Criança hospitalizada – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 24 Jul 2018 18:36:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Criança hospitalizada – SPSP https://spsp.org.br 32 32 O auxílio de pets no tratamento pediátrico https://spsp.org.br/o-auxilio-de-pets-no-tratamento-pediatrico/ Tue, 24 Jul 2018 18:36:32 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2185 A Terapia Assistida por Animais (TAA) refere-se à utilização de animais no cuidado em saúde. Desde 1860, por meio de registros de Florence Nightingale, observa-se que pacientes na companhia de animais manifestam melhora na saúde, reduzindo a dor, ansiedade, aumentando a socialização e a qualidade de vida. Esta terapia tem sido eficaz no tratamento de diferentes deficiências e problemas de desenvolvimento como paralisia cerebral, desordens neurológicas, ortopédicas e posturais, distúrbios de comportamento, entre outras. A TAA é uma das ações de humanização em hospitais pediátricos produzindo benefícios sociais, pela oportunidade de comunicação, sensação de segurança, socialização, motivação, aprendizagem e confiança. O cão é o principal animal utilizado nesse tipo de terapia, pois é muito afetuoso com as pessoas, facilmente adestrado e responde com carinho e amizade ao ser tocado. Outros animais, no entanto, também podem ser utilizados, como gatos, coelhos, tartarugas, cavalos, peixes ornamentais, golfinhos, aves, animais exóticos e outros. Para o cuidado de crianças e adolescentes com câncer, a introdução do cão, de forma terapêutica, tem colaborado para aumentar a autoestima e a comunicação do paciente com a equipe de saúde, a família e outras crianças, além de compensar déficits afetivos e estruturais. É possível observar o aumento na concentração plasmática de endorfinas e diminuição na concentração plasmática de cortisol, substância que atua diretamente no estado de ansiedade. Isso colabora para uma melhor aceitação da criança aos procedimentos, por se encontrar mais confiante, já que também sente no ambiente hospitalar momentos de prazer, divertimento e alegria. Estudos evidenciam que os índices de infecção hospitalar entre unidades que recebem a visita de cães e aquelas que não recebem são semelhantes, desde que a equipe de profissionais e proprietários dos animais sigam os procedimentos necessários de higiene e vacinação. Existem protocolos para a entrada da equipe no ambiente hospitalar. Para as visitas em hospitais, os animais devem: tomar banho com menos de 24 horas de antecedência; obedecer aos cuidados de higiene com as patas; e estar sempre acompanhados do treinador ou proprietário e dos profissionais da equipe de saúde. Além disso, não podem ter contato com animais na rua nem ter acesso às áreas de alimentos, medicação, lavanderia, isolamento, sala cirúrgica etc. As visitas deverão ser periódicas, fora do horário de alimentação e medicação e com autorização do paciente, dos profissionais responsáveis por seus cuidados, seus familiares e acompanhantes. Além disso, para fazer parte da equipe, os animais devem ser treinados por profissionais após avaliação de seu temperamento, comportamento amigável, entre outras coisas. Dr. Cão e Terapia Cão Carinho As fotos apresentadas são das equipes Dr. Cão e Terapia Cão Carinho, realizando visitas em enfermarias de Pediatria, UTI pediátrica e PS pediátrico de um hospital público desde 2007. As equipes mantêm a proporção de dois voluntários humanos para cada cão terapeuta. Imediatamente antes de entrar no hospital, suas patas são higienizadas com xampu específico e as bocas com antisséptico bucal. O procedimento é repetido antes da entrada na UTI e na enfermaria. Ao final das atividades, a equipe também realiza a higienização das mãos com álcool em gel dos pacientes que tiveram contato com os cães. A interação do cão terapeuta com o paciente ocorre das mais diversas formas. Em alguns casos, a simples curiosidade estimula uma criança desanimada e deprimida a sair do leito. Os cães proporcionam diversão, obedecendo comandos dos voluntários e dos pacientes como sentar, cumprimentar, dar a pata, deitar e rolar, passar por baixo das pernas de uma fila de crianças, buscar e entregar de volta bolinhas lançadas por elas. Alguns cães de porte maior são treinados a puxar trenós e da mesma forma puxam cadeiras de rodas pelo corredor, sob estrita supervisão dos voluntários. Vale ressaltar que, para alguns pacientes internados cronicamente, a visita dos cães representa a única oportunidade de contato com o mundo de fora do hospital. A internação da criança em meio hospitalar é sempre uma agressão, contribuindo em muitos aspectos para o agravamento do estado afetivo e emocional, o que, por sua vez, pode retardar a recuperação da saúde física. Conforme já observada e comprovada internacionalmente, a inclusão de animais nesse ambiente hostil traz contribuição significativa para a reabilitação dos pacientes. ___ Relatora: Dra. Maria Teresa Torgi Alves Presidente do Departamento Científico de Cuidados Hospitalares da SPSP. Com a colaboração de: Sunao Nishio Terapia Cão Carinho Publicado em 24/07/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A Terapia Assistida por Animais (TAA) refere-se à utilização de animais no cuidado em saúde. Desde 1860, por meio de registros de Florence Nightingale, observa-se que pacientes na companhia de animais manifestam melhora na saúde, reduzindo a dor, ansiedade, aumentando a socialização e a qualidade de vida. Esta terapia tem sido eficaz no tratamento de diferentes deficiências e problemas de desenvolvimento como paralisia cerebral, desordens neurológicas, ortopédicas e posturais, distúrbios de comportamento, entre outras.

