Dermatite – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 08 Jul 2022 11:50:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Dermatite – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Dia Mundial de Alergia https://spsp.org.br/dia-mundial-de-alergia/ Fri, 08 Jul 2022 11:48:01 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=33228 ]]>

Dia 8 de julho comemoramos o Dia Mundial de Alergia, fruto de uma iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) e Organização Mundial de Alergia (WAO – World Allergy Organization), com intuito de chamar atenção sobre a importância desse tema e do seu impacto na saúde pública.

A prevalência das doenças alérgicas tem aumentado nos últimos anos e estima-se que no Brasil um terço da população apresente alguma delas: como a rinite, asma, alergia alimentar ou dermatite atópica.

Doenças alérgicas podem ser descritas como uma resposta exagerada do sistema imune a substâncias inofensivas, em indivíduos geneticamente predispostos. Clinicamente provocam sintomas que podem variar de leve irritação nasal, na rinite, até o comprometimento sistêmico e potencialmente fatal, na anafilaxia. Causam impactos na vida social, trazendo problemas para o paciente e sua família. Há casos de crianças com dermatite atópica que sofrem bullying pela aparência comprometida da pele. Quando apresentam reações graves a alimentos ou são excluídas de festas e reuniões ou precisam ser supervisionadas o tempo todo para evitar qualquer ingestão inadvertida. Muitas vezes, crianças com alergias respiratórias sentem-se limitadas a participar de atividades físicas ou, em tempos de pandemia, são confundidas como infectadas pela covid -19.

Recentemente, houve grande progresso no diagnóstico e tratamento dessas doenças, melhorando a qualidade de vida desses pacientes.

Ainda faltam no Brasil medicamentos consagrados na especialidade como a adrenalina autoinjetável para os quadros de anafilaxia.

As doenças alérgicas têm um papel cada vez mais importante e anualmente novos especialistas em Alergia e Imunologia Pediátrica estão aptos a atender.

Se suspeitar de alergia no seu filho(a), procure um alergista e imunologista pediátrico.

Celebramos esse dia em homenagem a todos os pacientes portadores de alergia, aos médicos pediatras que se dedicam ao tratamento dessas doenças e aos alergistas pediátricos.

 

Relatores:
Tim Markus Müller
Vera EV Rullo                                   
Departamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: serezniy | depositphotos.com

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Dermatite atópica na infância e adolescência https://spsp.org.br/dermatite-atopica-na-infancia-e-adolescencia/ Wed, 24 Jul 2019 18:42:38 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2880 A dermatite atópica é uma doença inflamatória da pele causada por reação de hipersensibilidade do organismo a certas substâncias alergênicas. Pode ser acompanhada de asma, rinite e ou conjuntivite alérgica. A tendência de desenvolver dermatite atópica é geralmente herdada dos pais, mas também depende da exposição do organismo a substâncias alergênicas presentes no ambiente, tais como: poeira, ácaros, fumaça de cigarro, alimentos, infecções etc. O clima frio e seco também piora a doença e fatores emocionais, como estresse, podem desencadear ou agravar as crises. A oleosidade natural da pele é uma barreira de defesa contra substâncias do ambiente, variações do clima e infecções. No paciente atópico, por sua vez, a pele é mais seca, tendo menos resistência às agressões ambientais. A dermatite atópica pode aparecer em qualquer idade, mas é mais comum na infância. Na maior parte das crianças ela começa a partir dos três meses de idade e tende a desaparecer próximo da adolescência. No entanto, em cerca de 20% dos casos, pode permanecer até a idade adulta. Geralmente ela se manifesta por crises, com períodos de piora e melhora. A lesão característica é o eczema, que aparece como vermelhidão, bolinhas e ressecamento da pele, sempre acompanhado de muita coceira. A localização das lesões varia com a idade: nos bebês, as lesões aparecem no rosto (bochechas), braços e pernas; em crianças maiores, adolescentes e adultos nas dobras dos braços e das pernas. Também são comuns descamação e coceira nas mãos (palmas) e pés (plantas). Tratamento Ainda não se conhece a cura para a dermatite atópica, porém o tratamento adequado pode conseguir controle bastante satisfatório das crises. Evitar os fatores que podem desencadear e agravar a doença e usar roupas de algodão são medidas importantes no controle da dermatite. Os principais pontos do tratamento são: 1. Melhorar o ressecamento da pele: banhos rápidos, mornos, sem buchas, com limpadores ou sabonetes suaves somente nas áreas das dobras, região genital e nádegas. Secar a pele sem esfregar. Aplicar hidratante imediatamente sobre a pele ainda úmida. 2. Controlar o prurido (coceira): hidratação da pele e utilização de medicação por via oral (anti-histamínicos, também chamados antialérgicos). 3. Combater a infecção: antibióticos apropriados prescritos pelo médico especialista. 4. Controlar as crises: anti-inflamatórios tópicos passados no local. Casos graves podem necessitar de outros tratamentos. Deixar a dermatite evoluir sem tratamento ou com controle insuficiente prejudica tanto o desenvolvimento físico como psíquico. A pele lesada pode ser alvo de infecções que abalam a saúde como um todo, podendo prejudicar o crescimento da criança. A coceira constante prejudica o sono, levando à perda do rendimento escolar, dificuldade de relacionamento e também diminuição do crescimento, pois o hormônio do crescimento é secretado durante o sono. O tratamento apropriado não cura, mas garante controle do problema melhorando muito a qualidade de vida. ___Relatora:Dra. Silmara CestariDepartamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo Publicado em 24/07/2019]]>

