computador – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 14 Aug 2024 17:53:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png computador – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Dia Mundial da Gestante https://spsp.org.br/dia-mundial-da-gestante-2/ Thu, 15 Aug 2024 10:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=47549 Em 15 de agosto de 1943 foi apresentado ao mundo o primeiro computador, portanto essa data também é considerada o “Dia da Informática”. Importante? Muito! Já imaginou como seria sem]]>

Em 15 de agosto de 1943 foi apresentado ao mundo o primeiro computador, portanto essa data também é considerada o “Dia da Informática”.

Importante? Muito! Já imaginou como seria sem o computador nos dias de hoje?

Mas ele, o computador, não é o tópico de hoje.

Em 2023 tivemos no Brasil 1.400.000 registros de nascidos, ainda com uma assistência pobre às mulheres gestantes e recém-nascidos; 11% dos nascimentos são prematuros.

A confirmação da gestação é revestida de muita emoção e de várias outras sensações, como: surpresa, felicidade, medo e uma enxurrada de palpites. A Internet está repleta de informações, por vezes incorretas, ambíguas e muito “minha opinião” ou “eu acho”, mas também muita informação boa. Em sites oficiais (Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Pediatria-SBP, Sociedade de Pediatria de São Paulo-SPSP e Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia – FEBRASGO, SOCESP) as famílias conseguem informações adequadas e sérias.

O obstetra é o primeiro profissional a atender a nova família: mãe, pai e bebê ainda embrião. Forma-se um vínculo de confiança. Devem procurar um obstetra que lhes escute, que possam trocar ideias, que mostre as vantagens e desvantagens do parto cirúrgico versus via vaginal, que examine detalhadamente, que oriente os cuidados com as mamas, a vacinação da gestante, do pai e das pessoas que terão contato próximo, que oriente em relação à alimentação, suplementos vitamínicos, atividade física, trabalho, transporte e outros assuntos mais. Afinal, o bebê se desenvolve e utiliza tudo que necessita da mãe.

Além do mais, verifiquem se o médico é defensor do aleitamento materno. Vencida essa fase, chega mais uma etapa muito importante: encontrar um pediatra para chamar de SEU.

O obstetra acompanha a família durante o período gestacional e após, nas rotinas necessárias. O pediatra vai até a entrada na vida adulta, é alguém que vai estar muito junto da família, compartilhando conhecimentos e expectativas.

A SBP e a SPSP orientam para que seja realizada uma consulta com o pediatra na 32ª semana de gestação. Essa consulta é de extrema importância, pelo menos neste momento. Vocês poderão conhecer o futuro pediatra de seu bebê. Assim como o obstetra, procurem um pediatra defensor do aleitamento materno. Tirem dúvidas quanto a tudo que vai acontecer na maternidade: banho, sono, mamadas, tipo de parto, o que levar para o hospital, quais exames serão realizados, quais vacinas o bebê irá tomar, cadeirinha para o transporte no carro na hora da alta.

“As mães sempre sabem”, conhecem os filhos pelo olhar. E os bebês reconhecem a mãe pelo cheiro. Com dez semanas de gestação, o bebê sente o odor proveniente do líquido amniótico, que varia com a genética da mãe e pelos tipos de alimentos que ela ingere. Experiências mostram que se colocarmos no ombro de diferentes mães leite materno, o bebê acerta direitinho qual é o de sua mãe.

Falta muito para conseguirmos proteger as mães gestantes e seus filhos. O trabalho informal e as leis trabalhistas, que caminham muito lentamente, colocam em risco nossas gestantes. A criação do Dia da Gestante em agosto, que é o mês do Aleitamento Materno, o Agosto Dourado, poderia trazer um grande reforço na importância da amamentação. Mas o trabalho é de formiguinha, todos fazendo sua parte, para que a soma de esforços faça a real diferença.

