Criança vegetariana – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 22 Jan 2019 17:38:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Criança vegetariana – SPSP https://spsp.org.br 32 32 É possível criar uma criança vegana sem riscos? https://spsp.org.br/e-possivel-criar-uma-crianca-vegana-sem-riscos/ Tue, 22 Jan 2019 17:38:52 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2413 Esse estilo de vida muitas vezes é compartilhado pela família toda. Especialista discute se o veganismo pode impactar no desenvolvimento das crianças Por Renato Augusto Zorzo para o site Saúde A busca por um melhor estilo de vida vem crescendo nos últimos anos e o interesse por práticas nutricionais mais saudáveis acompanham essa tendência. Nesse cenário, o veganismo ganhou espaço. Segundo o site da Sociedade Vegetariana Brasileira, “a filosofia do veganismo (não consumo de qualquer produto que gere exploração e/ou sofrimento animal) adota o vegetarianismo estrito no âmbito da alimentação. Por isso, costuma-se também chamar de “vegano” aquele que não consome nenhum alimento de origem animal (carnes, ovos, laticínios, etc)”. Sendo o veganismo um conceito mais filosófico do que alimentar, não é incomum vermos famílias inteiras adotantes da prática. Aí, surge a dúvida: será que esse modelo de dieta é suficiente para o crescimento adequado de uma criança? É preciso sempre ter em mente o conceito da importância dos primeiros 1 000 dias no desenvolvimento infantil – esse período equivale à vida intrauterina mais os dois primeiros anos de vida. Ele acende um alerta sobre o papel de uma boa nutrição nessa etapa. Além disso, chama a atenção para a magnitude dos riscos que carências nutricionais nessa fase trazem para a vida inteira. Para compreender se o veganismo garante a boa saúde das crianças, precisamos responder a duas outras perguntas: quais nutrientes estão presentes nos alimentos de origem animal e que faltariam nos vegetais? Outra: qual o impacto da carência desses nutrientes no crescimento? Muito bem. Vamos por partes. Sofia Garcia Whiteman Barranha, médica pediatra e pesquisadora da Universidade do Porto, em Portugal, avaliou o impacto da alimentação vegetariana na criança. Sua dissertação mostrou alguns pontos interessantes. Vejamos o caso do ferro, que é um micronutriente que exerce diversas funções metabólicas. A principal fonte alimentar desse mineral é a carne vermelha, que tem cerca de 3 miligramas do nutriente por 100 gramas de porção. O espinafre, por exemplo, tem a mesma quantidade, porém a absorção do ferro de origem vegetal (a chamada biodisponibilidade) é mais baixa. Isso significa que devemos ingerir uma quantidade muito maior de espinafre – ou qualquer outro vegetal – do que de carne para que a mesma quantidade de ferro seja absorvida. Outro nutriente que merece ser citado é a vitamina B12, encontrada quase que exclusivamente em fontes animais. Ela é crucial para o desenvolvimento neurológico na infância. Esse nutriente é produzido pelas bactérias que vivem no estômago dos ruminantes e transferida para a carne – que depois levamos ao prato. Vegetais praticamente não contêm vitamina B12. Para a obtenção de proteínas, a soja é um alimento muito usado por quem segue a dieta vegetariana – e ela funciona bem nesse aspecto. Entretanto, os fitatos presentes no alimento dificultam a absorção de minerais como zinco, ferro e magnésio. O zinco é um nutriente cuja fonte principal também é a carne, embora leguminosas e alguns cereais atuem como fonte dele. O magnésio, assim como o cálcio, é encontrado especialmente no leite e em seus derivados. Bebidas vegetais preparadas com amêndoas, por exemplo, não têm a mesma quantidade desses elementos. Já os ácidos graxos da série ômega-3, nutrientes de extrema importância para a formação do cérebro e o fortalecimento da imunidade, são provenientes de peixes e também de algas muito específicas, não disponíveis para consumo. Todos esses nutrientes são cruciais para os primeiros anos de vida. Alguns deles, como zinco, cálcio e proteínas, até podem ser consumidos em quantidade adequada por meio de fontes vegetais. Entretanto, é muito difícil atingir o teor adequado de outros, a exemplo de ferro, ômega-3, vitamina B12 e vitamina D. E tais carências representam um risco potencial para o pleno desenvolvimento. Portanto, crianças que são criadas com dieta vegetariana estrita necessitam de suplementação desses nutrientes. Além disso, é interessante efetuar dosagens sanguíneas dessas substâncias pelo menos semestralmente. Assim, dá para flagrar carências rapidamente e agir para que não tragam problemas. ___ Texto produzido pelo Dr. Renato Augusto Zorzo para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/e-possivel-criar-uma-crianca-vegana-sem-riscos/ Renato Augusto Zorzo, pediatra, nutrólogo e membro do Departamento de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo. ___ Publicado em 22/01/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Esse estilo de vida muitas vezes é compartilhado pela família toda. Especialista discute se o veganismo pode impactar no desenvolvimento das crianças

