coceira – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 07 May 2026 12:09:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png coceira – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Alergia: um problema de saúde que afeta milhões de pessoas no mundo https://spsp.org.br/alergia-um-problema-de-saude-que-afeta-milhoes-de-pessoas-no-mundo/ Thu, 07 May 2026 11:19:56 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=56874 ]]>

O Dia Nacional de Prevenção da Alergia, instituído em 7 de maio, é uma data dedicada à conscientização sobre um problema de saúde que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que são muito comuns na infância.

As doenças alérgicas surgem quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a substâncias normalmente inofensivas, como poeira, ácaros, pólen, pelos de animais, alimentos ou medicamentos.

Entre as condições mais frequentes na infância estão a rinite alérgica, que provoca espirros, nariz entupido e coriza constante; a asma, que causa chiado no peito e dificuldade para respirar; e a dermatite atópica e urticária, caracterizadas por coceira intensa e lesões na pele. Também podem ocorrer alergias alimentares, que exigem atenção redobrada.

Quando não identificadas ou tratadas corretamente, podem afetar o sono, a alimentação, o desempenho escolar e até o desenvolvimento das crianças, impactando diretamente na saúde e no bem-estar delas.

Para os pais, o primeiro passo é observar os sinais e sintomas frequentes, como por exemplo coceira e vermelhidão na pele que melhora e piora; tosse persistente, espirros em sequência ou até dificuldade respiratória. Muitas vezes, esses últimos sinais são confundidos com resfriados ou problemas passageiros, o que pode atrasar o diagnóstico correto. A automedicação também deve ser evitada, pois pode mascarar sintomas e dificultar o tratamento adequado.

Sempre que houver suspeita de alergia alimentar, os pais devem buscar orientação médica antes de retirar ou substituir alimentos da dieta da criança. A alimentação é um ponto essencial. A exclusão inadequada pode prejudicar o crescimento e causar deficiências nutricionais. O acompanhamento com profissional de saúde é indispensável para garantir uma dieta equilibrada e segura.

Outro ponto muitas vezes esquecido é a comunicação com a escola. Professores e cuidadores precisam saber se a criança tem alguma alergia, especialmente alimentar ou respiratória, e como agir em caso de reação. Essa comunicação pode prevenir situações de risco e garantir um ambiente mais seguro.

Também vale destacar que o cuidado emocional faz diferença. Crianças com alergias podem se sentir frustradas por limitações, como não poder consumir certos alimentos ou participar de algumas atividades. O apoio dos pais, com diálogo e orientação, ajuda a criança a entender sua condição e a lidar melhor com ela no dia a dia.

O diagnóstico precoce e a informação de qualidade para as famílias fazem toda a diferença. Portanto, é fundamental o acompanhamento com um alergista, profissional capacitado que pode indicar exames, orientar mudanças no ambiente e prescrever tratamentos eficazes, como medicamentos específicos ou, em alguns casos, imunoterapia.

Ter um plano de ação claro, com orientações sobre sintomas e medidas a serem tomadas pode evitar situações de emergência e trazer mais segurança para todos.

Cuidar de uma criança com alergia exige atenção, mas não precisa ser motivo de medo. Com informação, prevenção e acompanhamento adequado, é possível controlar os sintomas e garantir que a criança tenha uma vida saudável, ativa e feliz.

O Dia Nacional de Prevenção da Alergia é, acima de tudo, um lembrete de que pequenas atitudes no dia a dia podem fazer uma grande diferença na saúde dos nossos filhos.

 

Relatora:
Vera Esteves Vagnozzi Rullo
Vice-Presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP

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O que é alergia crônica? https://spsp.org.br/o-que-e-alergia-cronica/ Tue, 12 Dec 2023 20:02:52 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=42157 Alergia é uma reação aumentada do sistema imunológico a substâncias que geralmente são inofensivas ao organismo e ocorre em indivíduos geneticamente predispostos. Podemos chamá-la]]>

Alergia é uma reação aumentada do sistema imunológico a substâncias que geralmente são inofensivas ao organismo e ocorre em indivíduos geneticamente predispostos. Podemos chamá-la de crônica quando dura muito tempo, tendendo a surgir e a desaparecer inúmeras vezes no decorrer de meses a anos. Pode ser respiratória, como na rinite alérgica (coceira, entupimento nasal e espirros) e na asma (chiado, tosse e cansaço). Também pode acontecer na pele, como na dermatite atópica (vermelhidão, coceira, caroços e descamação) e na urticária (vermelhidão, coceira e vergões).

