Emoções – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 30 Apr 2026 11:20:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Emoções – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Maconha: o que pouca gente te conta https://spsp.org.br/maconha-o-que-pouca-gente-te-conta/ Wed, 29 Apr 2026 11:10:21 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=56769 A maconha costuma ser vista como algo “leve”, “natural” e sem grandes consequências. Mas a realidade, principalmente para quem ainda está em fase de crescimento, é bem diferen]]>

A maconha costuma ser vista como algo “leve”, “natural” e sem grandes consequências. Mas a realidade, principalmente para quem ainda está em fase de crescimento, é bem diferente. O cérebro de adolescentes e jovens continua em desenvolvimento até por volta dos 25 anos. E é exatamente nesse período que a maconha pode causar mais impacto.

O principal componente, o THC (tetra-hidrocanabinol), interfere em áreas importantes do cérebro, como memória, atenção, tomadas de decisões e controle de emoções.

Nem tudo acontece no momento do uso: alguns efeitos vão surgindo com o tempo, como ansiedade e crises de pânico, desmotivação, alterações de sono etc. Alguns jovens podem ter depressão e quadros psicóticos.

“Mas todo mundo usa…”

Mentira. Nem todo mundo usa! E quem usa, nem sempre está bem. Muitos escondem dificuldades na escola, problemas emocionais, dependência. Sim, dependência! Principalmente em quem iniciou o uso cedo.

Fique atento aos sinais de alerta: precisa usar com frequência, sem interesse por outras coisas, não consegue parar, mesmo querendo.

O uso também aumenta riscos de acidentes (dirigir ou andar de bike), decisões impulsivas e outras situações de risco.

A maconha sai caro – e vira prioridade sem você perceber! No começo parece pouco, mas vira gasto fixo. Dinheiro que poderia ser usado em viagens, esportes, namoro. E quando o uso aumenta, o custo acompanha, sendo que em alguns casos a pessoa começa a priorizar a droga acima de outras coisas.

No fim, você paga não só com dinheiro – mas com oportunidades.

Se você ainda não se convenceu que não é uma boa o uso, aqui vão mais alguns pontos:

  • O uso no Brasil não é liberado. A maconha está ligada à Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006). Porte para uso pessoal não é considerado crime com prisão, mas pode gerar abordagem policial, registro, advertência e comparecimento ao juiz. Pode trazer uma quantidade grande de problemas. E na prática, a distinção entre usuário e traficante nem sempre é clara.
  • Você não sabe nem o que está consumindo. Diferente de um remédio, não existe controle de qualidade. Pode ter concentração muito alta de THC, pode estar misturada a outras substâncias e ter até contaminação com bactérias, etc. Ou seja: você nunca sabe exatamente o que está entrando no seu corpo.

Se você está atrás de boas emoções, vá praticar esportes. Ao se exercitar, seu corpo libera endorfinas (causam sensação de bem-estar e redução da dor), dopamina (origina recompensa e motivação), serotonina (gera melhora do humor). É um prazer progressivo e duradouro, diferentemente do prazer artificial do uso da maconha e sem os efeitos deletérios mencionados acima.

Nem todo prazer vale o preço que cobra depois. Você não precisa de química para ser quem você pode ser.

 

Relatora:

Tania Zamataro
Presidente do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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O álbum de fotografias da vovó – para lembrar quando você esquece https://spsp.org.br/o-album-de-fotografias-da-vovo-para-lembrar-quando-voce-esquece/ Tue, 28 Oct 2025 12:43:45 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53927 As imagens podem falar mais do que as palavras. Os olhos acreditam no que veem, embora possam se enganar. Às vezes, o silêncio também fala muito. As fotografias não existiam antes]]>

As imagens podem falar mais do que as palavras. Os olhos acreditam no que veem, embora possam se enganar. Às vezes, o silêncio também fala muito. As fotografias não existiam antes de 1826. Elas são uma poderosa linguagem de comunicação e de expressão artística. Um álbum de fotografias pode ser considerado um livro, que em vez de palavras com uma narrativa, possui imagens que contam as mais variadas histórias. O álbum de fotografias é um quadro branco para registros – das fotos. A palavra “álbum” vem do latim album, que significa “branco”. É um arquivo com muito valor, especialmente afetivo.