 

Relatora:
Isis Dulce Pezzuol
Membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

 

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Adolescentes e redes sociais https://spsp.org.br/adolescentes-e-redes-sociais/ Sun, 30 Jun 2024 10:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=46814 ]]>

Em 30 de junho comemora-se o Dia Mundial das Redes Sociais. As tecnologias de informação e comunicação vêm alterando a maneira de ser e de viver da sociedade e das famílias, configurando-se uma verdadeira revolução na organização social, que diminuiu as distâncias e otimizou o tempo. É natural que pais e educadores de adolescentes, diante desse tema tão complexo, tenham preocupações relativas à segurança sobre o uso dos dispositivos tecnológicos e das novas mídias pelos jovens. O computador ou, mais modernamente, um dispositivo que caiba na mão, como o smartphone (que proporcione a mesma plena experiência de navegação), é um dos bens de consumo mais disseminados e desejados hoje em dia.

Para refletir sobre a maneira como os adolescentes interagem com este mundo e como os responsáveis pelo cuidado e educação desses jovens se posicionam e estabelecem normas para essa interação, é necessário destacar algumas premissas:

  1. Violências, como racismo, homofobia, misoginia, injúria, calúnia ou difamação, dentre tantos outros, são crimes, seja no ambiente on-line ou off-line.
  2. Desde que o mundo é mundo, pais querem (e devem) saber com quem seus filhos estão se relacionando.
  3. Regras e valores existem no mundo e na casa e a tecnologia é apenas mais um componente a ser regrado.

Poderíamos terminar nossas reflexões por aqui: falando que o papel mais importante dos pais e educadores dos dias de hoje é o estímulo para conhecerem juntos aos seus adolescentes esse campo de possibilidades que tem se aberto com o uso das tecnologias.

Vivemos em uma era diferente: inundados por um excesso de informações, submersos num mar de possibilidades e de cliques de fotos, textos, conversas e produtos. É um grande equívoco querer medir esse fenômeno com uma perspectiva saudosista e “tecnofóbica”, quando “tudo antes era melhor”. Por outro lado, é falha a perspectiva de idolatria à tecnologia que considera que todas as necessidades do mundo irão se resolver. Extremos perigosos.

Preferimos ir pelo meio: o mundo virtual e digital está aí, nas nossas mãos e de nossos adolescentes. A internet não é a rede mundial de computadores, a internet é a rede mundial de pessoas conectadas atrás de cada computador.

Indivíduos em grupos tendem a agir de maneira diferente do que fariam isoladamente, muitas vezes adotando comportamentos e crenças do próprio grupo. Um ponto de destaque da relação entre as redes sociais e as características contemporâneas é a “normalização de comportamentos”. De uma maneira bem simples, significa que um comportamento gerado numa rede social passa a ser compreendido pelos seus participantes como habitual e comum. Surpreende-nos o número de curtidas em comunidades que ensinam comportamentos alimentares restritivos e purgativos escondidos dos pais, desafios perigosos de asfixia ou outros hábitos pouco saudáveis de vida. A normalização de comportamentos em redes sociais é um fenômeno influenciado pela busca de aprovação social, pela dinâmica de comportamento de grupo e pelas características intrínsecas das plataformas digitais. Este processo de “normalização” pode ter implicações significativas, tanto positivas quanto negativas, para a sociedade. Por um lado, pode promover a solidariedade e o apoio mútuo; por outro, pode levar à disseminação de comportamentos prejudiciais ou estimuladores de preconceitos e divisões.

O fenômeno do “Fear of Missing Out” (FOMO), ou medo de estar perdendo algo, tornou-se uma questão significativa, especialmente entre adolescentes imersos nas redes sociais. Este conceito reflete a ansiedade e o desconforto gerados pela percepção de que outros podem estar vivenciando eventos, interações ou experiências das quais um indivíduo está ausente. Adolescentes, estando em uma fase crítica de desenvolvimento de identidade e pertencimento social, são particularmente vulneráveis a esse sentimento. A constante exposição a atualizações, fotos e vídeos de amigos e conhecidos participando de atividades aparentemente gratificantes pode criar uma sensação persistente de estar de fora, exacerbando sentimentos de solidão, insatisfação, ansiedade e depressão. Além disso, o FOMO pode contribuir para a deterioração da qualidade do sono, uma vez que muitos adolescentes permanecem on-line até tarde da noite, e para a diminuição da capacidade de concentração e desempenho acadêmico.

