celular – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 04 Sep 2026 16:20:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png celular – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Miopia em crianças: quando enxergar de longe começa a ficar difícil https://spsp.org.br/miopia-em-criancas-quando-enxergar-de-longe-comeca-a-ficar-dificil/ Fri, 04 Sep 2026 16:19:03 +0000 https://spsp.org.br/?p=58911 “Meu filho está apertando os olhos para enxergar a lousa.” “Ele quer assistir TV bem próximo da televisão.” “Será que prejudica passar muito tempo no celular?” Essas são dúvidas bastante comuns entre os pais. E podem indicar e ser sinais de que é hora de avaliar a visão da criança. A miopia é uma condição visual na qual a criança consegue ver bem os objetos próximos, mas tem dificuldade para enxergar os que estão mais distantes. Por isso, uma criança míope pode ler um livro ou usar o celular sem problemas, mas ter dificuldade para ver o que está escrito na lousa da escola. A miopia está se tornando cada vez mais comum entre crianças e adolescentes em várias partes do mundo. E isso merece atenção, porque quanto mais cedo a miopia aparece e quanto mais ela aumenta ao longo da infância, maior pode ser o grau no futuro. Altos graus de miopia estão associados a um maior risco de problemas oculares ao longo da vida. Como saber se uma criança está ficando míope? Nem sempre a criança vai chegar aos pais e dizer: “não estou enxergando bem”. Ela pode simplesmente achar que todo mundo enxerga daquele jeito. Por isso, alguns comportamentos podem servir de alerta: É importante lembrar que esses sinais não significam necessariamente que a criança tenha miopia. Eles apenas mostram que vale a pena avaliar a visão. E o celular? Ele causa miopia? Essa é provavelmente uma das perguntas que os pais mais fazem. A resposta não é simplesmente “sim”. O aumento do uso de celulares, tablets e computadores faz parte de uma mudança maior no estilo de vida das crianças. Hoje elas passam mais tempo dentro de casa, realizando atividades de perto (usando celular) e menos tempo brincando ao ar livre. Estudos indicam que passar pouco tempo ao ar livre é um dos fatores mais relacionados ao desenvolvimento da miopia. Atividades de perto por muito tempo, como usar o celular ou ler, também podem estar ligadas ao risco, principalmente quando feitas por longos períodos e muito perto dos olhos. Por isso, mais do que simplesmente proibir o celular, precisamos ajudar as crianças a encontrar um equilíbrio entre atividades de perto e tempo ao ar livre. Brincar ao ar livre faz bem para os olhos. Essa talvez seja uma das recomendações mais simples e importantes. Incentivar a criança a brincar, caminhar, praticar esportes ou simplesmente passar tempo ao ar livre durante o dia – a recomendação é passar entre 90 minutos a 2 horas por dia ao ar livre – pode ajudar a prevenir ou atrasar e reduzir o risco de desenvolver miopia. Não precisa ser uma atividade específica. O importante é sair de casa e passar tempo em ambientes externos, com luz natural. E se a criança já tem miopia? Nesse caso, o acompanhamento é ainda mais importante. Ter miopia não significa apenas precisar de óculos. Em algumas crianças, o grau pode aumentar rapidamente durante os anos escolares. Por isso, o acompanhamento com o oftalmologista é fundamental. Hoje existem diferentes estratégias para o controle da progressão da miopia, incluindo algumas lentes especiais para óculos, lentes de contato específicas e tratamentos medicamentosos, que serão prescritos pelo oftalmologista infantil quando indicado. Seu uso depende da idade da criança, do grau, da velocidade de progressão e de outras características individuais. Por isso, não existe uma única solução que sirva para todas as crianças. O que os pais podem fazer? Algumas atitudes simples podem fazer parte da rotina da família: •Mais tempo ao ar livre: incentive a criança a brincar e praticar atividades fora de casa, se possível todos os dias. •Pausas nas atividades de perto: durante o uso de telas, leitura ou estudos, faça pausas regulares e evite longos períodos contínuos olhando para perto.  •Distância adequada: livros, cadernos e telas não devem ficar excessivamente próximos dos olhos. •Óculos quando prescritos: se a criança precisa de correção, é importante utilizar os óculos conforme a orientação do oftalmologista. Usar óculos não faz a miopia aumentar. •Acompanhamento: crianças com miopia precisam ser acompanhadas regularmente para verificar se o grau está estável ou aumentando. Cuidar da visão é cuidar do futuro. A miopia não deve ser encarada apenas como uma questão de “colocar óculos”. Quando aparece muito cedo ou evolui rapidamente, ela merece acompanhamento porque o aumento excessivo da miopia pode elevar, no futuro, o risco de algumas doenças oculares. A boa notícia é que hoje sabemos muito mais sobre miopia do que sabíamos alguns anos atrás. E algumas medidas são simples, seguras e fazem parte de uma infância mais saudável: menos tempo em atividades de perto, mais brincadeiras ao ar livre e acompanhamento oftalmológico adequado. No fim das contas, cuidar da visão da criança para evitar a miopia é ajudar a montar uma rotina mais equilibrada, com espaço para estudar, brincar, usar a tecnologia, descansar e, claro, garantir momentos ao ar livre, longe das telas. Fontes: Organização Mundial da Saúde (OMS), International Myopia Institute (IMI) e Sociedade Brasileira de Pediatria. Relator:Marcelo Alexandre A. CavalcantePresidente do Departamento Científico de Oftalmologia da SPSP]]>

