emergência – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 13 Sep 2023 12:23:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png emergência – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Sepse: uma prioridade de saúde global https://spsp.org.br/sepse-uma-prioridade-de-saude-global/ Wed, 13 Sep 2023 12:22:44 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=39267 O Dia Mundial da Sepse (DMS), celebrado anualmente no dia 13 de setembro, foi proposto pela Aliança Global para Sepse (Global Sepsis Alliance) em 2012 e, de]]>

O Dia Mundial da Sepse (DMS), celebrado anualmente no dia 13 de setembro, foi proposto pela Aliança Global para Sepse (Global Sepsis Alliance) em 2012 e, desde então, eventos são realizados com o objetivo de aumentar a conscientização sobre sepse em todas as partes do mundo.

Você sabe o que é sepse?

A sepse ocorre em decorrência de uma inflamação exagerada do organismo, em resposta a uma infecção, geralmente causada por uma bactéria. Esta resposta inflamatória pode levar a uma série de complicações e causar danos ao nosso próprio corpo, afetando diversos órgãos e criando uma disfunção generalizada.

É uma emergência médica que precisa de tratamento imediato, uma vez que pode causar danos aos rins, pulmões, cérebro e coração e até a morte.

A sepse foi reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2017 como uma prioridade de saúde pública global devido ao elevado impacto da doença (elevadas incidência, mortalidade, morbidade… e impacto financeiro também elevado).

Em 2017…

– 48,9 milhões de pessoas tiveram sepse;

– 11 milhões de pessoas morreram em decorrência da sepse – 1 em cada 5 óbitos que ocorrem no mundo é relacionado à sepse;

– mais da metade dos casos (25,3 milhões) de sepse ocorre em crianças e adolescentes;

– mais de 75% dos casos e dos óbitos por sepse ocorrem em países de baixa e média renda, onde nós, Brasil, estamos incluídos.

Diante dessa realidade, a OMS demanda que seus países membros implementem medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento da sepse para reduzir seu impacto. Países com Austrália e Suíça já implementaram Planos Nacionais de Combate à Sepse.

Qual a realidade brasileira?

ADULTOS – Estima-se que:

– 30% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) são ocupados por pacientes com sepse (letalidade muito elevada, 56%);

– 420.000 casos de sepse/ano (adultos);

– 230.000 óbitos/ano (adultos).

 

CRIANÇAS – Estima-se que:

– 25% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) são ocupados por crianças com sepse (letalidade 20%);

– 42.374 casos de sepse em crianças/ano;

– 8.305 crianças morrem no Brasil anualmente em decorrência da sepse;

– fatores associados a elevada mortalidade: status vacinal desconhecido ou atrasado, infecções associadas à assistência à saúde, atraso no diagnóstico e tratamento… são fatores passíveis de prevenção e intervenção.

Qual o problema da sepse (barreiras).

– sepse é uma emergência (tempo é vida… atraso no diagnóstico e início do tratamento leva a aumento de mortalidade… igual a Acidente Vascular Cerebral (AVC) e infarto;

– sepse é uma doença desconhecida (não é popular como outras doenças, como infarto e ACV);

– falta de conhecimento sobre sepse;

– falta de infraestrutura e recursos;

– imprensa não fala em sepse… usa infecção generalizada, disfunção de múltiplos órgãos.

Em 2021, a cidade de São Paulo, por meio de um mandato, instituiu o PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE SEPSE, no qual todos os Serviços de Saúde devem adotar um protocolo de sepse. Esta ação visa incentivar e promover a participação governamental na luta contra a sepse e defender que o investimento na saúde e na educação é uma medida de solução custo-efetiva.

Mas precisamos fazer muito mais… Existem exemplos excelentes, como os da Rory Staunton Foundantion (https://www.endsepsis.org/)

E como a sepse pode ser prevenida?

Se a criança ficar doente, com febre e com alteração do seu comportamento habitual, procure atendimento médico. Se for detectada uma infecção, deve ser prescrito antibiótico, que será administrado exatamente como indicado – dose, intervalos e tempo total de tratamento. Se a criança não apresentar melhora ou piorar dos sintomas, deverá ser reavaliada.

E devemos fazer o possível para evitar infecções: tomar todas as vacinas recomendadas, lavar as mãos e cuidar de ferimentos, como cortes e arranhões.

