Depressão na adolescência – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 18 Mar 2021 22:40:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Depressão na adolescência – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Campanha Maio Amarelo – Depressão entre crianças e adolescentes: pare, observe, acolha https://spsp.org.br/campanha-maio-amarelo-depressao-entre-criancas-e-adolescentes-pare-observe-acolha-2/ Thu, 02 May 2019 21:17:50 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2533 Os dados sobre depressão são alarmantes. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 60% dos adolescentes abordados em consulta médica relatam ter sentimentos de depressão – com frequência maior entre as mulheres do que os homens – sendo este um dos fatores de risco para suicídio nessa fase do desenvolvimento. O suicídio é a terceira causa mais comum de morte entre adolescentes e jovens do sexo masculino e as tentativas de suicídio, principalmente entre as mulheres, correspondem à principal causa de procura de atendimento de urgência por adolescentes e jovens.

maio amarelo

Ciente da relevância do assunto, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) lançou a Campanha Maio Amarelo com o lema “Depressão entre crianças e adolescentes: pare, observe, acolha”, que visa oferecer, àqueles que estão diretamente envolvidos nos cuidados e na formação da criança e do adolescente, os meios necessários para a detecção, acolhimento, prevenção e tratamento da depressão e das situações de risco que esta determina.

A campanha resultou de uma ação integrada entre Departamentos Científicos e Núcleos de Trabalho da SPSP e conta com profissionais das áreas da saúde e educação, além de advogados e representantes de escolas públicas e privadas. “Definimos como objetivo principal da campanha a criação de um Núcleo de Estudos sobre Depressão entre Crianças e Adolescentes e a elaboração de uma Carta de Propostas contemplando as demandas por conhecimento e orientação sobre as causas e consequências dos quadros de depressão na infância e adolescência, nos níveis de prevenção, detecção e intervenção, bem como a divulgação e o envolvimento cada vez mais amplo da classe pediátrica e dos diversos segmentos da sociedade afeitos a essa grave problemática. As ações serão voltadas para educadores, pais e para as próprias crianças e adolescentes”, conta a presidente do Departamento de Saúde Mental da SPSP, Dra. Vera Ferrari.

A partir das discussões realizadas no evento de lançamento da campanha, a SPSP quer possibilitar uma mudança na realidade atual e encontrar soluções conjuntas que se traduzam em medidas efetivas contra os sérios riscos trazidos pelos quadros de depressão na infância e na adolescência. Nesse sentido, pretende divulgar material relativo ao tema aqui no Blog Pediatra Orienta e realizar ações junto às escolas (públicas e particulares), por meio dos educadores, alunos e pais, profissionais de saúde e pediatras.

Segundo Dra. Vera, o Núcleo de Estudos está finalizando um projeto-piloto junto a duas escolas, uma pública e outra particular, com lançamento em maio de 2019, como forma de avaliar a efetividade das ações propostas em atender os objetivos da campanha. O coordenador das campanhas da SPSP, Dr. Claudio Barsanti, adverte que não se pode negligenciar um assunto tão sério. “A depressão tem desdobramentos terríveis e os indicativos dessa doença, muitas vezes, estão bem claros diante de nós. Pais, familiares e cuidadores devem receber orientação adequada para saberem como agir em casos de suspeita de quadro depressivo. Essa campanha é de fundamental importância porque promove ações justamente para auxiliar nessa conscientização”.

Fonte: Cartilha Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na Atenção Básica do Ministério da Saúde.

