Doação de leite materno – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 17 May 2019 18:57:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Doação de leite materno – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Generosidade tem nome: doação de leite https://spsp.org.br/generosidade-tem-nome-doacao-de-leite/ Fri, 17 May 2019 18:57:05 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2577 A doação de leite é um gesto simples de generosidade que pode ajudar crianças prematuras O brasileiro é generoso. Basta chegar o frio e lá vai ele doar roupas e cobertores para quem não conhece, mas sabe que precisa. Chega notícia de uma catástrofe e ele coleta água, alimentos não perecíveis e encaminha aos necessitados. Então, o que falta para que essa generosidade se estenda aos prematuros? O Brasil tem a maior rede de bancos de leite humano (rBLH) do mundo e até exporta tecnologia para mais de 30 países. Mas você sabia que falta leite em nossos estoques no País todo? São Paulo é o estado com a maior concentração de Bancos de Leite Humano (59 unidades). Nos últimos 10 anos, apesar de termos um aumento de volume de leite humano coletado e de 16% no número de doadoras, a oferta foi menor do que a necessidade dos prematuros em nosso Estado (60.000 bebês/ano). Os estoques de leite humano se mantêm baixos, principalmente em época de férias. O trabalho das equipes dos bancos de leite é árduo e não para nunca: eles capacitam os profissionais, sensibilizam os gestores hospitalares, precisam do apoio da rede básica de atenção à saúde e colaboram com o cumprimento das leis de proteção ao aleitamento materno, surgindo como política pública de saúde, com necessidade de investimento para ampliação e manutenção da Rede de Bancos de Leite Humano. Vale sempre lembrar que o leite em excesso que uma mãe tem ou é “jogado fora” (ai que dó!) ou, se ficar parado nas mamas, pode levar a ingurgitamento mamário (leite empedrado), ducto bloqueado, mastite e abscesso mamário (ai que dor!), correndo risco até de desmame precoce. A informação sobre doação de leite precisa ser divulgada, começando no pré-natal, passando por uma consulta com o pediatra a partir da 32° semana de gestação, nas maternidades, quando o bebê nasce, junto com a adequada orientação da mamada. Depois, nas consultas de puericultura (acompanhamento do bebê saudável) nos consultórios e nas unidades de saúde, os profissionais devem orientar sobre a importância da doação. Acompanhe o raciocínio e veja se isso não aconteceu com você ou alguém que você conhece: Uma mulher trabalhadora que amamenta vai voltar ao trabalho (não importa se aos 2, 3, 4 ou 6 meses após o parto). Aí ela é orientada a retirar seu leite para deixar em casa (12 horas na geladeira e/ou 15 horas congelado). Ela está ansiosa, não tem orientação adequada. Vai à internet, às redes sociais, ao Google e lê ou vê vídeos sobre como fazer. Ela tenta. E… sai muito pouco, ou não sai. Resultado? 1. Ansiedade, tristeza, desânimo. Ela acha que não vai ter leite suficiente para deixar para seu bebê; 2. Ela não quer nem imaginar que seu bebê possa passar fome; 3. Sem apoio e sem orientação, ela oferece, com muita dor no coração, até mesmo antes da volta ao trabalho, mamadeira com fórmula infantil (que é leite de vaca ou cabra). Vamos analisar outra situação: Uma mulher trabalhadora que amamenta recebe informações sobre doação de leite e apoio desde o pré-natal. Na maternidade é orientada sobre como retirar o seu leite, nas consultas de Puericultura ela tira suas dúvidas sobre a doação e é preparada até pelo banco de leite (que trabalha de portas abertas, recebendo mulheres para esclarecimentos). Ela entendeu que a doação é do excesso de leite, após amamentar seu filho, e muitos bancos de leite vão até a sua casa, orientam, avaliam e buscam, periodicamente, o leite que foi armazenado. Quinze dias antes dessa mulher-mãe voltar ao trabalho, sabendo a técnica adequada, tendo a certeza de que ela tem leite para seu filho e ainda para doação (de qualquer quantidade de leite que seja), recebendo informação e apoio, ao invés de doar o leite para o BLH ela passa a reservar para seu filho. Em qual dessas situações parece mais provável que a amamentação possa se manter exclusiva até o sexto mês, com a mãe saindo para trabalhar mais segura e mais confiante? Então vamos celebrar o dia 19 de maio, Dia Mundial da Doação de Leite Humano, como mais um ato de brasileiros que têm a generosidade no seu sangue e no seu leite. Para se tornar doadora é muito simples. Se a mulher é saudável, se está amamentando seu bebê e sobra leite nas mamas, ao invés de desprezar o excedente, pode seguir as normas higiênico-sanitárias para coleta de leite humano: • usar um recipiente de vidro esterilizado, • armazenar em congelador por até 15 dias, • ligar para o banco de leite humano mais próximo de sua residência. A lista completa dos BLH do Brasil está no site www.rblh.fiocruz.br junto com orientações para coleta. Vamos repetir como um mantra o tema deste ano: DOE LEITE MATERNO. ALIMENTE A VIDA! ___ Relatores: Dra. Andrea Penha Spinola Fernandes Dr. Moises Chencinski Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A doação de leite é um gesto simples de generosidade que pode ajudar crianças prematuras