 

Saiba mais:

  • Global Sepsis Alliance. Disponível em: https://www.global-sepsis-alliance.org/
  • WHO calls for global action on sepsis – cause of 1 in 5 deaths worldwide. Disponível em: https://www.who.int/news/item/08-09-2020-who-calls-for-global-action-on-sepsis—cause-of-1-in-5-deaths-worldwide
  • Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS) – Dia Mundial da Sepse (DMS). SOBRE O DIA MUNDIAL DA SEPSE. Disponível em: https://ilas.org.br/dia-mundial-da-sepse/)
  • The Legacy of Rory Staunton. Disponível em: https://www.endsepsis.org/
  • Disponível em: https://kidshealth.org/en/parents/sepsis.html
  • LEI Nº 17.570 DE 8 DE JUNHO DE 2021.Disponível em: https://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/leis/lei-17570-de-8-de-junho-de-2021

 

Relatora:
Daniela Carla de Souza
Presidente do Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS)
Departamento Científico de Terapia Intensiva da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Orientações para evitar intoxicações https://spsp.org.br/orientacoes-para-evitar-intoxicacoes/ Tue, 01 Dec 2020 22:15:05 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3523 Campanha Dezembro Vermelho – prevenção de acidentes na infância e adolescência.

Recentemente, a Anvisa notificou um crescimento dos casos de intoxicações por produtos de limpeza e desinfetantes em residências. Nos últimos meses, estivemos mais restritos ao lar, e aumentamos nossos cuidados com higienização e desinfecção a fim de evitar a disseminação da Covid-19. Pensando nisso, resolvemos trazer um alerta sobre o assunto, pois as crianças pequenas são as principais vítimas desse tipo de acidente.
Intoxicações são frequentes na infância, principalmente nos pequenos entre 1 e 4 anos de idade, época em que são curiosos, já têm alguma autonomia para explorar o ambiente, mas não têm discernimento dos perigos.

serkucher | depositphotos.com

Os principais causadores de intoxicações são os medicamentos, seguidos de produtos sanitários e de limpeza. Em seguida, temos os acidentes com animais peçonhentos (como escorpiões) e cosméticos. Para protegermos nossas crianças, além de sempre as deixarmos sob a supervisão de um adulto responsável, podemos tomar algumas atitudes que são muito importantes, pois bastam alguns minutinhos de distração para que um acidente potencialmente fatal aconteça:

1- Lavar as mãos das crianças com água e sabonete é a forma de higienização mais recomendada e equivale ao uso de álcool a 70%. Restrinja a utilização do álcool às situações em que a lavagem das mãos não for possível. Mantenha o álcool gel fora do alcance das crianças, longe do fogo e do calor.
2- Guarde produtos de limpeza e inseticidas longe de alimentos e de medicamentos, e fora do alcance das crianças
3- Mantenha os produtos em suas embalagens originais. Nunca coloque produtos de limpeza, querosene, gasolina ou alvejantes em embalagens de refrigerante ou suco.
4- Com relação aos remédios, os cuidados são vários:

*Mantenha-os em lugar seguro e trancado, fora do alcance das crianças. Lembre-se que pílulas coloridas, embalagens e garrafas bonitas, com odor e sabor adocicados, são muito atraentes para elas.

*Prefira medicamentos em embalagens com trava de segurança (aquela que torna difícil a abertura para uma criança de até 5 anos, mas é fácil para um adulto).

*Leia sempre o rótulo ou a bula antes de administrar medicamentos.
*Evite tomar remédios na frente das crianças e deixe claro que não se trata de uma bala.
*Não dê remédios no escuro, a fim de evitar administração indevida
*Não utilize medicamentos sem orientação médica e mantenha-os nas embalagens originais com a bula
*Cuidado com remédios de uso infantil e adulto com embalagens parecidas. Erro de identificação pode causar intoxicação grave
*Nunca jogue a embalagem com o seu conteúdo na lixeira
*Nunca use medicamento com prazo de validade vencido

E por fim, não podemos deixar de falar sobre as plantas tóxicas, pois muitas delas estão em nossos jardins, vasos e já foram encontradas até em creches (por exemplo: aroeira, antúrio, espada de São Jorge, alamanda, azaleia e comigo-ninguém-pode).

Ensine sempre as crianças a não colocar plantas na boca e conheça a vegetação de sua casa e arredores. Em caso de acidente, retire da boca da criança o que resta da planta, guardando para identificação, e enxague com água corrente. Ligue para o Centro de Controle de Intoxicações da sua região. Ah, e não faça remédios ou chás caseiros com plantas sem orientação médica.

Com esses cuidados em mente e aplicando essas orientações em sua casa, protegeremos as crianças e vamos ajudar a diminuir esses tristes acidentes com intoxicação.

Você sabia? Geralmente as intoxicações acontecem nos horários que antecedem as refeições (entre 10:00h-12:00h e 17:00h-20:00h), ou quando há alteração na rotina da casa (mudança, comemorações e festas, ou quando recebemos visitas) 

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Relatora
Regina Carnaúba
Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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