“Meu filho está apertando os olhos para enxergar a lousa.”

“Ele quer assistir TV bem próximo da televisão.”

“Será que prejudica passar muito tempo no celular?”

Essas são dúvidas bastante comuns entre os pais. E podem indicar e ser sinais de que é hora de avaliar a visão da criança.

A miopia é uma condição visual na qual a criança consegue ver bem os objetos próximos, mas tem dificuldade para enxergar os que estão mais distantes. Por isso, uma criança míope pode ler um livro ou usar o celular sem problemas, mas ter dificuldade para ver o que está escrito na lousa da escola.

A miopia está se tornando cada vez mais comum entre crianças e adolescentes em várias partes do mundo. E isso merece atenção, porque quanto mais cedo a miopia aparece e quanto mais ela aumenta ao longo da infância, maior pode ser o grau no futuro. Altos graus de miopia estão associados a um maior risco de problemas oculares ao longo da vida.

Como saber se uma criança está ficando míope?

Nem sempre a criança vai chegar aos pais e dizer: “não estou enxergando bem”.

Ela pode simplesmente achar que todo mundo enxerga daquele jeito.

Por isso, alguns comportamentos podem servir de alerta:

  • apertar os olhos para enxergar de longe;
  • aproximar-se muito da televisão ou de outros objetos;
  • ter dificuldade para enxergar a lousa na escola;
  • sentar cada vez mais perto da tela;
  • apresentar dores de cabeça ou cansaço visual;
  • perder o interesse por atividades que dependem da visão de longe;
  • apresentar queda no rendimento escolar.

É importante lembrar que esses sinais não significam necessariamente que a criança tenha miopia. Eles apenas mostram que vale a pena avaliar a visão.

E o celular? Ele causa miopia?

Essa é provavelmente uma das perguntas que os pais mais fazem.

A resposta não é simplesmente “sim”.

O aumento do uso de celulares, tablets e computadores faz parte de uma mudança maior no estilo de vida das crianças. Hoje elas passam mais tempo dentro de casa, realizando atividades de perto (usando celular) e menos tempo brincando ao ar livre.

Estudos indicam que passar pouco tempo ao ar livre é um dos fatores mais relacionados ao desenvolvimento da miopia. Atividades de perto por muito tempo, como usar o celular ou ler, também podem estar ligadas ao risco, principalmente quando feitas por longos períodos e muito perto dos olhos.

Por isso, mais do que simplesmente proibir o celular, precisamos ajudar as crianças a encontrar um equilíbrio entre atividades de perto e tempo ao ar livre.

Brincar ao ar livre faz bem para os olhos. Essa talvez seja uma das recomendações mais simples e importantes.

Incentivar a criança a brincar, caminhar, praticar esportes ou simplesmente passar tempo ao ar livre durante o dia – a recomendação é passar entre 90 minutos a 2 horas por dia ao ar livre – pode ajudar a prevenir ou atrasar e reduzir o risco de desenvolver miopia.

Não precisa ser uma atividade específica. O importante é sair de casa e passar tempo em ambientes externos, com luz natural.

E se a criança já tem miopia?

Nesse caso, o acompanhamento é ainda mais importante.

Ter miopia não significa apenas precisar de óculos. Em algumas crianças, o grau pode aumentar rapidamente durante os anos escolares. Por isso, o acompanhamento com o oftalmologista é fundamental.

