Esportes – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 30 Apr 2026 11:20:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Esportes – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Maconha: o que pouca gente te conta https://spsp.org.br/maconha-o-que-pouca-gente-te-conta/ Wed, 29 Apr 2026 11:10:21 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=56769 A maconha costuma ser vista como algo “leve”, “natural” e sem grandes consequências. Mas a realidade, principalmente para quem ainda está em fase de crescimento, é bem diferen]]>

A maconha costuma ser vista como algo “leve”, “natural” e sem grandes consequências. Mas a realidade, principalmente para quem ainda está em fase de crescimento, é bem diferente. O cérebro de adolescentes e jovens continua em desenvolvimento até por volta dos 25 anos. E é exatamente nesse período que a maconha pode causar mais impacto.

O principal componente, o THC (tetra-hidrocanabinol), interfere em áreas importantes do cérebro, como memória, atenção, tomadas de decisões e controle de emoções.

Nem tudo acontece no momento do uso: alguns efeitos vão surgindo com o tempo, como ansiedade e crises de pânico, desmotivação, alterações de sono etc. Alguns jovens podem ter depressão e quadros psicóticos.

“Mas todo mundo usa…”

Mentira. Nem todo mundo usa! E quem usa, nem sempre está bem. Muitos escondem dificuldades na escola, problemas emocionais, dependência. Sim, dependência! Principalmente em quem iniciou o uso cedo.

Fique atento aos sinais de alerta: precisa usar com frequência, sem interesse por outras coisas, não consegue parar, mesmo querendo.

O uso também aumenta riscos de acidentes (dirigir ou andar de bike), decisões impulsivas e outras situações de risco.

A maconha sai caro – e vira prioridade sem você perceber! No começo parece pouco, mas vira gasto fixo. Dinheiro que poderia ser usado em viagens, esportes, namoro. E quando o uso aumenta, o custo acompanha, sendo que em alguns casos a pessoa começa a priorizar a droga acima de outras coisas.

No fim, você paga não só com dinheiro – mas com oportunidades.

Se você ainda não se convenceu que não é uma boa o uso, aqui vão mais alguns pontos:

  • O uso no Brasil não é liberado. A maconha está ligada à Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006). Porte para uso pessoal não é considerado crime com prisão, mas pode gerar abordagem policial, registro, advertência e comparecimento ao juiz. Pode trazer uma quantidade grande de problemas. E na prática, a distinção entre usuário e traficante nem sempre é clara.
  • Você não sabe nem o que está consumindo. Diferente de um remédio, não existe controle de qualidade. Pode ter concentração muito alta de THC, pode estar misturada a outras substâncias e ter até contaminação com bactérias, etc. Ou seja: você nunca sabe exatamente o que está entrando no seu corpo.

Se você está atrás de boas emoções, vá praticar esportes. Ao se exercitar, seu corpo libera endorfinas (causam sensação de bem-estar e redução da dor), dopamina (origina recompensa e motivação), serotonina (gera melhora do humor). É um prazer progressivo e duradouro, diferentemente do prazer artificial do uso da maconha e sem os efeitos deletérios mencionados acima.

Nem todo prazer vale o preço que cobra depois. Você não precisa de química para ser quem você pode ser.

 

Relatora:

Tania Zamataro
Presidente do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Lesões esportivas da criança e do adolescente https://spsp.org.br/lesoes-esportivas-da-crianca-e-do-adolescente/ Thu, 17 Jul 2025 14:01:22 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=52293 O esporte é a maneira mais frequentemente utilizada para que a atividade física das crianças e adolescentes seja realizada. A diferença entre a atividade física pura e o]]>

O esporte é a maneira mais frequentemente utilizada para que a atividade física das crianças e adolescentes seja realizada.

A diferença entre a atividade física pura e o esporte é a competição associada.

Até a faixa etária dos seis a sete anos, essas atividades ocorrem através de escolas de esporte, onde vários tipos de modalidade são apresentados à criança.

Com isso, elas aprendem os cinco gestos esportivos com os quais podemos realizar quase todas as modalidades. São eles: a corrida, o salto, o arremesso, o nadar e o pedalar.

Após a escolha de uma modalidade, crianças e adolescentes então iniciam a prática nas suas escolas, em escolas específicas ou em clubes. Ultimamente há uma tendência à especialização cada vez mais precoce nas modalidades esportivas, visando competições e maior frequência nos treinos. Isso acaba sendo, por vezes, uma situação ruim, pois quanto mais competitiva é a atividade, mais lesiva ela acaba se tornando. Uma das situações vistas nos consultórios, atendendo esses atletas em formação, é que se ensina técnica e tática do esporte, deixando-se de lado a atividade fundamental, o condicionamento físico.

É um erro supor que as crianças e adolescentes têm condição física já preparada para todas essas atividades: força, resistência, alongamento muscular, assim como o condicionamento cardiorrespiratório, não são especificamente trabalhados previamente ao início da prática da modalidade na formação desses atletas mirins. Com isso, lesões acabam sendo frequentes, principalmente quando ocorre excesso de treinos.

As lesões típicas da atividade ocorrem quando crianças e adolescentes são submetidos à capacitação esportiva em escolas diferentes, não sendo as mesmas planejadas e executadas pelo mesmo treinador. Assim, elas são submetidas a atividades que, repetidamente, utilizam as regiões mais exigidas para determinado tipo de esporte.