A TAA é uma das ações de humanização em hospitais pediátricos produzindo benefícios sociais, pela oportunidade de comunicação, sensação de segurança, socialização, motivação, aprendizagem e confiança.

O cão é o principal animal utilizado nesse tipo de terapia, pois é muito afetuoso com as pessoas, facilmente adestrado e responde com carinho e amizade ao ser tocado. Outros animais, no entanto, também podem ser utilizados, como gatos, coelhos, tartarugas, cavalos, peixes ornamentais, golfinhos, aves, animais exóticos e outros.

cao carinho

Dr. Cão e Terapia Cão Carinho

Para o cuidado de crianças e adolescentes com câncer, a introdução do cão, de forma terapêutica, tem colaborado para aumentar a autoestima e a comunicação do paciente com a equipe de saúde, a família e outras crianças, além de compensar déficits afetivos e estruturais. É possível observar o aumento na concentração plasmática de endorfinas e diminuição na concentração plasmática de cortisol, substância que atua diretamente no estado de ansiedade. Isso colabora para uma melhor aceitação da criança aos procedimentos, por se encontrar mais confiante, já que também sente no ambiente hospitalar momentos de prazer, divertimento e alegria.

Estudos evidenciam que os índices de infecção hospitalar entre unidades que recebem a visita de cães e aquelas que não recebem são semelhantes, desde que a equipe de profissionais e proprietários dos animais sigam os procedimentos necessários de higiene e vacinação. Existem protocolos para a entrada da equipe no ambiente hospitalar.

Para as visitas em hospitais, os animais devem: tomar banho com menos de 24 horas de antecedência; obedecer aos cuidados de higiene com as patas; e estar sempre acompanhados do treinador ou proprietário e dos profissionais da equipe de saúde. Além disso, não podem ter contato com animais na rua nem ter acesso às áreas de alimentos, medicação, lavanderia, isolamento, sala cirúrgica etc. As visitas deverão ser periódicas, fora do horário de alimentação e medicação e com autorização do paciente, dos profissionais responsáveis por seus cuidados, seus familiares e acompanhantes.

Além disso, para fazer parte da equipe, os animais devem ser treinados por profissionais após avaliação de seu temperamento, comportamento amigável, entre outras coisas.

Dr. Cão e Terapia Cão Carinho

As fotos apresentadas são das equipes Dr. Cão e Terapia Cão Carinho, realizando visitas em enfermarias de Pediatria, UTI pediátrica e PS pediátrico de um hospital público desde 2007. As equipes mantêm a proporção de dois voluntários humanos para cada cão terapeuta. Imediatamente antes de entrar no hospital, suas patas são higienizadas com xampu específico e as bocas com antisséptico bucal. O procedimento é repetido antes da entrada na UTI e na enfermaria. Ao final das atividades, a equipe também realiza a higienização das mãos com álcool em gel dos pacientes que tiveram contato com os cães.

A interação do cão terapeuta com o paciente ocorre das mais diversas formas. Em alguns casos, a simples curiosidade estimula uma criança desanimada e deprimida a sair do leito. Os cães proporcionam diversão, obedecendo comandos dos voluntários e dos pacientes como sentar, cumprimentar, dar a pata, deitar e rolar, passar por baixo das pernas de uma fila de crianças, buscar e entregar de volta bolinhas lançadas por elas. Alguns cães de porte maior são treinados a puxar trenós e da mesma forma puxam cadeiras de rodas pelo corredor, sob estrita supervisão dos voluntários. Vale ressaltar que, para alguns pacientes internados cronicamente, a visita dos cães representa a única oportunidade de contato com o mundo de fora do hospital.