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 2/05/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Depressão entre crianças e adolescentes: quais os sinais? https://spsp.org.br/depressao-entre-criancas-e-adolescentes-quais-os-sinais/ Fri, 25 May 2018 18:30:22 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2114 Nos dias atuais, somos permanentemente impactados por uma demanda infindável de questões, preocupados em cumprir com nossos compromissos, dar conta de nossa agenda. Passamos a viver num ritmo alucinante, no qual muitas vezes não há um olhar privilegiado para algumas demandas nossas e de nossos filhos. Concomitantemente, temos privilegiado uma cultura de permanente felicidade e sucesso, o que não é só impossível, como traz um profundo sentimento de inadequação para todos. Como é possível me sentir triste em um mundo onde todos parecem estar sempre muito felizes? A tristeza é um afeto humano como qualquer outro e precisa ser sentida, respeitada e acolhida. Por outro lado, caso haja impossibilidade do sujeito – seja ele adulto, criança ou adolescente – processar algumas perdas inerentes à vida, a depressão poderá advir. Destacaremos alguns sinais indicativos da possibilidade de que algo não caminha bem, não excluindo a necessidade de um olhar profissional atento. No bebê Pode aparecer como indiferença, não apresentar queixas, choros e não demandar nada, pode haver um comportamento monótono, olhar vazio, fixo, desvio do olhar. Deve-se dar especial atenção quando o bebê evita entrar em contato com a mãe, ou com quem mais cuida dele, e em mudanças súbitas da forma como o bebê se relacionava com as pessoas, desaparecimento do choro em bebês de 6 a 8 meses, quando alguém que ele não conhece quer pegá-lo, apresenta maior interesse pelos objetos inanimados do que pelas pessoas. Caso a mãe esteja passando por uma depressão pós-parto o bebê poderá ser afetado, caso eles não contem com ajuda de terceiros. Na criança Movimentos mais lentos do que a criança costumava apresentar ou inibição dos movimentos, um rosto pouco expressivo. A criança pode ser descrita como comportada demais, quase indiferente, submissa. Criança que fica por muito tempo sentada quieta e pode aparecer o oposto, momentos de muita agitação. No adolescente Nessa fase também é fundamental observar e acompanhar, pois a adolescência é um período difícil para quem o atravessa e para os pais, pois o jovem terá que lidar com várias perdas e modificações em sua identidade. Tais mudanças podem ocasionar sofrimentos e exigem uma nova adaptação. Esse processo é inerente à adolescência, mas dificuldades em processar esta passagem podem vir a deflagrar um quadro depressivo. Irritabilidade, instabilidade, humor deprimido, perda de energia, desmotivação e desinteresse, retardo psicomotor, sentimento de desesperança e/ou culpa, ganho ou perda excessivos de peso em curto intervalo de tempo, alterações do sono, isolamento, baixa autoestima, ideação e comportamento suicida, problemas graves de comportamento, agressividade, prejuízo escolar e queixas físicas. Este pequeno texto tem a intenção de servir como um lembrete e alerta para a fundamental necessidade de estarmos próximos de nossos filhos, atentos a eles. Também visa alertar para alguns sinais de que algo não vai bem. O fato de observarmos a existência de uma questão que necessita de um cuidado maior pode favorecer sua abordagem, uma vez que nos mobilizamos para uma solução ou melhora da situação e procuramos a ajuda devida. ___ Relatores: Cristiane Geraldo Folino Fernando Lamano Ferreira Departamento Científico de Saúde Mental da SPSP. Publicado em: 25/05/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Nos dias atuais, somos permanentemente impactados por uma demanda infindável de questões, preocupados em cumprir com nossos compromissos, dar conta de nossa agenda. Passamos a viver num ritmo alucinante, no qual muitas vezes não há um olhar privilegiado para algumas demandas nossas e de nossos filhos. Concomitantemente, temos privilegiado uma cultura de permanente felicidade e sucesso, o que não é só impossível, como traz um profundo sentimento de inadequação para todos. Como é possível me sentir triste em um mundo onde todos parecem estar sempre muito felizes? A tristeza é um afeto humano como qualquer outro e precisa ser sentida, respeitada e acolhida. Por outro lado, caso haja impossibilidade do sujeito – seja ele adulto, criança ou adolescente – processar algumas perdas inerentes à vida, a depressão poderá advir.

Destacaremos alguns sinais indicativos da possibilidade de que algo não caminha bem, não excluindo a necessidade de um olhar profissional atento.

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No bebê

Pode aparecer como indiferença, não apresentar queixas, choros e não demandar nada, pode haver um comportamento monótono, olhar vazio, fixo, desvio do olhar. Deve-se dar especial atenção quando o bebê evita entrar em contato com a mãe, ou com quem mais cuida dele, e em mudanças súbitas da forma como o bebê se relacionava com as pessoas, desaparecimento do choro em bebês de 6 a 8 meses, quando alguém que ele não conhece quer pegá-lo, apresenta maior interesse pelos objetos inanimados do que pelas pessoas. Caso a mãe esteja passando por uma depressão pós-parto o bebê poderá ser afetado, caso eles não contem com ajuda de terceiros.