Como o corpo dos atletas está em desenvolvimento, em muitas ocasiões eles acabam apresentando lesões nas áreas de crescimento, onde os principais grupos musculares são unidos aos ossos. Essas regiões são chamadas apófises. Como essas áreas estão em desenvolvimento, existe uma menor resistência mecânica. O excesso de uso e tração muscular desproporcional, geram lesões dolorosas, culminando na incapacidade de fazer as atividades antes realizadas, piorando a performance, quando então os pais os levam aos consultórios médicos.

Assim sendo, o excesso de treino e a prática em diferentes escolas de esporte ou em diferentes modalidades acabam por se tornar uma das principais causas de lesões ósseas, tendíneas e musculares dos atletas mirins.

A especialização precoce, a não individualização dos atletas e a falta de exame físico dos mesmos, para investigar a condição física, acabam por facilitar a ocorrência de lesões das regiões em crescimento, ósseas ou musculotendíneas e ligamentares, podendo ocorrer fraturas de estresse, inflamações nas regiões de crescimento, lesões musculares por falta de alongamento, aquecimento inadequado e excesso de atividades esportivas, o que acaba retirando o atleta da sua prática, sendo prejudicial a ele.

Lesões articulares como entorses e lesões ligamentares, assim como fraturas, também ocorrem por uso inadequado dos equipamentos (tamanho de bola, campo e tempo de jogo), assim como pela falta de técnicas protetivas para esportes específicos.

A própria FIFA, preocupada com lesões ocorridas nas categorias de base, criou, por exemplo, um tipo de aquecimento conhecido como FIFA 11+ Kids, para prevenir lesões que retirassem os jogadores por um ou mais meses do futebol, com êxito de 50% quando colocado em prática.

Em conclusão, em vez de ser uma boa prática, o excesso de atividades oferecidas por muitos pais a seus filhos, no intuito de melhorar a performance deles, acaba por prejudicá-los, necessitando interromper a prática desportiva para que seja feito o tratamento.

Com isso, o ideal para que a criança e o adolescente diminuam a chance da ocorrência de lesões, é fazer uma atividade esportiva principal, de sua escolha ou em conjunto com sua família, com dias de descanso entre os treinos, para que o sistema musculoesquelético tenha uma recuperação plena e melhora do seu condicionamento físico, o que na verdade é a intenção inicial dessa atividade.

Temos como pontos principais para evitar um maior número de lesões nos atletas em crescimento:

  • Desestimular a especialização precoce; não fazer treinos repetidos por uma ou por várias instituições; escolher apenas um esporte como principal; ter apenas um treinador responsável pela atividade do atleta mirim; realizar exame físico e clínico para detectar eventuais faltas de condicionamento físico, alongamento, resistência e de força muscular; descanso entre as atividades físicas principais e, também, uma vez por ano, não realizar a mesma atividade para que as regiões ósseas e musculares em crescimento possam se refazer.

O treino é gasto (catabolismo), mas o intervalo com repouso é ganho (anabolismo). De qualquer maneira, as atividades físicas dentro dos esportes são benéficas para o ser humano em crescimento. Por outro lado, as lesões advêm do excesso, o que acaba por anular esse benefício.

Relator:

Nei Botter Montenegro

Médico da Clínica de Especialidades Pediátricas do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e Coordenador do Programa de Esportes para Crianças e Adolescentes do HIAE

Chefe do Grupo de Ortopedia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Vice-Presidente do Departamento Científico de Ortopedia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

]]> Combate ao sedentarismo: um alerta para a saúde de crianças e adolescentes https://spsp.org.br/combate-ao-sedentarismo-um-alerta-para-a-saude-de-criancas-e-adolescentes/ Mon, 10 Mar 2025 18:03:51 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50492 No dia 10 de março, o Brasil celebra o Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo, um momento importante para refletirmos ]]>

No dia 10 de março, o Brasil celebra o Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo, um momento importante para refletirmos sobre o impacto da falta de movimento na vida das crianças e adolescentes. Com o avanço da tecnologia e a rotina cada vez mais conectada, a infância ativa está sendo substituída por longos períodos diante das telas. Brincadeiras ao ar livre, que antes faziam parte do dia a dia, estão dando lugar a horas seguidas no celular, no videogame ou no computador. Mas o que parece inofensivo pode ter consequências sérias para a saúde.

O sedentarismo não se resume apenas à falta de exercício: ele é um dos principais fatores de risco para doenças crônicas, como obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares. Além disso, a ausência de atividade física compromete a saúde mental, contribuindo para quadros de ansiedade, estresse e depressão. O impacto também é notado na escola, já que crianças que se movimentam pouco podem apresentar dificuldades de concentração, pior rendimento acadêmico e maior propensão à fadiga.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que crianças e adolescentes pratiquem pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada a intensa. No entanto, estudos apontam que grande parte deles não atinge essa meta. O aumento do tempo de tela, a falta de espaços seguros para brincar e até a rotina acelerada das famílias são alguns dos fatores que levam ao sedentarismo infantil. O problema é sério, mas há uma boa notícia: reverter esse quadro é mais fácil do que parece!

Estimular o movimento desde cedo traz benefícios para a vida toda. Crianças ativas fortalecem músculos e ossos, desenvolvem melhor a coordenação motora e crescem com hábitos mais saudáveis. Além disso, o exercício físico libera hormônios do bem-estar, como a endorfina e a serotonina, ajudando a combater o estresse e promovendo mais alegria e disposição. Outro ponto essencial é a socialização: esportes coletivos e brincadeiras ao ar livre ensinam valores como disciplina, cooperação e respeito, fundamentais para a formação emocional dos pequenos.