Os álbuns fotográficos comportam fragmentos da vida através das fotografias. Registram acontecimentos/momentos vividos, que podem estar carregados de emoções agradáveis ou desagradáveis, felizes ou tristes, emocionantes ou assustadoras, reconfortantes ou angustiantes. Têm uma conotação fortemente emocional. Os álbuns são estímulos sensoriais (visuais e táteis) que acionam áreas corticais que envolvem a memória, de tal maneira que “eventos e emoções são armazenados juntos na memória”. Por isso, essas “lembranças fotográficas” mexem com o nosso humor (sentimentos).

O álbum de fotografias ganhou novas versões mais modernas, além do tradicional papel. Pode-se encontrá-lo disponível em forma de: aplicativo de celular de galeria de fotos; álbuns digitais no Facebook ou Instagram; softwares de armazenamento de dados como pen drives ou nuvens, entre outros.

Antes da ascensão da internet e do modo on-line, os álbuns de fotos eram o único meio de se guardar memórias físicas em forma de fotografias, de si mesmo, de lugares, de entes queridos ou de eventos históricos. Os snapshots (fotos ou instantâneos), são para lembrar quando você esquece.

Os avós, em geral, gostam muito de álbuns de fotografias. Volta e meia, estão lá … debruçados em olhar para aquelas fotos estranhas, algumas amareladas. Diante de algumas, parecem se perder em recordações…

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

 

 

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A influência das mídias digitais na saúde mental dos adolescentes: reflexões a partir da série ‘Adolescência’ https://spsp.org.br/a-influencia-das-midias-digitais-na-saude-mental-dos-adolescentes-reflexoes-a-partir-da-serie-adolescencia/ Fri, 11 Apr 2025 10:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50956 A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações físicas, emocionais e sociais, nas quais ]]>

A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações físicas, emocionais e sociais, nas quais os jovens buscam compreender a própria identidade e estabelecer conexões significativas com o mundo ao seu redor. Em tempos modernos, as mídias digitais desempenham um papel central nesse processo, oferecendo tanto oportunidades quanto riscos ao desenvolvimento psíquico e social. Para muitos adolescentes, as redes sociais não são apenas um espaço de convivência, mas um refúgio emocional e uma plataforma para construir e expressar suas identidades. É nesse contexto que surge um delicado paradoxo: ao mesmo tempo em que as mídias digitais proporcionam um espaço para expressão e conexão, também podem desencadear processos de isolamento, radicalização e prejuízos à saúde mental.

A série da Netflix ‘Adolescência’ provoca uma reflexão contundente sobre os impactos da radicalização e do uso problemático das redes sociais entre jovens. Para entender melhor esse processo, podemos nos basear no livro ‘Handbook of Adolescent Digital Media Use and Mental Health’, organizado por Nesi, Telzer e Prinstein (2022), que apresenta uma análise teórica aprofundada sobre como as plataformas digitais podem influenciar a saúde mental dos adolescentes. A convergência entre a ficção e a realidade evidencia como os adolescentes podem ser tragados por dinâmicas digitais que moldam identidades frágeis e em formação.

O livro explora como as mídias digitais influenciam a formação identitária por meio de processos psicológicos fundamentais: introspecção, narrativa pessoal e diálogo. A introspecção, que deveria ser um exercício de autoconhecimento, torna-se nas redes sociais, muitas vezes, um ciclo de ruminação e reforço de pensamentos negativos, especialmente quando realizada em espaços digitais permeados por discursos extremistas. Fóruns radicais e comunidades fechadas reforçam preconceitos e ampliam sentimentos de revolta e inadequação, validando percepções distorcidas e intensificando emoções negativas. A narrativa pessoal, por sua vez, envolve a construção de histórias que representam a forma como os jovens se percebem e se apresentam ao mundo. Contudo, quando essa expressão depende excessivamente de curtidas, comentários e validações digitais, há o risco de consolidar identidades frágeis e suscetíveis à manipulação externa. O diálogo digital é um espaço para o confronto de ideias e a construção de perspectivas diversas. No entanto, muitas vezes ele se transforma em bolhas de opinião e câmaras de eco que reforçam convicções perigosas, reduzindo a capacidade de empatia e comprometendo o desenvolvimento saudável da identidade.

