Chupeta – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 30 May 2017 18:15:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Chupeta – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Para que serve a chupeta? https://spsp.org.br/para-que-serve-a-chupeta/ Tue, 30 May 2017 18:15:54 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1667 As discussões em torno do uso da chupeta são frequentes entre as várias especialidades materno-infantis. Para os odontopediatras, por exemplo, ela é uma grande vilã, com implicações significativas no desenvolvimento oral. Fonoaudiólogos atribuem ao seu uso o prejuízo na fala e outras funções motoras, mas são os pediatras especialistas em amamentação que mais se preocupam e consideram a chupeta como um grande empecilho no estabelecimento de uma boa relação do bebê com o seio. Recentemente, em outubro de 2016, o tema ganhou destaque entre esses especialistas gerando uma grande polêmica, quando o uso da chupeta foi recomendado pela Academia Americana de Pediatria como prevenção da Síndrome de Morte Súbita Infantil (SMSI), que tanto apavora pais e pediatras. Tal medida ainda é controversa e não há consenso. Não pretendemos aqui discorrer sobre os prós e contras, mas convidar os pais a refletirem sobre o lugar que a chupeta ocupa na relação com seus filhos e que, em boa parte das vezes, pode camuflar conflitos e angústias que precisam ser pensados e elaborados de outro modo. Se ela é sinônimo de recurso para situações emocionais de stress, mais do que julgá-la certa ou errada em si, melhor pensar sobre as motivações de seu uso pelos pais. Crianças a partir de 18 meses As implicações mencionadas em relação à saúde oral estão relacionadas ao uso excessivo da chupeta, quer seja no tempo de uso diário ou quanto à idade da criança. A exemplo disso evoco a imagem de algumas crianças que fazem uso dela mesmo quando já deixaram de ser bebês, muitas vezes chegando a extremos como 7, 8 e até 10 anos de idade. Por que uma criança que já tem o recurso da fala plenamente desenvolvido precisaria de um aparato sem voz? Certamente essa criança está usando a chupeta para aplacar desconfortos e ansiedades com as quais não sabe como lidar. Seria um modo de silenciar angústias e substituí-las, como acontece em todo vício. Mais tarde, essa satisfação oral pode ser substituída por bebida, comida ou cigarro, caso não tenha sido devidamente elaborada. O uso da chupeta para crianças que já adquiriram a fala é um alerta. Os pais precisam se perguntar sobre o que se passa com ela. Ao atentarem para os detalhes do hábito perceberão quando ela é buscada – às vezes se intensifica em momentos circunstanciais, como o nascimento de um irmão, mudanças familiares, entrada na escola etc. Cientes do motivo, os pais poderão oferecer a ela um acolhimento afetivo que possa ajudá-la na elaboração do problema, ao invés de distraí-la. Assim, a chupeta aos poucos vai perder sua função psíquica e pode ser abandonada. Em alguns casos, o uso da chupeta pode representar uma regressão, um modo da criança não enfrentar as dificuldades de uma etapa posterior do desenvolvimento, ou mesmo a recusa dos pais em aceitar que “seu bebê” está crescendo. Bebês Que a chupeta acalma o bebê não há dúvida. Mas em quais circunstâncias e como ele precisa ser acalmado? É comum pais oferecerem chupeta ao bebê tão logo comece a resmungar. Na ausência da fala, os resmungos, choros e gritos são o recurso possível para que o bebê se comunique. A chupeta pode fazer com que ele pare de reclamar, mas não significa que resolveu o desconforto, mas que “se conforma” com o prazer que lhe é oferecido, ainda que paliativo. Se esse for um jeito frequente dos pais “resolverem” seus problemas, o bebê entende que não adianta pedir ajuda e aceita de forma resignada. Isso pode marcar seu aprendizado com experiências de solidão, podendo até mesmo deixá-lo apático e deprimido. Os pais podem querer “calar o bebê” porque sentem-se impotentes e inseguros para atendê-lo. Acreditam não serem capazes de compreendê-lo e acham que, ao parar de chorar, o bebê está confortável, o que nem sempre é verdade. Para saber o que ele quer, os pais precisam lidar com o próprio desconforto e a angústia que o bebê pode transmitir com seu choro. Precisam fazer o exercício de se colocar em seu lugar para tentar decodificar suas demandas. Nem sempre é fácil, mas a experiência contínua de olhar atentamente para o bebê e se perguntarem sobre o que está acontecendo com ele faz com que aprendam a conhecê-lo aos poucos e descobrem que os choros, resmungos e gritos têm timbres e intensidades diferentes. Constrói-se desse modo uma linguagem entre eles. Há momentos nos quais a angústia do bebê é tão intensa que inunda o ambiente e impede que os pais possam pensar sobre o que está acontecendo com ele. Desesperados, e também tomados de angústia, os pais usam a chupeta como um jeito de acalmar a si mesmos. É importante que estejam atentos quando isso acontece para retomarem o problema quando já recuperaram o equilíbrio emocional e voltam a ser capazes de interagir e se perguntarem sobre a natureza do choro, em busca de uma compreensão. Manejar a angústia em si e na criança é um aprendizado importante no processo de pensar e ajuda a construir um continente psíquico que será, cada vez mais, capaz de tolerar tensões e desconfortos, tanto para os pais como para o bebê. ___ Relatora Dra. Denise de Sousa Feliciano Departamento Científico de Saúde Mental da SPSP. Publicado em 30/05/2017. photo credit: weinstock | Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