Mas como incentivar as crianças e adolescentes a se movimentarem mais? Pequenas mudanças na rotina podem fazer uma grande diferença. Atividades simples, como pular corda, brincar de pega-pega, andar de bicicleta e brincar de esconde-esconde são formas eficazes e naturais de combater o sedentarismo. Praticar esportes também é uma excelente alternativa, e há opções para todos os gostos, desde futebol, basquete e vôlei até natação e artes marciais. O importante é encontrar algo que a criança goste, para que o movimento se torne um hábito prazeroso e não uma obrigação.

O exemplo dos pais e responsáveis é fundamental. Crianças que veem seus familiares se exercitando têm maior tendência a seguir o mesmo caminho. Se a família caminha junta, passeia de bicicleta ou aproveita parques e praças nos momentos de lazer, as chances de a criança crescer ativa aumentam consideravelmente. Além disso, é essencial estabelecer limites para o tempo de tela. Definir horários para o uso de dispositivos eletrônicos e incentivar atividades físicas no tempo livre são atitudes que ajudam a equilibrar a rotina.

O Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo é um convite para refletirmos sobre os hábitos das novas gerações. Crianças precisam correr, brincar, gastar energia e explorar o mundo além das telas. Estimular a prática de atividades físicas não é apenas um conselho médico, mas uma necessidade real para garantir um futuro mais saudável e equilibrado. Pequenos gestos podem transformar a qualidade de vida dos jovens e prepará-los para a vida adulta com mais disposição e bem-estar. Afinal, o movimento não é só importante para o corpo – ele também faz bem para a mente e para o coração.

 

Relator:
Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes na Infância e Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo 

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Benefícios da atividade física na infância https://spsp.org.br/beneficios-da-atividade-fisica-na-infancia/ Mon, 27 Feb 2023 20:12:01 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=36307 O exercício tem um importante papel no bem estar físico e mental de adultos e crianças. Nestas, auxiliam no desenvolvimento físico e psicológi]]>

O exercício tem um importante papel no bem estar físico e mental de adultos e crianças. Nestas, auxiliam no desenvolvimento físico e psicológico, respeitando-se as particularidades que as diferenciam do adulto. Não devemos aplicar nas crianças a mesma cobrança de resultados que em um indivíduo adulto, com o risco de, entre outros problemas, causar desestímulo.

Vale ressaltar os inúmeros benefícios da atividade física na infância: promoção de saúde e bem-estar, redução da gordura corporal, aumento da autoestima, autoconfiança, senso de responsabilidade e de grupo, diminuição do estresse e ansiedade, diminuição da delinquência e do uso de álcool e drogas. Além disso, a atividade física melhora as habilidades motoras, melhora a expressão pessoal, leva a criança a um maior desenvolvimento espaço-temporal e ocasiona melhoria na adaptação social.

Um estilo de vida ativo depende de muitos fatores, entre eles: a cultura, a conscientização, os valores, as crenças, o conhecimento, o ambiente, as atitudes, as habilidades, a vida social e a influência dos amigos e da família.

A quantidade de exercício necessária para uma capacidade funcional adequada e promoção da saúde nas várias idades não é precisamente definida. As atuais recomendações preconizam que crianças realizem entre 20 a 30 minutos de atividade física ao dia.

Deve-se estimular a atividade física nas crianças de uma forma individualizada: a prescrição de atividade física tem como objetivo principal criar o hábito e o interesse pela atividade de forma lúdica, com integração e sem discriminação, não visando desempenho competitivo. A atividade física de forma agradável e prazerosa deve ser incluída no cotidiano, para toda a vida.

Oferecer alternativas para a prática desportiva é igualmente importante, contemplando interesses individuais e o desenvolvimento de diferentes habilidades motoras, contribuindo para o despertar de talentos.

A seguir, algumas dicas que podem ajudar no incentivo da prática de esporte nas crianças.

  • Comece o quanto antes: quanto mais cedo a criança se envolver em atividades esportivas, maior a probabilidade de criar afetividade ao esporte, mantendo um estilo de vida ativo na idade adulta.
  • Foque no divertimento: enfatize a importância da diversão e do jogo e não na competição em si. As crianças ficarão mais motivadas. A cobrança de resultados deve ser feita quando existir desenvolvimento emocional para isso.
  • Diversifique os esportes: permita que a criança experimente diferentes modalidades e escolha aquela que mais goste. Não force uma modalidade específica.
  • Sempre ofereça suporte: esteja presente dando apoio emocional durante a prática esportiva, independentemente do desempenho da criança. Seja sempre positivo e incentive a participação em equipe e a amizade.
  • Mantenha o equilíbrio: Intercale a prática desportiva com outras atividades, como leitura, artes, trabalhos manuais, assim incentiva-se o desenvolvimento geral da criança.
  • Pratique atividades juntos: incentive caminhadas, passeios de bicicleta ou mesmo a prática desportiva em conjunto com seu filho; essa é uma ótima maneira de incentivá-lo.
  • Atenção com a segurança: certifique-se do uso de equipamentos de proteção adequados ao esporte em questão, assim como um ambiente seguro e supervisionado.
  • Atenção aos sinais de sobrecarga: a dor é sempre o primeiro sinal de uma possível sobrecarga. Muitas vezes a criança não expressa verbalmente, mas devemos notar sinais como mancar ou diminuição do desempenho. Nesta situação, procure um profissional de saúde.
  • Comemore os resultados: celebre as pequenas vitórias e os progressos da criança, independentemente do resultado.

