Casos – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 28 Apr 2026 19:16:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Casos – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Prevenção com vacinas e reconhecimento precoce salvam vidas https://spsp.org.br/prevencao-com-vacinas-e-reconhecimento-precoce-salvam-vidas/ Fri, 24 Apr 2026 11:39:53 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=56533 No Dia Mundial de Combate à Meningite, celebrado em 24 de abril, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) reforça a urgência de conscientizar famílias sobre]]>

No Dia Mundial de Combate à Meningite, celebrado em 24 de abril, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) reforça a urgência de conscientizar famílias sobre essa doença grave. A meningite é uma inflamação das meninges, as membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal, causada principalmente por bactérias, vírus ou fungos. No Brasil, os dados do Informe Meningites – 2ª edição (novembro/2025) do Ministério da Saúde revelam um cenário alarmante no primeiro semestre de 2025: 6.169 casos confirmados, com 781 óbitos e letalidade de 12,7%. Desses, as meningites bacterianas somaram 2.643 casos e 537 mortes (letalidade de 20,3%), destacando a necessidade de ação imediata.

Entre as meningites bacterianas, a doença meningocócica foi responsável por 486 casos e 96 óbitos (letalidade 19,8%). Os sorogrupos mais frequentes foram B (146 casos) e C (90 casos), afetando especialmente crianças menores de 5 anos – incidência de 12,29/100 mil em < 1 ano e 2,05/100 mil em 1-4 anos. A meningite pneumocócica registrou 714 casos e 202 óbitos (letalidade 28,3%), enquanto a por Haemophilus influenzae teve 78 casos e 13 óbitos (16,7%). Esses números mostram que apesar das quedas históricas de casos graças às vacinas, a doença persiste, com maior impacto entre as crianças.

A boa notícia é a prevenção eficaz pelas vacinas. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda, em seu Calendário Nacional de Vacinação, a vacinação ampliada para a doença meningocócica com as vacinas MenACWY e MenB, contra doenças pneumocócicas (incluindo as meningites) com as vacinas VPC20 ou VPC15, e para Haemophilus influenzae tipo b (Hib) com as vacinas combinadas pentavalente ou hexavalente na primeira infância. Essas vacinas reduziram drasticamente a incidência das meningites desde 2010, como evidenciado na série histórica do informe, salvando milhares de vidas e prevenindo sequelas como surdez, amputações e déficits neurológicos.

Para famílias, reconhecer os sinais precocemente é crucial. Procurar atendimento imediato se a criança apresentar febre alta persistente, rigidez de nuca, fotofobia (desconforto intenso com a luz), irritabilidade extrema, vômitos em jato, manchas roxas na pele (petéquias/púrpura) e/ou convulsões. Em bebês, observar fontanela (conhecida como moleira) abaulada, choro inconsolável ou letargia (criança fica mole, sonolenta). A detecção em até 24 horas pode reduzir a letalidade de 20% para níveis muito menores, conforme indicadores de vigilância do informe (97,6% dos casos investigados em 48 h).

O que fazer? Levar a criança ao pronto-socorro mais próximo ou ligar para o SAMU (192). Não esperar: a meningite progride rapidamente. Antibióticos intravenosos e suporte intensivo são essenciais. A ação da vigilância epidemiológica para realizar a quimioprofilaxia para contatos domiciliares previne surtos e é por isso que a notificação dessa doença é compulsória e imediata.

Globalmente, a iniciativa Defeating Meningitis by 2030 (Derrotando as Meningites até 2030), da Organização Mundial da Saúde e parceiros, visa eliminar meningites epidêmicas, reduzir casos em 50% e óbitos em 70% até 2030. No Brasil, ações incluem fortalecimento da vigilância (38,7% foram confirmados laboratorialmente em 2025), ampliação de coberturas vacinais e educação comunitária. A SPSP apoia essas metas, promovendo imunizações em dia e conscientização para uma sociedade livre de meningites.

Famílias: verificar a Carteira de Vacinação no posto de saúde ou no app Conecte SUS ou em um serviço de imunização privado. Estejam com as vacinas em dia e ensinem os sinais da doença aos avós e cuidadores das crianças. Juntos, podemos combater sequelas e óbitos – em 2025, crianças abaixo de um ano tiveram uma letalidade de 14,6%, mas as vacinas podem zerar isso!

