cuidados primários – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 17 Dec 2024 15:52:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png cuidados primários – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Saúde igual para todos https://spsp.org.br/saude-igual-para-todos/ Thu, 12 Dec 2024 11:31:23 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=49476 O Dia Mundial da Saúde Universal foi aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 12 de Dezembro de 2012 e, cinco anos mais tarde, na mesma data em 2017, a ONU declarou o dia 12 de dezembro]]>

O Dia Mundial da Saúde Universal foi aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 12 de Dezembro de 2012 e, cinco anos mais tarde, na mesma data em 2017, a ONU declarou o dia 12 de dezembro como o Dia Internacional da Cobertura Universal de Saúde, através da resolução 72/138.

Este dia destaca a importância da saúde como um direito humano e é apoiado por organizações globais como o Banco Mundial e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Apesar dos compromissos internacionais, ainda há um longo caminho a percorrer. Atualmente, 4,5 bilhões de pessoas não têm acesso a serviços de saúde essenciais e 1,3 bilhões foram empurradas para a pobreza devido a despesas de saúde. Este dia serve como um lembrete da necessidade urgente de ação coletiva para alcançar cobertura de saúde para todos.

Temas e Desafios Anuais

Cada ano tem seu próprio tema, que serve para focar as discussões e ações:

 2017: Saúde para Todos – Ascensão pelos Nossos Direitos

2018: Unidos pela Cobertura Universal de Saúde: Agora é a Hora da Ação Coletiva

2019: Cumpra a promessa
2020: Saúde para todos – Proteja todos
2021: As desigualdades prejudicam os nossos esforços para proteger, promover e melhorar a saúde para todos
2022: Construir o mundo que queremos: um futuro saudável para todos
2023: Saúde para Todos: Hora de Agir
2024: Saúde: depende do governo

Desafios atuais incluem:

  • Consequências da COVID-19 que atrasaram os avanços em saúde universal.
  • Necessidade de sistemas de saúde pública que garantam acesso a todos.
  • Investimento em cuidados primários de qualidade.
  • Desenvolvimento de estruturas financeiras robustas para proteger a população dos riscos financeiros das doenças.

Vantagens e Desvantagens da Cobertura Universal:

A cobertura universal pode reduzir custos gerais e administrativos, padronizar serviços e prevenir custos sociais futuros. No entanto, desafios como longos tempos de espera e sobrecarga nos orçamentos governamentais precisam ser abordados.

O Papel dos Governos e da Sociedade

Apenas os Estados Unidos, entre os países desenvolvidos, não possuem cobertura universal, deixando uma reflexão sobre a situação nos países em desenvolvimento. É crucial que governos invistam mais na saúde, garantindo proteção financeira para todos, para que tenham acesso aos serviços de saúde, não deixando ninguém para trás.

A participação pública é vital. Escrever para representantes do governo e incentivar a mídia a divulgar a importância da cobertura universal são passos concretos que todos podemos dar. A OMS reforça que essas ações trazem esperança de melhor saúde e proteção para os mais pobres em todo o mundo.

Com o fortalecimento dos cuidados de saúde primários, é possível resolver problemas comunitários e avançar em direção a um futuro mais equitativo e saudável.

E, de acordo com a OMS: “divulgar este assunto traz esperança de melhor saúde e proteção para os mais pobres do mundo todo.”

 

Saiba mais:

-United Nations. International Universal Health Coverage Day, 12 December. Disponível em: https://www.un.org/en/observances/universal-health-coverage-day

-Saúde para todos: 12/12 – Dia da Saúde Universal ou Dia da Cobertura Universal de Saúde.
Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/saude-para-todos-12-12-dia-da-saude-universal-ou-dia-da-cobertura-universal-de-saude/

-International Universal Health Coverage Day.
Disponível em: https://www.nationaldaycalendar.com/international/international-universal-health-coverage-day-december-12

-Health: It’s on the government!
Disponível em: https://universalhealthcoverageday.org

-Universal Health: Equitable Access with Financial Protection
Disponível em: https://www.paho.org/en/campaigns/universal-health-day-2024

