Exames – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 15 Aug 2025 18:32:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Exames – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Importância do pré-natal https://spsp.org.br/importancia-do-pre-natal/ Fri, 15 Aug 2025 18:19:14 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=52754 ]]>

No Dia da Gestante, celebrado em 15 de agosto, é imprescindível abordarmos a importância do pré-natal para a mãe e seu bebê.

Durante a gestação, a mulher passa por intensas transformações físicas, emocionais e sociais, que podem influenciar o seu bem-estar e o desenvolvimento do bebê. O pré-natal é uma oportunidade valiosa para monitorar a saúde da gestante, detectar precocemente possíveis complicações e promover hábitos saudáveis em benefício tanto da mãe quanto da criança.

Nas consultas periódicas, o obstetra avalia o progresso da gravidez, solicita e analisa o resultado de exames laboratoriais e de imagem e oferece orientações sobre nutrição, atividade física e bem-estar emocional, entre outros. A detecção precoce de condições como anemia, diabetes gestacional, hipertensão arterial ou infecções pode ser decisiva para a saúde do binômio mãe-bebê, pois muitos problemas podem ser tratados de forma eficaz se identificados a tempo.

O pré-natal também tem papel educativo. Durante as consultas, as gestantes devem ser informadas sobre as mudanças que ocorrem em seus corpos, os cuidados necessários para uma gestação saudável e os sinais de alerta a serem observados. Isso contribui para as mães se sentirem mais seguras e preparadas para enfrentar os desafios da gravidez e do parto. A orientação sobre a importância da alimentação equilibrada, do repouso adequado e da prática de atividades físicas seguras é essencial para a manutenção da saúde.

A gravidez é um período repleto de ansiedades e preocupações, e o apoio psicológico é fundamental para ajudar a gestante a lidar com essas questões. Profissionais de saúde podem oferecer suporte emocional, abordando temas como o medo do parto e a adaptação à nova vida. Isso é particularmente importante, pois a saúde mental da mãe está diretamente relacionada ao desenvolvimento do bebê.

Durante o pré-natal, é importante que seja elaborado um “plano de parto”, uma ferramenta importante que permite que a gestante expresse suas preferências sobre o trabalho de parto e o nascimento. Durante as consultas de pré-natal, as gestantes podem discutir suas expectativas e preocupações com o obstetra, incluindo opções de alívio da dor, preferências sobre intervenções, ambiente do parto, cuidados imediatos com o bebê, como o contato pele a pele e a amamentação logo após o nascimento. Ter um plano de parto ajuda a gestante a se sentir mais segura e preparada, além de facilitar a comunicação com a equipe da maternidade.

Por outro lado, é importantíssimo que a grávida siga as recomendações médicas. Isso inclui não apenas comparecer às consultas de pré-natal, mas também seguir as orientações sobre medicamentos, vacinas e hábitos de vida saudáveis. A automedicação, por exemplo, pode representar riscos sérios tanto para a mãe quanto para a criança em desenvolvimento. As gestantes devem consultar seus médicos antes de tomar qualquer medicação ou suplemento, por mais comum que seja. Do mesmo modo, a gestante deve ser informada sobre os malefícios do consumo de álcool, por menor que seja, para si mesma e, principalmente, para o bebê em desenvolvimento, e orientada a abster-se de qualquer quantidade de bebida alcoólica durante toda a gestação e a lactação.

A adesão às orientações médicas também se estende ao cuidado com a saúde bucal e à realização de exames laboratoriais e de imagem, como ultrassonografias. A saúde bucal, em particular, tem sido correlacionada com a saúde geral da gestante, e cuidados adequados nessa área podem prevenir problemas que afetam tanto a mãe quanto o bebê. Esses exames ajudam a monitorar o desenvolvimento do feto, permitindo que os profissionais identifiquem possíveis anomalias ou complicações.

Também é imprescindível que a gestante receba apoio da família e da comunidade. A participação do parceiro e de outros membros da família no processo de pré-natal pode promover um ambiente mais seguro e acolhedor, além de ajudar a mãe a sentir-se mais amparada. O envolvimento da família nas consultas e no aprendizado sobre o que esperar durante a gravidez e após o nascimento do bebê é fundamental para o sucesso dessa experiência.