A SPSP parabeniza todos os profissionais de saúde pela vigilância e assistência aprimoradas e convoca: previna, reconheça, atue. Uma infância saudável começa com a vacinação em dia.

 

Relatora:
Melissa Palmieri
Secretária do Departamento Científico de Imunizações da SPSP

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Vacina BCG: história e sua importância na luta contra a tuberculose https://spsp.org.br/vacina-bcg-historia-e-sua-importancia-na-luta-contra-a-tuberculose/ Tue, 01 Jul 2025 16:19:57 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=52062 O Dia da Vacina BCG é celebrado em 1º de julho e chama atenção para o papel crucial dessa vacina na prevenção das formas graves da tuberculose]]>

O Dia da Vacina BCG é celebrado em 1º de julho e chama atenção para o papel crucial dessa vacina na prevenção das formas graves da tuberculose. Desenvolvida em 1921 pelos cientistas Albert Calmette e Camille Guérin, ela é uma das vacinas mais antigas ainda em uso e desempenha uma função vital na saúde pública, especialmente em países onde a doença é endêmica.

A tuberculose, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch), é uma doença infecciosa que se transmite pelo ar. Embora afete principalmente os pulmões, pode comprometer outros órgãos, levando a casos clínicos graves. 

Por que a BCG é tão importante?

A BCG é aplicada principalmente em recém-nascidos e protege contra formas severas da doença, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar em crianças. Em média, previne cerca de 82% dos casos graves, sendo essencial para reduzir complicações e a mortalidade infantil. 

No Brasil, a vacina foi incluída no Calendário Nacional de Vacinação em 1977 e está disponível gratuitamente nos postos de saúde. A recomendação é que seja administrada logo após o nascimento ou até os 30 dias de vida. A aplicação é feita no braço direito, diretamente na camada intradérmica.

Efeitos esperados após a vacinação

É comum que, vários dias até semanas após a vacinação, o local apresente vermelhidão, apareça uma pequena ferida e, eventualmente, deixe uma cicatriz. Esse processo pode levar até três meses para cicatrizar totalmente. Caso ocorra, basta lavar com água e sabão e evitar coçar a área. 

Aproximadamente 90% das pessoas desenvolvem algum tipo de reação no local, mas isso não significa que quem não observa as alterações (os 10%) esteja sem proteção. Por isso, nesses raros casos em que a marquinha não ocorreu não é indicada a revacinação. 

Vale lembrar que a vacina não deve ser aplicada em bebês com imunodeficiências graves. Nesse caso, os testes de triagem neonatal (teste do pezinho básico com pesquisa para as imunodeficiências), além de avaliações cuidadosas são indispensáveis quando há histórico familiar de imunodeficiências.

Impacto no combate à tuberculose

A comemoração do Dia da Vacina BCG reforça a relevância da vacinação como ferramenta para salvar vidas e prevenir doenças graves. Além disso, a data serve para lembrar a importância dos programas de vacinação e promover o desenvolvimento de soluções ainda mais eficazes para erradicar a tuberculose. 

No Brasil, os números da tuberculose são alarmantes: cerca de 70 mil novos casos e 4,5 mil mortes ocorrem a cada ano. Por isso, a BCG permanece como recurso fundamental para a proteção das crianças, evitando formas agressivas da doença.

Vacina BCG: uma proteção para o futuro

A vacinação é um ato de amor e cuidado. Ao proteger nossas crianças contra a tuberculose, estamos oferecendo a elas a chance de crescerem saudáveis e livres dos riscos dessa doença tão severa.

Vacinas salvam vidas!  

Saiba mais sobre a vacina BCG e a prevenção da tuberculose:

Relatora:
Melissa Palmieri

Membro dos Departamentos Científicos de Imunizações e Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Asma – conhecimento, cuidado e qualidade de vida! https://spsp.org.br/asma-conhecimento-cuidado-e-qualidade-de-vida/ Sat, 21 Jun 2025 12:55:26 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=51860 Hoje, 21 de junho, celebramos o Dia Nacional de Controle da AsmaTrata-se de uma oportunidade importante para lembrar que, mesmo sendo uma doença crônica, a asma pode]]>


Hoje, 21 de junho, celebramos o Dia Nacional de Controle da Asma
Trata-se de uma oportunidade importante para lembrar que, mesmo sendo uma doença crônica, a asma pode (e deve) ser bem controlada.