As discussões em torno do uso da chupeta são frequentes entre as várias especialidades materno-infantis. Para os odontopediatras, por exemplo, ela é uma grande vilã, com implicações significativas no desenvolvimento oral. Fonoaudiólogos atribuem ao seu uso o prejuízo na fala e outras funções motoras, mas são os pediatras especialistas em amamentação que mais se preocupam e consideram a chupeta como um grande empecilho no estabelecimento de uma boa relação do bebê com o seio.

Recentemente, em outubro de 2016, o tema ganhou destaque entre esses especialistas gerando uma grande polêmica, quando o uso da chupeta foi recomendado pela Academia Americana de Pediatria como prevenção da Síndrome de Morte Súbita Infantil (SMSI), que tanto apavora pais e pediatras. Tal medida ainda é controversa e não há consenso.

Não pretendemos aqui discorrer sobre os prós e contras, mas convidar os pais a refletirem sobre o lugar que a chupeta ocupa na relação com seus filhos e que, em boa parte das vezes, pode camuflar conflitos e angústias que precisam ser pensados e elaborados de outro modo. Se ela é sinônimo de recurso para situações emocionais de stress, mais do que julgá-la certa ou errada em si, melhor pensar sobre as motivações de seu uso pelos pais.

Crianças a partir de 18 meses

As implicações mencionadas em relação à saúde oral estão relacionadas ao uso excessivo da chupeta, quer seja no tempo de uso diário ou quanto à idade da criança. A exemplo disso evoco a imagem de algumas crianças que fazem uso dela mesmo quando já deixaram de ser bebês, muitas vezes chegando a extremos como 7, 8 e até 10 anos de idade. Por que uma criança que já tem o recurso da fala plenamente desenvolvido precisaria de um aparato sem voz? Certamente essa criança está usando a chupeta para aplacar desconfortos e ansiedades com as quais não sabe como lidar. Seria um modo de silenciar angústias e substituí-las, como acontece em todo vício. Mais tarde, essa satisfação oral pode ser substituída por bebida, comida ou cigarro, caso não tenha sido devidamente elaborada.

O uso da chupeta para crianças que já adquiriram a fala é um alerta. Os pais precisam se perguntar sobre o que se passa com ela. Ao atentarem para os detalhes do hábito perceberão quando ela é buscada – às vezes se intensifica em momentos circunstanciais, como o nascimento de um irmão, mudanças familiares, entrada na escola etc. Cientes do motivo, os pais poderão oferecer a ela um acolhimento afetivo que possa ajudá-la na elaboração do problema, ao invés de distraí-la. Assim, a chupeta aos poucos vai perder sua função psíquica e pode ser abandonada.