A internação da criança em meio hospitalar é sempre uma agressão, contribuindo em muitos aspectos para o agravamento do estado afetivo e emocional, o que, por sua vez, pode retardar a recuperação da saúde física. Conforme já observada e comprovada internacionalmente, a inclusão de animais nesse ambiente hostil traz contribuição significativa para a reabilitação dos pacientes.

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Relatora:
Dra. Maria Teresa Torgi Alves

Presidente do Departamento Científico de Cuidados Hospitalares da SPSP.
Com a colaboração de:
Sunao Nishio
Terapia Cão Carinho

Publicado em 24/07/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Cuidados com as crianças após internação https://spsp.org.br/cuidados-com-as-criancas-apos-internacao/ Thu, 20 Jul 2017 18:40:51 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1735 Crianças que precisam de internação em hospitais trazem sempre uma enorme preocupação para os pais. E quando ela retorna para casa surgem outras apreensões. Como cuidar? O que fazer para que a recuperação seja total? O que evitar para não atrapalhar o fim do tratamento? “Primeiro é preciso solicitar o Resumo da Internação, um documento onde constam todas as informações importantes sobre o paciente e que deve ser guardado, pois é essencial para a história dele. Ali estarão também as recomendações da equipe de internação para o complemento do tratamento, porque a alta não quer dizer, necessariamente, que o paciente esteja curado, mas que está melhor e deve continuar a terapia”, informa o pediatra Fernando Lyra, membro do Departamento de Cuidados Domiciliares da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). A maioria das crianças que precisa de internação tem até cinco anos, conta o pediatra, e os cuidados variam. “Quando a criança passou por cirurgia, os familiares receberão treinamento para fazer os curativos em casa e também para a utilização de equipamentos. Se for um caso de doença, a informação aos pais será sobre os medicamentos que devem ser ministrados”, afirma Dr. Fernando. Também é preciso estar ciente de que a criança pode estar debilitada, portanto será imprescindível restringir visitas que apresentem alguma enfermidade. “Pessoas com problemas respiratórios, febre, resfriado ou qualquer processo infeccioso não devem visitar a criança”, adverte o pediatra. Importante também é saber quando retornar ao médico. “Febre, volta da dor ou dor exacerbada, vermelhidão em torno da ferida e secreção, em caso de cirurgia, são chamados de sinais de alerta e a criança precisa ser examinada por quem a atendeu ou ser encaminhada ao posto médico. Mas evite procurar atendimento em pronto-socorro desnecessariamente”, destaca Dr. Fernando. E não é só o físico da criança que sofre com uma internação. “Observamos que muitas crianças ficam tristes, não comem, ficam quietas e não querem brincar quando internadas. Após a alta, o paciente pode ter uma rápida recuperação, mas os pais podem ser mais afetados com os problemas de saúde de seus filhos e também apresentar sinais de depressão, principalmente quando a criança esteve internada por doenças graves e necessitou de tratamento em UTI”, explica o pediatra. Nesses casos, tanto pacientes como familiares devem procurar ajuda especializada, pois os pais passam a ter uma percepção da criança mais frágil do que ela é na realidade, e isso vai comprometer a autoimagem que o pequeno tem dele mesmo. “É necessário perceber que o período traumático acabou e mostrar para a criança que ela está de volta ao cotidiano, que o pior já passou. Se possível, ela deve voltar à escola, à convivência com os amigos e ao lazer”, aconselha o médico. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 20/07/2017. photo credit: marcisim | Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Crianças que precisam de internação em hospitais trazem sempre uma enorme preocupação para os pais. E quando ela retorna para casa surgem outras apreensões. Como cuidar? O que fazer para que a recuperação seja total? O que evitar para não atrapalhar o fim do tratamento?

“Primeiro é preciso solicitar o Resumo da Internação, um documento onde constam todas as informações importantes sobre o paciente e que deve ser guardado, pois é essencial para a história dele. Ali estarão também as recomendações da equipe de internação para o complemento do tratamento, porque a alta não quer dizer, necessariamente, que o paciente esteja curado, mas que está melhor e deve continuar a terapia”, informa o pediatra Fernando Lyra, membro do Departamento de Cuidados Domiciliares da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

A maioria das crianças que precisa de internação tem até cinco anos, conta o pediatra, e os cuidados variam. “Quando a criança passou por cirurgia, os familiares receberão treinamento para fazer os curativos em casa e também para a utilização de equipamentos. Se for um caso de doença, a informação aos pais será sobre os medicamentos que devem ser ministrados”, afirma Dr. Fernando.