Por Renato Augusto Zorzo para o site Saúde

A busca por um melhor estilo de vida vem crescendo nos últimos anos e o interesse por práticas nutricionais mais saudáveis acompanham essa tendência. Nesse cenário, o veganismo ganhou espaço. Segundo o site da Sociedade Vegetariana Brasileira, “a filosofia do veganismo (não consumo de qualquer produto que gere exploração e/ou sofrimento animal) adota o vegetarianismo estrito no âmbito da alimentação. Por isso, costuma-se também chamar de “vegano” aquele que não consome nenhum alimento de origem animal (carnes, ovos, laticínios, etc)”.

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Sendo o veganismo um conceito mais filosófico do que alimentar, não é incomum vermos famílias inteiras adotantes da prática. Aí, surge a dúvida: será que esse modelo de dieta é suficiente para o crescimento adequado de uma criança?

É preciso sempre ter em mente o conceito da importância dos primeiros 1 000 dias no desenvolvimento infantil – esse período equivale à vida intrauterina mais os dois primeiros anos de vida. Ele acende um alerta sobre o papel de uma boa nutrição nessa etapa. Além disso, chama a atenção para a magnitude dos riscos que carências nutricionais nessa fase trazem para a vida inteira.

Para compreender se o veganismo garante a boa saúde das crianças, precisamos responder a duas outras perguntas: quais nutrientes estão presentes nos alimentos de origem animal e que faltariam nos vegetais? Outra: qual o impacto da carência desses nutrientes no crescimento? Muito bem. Vamos por partes.

Sofia Garcia Whiteman Barranha, médica pediatra e pesquisadora da Universidade do Porto, em Portugal, avaliou o impacto da alimentação vegetariana na criança. Sua dissertação mostrou alguns pontos interessantes.

Vejamos o caso do ferro, que é um micronutriente que exerce diversas funções metabólicas. A principal fonte alimentar desse mineral é a carne vermelha, que tem cerca de 3 miligramas do nutriente por 100 gramas de porção. O espinafre, por exemplo, tem a mesma quantidade, porém a absorção do ferro de origem vegetal (a chamada biodisponibilidade) é mais baixa.

Isso significa que devemos ingerir uma quantidade muito maior de espinafre – ou qualquer outro vegetal – do que de carne para que a mesma quantidade de ferro seja absorvida.

Outro nutriente que merece ser citado é a vitamina B12, encontrada quase que exclusivamente em fontes animais. Ela é crucial para o desenvolvimento neurológico na infância. Esse nutriente é produzido pelas bactérias que vivem no estômago dos ruminantes e transferida para a carne – que depois levamos ao prato. Vegetais praticamente não contêm vitamina B12.

Para a obtenção de proteínas, a soja é um alimento muito usado por quem segue a dieta vegetariana – e ela funciona bem nesse aspecto. Entretanto, os fitatos presentes no alimento dificultam a absorção de minerais como zinco, ferro e magnésio.

O zinco é um nutriente cuja fonte principal também é a carne, embora leguminosas e alguns cereais atuem como fonte dele. O magnésio, assim como o cálcio, é encontrado especialmente no leite e em seus derivados. Bebidas vegetais preparadas com amêndoas, por exemplo, não têm a mesma quantidade desses elementos.

Já os ácidos graxos da série ômega-3, nutrientes de extrema importância para a formação do cérebro e o fortalecimento da imunidade, são provenientes de peixes e também de algas muito específicas, não disponíveis para consumo.

Todos esses nutrientes são cruciais para os primeiros anos de vida. Alguns deles, como zinco, cálcio e proteínas, até podem ser consumidos em quantidade adequada por meio de fontes vegetais. Entretanto, é muito difícil atingir o teor adequado de outros, a exemplo de ferro, ômega-3, vitamina B12 e vitamina D. E tais carências representam um risco potencial para o pleno desenvolvimento.