A série ‘Adolescência’ traz à tona a jornada de Jamie Miller, um adolescente que, ao enfrentar o isolamento social e o bullying, busca refúgio nas redes digitais. No entanto, em vez de encontrar suporte, ele se depara com conteúdos que reforçam uma masculinidade tóxica e discursos de ódio, levando-o a um processo de radicalização. Uma cena mostra Jamie criando um diário digital onde compartilha pensamentos sombrios, expressando sua frustração e seu desejo de aceitação. A presença constante de mensagens extremistas distorce sua capacidade de reflexão crítica e alimenta um senso de injustiça e ressentimento. A criação de vídeos e textos em fóruns radicais reforça uma identidade negativa e fortalece um ciclo de ódio e isolamento, enquanto o contato com colegas e amigos se torna cada vez mais distante e conflituoso.

Esse processo reflete diretamente as teorias discutidas no livro, mostrando como o diálogo digital, quando restrito a bolhas de opinião, se converte em um ambiente de eco que reforça convicções perigosas e limita a empatia. O ambiente digital se torna um terreno fértil para a radicalização, onde as emoções são manipuladas por discursos polarizados e narrativas agressivas. No entanto, a realidade mostrada na série não é apenas um alerta sobre os perigos das mídias digitais, mas também uma reflexão sobre a falta de apoio emocional e intervenções adequadas que poderiam ter evitado o aprofundamento do sofrimento de Jamie, tanto em casa, quanto na escola e nos lugares da comunidade frequentado pelo jovem.

Para profissionais da saúde mental, pediatras e educadores, a análise conjunta da série e do livro evidencia a urgência de criar estratégias que favoreçam o uso responsável das mídias digitais pelos adolescentes. Isso inclui fomentar discussões abertas com jovens e suas famílias sobre os riscos e as armadilhas emocionais das redes sociais, incentivando práticas que valorizem a autenticidade e o senso crítico. Também é fundamental compreender os sinais de isolamento e comportamentos radicais como possíveis manifestações de um processo de vulnerabilidade emocional agravada pelas interações digitais.

Assim, somos todos desafiados a repensarmos o papel das mídias digitais na vida dos adolescentes, enfatizando que a tecnologia, em si, não é um vilão ou uma solução mágica, mas um recurso que precisa ser compreendido e manejado com cautela. Para mitigar os danos e potencializar os benefícios, é essencial que educadores, pais e profissionais de saúde promovam o diálogo aberto, a escuta ativa e o apoio emocional, para que as experiências digitais possam ser aproveitadas de maneira positiva e segura.

 

Relatora:
Bianca Seixas Soares Sgambatti
Membro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Um olhar atento e humano para a vida https://spsp.org.br/um-olhar-atento-e-humano-para-a-vida/ Sat, 12 Oct 2024 12:13:33 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48387 O dia 12 de outubro marca o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, uma data crucial para destacarmos a importância de um cuidado de saúde integral e humanizado, especialmente]]>

O dia 12 de outubro marca o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, uma data crucial para destacarmos a importância de um cuidado de saúde integral e humanizado, especialmente para aqueles que enfrentam doenças ameaçadoras ou que limitam o curso da vida.

É preciso desmistificar a ideia de que os cuidados paliativos se resumem aos momentos finais da vida. Eles representam muito mais que isso: são um acolhimento atencioso e individualizado às necessidades físicas, emocionais, sociais e espirituais do paciente e de sua família, desde o diagnóstico de uma doença grave até o fim da vida.