Na criança

Movimentos mais lentos do que a criança costumava apresentar ou inibição dos movimentos, um rosto pouco expressivo. A criança pode ser descrita como comportada demais, quase indiferente, submissa. Criança que fica por muito tempo sentada quieta e pode aparecer o oposto, momentos de muita agitação.

No adolescente

Nessa fase também é fundamental observar e acompanhar, pois a adolescência é um período difícil para quem o atravessa e para os pais, pois o jovem terá que lidar com várias perdas e modificações em sua identidade. Tais mudanças podem ocasionar sofrimentos e exigem uma nova adaptação. Esse processo é inerente à adolescência, mas dificuldades em processar esta passagem podem vir a deflagrar um quadro depressivo. Irritabilidade, instabilidade, humor deprimido, perda de energia, desmotivação e desinteresse, retardo psicomotor, sentimento de desesperança e/ou culpa, ganho ou perda excessivos de peso em curto intervalo de tempo, alterações do sono, isolamento, baixa autoestima, ideação e comportamento suicida, problemas graves de comportamento, agressividade, prejuízo escolar e queixas físicas.

Este pequeno texto tem a intenção de servir como um lembrete e alerta para a fundamental necessidade de estarmos próximos de nossos filhos, atentos a eles. Também visa alertar para alguns sinais de que algo não vai bem. O fato de observarmos a existência de uma questão que necessita de um cuidado maior pode favorecer sua abordagem, uma vez que nos mobilizamos para uma solução ou melhora da situação e procuramos a ajuda devida.

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Relatores:
Cristiane Geraldo Folino
Fernando Lamano Ferreira

Departamento Científico de Saúde Mental da SPSP.

Publicado em: 25/05/2018.

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Cutting ou autolesão: como lidar? https://spsp.org.br/cutting-ou-autolesao-como-lidar/ Tue, 22 May 2018 18:20:20 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2109 O cutting, ou autolesão não suicida, é um problema grave muito frequente que tem aumentado entre os adolescentes nos últimos tempos, com predominância maior no sexo feminino. Entre as razões que levam os adolescentes a praticar a autolesão, o alívio ou punição por uma situação de estresse emocional são bastante comuns. Na maioria das vezes, é indicativo de questões muito mais profundas, como graves dificuldades emocionais na sua vida familiar, social e acadêmica. Geralmente, o adolescente se corta sozinho, principalmente em casa, no quarto ou banheiro. Muitas vezes o faz escondido dos pais, é negligenciado pelos médicos e os amigos sabem muito mais do que a própria família. Os cortes de autolesão não suicida apresentam um padrão na adolescência. São cortes lineares, de pouca profundidade, feitos com lâminas ou objetos pontiagudos como giletes, facas, estiletes, lâminas de apontador, tesouras, compassos, clipes ou tachinhas. Pulsos, face anterior dos antebraços e das coxas e abdome são os locais mais comuns de autolesão. Boa parte dos pacientes tende a esconder as lesões, utilizando roupas compridas ou evitando se expor em situações que possam mostrá-las. Conflitos familiares, perdas de entes queridos, traumas emocionais, violência, bullying e outras situações de estresse podem ser considerados gatilhos para a autolesão. É também frequentemente associada aos quadros psiquiátricos como depressão e ansiedade, assim como transtorno de conduta, transtornos alimentares e TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Os pais devem estar cientes da gravidade do cutting e conversar com o adolescente, abordando a intencionalidade do ato, respeitando-se a sua fala sem menosprezá-lo. Mudanças de comportamento, alterações de humor, agressividade, irritabilidade, isolamento, sentimentos de desesperança, de apatia, incapacidade de resolver problemas do cotidiano, baixo limiar para frustração e perda de rendimento escolar são sinais de alerta aos pais de que o adolescente possa estar passando por situações de estresse e risco de autolesão. É indispensável que os pais procurem um profissional de saúde para avaliação cuidadosa e acompanhamento especializado. Além do tratamento psicológico, diversos medicamentos têm sido propostos, como antidepressivos. ___ Relator: Dr. Alexandre Hirata Departamento Científico de Adolescência da SPSP. Publicado em: 22/05/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

O cutting, ou autolesão não suicida, é um problema grave muito frequente que tem aumentado entre os adolescentes nos últimos tempos, com predominância maior no sexo feminino.