Vale lembrar que o exemplo deve ser dado em casa: foi observado que filhos de pais sedentários têm mais chances de se tornarem adultos sedentários. A criação de hábitos saudáveis os perpetuará por toda a vida.

 

Relator:
Miguel Akkari
Presidente do Departamento Científico de Ortopedia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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19/03 – Dia do Esportista: importância da atividade física https://spsp.org.br/19-03-dia-do-esportista-importancia-da-atividade-fisica/ Fri, 18 Feb 2022 14:36:30 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=31352 A infância e a adolescência são períodos fundamentais para o desenvolvimento de hábitos saudáveis, de habilidades de movimento e do estabelecimento de uma base para saúde e bem-estar durante a vida. ]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 18/02/2022


A infância e a adolescência são períodos fundamentais para o desenvolvimento de hábitos saudáveis, de habilidades de movimento e do estabelecimento de uma base para saúde e bem-estar durante a vida. Portanto, estimular a prática de atividades físicas na infância é fundamental para consolidar hábitos saudáveis de vida.

Nesses últimos anos houve um aumento dramático do sobrepeso e obesidade na faixa etária pediátrica, principalmente durante a pandemia da covid-19. Isto tem evidenciado a importância da prática de atividade física, juntamente com uma alimentação equilibrada e nutritiva.

A atividade física regular tem muitos outros benefícios na preservação da saúde global, como:

  1. Melhora da capacidade cardiopulmonar.
  2. Aumento da mineralização óssea e do equilíbrio e consequentemente proteção contra quedas e lesões desde a infância até a fase adulta.
  3. Prevenção das doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica.
  4. Redução das taxas de tabagismo, incluindo os cigarros eletrônicos e uso de drogas.
  5. Diminuição de sintomas de depressão.
  6. Melhora do desempenho acadêmico.
  7. Melhora da função imunológica.
  8. Auxilia a socialização.

Os benefícios podem ser ainda maiores em crianças que apresentam transtorno de déficit de atenção, hiperatividade e principalmente em crianças com transtorno do espectro autista.

A Academia Americana de Pediatria definiu o conceito de alfabetização física – “Physical literacy” – como o desenvolvimento de uma ampla variedade de habilidades de movimentos fundamentais, que irão apoiar um estilo de vida ativo e saudável ao longo da vida.

Os precursores da alfabetização física são as habilidades motoras infantis, como agarrar, rolar, engatinhar, sentar, levantar-se, andar apoiando-se nos móveis e posteriormente sozinho, além de arremessar, pular, saltar, golpear, correr, dançar, chutar, etc. Estas atividades visam proporcionar agilidade, equilíbrio e coordenação e devem ser incentivadas desde os primeiros anos de vida.

À medida em que a criança vai crescendo, as habilidades físicas que ela vai adquirindo são baseadas nas habilidades motoras básicas que ela praticou nos primeiros anos de vida.

As crianças precisam realizar essas atividades de modo prazeroso, para que tenha menos possibilidades de interrompê-las, haja vista que o sedentarismo é hoje um problema crescente em crianças e adolescentes. O tempo de tela com telefones celulares, tablets e computadores ocupa atualmente muitas horas nas suas vidas.

A Academia Americana de Pediatria recomenda que bebês e crianças menores de 18 meses não devam ter tempo de tela e que as crianças de 18 meses a 4 anos tenham limite de tempo de não mais de 1 hora por dia.

Para crianças em idade escolar, o tempo de tela deve ser restrito a 2 horas, além das necessidades para realização de trabalhos escolares.

Segue resumidamente as principais diretrizes das atividades físicas para bebês, crianças e adolescentes

Infância (do nascimento até 11 meses)
Os bebês devem interagir com os pais e/ou cuidadores em atividades físicas diárias dedicadas à exploração do movimento e do ambiente. Eles devem ter o “tempo de bruços” diariamente em período que estiverem acordados e felizes, durando enquanto eles demonstrarem prazer. 

Primeira infância (1-5 anos)
Crianças de 1 a 3 anos devem ter pelo menos 3 horas por dia de atividade física não estruturada, isto é, “tempo livre” ou “jogo livre”. É uma atividade que as crianças começam sozinhas, explorando o mundo ao seu redor.

Crianças de 3 a 5 anos devem praticar pelo menos 60 minutos de atividade física estruturada, isto é, planejada e dirigida por um adulto, além de pelo menos 60 minutos de atividades não estruturadas.

As crianças precisam ser encorajadas a desenvolver as habilidades motoras descritas na alfabetização física. 

Meia infância, adolescência e idade adulta jovem (5-21 anos)
Crianças, adolescentes e adultos jovens devem praticar mais de 60 minutos de atividade física aeróbica por dia, sendo que na maior parte do tempo, de intensidade moderada ou vigorosa.Com 6 anos de idade a criança está apta a iniciar os esportes organizados, como, por exemplo, fazer parte de um time.

Retorno à prática de esporte na infância em tempo de covid-19

As principais mudanças sanitárias diante a covid-19 incluem priorizar atividades sem contato, como exercícios nos quais a distância física possa ser mantida, enfatizar o uso de máscara facial e dar preferência às atividades ao ar livre. A vacinação é fundamental para as crianças e adolescentes que estão dentro da faixa etária em que há indicação.

O retorno à prática da atividade física traz benefícios psicológicos e físicos.

A criança e o adolescente com qualquer sintoma de covid-19 não deve praticar atividade física. De acordo com as principais diretrizes, crianças que tiveram covid-19 podem precisar realizar um eletrocardiograma antes de retornar à atividade física. Como ainda não há uma recomendação formal para todas as crianças, sugerimos realização de eletrocardiograma para aquelas com quadro mais graves e para todos os adolescentes antes de iniciar a prática de atividades físicas intensas ou esportes competitivos.