Asma: cada paciente, uma história diferente
A asma não tem cura, mas tem tratamento! E hoje falamos muito em medicina de precisão: um tratamento feito sob medida para cada pessoa, levando em conta as características de sua doença.
Desde os casos leves — que podem ser controlados com medidas simples e medicamentos preventivos — até os casos mais graves, em que, se necessário, o médico pode indicar o uso de imunobiológicos: medicamentos modernos e altamente eficazes para quem tem asma grave não controlada.

Olhar o paciente como um todo: as comorbidades importam!
Para controlar bem a asma, precisamos cuidar de todo o corpo. Muitas vezes, a rinite alérgica — que causa espirros, coriza e congestão nasal — passa despercebida ou mal controlada. Mas ela pode agravar muito a asma se não for tratada.
Além disso, a obesidade, cada vez mais comum na infância e na adolescência, também pode dificultar o controle da asma e aumentar a frequência das crises. Por isso, o cuidado com o peso saudável desde cedo é fundamental.

Atividade física: um grande aliado
Incentivar as crianças (e adultos!) a se manterem ativas desde cedo é um dos pilares no manejo da asma.
A prática regular de exercícios melhora o condicionamento pulmonar e ajuda a reduzir o uso de medicamentos.
Sedentarismo e asma não combinam!

Vacinas em dia, sempre!
Outro ponto importante no cuidado com a asma é manter a carteira de vacinação atualizada.
A vacina contra a gripe, por exemplo, deve ser feita todos os anos.
As infecções respiratórias são um dos principais gatilhos de crises de asma, e prevenir essas infecções ajuda muito a manter a doença sob controle.

A asma ao longo da vida
A asma pode se manifestar de formas diferentes ao longo da vida. É mais comum em meninos na infância, e na fase adulta torna-se mais frequente nas mulheres.
Felizmente, com o avanço da ciência, já há estudos mostrando que, em alguns casos, pode haver até mesmo remissão da doença.
A medicina personalizada tem um papel fundamental para entendermos melhor cada paciente e as diferentes formas de expressão da asma.

O futuro é promissor
Embora a asma ainda não tenha cura, o conhecimento científico e os avanços da medicina de precisão nos trazem cada vez mais opções para personalizar o tratamento, controlar os sintomas, reduzir crises e melhorar a qualidade de vida.

No Dia Nacional de Controle da Asma, vamos reforçar uma mensagem importante: asma controlada significa liberdade, segurança e qualidade de vida. Procure seu médico, siga o tratamento, mantenha-se ativo e cuide de sua saúde integralmente. Respirar bem é viver bem!

#DiaNacionalDeControleDaAsma #AsmaTemControle #MedicinaDePrecisão #VacinasEmDia #AtividadeFísica #RiniteControlada #ObesidadeInfantil #QualidadeDeVida

Relatora:
Marina Buarque de Almeida
Presidente do Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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A epilepsia em crianças https://spsp.org.br/a-epilepsia-em-criancas/ Wed, 26 Mar 2025 15:24:45 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50723 ]]>

O Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia é celebrado no dia 26 de março. É também conhecido como “Dia Roxo” (Purple Day); assim, todos os anos no dia 26/03, pessoas ao redor do mundo são convidadas a usar a cor roxa e promover eventos que tragam esclarecimentos sobre a doença.

A epilepsia é uma das condições neurológicas mais prevalentes no mundo, comprometendo cerca de 1% dos indivíduos. Mais especialmente em crianças, essa prevalência ocorre em 2% dos casos, cifra bastante significativa. Sua ocorrência é mais expressiva nos primeiros três anos de vida.

A característica da epilepsia  é sua tendência à repetição das convulsões. Manifesta-se por convulsões com características diversas, sendo a mais conhecida a do tipo generalizado, com tremores difusos nos braços e pernas e contratura muscular, às vezes concomitantes na face, com perda de consciência. É o tipo mais comum e de maior conhecimento público.

Entretanto, existem outras formas, como por exemplo: crises com tremores somente na face, ou só num membro superior, consideradas parciais; crises de ausência, nas quais há um curto período de desligamento ou perda de contato e pronta recuperação; crises de contraturas ou espasmos musculares em flexão dos membros; ou súbitas perdas de tônus muscular e queda. Enfim, são múltiplas expressões clínicas, e que podem caracterizar tipos de síndromes epilépticas.

