Contratar babá – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 25 Oct 2021 18:12:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Contratar babá – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Segurança e preparo da babá https://spsp.org.br/seguranca-e-preparo-da-baba/ Thu, 21 Nov 2019 18:37:51 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=2980 Agora a família entrou na segunda fase: a babá foi contratada e, aos poucos, a casa começa a entrar numa nova rotina. Desde a fase de adaptação da babá é importante que alguns pontos sejam reforçados: • a rotina da criança deve ser toda detalhada por escrito, constando os horários das refeições, sonecas, banho, passeios etc.; • esclareçam as suas expectativas antes de sair de casa: deixem claro que a babá não poderá deixar ninguém entrar na casa que não tenha sido autorizado antes por vocês, que não poderá receber visitas, se ela pode sair com a criança estipule até onde podem ir e como deve andar na rua e espaços públicos, se ela não pode sair com a criança de casa deixem isso bem claro;• a babá deve ser informada de qualquer problema que seu filho tenha, como a necessidade de medicamentos em horários específicos e alergias;• analisem juntos os medicamentos, antissépticos e curativos que estão no kit de primeiros socorros (sempre longe do alcance das crianças);• deixem uma lista com todos os telefones importantes: os de vocês, de vizinhos, parentes e amigos – é importante que a babá saiba onde vocês estão e consiga entrar em contato quando for necessário;• mostrem onde são guardadas as chaves reservas das portas, as saídas de emergência, extintores de incêndio e alarmes (ela deve aprender como ativá-los e desativá-los). É importante que a babá conheça as principais regras de segurança, que deverão ser revisadas constantemente: • não deixar a criança sozinha em nenhum momento (a não ser que esteja dormindo no berço com a babá eletrônica ligada);• não dar nenhum medicamento para a criança sem que tenha sido orientada por vocês;• não deixar a criança perto de nenhum recipiente que contenha qualquer quantidade de água– balde, banheira, bacia – de qualquer tamanho;• não oferecer para a criança brinquedos que destaquem partes pequenas, alimentos em grãos e duros (pipoca, bala, castanha, legumes ou frutas em pedaços grandes), sacos plásticos, balões, moedas e qualquer outro que possa provocar engasgos;• as refeições devem estar de acordo com as orientações de vocês do que é permitido e a criança deve estar sentada e corretamente posicionada na cadeira de alimentação, com o cinto de segurança afivelado; • lugar de criança é no chão, num local seguro e protegido para brincar e nunca na cozinha, perto de escadas, tomadas e janelas. Recomendamos que todos os adultos que lidam com crianças de todas as idades façam o curso teórico-prático de Suporte Básico de Vida – BLS (do inglês, Basic Life Support), destinado a leigos e que ensina, por meio da prática em cenários (módulo adulto e módulo pediátrico) , habilidades em ressuscitação cardiopulmonar (RCP), que é um treinamento da técnicas de compressões torácicas, ventilação efetiva, alívio da via aérea obstruída por corpo estranho e uso do desfibrilador automático externo, discutindo as particularidades de cada faixa etária. O curso tem duração de oito horas, está disponível em vários hospitais brasileiros (nas grandes cidades), é certificado pela American Heart Association e não requer nenhuma habilidade especial para fazê-lo. Em quais situações os pais devem se preocupar ao chegar em casa? • o primeiro sinal de alerta de que algo não vai bem é quando a criança fica mais irritada, nervosa ou chorosa;• se a criança for verbal pode expressar com palavras ou gestos que não quer ficar com a babá; O que fazer? • pedir para alguém passar de surpresa na casa de vocês ou ficar por perto e observar quando a babá estiver passeando com a criança;• antes de qualquer decisão a ser tomada, aguardem por um tempo. É importante observar se brinca com a criança, se faz carinho, se conversa com ela, se canta para e junto com ela, se dá atenção, se a criança dorme em seu colo, etc;• conversem com a babá para saber o que está ocorrendo; se a situação continuar, procurem chegar em casa em horários diferentes ou tentem ficar alguns períodos em casa para acompanhar o trabalho dela;• não fiquem enciumados se seu filho mostrar cada vez mais afeto e apego pela babá, esse é o melhor sinal de que está sendo bem cuidado nos momentos em que vocês não podem estar com ele. Leia mais: Choosing and Instructing a Babysitter. Reviewed by: Kate M. Cronan, MD. Date reviewed: August 2019. https://kidshealth.org/en/parents/babysitter.html.Aprenda a salvar vidas. Sociedade de Pediatria de São Paulo – Blog Pediatra Orienta. http://www.pediatraorienta.org.br/aprenda-a-salvar-vidas/. ___Relatora:Dra. Renata WaksmanCoordenadora do blog Pediatra Orienta da SPSP para a Voz do Blog Publicado em 21/11/2019]]>

Agora a família entrou na segunda fase: a babá foi contratada e, aos poucos, a casa começa a entrar numa nova rotina.