Relator:
Jose Nélio Cavinatto

Denise Derani 

Núcleo de Estudo da Prática de Atividade Física e Esportes na Infância e Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: pressmaster | depositphotos.com

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Exercícios físicos na infância são fundamentais https://spsp.org.br/exercicios-fisicos-na-infancia-sao-fundamentais-3/ Thu, 13 Aug 2015 14:00:53 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=958 A prática de atividade física deve ser um hábito presente em pessoas de todas as idades – inclusive nas crianças. Nos pequenos, os esportes ajudam a desenvolver a inteligência, a formação de caráter e a afetividade, estimulam a socialização, oferecem melhora na qualidade de vida, auxiliando no domínio do próprio corpo e no aumento da autoestima. “Quando a criança mantém uma rotina de exercícios, também aprende a ter respeito às regras, além de empenho frente aos desafios e a lidar com as adversidades” explica o Dr. José Gabel, pediatra e vice-presidente do Departamento de Cuidados Domiciliares da SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo). “Fisicamente, os benefícios também são diversos: melhoram a coordenação motora, equilíbrio, força muscular, flexibilidade e função cardiorrespiratória. Além disso, ajudam na prevenção da obesidade, hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, ansiedade, depressão e osteoporose”, complementa. Para um maior estímulo à prática esportiva, é importante que os pais (ou responsáveis) sejam exemplos e também levem a criança a conhecer atividades diferentes. Com o tempo, ela descobrirá seu potencial e talentos para usar suas habilidades da maneira correta. Primeiro contato Algumas medidas podem estimular a criança a se movimentar desde a fase da lactação: a partir dos 6 meses de idade, o uso dos cercados permite que a criança observe o ambiente, brinque e se apoie para tentar ficar em pé; aos 10 meses, a criança já deve começar a engatinhar e andar com apoio. De 1 a 3 anos, as atividades físicas já podem ser introduzidas por meio de brincadeiras, como amarelinha, danças, esconde-esconde, entre outras. Crianças de 4 a 8 anos já podem começar a se aventurar no mundo dos esportes. Aulas de iniciação esportiva que preconizam o contato com diversas modalidades (futebol, vôlei, handebol e basquete, principalmente), colaboram para o desenvolvimento da coordenação física e psicomotricidade – que consiste na integração das funções motoras e psíquicas em consequência da maturidade do sistema nervoso. Dos 8 aos 11, as atividades devem ser pré-desportivas, explorando elementos técnicos e táticos de modalidades individuais ou coletivas. Na faixa etária que vai dos 12 aos 16 anos ocorre a especialização em determinada modalidade esportiva. Fatores como motivação, idade e biotipo são muito relevantes para a sua prática. “O atleta começa a refinar e aperfeiçoar seus movimentos, portanto já tolera mais intensidade e carga de exercícios, adquire uma grande capacidade técnica e treina visando resultados. Para tal, é necessário que haja uma supervisão adequada composta por técnicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e médicos”, relata o especialista. “É importante lembrar que nesta idade existem grandes diferenças de maturação entre crianças da mesma idade. Por isso, é necessário identificar o ritmo de crescimento e de maturidade pubertária, sem considerar apenas a idade cronológica (a idade óssea pode ser um dado de orientação)”, acrescenta Dr. Gabel. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda 60 minutos diários – e, preferivelmente, de 5 a 6 vezes por semana – de atividades aeróbicas para crianças e adolescentes entre os cinco e 17 anos de idade. É essencial, também, que o jovem possua uma rotina alimentar saudável, com conhecimento sobre os males de uma suplementação inadequada e do uso de anabolizantes – além de orientações contra o fumo, bebidas alcoólicas e drogas. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 13/08/2015. photo credit: SylwiaAptacy | pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A prática de atividade física deve ser um hábito presente em pessoas de todas as idades – inclusive nas crianças. Nos pequenos, os esportes ajudam a desenvolver a inteligência, a formação de caráter e a afetividade, estimulam a socialização, oferecem melhora na qualidade de vida, auxiliando no domínio do próprio corpo e no aumento da autoestima. “Quando a criança mantém uma rotina de exercícios, também aprende a ter respeito às regras, além de empenho frente aos desafios e a lidar com as adversidades” explica o Dr. José Gabel, pediatra e vice-presidente do Departamento de Cuidados Domiciliares da SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo).

“Fisicamente, os benefícios também são diversos: melhoram a coordenação motora, equilíbrio, força muscular, flexibilidade e função cardiorrespiratória. Além disso, ajudam na prevenção da obesidade, hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, ansiedade, depressão e osteoporose”, complementa.

Para um maior estímulo à prática esportiva, é importante que os pais (ou responsáveis) sejam exemplos e também levem a criança a conhecer atividades diferentes. Com o tempo, ela descobrirá seu potencial e talentos para usar suas habilidades da maneira correta.

Primeiro contato
Algumas medidas podem estimular a criança a se movimentar desde a fase da lactação: a partir dos 6 meses de idade, o uso dos cercados permite que a criança observe o ambiente, brinque e se apoie para tentar ficar em pé; aos 10 meses, a criança já deve começar a engatinhar e andar com apoio. De 1 a 3 anos, as atividades físicas já podem ser introduzidas por meio de brincadeiras, como amarelinha, danças, esconde-esconde, entre outras.