Também é preciso estar ciente de que a criança pode estar debilitada, portanto será imprescindível restringir visitas que apresentem alguma enfermidade. “Pessoas com problemas respiratórios, febre, resfriado ou qualquer processo infeccioso não devem visitar a criança”, adverte o pediatra.

Importante também é saber quando retornar ao médico. “Febre, volta da dor ou dor exacerbada, vermelhidão em torno da ferida e secreção, em caso de cirurgia, são chamados de sinais de alerta e a criança precisa ser examinada por quem a atendeu ou ser encaminhada ao posto médico. Mas evite procurar atendimento em pronto-socorro desnecessariamente”, destaca Dr. Fernando.

E não é só o físico da criança que sofre com uma internação. “Observamos que muitas crianças ficam tristes, não comem, ficam quietas e não querem brincar quando internadas. Após a alta, o paciente pode ter uma rápida recuperação, mas os pais podem ser mais afetados com os problemas de saúde de seus filhos e também apresentar sinais de depressão, principalmente quando a criança esteve internada por doenças graves e necessitou de tratamento em UTI”, explica o pediatra. Nesses casos, tanto pacientes como familiares devem procurar ajuda especializada, pois os pais passam a ter uma percepção da criança mais frágil do que ela é na realidade, e isso vai comprometer a autoimagem que o pequeno tem dele mesmo.

“É necessário perceber que o período traumático acabou e mostrar para a criança que ela está de volta ao cotidiano, que o pior já passou. Se possível, ela deve voltar à escola, à convivência com os amigos e ao lazer”, aconselha o médico.

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 20/07/2017.
photo credit: marcisim | Pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Humanização na hospitalização pediátrica https://spsp.org.br/humanizacao-na-hospitalizacao-pediatrica/ Mon, 13 Mar 2017 18:10:52 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1492 A Humanização Hospitalar na Pediatria é o cuidado prestado com respeito, dignidade e ternura às crianças e adolescentes hospitalizados e seus familiares, tornando a relação entre pacientes, familiares e profissionais menos formal, o que minimiza a dor, contribuindo para a sua cura e, portanto, diminuindo o tempo de internação. Quando se está hospitalizado ocorre uma ruptura na rotina familiar, tão natural à criança. Ao ser internada, ela se depara com um espaço desconhecido, pouco acolhedor, com procedimentos que se tornam ameaçadores (injeções, punções, biopsias, curativos, sondagens) e, consequentemente, podem distanciá-la do que é ser criança, do momento lúdico, do brincar e de tudo que faz parte da infância. Durante a hospitalização, a criança tem suas atividades interrompidas, como as brincadeiras e a vida escolar, havendo privação da companhia dos familiares e dos colegas. A importância do acolhimento Para diminuir o desconforto da hospitalização, as atividades lúdicas têm surgido com a finalidade de minimizar o estresse dos procedimentos e proporcionar momentos de atividades construtivas à criança, como: salas de recreação, brinquedoteca, classes hospitalares ou oficina pedagógica. Envolvidas em um clima de descontração e alegria, as crianças se beneficiam de uma permanência mais agradável, o que colabora com o tratamento médico. Ao se valorizar setores como artes, computação e pesquisa, é possível aumentar a satisfação dos familiares, que também recebem orientações sobre a capacidade dos seus filhos, mesmo com necessidades especiais. A inclusão de acompanhantes para as pessoas doentes nos processos de tratamento, bem como a modificação das regras de funcionamento de hospitais e outros serviços é de extrema importância, em função dos direitos dos usuários. Assim, a humanização implica na mudança da visão dos gestores, incluindo a estrutura, a forma de trabalhar e a visão destes profissionais, como exemplo: moradores de UTI Pediátrica, assim como pacientes com necessidades educacionais especiais, necessitam do olhar diferenciado em um ambiente hospitalar frequentado por profissionais capacitados. Classe hospitalar É um trabalho conjunto de ação pedagógica, entre os profissionais da Secretaria da Educação, da Saúde e dos gestores, que colaboram com a qualidade e humanização hospitalar ao conseguir transmitir para todos o acolhimento necessário aos pequenos pacientes e seus familiares. A professora da classe hospitalar acompanha as crianças e adolescentes com idades entre 6 e 16 anos, internadas na UTI pediátrica e enfermaria de Pediatria, portadoras de patologias variadas e, principalmente, politraumatizados com maior tempo de permanência hospitalar, o que facilita o retorno à escola após a alta. Esse atendimento é estendido aos familiares e acompanhantes do paciente por meio de atividades que colaboram com a equipe multidisciplinar na humanização hospitalar, melhorando a qualidade no atendimento. O trabalho pode ser realizado em conjunto com a escola que a criança frequenta, através do acompanhamento das tarefas pela professora da classe hospitalar, ou na sala de classe preparada para isso, ou ainda no próprio leito, conforme a necessidade. A humanização no hospital proporciona então, entre vários fatores, o bem-estar psíquico e físico contribuindo para a redução do tempo de permanência hospitalar. ___ Relatora: Dra. Maria Teresa Torgi Alves Presidente do Departamento Científico de Cuidados Hospitalares da SPSP Publicado em 13/03/2017. Fotos: arquivo da autora. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Voluntárias da Brinquedoteca acompanham as crianças que aguardam atendimento realizando atividades lúdicas, principalmente pinturas

