Falar – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 14 Mar 2025 19:40:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Falar – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Que tipo de escola comemorar? https://spsp.org.br/que-tipo-de-escola-comemorar/ Sat, 15 Mar 2025 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50568 ]]>

            Dia 15 de março é o Dia da Escola. Para um país continental como é o nosso Brasil, cheio de variações regionais, de diferentes culturas, com diversidade de sotaques, quando falamos em escola, qual escola nós estamos nos referindo?

            Existem escolas públicas, particulares, civis, militares, as que estão em regiões nobres, outras em periferias e subúrbios e algumas na zona rural, no sertão ou dentro da floresta. Há escolas com paredes de madeira, outras de alvenaria, algumas em containers de metal, outras quase sem estrutura alguma.

            Se queremos realmente um país melhor, mais justo, com mais oportunidades e que se desenvolva com prosperidade, precisamos olhar para dentro das nossas escolas. Infelizmente encontramos nelas profissionais cansados, sobrecarregados, pouco valorizados. Precisamos avaliar as condições de ventilação, de arejamento, de iluminação e de piso onde as nossas crianças estão. Verificar se há banheiros em número ideal, ver como é feita a higiene do ambiente. Saber qual tem sido o envolvimento dos pais e da comunidade com a instituição.

            É preciso destacar que ainda existem profissionais dedicados e criativos, que ainda existem alunos interessados, que existe um potencial imenso de criatividade e que o choque de gerações deve melhorar os relacionamentos e não causar distanciamento.

            Essencial eleger a leitura como pilar para o desenvolvimento das atividades, de provocar a curiosidade com livros e mais livros. De falar sobre a liberdade de pensar e de se responsabilizar pelo pensamento, de falar sobre como mudar e como transformar o mundo.

            Lembramos que escola não é depósito de crianças para os pais poderem trabalhar, a educação deve começar em casa, com o ensino do respeito e da gentileza e que o convívio com pessoas da mesma faixa de idade será importante para os nossos filhos.

            Temos muito a fazer. Por isso, convido a todos que estão lendo este texto a conhecer a escola de seus filhos, ou a escola mais próxima de sua casa. Se possível, seja um voluntário. Ajudem a fazer diferença para construir um mundo melhor.

 

Relator:
Fausto Flor Carvalho
Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

]]>
Retrospectiva Momento Saúde: desenvolvimento da fala https://spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-desenvolvimento-da-fala/ Wed, 12 Dec 2018 17:30:18 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2380 Apresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Republicando sobre: Atraso no desenvolvimento da fala   Errando, acertando… falando! A fala é uma importante manifestação da linguagem (ideias, pensamentos, sentimentos) e depende de um complexo sistema integrativo entre audição e motricidade oral. As primeiras emissões surgem ao redor de 7-8 meses, com o balbucio, e vão evoluindo até o aparecimento das primeiras palavras entre 12 e 18 meses. Aos dois anos, a criança deve ter um vocabulário mínimo de seis a oito palavras, aos três anos usa sentenças e sua fala deve ser compreensível para um estranho. A articulação estará perfeita até o quinto ano de vida. Cerca de 10% das crianças apresenta algum tipo de alteração da produção motora da fala – os transtornos articulatórios – dificuldades na realização de um ou mais sons da língua. Outras alterações podem ocorrer na fluência da fala – a gagueira – quando aparecem repetições, prolongamentos e bloqueios. A apraxia da fala é o quadro em que a programação motora da fala no cérebro está alterada, levando a falhas graves na articulação dos sons, podendo tornar a fala ininteligível. Essas alterações devem ser avaliadas o mais precocemente possível para possibilitar a distinção entre o que é apenas um processo normal dentro da aquisição da fala ou alterações e atrasos do desenvolvimento. Autismo e linguagem A linguagem é o meio pelo qual os seres humanos estabelecem relações sociais, conexões emocionais e profissionais. O transtorno do espectro autista afeta primordialmente a capacidade de estabelecer relações sociais. Sendo assim, tanto a linguagem verbal quanto a não verbal (gestos, expressões faciais, entonação) estarão afetadas. Os autistas têm uma comunicação ineficaz porque não conseguem adaptar a mensagem às necessidades do ouvinte e perceber as sutis informações não verbais, ironias, piadas. Podem adquirir e reconhecer o significado de muitas palavras, mas sua linguagem está limitada a significados concretos. Tendem a compreender a informação de forma literal. Muitas crianças com autismo não desenvolvem a linguagem oral e quase 65% apresentam apraxia de fala (falha na articulação dos sons). O diagnóstico envolve a diferenciação entre autismo e distúrbios de linguagem, onde a interação social também pode estar prejudicada pela dificuldade de entendimento da fala da criança. A avaliação e reabilitação devem centrar nas necessidades comunicativas e sociais levando em consideração os ambientes da vida cotidiana do indivíduo: família, escola e trabalho. Ouvindo e falando A ligação entre ouvir e falar é bem estabelecida. Sabemos que a integridade do sistema auditivo é uma das condições fundamentais para que a fala se desenvolva. Assim como a linguagem, são a comunicação interpessoal e o aprendizado. A criança já é capaz de ouvir desde a vida intrauterina. Ouvindo, a criança começa a estabelecer uma comunicação com a mãe e outros ao seu redor que vai se moldando com o passar do tempo em palavras e orações. A maioria das crianças hoje é submetida ao teste da orelhinha, ainda na maternidade. É apenas uma triagem da integridade da audição naquele momento. Outros problemas auditivos podem aparecer nos primeiros anos de vida comprometendo a audição. Mesmo perdas auditivas leves podem estar associadas ao desenvolvimento das habilidades de comunicação receptiva e expressiva, problemas de aprendizado, dificuldade de comunicação e isolamento, assim como trocas de fonemas na fala e prejuízo do vocabulário. Na presença de atrasos no desenvolvimento da fala é fundamental a avaliação auditiva. A criança nem sempre entende o que ouve Essa situação é uma queixa frequente e caracteriza Distúrbio do Processamento Auditivo (DPA): condição que torna difícil reconhecer diferenças sutis entre sons das palavras e afeta a habilidade de processar/compreender o que se fala. Esse distúrbio afeta a comunicação (atraso no desenvolvimento da fala) e a memória auditiva, trazendo dificuldade em compreender ordens complexas, que se estendem aos problemas escolares, como alfabetização, leitura, soletramento, compreensão de problemas, etc. As crianças apresentam dificuldade nas relações sociais, problemas em contar histórias ou piadas e evitam conversas longas, principalmente ao telefone. Solicitam a repetição do que se fala, usam “Ah”, “Que?”. São, em geral, crianças distraídas, com pobre habilidade musical, dificuldades em decorar letras musicais, ritmos. As causas vão além da perda auditiva, destacando-se, ainda, a prematuridade, baixo peso ao nascer, distúrbios neurológicos, otites de repetição etc. São comumente associadas a perda auditiva o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) e a dislexia. Os testes de diagnóstico devem ser realizados acima dos seis anos.   ___ Relator: Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP. Republicado em 12/12/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

otorrinolaringologiaApresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples.

Republicando sobre:
Atraso no desenvolvimento da fala

 

Errando, acertando… falando!

A fala é uma importante manifestação da linguagem (ideias, pensamentos, sentimentos) e depende de um complexo sistema integrativo entre audição e motricidade oral. As primeiras emissões surgem ao redor de 7-8 meses, com o balbucio, e vão evoluindo até o aparecimento das primeiras palavras entre 12 e 18 meses. Aos dois anos, a criança deve ter um vocabulário mínimo de seis a oito palavras, aos três anos usa sentenças e sua fala deve ser compreensível para um estranho. A articulação estará perfeita até o quinto ano de vida.

Cerca de 10% das crianças apresenta algum tipo de alteração da produção motora da fala – os transtornos articulatórios – dificuldades na realização de um ou mais sons da língua. Outras alterações podem ocorrer na fluência da fala – a gagueira – quando aparecem repetições, prolongamentos e bloqueios. A apraxia da fala é o quadro em que a programação motora da fala no cérebro está alterada, levando a falhas graves na articulação dos sons, podendo tornar a fala ininteligível.

Essas alterações devem ser avaliadas o mais precocemente possível para possibilitar a distinção entre o que é apenas um processo normal dentro da aquisição da fala ou alterações e atrasos do desenvolvimento.

Autismo e linguagem

A linguagem é o meio pelo qual os seres humanos estabelecem relações sociais, conexões emocionais e profissionais. O transtorno do espectro autista afeta primordialmente a capacidade de estabelecer relações sociais. Sendo assim, tanto a linguagem verbal quanto a não verbal (gestos, expressões faciais, entonação) estarão afetadas.

Os autistas têm uma comunicação ineficaz porque não conseguem adaptar a mensagem às necessidades do ouvinte e perceber as sutis informações não verbais, ironias, piadas. Podem adquirir e reconhecer o significado de muitas palavras, mas sua linguagem está limitada a significados concretos. Tendem a compreender a informação de forma literal.

Muitas crianças com autismo não desenvolvem a linguagem oral e quase 65% apresentam apraxia de fala (falha na articulação dos sons).
O diagnóstico envolve a diferenciação entre autismo e distúrbios de linguagem, onde a interação social também pode estar prejudicada pela dificuldade de entendimento da fala da criança.

A avaliação e reabilitação devem centrar nas necessidades comunicativas e sociais levando em consideração os ambientes da vida cotidiana do indivíduo: família, escola e trabalho.