É importante lembrar que convulsão não é sinônimo de epilepsia e que pode ocorrer em outras circunstâncias: insolação, hipoglicemia, infecções do sistema nervoso, traumas cranianos.

A sua ocorrência implica sempre em um procedimento médico de emergência e investigação na busca do esclarecimento da causa e conduta a seguir, e exames complementares necessários, como o eletroencefalograma, obtenção de imagens radiológicas e outros que possam ser indicados.

Após os esclarecimentos, a criança e familiares deverão ser encaminhados para Serviço Especializado em Epilepsia para acompanhamento adequado da terapia medicamentosa, realização de exames complementares e em consultas com os especialistas, por determinados períodos estabelecidos em protocolos.

O tratamento  medicamentoso com anticonvulsivantes tem bom prognóstico em grande parte dos casos. Nos casos de convulsões refratárias, o profissional procederá na busca de alternativas, como mudança do esquema de medicamentos ou em alguns casos a possibilidade cirúrgica.

 

Relator:
Saul Cypel
Professor Livre-Docente de Neurologia Infantil
Membro do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Câncer infantil: avanços científicos e terapêuticos https://spsp.org.br/cancer-infantil-avancos-cientificos-e-terapeuticos/ Fri, 14 Feb 2025 14:05:01 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50243 Em 15 de fevereiro, celebra-se o Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil, data que une a comunidade médica e científica para promover discussões sobre epidemiologia]]>

Em 15 de fevereiro, celebra-se o Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil, data que une a comunidade médica e científica para promover discussões sobre epidemiologia, inovações terapêuticas e desafios enfrentados na oncologia pediátrica. Criado em 2002 pela Childhood Cancer International (CCI), o dia visa incentivar políticas públicas, investimentos em pesquisa e o aprimoramento das estratégias de diagnóstico e tratamento.

O câncer infantil representa cerca de 3% dos casos de câncer no mundo, com 8.500 novos casos anuais no Brasil (na faixa etária de 0 a 19 anos), em comparação com quase 500.000 casos anuais entre adultos. Diferente do câncer em adultos, em que predominam os carcinomas (tumores epiteliais), nas crianças as leucemias agudas (tumores das células sanguíneas) são mais comuns, seguidas por tumores no sistema nervoso central, linfomas (gânglios linfáticos) e tumores abdominais, como o neuroblastoma (suprarrenal) e o tumor de Wilms (renal).

Ao contrário dos adultos, no câncer infantil não há prevenção primária, como a adoção de hábitos saudáveis (não fumar, alimentação balanceada, proteção solar), que pode ajudar a prevenir o aparecimento de diferentes tipos de câncer.

Os cânceres infantis surgem devido a mutações em células imaturas, o que faz com que esses tumores cresçam rapidamente e de forma agressiva, mas ao mesmo tempo respondam bem ao tratamento. Com o avanço das terapias quimioterápicas, técnicas cirúrgicas e radioterápicas, além dos estudos genômicos (genômica é um campo da ciência que avalia a interação entre os genes e o meio ambiente), hoje é possível identificar mutações e vias metabólicas alteradas, permitindo abordagens mais precisas para diagnóstico precoce e classificação molecular na oncogenética (uma área da medicina que estuda a predisposição genética ao câncer), possibilitando o desenvolvimento de diferentes formas de terapia-alvo (é um tratamento que usa medicamentos para atacar células cancerígenas, poupando as células saudáveis), tais como os inibidores de tirosina quinase, e a imunoterapia através do uso de anticorpos monoclonais (proteínas que ajudam a combater doenças cancerígenas) e terapia CAR-T cell (células de defesa do organismo que são geneticamente modificadas para combater o câncer) que revolucionaram a oncologia pediátrica, proporcionando, quando bem indicados, estratégias menos tóxicas e mais eficazes.

 A implementação de biomarcadores moleculares e técnicas avançadas de imagem, como PET Scan e ressonância magnética de alta resolução, têm melhorado significativamente a precisão e a rapidez do diagnóstico, o que impacta positivamente as taxas de sobrevida. Quando diagnosticado precocemente, o câncer infantil tem taxas alvissareiras de cura superiores a 80%.