Os riscos on-line podem ser divididos em quatro categorias:

Riscos de Conteúdo: indivíduos são expostos a conteúdos indesejáveis e potencialmente prejudiciais (imagens sexuais, publicidade inapropriada, material racista, discriminatório, extremista, violento e fake news, por exemplo).

Riscos de Contato: o sujeito participa de comunicações arriscadas, como com um adulto buscando contato inapropriado, para fins sexuais ou persuasões para participar em comportamentos perigosos.

Riscos de Conduta: quando uma criança ou adolescente se comporta de maneira a contribuir para conteúdo ou contato arriscado, participando ou testemunhando condutas potencialmente danosas (cyberbullying, trollagens, “cancelamentos” e todos os atos com o intuito de causar constrangimento público).

Riscos de Contrato: quando o adolescente “aceita” os termos e condições de um provedor de serviços digitais (marketing exploratório para a idade, roubo de dados, entre outros).

Pais, educadores e profissionais de saúde têm um papel fundamental para as mediações com os adolescentes, para boas escolhas nesses tempos de mobilidade e interação. E nesse contexto, devem orientar, mesmo que se sintam distantes das habilidades tecnológicas, que são eles, os adolescentes, protagonistas da discussão sobre respeito, liberdade, cuidado de si e do próximo, tolerância e diálogo. E, ao enfrentar essas questões, não apenas os adolescentes podem se sentir mais satisfeitos e seguros em sua vida social, mas também capacitados em sua autonomia para construir relações off-line mais autênticas e significativas.

 

Relatores:
Benito Lourenço
Maíra Pieri Ribeiro
Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Internacional das Redes Sociais – uma carta aberta aos adolescentes https://spsp.org.br/dia-internacional-das-redes-sociais-uma-carta-aberta-aos-adolescentes/ Fri, 30 Jun 2023 12:17:55 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=38046 Você digita a mil por hora com um dedo, dois dedos, passa e rola a imagem, tic toc, tic, tac. Suas mensagens são rápidas, em toques velozes, quase sem tocar a tela]]>

Você digita a mil por hora com um dedo, dois dedos, passa e rola a imagem, tic toc, tic, tac. Suas mensagens são rápidas, em toques velozes, quase sem tocar a tela. Você passa o dia ouvindo áudios, conversando, jogando. Vive na nuvem – e se perde nas nuvens. Talvez você não tenha ideia, mas há muito pouco tempo, toda mensagem era na forma de bilhetes, cartas escritas à mão. O telefone servia para conversar e não para telemarketing. O celular não existia, os jogos eram de cartas e dados. Mas você nasceu na geração internética ou internáutica. Aprendeu a escrever no iPad e fazer contas de matemática nos jogos de computador. Você escuta seus áudios em velocidade 2x para não perder tempo.

A rede de amigos é muito maior que a do grupo da escola. A sua rede alcança o mundo e, com eles, você se conecta à velocidade 5G. E quando a velocidade não te alcança, a culpa é de um wifi sem capacidade, sem possibilidade de manter um jogo decente sem cair.

Você usa seu celular para tudo e ele quase faz parte do seu corpo. Usa-o para a resposta da pergunta do professor, para o seu caminho ser mais rápido e para a sua foto ser harmonizada com a sua vontade.

Mas estamos aqui conversando tudo isto (sim, já sei que você não lê textos longos, mas a diretora me mandou escrever com 2000 palavras e você vai me perdoar) simplesmente porque dia 30 de junho é o Dia Internacional da Rede Social.