Ouvindo e falando

A ligação entre ouvir e falar é bem estabelecida. Sabemos que a integridade do sistema auditivo é uma das condições fundamentais para que a fala se desenvolva. Assim como a linguagem, são a comunicação interpessoal e o aprendizado. A criança já é capaz de ouvir desde a vida intrauterina. Ouvindo, a criança começa a estabelecer uma comunicação com a mãe e outros ao seu redor que vai se moldando com o passar do tempo em palavras e orações.

A maioria das crianças hoje é submetida ao teste da orelhinha, ainda na maternidade. É apenas uma triagem da integridade da audição naquele momento. Outros problemas auditivos podem aparecer nos primeiros anos de vida comprometendo a audição. Mesmo perdas auditivas leves podem estar associadas ao desenvolvimento das habilidades de comunicação receptiva e expressiva, problemas de aprendizado, dificuldade de comunicação e isolamento, assim como trocas de fonemas na fala e prejuízo do vocabulário.

Na presença de atrasos no desenvolvimento da fala é fundamental a avaliação auditiva.

A criança nem sempre entende o que ouve

Essa situação é uma queixa frequente e caracteriza Distúrbio do Processamento Auditivo (DPA): condição que torna difícil reconhecer diferenças sutis entre sons das palavras e afeta a habilidade de processar/compreender o que se fala. Esse distúrbio afeta a comunicação (atraso no desenvolvimento da fala) e a memória auditiva, trazendo dificuldade em compreender ordens complexas, que se estendem aos problemas escolares, como alfabetização, leitura, soletramento, compreensão de problemas, etc.

As crianças apresentam dificuldade nas relações sociais, problemas em contar histórias ou piadas e evitam conversas longas, principalmente ao telefone. Solicitam a repetição do que se fala, usam “Ah”, “Que?”. São, em geral, crianças distraídas, com pobre habilidade musical, dificuldades em decorar letras musicais, ritmos.

As causas vão além da perda auditiva, destacando-se, ainda, a prematuridade, baixo peso ao nascer, distúrbios neurológicos, otites de repetição etc.

São comumente associadas a perda auditiva o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) e a dislexia. Os testes de diagnóstico devem ser realizados acima dos seis anos.

Free-Photos | Pixabay

 

___
Relator:
Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP.

Republicado em 12/12/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

]]>
Momento Saúde: ouvindo e falando https://spsp.org.br/momento-saude-ouvindo-e-falando/ Wed, 04 Apr 2018 18:20:32 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2018 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. O assunto é: atraso no desenvolvimento da fala: quando investigar?   Ouvindo e falando A ligação entre ouvir e falar é bem estabelecida. Sabemos que a integridade do sistema auditivo é uma das condições fundamentais para que a fala se desenvolva. Assim como a linguagem, são a comunicação interpessoal e o aprendizado. A criança já é capaz de ouvir desde a vida intrauterina. Ouvindo, a criança começa a estabelecer uma comunicação com a mãe e outros ao seu redor que vai se moldando com o passar do tempo em palavras e orações. A maioria das crianças hoje é submetida ao teste da orelhinha, ainda na maternidade. É apenas uma triagem da integridade da audição naquele momento. Outros problemas auditivos podem aparecer nos primeiros anos de vida comprometendo a audição. Mesmo perdas auditivas leves podem estar associadas ao desenvolvimento das habilidades de comunicação receptiva e expressiva, problemas de aprendizado, dificuldade de comunicação e isolamento, assim como trocas de fonemas na fala e prejuízo do vocabulário. Na presença de atrasos no desenvolvimento da fala é fundamental a avaliação auditiva. ___ Relatora: Dra. Renata C. Di Francesco Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP. Publicado em 4/04/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

otorrinolaringologiaA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

O assunto é:
atraso no desenvolvimento da fala: quando investigar?

 

Ouvindo e falando

A ligação entre ouvir e falar é bem estabelecida. Sabemos que a integridade do sistema auditivo é uma das condições fundamentais para que a fala se desenvolva. Assim como a linguagem, são a comunicação interpessoal e o aprendizado. A criança já é capaz de ouvir desde a vida intrauterina. Ouvindo, a criança começa a estabelecer uma comunicação com a mãe e outros ao seu redor que vai se moldando com o passar do tempo em palavras e orações.

A maioria das crianças hoje é submetida ao teste da orelhinha, ainda na maternidade. É apenas uma triagem da integridade da audição naquele momento. Outros problemas auditivos podem aparecer nos primeiros anos de vida comprometendo a audição. Mesmo perdas auditivas leves podem estar associadas ao desenvolvimento das habilidades de comunicação receptiva e expressiva, problemas de aprendizado, dificuldade de comunicação e isolamento, assim como trocas de fonemas na fala e prejuízo do vocabulário.

Na presença de atrasos no desenvolvimento da fala é fundamental a avaliação auditiva.

tung256 | Pixabay

___
Relatora:
Dra. Renata C. Di Francesco
Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP.

Publicado em 4/04/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

]]>