Cyberbullying – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 16 Nov 2022 18:31:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Cyberbullying – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Dia Mundial de Combate ao Bullying https://spsp.org.br/dia-mundial-de-combate-ao-bullying/ Thu, 20 Oct 2022 20:31:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=35047 ]]>

O Dia Mundial de Combate ao Bullying, 20 de outubro, é um momento oportuno para refletir e buscar soluções, reconhecendo que esse tipo de agressão é uma violação dos direitos das crianças e adolescentes à educação, à saúde e ao bem-estar. A data tem o intuito de fortalecer parcerias e iniciativas que acelerem o progresso para prevenir e eliminar esse tipo de violência.

O bullying em ambientes educacionais é uma realidade cotidiana e nega a milhões de crianças e jovens o direito humano fundamental à educação. Uma estimativa da Plan International sugere que 246 milhões de crianças e adolescentes sofrem violência dentro e ao redor da escola todos os anos.

No Brasil, na última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) realizada em 2019, cerca de 23,0% dos estudantes se sentiram humilhados pelos colegas duas ou mais vezes nos 30 dias anteriores à pesquisa. As meninas foram quem mais mencionaram os ataques e os motivos mais frequentes foram: aparência do corpo, aparência do rosto e cor ou raça. Também são alvos constantes de bullying alunos percebidos como não conformes às normas sexuais e de gênero predominantes. Atuaram como autores de bullying 12,0%, com proporções maiores entre o sexo masculino do que feminino. Em relação ao cyberbullying, 13,2% dos escolares já foram intimidados nas redes sociais. O bullying pode afetar a todos que participam, sejam alvos, testemunhas ou mesmo agentes de bullying.

Crianças e adolescentes que são alvos de bullying podem experimentar problemas de saúde física, psicológica, social e acadêmica. São mais propensos a experimentar: depressão, ansiedade, aumento dos sentimentos de tristeza e solidão, mudanças nos padrões de sono e alimentação e perda de interesse em atividades de que costumavam gostar. Diminuição do desempenho acadêmico deve ser sempre um sinal de alerta e está associada a risco aumentado de abandono escolar.

O bullying e o cyberbullying, quando associados à depressão, negligências e outras violências, levam a maior chance de autolesão não suicida e suicídio. O risco pode aumentar ainda mais quando os alvos não são apoiados pelos pais, colegas e escolas. 

Testemunhar bullying aumenta o risco para o uso de cigarro, álcool ou outras drogas; assim como para depressão, ansiedade e abandono escolar.

Autores de bullying não devem ser negligenciados de cuidados, pois têm maior chance de abuso de álcool e outras drogas na adolescência e na idade adulta, iniciar atividade sexual precoce e abandono escolar. A sensação de poder experimentada nos atos de bullying pode levar a se envolver em brigas, vandalizar propriedades, ser abusivo com seus parceiros românticos, cônjuges ou filhos quando adultos, além de condenações criminais.

Os pais devem estar atentos às mudanças de seus filhos em relação à escola, principalmente à queda de rendimento escolar e a queixas físicas, como dores e mal-estares, que dificultam a ida à escola ou que motivam frequentes retornos para casa. Para as crianças e adolescentes é muito difícil falar sobre o bullying ou o cyberbullying, muitas vezes por temerem as consequências caso os pais conversem sobre o tema na escola e isso chegue ao conhecimento dos autores, levando à intensificação dos atos.

Os pais não devem minimizar os fatos e não devem incentivar a violência física como meio de resolução do problema. Devem ouvir com calma a história, saber desde quando ocorre e o sentimento do filho em relação ao fato. Procurar entender se existe desequilíbrio de poder, ou seja, o alvo sente que o agente de bullying é mais poderoso que ele. Desequilíbrio de poder não se limita apenas à força física: se a criança ou o adolescente sentir que há um desequilíbrio de poder, provavelmente há. Os pais precisam auxiliar seus filhos a solucionar o bullying e conversar com a escola é fundamental. Devem pedir que a escola mostre o plano de ação que ela tem para resolução de conflitos. O principal erro, muitas vezes, é colocar frente a frente o alvo e o agente do bullying: como sempre há um desequilíbrio de poder, o alvo vai se sentir muito mais intimidado com esse procedimento.

Os pais, sempre que possível, devem buscar ajuda de um pediatra ou profissional da saúde mental para auxiliar na resolução do bullying.