Hoje existem diferentes estratégias para o controle da progressão da miopia, incluindo algumas lentes especiais para óculos, lentes de contato específicas e tratamentos medicamentosos, que serão prescritos pelo oftalmologista infantil quando indicado. Seu uso depende da idade da criança, do grau, da velocidade de progressão e de outras características individuais.

Por isso, não existe uma única solução que sirva para todas as crianças.

O que os pais podem fazer? Algumas atitudes simples podem fazer parte da rotina da família:

•Mais tempo ao ar livre: incentive a criança a brincar e praticar atividades fora de casa, se possível todos os dias.

•Pausas nas atividades de perto: durante o uso de telas, leitura ou estudos, faça pausas regulares e evite longos períodos contínuos olhando para perto.

 •Distância adequada: livros, cadernos e telas não devem ficar excessivamente próximos dos olhos.

•Óculos quando prescritos: se a criança precisa de correção, é importante utilizar os óculos conforme a orientação do oftalmologista. Usar óculos não faz a miopia aumentar.

•Acompanhamento: crianças com miopia precisam ser acompanhadas regularmente para verificar se o grau está estável ou aumentando.

Cuidar da visão é cuidar do futuro. A miopia não deve ser encarada apenas como uma questão de “colocar óculos”.

Quando aparece muito cedo ou evolui rapidamente, ela merece acompanhamento porque o aumento excessivo da miopia pode elevar, no futuro, o risco de algumas doenças oculares.

A boa notícia é que hoje sabemos muito mais sobre miopia do que sabíamos alguns anos atrás. E algumas medidas são simples, seguras e fazem parte de uma infância mais saudável: menos tempo em atividades de perto, mais brincadeiras ao ar livre e acompanhamento oftalmológico adequado.

No fim das contas, cuidar da visão da criança para evitar a miopia é ajudar a montar uma rotina mais equilibrada, com espaço para estudar, brincar, usar a tecnologia, descansar e, claro, garantir momentos ao ar livre, longe das telas.

Fontes: Organização Mundial da Saúde (OMS), International Myopia Institute (IMI) e Sociedade Brasileira de Pediatria.

Relator:
Marcelo Alexandre A. Cavalcante
Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da SPSP

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Pelo direito de toda criança chegar em segurança https://spsp.org.br/pelo-direito-de-toda-crianca-chegar-em-seguranca/ Tue, 21 Apr 2026 11:11:25 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=56484 O Dia Nacional da Paz no Trânsito, celebrado em 21 de abril, nos convida a uma reflexão urgente e necessária: nossas crianças e adolescentes estão seguros quando saem de casa? O trânsito é]]>

O Dia Nacional da Paz no Trânsito, celebrado em 21 de abril, nos convida a uma reflexão urgente e necessária: nossas crianças e adolescentes estão seguros quando saem de casa?

O trânsito é uma das principais causas de morbimortalidade infantojuvenil no Brasil: crianças atropeladas ao irem à escola, adolescentes vítimas de colisões em ciclofaixas, jovens passageiros em veículos sem equipamentos de segurança adequados, sendo que cada estatística esconde um nome, uma história, uma família.

Celebrar este dia é também assumir compromissos: defender políticas públicas de mobilidade segura, promover dispositivos de retenção infantis (cadeirinha) como hábitos inegociáveis, e educar famílias sobre os riscos reais do dia a dia nas ruas. Como pediatras e defensores da saúde integral de nossas crianças, reafirmamos: proteger a criança no trânsito é proteger o seu direito ao futuro.

Quando uma criança morre no trânsito há quase sempre uma sequência de falhas: de fiscalização, de infraestrutura, de comportamento e de proteção. Em geral, é um contexto evitável e não “obra do acaso”.

A seguir, algumas dicas de como prevenir lesões no trânsito:

A criança como ciclista

– Coloque corretamente o capacete, bem ajustado e sem folgas. Uso de joelheira e cotoveleira também é indicado;

– Crianças pequenas devem pedalar sempre com a supervisão de um adulto;

– Escolha locais seguros, priorizando ciclovias, parques e áreas fechadas;

– A bicicleta deve estar do tamanho certo para a criança, a fim de que consiga apoiar os pés no chão;

– Ensine sempre regras básicas de trânsito e lembre-se de que pais que seguem as regras incentivam o comportamento seguro;

– Use roupas claras ou faixas refletivas e evite pedalar em dias chuvosos ou em terrenos escorregadios.