Desde a fase de adaptação da babá é importante que alguns pontos sejam reforçados:

• a rotina da criança deve ser toda detalhada por escrito, constando os horários das refeições, sonecas, banho, passeios etc.;
• esclareçam as suas expectativas antes de sair de casa: deixem claro que a babá não poderá deixar ninguém entrar na casa que não tenha sido autorizado antes por vocês, que não poderá receber visitas, se ela pode sair com a criança estipule até onde podem ir e como deve andar na rua e espaços públicos, se ela não pode sair com a criança de casa deixem isso bem claro;
• a babá deve ser informada de qualquer problema que seu filho tenha, como a necessidade de medicamentos em horários específicos e alergias;
• analisem juntos os medicamentos, antissépticos e curativos que estão no kit de primeiros socorros (sempre longe do alcance das crianças);
• deixem uma lista com todos os telefones importantes: os de vocês, de vizinhos, parentes e amigos – é importante que a babá saiba onde vocês estão e consiga entrar em contato quando for necessário;
• mostrem onde são guardadas as chaves reservas das portas, as saídas de emergência, extintores de incêndio e alarmes (ela deve aprender como ativá-los e desativá-los).

andrew lozovyi | depositphotos.com

É importante que a babá conheça as principais regras de segurança, que deverão ser revisadas constantemente:

• não deixar a criança sozinha em nenhum momento (a não ser que esteja dormindo no berço com a babá eletrônica ligada);
• não dar nenhum medicamento para a criança sem que tenha sido orientada por vocês;
• não deixar a criança perto de nenhum recipiente que contenha qualquer quantidade de água– balde, banheira, bacia – de qualquer tamanho;
• não oferecer para a criança brinquedos que destaquem partes pequenas, alimentos em grãos e duros (pipoca, bala, castanha, legumes ou frutas em pedaços grandes), sacos plásticos, balões, moedas e qualquer outro que possa provocar engasgos;
• as refeições devem estar de acordo com as orientações de vocês do que é permitido e a criança deve estar sentada e corretamente posicionada na cadeira de alimentação, com o cinto de segurança afivelado;
• lugar de criança é no chão, num local seguro e protegido para brincar e nunca na cozinha, perto de escadas, tomadas e janelas.

Recomendamos que todos os adultos que lidam com crianças de todas as idades façam o curso teórico-prático de Suporte Básico de Vida – BLS (do inglês, Basic Life Support), destinado a leigos e que ensina, por meio da prática em cenários (módulo adulto e módulo pediátrico) , habilidades em ressuscitação cardiopulmonar (RCP), que é um treinamento da técnicas de compressões torácicas, ventilação efetiva, alívio da via aérea obstruída por corpo estranho e uso do desfibrilador automático externo, discutindo as particularidades de cada faixa etária. O curso tem duração de oito horas, está disponível em vários hospitais brasileiros (nas grandes cidades), é certificado pela American Heart Association e não requer nenhuma habilidade especial para fazê-lo.

Em quais situações os pais devem se preocupar ao chegar em casa?

• o primeiro sinal de alerta de que algo não vai bem é quando a criança fica mais irritada, nervosa ou chorosa;
• se a criança for verbal pode expressar com palavras ou gestos que não quer ficar com a babá;

O que fazer?

• pedir para alguém passar de surpresa na casa de vocês ou ficar por perto e observar quando a babá estiver passeando com a criança;
• antes de qualquer decisão a ser tomada, aguardem por um tempo. É importante observar se brinca com a criança, se faz carinho, se conversa com ela, se canta para e junto com ela, se dá atenção, se a criança dorme em seu colo, etc;
• conversem com a babá para saber o que está ocorrendo; se a situação continuar, procurem chegar em casa em horários diferentes ou tentem ficar alguns períodos em casa para acompanhar o trabalho dela;
• não fiquem enciumados se seu filho mostrar cada vez mais afeto e apego pela babá, esse é o melhor sinal de que está sendo bem cuidado nos momentos em que vocês não podem estar com ele.

Leia mais:

Choosing and Instructing a Babysitter. Reviewed by: Kate M. Cronan, MD. Date reviewed: August 2019. https://kidshealth.org/en/parents/babysitter.html.
Aprenda a salvar vidas. Sociedade de Pediatria de São Paulo – Blog Pediatra Orienta. http://www.pediatraorienta.org.br/aprenda-a-salvar-vidas/.