A dermatite atópica é uma doença inflamatória da pele causada por reação de hipersensibilidade do organismo a certas substâncias alergênicas. Pode ser acompanhada de asma, rinite e ou conjuntivite alérgica.

A tendência de desenvolver dermatite atópica é geralmente herdada dos pais, mas também depende da exposição do organismo a substâncias alergênicas presentes no ambiente, tais como: poeira, ácaros, fumaça de cigarro, alimentos, infecções etc. O clima frio e seco também piora a doença e fatores emocionais, como estresse, podem desencadear ou agravar as crises. A oleosidade natural da pele é uma barreira de defesa contra substâncias do ambiente, variações do clima e infecções. No paciente atópico, por sua vez, a pele é mais seca, tendo menos resistência às agressões ambientais.

Tawny van Breda | pixabay.com

A dermatite atópica pode aparecer em qualquer idade, mas é mais comum na infância. Na maior parte das crianças ela começa a partir dos três meses de idade e tende a desaparecer próximo da adolescência. No entanto, em cerca de 20% dos casos, pode permanecer até a idade adulta.

Geralmente ela se manifesta por crises, com períodos de piora e melhora. A lesão característica é o eczema, que aparece como vermelhidão, bolinhas e ressecamento da pele, sempre acompanhado de muita coceira. A localização das lesões varia com a idade: nos bebês, as lesões aparecem no rosto (bochechas), braços e pernas; em crianças maiores, adolescentes e adultos nas dobras dos braços e das pernas. Também são comuns descamação e coceira nas mãos (palmas) e pés (plantas).

Tratamento

Ainda não se conhece a cura para a dermatite atópica, porém o tratamento adequado pode conseguir controle bastante satisfatório das crises. Evitar os fatores que podem desencadear e agravar a doença e usar roupas de algodão são medidas importantes no controle da dermatite.

Os principais pontos do tratamento são:

1. Melhorar o ressecamento da pele: banhos rápidos, mornos, sem buchas, com limpadores ou sabonetes suaves somente nas áreas das dobras, região genital e nádegas. Secar a pele sem esfregar. Aplicar hidratante imediatamente sobre a pele ainda úmida.

2. Controlar o prurido (coceira): hidratação da pele e utilização de medicação por via oral (anti-histamínicos, também chamados antialérgicos).

3. Combater a infecção: antibióticos apropriados prescritos pelo médico especialista.

4. Controlar as crises: anti-inflamatórios tópicos passados no local.

Casos graves podem necessitar de outros tratamentos.

Deixar a dermatite evoluir sem tratamento ou com controle insuficiente prejudica tanto o desenvolvimento físico como psíquico. A pele lesada pode ser alvo de infecções que abalam a saúde como um todo, podendo prejudicar o crescimento da criança. A coceira constante prejudica o sono, levando à perda do rendimento escolar, dificuldade de relacionamento e também diminuição do crescimento, pois o hormônio do crescimento é secretado durante o sono. O tratamento apropriado não cura, mas garante controle do problema melhorando muito a qualidade de vida.

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Relatora:
Dra. Silmara Cestari
Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Publicado em 24/07/2019