Em alguns casos, o uso da chupeta pode representar uma regressão, um modo da criança não enfrentar as dificuldades de uma etapa posterior do desenvolvimento, ou mesmo a recusa dos pais em aceitar que “seu bebê” está crescendo.

Bebês

Que a chupeta acalma o bebê não há dúvida. Mas em quais circunstâncias e como ele precisa ser acalmado?

É comum pais oferecerem chupeta ao bebê tão logo comece a resmungar. Na ausência da fala, os resmungos, choros e gritos são o recurso possível para que o bebê se comunique. A chupeta pode fazer com que ele pare de reclamar, mas não significa que resolveu o desconforto, mas que “se conforma” com o prazer que lhe é oferecido, ainda que paliativo. Se esse for um jeito frequente dos pais “resolverem” seus problemas, o bebê entende que não adianta pedir ajuda e aceita de forma resignada. Isso pode marcar seu aprendizado com experiências de solidão, podendo até mesmo deixá-lo apático e deprimido. Os pais podem querer “calar o bebê” porque sentem-se impotentes e inseguros para atendê-lo. Acreditam não serem capazes de compreendê-lo e acham que, ao parar de chorar, o bebê está confortável, o que nem sempre é verdade.

Para saber o que ele quer, os pais precisam lidar com o próprio desconforto e a angústia que o bebê pode transmitir com seu choro. Precisam fazer o exercício de se colocar em seu lugar para tentar decodificar suas demandas. Nem sempre é fácil, mas a experiência contínua de olhar atentamente para o bebê e se perguntarem sobre o que está acontecendo com ele faz com que aprendam a conhecê-lo aos poucos e descobrem que os choros, resmungos e gritos têm timbres e intensidades diferentes. Constrói-se desse modo uma linguagem entre eles.

Há momentos nos quais a angústia do bebê é tão intensa que inunda o ambiente e impede que os pais possam pensar sobre o que está acontecendo com ele. Desesperados, e também tomados de angústia, os pais usam a chupeta como um jeito de acalmar a si mesmos. É importante que estejam atentos quando isso acontece para retomarem o problema quando já recuperaram o equilíbrio emocional e voltam a ser capazes de interagir e se perguntarem sobre a natureza do choro, em busca de uma compreensão.

Manejar a angústia em si e na criança é um aprendizado importante no processo de pensar e ajuda a construir um continente psíquico que será, cada vez mais, capaz de tolerar tensões e desconfortos, tanto para os pais como para o bebê.

___
Relatora
Dra. Denise de Sousa Feliciano

Departamento Científico de Saúde Mental da SPSP.

Publicado em 30/05/2017.
photo credit: weinstock | Pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