___
Relatora:
Dra. Renata Waksman

Coordenadora do blog Pediatra Orienta da SPSP para a Voz do Blog

Publicado em 21/11/2019



]]>
A mãe que volta ao trabalho – escolha da babá https://spsp.org.br/a-mae-que-volta-ao-trabalho-escolha-da-baba/ Thu, 10 Oct 2019 18:43:08 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2947 A licença-maternidade está no fim? Logo precisa voltar ao trabalho? Ansiedade, contradição, preocupação e ambivalência são sentimentos comuns a todas as mulheres nessa fase. Esse momento de readaptação é normal e vai passar! Uma decisão importante é com quem ficará o bebê – se com familiares, babá ou se vai para o berçário. Todas essas possibilidades, que causam muitas dúvidas e insegurança, envolvem prós e contras e cada família vai acabar encontrando uma solução de acordo com sua história, seus modelos e possibilidades. Se a escolha recaiu na babá, encontrar uma pessoa com as qualificações necessárias exige tempo e esforço. Contratar, treinar e, principalmente, confiar em alguém para cuidar do bebê pode ser um desafio. Como encontrar uma babá? A melhor opção ainda é por recomendação e indicação de pessoas conhecidas – amigos, vizinhos, familiares, colegas de trabalho, conhecidos da igreja, a equipe do pediatra. Se nenhuma dessas alternativas for viável, pode-se recorrer a uma agência, sempre pesquisando a empresa no site do Procon. As referências devem ser verificadas entrando em contato com os antigos empregadores ou ligando para o telefone fixo (evite celular) ou, melhor ainda, indo aos endereços fornecidos. Também deve-se checar os antecedentes criminais no país todo. Quais pontos são importantes? • A entrevista deve ocorrer na casa, com toda a família presente, inclusive o bebê (um início de conexão poderá ser observado)• Aproveite o momento para expor a rotina da casa e do bebê e deixar claro o que se espera da babá• Antes da entrevista é bom preparar uma lista de perguntas para não esquecer de nenhum detalhe O que perguntar durante a entrevista? • Onde mora e com quem? • Tem filhos? • Qual o grau de escolaridade? • Por que escolheu essa profissão? • Já fez algum curso de babá ou gostaria de fazer? • Fez curso de primeiros socorros?• Como agiria em uma situação de febre, queda e engasgo da criança?• Fez curso de recreação infantil?• Gosta de crianças? Prefere bebês ou crianças maiores? • Quais eram as idades das crianças nas casas em que trabalhou? • Qual é a experiência profissional? • Por que saiu dos antigos empregos? • Concorda em usar uniforme (se for o caso)? • Está de acordo em seguir as regras, rotinas e limites da casa? • Qual a pretensão salarial? O que deve ser informado • Que vai ser registrada após um período de experiência e passará por um período de adaptação de pelo menos 10 dias, sendo que nesse período um dos pais estará presente.• Quando serão as férias, folgas e viagens com a família. Deixar bem claro • A prioridade da casa é cuidar do bebê.• O bebê não deve ficar sozinho sob hipótese alguma, em nenhum instante, a menos que esteja no berço e com a babá eletrônica ligada.• A babá deve ser capaz de impor autoridade e limites que serão determinados pelos pais.• Deve reportar absolutamente tudo que acontecer com a criança: aceitação da refeição, sono, banho, crise de birra, quedas etc. É muito importante perguntar se está de acordo com tudo o que foi proposto! Outros pontos importantes • É imprescindível que a babá tenha uma boa índole. Experiência não é fundamental, uma vez que pode aprender na casa onde for trabalhar.• Babás jovens podem não ter tanta experiência quanto as mais velhas, mas no geral têm mais disposição e energia, além de serem mais ativas em acompanhar crianças com mais de um ano.• Babás com mais idade têm mais experiência e costumam, no geral, ser mais aptas para cuidar de recém-nascidos e crianças no primeiro ano de vida.• Pensar em passar outra pessoa – a que faz a faxina ou que presta serviços domésticos – para babá pode ocorrer, desde que estejam de acordo e façam um teste para ver se dá certo.• Higiene, responsabilidade e pontualidade são condições básicas.• Os pais ou tutores devem transmitir segurança para a criança a partir do momento em que a deixam com a babá. Leia mais em: Choosing and Instructing a Babysitter. Reviewed by: Kate M. Cronan, MD. Date reviewed: August 2019. https://kidshealth.org/en/parents/babysitter.html Relatora:Dra. Renata WaksmanDepartamento Científico de Segurança da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)Coordenadora do blog Pediatra Orienta da SPSP Publicado em 10/10/2019]]>

A licença-maternidade está no fim? Logo precisa voltar ao trabalho? Ansiedade, contradição, preocupação e ambivalência são sentimentos comuns a todas as mulheres nessa fase. Esse momento de readaptação é normal e vai passar!