 

Relatora:
Renata D Waksman
Presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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E agora? Como fazer para meu filho tomar esse remédio? https://spsp.org.br/e-agora-como-fazer-para-meu-filho-tomar-esse-remedio/ Fri, 28 May 2021 13:19:16 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=28501 Nem sempre é fácil fazer seu filho tomar uma medicação prescrita pelo pediatra. Muitas vezes, a criança não tolera o gosto, a textura e tem dificuldade para engolir quando é em comprimido, ou cápsula.]]>

Dicas para os pais

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 28/05/2021


Nem sempre é fácil fazer seu filho tomar uma medicação prescrita pelo pediatra. Muitas vezes, a criança não tolera o gosto, a textura e tem dificuldade para engolir quando é em comprimido, ou cápsula.

Antes de dar a medicação confirme as informações da receita (horários, dose); verifique se o medicamento que será usado está dentro do prazo de validade; estabeleça um lugar adequado e seguro – armário alto e trancado – para guardar o remédio, evitando assim que as crianças vejam, alcancem ou tenham acesso aos medicamentos.

Outras orientações importantes de segurança são: as famílias devem evitar a automedicação e nunca administrar medicamentos a crianças sem orientação médica ou por sugestão de terceiros; ter em casa somente os medicamentos que serão utilizados naquele momento; procurar comprar medicamentos que tenham tampa de segurança em suas embalagens; após o uso, jogá-los fora de forma adequada, junto com a embalagem; não nomear medicamentos como se fossem doces ou balinhas;  não tomar medicamentos na frente de crianças pequenas, uma vez que elas costumam imitar os adultos, e ensiná-las – desde cedo- a não aceitarem ou tomarem nenhuma substância além das oferecidas por adultos em casa.

Além disso:

Os medicamentos em apresentação líquida (ou suspensão) geralmente são aceitos com menos dificuldade por crianças menores do que os comprimidos ou cápsulas.

Aqui vão algumas dicas que podem facilitar esse momento tão estressante para os pais e para as crianças.

  • Nunca force a criança a ingerir o medicamento. Ela pode se engasgar, vomitar e se tornar cada vez mais resistente para aceitar o tratamento via oral.
  • Se a criança já puder compreender, explique porque ela precisa tomar a medicação. Deixe-a participar, segurar a seringa, etc. E sempre dê um reforço positivo quando ela auxiliar no processo.
  • Procure sempre dar a medicação no mesmo horário.
  • O melhor dispositivo para administração de medicação líquida – via oral – é a seringa, porque a quantidade é mais precisa que uma colher de casa, por exemplo. Além disso, colocando a ponta da seringa entre os dentes e a gengiva, o medicamento pode escorrer para a base da língua e a criança engole com mais facilidade.
  • Pergunte para o seu médico se o medicamento prescrito pode ser dado com uma pequena quantidade de líquido. Lembre-se: pequena quantidade, pois o objetivo é tomar toda medicação em um curto espaço de tempo.
  • Cuidado com os medicamentos sob forma de gotas, pois essa apresentação costuma ser mais concentrada, elevando o risco de intoxicação.
  • Siga sempre as orientações do seu pediatra, nunca dê mais e nem menos do que foi orientado.
  • Para as crianças mais velhas, beber um pouco de água gelada antes de tomar o medicamento pode reduzir o gosto desagradável da medicação.
  • No caso de comprimidos e cápsulas difíceis de engolir, antes de macerá-los ou abrir a cápsula, veja com seu médico se isso pode ser feito, se não altera seu resultado final, e se é possível misturar com alimentos como mingau, iogurtes, etc.
  • E por último, se ainda assim houver rejeição ao medicamento causada pelo sabor, veja com seu médico se é possível substituir o remédio por algum outro mais palatável para a criança.