Uma criança que convive com esse tipo de sintomas prolongados tem a sua qualidade de vida prejudicada. Na dermatite atópica, há coceira especialmente à noite, prejudicando o sono e podendo ter consequências importantes no rendimento escolar, bem como na autoestima da criança. A asma, quando não tratada, pode levar a criança ao risco de vida. Basta o paciente contrair uma gripe para ter cansaço e falta de ar importantes, que indicam internação até em UTI. A rinite, quando crônica, além do entupimento nasal, apresenta obstrução das vias aéreas, com aumento e inflamação das amigdalas, respiração oral, prejuízo da mastigação, deglutição, fala, além de sono agitado.

Portanto, os pais devem ficar atentos aos sintomas apresentados pelos seus filhos e buscar o auxílio de um alergista pediátrico o quanto antes. O tratamento que a criança poderá receber depois da avaliação detalhada do médico inclui desde a prevenção, na tentativa de evitar os agentes responsáveis pelas crises na rotina da criança, até a terapia farmacológica.

Os medicamentos mais utilizados são os tópicos, incluindo a forma inalatória nas alergias respiratórias. Mas dependendo do tipo de alergia, do estágio e da gravidade da doença podem ser utilizadas terapias orais e até injetáveis (biológicos).

Não espere o seu (sua) filho(a) se prejudicar para procurar ajuda; alergia tem prevenção e tratamento.

 

Relatora:
Vera Esteves Vagnozzi Rullo
Vice-Presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Prurido do traje de banho ou piolho-do-mar. Já ouviu falar? https://spsp.org.br/prurido-do-traje-de-banho-ou-piolho-do-mar-ja-ouviu-falar/ Fri, 18 Nov 2022 11:54:49 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=35520 Você já ouviu falar em prurido do traje de banho ou piolho-do-mar? Pois é! Na volta desse feriado de 15 de novembro notamos um aumento da procura de consultas no pronto-socorro e nos]]>

Você já ouviu falar em prurido do traje de banho ou piolho-do-mar?

Pois é! Na volta desse feriado de 15 de novembro notamos um aumento da procura de consultas no pronto-socorro e nos consultórios, por crianças que voltaram da praia e que começaram com manchas vermelhas em todo o corpo, com coceira intensa, após terem entrado na água do mar. Essas manchas aparecem no tórax, braços, pernas, glúteos e se parecem muito com picadas de inseto ou “alergia”. Isso é causado por minúsculas larvas (menores que um grão de pimenta moída) que vão virar água-viva. Quando elas entram em contato com o corpo e ficam presas nas axilas, no biquíni, na sunga ou maiô, liberam substâncias (toxinas) que causam essas manchas na pele, geralmente após 24 horas do banho de mar. Na grande maioria das vezes, os sintomas ficam restritos à pele, mas podem ocorrer febre, náuseas e calafrios. O tratamento é à base de antialérgico e medidas para aliviar a coceira. A duração dos sintomas pode ser de até duas semanas.

Para evitar esse desconforto, a maneira mais segura é ficar fora da água. Mas, como sabemos que isso não é tarefa nada fácil com as crianças, ao sair da água não secar com toalha, porque isso pode ativar os ferrões das larvas, lavar bem o corpo e as roupas de banho com água corrente.

Se identificar algo parecido, procure o seu pediatra para maiores esclarecimentos!

 

Relatora:

Milena de Paulis

Membro do Departamento Científico de Emergências da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Alergias a picadas de insetos e medicamentos: o que fazer? https://spsp.org.br/alergias-a-picadas-de-insetos-e-medicamentos-o-que-fazer/ Fri, 22 Jan 2021 15:22:13 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3578 Seu filho apareceu com bolinhas e vermelhidão na pele que coçam muito? Pode ser sinal de alergia. As alergias cutâneas são frequentes em crianças e podem ser causadas por diversos fatores.