Crianças de 4 a 8 anos já podem começar a se aventurar no mundo dos esportes. Aulas de iniciação esportiva que preconizam o contato com diversas modalidades (futebol, vôlei, handebol e basquete, principalmente), colaboram para o desenvolvimento da coordenação física e psicomotricidade – que consiste na integração das funções motoras e psíquicas em consequência da maturidade do sistema nervoso. Dos 8 aos 11, as atividades devem ser pré-desportivas, explorando elementos técnicos e táticos de modalidades individuais ou coletivas.

Na faixa etária que vai dos 12 aos 16 anos ocorre a especialização em determinada modalidade esportiva. Fatores como motivação, idade e biotipo são muito relevantes para a sua prática. “O atleta começa a refinar e aperfeiçoar seus movimentos, portanto já tolera mais intensidade e carga de exercícios, adquire uma grande capacidade técnica e treina visando resultados. Para tal, é necessário que haja uma supervisão adequada composta por técnicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e médicos”, relata o especialista.

“É importante lembrar que nesta idade existem grandes diferenças de maturação entre crianças da mesma idade. Por isso, é necessário identificar o ritmo de crescimento e de maturidade pubertária, sem considerar apenas a idade cronológica (a idade óssea pode ser um dado de orientação)”, acrescenta Dr. Gabel.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda 60 minutos diários – e, preferivelmente, de 5 a 6 vezes por semana – de atividades aeróbicas para crianças e adolescentes entre os cinco e 17 anos de idade. É essencial, também, que o jovem possua uma rotina alimentar saudável, com conhecimento sobre os males de uma suplementação inadequada e do uso de anabolizantes – além de orientações contra o fumo, bebidas alcoólicas e drogas.

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 13/08/2015.
photo credit: SylwiaAptacy | pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Como inserir a atividade física na infância https://spsp.org.br/como-inserir-a-atividade-fisica-na-infancia/ Tue, 10 Mar 2015 09:00:12 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=850 Quando a televisão não era tão popular nas residências, as brincadeiras das crianças envolviam correr na rua, empinar pipa ou pular corda. Em tempos de tecnologia, com a disponibilidade de videogames, desenhos animados e filmes, a diversão passou a ser, muitas vezes, olhar para a tela da TV. Entretanto, os médicos alertam sobre a importância da atividade física na vida de uma criança. De acordo com o Dr. José Gabel, secretário do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), a prática de exercícios físicos regulares fortalece a massa óssea e muscular, contribui para o aperfeiçoamento e aquisição de habilidades motoras, desenvolve a flexibilidade, ajudando na manutenção da postura e equilíbrio, além de melhorar o sistema cardiocirculatório. Mas não para por aí. “É de consenso mundial que a realização de atividades físicas na infância ajuda a manter o peso ideal, reduzindo índices de obesidade e suas consequências, como diabetes, hipertensão e dislipidemias, por exemplo”, explica. Além dos benefícios físicos, atividades físicas como futebol, vôlei e basquete também trazem ganhos para a socialização da criança. Esportes coletivos permitem que o jovem aprenda a trabalhar em equipe e proporciona momentos de conversa entre os participantes, o que aumenta a autoestima e o equilíbrio emocional. Vale ressaltar que o exagero de exercícios físicos nessa faixa etária tem efeito contrário e pode até prejudicar o desenvolvimento dos pequenos. “Pais desejam criar atletas mirins, com agendas sobrecarregadas e sem descanso. Esse ritmo é prejudicial, resulta em sintomas diversos como criar motivos para não frequentar as aulas, fadiga, cansaço, perda de concentração, alterações no humor, irritabilidade, insônia, dores musculares e articulares, além do grande risco de lesões”, conta o Dr. Gabel. Em contrapartida, muitos pais também pensam que a aula de Educação Física no colégio é exercício suficiente para o filho. Será? O pediatra fala que a prática escolar contribui para melhorar a qualidade da saúde, mas é insuficiente para alcançar objetivos como o desenvolvimento da capacidade motora, cognitiva, afetiva e social. Também é importante ficar atento às atividades mais indicadas para a faixa etária da criança. O Dr. Gabel indica algumas mais apropriadas para cada idade: De 1 mês a 1 ano: estímulos sonoros, estímulos visuais com panos coloridos, brincar de engatinhar, mímica, esconder e achar, além de espalhar brinquedos para estimular o bebê a se mover até alcançá-los. De 1 a 5 anos: o que envolva corrida, chute, dança e teatro. De 5 a 8 anos: aqui é importante incluir aquelas que contem regras, além de correr, dançar e iniciação esportiva – apresentação das modalidades sem ser competitivo. De 8 a 14 anos: tênis, futebol, vôlei, basquete, natação, handball, ginástica, judô e demais modalidades voltadas para o desenvolvimento esportivo. A recomendação para crianças é de, pelo menos, 60 minutos diários de exercícios e que a criança não fique mais de 2 horas do seu tempo por dia em aparelhos de televisão ou eletrônicos. O pediatra frisa que os adultos devem ser um exemplo ativo para os menores: “Estimule a criança também praticando, como caminhadas, pedaladas e jogos. Encoraje-a pela troca da TV e computador por ações esportivas; saiba negociar o tempo de utilização desses aparelhos.”, recomenda. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 10/03/2015. photo credit: TaniaVdB | Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

swim-619074_640Quando a televisão não era tão popular nas residências, as brincadeiras das crianças envolviam correr na rua, empinar pipa ou pular corda. Em tempos de tecnologia, com a disponibilidade de videogames, desenhos animados e filmes, a diversão passou a ser, muitas vezes, olhar para a tela da TV. Entretanto, os médicos alertam sobre a importância da atividade física na vida de uma criança.