 

Relatoras:
Maria Aparecida M. Novaes
Heloisa Ionemoto
Departamento Científico de Cuidados Hospitalares da Sociedade de Pediatria São Paulo

 

Foto: londondeposit | depositphotos.com

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O desfralde e a higiene natural https://spsp.org.br/o-desfralde-e-a-higiene-natural/ Thu, 22 Apr 2021 19:30:24 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=28077 O desfralde é uma importante fase na vida da criança, por isso é essencial que se respeite o tempo individual para que seja um período livre de traumas. É um dos primeiros passos rumo à autonomia, além de um momento de descobertas.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 22/04/2021


O desfralde é uma importante fase na vida da criança e dos pais, por isso é essencial que se respeite o tempo individual para que seja um período livre de traumas. É um dos primeiros passos rumo à autonomia, além de um momento de descobertas – tanto de suas capacidades, como do seu próprio corpo.

O funcionamento urinário e intestinal depende de um amadurecimento neurológico e esse processo não pode ser acelerado. Além disso, existe o amadurecimento psicológico, que não é necessariamente alcançado junto com o neurológico.

Acredita-se que por volta dos 2 e 3 anos de idade a maioria das crianças esteja em uma etapa do desenvolvimento adequada para iniciar o treinamento de controle do cocô e do xixi, isto é, tem as habilidades necessárias para isso.

A identificação da hora certa para começar o desfralde ocorre a partir da observação dos sinais emitidos por cada criança. Ela deve apresentar bom desenvolvimento neurológico, andar, falar e ter o corpo mais firme, com estabilidade. O sinal mais característico é quando a criança começa a anunciar que irá fazer xixi e/ou cocô.

Os bebês já mostram sinais de suas necessidades desde muito cedo. Quando querem fazer cocô ou xixi podem ficar vermelhos, fazer bico, soltar gases e se espremerem. Podem chorar, ter dificuldade para dormir, ficar irritados e, durante a amamentação, pegar e soltar o peito. São experiências próprias e de aprendizado, sem indicar ainda uma consciência corporal.

Às vezes, esses sinais podem ser confundidos com cólicas ou alguma outra doença. Temos que lembrar que a grande maioria dos bebês não sofrerá com cólicas, constipação intestinal ou dificuldade para dormir. As assaduras, hoje em dia, também são raras, facilmente evitáveis com medidas simples de higiene.

O método da higiene natural vem sendo discutido e conta com muitos adeptos. Ele consiste em atender às necessidades de evacuações do bebê e dar uma assistência de banheiro desde o nascimento, podendo ser utilizado em qualquer idade. Os pais e cuidadores devem ficar atentos aos sinais que o bebê emite para auxiliá-los na evacuação e micção, coletando a urina e as fezes em um penico, por exemplo. Famílias adeptas do método dispensam fraldas na maioria do tempo.

Para isso deve haver um cuidador à disposição do bebê com muita paciência e dedicação. Os bebês podem fazer xixi quando estão dormindo e, quando em aleitamento materno, podem evacuar a cada mamada, muitas vezes já “capotados” de sono.

Já nos mais velhos esse método pode causar estresse já que com certeza muitos escapes acontecerão. Vivemos em sociedade, onde não podemos fazer nossas necessidades fisiológicas em qualquer lugar!

Na higiene natural alguns pontos merecem uma atenção especial. A questão ambiental, financeira e emocional, por exemplo: cada bebê pode evacuar em média de 6 a 8 vezes ao dia em seu primeiro mês de vida. Isso gera uma enorme quantidade de fraldas descartáveis. Mesmo usando fraldas de pano teria o gasto de água para lavá-las. Esse convívio tão de perto com o bebê, tentando decifrar seus sinais, com certeza aumenta o vínculo mãe-bebê e isso sempre é bom. Mas não há nenhum estudo a longo prazo que comprove que a técnica não apresente riscos para as crianças.

É essencial que os pais se informem sobre o método antes de tentar usá-lo nos filhos. Conversar com o pediatra e explicar como está a adaptação da criança é essencial. E sempre lembrar que cada criança tem o seu tempo e, às vezes, o que funciona para uma, não funciona para a outra.

 

Relatora
Adriana Monteiro de Barros Pires
Grupo de Trabalho de Desenvolvimento e Aprendizagem da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade de Pediatria de São Paulo


Foto: lianna_s | depositphotos.com

 

 

 

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