Finalmente, lembramos a consulta pré-natal com o pediatra, que deve ocorrer por volta da 32ª semana de gestação. Ela é um complemento importante à atuação do obstetra, pois permite que os pais recebam informações essenciais sobre cuidados com o bebê, vacinas e sinais de alerta de problemas de saúde. Essa consulta ajuda a identificar riscos, proporciona orientações sobre amamentação e desenvolvimento, e estabelece um relacionamento de confiança entre os pais e o pediatra, facilitando o acompanhamento da saúde da criança desde o nascimento. Além disso, preparar os pais para os desafios iniciais da paternidade pode garantir um ambiente mais saudável e seguro para o recém-nascido.

Em outras palavras, o pré-natal e o cumprimento das recomendações médicas são essenciais para garantir a saúde da gestante e do bebê. Esses cuidados não apenas promovem um desenvolvimento saudável durante a gestação, mas também preparam a mãe para a maternidade e ajudam a estabelecer um vínculo afetivo com o recém-nascido. O pré-natal é, portanto, um investimento no futuro, pois uma gestação saudável resulta em um bebê mais forte e em melhores condições para enfrentar os desafios da vida. Assim, é fundamental que todas as gestantes tenham acesso a esses cuidados e sejam encorajadas a buscar e seguir as orientações médicas ao longo de toda a gravidez.

 

Saiba mais:

– Ministério da Saúde do Brasil. (2021). Cuidado pré-natal: manual de orientações. chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://sogirgs.org.br/pdfs/manual_assistencia_gestante_2021.pdf (atualização do Manual de 2016, publicado durante a pandemia: chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_atencao_basica_32_prenatal.pdf)

– Organização Mundial da Saúde (OMS). (2016). Diretrizes sobre cuidados durante a gravidez e o parto. chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/250800/WHO-RHR-16.12-por.pdf?sequence=2&isAllowed=y

Do original em inglês:

chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/250796/9789241549912-eng.pdf?sequence=1

 

Relator:

Corintio Mariani Neto
Membro do Departamento Científico de Ginecologia e Obstetrícia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

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Conscientização e prevenção sobre os defeitos do nascimento https://spsp.org.br/conscientizacao-e-prevencao-sobre-os-defeitos-do-nascimento/ Mon, 03 Mar 2025 10:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50422 No dia 3 de março é celebrado o Dia Mundial dos Defeitos do Nascimento, uma data criada para conscientização sobre condições que podem afetar a saúde e o desenvolvimento dos]]>

No dia 3 de março é celebrado o Dia Mundial dos Defeitos do Nascimento, uma data criada para conscientização sobre condições que podem afetar a saúde e o desenvolvimento dos bebês. Defeitos do nascimento, também conhecidos como anomalias congênitas, são alterações estruturais ou funcionais presentes desde a gestação, que podem impactar negativamente a qualidade de vida das crianças. Essas malformações são problemas estruturais ou funcionais que ocorrem durante o desenvolvimento do bebê, geralmente no início da gravidez. Elas podem afetar qualquer parte do corpo, incluindo coração, cérebro, pés, entre outros. Alguns exemplos comuns incluem:

  • Fendas labiopalatais: Abertura na boca ou no céu da boca.
  • Cardiopatias congênitas: Situação de gravidade que ocorre quando a formação do coração se faz de forma anormal.
  • Espinha bífida: Problema grave de desenvolvimento da coluna vertebral.

A Sociedade de Pediatria de São Paulo reforça a importância da prevenção e do acompanhamento pré-natal, com consultas regulares e exames durante a gravidez, que colaboram para identificar precocemente possíveis defeitos do nascimento para reduzir as suas consequências. Fatores como a ingestão de ácido fólico antes e durante a gestação, vacinação adequada, controle de doenças crônicas e evitar o consumo de álcool, tabaco e outras substâncias nocivas são essenciais para uma gestação mais saudável.

Além disso, o diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença. Exames como o teste do pezinho, ultrassonografias e outros procedimentos podem identificar condições que necessitam de cuidados específicos logo nos primeiros momentos de vida, garantindo um melhor prognóstico e qualidade de vida para a criança se a intervenção for também precoce.

Neste Dia Mundial dos Defeitos do Nascimento, convidamos todas as famílias a se informarem e se engajarem nessa causa, lembrando que as famílias dessas crianças frequentemente precisam de apoio emocional e financeiro. O conhecimento e a prevenção são os melhores aliados para garantir um início de vida saudável para os bebês.

Neste sentido, a Sociedade de Pediatria de São Paulo segue comprometida em promover a saúde das nossas crianças e em apoiar as famílias nesse percurso, e através de campanhas, eventos educativos e orientações, buscamos proporcionar melhor qualidade de vida e inclusão para todos.