O brasileiro é generoso. Basta chegar o frio e lá vai ele doar roupas e cobertores para quem não conhece, mas sabe que precisa. Chega notícia de uma catástrofe e ele coleta água, alimentos não perecíveis e encaminha aos necessitados. Então, o que falta para que essa generosidade se estenda aos prematuros?

O Brasil tem a maior rede de bancos de leite humano (rBLH) do mundo e até exporta tecnologia para mais de 30 países. Mas você sabia que falta leite em nossos estoques no País todo?

São Paulo é o estado com a maior concentração de Bancos de Leite Humano (59 unidades). Nos últimos 10 anos, apesar de termos um aumento de volume de leite humano coletado e de 16% no número de doadoras, a oferta foi menor do que a necessidade dos prematuros em nosso Estado (60.000 bebês/ano). Os estoques de leite humano se mantêm baixos, principalmente em época de férias.

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O trabalho das equipes dos bancos de leite é árduo e não para nunca: eles capacitam os profissionais, sensibilizam os gestores hospitalares, precisam do apoio da rede básica de atenção à saúde e colaboram com o cumprimento das leis de proteção ao aleitamento materno, surgindo como política pública de saúde, com necessidade de investimento para ampliação e manutenção da Rede de Bancos de Leite Humano.

Vale sempre lembrar que o leite em excesso que uma mãe tem ou é “jogado fora” (ai que dó!) ou, se ficar parado nas mamas, pode levar a ingurgitamento mamário (leite empedrado), ducto bloqueado, mastite e abscesso mamário (ai que dor!), correndo risco até de desmame precoce.

A informação sobre doação de leite precisa ser divulgada, começando no pré-natal, passando por uma consulta com o pediatra a partir da 32° semana de gestação, nas maternidades, quando o bebê nasce, junto com a adequada orientação da mamada. Depois, nas consultas de puericultura (acompanhamento do bebê saudável) nos consultórios e nas unidades de saúde, os profissionais devem orientar sobre a importância da doação.

Acompanhe o raciocínio e veja se isso não aconteceu com você ou alguém que você conhece:
Uma mulher trabalhadora que amamenta vai voltar ao trabalho (não importa se aos 2, 3, 4 ou 6 meses após o parto). Aí ela é orientada a retirar seu leite para deixar em casa (12 horas na geladeira e/ou 15 horas congelado). Ela está ansiosa, não tem orientação adequada. Vai à internet, às redes sociais, ao Google e lê ou vê vídeos sobre como fazer. Ela tenta. E… sai muito pouco, ou não sai.
Resultado?
1. Ansiedade, tristeza, desânimo. Ela acha que não vai ter leite suficiente para deixar para seu bebê;
2. Ela não quer nem imaginar que seu bebê possa passar fome;
3. Sem apoio e sem orientação, ela oferece, com muita dor no coração, até mesmo antes da volta ao trabalho, mamadeira com fórmula infantil (que é leite de vaca ou cabra).