Bom, tem dia para tudo, não é mesmo? Então, por que não o dia em que eu comemoro a possibilidade de usar uma rede para saber tudo o que seus amigos estão fazendo a todo momento? Temos a rede para postar fotos, a rede dos vídeos e a do seu canal do YT. E apesar de tímido(a), você não deixa de olhar todas as dancinhas da moda e até a adolescente que canta besteiras no show. Pensando bem, sem rede de apoio, sem uma rede de amigos virtuais, sem você saber “qual a última da Taylor”, o último batidão e o último meme do seu time (que sempre perde), você se sente perdido(a).

Será que você já pensou que seus pais se ressentem de você conversar pouco com eles? (E você sabe que já falou tudo com seus amigos…). Seus pais devem viver contando como era no tempo deles e não faz tanto tempo assim. Mas pensa: eles viram a miniaturização do computador, a invenção do celular, da internet, da TV a cabo, do streaming, do carro elétrico e tanto mais. Você já nasceu na rede social.

Vamos te contar um pouco da história das redes sociais. A primeira rede social do mundo foi a SixDegrees, lançada em 1997, que permitia que os usuários criassem perfis, fizessem amigos e se conectassem com outras pessoas. Saiu do mercado em 2001.

Em 2002, o Friendster foi lançado e se tornou popular em países como Filipinas, Malásia e Cingapura. No mesmo ano, foi criado o Fotolog, que permitia que os usuários compartilhassem fotos e interagissem por meio de comentários. Entretanto, foi o lançamento do MySpace, em 2003, que realmente revolucionou a rede social. O MySpace permitiu que os usuários personalizassem seus perfis, compartilhassem músicas e se conectassem com amigos. A plataforma tornou-se rapidamente muito popular, com milhões de usuários em todo o mundo.

O Orkut, plataforma vinculada ao Google, surgiu em 2004, tornando-se uma das redes sociais mais populares do mundo durante seu auge, com mais de 300 milhões de usuários em todo o planeta. Sua concentração inicial era no público norte-americano, mas rapidamente adquiriu popularidade no Brasil e na Índia, tornando-se a principal rede social para muitos usuários nesses países. Os usuários podiam criar perfis, adicionar amigos, enviar mensagens, compartilhar imagens e participar de comunidades temáticas

Por concorrência com a nova rede Facebook, de Zuckerberg, em 2014 foi totalmente desativada. Em 2004, Mark Zuckerberg e seus colegas de quarto em Harvard criaram o Facebook. Restrito no início apenas a estudantes universitários, rapidamente se espalhou para outras instituições de ensino e, mais tarde, para o público em geral, tornando-se a maior rede social do mundo.

Em 2006, o Twitter foi lançado, introduzindo o conceito de mensagens curtas, (os “tweets”). Ganhou popularidade como uma plataforma de microblogging, permitindo que os usuários compartilhassem pensamentos e notícias em tempo real.

Outra rede social icônica é o LinkedIn, fundada em 2003 e lançada em 2004, que se concentra em conectar profissionais e estabelecer contatos comerciais.

O Instagram, plataforma que permite compartilhar fotos e vídeos, foi lançada em 6 de outubro de 2010. Seu desenvolvimento foi bastante rápido, levando apenas oito semanas antes de ser lançado no sistema operacional móvel da Apple. Em menos de dois anos, em abril de 2012, o Facebook adquiriu o Instagram por US$ 1 bilhão, em dinheiro e ações.

Desde então, o Instagram cresceu em popularidade e se tornou uma das maiores plataformas de mídia social do mundo, com milhões de usuários ativos diariamente.

O YouTube foi fundado em fevereiro de 2005 por três ex-funcionários do PayPal: com o objetivo de permitir que os usuários compartilhassem vídeos on-line. Com sua popularização, tornou-se uma plataforma para os criadores de conteúdo ganharem dinheiro por meio de anúncios e parcerias com marcas, além de auxiliar artistas, músicos e influenciadores digitais a alcançar um público global.

O TikTok foi lançado em setembro de 2016 pela empresa chinesa ByteDance. Em 2017, o aplicativo foi lançado globalmente como uma plataforma de compartilhamento de vídeos curtos, ganhando popularidade rapidamente, especialmente entre os jovens.