Junte-se a nós neste Dia Mundial dos Defeitos do Nascimento.

 

Relator:
Celso Moura Rebello
Presidente do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Sífilis congênita: um desafio à saúde pública https://spsp.org.br/sifilis-congenita-um-desafio-a-saude-publica/ Sat, 19 Oct 2024 10:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48529 A sífilis congênita é uma infecção transmitida da mãe para o bebê durante a gestação, causada pela bactéria Treponema pallidum. Essa transmissão pode ocorrer ]]>

A sífilis congênita é uma infecção transmitida da mãe para o bebê durante a gestação, causada pela bactéria Treponema pallidum. Essa transmissão pode ocorrer em qualquer período da gravidez e se não tratada de forma correta pode levar a sérias complicações, incluindo aborto, morte fetal, nascimento prematuro, baixo peso ao nascer e problemas de saúde em longo prazo, como surdez, alterações visuais e atraso no desenvolvimento.

A sífilis congênita é considerada um grave problema de saúde pública por todas essas complicações que ela pode ocasionar à criança, e por ser uma doença evitável, mas que infelizmente vem num aumento crescente do número de casos no nosso país.

Esse fato alerta para a necessidade de estratégias contínuas de prevenção, e neste sentido, desde 2016, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), em parceria com o Programa Estadual de IST/Aids de São Paulo, promove a Campanha do “Outubro Verde – Mês do Combate à Sífilis Congênita”.

Em 2017, foi sancionada a Lei nº 13.430, de 31 de março, instituindo o “Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita”, comemorado no terceiro sábado do mês de outubro. Essas iniciativas têm por objetivo alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da sífilis na gestante, pois essa é a melhor forma de prevenir que a doença seja transmitida ao recém-nascido.

Um dos principais desafios no combate à sífilis congênita é a falta de acesso a serviços de saúde adequados. Muitas gestantes não realizam o pré-natal, ou não fazem os testes necessários para detectar a sífilis, ou quando fazem o teste, acabam demorando para receber o resultado e consequentemente atrasando o tratamento. O diagnóstico precoce da sífilis na gestante é crucial, pois quando a infecção é identificada e tratada no início da gestação, o risco de transmissão ao bebê é drasticamente reduzido.

Por isso a testagem para sífilis deve ser realizada no início do pré-natal, no meio da gestação e no momento do parto. O tratamento da gestante é realizado com a administração de penicilina, que é altamente eficaz e pode evitar a transmissão da infecção ao feto. Entretanto, é importante a gestante saber que se ela tratar, mas não houver o tratamento das suas parcerias sexuais, ela pode se reinfectar e transmitir a doença para o bebê. É vital que as mulheres em idade fértil e as gestantes sejam informadas sobre a importância do pré-natal, dos exames de sífilis e do tratamento correto da doença para protegerem seus filhos.

Também é necessário que o bebê da mãe que apresentou sífilis na gestação seja testado ao nascer, para ver se ele tem a doença ou não, pois muitas vezes a doença é traiçoeira e o bebê pode nascer inicialmente sem sinais ou sintomas e vir a desenvolver a doença e suas complicações mais tardiamente.

O tratamento do bebê também é feito com penicilina; o tipo da penicilina a ser utilizada vai depender da clínica do bebê e dos resultados dos exames realizados, que podem incluir hemograma, raio X de ossos longos, exame do liquor, entre outros.

Após a alta da maternidade, todos os bebês de mães que tiveram sífilis na gravidez, independente de terem recebido ou não o tratamento, precisam de seguimento pediátrico, para as mães acompanharem o desenvolvimento da criança, repetirem a testagem para sífilis para ter certeza de que estão protegidos da doença e para fazerem outros exames sempre que necessário, incluindo a avaliação da visão e da audição.

A eliminação da sífilis congênita é um desafio porque requer um trabalho conjunto, que vai desde a conscientização das mulheres em idade fértil e gestantes, das suas parcerias sexuais, da realização de um pré-natal de fato adequado, da qualificação constante de profissionais de saúde, da participação ativa da rede de atenção básica no seguimento da gestante e da criança, da atuação das sociedades de classe, da participação de gestores no sentido de priorizarem políticas públicas e linhas de cuidado. Somente desta forma, integrada e consciente, é que conseguiremos modificar o cenário da sífilis congênita no nosso país.