Aliviando o sofrimento, celebrando a vida

Imagine um cuidado que vai além do combate à doença, que busca o alívio da dor, do medo e da angústia, proporcionando conforto e bem-estar. Os cuidados paliativos atuam dessa forma, oferecendo:

  • Controle de sintomas: Alívio da dor, náuseas, falta de ar e outros sintomas angustiantes, permitindo que o paciente viva com o máximo de conforto possível.
  • Suporte emocional e espiritual: Acolhimento e apoio psicológico para lidar com as emoções difíceis que acompanham a doença, além de suporte para que o paciente possa explorar suas crenças e encontrar significado em sua experiência.
  • Comunicação clara e honesta: Diálogos abertos e respeitosos entre a equipe médica, o paciente e sua família, garantindo que decisões importantes sejam tomadas em conjunto e de forma consciente.
  • Auxílio na tomada de decisões: Orientação e apoio para que o paciente e sua família possam tomar decisões difíceis sobre o tratamento e o futuro, sempre respeitando seus valores e vontades.

Cuidando de quem cuida

A importância dos cuidados paliativos se estende também à família e aos cuidadores. Através do suporte e orientação adequados, eles se sentem mais seguros e preparados para lidar com os desafios da doença, proporcionando um ambiente de amor e apoio para o paciente.

A necessidade na pediatria: um abraço de ternura

Em se tratando de crianças e adolescentes, os cuidados paliativos assumem um significado ainda mais especial. A fragilidade da infância e o impacto da doença no desenvolvimento exigem uma abordagem singular, que respeite a individualidade de cada criança e proporcione:

  • Alívio da dor e de outros sintomas, adaptado às necessidades específicas da criança.
  • Suporte para que a criança compreenda sua condição de saúde de forma lúdica e adequada à sua idade.
  • Auxílio para que a criança possa ter o máximo de qualidade de vida possível, participando de atividades prazerosas e significativas.
  • Apoio psicológico e emocional para a criança e sua família, ajudando-os a lidar com as emoções desafiadoras da doença.

Cuidar para que a vida seja vivida com dignidade e amor, em todas as suas fases, é o princípio fundamental dos cuidados paliativos.

No Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, reforcemos a importância de um olhar humano e compassivo para aqueles que enfrentam a fragilidade da vida. Que a data seja um chamado para a conscientização, para que cada vez mais pessoas tenham acesso a esse cuidado essencial.

 

Relatora:

Silvia Maria de M. Barbosa
Presidente do Núcleo de Estudos de Cuidados Paliativos e Dor da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

 

 

 

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Faz de conta https://spsp.org.br/faz-de-conta/ Tue, 22 Aug 2023 19:10:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=39101 ]]>

Qual é a avó ou o avô que não se lembra de estar procurando um netinho(a) escondido, enrolado(a) na cortina da sala? Ele ou ela, está certíssimo(a) de que está oculto(a) a todos os olhares, no entanto um pezinho descoberto denuncia aquela doce presença. Como é gostoso fingirmos que não ouvimos aquela risadinha sapeca explodindo enquanto palpamos a cortina e dizemos: “ah! não tem ninguém aqui!”. A brincadeira do esconde-esconde é uma brincadeira que permanece eternamente popular em todas as casas.

Quem é que não brincou de esconde-esconde?

Essa brincadeira é universal, prazerosa, alegre. Está nas nossas melhores recordações da infância e marca, indelevelmente, as relações intergeracionais com nossos filhos e netos.

O “faz de conta”, também conhecido como brincadeira simbólica ou jogo de imaginação, desempenha um papel fundamental no desenvolvimento infantil. É muito mais do que apenas uma atividade lúdica, é uma ferramenta essencial para o crescimento físico, cognitivo, emocional e social das crianças.

Nesse mundo encantado, tudo é possível! As árvores têm rostos amigáveis e as flores falam com as borboletas. Um sol sorridente brilha no céu azul, espalhando luz dourada por toda parte. As nuvens se transformam em castelos flutuantes, onde vivem seres fantásticos e adoráveis. Perto de um riacho cristalino encontra-se uma pequena vila de casinhas coloridas, todas feitas de doces e biscoitos. Cada casa tem uma família de duendes simpáticos, que trabalham juntos para trazer alegria e felicidade a esse mundo mágico. Nas florestas, as árvores ganham vida, dançando ao som do vento. Os animais falam a língua dos humanos e são ótimos amigos das crianças. Ao explorar a floresta, você pode encontrar um portal secreto que leva a outras dimensões. Em uma delas, há um reino flutuante onde os unicórnios brincam com fadas e elfos em campos repletos de arcos-íris. O céu está cheio de balões mágicos que levam as pessoas para passeios emocionantes pelas nuvens.

