Corticoides – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 30 Oct 2023 19:26:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Corticoides – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Psoríase na infância https://spsp.org.br/psoriase-na-infancia/ Mon, 30 Oct 2023 19:22:27 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=40482 A Psoríase é uma doença inflamatória crônica, caracterizada pelo aparecimento de lesões róseas ou avermelhadas, com presença de descamação da pele com tonalidade esbranquiçada. É uma doe]]>

A Psoríase é uma doença inflamatória crônica, caracterizada pelo aparecimento de lesões róseas ou avermelhadas, com presença de descamação da pele com tonalidade esbranquiçada. É uma doença de causas não completamente esclarecidas e que atinge, principalmente, a população adulta (maior de 18 anos de idade), mas cerca de 20% a 30% dos casos podem se iniciar ainda na faixa etária pediátrica. A Psoríase que se inicia na infância tem um forte componente familiar, sendo que em um número elevado de casos um ou os dois pais apresentam a doença.

A apresentação mais comum nos pacientes pediátricos de baixa idade é representada pelo aparecimento de placas eritematosas (avermelhadas) bem delimitadas, envolvendo genitais, nádegas e região periumbilical (à volta do umbigo). Com o crescimento da criança as lesões tendem a se concentrar no tronco e membros, superiores e inferiores, enquanto que nos adultos a área predominante das lesões se localiza nas faces extensoras dos braços e pernas (cotovelos e joelhos). A doença tem caráter crônico e costuma cursar com períodos de melhoras (às vezes por períodos prolongados), seguidos por episódios de recorrência.

O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na análise cuidadosa das áreas eritematosas e a presença das escamas espessas e brancas. Quando o couro cabeludo está comprometido, o aspecto das escamas é semelhante ao da caspa. Havendo dúvidas quanto ao diagnóstico, o que é raro para um profissional com experiência, pode-se recorrer ao auxílio de uma biópsia.

O tratamento, muitas vezes frustrante e com tempo elevado entre o início e a melhora pretendida, é feito principalmente com cremes e pomadas à base de corticoides.

Em crianças, sempre a preferência é por aqueles de baixa potência, guardando os de média e alta para casos não respondentes e usados apenas em áreas mais espessas, como cotovelo e joelhos. Cremes e pomadas contendo derivados da vitamina D também são utilizados e, por vezes, são úteis para alternar as aplicações com os corticoides.

Fototerapia é um recurso que pode ser utilizado para os casos mais resistentes. Ainda como parte do tratamento, é essencial que as áreas comprometidas sejam frequentemente hidratadas com cremes e loções emolientes. Entre esses, a ureia, em concentrações de 3% a 20%, é extremamente útil. Uma exposição solar, controlada e em horários adequados também é um fator de melhora.

Por último, é importante lembrar que o aspecto das lesões é inestético, o que pode gerar constrangime
to social, o que não se justifica, pois a Psoríase não é uma doença contagiosa.

Relator:

