Dentes de Leite – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 13 Jun 2025 13:32:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Dentes de Leite – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Dentes de leite: como aliviar o desconforto do bebê https://spsp.org.br/dentes-de-leite-como-aliviar-o-desconforto-do-bebe/ Fri, 13 Jun 2025 13:29:51 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=51725 Em primeiro lugar, é importante lembrar que seu bebê é único! Assim como o dia em que surgirá o primeiro e depois os demais dentes de leite serão únicos também! Entretanto]]>

Em primeiro lugar, é importante lembrar que seu bebê é único! Assim como o dia em que surgirá o primeiro e depois os demais dentes de leite serão únicos também!

Entretanto, esse momento pode ser influenciado por diversos fatores, como o histórico familiar, as alterações sistêmicas, metabólicas e nutricionais, bem como a prematuridade e a presença de síndromes. Para facilitar o monitoramento dos dentes de sua criança, veja a figura 1 abaixo.

O fato é que quando surge o primeiro dente de leite inicia-se um novo ciclo de desenvolvimento oral e um novo sorriso do bebê, registrando-se um momento muito comemorado pela família. Mas junto com toda essa alegria familiar, frequentemente é relatada a ocorrência de alguns sintomas, como desconforto gengival, irritabilidade, problemas com o sono, diminuição do apetite e a famosa “baba”.

É importante esclarecer: nem todo bebê tem desconfortos nesse período do surgimento dos dentes de leite. Fiquem atentos, pois a presença de outros desconfortos e sintomas pode não estar relacionada com a chegada dos dentes e necessita de avaliação médica!

 Orientações para alívio de sintomas da erupção dentária:

  1. O alívio natural é estimulado através do aleitamento materno e da introdução alimentar. Como o aprendizado da mastigação acontece gradualmente, esse período exige paciência e criatividade da família, sendo importante seguir os aconselhamentos profissionais.
  2. Quando o bebê estiver pronto para começar a experimentar alimentos macios e sólidos, a chegada dos dentes de leite será uma grande oportunidade para oferecer alimentos saudáveis, com diferentes sabores, texturas e cores, estimulando o bebê a morder e mastigar. Isso favorece a erupção e o desenvolvimento adequado das arcadas dentárias. Alguns pais gostam de oferecer picolés caseiros com leite materno e frutas, que são deliciosos para os bebês, mas requerem atenção para não machucar pele, lábios, gengiva e língua, pela baixa temperatura.
  3.  A massagem na gengiva feita com o próprio dedo ou com dedeiras de silicone, de maneira delicada e muito carinho, sempre é bem-vinda para relaxar e acolher o bebê.
  4. A família pode também utilizar como complemento os mordedores específicos para essa fase. Esses mordedores ou brinquedos levados à boca devem ter formato e composição que não coloquem em risco a segurança da criança ou que possam ser fonte de exposição a desreguladores (interferentes) endócrinos, como o bisfenol (BPA); e nunca colocá-los em freezer.
  5. Não aplicar produtos contendo anestésico local, por riscos de metemoglobinemia.
  6. Não usar colar ou pulseira de âmbar no bebê, porque não há comprovação de eficácia e há risco de aspiração e asfixia.
  7. Agendar nessa fase uma consulta com o odontopediatra, para que sejam realizadas as medidas que favoreçam o alívio desses desconfortos e a promoção da saúde oral.

Fiquem atentos em casa com as mudanças comportamentais e físicas do bebê! Em geral, para aliviar a irritação local, o bebê normalmente coloca espontaneamente tudo na boca e acaba se contaminando com vírus, bactérias e fungos. Desta forma, outros quadros sistêmicos podem ser observados e exigirem consulta com médico pediatra, em especial quando for observada a presença de febre, diarreia ou nos casos de urgência, quando o bebê acidentalmente colocar algo indevido na boca.