No entanto, no Brasil ainda há desafios relacionados ao atraso no diagnóstico, muitas vezes devido ao desconhecimento dos sinais de alerta ou ao receio de se pensar na possibilidade de câncer. É importante reconhecer alguns sintomas de alerta, como:

  • Hematomas e equimoses que aparecem rapidamente, associados a palidez e febre;
  • Dor de cabeça persistente, acompanhada de vômitos e, por vezes, alterações na marcha ou no comportamento;
  • Aumento progressivo dos linfonodos (ínguas) que não estão associados a processos infecciosos e não reduzem com o tempo;
  • Aumento do volume abdominal ou a presença de uma massa (tumor) na barriga da criança;
  • Aparecimento de uma mancha esbranquiçada na pupila quando exposta à luz, conhecida como leucocoria (o reflexo do olho do gato).

Esses são apenas alguns dos sinais, mas existem outros. O câncer infantil tem cura, e para melhorar as chances de sucesso no tratamento é fundamental que o diagnóstico seja feito de forma precoce. Para isso, é necessário promover campanhas de conscientização sobre os sinais e sintomas precoces da doença, aumentar a disseminação de conhecimento sobre oncologia pediátrica, apoiar pesquisas e ampliar a rede de hospitais e centros especializados em tratamento do câncer infantil no país. Fique atento à presença ou persistência desses sinais e, na dúvida, procure rapidamente um pediatra ou um hospital especializado.

 

Relator:
Roberto Augusto Plaza Teixeira
Secretário do Departamento Científico de Oncologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma https://spsp.org.br/dia-nacional-de-conscientizacao-e-incentivo-ao-diagnostico-precoce-do-retinoblastoma/ Wed, 18 Sep 2024 14:10:27 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48039 Comemorado em 18 de setembro, o Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma foi instituído pela Lei ]]>

Comemorado em 18 de setembro, o Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma foi instituído pela Lei nº 12.637/2012.

O retinoblastoma é um tumor embrionário raro que se origina na retina, sendo o tumor maligno intraocular mais frequente encontrado nas crianças, na faixa etária de 0 a 5 anos de idade. Não existe diferença nas taxas de ocorrência entre o sexo feminino e o masculino, entre raças ou entre o olho direito e o esquerdo.

O reflexo ocular normal é vermelho; quando é visto branco, é chamado de leucocoria (leukos: branco, kore: pupila). A doença pode acometer um olho (60% dos casos) ou os dois olhos (40% dos casos).

Algumas outras doenças oculares pediátricas se apresentam com leucocoria, entre elas: catarata, uveíte e retinopatia da prematuridade.

O sinal mais frequente do retinoblastoma é a leucocoria, acometendo até 60% dos casos. Outro sinal é o desvio ocular (estrabismo). Toda criança com leucocoria e estrabismo deve ser encaminhada para avaliação oftalmológica.

O diagnóstico é feito quando se suspeita de retinoblastoma:

  1. Exame de fundo de olho sob anestesia, examinando minuciosamente os dois olhos.
  2. Ressonância nuclear magnética (RNM) de crânio e órbita, muito importante para a avaliação do comprometimento fora do olho, além de ser útil no diagnóstico diferencial entre retinoblastoma e outras doenças oculares.

O tratamento do retinoblastoma é realizado por cirurgia e ou quimioterapia. O planejamento é individualizado e devemos levar em consideração a idade do paciente, se é unilateral ou bilateral, extensão e localização da doença.

Lesões iniciais são mais facilmente tratadas e isto resulta em uma taxa maior de cura com preservação do globo ocular e da visão. O diagnóstico precoce do retinoblastoma é fundamental para diminuir o número de sequelas e mortes pela doença.

Com o objetivo de conscientizar a população e os médicos sobre a importância do diagnóstico precoce do retinoblastoma e da saúde ocular na infância, os jornalistas Tiago Leifert e Daiana Garbin Leifert criaram a campanha DE OLHO NOS OHINHOS, que desde 2022 impactou milhões de pessoas.

 A campanha tem o apoio de muitas entidades médicas do Brasil. Neste ano, no dia 21 de setembro, a campanha de conscientização estará presente em mais de 50 cidades brasileiras e convidamos todos a participar.

