cuidador – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 28 Mar 2025 19:14:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png cuidador – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Terçol e calázio: o que são e quais os tratamentos? https://spsp.org.br/tercol-e-calazio-o-que-sao-e-quais-os-tratamentos/ Tue, 06 Apr 2021 13:07:14 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=27953 Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 06/04/2021


O terçol que aparece nas crianças, até mesmo em bebês, incomoda pela dor que causa quando a criança pisca e preocupa os pais, tanto pelo aspecto estético, quanto pelo tempo que leva para sarar.

O terçol é a inflamação que ocorre nas glândulas que temos na borda da pálpebra. Quando uma bactéria penetra na glândula e inflama por dentro, ela incha e dói, formando uma “bolinha” vermelha na pálpebra, muitas vezes com um ponto amarelo.

Em geral, essa contaminação ocorre pelas mãozinhas da criança ou por uma blefarite crônica (inflamação que afeta a borda da pálpebra, no local onde emergem os cílios), que forma crostas e seborreia no local, favorecendo o crescimento das bactérias.

O terçol só sara com a drenagem do conteúdo da glândula inflamada, que pode ser por dentro, via conjuntiva, ou pela pele. Essa drenagem deve ser espontânea, com ajuda de compressas mornas que amolecem o conteúdo e abrem o orifício de saída da glândula. Aplicar as compressas logo que se percebe o terçol, três a quatro vezes ao dia, de 5 a 10 minutos, inclusive aproveitando a hora do banho, o que ajuda na drenagem.

Quando existe uma blefarite associada, formando crostas e “caspinhas” na raiz dos cílios, que pode causar oclusão dos orifícios de saída da glândula, é necessária a limpeza com a espuma fina do shampoo neutro, para evitar a formação de novos terçóis. Fazer essa higiene nas crianças com blefarite no final do banho é um ótimo hábito que deve ser mantido.

Em alguns casos mais persistentes faz-se necessário associar pomada de antibiótico ocular tópico. E, nas crianças com múltiplos terçóis de repetição, o uso de antibióticos orais com efeito de quebra da gordura das glândulas por período prolongado pode ser indicado pelo oftalmologista.

Outras medidas que podem ajudar são a dieta sem frituras, sem chocolate e rica em alimentos com ômega 3.

Alguns terçóis não drenam totalmente e “sobra” uma bolinha sem inflamação, durinha, encapsulada, que é o calázio – que também pode ser causado pela obstrução da glândula pela própria gordura, que não se infecta, mas vai formando um granuloma endurecido.

Quando o calázio for pequeno, não se faz nada, pois o próprio organismo vai absorver com o tempo. No entanto, quando for grande, pode comprimir a córnea da criança e causar um astigmatismo, por mudança na curvatura. Por isso, deve ser diagnosticado e tratado com óculos.

A cirurgia de retirada da glândula doente ou a injeção de corticoide dentro do calázio pode ser realizada nos casos de calázio grande e persistente.

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Relatora:
Márcia Keiko Uyeno Tabuse
Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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ALERTA: O álcool pode causar queimadura química na superfície ocular https://spsp.org.br/alerta-o-alcool-pode-causar-queimadura-quimica-na-superficie-ocular/ Fri, 25 Sep 2020 18:26:53 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3412 Com o uso constante do álcool gel para antissepsia em todos os locais – por causa da pandemia de Covid-19 -, temos visto crianças que, ao acionar o display ou mesmo ao coçar os olhos com a substância, acabam ferindo o olho. O álcool gel pode causar uma queimadura química na superfície ocular.

weerapat | depositphotos.com

A conduta nesses casos é lavar imediatamente com água corrente para retirar o máximo da substância química, depois ocluir o olho com gaze e levar ao pronto-socorro de Oftalmologia, onde será feito um exame biomicroscópico para saber se houve lesão na córnea.


Caso não seja possível o exame com oftalmologista, manter o curativo oclusivo por no mínimo 12 horas.

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Relatora:
Marcia Keiko Uyeno Tabuse
Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Lá vamos nós de novo… Outra moda perigosa chegou! https://spsp.org.br/la-vamos-nos-de-novo-outra-moda-perigosa-chegou/ Fri, 25 Sep 2020 13:49:40 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3395 Nova rede social (TikTok), novas fontes de vídeos entre a garotada, algumas “ideias de jerico” que são perpetuadas por outras crianças/adolescentes. E assim, surge o “Desafio do Benadryl®”.