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Uso de cosméticos na infância https://spsp.org.br/uso-de-cosmeticos-na-infancia/ Tue, 19 Jun 2018 18:23:12 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2143 Cosméticos são produtos aplicados na pele com a finalidade de limpar, proteger, conservar, perfumar e modificar a aparência. Portanto, são considerados cosméticos todos os produtos de higiene (sabonetes, xampus, espumas de banho, antissépticos), hidratantes, cremes para prevenir assaduras, talcos, óleos, filtros solares, perfumes e maquiagens. Os cuidados com a pele são benéficos e necessários, porém é importante lembrar que a pele da criança tem características diferentes da pele do adulto, principalmente nos dois primeiros anos de vida, sendo mais fina, mais sensível e com maior capacidade de absorção das substâncias aplicadas sobre ela. Portanto, necessita muito mais atenção e critério na escolha dos produtos utilizados diariamente. Toda substância aplicada sobre a pele da criança deve ser apropriada para uso na infância. Os cosméticos infantis são mais suaves, menos tóxicos e com menor risco de causar irritação e alergias. O uso de produtos para a higiene e conservação da pele na infância deve ser, de preferência, orientado pelo pediatra ou dermatologista, principalmente nos recém-nascidos e até os dois anos de idade, pois quanto mais precoce a exposição a diferentes substâncias químicas na pele, maior é a chance de desenvolver sensibilização e alergias. A utilização cada vez mais precoce de maquiagens, esmaltes, tatuagens e tinturas ou alisantes de cabelos tem aumentado consideravelmente a ocorrência de dermatites de contato na infância. Além disso, crianças e adolescentes que utilizam, em excesso, maquiagens ou cremes que não são especialmente formulados para a sua pele, podem apresentar um tipo de acne chamada “acne cosmética”. O tratamento muitas vezes requer o uso de medicações que poderiam ser evitadas se as crianças não fossem expostas desnecessariamente a tais produtos. É muito importante que todos os produtos cosméticos utilizados na infância sejam avaliados quanto a sua necessidade e segurança. As substâncias que têm potencial para absorção e efeitos sistêmicos devem ser evitadas. Em relação ao uso de cosméticos na infância, podemos concluir que: • os produtos de higiene utilizados na infância são cosméticos; • os cosméticos são produtos com várias substâncias químicas em sua composição; • essas substâncias químicas podem provocar irritação, alergias e sensibilização da pele; • a pele da criança tem características estruturais e de absorção diferentes da pele do adulto; • as substâncias químicas contidas nesses produtos são passíveis de absorção cutânea; • os riscos dessa absorção cutânea são maiores na infância. ___ Relatora: Dra. Silmara Cestari Departamento Científico de Dermatologia da SPSP. Publicado em 19/06/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Cosméticos são produtos aplicados na pele com a finalidade de limpar, proteger, conservar, perfumar e modificar a aparência. Portanto, são considerados cosméticos todos os produtos de higiene (sabonetes, xampus, espumas de banho, antissépticos), hidratantes, cremes para prevenir assaduras, talcos, óleos, filtros solares, perfumes e maquiagens.

maquiagem na infância

Bess-Hamiti | Pixabay

Os cuidados com a pele são benéficos e necessários, porém é importante lembrar que a pele da criança tem características diferentes da pele do adulto, principalmente nos dois primeiros anos de vida, sendo mais fina, mais sensível e com maior capacidade de absorção das substâncias aplicadas sobre ela. Portanto, necessita muito mais atenção e critério na escolha dos produtos utilizados diariamente.
Toda substância aplicada sobre a pele da criança deve ser apropriada para uso na infância. Os cosméticos infantis são mais suaves, menos tóxicos e com menor risco de causar irritação e alergias.

O uso de produtos para a higiene e conservação da pele na infância deve ser, de preferência, orientado pelo pediatra ou dermatologista, principalmente nos recém-nascidos e até os dois anos de idade, pois quanto mais precoce a exposição a diferentes substâncias químicas na pele, maior é a chance de desenvolver sensibilização e alergias.

A utilização cada vez mais precoce de maquiagens, esmaltes, tatuagens e tinturas ou alisantes de cabelos tem aumentado consideravelmente a ocorrência de dermatites de contato na infância. Além disso, crianças e adolescentes que utilizam, em excesso, maquiagens ou cremes que não são especialmente formulados para a sua pele, podem apresentar um tipo de acne chamada “acne cosmética”. O tratamento muitas vezes requer o uso de medicações que poderiam ser evitadas se as crianças não fossem expostas desnecessariamente a tais produtos.

É muito importante que todos os produtos cosméticos utilizados na infância sejam avaliados quanto a sua necessidade e segurança. As substâncias que têm potencial para absorção e efeitos sistêmicos devem ser evitadas.

Em relação ao uso de cosméticos na infância, podemos concluir que:
• os produtos de higiene utilizados na infância são cosméticos;
• os cosméticos são produtos com várias substâncias químicas em sua composição;
• essas substâncias químicas podem provocar irritação, alergias e sensibilização da pele;
• a pele da criança tem características estruturais e de absorção diferentes da pele do adulto;
• as substâncias químicas contidas nesses produtos são passíveis de absorção cutânea;
• os riscos dessa absorção cutânea são maiores na infância.

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Relatora:
Dra. Silmara Cestari
Departamento Científico de Dermatologia da SPSP.

Publicado em 19/06/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
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