Uma das características distintivas do TikTok é seu algoritmo de recomendação, que exibe vídeos personalizados para cada usuário com base em suas preferências e comportamento de visualização.

Outras redes sociais populares que surgiram ao longo dos anos incluem Snapchat, Pinterest e muitas outras.

Todos conhecem bem os benefícios que se tem com as redes sociais. Viajar pelo mundo através da internet, conhecer e reencontrar pessoas, o trabalho home office, ensino remoto, cursos, entretenimentos, pesquisas, respostas imediatas a qualquer tipo de questionamento. E ainda temos a AI (inteligência artificial), que nos faz sonhar em resolver problemas só conversando com as máquinas)!

Recentemente, com a pandemia da Covid-19, a rede social foi a forma de encontro entre pais, filhos e avós, permitindo que participássemos de eventos, aniversários, diminuindo a distância e a saudade imposta pelo momento.

Mas como nem tudo são benefícios, existem alguns prejuízos que você não pode deixar passar despercebidos, como a falta do contato físico: o beijo, o abraço, o aconchego.

O isolamento dos adolescentes em seus quartos, no seu mundinho, faz com que os pais não tenham acesso ao que é visto, deixando-os mais exposto às notícias falsas (fake news), uso inadequado da imagem, uso e abuso da sexualidade, bullying, cyberbullying (abuso) e até ao estupro virtual.

Você que acha que não vive fora da tela, longe de seu celular, lembre sempre dos problemas de saúde pelo abuso do uso da internet, como a dependência das telas, levando a problemas do sono, irritabilidade, ansiedade, depressão, transtornos alimentares, sedentarismo (falta de atividade física), sobrepeso, obesidade, alteração de colesterol, triglicérides e problemas visuais.

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o menor número de horas de tela possível: tolerância zero para crianças de zero a 2 anos; apenas 1 hora para crianças de 2 a 5 anos; 2 horas para crianças de 5 a 10 anos e 3 horas para adolescentes de 10 a 18 anos. Lembrar que quando se fala em telas, significa celular, computadores, tablets, televisão, videogame. Seu uso deve ser dividido entre estudo e trabalhos escolares e o lazer.

De alguma forma os familiares têm de ter algum controle e os sites visitados têm que ser vistos pelos pais, até mesmo para orientação do conteúdo visitado e bloqueio de sites inadequados para a idade.

Bem, agora você já sabe que é membro de uma rede mundial, e mesmo que muito atrativa, não é seu mundo total. Que tal fazer uma reflexão após tudo isso que acabou de ler?

Com um click você conhece o mundo, pessoas, coisas que nunca imaginou, mas já parou para se olhar? Você se conhece bem? Conhece as pessoas que mais ama e convivem com você?

Quantas vezes você está triste e posta como se fosse a pessoa mais feliz do mundo? Pra quê? Por quê? Você seguramente não é a única pessoa que faz isto.

Seja você mesmo(a), “se aceite” com seus erros e acertos, abrace, beije, ame, seja feliz!

Existe todo um mundo real a ser descoberto, tocado e sentido. Uma rede real de amigos e familiares que aguardam ansiosamente por ter você mais presente.

 

Relatores:

Mauro Fisberg
Coordenador do CENDA (Centro de Excelência em Nutrição e Dificuldades Alimentares do Instituto PENSI, FJLES, Sabará Hospital Infantil)
Professor Associado Doutor do Setor de Medicina do Adolescente, Pediatria, Escola Paulista de Medicina UNIFESP
Membro do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Maíra Pieri Ribeiro
Coordenadora e fundadora do Ambulatório de Hebiatria da PUC Campinas Professora de Pediatria da Faculdade São Leopoldo Mandic (SP)
Membro do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Elisiane Elias Mendes Machado
Coordenadora da Saúde da Criança e do Adolescente de Osasco (SP)
Vice-Presidente do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Do homo habilis ao homo ciberneticus https://spsp.org.br/do-homo-habilis-ao-homo-ciberneticus/ Wed, 17 May 2023 17:23:56 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=37452 A evolução do ser humano como espécie sempre está atrelada a uma conquista “tecnológica”. Ao dominar o fogo conseguimos amenizar o frio, cozinhar alimentos, proteger-nos de animais]]>