 

Relatora:

Carla Renata Donato Macedo
Membro do Departamento Científico de Oncologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

Foto: Arquivo pessoal Dra. Carla Renata Donato Macedo (imagem de paciente com retinoblastoma com presença do reflexo branco pupilar – leucocoria – em olho esquerdo)

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Dia Internacional das Crianças Desaparecidas https://spsp.org.br/dia-internacional-das-criancas-desaparecidas-3/ Sat, 25 May 2024 12:51:42 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=46236 Todos os anos, no dia 25 de maio, desde 1983, o mundo se reúne para comemorar o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, um dia dedicado a aumentar a sensibilização]]>

Todos os anos, no dia 25 de maio, desde 1983, o mundo se reúne para comemorar o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, um dia dedicado a aumentar a sensibilização para a questão alarmante das crianças desaparecidas e a oferecer esperança às suas famílias.

Desde então, outros países ao redor do mundo adotaram comemorações semelhantes. Em 2001, o dia 25 de maio foi formalmente reconhecido pela primeira vez como o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas.

A edição deste ano marca a 41ª celebração do Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, que tem como símbolo o miosótis; o que começou como um dia de comemoração, agora destaca os esforços daqueles que trabalham para trazer as crianças e adolescentes desaparecidos para casa e a necessidade de ação e cooperação contínuas por parte de indivíduos, agências de aplicação da lei e governos.

Os números são surpreendentes e exigem atenção imediata. Na Europa, os dados revelam o desaparecimento de 250 mil crianças anualmente – o que equivale a uma criança desaparecida a cada dois minutos. A maioria destes incidentes envolveu crianças que fugiram, representando 66% dos novos casos notificados, 24% envolveram raptos parentais e 3% envolveram crianças desaparecidas na migração.

Nos EUA, estima-se que 2.300 crianças desaparecem todos os dias e 460 mil são dadas como desaparecidas todos os anos. Quase 90% das crianças desaparecidas se perderam ou fugiram de casa, menos de 1% do total de casos de crianças desaparecidas é coberto pelos noticiários e uma em cada seis crianças desaparecidas acaba no tráfico sexual.

No Brasil, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2023), em 2022 foram registrados 74.061 pessoas desaparecidas, média de 203 desaparecimentos diários.

O desconhecimento dos desaparecimentos dificulta o estabelecimento do perfil; no triênio 2019-2021, foram analisados mais de 300 mil registros, sendo que 29,3% são adolescentes com idades entre 12 e 17 anos e as crianças representam 3,1%.

Como proceder em caso de desaparecimento de crianças?

O registro do desaparecimento deve ser imediato – não se deve esperar transcorrer 24 horas – e pode ser realizado em qualquer unidade da Polícia Civil, Polícia Militar ou até mesmo pela Delegacia Virtual;

Ao perceber que seu filho – ou qualquer outra criança – não retornou para casa, ou até mesmo se perdeu, registrar imediatamente o Boletim de Ocorrência para que as buscas possam se iniciar;

As primeiras horas são as mais críticas em casos de crianças desaparecidas. Portanto, é importante entrar em contato com a polícia local e fornecer imediatamente informações sobre a criança;

Será necessária uma foto recente da criança, informar o que ela estava vestindo e detalhes sobre quando e onde ela foi vista pela última vez;

Após notificar as autoridades, é importante manter a calma – para que possam lembrar com mais facilidade de detalhes sobre o desaparecimento da criança;

Existe a obrigatoriedade de notificação a portos, aeroportos, Polícia Rodoviária e companhias de transporte interestaduais e internacionais.

Criado pela Lei nº 13.812, de 16 de março de 2019, que instituiu a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD) é uma ferramenta fundamental para uma resposta do poder público brasileiro aos casos de desaparecimento no Brasil, crescentes a cada ano.

O projeto de lei (PL 2.099/2019) determina que será obrigatória a inclusão das informações sobre o desaparecimento de menores no Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos e no Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas – que integra o Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos (Sinalid).

Em 2022 foi feita uma parceria entre a Sociedade Brasileira de Pediatria e o Conselho Nacional do Ministério Público, com uma campanha de peso sobre as crianças desaparecidas, que vem para ajudar a reverter esta situação tão dramática e impactante.

O dia 25 de maio homenageia todos aqueles que trabalham dia e noite para saber mais sobre as crianças desaparecidas, mostra como as pessoas podem contribuir e agradece a todas as organizações relevantes pelos seus esforços.

Como indivíduos, profissionais e organizações, temos a responsabilidade de proteger nossas crianças e adolescentes.

Juntos podemos ajudar a trazê-los para casa!

 

Saiba mais:

– FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2023. Disponível em: https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2023/07/anuario-2023.pdf. Acesso em: 15/05/2024.