As escolas que não são seguras ou inclusivas violam o direito à educação consagrado na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança; e infringem a Convenção contra a Discriminação na Educação, que visa eliminar a discriminação e promover a adoção de medidas que assegurem a igualdade de oportunidades e tratamento.

Garantir que todas as crianças, adolescentes e jovens tenham acesso a ambientes de aprendizagem seguros, inclusivos e que promovam a saúde é uma prioridade estratégica para uma sociedade próspera e igualitária.

Nota: A UNESCO designou a primeira quinta-feira de novembro de cada ano como o “Dia Internacional Contra a Violência e o Bullying na Escola, incluindo o Cyberbullying”, reconhecendo, assim, que a violência no ambiente escolar em todas as suas formas é uma violação aos direitos das crianças e adolescentes à educação, saúde e bem-estar. Este dia tem como objetivo conscientizar em escala global o problema do bullying, suas consequências e a necessidade de combatê-lo.

Saiba mais:

https://www.unesco.org/en/days/against-school-violence-and-bullying

Relatora:
Elizete Prescinotti Andrade
Presidente do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Sobre segurança e saúde nas escolas https://spsp.org.br/sobre-seguranca-e-saude-nas-escolas/ Fri, 08 Oct 2021 16:29:41 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=29970 No dia 10 de outubro comemora-se o Dia Nacional de Segurança e de Saúde nas Escolas. Nada melhor do que pensarmos nesta data a partir da vivência extremamente nova e desafiadora trazida pela pandemia de covid-19.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 08/10/2021


A escola constitui um ecossistema que é a ampliação do lar para a criança, onde ela pode desenvolver-se e aprender a usar suas habilidades físicas, emocionais e sociais. É um ambiente de construção que marca definitivamente a vida dos alunos.

Por isso, é de suma importância o envolvimento dos pais e da comunidade com as unidades escolares. Mais do que um “depósito” de crianças e adolescentes, para que tenham ocupação enquanto os pais trabalham, a escola deve ser um ponto de encontro e de apoio para a comunidade desenvolver programas de saúde e de segurança.

Se considerarmos que os fatores externos (acidentes e violência) são as principais causas de morte de crianças e adolescentes em idade escolar, o comprometimento da família e da comunidade com a equipe escolar faz-se muito necessário. Recomenda-se a criação em cada escola de Comissões de Prevenção de Acidentes e Violência Escolar (CIPAVE), com participação de pais, alunos, profissionais e professores, a fim de discutir e exercer o importante papel da promoção de saúde e de prevenção da violência – como o bullying e cyberbullying, por exemplo. Assim, ao construir uma cultura de paz com a participação democrática de todos, podemos trazer para a escola o papel de fórum comunitário, onde se promove a saúde e a segurança.

Pais, participem ativamente da vida escolar de seus filhos e motivem a comunidade a fazer o mesmo. Todos só terão a ganhar com isso.

Relator
Fausto Flor Carvalho
Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: fam veldman | depositphotos.com

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Mídia: jogos e desafios online entre adolescentes https://spsp.org.br/midia-jogos-e-desafios-online-entre-adolescentes/ Tue, 26 Feb 2019 18:20:37 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2463 Os desafios presentes na Internet, conhecidos na Língua Inglesa como challenges ou dares, são um fenômeno cultural que envolve a realização de tarefas inusitadas por usuários da rede, com posterior transmissão e veiculação das mesmas, através de posts, fotos e vídeos. Esse fenômeno tem como objetivos:

• inspirar e provocar outros usuários a repetirem as tarefas;
• ser recompensado pelas mídias sociais a ter um comportamento “no limite”, através de mais visualizações, viralização do conteúdo, curtidas (likes), comentários e seguidores.

Muitos desafios e jogos são antigos e, conforme o tempo passa, são reinventados e relançados. Os jovens, fazendo parte desse ambiente impulsivo e altamente rotativo, não querem ficar excluídos das novidades e acabam se rendendo às tarefas. Como exemplos, podemos citar desde desafios como ingestão de canela em pó ou cápsulas de sabão líquido, até os que começam inofensivamente e podem culminar com a morte do participante.

O fenômeno do “desafio da baleia azul”, com 50 tarefas progressivamente perigosas, foi difundido no mundo todo entre 2016 e 2017, com relatos consideráveis de suicídios. Mais recentemente, houve o “desafio Momo”, em que instruções eram dadas através de ameaças da personagem Momo, incluindo chantagens, frases e fotos aterrorizantes distribuídas através das mídias sociais. Já no ano de 2019, o “desafio Bird Box” – inspirado em filme homônimo em que personagens sobrevivem vendados – estimula a realização de tarefas como dirigir sem enxergar.