De acordo com o Dr. José Gabel, secretário do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), a prática de exercícios físicos regulares fortalece a massa óssea e muscular, contribui para o aperfeiçoamento e aquisição de habilidades motoras, desenvolve a flexibilidade, ajudando na manutenção da postura e equilíbrio, além de melhorar o sistema cardiocirculatório. Mas não para por aí. “É de consenso mundial que a realização de atividades físicas na infância ajuda a manter o peso ideal, reduzindo índices de obesidade e suas consequências, como diabetes, hipertensão e dislipidemias, por exemplo”, explica.

Além dos benefícios físicos, atividades físicas como futebol, vôlei e basquete também trazem ganhos para a socialização da criança. Esportes coletivos permitem que o jovem aprenda a trabalhar em equipe e proporciona momentos de conversa entre os participantes, o que aumenta a autoestima e o equilíbrio emocional.

Vale ressaltar que o exagero de exercícios físicos nessa faixa etária tem efeito contrário e pode até prejudicar o desenvolvimento dos pequenos. “Pais desejam criar atletas mirins, com agendas sobrecarregadas e sem descanso. Esse ritmo é prejudicial, resulta em sintomas diversos como criar motivos para não frequentar as aulas, fadiga, cansaço, perda de concentração, alterações no humor, irritabilidade, insônia, dores musculares e articulares, além do grande risco de lesões”, conta o Dr. Gabel.

Em contrapartida, muitos pais também pensam que a aula de Educação Física no colégio é exercício suficiente para o filho. Será? O pediatra fala que a prática escolar contribui para melhorar a qualidade da saúde, mas é insuficiente para alcançar objetivos como o desenvolvimento da capacidade motora, cognitiva, afetiva e social.

Também é importante ficar atento às atividades mais indicadas para a faixa etária da criança. O Dr. Gabel indica algumas mais apropriadas para cada idade:

De 1 mês a 1 ano: estímulos sonoros, estímulos visuais com panos coloridos, brincar de engatinhar, mímica, esconder e achar, além de espalhar brinquedos para estimular o bebê a se mover até alcançá-los.

De 1 a 5 anos: o que envolva corrida, chute, dança e teatro.

De 5 a 8 anos: aqui é importante incluir aquelas que contem regras, além de correr, dançar e iniciação esportiva – apresentação das modalidades sem ser competitivo.

De 8 a 14 anos: tênis, futebol, vôlei, basquete, natação, handball, ginástica, judô e demais modalidades voltadas para o desenvolvimento esportivo.

A recomendação para crianças é de, pelo menos, 60 minutos diários de exercícios e que a criança não fique mais de 2 horas do seu tempo por dia em aparelhos de televisão ou eletrônicos.

O pediatra frisa que os adultos devem ser um exemplo ativo para os menores: “Estimule a criança também praticando, como caminhadas, pedaladas e jogos. Encoraje-a pela troca da TV e computador por ações esportivas; saiba negociar o tempo de utilização desses aparelhos.”, recomenda.

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 10/03/2015.
photo credit: TaniaVdB | Pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esportes sim, mas com segurança! https://spsp.org.br/esportes-sim-mas-com-seguranca/ Wed, 05 Mar 2014 03:40:22 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=509 A participação em esportes organizados aumenta, conforme as crianças crescem, sendo que podemos observar crianças em idades cada vez mais precoces participando de esportes competitivos. Por meio do esporte a criança aprende: disciplina, relacionamento interpessoal, como enfrentar dificuldades e resolver problemas. A participação deve ser lúdica, com a oportunidade de a criança exercitar a criatividade e desenvolver habilidades compatíveis com seu potencial. Estima-se que mais da metade das lesões ocorridas durante atividades esportivas em crianças e adolescentes possa ser prevenida. Os esportes com menor propensão a produzir lesões são: o tênis, a natação e o voleibol. A maioria das lesões ocorre durante o treinamento, e não em competições, são de intensidade leve, principalmente entorses, distensões e equimoses. Orientações quanto à segurança nas práticas esportivas: • Treinamento com técnica adequada, exercícios de alongamento muscular ou flexibilidade. • Avaliações médicas e multiprofissionais periódicas. • Respeitar e seguir as regras do esporte para se evitar lesões. • Uso de equipamentos de segurança adequados e apropriados a cada esporte, como por exemplo, o uso de caneleiras e chuteiras no futebol, além de roupas e calçados adequados. • Medidas de promoção de segurança ambiental, evitando-se desníveis nas quadras, superfície confeccionada com materiais que absorvam o impacto, protejam a coluna e estruturas do corpo. • Educar as crianças com relação ao respeito aos outros competidores e ao trabalho em equipe. • Crianças da mesma idade podem ter tamanhos diferentes, os menores podem correr maior risco de lesões nos esportes coletivos e de contato. • Excesso de competitividade é prejudicial; • A atividade física pode causar atraso na menarca em meninas, e estas, durante a puberdade, estabilizam seu desempenho, enquanto que nos meninos, este desempenho pode aumentar após este período. • Crianças transpiram menos que adultos, podem sofrer superaquecimento com maior facilidade, devem ingerir quantidade maior de líquidos e praticar esportes em locais bem ventilados. A escolha do esporte deve ser criteriosa, específica para cada faixa etária e feita pela criança e seus pais. Escolha do esporte para cada faixa etária: • 2 a 5 anos: 1. A habilidade motora é limitada e o equilíbrio ainda não está definido, ocorre dificuldade de atenção seletiva, dificuldade de acompanhar objetos em movimento e avaliar velocidade. 2. As atividades mais adequadas para esta faixa etária devem exigir habilidades fundamentais, instruções simples apenas, enfatizar o aspecto lúdico e explorador, evitando competitividade. 3. Exemplos: jogos, corrida, natação. • 6 a 9 anos: 4. O equilíbrio nesta faixa etária já é melhor, as reações já são mais automáticas, o tempo de reação é melhor, mas ainda com dificuldade de atenção, está ocorrendo início do desenvolvimento da memória e as decisões rápidas são limitadas. 5. São melhores no acompanhamento de objetos móveis, mas apresentam ainda alguma dificuldade em direcionamento. 6. Esportes mais adequados para esta faixa etária devem possuir regras flexíveis, pouco instruções, mínimo de instruções. 7. Exemplos: escolinha de futebol, basquete, judô e natação. • Adolescentes: 8. Ocorre grande melhora da habilidade motora, mas com alguma dificuldade de equilíbrio na puberdade. 9. Possuem capacidade de atenção seletiva, uso da memória, visão com padrão adulto. 10. Os esportes devem ser direcionados para o desenvolvimento de habilidades, táticas e estratégias, além de atividades em grupo, desde que a maturidade do grupo seja similar. 11. Recomendam-se: tênis, futebol, artes marciais. ___ Relatoras: Dra. Renata D Waksman Dra. Regina M C Gikas Departamento Científico de Segurança Infantil da SPSP Publicado em 05/03/2014. photo credit: Magomed Magomedagaev | Dreamstime.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