Benadryl® é um antialérgico que não é vendido com esse nome no Brasil. No desafio, a garotada toma uma dose “cavalar” da medicação (até 10 vezes a dose recomendada) e filma os efeitos que essa insensatez causa, como delírios e alucinações.

jeanette dietl | depositphotos.com

Parece tão óbvio que é difícil ter que escrever sobre os riscos que quem faz isso corre! Mas, vamos lá…

Efeitos colaterais são sintomas que, mesmo usando a medicação de forma correta, podem ocorrer em maior ou menor frequência. Os efeitos colaterais descritos em dose normal (dose recomendada) do Benadryl® incluem: sedação, tontura, alteração psicomotora e cognitiva, boca seca, visão turva, constipação, retenção urinária e ganho de peso.

No desafio, a ideia (maluca e super arriscada!) seria aumentar a dose para intensificar os efeitos. Só que o excesso do medicamento pode causar: ataque cardíaco, derrame cerebral, parada respiratória, lesão cerebral e até morte!! Que brincadeira é essa que pode matar ou deixar sequelas????

Para TODOS os medicamentos valem as normas abaixo:

1. Não use remédios sem indicação médica.
2. Respeite a prescrição: dose da medicação e intervalos de tomadas certos.
3. Pais, tenham as medicações em casa em local bem guardado, seguro, de difícil acesso às crianças. Apenas adultos responsáveis devem ministrar as medicações.
4. Façam uma lista de todas as medicações que há em casa. Guardem as bulas que orientam o que fazer em caso de reação à medicação ou hiperdosagem.
5. E para quem gosta das brincadeiras online: não seja “Maria vai com as outras”. Nem todas as brincadeiras que aparecem são seguras, por isso não copie tudo que vê.

Esse desafio surgiu fora do Brasil e já causou mortes. Não brinquem com isso!!!

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Relatora:
Dra. Tania Zamataro
Presidente do Departamento Científico de Segurança da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Não deixe criança pequena sem supervisão nem por um segundo! https://spsp.org.br/nao-deixe-crianca-pequena-sem-supervisao-nem-por-um-segundo/ Wed, 09 Sep 2020 16:26:00 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3384 Vivemos numa sociedade onde a inversão de valores prejudica o ensinamento do “certo” e do “errado”. Há alguns dias, um garoto de 3 anos e 9 meses foi manchete após salvar o amiguinho de 3 anos e 6 meses que estava se afogando. Cena típica: 2 crianças e um brinquedo boiando na piscina. A criança menor se debruça na beirada, tentando alcançar o brinquedo, desequilibra-se e cai. Alguns segundos se passam, quando a outra, ao olhar em volta e ver que não havia ninguém por perto, estica o braço e puxa a criança que estava se afogando para fora da água. A cena foi gravada por câmeras de segurança e o ato do pequeno herói “viralizou”.

Paha L | depositphotos.com

Uma cena impressionante, sem dúvida nenhuma. Impressionante que uma criança de 3 anos tenha tido a força de tirar a outra da água, sem cair junto. Impressionante que não havia nenhum adulto responsável a “um braço” de distância dessas crianças tão próximas da água. Impressionante que não havia cercas em torno da piscina que impedissem a aproximação das crianças e, impressionante que uma delas estava usando boias de braço, que dão uma falsa sensação de segurança, pois escapam com frequência dos braços.
Afogamento é a 2a causa de morte na faixa etária desses meninos. Muitas crianças perdem a vida ou sobrevivem com sequelas, por falha de supervisão.
Nós, do Departamento de Segurança da Sociedade de Pediatria de São Paulo, da Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático), assim como outras entidades que se preocupam com a segurança de nossas crianças, reiteramos as seguintes premissas:

  1. A criança pequena de até 5 anos, no mínimo, deve ter a supervisão de um adulto que esteja atento a ela e a um braço de distância, caso esteja na água ou perto dela;
  2. Piscinas devem, preferencialmente, estar isoladas por grades de pelo menos 1,5m de altura, com espaço de até 12 cm. Portão com tranca, cadeado, para que não sejam acessadas sem adultos presentes;
  3. O modelo de boia ideal é o “colete salva-vidas” e seu uso não descarta a necessidade da supervisão próxima de um adulto.

Vivemos numa sociedade onde há uma certa inversão de valores: Louvamos a “responsabilidade” de uma criança e deixamos de condenar a irresponsabilidade de um adulto. Dessa vez, tudo acabou bem….

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Relatora
Dra. Tânia Zamataro
Presidente do Departamento Científico de Segurança da Sociedade de Pediatria de São Paulo.



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