Vamos analisar outra situação:
Uma mulher trabalhadora que amamenta recebe informações sobre doação de leite e apoio desde o pré-natal. Na maternidade é orientada sobre como retirar o seu leite, nas consultas de Puericultura ela tira suas dúvidas sobre a doação e é preparada até pelo banco de leite (que trabalha de portas abertas, recebendo mulheres para esclarecimentos). Ela entendeu que a doação é do excesso de leite, após amamentar seu filho, e muitos bancos de leite vão até a sua casa, orientam, avaliam e buscam, periodicamente, o leite que foi armazenado.

Quinze dias antes dessa mulher-mãe voltar ao trabalho, sabendo a técnica adequada, tendo a certeza de que ela tem leite para seu filho e ainda para doação (de qualquer quantidade de leite que seja), recebendo informação e apoio, ao invés de doar o leite para o BLH ela passa a reservar para seu filho.

Em qual dessas situações parece mais provável que a amamentação possa se manter exclusiva até o sexto mês, com a mãe saindo para trabalhar mais segura e mais confiante?

Então vamos celebrar o dia 19 de maio, Dia Mundial da Doação de Leite Humano, como mais um ato de brasileiros que têm a generosidade no seu sangue e no seu leite.

Para se tornar doadora é muito simples. Se a mulher é saudável, se está amamentando seu bebê e sobra leite nas mamas, ao invés de desprezar o excedente, pode seguir as normas higiênico-sanitárias para coleta de leite humano:
• usar um recipiente de vidro esterilizado,
• armazenar em congelador por até 15 dias,
• ligar para o banco de leite humano mais próximo de sua residência.

A lista completa dos BLH do Brasil está no site www.rblh.fiocruz.br junto com orientações para coleta.

Vamos repetir como um mantra o tema deste ano:
DOE LEITE MATERNO. ALIMENTE A VIDA!

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Relatores:
Dra. Andrea Penha Spinola Fernandes
Dr. Moises Chencinski
Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Doar leite materno. Já pensou nisso hoje? https://spsp.org.br/doar-leite-materno-ja-pensou-nisso-hoje/ Thu, 18 May 2017 18:10:32 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1658 E chega maio, mês das mães, mês das noivas e, agora também, o mês da doação de leite humano! Em 19 de maio de 2005, no 5º Congresso de Bancos de Leite Humano (BLH), o Brasil e outros países da América Latina assinaram a primeira Carta de Brasília. E qual o significado disso? O nosso país criou, através da Fiocruz, tecnologia barata, eficaz, segura e de fácil replicabilidade para o processamento e controle de qualidade do leite humano e exporta essa tecnologia para a maioria dos países da América Latina, África e Europa (Portugal e Espanha), formando a Rede Global de Banco de Leite Humano. Por isso, o dia 19 de maio é tão importante para a doação de leite humano no mundo. Dia Mundial da Doação de Leite Materno No Brasil, essa corrente de solidariedade conta com 220 BLHs espalhados em território nacional. O Estado de São Paulo conta com 57 BLHs (maior Rede Estadual do Brasil). Em 2016 atendemos 26 mil recém-nascidos, em sua maioria prematuros, e o uso do leite humano pasteurizado, no momento em que a mãe do prematuro ou gravemente enfermo está fragilizada com a situação do seu filho, é fundamental para manter esse bebê saudável, evitar complicações da prematuridade e ajudar essa família a superar esta fase que pode ser tão difícil. Além de trabalhar no processamento e controle de qualidade do leite humano, os BLHs também auxiliam mães e bebês na amamentação, superando dificuldades que possam existir no decorrer do caminho, como bico rachado, peito empedrado, dificuldade de ganho de peso. Se a mãe tiver alguma dificuldade em relação ao aleitamento materno, deve procurar um banco de leite porque lá existe uma equipe especializada em aleitamento, pronta para atendê-la. Mas o que seria dos BLHs se não houvesse a doadora, essa mulher maravilhosa, que além de cuidar de um bebê (sabemos que não é fácil), ainda arruma tempo para ordenhar e guardar seu precioso leite para outros? Qualquer mulher saudável, que esteja amamentando seu bebê e perceba que ainda tem mais leite no peito, pode ser doadora. Qualquer volume doado é bem vindo e não existe limite de idade do bebê ou da mãe para ser doadora. O beneficio dessa doação é enorme para o bebê prematuro ou doente, internado na unidade neonatal – progressão mais rápida da dieta, menor risco de infecção, baixa incidência de enterocolite, menor tempo de internação, melhor recuperação -, mas a doadora também se beneficia, com o alívio das mamas evitando ingurgitamento, ducto bloqueado e até mastite. Além disso, doar mantém a produção que favorece a estocagem de leite para o momento de retorno ao trabalho e garante ao bebê aleitamento materno exclusivo até os seis meses e sua manutenção até dois anos ou mais, acompanhado de alimentação complementar saudável. Podem acreditar, essa mulher doadora colabora com a criação de um Brasil melhor com crianças cheias de saúde. Agradecemos às colaboradoras, seus bebês e as equipes dos bancos de leite que tão bem acolhem mães, bebês e famílias. Viva a doação de leite humano! ___ Relatora: Dra. Andrea Penha Spínola Fernandes Coordenadora do Centro de Referência de Banco de Leite Humano da Grande São Paulo. Publicado em 18/05/2017. photo credit: Dênio Simões | Agência Brasília Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Dênio Simões/Agência BrasíliaE chega maio, mês das mães, mês das noivas e, agora também, o mês da doação de leite humano!