]]>
Atendimento odontológico ao recém-nascido https://spsp.org.br/atendimento-odontologico-ao-recem-nascido/ Tue, 05 May 2015 19:46:07 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=898 Ao nascimento, todas as partes do corpo do recém-nascido precisam ser examinadas pela equipe neonatal da maternidade, inclusive a boca, que é fundamental ao lactente para sugar, deglutir e realizar o aleitamento materno. Os movimentos realizados pelo lactente durante o aleitamento materno fazem com que todas as estruturas orais, como lábios, língua, bochechas, articulações temporo-mandibulares, ossos e músculos, se desenvolvam e se fortaleçam harmonicamente, permitindo uma ação sincronizada das funções vitais de sugar, deglutir e respirar pelo nariz, que irão influenciar o futuro encaixe dos dentes de leite. Então, logo que possível, deve ser realizado um exame mais detalhado por um especialista nesta área, o odontopediatra, a fim de promover a saúde oral e favorecer a qualidade de vida do lactente. A cavidade oral do recém-nascido tem algumas características próprias. Algumas alterações podem ser consideradas normais da fase, e se modificam ou desaparecem ao longo do tempo. Entretanto, algumas destas alterações podem precisar de intervenção odontológica, como: cistos, tumores, lesões em tecidos moles causados por bactérias, fungos e vírus. Os freios da boca também precisam ser avaliados. Existem os freios dos lábios (superior e inferior) e o freio da língua. O freio da língua, quando é encurtado (anquiloglossia), pode interferir nos seus movimentos e dificultar as funções de sugar e engolir, atrapalhando o lactente a realizar o adequado aleitamento materno e futuramente de mastigar e falar. Por isso, em algumas vezes poderá haver a necessidade da intervenção cirúrgica neste freio. Caso haja a presença de dentes na boca no recém-nascido, deve ser realizada uma radiografia odontológica para a decisão se este dente pode ser mantido na boca ou se deve ser removido. Caso o dente seja removido, assim que possível, o odontopediatra deve atuar para retomar a estética e função do dente extraído. No exame odontológico no recém-nascido são iniciadas ações educativas e preventivas de promoção da saúde oral, além do monitoramento dos arcos dentários e do crescimento e desenvolvimento orofacial, favorecendo a saúde, função e a estética do sorriso. Alguns bebês podem necessitar da ação conjunta do odontopediatra com profissionais de outras áreas – pediatra, otorrinolaringologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e nutricionista – para uma correta avaliação, intervenção e sucesso das ações preventivas. Dicas odontológicas para os pais do recém-nascido: 1. Aleitamento materno exclusivo: o leite materno é o alimento ideal para a nutrição e conforto emocional do bebê. Este momento deve ser tranquilo e aconchegante para mãe e bebê, devendo o bebê ficar o mais sentado possível. Durante a amamentação no peito o bebê realiza um exercício físico oral que estimula toda a musculatura da boca. Assim, é muito importante que o bebê realize o esforço da sucção. Além disso, para poder se alimentar adequadamente, é preciso que haja um vedamento labial na aréola mamária, que promove a pressão necessária para a saída do leite e obriga o bebê a respirar pelo nariz. Este movimento de pressão e ordenha promove o exercício da respiração nasal, posicionamento correto da língua e estímulo de crescimento para a correta posição das arcadas dentárias. 2. Evitar o uso de chupetas e mamadeiras: o melhor é o aleitamento materno, caso não seja possível, peça orientação ao médico pediatra e ao odontopediatra. 3. Higiene da boca sem dentes: não há necessidade de limpar a boca do recém-nascido, porque o próprio leite materno protegerá toda a cavidade oral. 4. Cuidados para evitar quedas e traumas envolvendo a boca: medidas preventivas simples, como ensinar familiares e cuidadores a segurarem o bebê de maneira firme e delicada; não permitir que crianças segurem o bebê sem a ajuda de um adulto; certificar-se da qualidade e segurança de berços, trocadores e banheiras; evitar tapetes ou utilizar antiderrapantes podem fazer toda a diferença. 5. Consultas preventivas regulares ao odontopediatra: converse com o odontopediatra sobre qual o momento ideal para a próxima consulta do seu bebê. Visitar o odontopediatria regularmente, da fase de lactação à adolescência é fundamental para manter a saúde oral. ___ Relatora: Dra. Dóris Rocha Ruiz Membro do Grupo de Saúde Oral da SPSP. Publicado em 5/05/2015. Imagens: Dóris Rocha Ruiz Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

ExameOral2Ao nascimento, todas as partes do corpo do recém-nascido precisam ser examinadas pela equipe neonatal da maternidade, inclusive a boca, que é fundamental ao lactente para sugar, deglutir e realizar o aleitamento materno. Os movimentos realizados pelo lactente durante o aleitamento materno fazem com que todas as estruturas orais, como lábios, língua, bochechas, articulações temporo-mandibulares, ossos e músculos, se desenvolvam e se fortaleçam harmonicamente, permitindo uma ação sincronizada das funções vitais de sugar, deglutir e respirar pelo nariz, que irão influenciar o futuro encaixe dos dentes de leite. Então, logo que possível, deve ser realizado um exame mais detalhado por um especialista nesta área, o odontopediatra, a fim de promover a saúde oral e favorecer a qualidade de vida do lactente.