– FATOS SOBRE CRIANÇAS DESAPARECIDAS QUE VOCÊ NÃO SABIA. National Missing Children’s Day – May 25, 2024. Disponível em: https://nationaltoday.com/national-missing-childrens-day/

– Every 2 Minutes A Child Disappears in Europe – Urgent Call to Action on International Missing Children’s Day. Missing Children Europe. Disponível em: https://missingchildreneurope.eu/press-release-imcd-2023/

 

Relatora:
Renata D Waksman
Presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Psoríase na infância https://spsp.org.br/psoriase-na-infancia/ Mon, 30 Oct 2023 19:22:27 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=40482 A Psoríase é uma doença inflamatória crônica, caracterizada pelo aparecimento de lesões róseas ou avermelhadas, com presença de descamação da pele com tonalidade esbranquiçada. É uma doe]]>

A Psoríase é uma doença inflamatória crônica, caracterizada pelo aparecimento de lesões róseas ou avermelhadas, com presença de descamação da pele com tonalidade esbranquiçada. É uma doença de causas não completamente esclarecidas e que atinge, principalmente, a população adulta (maior de 18 anos de idade), mas cerca de 20% a 30% dos casos podem se iniciar ainda na faixa etária pediátrica. A Psoríase que se inicia na infância tem um forte componente familiar, sendo que em um número elevado de casos um ou os dois pais apresentam a doença.

A apresentação mais comum nos pacientes pediátricos de baixa idade é representada pelo aparecimento de placas eritematosas (avermelhadas) bem delimitadas, envolvendo genitais, nádegas e região periumbilical (à volta do umbigo). Com o crescimento da criança as lesões tendem a se concentrar no tronco e membros, superiores e inferiores, enquanto que nos adultos a área predominante das lesões se localiza nas faces extensoras dos braços e pernas (cotovelos e joelhos). A doença tem caráter crônico e costuma cursar com períodos de melhoras (às vezes por períodos prolongados), seguidos por episódios de recorrência.

O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na análise cuidadosa das áreas eritematosas e a presença das escamas espessas e brancas. Quando o couro cabeludo está comprometido, o aspecto das escamas é semelhante ao da caspa. Havendo dúvidas quanto ao diagnóstico, o que é raro para um profissional com experiência, pode-se recorrer ao auxílio de uma biópsia.

O tratamento, muitas vezes frustrante e com tempo elevado entre o início e a melhora pretendida, é feito principalmente com cremes e pomadas à base de corticoides.

Em crianças, sempre a preferência é por aqueles de baixa potência, guardando os de média e alta para casos não respondentes e usados apenas em áreas mais espessas, como cotovelo e joelhos. Cremes e pomadas contendo derivados da vitamina D também são utilizados e, por vezes, são úteis para alternar as aplicações com os corticoides.

Fototerapia é um recurso que pode ser utilizado para os casos mais resistentes. Ainda como parte do tratamento, é essencial que as áreas comprometidas sejam frequentemente hidratadas com cremes e loções emolientes. Entre esses, a ureia, em concentrações de 3% a 20%, é extremamente útil. Uma exposição solar, controlada e em horários adequados também é um fator de melhora.

Por último, é importante lembrar que o aspecto das lesões é inestético, o que pode gerar constrangime
to social, o que não se justifica, pois a Psoríase não é uma doença contagiosa.

Relator:

Antônio Carlos Madeira de Arruda
Vice-Presidente do Departamento Cientifico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Sepse: uma prioridade de saúde global https://spsp.org.br/sepse-uma-prioridade-de-saude-global/ Wed, 13 Sep 2023 12:22:44 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=39267 O Dia Mundial da Sepse (DMS), celebrado anualmente no dia 13 de setembro, foi proposto pela Aliança Global para Sepse (Global Sepsis Alliance) em 2012 e, de]]>

O Dia Mundial da Sepse (DMS), celebrado anualmente no dia 13 de setembro, foi proposto pela Aliança Global para Sepse (Global Sepsis Alliance) em 2012 e, desde então, eventos são realizados com o objetivo de aumentar a conscientização sobre sepse em todas as partes do mundo.

Você sabe o que é sepse?

A sepse ocorre em decorrência de uma inflamação exagerada do organismo, em resposta a uma infecção, geralmente causada por uma bactéria. Esta resposta inflamatória pode levar a uma série de complicações e causar danos ao nosso próprio corpo, afetando diversos órgãos e criando uma disfunção generalizada.