 

Relatoras:

Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck
Maria Regina Bentlin
Grupo de Trabalho da Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Revista Crescer – Prevenção de acidentes domésticos, com Luciana Issa https://spsp.org.br/revista-crescer-prevencao-de-acidentes-domesticos-com-luciana-issa/ Fri, 01 Sep 2023 12:57:17 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=39451 ]]>

Veículo: Revista Crescer

Data: Set/2023

Luciana Issa, membro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP, concedeu entrevista à revista Crescer, em que deu dicas de como evitar acidentes domésticos com as crianças. Entre outras recomendações, a médica falou sobre a importância de instalação de redes ou telas de proteção nas janelas da casa, inclusive nas do banheiro e da cozinha; de manter longe do alcance dos pequenos remédios, cosméticos, objetos cortantes e elétricos; e de colocar panelas nas bocas de trás do fogão, com os cabos virados para dentro e para trás.  

Leia mais: PDF

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A importância do teste da orelhinha https://spsp.org.br/a-importancia-do-teste-da-orelhinha/ Thu, 17 Aug 2023 20:09:46 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=39025 Tão logo ocorre o nascimento do bebê, começam os exames diagnósticos: tipagem sanguínea, teste do pezinho, teste da orelhinha e outros. O objetivo é claro: evitar complicações e intervir]]>

Tão logo ocorre o nascimento do bebê, começam os exames diagnósticos: tipagem sanguínea, teste do pezinho, teste da orelhinha e outros. O objetivo é claro: evitar complicações e intervir precocemente caso exista alguma doença.

O sistema auditivo começa sua formação durante o período gestacional, mas apenas após o nascimento e com a exposição aos diferentes sons é que seu amadurecimento acontece. As informações recebidas pela cóclea, parte interna da orelha, são enviadas via nervo auditivo para o córtex auditivo, área do cérebro responsável pela audição.

É nesse local que as bases do sistema sensorial auditivo serão criadas, conferindo à criança a habilidade de compreender e discriminar os sons. Este aprendizado, no entanto, só é possível nos primeiros três anos de vida, período no qual o cérebro infantil possui grande plasticidade e por isso é capaz de formar conexões e caminhos nervosos para o córtex auditivo. Passado esse período, ocorre uma reorganização neural no cérebro e os estímulos sonoros provindos da cóclea não terão meios de atingir o córtex auditivo com a mesma eficiência, deixando o indivíduo incapaz de reconhecer os diferentes sons.

Portanto, não tratar uma perda auditiva precocemente pode implicar prejuízos irreparáveis na audição, além de outras consequências não menos importantes, como distúrbios no desenvolvimento da fala e da linguagem, impactos sociais e emocionais, bem como baixo rendimento escolar e de aprendizagem.

Assim, a Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU), conhecida popularmente como “Teste da Orelhinha”, não poderia ficar de fora dos exames diagnósticos essenciais ao recém-nascido. Estatísticas mundiais apontam que 1 a 3 em cada 1.000 recém-nascidos são diagnosticados com perda auditiva moderada a severa nas maternidades e que esta prevalência aumenta para 2 a 4 em cada 100 bebês nas Unidades de Terapia Intensiva. Com esses dados confirmamos o grande impacto dos distúrbios de audição na população infantil e sua clara necessidade de investigação ao nascimento. No Brasil, a Triagem Auditiva Neonatal é obrigatória por lei em todos os hospitais desde 2010 (Lei Federal no 12.303).

O Teste da Orelhinha é, na realidade, composto por dois exames diferentes. Para bebês sem fatores de risco para perda auditiva, o teste de escolha é denominado Emissões Otoacústicas (EOA). Já nos recém-nascidos com fatores de risco, como histórico familiar de surdez, infecções gestacionais, alterações genéticas e outros, preconiza-se também a realização do Potencial Evocado de Tronco Encefálico (PEATE ou BERA).

Importante ressaltar que ambos os exames são indolores e gratuitos e devem ser realizados dentro dos primeiros 30 dias de vida do bebê, preferencialmente antes da alta da maternidade. Caso apresente alteração, o teste deve ser repetido e, se confirmado qualquer grau de surdez, é de extrema urgência que investigações e tratamentos sejam prontamente iniciados, não ultrapassando os seis meses de idade. Com a identificação precoce da perda auditiva e uma rápida intervenção, é possível proporcionar não apenas uma melhoria na audição e na linguagem, mas também no desenvolvimento global da criança.

 

Relatora:
Renata Christofe Garrafa
Departamento Científico de Otorrinolaringologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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