Colesterol – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 08 Aug 2022 19:35:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Colesterol – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Dia Nacional do Combate ao Colesterol https://spsp.org.br/dia-nacional-do-combate-ao-colesterol/ Mon, 08 Aug 2022 19:24:18 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=33672 Dia 8 de agosto é o Dia Nacional do Combate ao Colesterol e esta data existe pela sua importância na saúde cardiovascular das crianças e adultos. O colesterol é um tipo de gordu]]>

Dia 8 de agosto é o Dia Nacional do Combate ao Colesterol e esta data existe pela sua importância na saúde cardiovascular das crianças e adultos.

O colesterol é um tipo de gordura encontrada em nosso organismo, e é importante para o seu funcionamento normal. No entanto, em excesso contribui para o desenvolvimento da doença chamada dislipidemia, que pode ocorrer, principalmente, devido à alimentação rica em gorduras saturadas e/ou trans, falta de atividade física e sobrepeso/obesidade, ou por fatores genéticos.

A doença cardiovascular é a causa mais importante de mortalidade em todo o mundo, sendo a dislipidemia um fator de risco-chave para o desenvolvimento de vários problemas graves, como infarto e acidente vascular cerebral (derrame). E sabemos que essa doença já se inicia na infância.

A saúde cardiovascular na infância e na adolescência é a base para definir o caminho para uma vida saudável para o coração na idade adulta. No entanto, estudos brasileiros populacionais demonstram prevalências de 10% a 33% de dislipidemias em crianças e adolescentes.

Por esta razão, trazemos este alerta aos pais e pediatras, para a prevenção precoce das doenças cardiovasculares.

O controle do colesterol na infância pode ser feito pela adoção de hábitos saudáveis, como:

  1. Adotar uma alimentação saudável, com a presença de frutas, grãos integrais, laticínios sem gordura ou com baixo teor de gordura e proteínas, como carne, aves, peixe, feijão, ovos.
  2. O exercício é igualmente importante. Crianças de 5 a 17 anos devem fazer pelo menos 1 hora de atividade física moderada a vigorosa todos os dias.
  3. Restringir o tempo dispensado em telas (televisão, computador, jogos eletrônicos e smartphones).
  4. Realizar acompanhamento com nutricionista e com o pediatra ou endocrinologista.

Na maioria dos casos, a mudança no estilo de vida é o tratamento para o controle do colesterol, não sendo necessárias medicações.

Um ponto de atenção é que a alteração do colesterol e outros lipídios na infância geralmente persiste na idade adulta e aumenta o risco de doenças cardiovasculares; além disso, o aumento do colesterol pelo fator genético, se não tratado, pode levar ao desenvolvimento de aterosclerose coronariana sintomática precocemente.

Portanto, a identificação precoce da alteração do colesterol e o início do tratamento associado podem diminuir o risco cardiovascular na vida adulta e contribuir para maior longevidade e qualidade de vida.