Portanto, crianças que são criadas com dieta vegetariana estrita necessitam de suplementação desses nutrientes. Além disso, é interessante efetuar dosagens sanguíneas dessas substâncias pelo menos semestralmente. Assim, dá para flagrar carências rapidamente e agir para que não tragam problemas.

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Texto produzido pelo Dr. Renato Augusto Zorzo para o site SAÚDE.
Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/e-possivel-criar-uma-crianca-vegana-sem-riscos/

Renato Augusto Zorzo, pediatra, nutrólogo e membro do Departamento de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

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Publicado em 22/01/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Vegetarianismo e veganismo: é possível para as crianças? https://spsp.org.br/vegetarianismo-e-veganismo-e-possivel-para-as-criancas/ Tue, 06 Mar 2018 18:20:14 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1972 Em tempos em que as mídias sociais nos bombardeiam com propostas para a exclusão de alimentos ou nutrientes de nossa dieta e de nossos filhos, algumas verdades devem ser reconhecidas. Toda vez que retiramos um determinado grupo de alimentos da mesa, possivelmente perdemos a diversidade, qualidade e corremos riscos de deficiências nutricionais. Evidentemente que se há um problema clínico estabelecido, como uma alergia ou intolerância comprovada por diagnósticos corretos, a suspensão do alimento em questão será fator de correção do problema ou melhora clínica. No entanto, algumas questões aparecem quando a retirada de alimentos se dá por motivos filosóficos, religiosos ou por incorporação de conhecimentos de fontes duvidosas. Entre as principais correntes dessa vertente, estão os diferentes aspectos do vegetarianismo. Vegetarianismo e veganismo Primeiro, devemos lembrar que existem inúmeras formas de vegetarianismo, com a retirada apenas das carnes processadas ou de todas as carnes vermelhas, com a manutenção de lácteos e outras proteínas animais (ovo-lácteos), ou a retirada total dessas proteínas (vegetarianismos estritos). Já o veganismo também não aceita a utilização de produtos que tenham sido testados em animais ou com produção com práticas inaceitáveis para seus padrões. Existem trabalhos que mostram efeitos benéficos da retirada da carne e a adição de produtos vegetais no metabolismo cardiovascular, mas as deficiências nutricionais podem ser mais intensas quanto maior a retirada de fontes de cálcio e ferro. Um dos aspectos importantes das dietas de restrição (que paradoxalmente buscam o equilíbrio) seria o desequilíbrio de ingestão de alguns produtos essenciais. Vários trabalhos mostram que a restrição total de proteína animal e suplementos pode levar a alterações do crescimento e cognitivas. A dieta macrobiótica, de origem oriental, incorpora grãos e cereais em uma mistura visando o equilíbrio entre o yin e o yang com diferentes níveis de restrição, desde uma retirada parcial ou uso ponderado de alguns alimentos, até dietas com o uso apenas do arroz integral. Portanto, em fases iniciais, com a retirada de alimentos yin (sucos, café, chá, mel e açúcar) e yang (sal, carnes vermelhas) e os chamados intermediários (frutas, verduras, lácteos queijos e carnes brancas), que podem ser consumidos de acordo com a época do ano e em quantidades estabelecidas, podem ser padrões filosóficos e dietéticos relativamente seguros para serem seguidos. Mas, a partir da retirada total de fontes dietéticas, o risco de doenças aumenta de forma intensa, podendo levar a desnutrição e morte. Assim, novamente, uma dieta que busca o equilíbrio pode levar a uma total condição de risco nutricional. A importância do equilíbrio As dietas vegetarianas podem oferecer benefícios pela utilização de frutas, legumes, verduras, fibras e grãos integrais, reduzindo o aporte de gordura saturada. No entanto, a retirada total de alimentos proteicos animais praticamente impossibilita o equilíbrio de alguns minerais e vitaminas, como o ferro, zinco, cobre e vitaminas do complexo B, especialmente em crianças em crescimento e desenvolvimento. Quanto maior a restrição e quanto mais precoce e por maior tempo, maiores as repercussões para o crescimento, desenvolvimento e potencial deficiência nutricional. Se houver uma possibilidade de diálogo com os pais, o pediatra deve comentar cada um desses aspectos e orientar para que a restrição, se inevitável, seja deixada para um período posterior. Pediatras e nutricionistas especializados podem orientar uma dieta alternativa de substituição em casos de menor restrição, mas ficam obrigados a demonstrar os altos riscos da retirada total de grupos de alimentos, especialmente em crianças e adolescentes. A busca pela saúde permite uma ampla discussão de condutas e de seus custos e benefícios. Mas parte principalmente da análise de riscos para os pacientes. ___ Relator: Dr. Mauro Fisberg Departamento Científico de Nutrição da SPSP. Publicado em 6/03/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Em tempos em que as mídias sociais nos bombardeiam com propostas para a exclusão de alimentos ou nutrientes de nossa dieta e de nossos filhos, algumas verdades devem ser reconhecidas. Toda vez que retiramos um determinado grupo de alimentos da mesa, possivelmente perdemos a diversidade, qualidade e corremos riscos de deficiências nutricionais.