Antônio Carlos Madeira de Arruda
Vice-Presidente do Departamento Cientifico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Corticoide: um remédio para ser tomado sempre sob supervisão médica https://spsp.org.br/corticoide-um-remedio-para-ser-tomado-sempre-sob-supervisao-medica/ Wed, 25 Sep 2013 17:03:23 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=142 Corticoides, produtos à base de cortisona, têm indicações adequadas na prática médica, principalmente pelos seus efeitos anti-inflamatórios. Mas seus efeitos colaterais – obesidade, aparecimento de pelos, entre outros – fazem com que estes medicamentos ainda provoquem certo receio quando prescritos pelos médicos. Os corticoides têm sido utilizados em situações definidas: De emergência: quando ocorrem casos de edema de glote (“fechamento da garganta”, geralmente por alergia), casos de urticária importante e crises de asma grave. Nestas ocasiões, estes medicamentos tornam-se parte importante no tratamento e são administrados por via intramuscular ou endovenosa. Que requerem continuação do tratamento: quando após uma situação aguda, há necessidade do uso do corticóide para sua continuidade. Um exemplo é a crise de “asma”, quando o mesmo, prescrito por via oral, por poucos dias, irá contribuir para a melhora do paciente. Na prevenção e tratamento de doenças respiratórias alérgicas: eles geralmente são administrados por via inalatória e contribuem de maneira efetiva no tratamento. Em doenças crônicas: nestas situações, os corticóides são administrados por via oral e por tempo prolongado. Doenças reumáticas, renais e pulmonares constituem bons exemplos. Os efeitos colaterais são decorrentes do tempo, dose, forma de administração e da sensibilidade individual do paciente aos mesmos. De forma geral, nas situações 1, 2 e 3, os corticóides não apresentam efeitos colaterais ou eles são mínimos. Na situação 4, eles podem levar a efeitos colaterais como: ganho de peso, estrias, presença de espinhas e pelos na face, prejuízo no crescimento, fraqueza e mal estar após sua suspensão abrupta. Nestas situações, a retirada paulatina do medicamento, sob supervisão médica, permitirá diminuir progressivamente estes efeitos colaterais com possível desaparecimento dos mesmos. Portanto, como em qualquer medicamento, a administração correta, sob cuidado médico, durante o tempo prescrito, permitirá obter os benefícios desta terapêutica, reduzindo a ocorrência dos possíveis efeitos colaterais. ___ Relator: Dr. Hilton Kuperman Vice-presidente do Departamento Científico de Endocrinologia Pediátrica da SPSP (2004-2006) e Presidente do Departamento de Endocrinologia Pediátrica da SPSP (2007-2009). Publicado no site da SPSP em 25/07/2007. photo credit: selva via photopin cc Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Este obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

medium_18824618Corticoides, produtos à base de cortisona, têm indicações adequadas na prática médica, principalmente pelos seus efeitos anti-inflamatórios. Mas seus efeitos colaterais – obesidade, aparecimento de pelos, entre outros – fazem com que estes medicamentos ainda provoquem certo receio quando prescritos pelos médicos.

Os corticoides têm sido utilizados em situações definidas:

  • De emergência: quando ocorrem casos de edema de glote (“fechamento da garganta”, geralmente por alergia), casos de urticária importante e crises de asma grave. Nestas ocasiões, estes medicamentos tornam-se parte importante no tratamento e são administrados por via intramuscular ou endovenosa.
  • Que requerem continuação do tratamento: quando após uma situação aguda, há necessidade do uso do corticóide para sua continuidade. Um exemplo é a crise de “asma”, quando o mesmo, prescrito por via oral, por poucos dias, irá contribuir para a melhora do paciente.
  • Na prevenção e tratamento de doenças respiratórias alérgicas: eles geralmente são administrados por via inalatória e contribuem de maneira efetiva no tratamento.
  • Em doenças crônicas: nestas situações, os corticóides são administrados por via oral e por tempo prolongado. Doenças reumáticas, renais e pulmonares constituem bons exemplos.

Os efeitos colaterais são decorrentes do tempo, dose, forma de administração e da sensibilidade individual do paciente aos mesmos. De forma geral, nas situações 1, 2 e 3, os corticóides não apresentam efeitos colaterais ou eles são mínimos. Na situação 4, eles podem levar a efeitos colaterais como: ganho de peso, estrias, presença de espinhas e pelos na face, prejuízo no crescimento, fraqueza e mal estar após sua suspensão abrupta. Nestas situações, a retirada paulatina do medicamento, sob supervisão médica, permitirá diminuir progressivamente estes efeitos colaterais com possível desaparecimento dos mesmos.

Portanto, como em qualquer medicamento, a administração correta, sob cuidado médico, durante o tempo prescrito, permitirá obter os benefícios desta terapêutica, reduzindo a ocorrência dos possíveis efeitos colaterais.

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Relator:
Dr. Hilton Kuperman
Vice-presidente do Departamento Científico de Endocrinologia Pediátrica da SPSP (2004-2006) e Presidente do Departamento de Endocrinologia Pediátrica da SPSP (2007-2009).

Publicado no site da SPSP em 25/07/2007.
photo credit: selva via photopin cc

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Este obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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