A Humanização Hospitalar na Pediatria é o cuidado prestado com respeito, dignidade e ternura às crianças e adolescentes hospitalizados e seus familiares, tornando a relação entre pacientes, familiares e profissionais menos formal, o que minimiza a dor, contribuindo para a sua cura e, portanto, diminuindo o tempo de internação.

Quando se está hospitalizado ocorre uma ruptura na rotina familiar, tão natural à criança. Ao ser internada, ela se depara com um espaço desconhecido, pouco acolhedor, com procedimentos que se tornam ameaçadores (injeções, punções, biopsias, curativos, sondagens) e, consequentemente, podem distanciá-la do que é ser criança, do momento lúdico, do brincar e de tudo que faz parte da infância. Durante a hospitalização, a criança tem suas atividades interrompidas, como as brincadeiras e a vida escolar, havendo privação da companhia dos familiares e dos colegas.

A importância do acolhimento
Para diminuir o desconforto da hospitalização, as atividades lúdicas têm surgido com a finalidade de minimizar o estresse dos procedimentos e proporcionar momentos de atividades construtivas à criança, como: salas de recreação, brinquedoteca, classes hospitalares ou oficina pedagógica.

Envolvidas em um clima de descontração e alegria, as crianças se beneficiam de uma permanência mais agradável, o que colabora com o tratamento médico. Ao se valorizar setores como artes, computação e pesquisa, é possível aumentar a satisfação dos familiares, que também recebem orientações sobre a capacidade dos seus filhos, mesmo com necessidades especiais.

A inclusão de acompanhantes para as pessoas doentes nos processos de tratamento, bem como a modificação das regras de funcionamento de hospitais e outros serviços é de extrema importância, em função dos direitos dos usuários. Assim, a humanização implica na mudança da visão dos gestores, incluindo a estrutura, a forma de trabalhar e a visão destes profissionais, como exemplo: moradores de UTI Pediátrica, assim como pacientes com necessidades educacionais especiais, necessitam do olhar diferenciado em um ambiente hospitalar frequentado por profissionais capacitados.

Desenho de uma criança hospitalizada

Classe hospitalar
É um trabalho conjunto de ação pedagógica, entre os profissionais da Secretaria da Educação, da Saúde e dos gestores, que colaboram com a qualidade e humanização hospitalar ao conseguir transmitir para todos o acolhimento necessário aos pequenos pacientes e seus familiares.

A professora da classe hospitalar acompanha as crianças e adolescentes com idades entre 6 e 16 anos, internadas na UTI pediátrica e enfermaria de Pediatria, portadoras de patologias variadas e, principalmente, politraumatizados com maior tempo de permanência hospitalar, o que facilita o retorno à escola após a alta. Esse atendimento é estendido aos familiares e acompanhantes do paciente por meio de atividades que colaboram com a equipe multidisciplinar na humanização hospitalar, melhorando a qualidade no atendimento.

O trabalho pode ser realizado em conjunto com a escola que a criança frequenta, através do acompanhamento das tarefas pela professora da classe hospitalar, ou na sala de classe preparada para isso, ou ainda no próprio leito, conforme a necessidade.

A humanização no hospital proporciona então, entre vários fatores, o bem-estar psíquico e físico contribuindo para a redução do tempo de permanência hospitalar.

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Relatora:
Dra. Maria Teresa Torgi Alves
Presidente do Departamento Científico de Cuidados Hospitalares da SPSP

Publicado em 13/03/2017.
Fotos: arquivo da autora.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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