Evidentemente que se há um problema clínico estabelecido, como uma alergia ou intolerância comprovada por diagnósticos corretos, a suspensão do alimento em questão será fator de correção do problema ou melhora clínica. No entanto, algumas questões aparecem quando a retirada de alimentos se dá por motivos filosóficos, religiosos ou por incorporação de conhecimentos de fontes duvidosas. Entre as principais correntes dessa vertente, estão os diferentes aspectos do vegetarianismo.

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Vegetarianismo e veganismo

Primeiro, devemos lembrar que existem inúmeras formas de vegetarianismo, com a retirada apenas das carnes processadas ou de todas as carnes vermelhas, com a manutenção de lácteos e outras proteínas animais (ovo-lácteos), ou a retirada total dessas proteínas (vegetarianismos estritos). Já o veganismo também não aceita a utilização de produtos que tenham sido testados em animais ou com produção com práticas inaceitáveis para seus padrões.

Existem trabalhos que mostram efeitos benéficos da retirada da carne e a adição de produtos vegetais no metabolismo cardiovascular, mas as deficiências nutricionais podem ser mais intensas quanto maior a retirada de fontes de cálcio e ferro. Um dos aspectos importantes das dietas de restrição (que paradoxalmente buscam o equilíbrio) seria o desequilíbrio de ingestão de alguns produtos essenciais. Vários trabalhos mostram que a restrição total de proteína animal e suplementos pode levar a alterações do crescimento e cognitivas.

A dieta macrobiótica, de origem oriental, incorpora grãos e cereais em uma mistura visando o equilíbrio entre o yin e o yang com diferentes níveis de restrição, desde uma retirada parcial ou uso ponderado de alguns alimentos, até dietas com o uso apenas do arroz integral.

Portanto, em fases iniciais, com a retirada de alimentos yin (sucos, café, chá, mel e açúcar) e yang (sal, carnes vermelhas) e os chamados intermediários (frutas, verduras, lácteos queijos e carnes brancas), que podem ser consumidos de acordo com a época do ano e em quantidades estabelecidas, podem ser padrões filosóficos e dietéticos relativamente seguros para serem seguidos. Mas, a partir da retirada total de fontes dietéticas, o risco de doenças aumenta de forma intensa, podendo levar a desnutrição e morte. Assim, novamente, uma dieta que busca o equilíbrio pode levar a uma total condição de risco nutricional.

A importância do equilíbrio

As dietas vegetarianas podem oferecer benefícios pela utilização de frutas, legumes, verduras, fibras e grãos integrais, reduzindo o aporte de gordura saturada. No entanto, a retirada total de alimentos proteicos animais praticamente impossibilita o equilíbrio de alguns minerais e vitaminas, como o ferro, zinco, cobre e vitaminas do complexo B, especialmente em crianças em crescimento e desenvolvimento. Quanto maior a restrição e quanto mais precoce e por maior tempo, maiores as repercussões para o crescimento, desenvolvimento e potencial deficiência nutricional.

Se houver uma possibilidade de diálogo com os pais, o pediatra deve comentar cada um desses aspectos e orientar para que a restrição, se inevitável, seja deixada para um período posterior. Pediatras e nutricionistas especializados podem orientar uma dieta alternativa de substituição em casos de menor restrição, mas ficam obrigados a demonstrar os altos riscos da retirada total de grupos de alimentos, especialmente em crianças e adolescentes.

A busca pela saúde permite uma ampla discussão de condutas e de seus custos e benefícios. Mas parte principalmente da análise de riscos para os pacientes.

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Relator:
Dr. Mauro Fisberg

Departamento Científico de Nutrição da SPSP.

Publicado em 6/03/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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