Uma decisão importante é com quem ficará o bebê – se com familiares, babá ou se vai para o berçário. Todas essas possibilidades, que causam muitas dúvidas e insegurança, envolvem prós e contras e cada família vai acabar encontrando uma solução de acordo com sua história, seus modelos e possibilidades.

Se a escolha recaiu na babá, encontrar uma pessoa com as qualificações necessárias exige tempo e esforço. Contratar, treinar e, principalmente, confiar em alguém para cuidar do bebê pode ser um desafio.

belchonock | depositphotos.com

Como encontrar uma babá?

A melhor opção ainda é por recomendação e indicação de pessoas conhecidas – amigos, vizinhos, familiares, colegas de trabalho, conhecidos da igreja, a equipe do pediatra. Se nenhuma dessas alternativas for viável, pode-se recorrer a uma agência, sempre pesquisando a empresa no site do Procon.

As referências devem ser verificadas entrando em contato com os antigos empregadores ou ligando para o telefone fixo (evite celular) ou, melhor ainda, indo aos endereços fornecidos. Também deve-se checar os antecedentes criminais no país todo.

Quais pontos são importantes?

• A entrevista deve ocorrer na casa, com toda a família presente, inclusive o bebê (um início de conexão poderá ser observado)
• Aproveite o momento para expor a rotina da casa e do bebê e deixar claro o que se espera da babá
• Antes da entrevista é bom preparar uma lista de perguntas para não esquecer de nenhum detalhe

O que perguntar durante a entrevista?

• Onde mora e com quem?
• Tem filhos?
• Qual o grau de escolaridade?
• Por que escolheu essa profissão?
• Já fez algum curso de babá ou gostaria de fazer?
• Fez curso de primeiros socorros?
• Como agiria em uma situação de febre, queda e engasgo da criança?
• Fez curso de recreação infantil?
• Gosta de crianças? Prefere bebês ou crianças maiores?
• Quais eram as idades das crianças nas casas em que trabalhou?
• Qual é a experiência profissional?
• Por que saiu dos antigos empregos?
• Concorda em usar uniforme (se for o caso)?
• Está de acordo em seguir as regras, rotinas e limites da casa?
• Qual a pretensão salarial?

O que deve ser informado

• Que vai ser registrada após um período de experiência e passará por um período de adaptação de pelo menos 10 dias, sendo que nesse período um dos pais estará presente.
• Quando serão as férias, folgas e viagens com a família.

Deixar bem claro

• A prioridade da casa é cuidar do bebê.
• O bebê não deve ficar sozinho sob hipótese alguma, em nenhum instante, a menos que esteja no berço e com a babá eletrônica ligada.
• A babá deve ser capaz de impor autoridade e limites que serão determinados pelos pais.
• Deve reportar absolutamente tudo que acontecer com a criança: aceitação da refeição, sono, banho, crise de birra, quedas etc.

É muito importante perguntar se está de acordo com tudo o que foi proposto!

Outros pontos importantes

• É imprescindível que a babá tenha uma boa índole. Experiência não é fundamental, uma vez que pode aprender na casa onde for trabalhar.
• Babás jovens podem não ter tanta experiência quanto as mais velhas, mas no geral têm mais disposição e energia, além de serem mais ativas em acompanhar crianças com mais de um ano.
• Babás com mais idade têm mais experiência e costumam, no geral, ser mais aptas para cuidar de recém-nascidos e crianças no primeiro ano de vida.
• Pensar em passar outra pessoa – a que faz a faxina ou que presta serviços domésticos – para babá pode ocorrer, desde que estejam de acordo e façam um teste para ver se dá certo.
• Higiene, responsabilidade e pontualidade são condições básicas.
• Os pais ou tutores devem transmitir segurança para a criança a partir do momento em que a deixam com a babá.

Leia mais em: Choosing and Instructing a Babysitter. Reviewed by: Kate M. Cronan, MD. Date reviewed: August 2019. https://kidshealth.org/en/parents/babysitter.html

Relatora:
Dra. Renata Waksman
Departamento Científico de Segurança da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)
Coordenadora do blog Pediatra Orienta da SPSP

Publicado em 10/10/2019



]]>