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Entre as razões que levam os adolescentes a praticar a autolesão, o alívio ou punição por uma situação de estresse emocional são bastante comuns. Na maioria das vezes, é indicativo de questões muito mais profundas, como graves dificuldades emocionais na sua vida familiar, social e acadêmica.

Geralmente, o adolescente se corta sozinho, principalmente em casa, no quarto ou banheiro. Muitas vezes o faz escondido dos pais, é negligenciado pelos médicos e os amigos sabem muito mais do que a própria família.

Os cortes de autolesão não suicida apresentam um padrão na adolescência. São cortes lineares, de pouca profundidade, feitos com lâminas ou objetos pontiagudos como giletes, facas, estiletes, lâminas de apontador, tesouras, compassos, clipes ou tachinhas. Pulsos, face anterior dos antebraços e das coxas e abdome são os locais mais comuns de autolesão. Boa parte dos pacientes tende a esconder as lesões, utilizando roupas compridas ou evitando se expor em situações que possam mostrá-las.

Conflitos familiares, perdas de entes queridos, traumas emocionais, violência, bullying e outras situações de estresse podem ser considerados gatilhos para a autolesão. É também frequentemente associada aos quadros psiquiátricos como depressão e ansiedade, assim como transtorno de conduta, transtornos alimentares e TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade.

Os pais devem estar cientes da gravidade do cutting e conversar com o adolescente, abordando a intencionalidade do ato, respeitando-se a sua fala sem menosprezá-lo. Mudanças de comportamento, alterações de humor, agressividade, irritabilidade, isolamento, sentimentos de desesperança, de apatia, incapacidade de resolver problemas do cotidiano, baixo limiar para frustração e perda de rendimento escolar são sinais de alerta aos pais de que o adolescente possa estar passando por situações de estresse e risco de autolesão.

É indispensável que os pais procurem um profissional de saúde para avaliação cuidadosa e acompanhamento especializado. Além do tratamento psicológico, diversos medicamentos têm sido propostos, como antidepressivos.

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Relator:
Dr. Alexandre Hirata

Departamento Científico de Adolescência da SPSP.

Publicado em: 22/05/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Maio Amarelo – Depressão entre crianças e adolescentes: pare, observe, acolha https://spsp.org.br/maio-amarelo-depressao-entre-criancas-e-adolescentes-pare-observe-acolha-4/ Tue, 15 May 2018 18:30:50 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2071 A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) lançou a Campanha Maio Amarelo, cujo lema é Depressão entre crianças e adolescentes: pare, observe, acolha. Em uma ação integrada entre Departamentos Científicos da SPSP, diretamente envolvidos com o tema, a campanha pretende atuar em vários níveis e instâncias que lidam com a criança e com o adolescente para que possa oferecer os meios necessários para a detecção, acolhimento, prevenção e tratamento da depressão e das situações de risco que esta determina. De acordo com Claudio Barsanti, presidente da SPSP, as consultas de rotina pelo pediatra levam a um contato maior com os pacientes e seus familiares. Essa maior proximidade permite – ou, ao menos, facilita – que o médico perceba alterações clínicas e comportamentais iniciais e, às vezes, ainda sutis de quadros depressivos. “O pediatra, normalmente como primeiro médico atendente, deve estar atento e indicar as primeiras condutas e encaminhamentos sequenciais, a fim de que se estabeleça, o mais rápido possível, a atenção necessária”, enfatiza. Dados preocupantes Os casos de depressão em crianças e adolescentes vêm aumentando gradativamente, um dado que vem preocupando os especialistas. A depressão é uma doença que deve ser levada a sério em qualquer idade, mas na adolescência é fundamental que seja bem tratada pelo exponencial risco de resultar em abuso de drogas ou suicídio, com efeitos devastadores para os familiares, amigos e outros envolvidos no cotidiano do adolescente. Segundo Vera Ferrari Rego Barros, presidente do Departamento Científico de Saúde Mental da SPSP, há algumas observações necessárias a serem feitas quanto ao diagnóstico de depressão, principalmente entre crianças e adolescentes. “Uma delas é que é fundamental diferenciar entre o que é um sentimento de tristeza e o que é um quadro de depressão, porque a proximidade dos sintomas pode confundir e prejudicar a identificação e a intervenção realmente necessária que se deve realizar com os jovens nessa condição”, diz Vera. Para Barsanti, é muito importante que o médico discuta e perceba, além dos sinais e sintomas, a ocorrência de situações de risco que possam estar se apresentando no dia a dia das crianças e dos adolescentes e que aumentam o risco de depressão e até de tentativas de suicídio. Situações como elevado estresse, agressões sofridas (físicas ou psicológicas, presenciais ou virtuais), grandes frustrações, mostram-se importantes fatores de risco e, em alguns casos, indutores de depressão. Para esse momento, a SPSP está planejando ações em escolas e buscando formas de dialogar com as crianças, adolescentes e suas famílias, além de atividades de atualização no tema para profissionais de saúde, que detêm os meios de realizar os diagnósticos e as intervenções necessárias para cada caso. “Quanto antes identificarmos os sintomas da depressão, mais rápido poderemos tomar as medidas e ações necessárias para evitar que as manifestações se agravem e coloquem o adolescente em situações de risco”, conclui Vera Ferrari Rego Barros. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 15/05/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) lançou a Campanha Maio Amarelo, cujo lema é Depressão entre crianças e adolescentes: pare, observe, acolha. Em uma ação integrada entre Departamentos Científicos da SPSP, diretamente envolvidos com o tema, a campanha pretende atuar em vários níveis e instâncias que lidam com a criança e com o adolescente para que possa oferecer os meios necessários para a detecção, acolhimento, prevenção e tratamento da depressão e das situações de risco que esta determina.