O verão chegou, época de multiplicação dos insetos e também de as crianças permanecerem com poucas roupas, por isso os pais devem ficar atentos às picadas. As ferroadas de inseto podem causar, tanto reação tóxica (local ou sistêmica – em várias partes do corpo), como reação alérgica (local extensa ou sistêmica-anafilática). A maioria das crianças apresenta reação inflamatória no local da picada com a introdução do veneno, o que se resolve em algumas horas. No entanto, as crianças que sofrem múltiplas picadas (por exemplo, mais de 30 picadas de abelha) podem apresentar reação sistêmica e perigosa semelhante à alérgica.

hannatv | depositphotos.com

Quando a criança tem alergia, é possível que ela desenvolva uma resposta à saliva do inseto e apresente vermelhidão, bolinhas e coceira de 12 a 48 horas após a ferroada e que demora em torno de 1 semana para regredir. Essa reação alérgica é chamada de local extensa. O principal problema que pode ocorrer é o fato de a coceira provocar escoriações na pele, formando feridas que podem se infectar com bactérias provenientes da unha das crianças. A maior atenção deve ser às ferroadas no pescoço, pelo risco de inchaço importante na região.

Algumas crianças podem apresentar reação muito grave que se inicia rapidamente após a picada, em torno de 15 a 20 minutos, e pode causar: placas vermelhas e fugazes na pele, coceira, mal-estar, chiado no peito, náuseas, vômitos, dor abdominal, diarreia, inchaço, rouquidão, fraqueza, confusão mental e até perda de consciência. Os insetos mais envolvidos nas reações graves, chamadas de anafiláticas, são as abelhas, vespas e formigas.

Algumas maneiras de prevenir o problema são: colocar telas nas janelas e fechá-las antes das 17 horas, fixar um mosquiteiro sobre a cama da criança e eliminar os formigueiros do quintal. Além disso, vestir a criança com roupas leves de mangas compridas e com punhos fechados para cobrir braços e pernas, ou ainda calçá-las com sapatos fechados e utilizar repelentes nas crianças maiores, caso sejam atóxicos e recomendados pelo pediatra. O local das lesões provocadas pelas picadas de insetos deve ser mantido limpo, lavando com água e sabão. Se não houver melhora, os pais ou responsáveis devem procurar o pediatra.

Alergia a medicamentos

As reações alérgicas a medicamentos têm uma prevalência na infância de aproximadamente 5% e são, na sua maioria, leves e imediatas com a ocorrência de vermelhidão, coceira na pele, inchaço nas pálpebras, mas podem ser graves quando ocorrem falta de ar, edema de glote, anafilaxia e choque anafilático.

Os principais responsáveis por essas reações são os anti-inflamatórios (medicamentos para dor e febre), seguidos por antibióticos da classe das penicilinas e amoxicilinas, amplamente utilizados na faixa etária pediátrica.

Quando uma criança apresenta uma reação adversa durante um tratamento medicamentoso, seja para uma otite, amigdalite ou uma simples febre, a insegurança e o medo passam a assombrar a família: “e se ela precisar tomar remédio novamente?”.

Mas será que a reação foi mesmo alérgica? Qual foi o medicamento responsável? Quais as orientações para tratamentos futuros?

É importante ressaltar que muitas infecções podem causar por si só quadros de vermelhidão e coceira no corpo, que se confundem com processos alérgicos. Também causam confusão as situações nas quais dois ou mais medicamentos estão sendo utilizados ao mesmo tempo no momento em que ocorre a reação.

Para se chegar a um diagnóstico preciso, é necessária uma investigação minuciosa que inclui história clínica, exames e testes elaborados pelo médico capacitado para tal.

Após a avaliação completa, a família receberá por escrito as orientações sobre qual(is) medicamento(s) são proibidos e quais podem ser utilizados com segurança, evitando-se assim restrições a tratamentos e inseguranças desnecessárias.

As informações sobre alergia a medicamentos devem constar de um documento e pulseira de identificação.


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Relatoras
Vera Esteves Vagnozzi Rullo
Cristina Frias Sartorelli de Toledo Piza
Departamento Científico de Alergia da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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