E que tal uma visita à escola mágica? Lá, as crianças aprendem a controlar seus poderes especiais, como criar fogos de artifício com as mãos – mesmo que sofram queimaduras! – voar em vassouras mágicas – podem até cair! – e fazer poções encantadoras – correndo o risco de se intoxicar!

Esse mundo mágico do pensamento infantil é um lugar onde a criatividade floresce, as aventuras são infinitas e o poder da imaginação é a chave para tornar tudo possível. Nesse mundo, as crianças se sentem amadas, protegidas e empoderadas para enfrentar desafios e descobrir o extraordinário em cada canto.

Relembro algumas das principais razões pelas quais o faz de conta é importante para o desenvolvimento infantil:

  1. Estimula a criatividade e a imaginação: a brincadeira simbólica permite que as crianças inventem e criem suas próprias histórias e cenários. Elas podem ser qualquer coisa que desejem: super-heróis, princesas, animais falantes, astronautas ou outros personagens imaginários. Essa liberdade de imaginação é essencial para o desenvolvimento criativo das crianças.
  2. Desenvolve habilidades cognitivas: durante o faz de conta, as crianças precisam resolver problemas, tomar decisões, planejar e organizar suas brincadeiras. Isso desenvolve suas habilidades cognitivas, como a capacidade de pensamento crítico, a resolução de enigmas e a compreensão de causa e efeito.
  3. Aprimora as habilidades sociais: a brincadeira simbólica frequentemente envolve interações com outras crianças, o que melhora as habilidades sociais, como comunicação, colaboração, compartilhamento e empatia. As crianças aprendem a negociar, expressar suas ideias e ouvir as dos outros, desenvolvendo, assim, uma base importante para suas habilidades sociais ao longo da vida.
  4. Promove a linguagem e a alfabetização: durante o faz de conta, as crianças falam muito e criam histórias, o que estimula o desenvolvimento da linguagem oral. Além disso, quando as crianças brincam com livros e materiais escritos, estão sendo expostas à linguagem escrita, o que contribui para o desenvolvimento da alfabetização e o amor pela leitura.
  5. Ajuda a lidar com emoções: o faz de conta permite que as crianças expressem suas emoções e explorem situações que podem ser difíceis ou desafiadoras para elas na vida real. Isso ajuda a compreender e lidar com suas emoções, além de desenvolver habilidades de autorregulação emocional.
  6. Reforça o desenvolvimento físico: a brincadeira simbólica frequentemente envolve movimentos físicos, como correr, pular, dançar e manipular objetos. Isso contribui para o desenvolvimento físico, incluindo habilidades motoras finas e grossas.
  7. Constrói a autoconfiança: quando as crianças criam, lideram e participam de brincadeiras, sentem-se mais seguras e confiantes em suas habilidades. Essa autoconfiança é crucial para o desenvolvimento de uma autoimagem positiva.

Por meio do faz de conta, as crianças têm a oportunidade de enfrentar monstros, salvar o mundo, superar vilões e, ao fazer isso, desenvolvem um senso de capacidade pessoal e confiança em suas habilidades. Ao lidar com essas situações em um ambiente seguro e controlado, elas aprendem a enfrentar desafios com coragem e determinação. Além disso, ao imaginar e representar diferentes papéis e personagens, as crianças também podem desenvolver empatia, ao se colocarem no lugar de outras pessoas e criaturas. Essa habilidade de se conectar com as emoções e perspectivas dos outros é fundamental para o desenvolvimento de relações saudáveis e compreensão interpessoal.

Ao mergulhar em seu mundo de faz de conta, as crianças estão cultivando as habilidades e traços que as ajudarão a se tornarem adultos confiantes, criativos, empáticos e resilientes, prontos para enfrentar as complexidades da vida com imaginação e sabedoria.

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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