maio amarelo

De acordo com Claudio Barsanti, presidente da SPSP, as consultas de rotina pelo pediatra levam a um contato maior com os pacientes e seus familiares. Essa maior proximidade permite – ou, ao menos, facilita – que o médico perceba alterações clínicas e comportamentais iniciais e, às vezes, ainda sutis de quadros depressivos. “O pediatra, normalmente como primeiro médico atendente, deve estar atento e indicar as primeiras condutas e encaminhamentos sequenciais, a fim de que se estabeleça, o mais rápido possível, a atenção necessária”, enfatiza.

Dados preocupantes

Os casos de depressão em crianças e adolescentes vêm aumentando gradativamente, um dado que vem preocupando os especialistas. A depressão é uma doença que deve ser levada a sério em qualquer idade, mas na adolescência é fundamental que seja bem tratada pelo exponencial risco de resultar em abuso de drogas ou suicídio, com efeitos devastadores para os familiares, amigos e outros envolvidos no cotidiano do adolescente.

Segundo Vera Ferrari Rego Barros, presidente do Departamento Científico de Saúde Mental da SPSP, há algumas observações necessárias a serem feitas quanto ao diagnóstico de depressão, principalmente entre crianças e adolescentes. “Uma delas é que é fundamental diferenciar entre o que é um sentimento de tristeza e o que é um quadro de depressão, porque a proximidade dos sintomas pode confundir e prejudicar a identificação e a intervenção realmente necessária que se deve realizar com os jovens nessa condição”, diz Vera.

Para Barsanti, é muito importante que o médico discuta e perceba, além dos sinais e sintomas, a ocorrência de situações de risco que possam estar se apresentando no dia a dia das crianças e dos adolescentes e que aumentam o risco de depressão e até de tentativas de suicídio. Situações como elevado estresse, agressões sofridas (físicas ou psicológicas, presenciais ou virtuais), grandes frustrações, mostram-se importantes fatores de risco e, em alguns casos, indutores de depressão.

Para esse momento, a SPSP está planejando ações em escolas e buscando formas de dialogar com as crianças, adolescentes e suas famílias, além de atividades de atualização no tema para profissionais de saúde, que detêm os meios de realizar os diagnósticos e as intervenções necessárias para cada caso. “Quanto antes identificarmos os sintomas da depressão, mais rápido poderemos tomar as medidas e ações necessárias para evitar que as manifestações se agravem e coloquem o adolescente em situações de risco”, conclui Vera Ferrari Rego Barros.

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 15/05/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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