Relator:
Gustavo Foronda
Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

Foto: spotmatikphoto | depositphotos.com

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Colesterol alto também pode ser problema de criança https://spsp.org.br/colesterol-alto-tambem-pode-ser-problema-de-crianca-2/ Tue, 12 Dec 2017 17:10:17 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1896 Médica alerta para a condição que aumenta o risco cardiovascular mesmo na infância e explica como é possível contê-la do princípio. Por Dra. Louise Cominato Embora seja mais comum na idade adulta, o aumento dos níveis de colesterol ou triglicérides no sangue não raro já tem início na infância. E representa uma ameaça à saúde, uma vez que está diretamente associado ao maior risco de infarto e acidente vascular cerebral. Inclusive porque, ainda nessa fase da vida, já pode começar a formação de placas de gordura nas artérias, fenômeno que levará às doenças cardiovasculares no futuro. Um quadro em particular chama atenção nesse contexto: a hipercolesterolemia familiar (HF), doença caracterizada por altos níveis de colesterol logo na infância. Existem duas formas do problema. Estima-se que a versão heterozigótica, mais leve, afeta uma em cada 200 a 500 crianças. Em geral, os níveis de colesterol no sangue ficam em torno de 350 e 550 mg/dl. Falamos de indivíduos que provavelmente terão doença cardiovascular antes dos 50 anos se não tratados adequadamente. Já a segunda a versão, a forma homozigótica, é uma doença mais rara e grave. Ocorre um caso a cada 1 milhão de indivíduos, podendo acontecer na proporção de um para 30 mil em determinadas populações. Os valores de colesterol total, nesse caso, podem ultrapassar 1 000 mg/dl – só o LDL (o colesterol “ruim”) chega a superar 500 mg/dl. Esses indivíduos, se não controlados precocemente, apresentarão doença cardiovascular antes até dos 20 anos de idade. Além do risco às artérias, esse grupo pode sofrer com xantomas, lesões de pele originárias do excesso de gordura circulante. Atualmente, os consensos nacionais e internacionais sugerem que a primeira dosagem de colesterol na infância seja feita em toda a criança entre 9 e 11 anos. Elas deveriam passar por uma triagem para a HF. Em crianças com obesidade, diabetes, problemas renais ou autoimunes, assim como naquelas com histórico familiar de doença cardiovascular precoce (antes dos 50 anos), se recomenda que os exames de colesterol sejam feitos a partir dos 2 anos de idade. A suspeita de maior risco pode surgir no consultório do pediatra, que, principalmente nos episódios de HF, deve remanejar o pequeno paciente a um especialista. O tratamento inicial se baseia em mudanças de estilo de vida, como aumento da prática de atividade física, adequação da dieta (pobre em gorduras e rica em fibras) e controle do peso. Se essas medidas não surtirem efeito, deve ser iniciado o tratamento com remédios. O objetivo é manter o LDL-colesterol, mais perigoso aos vasos, abaixo de 130 mg/dl. O diagnóstico e o tratamento precoce compõem um requisito fundamental para que essas crianças não tenham a qualidade e a expectativa de vida prejudicadas pela doença cardiovascular. ___ Texto produzido pela Dra. Louise Cominato para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/colesterol-alto-tambem-pode-ser-problema-de-crianca/ A Dra. Louise Cominato é endocrinologista pediátrica e secretária do Departamento de Endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 12/12/2017. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Médica alerta para a condição que aumenta o risco cardiovascular mesmo na infância e explica como é possível contê-la do princípio.
Por Dra. Louise Cominato

Embora seja mais comum na idade adulta, o aumento dos níveis de colesterol ou triglicérides no sangue não raro já tem início na infância. E representa uma ameaça à saúde, uma vez que está diretamente associado ao maior risco de infarto e acidente vascular cerebral. Inclusive porque, ainda nessa fase da vida, já pode começar a formação de placas de gordura nas artérias, fenômeno que levará às doenças cardiovasculares no futuro.

digihanger | Pixabay

Um quadro em particular chama atenção nesse contexto: a hipercolesterolemia familiar (HF), doença caracterizada por altos níveis de colesterol logo na infância. Existem duas formas do problema. Estima-se que a versão heterozigótica, mais leve, afeta uma em cada 200 a 500 crianças. Em geral, os níveis de colesterol no sangue ficam em torno de 350 e 550 mg/dl. Falamos de indivíduos que provavelmente terão doença cardiovascular antes dos 50 anos se não tratados adequadamente.

Já a segunda a versão, a forma homozigótica, é uma doença mais rara e grave. Ocorre um caso a cada 1 milhão de indivíduos, podendo acontecer na proporção de um para 30 mil em determinadas populações.

Os valores de colesterol total, nesse caso, podem ultrapassar 1 000 mg/dl – só o LDL (o colesterol “ruim”) chega a superar 500 mg/dl. Esses indivíduos, se não controlados precocemente, apresentarão doença cardiovascular antes até dos 20 anos de idade. Além do risco às artérias, esse grupo pode sofrer com xantomas, lesões de pele originárias do excesso de gordura circulante.

Atualmente, os consensos nacionais e internacionais sugerem que a primeira dosagem de colesterol na infância seja feita em toda a criança entre 9 e 11 anos. Elas deveriam passar por uma triagem para a HF. Em crianças com obesidade, diabetes, problemas renais ou autoimunes, assim como naquelas com histórico familiar de doença cardiovascular precoce (antes dos 50 anos), se recomenda que os exames de colesterol sejam feitos a partir dos 2 anos de idade.

A suspeita de maior risco pode surgir no consultório do pediatra, que, principalmente nos episódios de HF, deve remanejar o pequeno paciente a um especialista. O tratamento inicial se baseia em mudanças de estilo de vida, como aumento da prática de atividade física, adequação da dieta (pobre em gorduras e rica em fibras) e controle do peso.

Se essas medidas não surtirem efeito, deve ser iniciado o tratamento com remédios. O objetivo é manter o LDL-colesterol, mais perigoso aos vasos, abaixo de 130 mg/dl.

O diagnóstico e o tratamento precoce compõem um requisito fundamental para que essas crianças não tenham a qualidade e a expectativa de vida prejudicadas pela doença cardiovascular.

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Texto produzido pela Dra. Louise Cominato para o site SAÚDE.
Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/colesterol-alto-tambem-pode-ser-problema-de-crianca/

A Dra. Louise Cominato é endocrinologista pediátrica e secretária do Departamento de Endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 12/12/2017.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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