Figura 1

Época provável de surgimento dos dentes de leite na boca do bebê

Relatora:
Dóris Rocha Ruiz

Membro do Núcleo de Estudos de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo 

Colaboradoras:
Ana Flavia Calvo
Cristina Giovannetti Del Conte
Juliana Kimura
Núcleo de Estudos de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo 

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Dia Mundial da Saúde Bucal – 2024 https://spsp.org.br/dia-mundial-da-saude-bucal-2024/ Wed, 20 Mar 2024 11:42:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=43069 O Dia Mundial da Saúde Bucal foi criado em 20 de março de 2013 para conscientizar a população mundial sobre a importância dos cuidados com a saúde bucal. A cada três anos, a Federa]]>

O Dia Mundial da Saúde Bucal foi criado em 20 de março de 2013 para conscientizar a população mundial sobre a importância dos cuidados com a saúde bucal. A cada três anos, a Federação Dentária Internacional (FDI) lança um tema para ser desenvolvido. O tema para o triênio de 2024 a 2026 é “Uma boca feliz é …”.

Segundo estudo da Organização Mundial da Saúde, as doenças bucais afetam cerca de 3,5 bilhões de pessoas e podem estar associadas a problemas graves de saúde, além de causarem dor, desconforto, isolamento social, perda de autoconfiança, entre outros.

A saúde geral do paciente está relacionada com a saúde bucal. Algumas doenças podem se instalar e se agravar pela falta de cuidados odontológicos.

Vamos fazer uma reflexão juntando o tema “uma boca feliz” com o enfoque principal deste blog, de divulgar conhecimentos científicos de saúde da criança e do adolescente?

Será que podemos considerar uma boca feliz somente aquela que não tem cárie ou doenças da gengiva?

Na verdade, não é só isso, pois a saúde bucal compreende não somente a ausência destas condições e outras patologias, mas também um equilíbrio de funções orais, como a fala, mastigação e deglutição.

Uma boca feliz começa desde a gestação. Os dentes de leite já iniciam sua formação no segundo mês de vida intrauterina. Boa alimentação materna e cuidados com a sua saúde favorecem o desenvolvimento saudável da dentição.

Após o nascimento, o aleitamento materno tem um papel importantíssimo, não só para a saúde geral da criança, como também para a saúde bucal. O exercício que a criança realiza durante a amamentação favorece o crescimento e desenvolvimento harmonioso da oclusão, da face, além de preparar músculos e demais estruturas da face para as funções orais.

Durante a introdução da alimentação complementar, é importante haver uma evolução nas texturas e tamanhos dos alimentos, para que a criança inicie o treinamento da mastigação que, nesta fase, mesmo sem ter dentes erupcionados, precisa aprender a colocar e levar a comida de um lado para outro na boca.

O nascimento dos primeiros dentes implica em duas condutas importantes: 1. Visitar o cirurgião-dentista, de preferência o odontopediatra; 2. Iniciar a limpeza dos dentes com escova de cabeça pequena, cerdas macias e pasta de dentes com 1.100 partes por milhão (ppm) de flúor, sendo a quantidade da pasta equivalente a um grão de arroz para essa idade.

A conscientização das famílias sobre o impacto negativo do uso da mamadeira e chupeta faz parte da manutenção para uma “boca feliz”. Estes hábitos mantidos por tempo prolongado afetam fortemente a posição dos dentes, a deglutição, mastigação, fonação e podem aumentar o risco de a criança sofrer traumatismo dentários.

Conforme a criança vai crescendo, o monitoramento e acompanhamento do odontopediatra propiciará o desenvolvimento de “uma boca feliz” até a idade adulta. Várias situações podem ocorrer durante a troca dos dentes de leite (decíduos) pelos permanentes e, quando diagnosticadas precocemente, poderão favorecer o desenvolvimento saudável da boca.

A educação e conscientização da família é fundamental para conquista de “uma boca feliz”! Quando a promoção da saúde bucal segue no período da gestação, o resultado será uma família que cuida de seus filhos desde o início de forma saudável e ao longo da vida.

Hoje é possível viver sem a maioria das doenças bucais, que podem e devem ser prevenidas, de forma simples e com baixo custo, por meio da conscientização e de orientações atualizadas!

 

Relatoras:
Adriana Catia Mazzoni
Cristina Giovannetti Del Conte
Núcleo de Estudos de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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