O fenômeno dos desafios online pode ser classificado como uma “autoagressão imitativa”, ou seja, a pessoa imita a agressão realizada por outra (disfarçada de “tarefa”). Outros métodos de autoagressão, como a automutilação ou mesmo de agressão a outros e suicídio acabam sendo banalizados, vistos como comuns.

O cérebro do jovem está em desenvolvimento e é importante que nessa fase existam novas experiências, para que se adquira conhecimento e aprendizado. No entanto, a região cerebral responsável pelos pensamentos racionais (córtex pré-frontal) só termina de se desenvolver entre 20 e 30 anos de idade. Dessa maneira, os jovens são naturalmente mais impulsivos e fazem muitas coisas sem notar as consequências negativas.

goodluz | depositphotos.com

Esteja perto e crie vínculos

Conhecer os “desafios” do momento é importante para pais e mães de todas as faixas etárias:
• informe-se sobre o desafio, suas propostas, consequências e perigos;
• inicie diálogo com seu/sua adolescente perguntando se já ouviu falar, viu ou conhece alguém que realizou o desafio;
• pergunte sua opinião sobre o challenge. Alerte sobre as consequências através de conversa aberta e franca e tente estimular a habilidade de julgamento do risco;
• se perceber que existe intenção de participar dos desafios, estimule a pensar em cada passo, inclusive com as piores consequências possíveis, como: ficar doente, se machucar, machucar outros e até morrer. Nas mídias sociais também estão presentes os desafios que deram errado, que podem ser utilizados como exemplo. Será que vale a pena? Faça um convite à reflexão;
• acompanhe seu/sua jovem nas mídias sociais e tente ficar por dentro das novidades digitais;
• exerça seu poder parental ou de responsável sobre aquele indivíduo: se necessário, limite contato com colegas e possíveis ameaças/ameaçadores. O melhor controle que pode existir é ser próximo e criar vínculos;
• sempre procurar ajuda de profissional capacitado para pesquisar outros comportamentos prejudiciais e de sofrimento psíquico, como bullying e transtornos de humor, entre outros.

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Relatoras:
Dra. Bianca Rodrigues de Godoy Lundberg
Dra. Carolina Maria Soares Cresciúlo

Departamento Científico de Adolescência da SPSP.

Publicado em 26/02/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Cyberbullying: presidente da Sociedade de Pediatra de SP fala dos riscos aos jovens https://spsp.org.br/cyberbullying-presidente-da-sociedade-de-pediatra-de-sp-fala-dos-riscos-aos-jovens/ Tue, 20 Feb 2018 18:25:43 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1960 O que antes era tido como uma brincadeira entre amigos e aceito por pais e professores, transformou-se em um problema de proporções gigantesca. Crianças e adolescentes estão sendo humilhados continuamente nas escolas, nas ruas e, principalmente, no meio virtual – as chamadas redes sociais. São vítimas do bullying (palavra em inglês que significa intimidar, amedrontar), quando acontece no colégio, por exemplo, e cyberbullying, quando as agressões são feitas na internet, em e-mails e posts. Segundo pesquisa da ONG Plan, 69% das vítimas do bullying tem entre 12 e 14 anos. “O bullying é uma forma de agressão física ou psicológica sempre intencional, às vezes repetidamente. Pode ser de uma pessoa ou de várias tendo como vítimas uma pessoa ou diversas e acontece nos mais diversos lugares da comunidade. Nos últimos anos, vimos o nascer do cyberbullying, que passa a existir como ferramenta de agressão nos meios eletrônicos. Na verdade, o bullying é uma prática – infelizmente – secular, embora esse nome tenha surgido na década de 1980”, constata o pediatra e advogado Claudio Barsanti, presidente da SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo). Segundo ele, estudos apontam que essa prática já se transformou na mais comum forma de violência entre crianças e adolescentes. “O bullying e o cyberbullying tornaram-se um problema de saúde pública, pois temos visto até suicídio de adolescentes que foram vítimas desse tipo de agressão”, destaca. Em geral, as vítimas são aquelas que apresentam alguma diferença com os demais do grupo. Essas diferenças podem ser psicológicas, físicas ou biológicas. São tímidas ou pouco sociáveis e têm baixa autoestima, o que agrava a situação. São incapazes de reagir e não reclamam por medo de ficarem sem acesso à rede. Os agredidos podem desenvolver doenças como angústia, ataques de ansiedade, transtorno do pânico, depressão, anorexia e bulimia. Com a internet, o bullying passou de restrito a poucos para atingir um público incontável, pois as redes sociais disseminam as agressões de maneira incontrolável e com muita rapidez, além de permanecer nos meios virtuais para sempre. “A principal diferença entre o bulying e o cyberbullying é que no segundo existe a falsa ideia do anonimato, mas ele pode ser caracterizado como crime e os pais dos agressores podem ser responsabilizados”, explica Barsanti. Já o agressor, ressalta o presidente da SPSP, se sente mais importante e poderoso quando pratica esse tipo de ação. “O agressor tem dificuldade em assumir os problemas e os esconde agindo dessa maneira. Ele é incapaz de dialogar e pode ter sido vítima antes de se tornar um agressor”, informa. Além da vítima e do agressor, o bullying precisa de um terceiro personagem para sobreviver, o espectador – aquelas pessoas que assistem aos vídeos, leem os posts, riem das vítimas e divulgam as agressões. Barsanti adverte: “as mensagens podem ser utilizadas em juízo como prova de crime conforme previsto na lei 13.185, de 2015”.   ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 20/02/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