Em 19 de maio de 2005, no 5º Congresso de Bancos de Leite Humano (BLH), o Brasil e outros países da América Latina assinaram a primeira Carta de Brasília. E qual o significado disso? O nosso país criou, através da Fiocruz, tecnologia barata, eficaz, segura e de fácil replicabilidade para o processamento e controle de qualidade do leite humano e exporta essa tecnologia para a maioria dos países da América Latina, África e Europa (Portugal e Espanha), formando a Rede Global de Banco de Leite Humano.

Por isso, o dia 19 de maio é tão importante para a doação de leite humano no mundo.

Dia Mundial da Doação de Leite Materno

No Brasil, essa corrente de solidariedade conta com 220 BLHs espalhados em território nacional. O Estado de São Paulo conta com 57 BLHs (maior Rede Estadual do Brasil). Em 2016 atendemos 26 mil recém-nascidos, em sua maioria prematuros, e o uso do leite humano pasteurizado, no momento em que a mãe do prematuro ou gravemente enfermo está fragilizada com a situação do seu filho, é fundamental para manter esse bebê saudável, evitar complicações da prematuridade e ajudar essa família a superar esta fase que pode ser tão difícil.

Além de trabalhar no processamento e controle de qualidade do leite humano, os BLHs também auxiliam mães e bebês na amamentação, superando dificuldades que possam existir no decorrer do caminho, como bico rachado, peito empedrado, dificuldade de ganho de peso. Se a mãe tiver alguma dificuldade em relação ao aleitamento materno, deve procurar um banco de leite porque lá existe uma equipe especializada em aleitamento, pronta para atendê-la.

Mas o que seria dos BLHs se não houvesse a doadora, essa mulher maravilhosa, que além de cuidar de um bebê (sabemos que não é fácil), ainda arruma tempo para ordenhar e guardar seu precioso leite para outros?

Qualquer mulher saudável, que esteja amamentando seu bebê e perceba que ainda tem mais leite no peito, pode ser doadora. Qualquer volume doado é bem vindo e não existe limite de idade do bebê ou da mãe para ser doadora. O beneficio dessa doação é enorme para o bebê prematuro ou doente, internado na unidade neonatal – progressão mais rápida da dieta, menor risco de infecção, baixa incidência de enterocolite, menor tempo de internação, melhor recuperação -, mas a doadora também se beneficia, com o alívio das mamas evitando ingurgitamento, ducto bloqueado e até mastite.

Além disso, doar mantém a produção que favorece a estocagem de leite para o momento de retorno ao trabalho e garante ao bebê aleitamento materno exclusivo até os seis meses e sua manutenção até dois anos ou mais, acompanhado de alimentação complementar saudável.

Podem acreditar, essa mulher doadora colabora com a criação de um Brasil melhor com crianças cheias de saúde.

Agradecemos às colaboradoras, seus bebês e as equipes dos bancos de leite que tão bem acolhem mães, bebês e famílias.
Viva a doação de leite humano!

___
Relatora:
Dra. Andrea Penha Spínola Fernandes

Coordenadora do Centro de Referência de Banco de Leite Humano da Grande São Paulo.

Publicado em 18/05/2017.
photo credit: Dênio Simões | Agência Brasília

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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