A criança como pedestre

– Ensine a criança a atravessar a rua corretamente, olhando para os dois lados, atravessando apenas na faixa de pedestre, após conferir que os carros realmente pararam. Ensine os significados básicos de placas e semáforos;

– Ensine a criança a não brincar ou correr perto da rua, pois elas se distraem facilmente. Não usar o celular enquanto atravessa a rua;

– Crianças pequenas devem dar a mão a um adulto ao atravessar, e serem sempre supervisionadas;

– Muito cuidado com veículos estacionados, sempre procurar um ponto onde motoristas consigam ver a criança. Atenção deve ser dada também à entrada e saída de veículos. Pare e olhe antes de passar por esses pontos.

A criança como ocupante de veículo

– Utilize sempre os dispositivos de segurança adequados para a idade (bebê-conforto, cadeirinha e booster). A instalação deve ser correta, seguindo o manual;

– Crianças de até 13 anos devem viajar sempre no banco traseiro;

– Nunca deixe a criança sozinha no carro, pois há risco de exposição a calor extremo, asfixia e movimentação do veículo;

– Seja sempre o exemplo ao dirigir, respeite os limites de velocidade, use o cinto de segurança e não use o celular;

– Mantenha o carro com a manutenção em dia e com a trava infantil ativada;

– Os objetos, como brinquedos e mochilas, dentro do carro devem estar bem fixados, para evitar que em caso de freada, virem “projéteis”.

Neste Dia Nacional da Paz no Trânsito, reafirmamos o compromisso com a defesa da vida das crianças e adolescentes dentro e fora dos consultórios.

 

Relatora:
Sarah Saul
Presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP

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Dia Internacional das Redes Sociais – uma carta aberta aos adolescentes https://spsp.org.br/dia-internacional-das-redes-sociais-uma-carta-aberta-aos-adolescentes/ Fri, 30 Jun 2023 12:17:55 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=38046 Você digita a mil por hora com um dedo, dois dedos, passa e rola a imagem, tic toc, tic, tac. Suas mensagens são rápidas, em toques velozes, quase sem tocar a tela]]>

Você digita a mil por hora com um dedo, dois dedos, passa e rola a imagem, tic toc, tic, tac. Suas mensagens são rápidas, em toques velozes, quase sem tocar a tela. Você passa o dia ouvindo áudios, conversando, jogando. Vive na nuvem – e se perde nas nuvens. Talvez você não tenha ideia, mas há muito pouco tempo, toda mensagem era na forma de bilhetes, cartas escritas à mão. O telefone servia para conversar e não para telemarketing. O celular não existia, os jogos eram de cartas e dados. Mas você nasceu na geração internética ou internáutica. Aprendeu a escrever no iPad e fazer contas de matemática nos jogos de computador. Você escuta seus áudios em velocidade 2x para não perder tempo.

A rede de amigos é muito maior que a do grupo da escola. A sua rede alcança o mundo e, com eles, você se conecta à velocidade 5G. E quando a velocidade não te alcança, a culpa é de um wifi sem capacidade, sem possibilidade de manter um jogo decente sem cair.

Você usa seu celular para tudo e ele quase faz parte do seu corpo. Usa-o para a resposta da pergunta do professor, para o seu caminho ser mais rápido e para a sua foto ser harmonizada com a sua vontade.

Mas estamos aqui conversando tudo isto (sim, já sei que você não lê textos longos, mas a diretora me mandou escrever com 2000 palavras e você vai me perdoar) simplesmente porque dia 30 de junho é o Dia Internacional da Rede Social.

Bom, tem dia para tudo, não é mesmo? Então, por que não o dia em que eu comemoro a possibilidade de usar uma rede para saber tudo o que seus amigos estão fazendo a todo momento? Temos a rede para postar fotos, a rede dos vídeos e a do seu canal do YT. E apesar de tímido(a), você não deixa de olhar todas as dancinhas da moda e até a adolescente que canta besteiras no show. Pensando bem, sem rede de apoio, sem uma rede de amigos virtuais, sem você saber “qual a última da Taylor”, o último batidão e o último meme do seu time (que sempre perde), você se sente perdido(a).

Será que você já pensou que seus pais se ressentem de você conversar pouco com eles? (E você sabe que já falou tudo com seus amigos…). Seus pais devem viver contando como era no tempo deles e não faz tanto tempo assim. Mas pensa: eles viram a miniaturização do computador, a invenção do celular, da internet, da TV a cabo, do streaming, do carro elétrico e tanto mais. Você já nasceu na rede social.