O que antes era tido como uma brincadeira entre amigos e aceito por pais e professores, transformou-se em um problema de proporções gigantesca. Crianças e adolescentes estão sendo humilhados continuamente nas escolas, nas ruas e, principalmente, no meio virtual – as chamadas redes sociais.

geralt | Pixabay

São vítimas do bullying (palavra em inglês que significa intimidar, amedrontar), quando acontece no colégio, por exemplo, e cyberbullying, quando as agressões são feitas na internet, em e-mails e posts. Segundo pesquisa da ONG Plan, 69% das vítimas do bullying tem entre 12 e 14 anos.

“O bullying é uma forma de agressão física ou psicológica sempre intencional, às vezes repetidamente. Pode ser de uma pessoa ou de várias tendo como vítimas uma pessoa ou diversas e acontece nos mais diversos lugares da comunidade. Nos últimos anos, vimos o nascer do cyberbullying, que passa a existir como ferramenta de agressão nos meios eletrônicos. Na verdade, o bullying é uma prática – infelizmente – secular, embora esse nome tenha surgido na década de 1980”, constata o pediatra e advogado Claudio Barsanti, presidente da SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo).

Segundo ele, estudos apontam que essa prática já se transformou na mais comum forma de violência entre crianças e adolescentes. “O bullying e o cyberbullying tornaram-se um problema de saúde pública, pois temos visto até suicídio de adolescentes que foram vítimas desse tipo de agressão”, destaca.

Em geral, as vítimas são aquelas que apresentam alguma diferença com os demais do grupo. Essas diferenças podem ser psicológicas, físicas ou biológicas. São tímidas ou pouco sociáveis e têm baixa autoestima, o que agrava a situação. São incapazes de reagir e não reclamam por medo de ficarem sem acesso à rede. Os agredidos podem desenvolver doenças como angústia, ataques de ansiedade, transtorno do pânico, depressão, anorexia e bulimia.

Com a internet, o bullying passou de restrito a poucos para atingir um público incontável, pois as redes sociais disseminam as agressões de maneira incontrolável e com muita rapidez, além de permanecer nos meios virtuais para sempre. “A principal diferença entre o bulying e o cyberbullying é que no segundo existe a falsa ideia do anonimato, mas ele pode ser caracterizado como crime e os pais dos agressores podem ser responsabilizados”, explica Barsanti.

Já o agressor, ressalta o presidente da SPSP, se sente mais importante e poderoso quando pratica esse tipo de ação. “O agressor tem dificuldade em assumir os problemas e os esconde agindo dessa maneira. Ele é incapaz de dialogar e pode ter sido vítima antes de se tornar um agressor”, informa.

Além da vítima e do agressor, o bullying precisa de um terceiro personagem para sobreviver, o espectador – aquelas pessoas que assistem aos vídeos, leem os posts, riem das vítimas e divulgam as agressões.

Barsanti adverte: “as mensagens podem ser utilizadas em juízo como prova de crime conforme previsto na lei 13.185, de 2015”.

 

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 20/02/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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