É uma emergência médica que precisa de tratamento imediato, uma vez que pode causar danos aos rins, pulmões, cérebro e coração e até a morte.

A sepse foi reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2017 como uma prioridade de saúde pública global devido ao elevado impacto da doença (elevadas incidência, mortalidade, morbidade… e impacto financeiro também elevado).

Em 2017…

– 48,9 milhões de pessoas tiveram sepse;

– 11 milhões de pessoas morreram em decorrência da sepse – 1 em cada 5 óbitos que ocorrem no mundo é relacionado à sepse;

– mais da metade dos casos (25,3 milhões) de sepse ocorre em crianças e adolescentes;

– mais de 75% dos casos e dos óbitos por sepse ocorrem em países de baixa e média renda, onde nós, Brasil, estamos incluídos.

Diante dessa realidade, a OMS demanda que seus países membros implementem medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento da sepse para reduzir seu impacto. Países com Austrália e Suíça já implementaram Planos Nacionais de Combate à Sepse.

Qual a realidade brasileira?

ADULTOS – Estima-se que:

– 30% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) são ocupados por pacientes com sepse (letalidade muito elevada, 56%);

– 420.000 casos de sepse/ano (adultos);

– 230.000 óbitos/ano (adultos).

 

CRIANÇAS – Estima-se que:

– 25% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) são ocupados por crianças com sepse (letalidade 20%);

– 42.374 casos de sepse em crianças/ano;

– 8.305 crianças morrem no Brasil anualmente em decorrência da sepse;

– fatores associados a elevada mortalidade: status vacinal desconhecido ou atrasado, infecções associadas à assistência à saúde, atraso no diagnóstico e tratamento… são fatores passíveis de prevenção e intervenção.

Qual o problema da sepse (barreiras).

– sepse é uma emergência (tempo é vida… atraso no diagnóstico e início do tratamento leva a aumento de mortalidade… igual a Acidente Vascular Cerebral (AVC) e infarto;

– sepse é uma doença desconhecida (não é popular como outras doenças, como infarto e ACV);

– falta de conhecimento sobre sepse;

– falta de infraestrutura e recursos;

– imprensa não fala em sepse… usa infecção generalizada, disfunção de múltiplos órgãos.

Em 2021, a cidade de São Paulo, por meio de um mandato, instituiu o PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE SEPSE, no qual todos os Serviços de Saúde devem adotar um protocolo de sepse. Esta ação visa incentivar e promover a participação governamental na luta contra a sepse e defender que o investimento na saúde e na educação é uma medida de solução custo-efetiva.

Mas precisamos fazer muito mais… Existem exemplos excelentes, como os da Rory Staunton Foundantion (https://www.endsepsis.org/)

E como a sepse pode ser prevenida?

Se a criança ficar doente, com febre e com alteração do seu comportamento habitual, procure atendimento médico. Se for detectada uma infecção, deve ser prescrito antibiótico, que será administrado exatamente como indicado – dose, intervalos e tempo total de tratamento. Se a criança não apresentar melhora ou piorar dos sintomas, deverá ser reavaliada.

E devemos fazer o possível para evitar infecções: tomar todas as vacinas recomendadas, lavar as mãos e cuidar de ferimentos, como cortes e arranhões.

 

Saiba mais:

  • Global Sepsis Alliance. Disponível em: https://www.global-sepsis-alliance.org/
  • WHO calls for global action on sepsis – cause of 1 in 5 deaths worldwide. Disponível em: https://www.who.int/news/item/08-09-2020-who-calls-for-global-action-on-sepsis—cause-of-1-in-5-deaths-worldwide
  • Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS) – Dia Mundial da Sepse (DMS). SOBRE O DIA MUNDIAL DA SEPSE. Disponível em: https://ilas.org.br/dia-mundial-da-sepse/)
  • The Legacy of Rory Staunton. Disponível em: https://www.endsepsis.org/
  • Disponível em: https://kidshealth.org/en/parents/sepsis.html
  • LEI Nº 17.570 DE 8 DE JUNHO DE 2021.Disponível em: https://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/leis/lei-17570-de-8-de-junho-de-2021

 

Relatora:
Daniela Carla de Souza
Presidente do Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS)
Departamento Científico de Terapia Intensiva da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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