Vamos te contar um pouco da história das redes sociais. A primeira rede social do mundo foi a SixDegrees, lançada em 1997, que permitia que os usuários criassem perfis, fizessem amigos e se conectassem com outras pessoas. Saiu do mercado em 2001.

Em 2002, o Friendster foi lançado e se tornou popular em países como Filipinas, Malásia e Cingapura. No mesmo ano, foi criado o Fotolog, que permitia que os usuários compartilhassem fotos e interagissem por meio de comentários. Entretanto, foi o lançamento do MySpace, em 2003, que realmente revolucionou a rede social. O MySpace permitiu que os usuários personalizassem seus perfis, compartilhassem músicas e se conectassem com amigos. A plataforma tornou-se rapidamente muito popular, com milhões de usuários em todo o mundo.

O Orkut, plataforma vinculada ao Google, surgiu em 2004, tornando-se uma das redes sociais mais populares do mundo durante seu auge, com mais de 300 milhões de usuários em todo o planeta. Sua concentração inicial era no público norte-americano, mas rapidamente adquiriu popularidade no Brasil e na Índia, tornando-se a principal rede social para muitos usuários nesses países. Os usuários podiam criar perfis, adicionar amigos, enviar mensagens, compartilhar imagens e participar de comunidades temáticas

Por concorrência com a nova rede Facebook, de Zuckerberg, em 2014 foi totalmente desativada. Em 2004, Mark Zuckerberg e seus colegas de quarto em Harvard criaram o Facebook. Restrito no início apenas a estudantes universitários, rapidamente se espalhou para outras instituições de ensino e, mais tarde, para o público em geral, tornando-se a maior rede social do mundo.

Em 2006, o Twitter foi lançado, introduzindo o conceito de mensagens curtas, (os “tweets”). Ganhou popularidade como uma plataforma de microblogging, permitindo que os usuários compartilhassem pensamentos e notícias em tempo real.

Outra rede social icônica é o LinkedIn, fundada em 2003 e lançada em 2004, que se concentra em conectar profissionais e estabelecer contatos comerciais.

O Instagram, plataforma que permite compartilhar fotos e vídeos, foi lançada em 6 de outubro de 2010. Seu desenvolvimento foi bastante rápido, levando apenas oito semanas antes de ser lançado no sistema operacional móvel da Apple. Em menos de dois anos, em abril de 2012, o Facebook adquiriu o Instagram por US$ 1 bilhão, em dinheiro e ações.

Desde então, o Instagram cresceu em popularidade e se tornou uma das maiores plataformas de mídia social do mundo, com milhões de usuários ativos diariamente.

O YouTube foi fundado em fevereiro de 2005 por três ex-funcionários do PayPal: com o objetivo de permitir que os usuários compartilhassem vídeos on-line. Com sua popularização, tornou-se uma plataforma para os criadores de conteúdo ganharem dinheiro por meio de anúncios e parcerias com marcas, além de auxiliar artistas, músicos e influenciadores digitais a alcançar um público global.

O TikTok foi lançado em setembro de 2016 pela empresa chinesa ByteDance. Em 2017, o aplicativo foi lançado globalmente como uma plataforma de compartilhamento de vídeos curtos, ganhando popularidade rapidamente, especialmente entre os jovens.

Uma das características distintivas do TikTok é seu algoritmo de recomendação, que exibe vídeos personalizados para cada usuário com base em suas preferências e comportamento de visualização.

Outras redes sociais populares que surgiram ao longo dos anos incluem Snapchat, Pinterest e muitas outras.

Todos conhecem bem os benefícios que se tem com as redes sociais. Viajar pelo mundo através da internet, conhecer e reencontrar pessoas, o trabalho home office, ensino remoto, cursos, entretenimentos, pesquisas, respostas imediatas a qualquer tipo de questionamento. E ainda temos a AI (inteligência artificial), que nos faz sonhar em resolver problemas só conversando com as máquinas)!

Recentemente, com a pandemia da Covid-19, a rede social foi a forma de encontro entre pais, filhos e avós, permitindo que participássemos de eventos, aniversários, diminuindo a distância e a saudade imposta pelo momento.

Mas como nem tudo são benefícios, existem alguns prejuízos que você não pode deixar passar despercebidos, como a falta do contato físico: o beijo, o abraço, o aconchego.

O isolamento dos adolescentes em seus quartos, no seu mundinho, faz com que os pais não tenham acesso ao que é visto, deixando-os mais exposto às notícias falsas (fake news), uso inadequado da imagem, uso e abuso da sexualidade, bullying, cyberbullying (abuso) e até ao estupro virtual.