A cavidade oral do recém-nascido tem algumas características próprias. Algumas alterações podem ser consideradas normais da fase, e se modificam ou desaparecem ao longo do tempo. Entretanto, algumas destas alterações podem precisar de intervenção odontológica, como: cistos, tumores, lesões em tecidos moles causados por bactérias, fungos e vírus. Os freios da boca também precisam ser avaliados. Existem os freios dos lábios (superior e inferior) e o freio da língua. O freio da língua, quando é encurtado (anquiloglossia), pode interferir nos seus movimentos e dificultar as funções de sugar e engolir, atrapalhando o lactente a realizar o adequado aleitamento materno e futuramente de mastigar e falar. Por isso, em algumas vezes poderá haver a necessidade da intervenção cirúrgica neste freio. Caso haja a presença de dentes na boca no recém-nascido, deve ser realizada uma radiografia odontológica para a decisão se este dente pode ser mantido na boca ou se deve ser removido. Caso o dente seja removido, assim que possível, o odontopediatra deve atuar para retomar a estética e função do dente extraído.

No exame odontológico no recém-nascido são iniciadas ações ExameOral1educativas e preventivas de promoção da saúde oral, além do monitoramento dos arcos dentários e do crescimento e desenvolvimento orofacial, favorecendo a saúde, função e a estética do sorriso. Alguns bebês podem necessitar da ação conjunta do odontopediatra com profissionais de outras áreas – pediatra, otorrinolaringologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e nutricionista – para uma correta avaliação, intervenção e sucesso das ações preventivas.

Dicas odontológicas para os pais do recém-nascido:

1. Aleitamento materno exclusivo: o leite materno é o alimento ideal para a nutrição e conforto emocional do bebê. Este momento deve ser tranquilo e aconchegante para mãe e bebê, devendo o bebê ficar o mais sentado possível. Durante a amamentação no peito o bebê realiza um exercício físico oral que estimula toda a musculatura da boca. Assim, é muito importante que o bebê realize o esforço da sucção. Além disso, para poder se alimentar adequadamente, é preciso que haja um vedamento labial na aréola mamária, que promove a pressão necessária para a saída do leite e obriga o bebê a respirar pelo nariz. Este movimento de pressão e ordenha promove o exercício da respiração nasal, posicionamento correto da língua e estímulo de crescimento para a correta posição das arcadas dentárias.

2. Evitar o uso de chupetas e mamadeiras: o melhor é o aleitamento materno, caso não seja possível, peça orientação ao médico pediatra e ao odontopediatra.

3. Higiene da boca sem dentes: não há necessidade de limpar a boca do recém-nascido, porque o próprio leite materno protegerá toda a cavidade oral.

4. Cuidados para evitar quedas e traumas envolvendo a boca: medidas preventivas simples, como ensinar familiares e cuidadores a segurarem o bebê de maneira firme e delicada; não permitir que crianças segurem o bebê sem a ajuda de um adulto; certificar-se da qualidade e segurança de berços, trocadores e banheiras; evitar tapetes ou utilizar antiderrapantes podem fazer toda a diferença.

5. Consultas preventivas regulares ao odontopediatra: converse com o odontopediatra sobre qual o momento ideal para a próxima consulta do seu bebê. Visitar o odontopediatria regularmente, da fase de lactação à adolescência é fundamental para manter a saúde oral.

___
Relatora:
Dra. Dóris Rocha Ruiz
Membro do Grupo de Saúde Oral da SPSP.

Publicado em 5/05/2015.
Imagens: Dóris Rocha Ruiz

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

]]>