A evolução do ser humano como espécie sempre está atrelada a uma conquista “tecnológica”. Ao dominar o fogo conseguimos amenizar o frio, cozinhar alimentos, proteger-nos de animais ferozes, moldar o ferro, o barro e a argila. Ao dominar o plantio das sementes, fixamo-nos na terra, criamos a agricultura, deixamos de ser nômades, facilitamos o surgimento das cidades. Ao descobrir a escrita facilitamos a comunicação, criamos um meio de perpetuar a cultura. Ao descobrir a prensa, criamos livros, jornais e revistas. Ao criar a roda, possibilitamos o surgimento de novos meios de locomoção. Ao criar a máquina a vapor, desenvolvemos locomotivas e navios. Ao criar o telégrafo, facilitamos a comunicação, encurtamos distâncias. Ao dominar a eletricidade, criamos a lâmpada, desenvolvemos a televisão, o rádio, a sétima arte, etc.

A cada nova descoberta evoluímos. De hominídeos para Homo sapiens sapiens, uma jornada de pelo menos seis milhões de anos. Uma conquista gera outra; um conhecimento gera outro.

Esse impulso extraordinário de criatividade e curiosidade leva o homem a ser descobridor de mistérios. O possível está em sua mente – basta pensar algo novo que se tornará realidade concreta em algum momento. As histórias em quadrinhos, as séries de animações para a TV, os livros de ficção científica, foram grandes precursores, profetizaram um amanhã que hoje desfrutamos. A WEB, a internet, já tinham sido vislumbradas muitos anos antes do seu aparecimento, incrivelmente, pelos “Jetsons”, ou pelos tripulantes da “Enterprise”.

O computador (1944) e a Web (1993) nos transformaram. O uso da internet, desde a sua comercialização na década de 1990, foi mudando o jeito de como fazemos diversas coisas, desde a nossa forma de comunicação até o nosso trabalho.

Quando comemoramos o Dia Mundial da Internet estabelecido pela ONU no ano de 2006, convém refletirmos sobre os avanços que a inteligência humana nos proporciona. A data em questão – 17 de maio – é, também, o Dia Internacional das Telecomunicações, criado por conta da expansão do telégrafo em 1865.

O outro lado da medalha: a maravilha da internet esconde perigos. Cito alguns cuidados que devem ser tomados pelas famílias para preservar os filhos de riscos ao navegar pela internet:

  1. Tomar cuidado com a exposição das crianças nas fotos: existem pessoas que encontram esses conteúdos e os divulgam em sites de pedofilia ou de prostituição infantil. Restringir suas redes sociais para que somente amigos possam ver suas publicações. Instrua seus filhos a não usar a webcam e não trocar fotos ou informações sobre a família.
  2. Proteger as informações pessoais: os golpistas podem se aproveitar dos dados, independentemente da fonte. Tome cuidado ao expor o endereço, o nome da escola dos seus filhos, os locais que a família costuma frequentar. É importante orientar a criança a não compartilhar informações pessoais na internet, nem se cadastrar em sites desconhecidos.
  3. Monitorar o acesso dos filhos à internet: as crianças não dispõem de repertório suficiente para escolherem sozinhas o que pode ser visto na internet e, por isso, é importante monitorar o acesso. A família deve acompanhar essa interação para garantir que a criança entre em contato apenas com o que é saudável. Dependendo da idade dos filhos, é melhor que eles acessem a internet apenas em locais visíveis, o que torna mais fácil acompanhar o que está sendo feito e visto. Ainda que esteja em um site ou canal direcionado a crianças, é importante ter a presença de um adulto, pois é possível que apareçam propagandas e outros conteúdos que tirem a criança da página, levando a locais inapropriados.
  4. Verificar com quais pessoas as crianças têm contato on-line: infelizmente, nem todos são verdadeiros no ambiente das redes sociais; muitos adultos se fazem passar por crianças e procuram outras para conversar. É importante orientar as crianças a conversarem apenas com familiares e amigos conhecidos. É fundamental que elas não troquem mensagens com estranhos.
  5. Avaliar o tipo de conteúdo que os filhos estão consumindo: talvez os materiais acessados não sejam ofensivos ou perigosos, mas também podem não ser relevantes ou interessantes para o desenvolvimento das crianças. Cuidado com jogos e desafios que circulam na rede.
  6. Estabelecer um limite de tempo para o uso da internet: o desafio é saber equilibrar o tempo de exposição a esses conteúdos, de maneira que não prejudique o desenvolvimento e as demais atividades que precisam ser feitas durante o dia. É interessante estabelecer quanto tempo seus filhos podem utilizar o celular, o computador e outros dispositivos. O acesso às tecnologias é importante, mas é preciso ter tempo para as brincadeiras com os amigos, as atividades ao ar livre e outras diversões.
  7. Dialogar sobre os hábitos: o diálogo em casa é eficiente e contribui para que as crianças compreendam os riscos que a internet oferece e saibam lidar com situações em que os responsáveis não estão próximos. O diálogo cria uma relação de confiança.

Riscos ainda mais difíceis de serem avaliados estão ocultos no que chamamos de Inteligência Artificial (IA). Não foi à toa que uma plêiade de pensadores de nomeada pediu, recentemente, uma pausa por seis meses para avaliação sobre o desenvolvimento das pesquisas com IA (ChatGPT – robô virtual que responde a várias perguntas, realiza tarefas por escrito, conversa de maneira fluída e até dá conselhos sobre problemas pessoais). Que “mundo novo” estamos criando, só o futuro nos esclarecerá. Hoje, o medo pode nos paralisar, a arrogância pode nos destruir, a moderação e a ética, entretanto, podem nos amparar. Uma certeza podemos ter – a tecnologia sempre continuará nos transformando.

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Muita tela, pouco sono! https://spsp.org.br/muita-tela-pouco-sono/ Mon, 08 Nov 2021 18:17:52 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=30313 Os avanços tecnológicos nas últimas décadas impulsionaram o consumo de telas entre os jovens para o ponto mais alto da história. As estatísticas sobre o uso desse tipo de tecnologia entre crianças e adolescentes é alarmante e eles têm o hábito na hora de dormir.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 08/11/2021


Os avanços tecnológicos nas últimas décadas impulsionaram o consumo de telas entre os jovens para o ponto mais alto da história. As estatísticas sobre o uso desse tipo de tecnologia entre crianças e adolescentes é alarmante e a maior parte deles tem este hábito na hora de dormir.

Não restam dúvidas de que um sono adequado seja um ingrediente essencial para uma boa qualidade de vida. Os impactos negativos da privação de sono em crianças e adolescentes também são bem documentados, tais como prejuízo no desenvolvimento, na consolidação da memória, na atenção, no comportamento, além de reflexo direto na saúde dessas crianças.

A medida que o consumo de tecnologia pelos jovens aumentou, cada vez mais tem sido feitas pesquisas explorando o efeito do uso das telas nos hábitos e eficiência do sono, e de fato o impacto é grande. O que observamos é que a quantidade de tecnologia usada na hora antes de dormir é significativamente relacionada à dificuldade em adormecer e à frequência de relatos de sono “não reparador”, sugerindo que a estimulação causada por estes dispositivos certamente interfere no sono.

Isso se explica em parte pelo fato de, além da excitação psicológica, a luz brilhante emitida pelas telas interferir na produção e liberação da melatonina, um hormônio que, dentre diversas outras funções, é importantíssimo para a regulação do nosso ciclo sono-vigília.

Relatora
Renata Prado Gobetti
Departamento Científico de Medicina do Sono na Criança e no Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo


Foto: jekatarinka | depositphotos.com

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