Você que acha que não vive fora da tela, longe de seu celular, lembre sempre dos problemas de saúde pelo abuso do uso da internet, como a dependência das telas, levando a problemas do sono, irritabilidade, ansiedade, depressão, transtornos alimentares, sedentarismo (falta de atividade física), sobrepeso, obesidade, alteração de colesterol, triglicérides e problemas visuais.

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o menor número de horas de tela possível: tolerância zero para crianças de zero a 2 anos; apenas 1 hora para crianças de 2 a 5 anos; 2 horas para crianças de 5 a 10 anos e 3 horas para adolescentes de 10 a 18 anos. Lembrar que quando se fala em telas, significa celular, computadores, tablets, televisão, videogame. Seu uso deve ser dividido entre estudo e trabalhos escolares e o lazer.

De alguma forma os familiares têm de ter algum controle e os sites visitados têm que ser vistos pelos pais, até mesmo para orientação do conteúdo visitado e bloqueio de sites inadequados para a idade.

Bem, agora você já sabe que é membro de uma rede mundial, e mesmo que muito atrativa, não é seu mundo total. Que tal fazer uma reflexão após tudo isso que acabou de ler?

Com um click você conhece o mundo, pessoas, coisas que nunca imaginou, mas já parou para se olhar? Você se conhece bem? Conhece as pessoas que mais ama e convivem com você?

Quantas vezes você está triste e posta como se fosse a pessoa mais feliz do mundo? Pra quê? Por quê? Você seguramente não é a única pessoa que faz isto.

Seja você mesmo(a), “se aceite” com seus erros e acertos, abrace, beije, ame, seja feliz!

Existe todo um mundo real a ser descoberto, tocado e sentido. Uma rede real de amigos e familiares que aguardam ansiosamente por ter você mais presente.

 

Relatores:

Mauro Fisberg
Coordenador do CENDA (Centro de Excelência em Nutrição e Dificuldades Alimentares do Instituto PENSI, FJLES, Sabará Hospital Infantil)
Professor Associado Doutor do Setor de Medicina do Adolescente, Pediatria, Escola Paulista de Medicina UNIFESP
Membro do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Maíra Pieri Ribeiro
Coordenadora e fundadora do Ambulatório de Hebiatria da PUC Campinas Professora de Pediatria da Faculdade São Leopoldo Mandic (SP)
Membro do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Elisiane Elias Mendes Machado
Coordenadora da Saúde da Criança e do Adolescente de Osasco (SP)
Vice-Presidente do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Muita tela, pouco sono! https://spsp.org.br/muita-tela-pouco-sono/ Mon, 08 Nov 2021 18:17:52 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=30313 Os avanços tecnológicos nas últimas décadas impulsionaram o consumo de telas entre os jovens para o ponto mais alto da história. As estatísticas sobre o uso desse tipo de tecnologia entre crianças e adolescentes é alarmante e eles têm o hábito na hora de dormir.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 08/11/2021


Os avanços tecnológicos nas últimas décadas impulsionaram o consumo de telas entre os jovens para o ponto mais alto da história. As estatísticas sobre o uso desse tipo de tecnologia entre crianças e adolescentes é alarmante e a maior parte deles tem este hábito na hora de dormir.

Não restam dúvidas de que um sono adequado seja um ingrediente essencial para uma boa qualidade de vida. Os impactos negativos da privação de sono em crianças e adolescentes também são bem documentados, tais como prejuízo no desenvolvimento, na consolidação da memória, na atenção, no comportamento, além de reflexo direto na saúde dessas crianças.

A medida que o consumo de tecnologia pelos jovens aumentou, cada vez mais tem sido feitas pesquisas explorando o efeito do uso das telas nos hábitos e eficiência do sono, e de fato o impacto é grande. O que observamos é que a quantidade de tecnologia usada na hora antes de dormir é significativamente relacionada à dificuldade em adormecer e à frequência de relatos de sono “não reparador”, sugerindo que a estimulação causada por estes dispositivos certamente interfere no sono.

Isso se explica em parte pelo fato de, além da excitação psicológica, a luz brilhante emitida pelas telas interferir na produção e liberação da melatonina, um hormônio que, dentre diversas outras funções, é importantíssimo para a regulação do nosso ciclo sono-vigília.

Relatora
Renata Prado Gobetti
Departamento Científico de Medicina do Sono na Criança e no Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo


Foto: jekatarinka | depositphotos.com

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