??????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????A participação em esportes organizados aumenta, conforme as crianças crescem, sendo que podemos observar crianças em idades cada vez mais precoces participando de esportes competitivos. Por meio do esporte a criança aprende: disciplina, relacionamento interpessoal, como enfrentar dificuldades e resolver problemas. A participação deve ser lúdica, com a oportunidade de a criança exercitar a criatividade e desenvolver habilidades compatíveis com seu potencial.

Estima-se que mais da metade das lesões ocorridas durante atividades esportivas em crianças e adolescentes possa ser prevenida. Os esportes com menor propensão a produzir lesões são: o tênis, a natação e o voleibol. A maioria das lesões ocorre durante o treinamento, e não em competições, são de intensidade leve, principalmente entorses, distensões e equimoses.

Orientações quanto à segurança nas práticas esportivas:
• Treinamento com técnica adequada, exercícios de alongamento muscular ou flexibilidade.
• Avaliações médicas e multiprofissionais periódicas.
• Respeitar e seguir as regras do esporte para se evitar lesões.
• Uso de equipamentos de segurança adequados e apropriados a cada esporte, como por exemplo, o uso de caneleiras e chuteiras no futebol, além de roupas e calçados adequados.
• Medidas de promoção de segurança ambiental, evitando-se desníveis nas quadras, superfície confeccionada com materiais que absorvam o impacto, protejam a coluna e estruturas do corpo.
• Educar as crianças com relação ao respeito aos outros competidores e ao trabalho em equipe.
• Crianças da mesma idade podem ter tamanhos diferentes, os menores podem correr maior risco de lesões nos esportes coletivos e de contato.
• Excesso de competitividade é prejudicial;
• A atividade física pode causar atraso na menarca em meninas, e estas, durante a puberdade, estabilizam seu desempenho, enquanto que nos meninos, este desempenho pode aumentar após este período.
• Crianças transpiram menos que adultos, podem sofrer superaquecimento com maior facilidade, devem ingerir quantidade maior de líquidos e praticar esportes em locais bem ventilados.

A escolha do esporte deve ser criteriosa, específica para cada faixa etária e feita pela criança e seus pais.

Escolha do esporte para cada faixa etária:

• 2 a 5 anos:
1. A habilidade motora é limitada e o equilíbrio ainda não está definido, ocorre dificuldade de atenção seletiva, dificuldade de acompanhar objetos em movimento e avaliar velocidade.
2. As atividades mais adequadas para esta faixa etária devem exigir habilidades fundamentais, instruções simples apenas, enfatizar o aspecto lúdico e explorador, evitando competitividade.
3. Exemplos: jogos, corrida, natação.

• 6 a 9 anos:
4. O equilíbrio nesta faixa etária já é melhor, as reações já são mais automáticas, o tempo de reação é melhor, mas ainda com dificuldade de atenção, está ocorrendo início do desenvolvimento da memória e as decisões rápidas são limitadas.
5. São melhores no acompanhamento de objetos móveis, mas apresentam ainda alguma dificuldade em direcionamento.
6. Esportes mais adequados para esta faixa etária devem possuir regras flexíveis, pouco instruções, mínimo de instruções.
7. Exemplos: escolinha de futebol, basquete, judô e natação.

• Adolescentes:
8. Ocorre grande melhora da habilidade motora, mas com alguma dificuldade de equilíbrio na puberdade.
9. Possuem capacidade de atenção seletiva, uso da memória, visão com padrão adulto.
10. Os esportes devem ser direcionados para o desenvolvimento de habilidades, táticas e estratégias, além de atividades em grupo, desde que a maturidade do grupo seja similar.
11. Recomendam-se: tênis, futebol, artes marciais.

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Relatoras:
Dra. Renata D Waksman
Dra. Regina M C Gikas
Departamento Científico de Segurança Infantil da SPSP

Publicado em 05/03/2014.
photo credit: Magomed Magomedagaev | Dreamstime.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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