Dificuldade para ler – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 18 Mar 2021 22:41:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Dificuldade para ler – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Meu filho tem dificuldades na escola: será dislexia? https://spsp.org.br/meu-filho-tem-dificuldades-na-escola-sera-dislexia/ Fri, 18 Oct 2019 18:30:28 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2950 As dificuldades fazem parte do processo de aprendizagem da criança, mas é preciso estar atento para identificar um transtorno que exige cuidados específicos

Aprender faz parte do nosso dia a dia: desde que nascemos, estamos o tempo todo aprendendo. Entretanto, o aprendizado formal (acadêmico) é envolto em grandes preparativos e expectativas. As famílias se preocupam e tentam contribuir, oferecendo as melhores oportunidades. Mas e quando a criança não consegue aprender? Nesse momento todos os olhares se voltam para os pequenos e começam as buscas pelas causas desse “fracasso”.

Muitos são os caminhos que surgem, mas qual deles pode ajudar a reverter esse quadro? Qual profissional, quais terapias, quais metodologias educacionais? Essas escolhas podem determinar o desenvolvimento atual e futuro da criança.

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Os pré-requisitos para um bom aprendizado são:
Saúde física
Saúde emocional
Cognição – que podemos entender como inteligência
Memória e atenção
Visão: percepção e processamento
Audição: percepção e processamento
Desejo e oportunidade
Ambiente educacional – pedagógico
Motricidade corporal e em especial manual
Equilíbrio

A ideia de que “cada criança tem seu tempo” é muito banalizada e pode atrasar o atendimento adequado. Então, uma criança pode aprender a ler e escrever aos dois anos e outra aos 10 e ser normal? Precisa ficar claro que esse tempo tem limites que devem ser respeitados. Tanto a introdução muito precoce de atividades para a qual aquele sistema nervoso em desenvolvimento ainda não está preparado, quanto um atraso podem levar a desvios na evolução normal.

A idade em que a maturidade neurológica permite o adequado aprendizado da leitura e escrita, base para toda escolaridade, é entre cinco e sete anos de idade. Uma criança pode ter dificuldades por uma série de razões que devem ser investigadas, de acordo com a apresentação clínica, por um profissional médico, pois o diagnóstico correto orientará as terapias e adaptações para que ela, como indivíduo, possa aprender no máximo de sua capacidade.

O pediatra será o primeiro a avaliar e orientar a família e fará os encaminhamentos quando, e se necessário, para o foniatra e/ou neurologista.

Uma observação necessária: a dislexia

Quando as avaliações física, auditiva, visual, emocional, cognitiva e pedagógica encontram-se dentro da normalidade – e mesmo assim ocorrem dificuldades no aprendizado – podemos estar diante de um quadro de dislexia, mais corretamente denominado como Transtorno de Leitura e Escrita. Ele é causado por uma alteração do sistema nervoso central que leva a uma perturbação na aprendizagem da leitura pela dificuldade no reconhecimento da correspondência entre os as letras e seus sons.

Pode ocorrer, ainda, um transtorno específico do aprendizado da matemática, em que a criança terá dificuldades com conceitos de quantidade, contagem, grupos e símbolos numéricos. Esses transtornos podem melhorar com tratamento adequado, mas não têm cura, sendo fundamental um atendimento interdisciplinar envolvendo a fonoaudiologia, psicopedagogia e psicologia.

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Relatora
Dra. Sulene Pirana
Grupo de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP.

