivo à doação de órgãos e no dia 27 é celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos, criado pela lei 11.584/2007, com o objetivo]]>

Setembro é o mês de conscientização e incentivo à doação de órgãos e no dia 27 é celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos, criado pela lei 11.584/2007, com o objetivo de conscientizar a sociedade brasileira sobre a importância da doação de órgãos e de tecidos.

A doação de órgãos é um ato por meio do qual podem ser retirados órgãos ou tecidos de uma pessoa viva ou falecida (doadores) para serem utilizados no tratamento de outras pessoas (receptores), com a finalidade de restabelecer as funções de um órgão ou tecido doente.

A pessoa que esteja precisando de um órgão ou tecido o receberá por meio da realização de um procedimento chamado transplante. O transplante é um procedimento cirúrgico em que um órgão ou tecido presente na pessoa doente (receptor) é substituído por um órgão ou tecido sadio proveniente de um doador. Os órgãos que podem ser doados são rins, fígado, coração, pulmões, pâncreas, intestino, córneas, valvas cardíacas, pele, ossos e tendões. Com isso, inúmeras pessoas podem ser beneficiadas com os órgãos e tecidos provenientes de um mesmo doador. Em relação ao fígado, por meio de uma técnica chamada “split liver”, o mesmo órgão pode ser usado por dois receptores diferentes. Na maioria das vezes, o transplante pode ser a única esperança de vida ou a oportunidade de um recomeço para as pessoas que precisam da doação. Todos os anos, milhares de vidas são salvas por meio desse gesto.

Você sabia que o Brasil é referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do mundo? Em números absolutos, o Brasil é o 2º maior transplantador do mundo, atrás apenas dos EUA. A rede pública de saúde fornece assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos para o pós-transplante.

Apesar disso, a lista de espera por órgãos e tecidos ainda é grande. O principal obstáculo a ser vencido é encontrar pessoas dispostas a doar. Muitas famílias, no entanto, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), dizem “não” à doação e, consequentemente, deixam de ajudar outras. E quando a doação envolve crianças e adolescentes, as famílias ficam mais ressentidas em autorizar. É preciso que a população se conscientize da importância do ato de doar um órgão.

Muitas pessoas têm dúvidas sobre o diagnóstico de morte encefálica. Morte encefálica é a parada definitiva e irreversível do encéfalo, provocando em poucos minutos a falência de todo o organismo. O encéfalo é responsável pelas funções essenciais do organismo, como o controle da pressão, da temperatura e da respiração, entre outras. Quando constatada a morte encefálica, significa que a pessoa está morta e que, nessa situação, os órgãos podem ser doados para transplante, se a família consentir. O diagnóstico de morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. Dois médicos diferentes examinam o paciente, sempre com a comprovação de um exame complementar, que é interpretado por um terceiro médico.

No Brasil, a doação de órgãos e tecidos só será realizada após a autorização familiar. Se você deseja ser doador de órgãos e tecidos, a primeira coisa a fazer é avisar sua família sobre a sua vontade. A doação de órgãos é um ato de amor, pois pode salvar vidas.

Essas e outras informações, bem como histórias de amor e superação, você pode ver acessando o site https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/snt

 

Relatora:

Adriana M. A. de Tommaso
Médica Assistente do Serviço de Gastroenterologia e Hepatologia da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP.
Médica Assistente do Serviço de Transplante Hepático Pediátrico do Gastrocentro/UNICAMP.
Presidente do Departamento Científico de Hepatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais https://spsp.org.br/dia-mundial-de-luta-contra-as-hepatites-virais/ Fri, 28 Jul 2023 16:08:18 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=38820 Hoje, 28 de julho, comemora-se o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, com a finalidade de conscientização sobre a importância da prevenção]]>

Hoje, 28 de julho, comemora-se o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, com a finalidade de conscientização sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce para tratamento adequado. Isso porque, infelizmente, as hepatites virais ainda são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo.

Hepatite é o nome que se dá à inflamação das células do fígado. Hepatite viral é a inflamação provocada pelas infecções por vírus (sendo os mais frequentes os vírus responsáveis pelas hepatites A, B, C, D e E. Mas também temos o citomegalovírus, vírus Epstein-Barr, adenovírus, coronavírus).

Na maioria das vezes não há aparecimento de sintomas. Porém, quando eles estão presentes, podem se manifestar como: náuseas ou vômitos, cansaço, mal-estar, febre, falta de apetite, urina escura e fezes mais claras, ou até mesmo brancas. Na presença de sintomas que sugiram hepatite, é importante procurar o médico. Algumas formas têm tratamento específico.

Em nosso país, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus AB e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na Região Norte do país) e o vírus da hepatite E.

As hepatites A e E podem ser prevenidas. Elas acontecem por via fecal-oral, ou seja, por meio de água ou alimento contaminados. Por isso, é importante caprichar na lavagem de mãos (especialmente antes de manipular alimentos e depois de ir ao banheiro), consumir apenas água tratada e higienizar corretamente os alimentos. Ambos os vírus provocam inflamação aguda, mas temporária, no fígado. O próprio organismo resolve a inflamação na maioria das vezes, porém alguns casos evoluem para insuficiência hepática ou falência do fígado. A vacina da hepatite A já está disponível no Calendário Básico de Vacinação.

As infecções causadas pelos vírus B ou C frequentemente se tornam crônicas. Contudo, por nem sempre apresentarem sintomas, grande parte das pessoas desconhece ter a infecção. Isso faz com que a doença possa evoluir por muito tempo sem diagnóstico. O avanço da infecção compromete o fígado, sendo causa de fibrose avançada ou de cirrose, que podem levar ao desenvolvimento de câncer e necessidade de transplante do órgão. 

A vacina contra o tipo B também faz parte do calendário de vacinação infantil.

Vamos prevenir! Não esqueça da importância da higiene das mãos e dos alimentos e do consumo de água filtrada. Mantenha o calendário vacinal de seu filho em dia. E lembre-se: levar seu filho às consultas de rotina com o pediatra é um ato de amor!

 

Relatora:
Adriana Maria Alves de Tommaso
Presidente do Departamento Científico de Hepatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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