Publicado em 18/10/2019



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Problemas oftalmológicos podem causar desinteresse escolar https://spsp.org.br/problemas-oftalmologicos-podem-causar-desinteresse-escolar-3/ Thu, 13 Oct 2016 13:44:38 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1398 De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, 36% da população apresenta miopia e 34%, hipermetropia. Juntamente ao astigmatismo, os erros refrativos podem surgir também em crianças. Os erros refrativos ocorrem quando a luz que entra no olho não forma uma imagem na retina. “O olho apresenta duas lentes – cristalino e córnea – que devem, em conjunto, focalizar a imagem na retina. A nitidez depende do poder de convergência destas lentes, bem como do tamanho do olho”, explica a Dra. Rosa Maria Graziano, presidente do Departamento de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). Hipermetropia A especialista explica que, na infância, a mais prevalente é a hipermetropia de pequeno grau, que diminui com o crescimento da criança. Pode manifestar-se desde o nascimento e caracteriza-se pelo modo como o olho, menor do que o normal, foca a imagem atrás da retina. “Para manter a acuidade visual, a criança mantém o esforço de acomodação, contraindo a musculatura ciliar e aumentando a capacidade de convergência do cristalino, direcionando a luz ao ponto focal da retina. Este esforço pode acarretar em astenopia, caracterizada por dor de cabeça, sensação de peso, ardor, lacrimejamento e hiperemia conjuntival, principalmente para leitura de perto”, lista a médica. Contudo, quando a acomodação não for suficiente para compensar o alto grau de hipermetropia, a visão pode ficar comprometida. Dra. Rosa Maria informa que a criança hipermetrope, com baixa acuidade visual e astenopia, corre o risco de desinteressar-se por atividades que exijam percepção acurada, como trabalhos manuais e leituras. Na sala de aula, ela pode se mostrar dispersa. Miopia Em geral, a miopia manifesta-se ao redor dos oito anos de idade, quando o crescimento infantil pode ser acompanhado por um aumento do diâmetro antero-posterior do globo ocular, fazendo com que a imagem caia em um ponto anterior à retina. “O míope, ao contrário do hipermetrope, não dispõe de mecanismos que levem a imagem a se focalizar na retina. Assim, para conseguir boa visão, aproxima-se do objeto e diminui a fenda palpebral, também acarretando em cefaleia e desinteresse”, ressalta a oftalmologista pediátrica. Astigmatismo O astigmatismo é determinado por curvaturas diferentes entre os dois meridianos principais da córnea e/ou do cristalino, fazendo com que os raios de luz, ao passar por esses meridianos, não caiam no mesmo ponto da retina. “A imagem focada é distorcida: ou seja, quando as linhas verticais são vistas claramente, as horizontais não são – e vice e versa”, exemplifica Dra. Rosa Maria. “A criança astigmata pode apresentar acuidade visual deficiente para perto e para longe nos altos graus, assim como cefaleia, ardor e hiperemia, desencadeados por esforço visual”, diz a médica. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 13/10/2016. photo credit: RondellMelling | Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

smart-187696_640De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, 36% da população apresenta miopia e 34%, hipermetropia. Juntamente ao astigmatismo, os erros refrativos podem surgir também em crianças. Os erros refrativos ocorrem quando a luz que entra no olho não forma uma imagem na retina.

“O olho apresenta duas lentes – cristalino e córnea – que devem, em conjunto, focalizar a imagem na retina. A nitidez depende do poder de convergência destas lentes, bem como do tamanho do olho”, explica a Dra. Rosa Maria Graziano, presidente do Departamento de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

Hipermetropia
A especialista explica que, na infância, a mais prevalente é a hipermetropia de pequeno grau, que diminui com o crescimento da criança. Pode manifestar-se desde o nascimento e caracteriza-se pelo modo como o olho, menor do que o normal, foca a imagem atrás da retina. “Para manter a acuidade visual, a criança mantém o esforço de acomodação, contraindo a musculatura ciliar e aumentando a capacidade de convergência do cristalino, direcionando a luz ao ponto focal da retina. Este esforço pode acarretar em astenopia, caracterizada por dor de cabeça, sensação de peso, ardor, lacrimejamento e hiperemia conjuntival, principalmente para leitura de perto”, lista a médica.

Contudo, quando a acomodação não for suficiente para compensar o alto grau de hipermetropia, a visão pode ficar comprometida. Dra. Rosa Maria informa que a criança hipermetrope, com baixa acuidade visual e astenopia, corre o risco de desinteressar-se por atividades que exijam percepção acurada, como trabalhos manuais e leituras. Na sala de aula, ela pode se mostrar dispersa.

Miopia
Em geral, a miopia manifesta-se ao redor dos oito anos de idade, quando o crescimento infantil pode ser acompanhado por um aumento do diâmetro antero-posterior do globo ocular, fazendo com que a imagem caia em um ponto anterior à retina. “O míope, ao contrário do hipermetrope, não dispõe de mecanismos que levem a imagem a se focalizar na retina. Assim, para conseguir boa visão, aproxima-se do objeto e diminui a fenda palpebral, também acarretando em cefaleia e desinteresse”, ressalta a oftalmologista pediátrica.

Astigmatismo
O astigmatismo é determinado por curvaturas diferentes entre os dois meridianos principais da córnea e/ou do cristalino, fazendo com que os raios de luz, ao passar por esses meridianos, não caiam no mesmo ponto da retina. “A imagem focada é distorcida: ou seja, quando as linhas verticais são vistas claramente, as horizontais não são – e vice e versa”, exemplifica Dra. Rosa Maria. “A criança astigmata pode apresentar acuidade visual deficiente para perto e para longe nos altos graus, assim como cefaleia, ardor e hiperemia, desencadeados por esforço visual”, diz a médica.

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 13/10/2016.
photo credit: RondellMelling | Pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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