Câncer – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 15 Sep 2025 15:19:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Câncer – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Apoio a pacientes com linfoma em todo o mundo https://spsp.org.br/apoio-a-pacientes-com-linfoma-em-todo-o-mundo/ Mon, 15 Sep 2025 15:15:15 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53162 O Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas foi criado em 2004 pela Lymphoma Coalition – uma organização que oferece apoio a pacientes com linfoma em todo o mundo]]>

O Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas foi criado em 2004 pela Lymphoma Coalition – uma organização que oferece apoio a pacientes com linfoma em todo o mundo – para ajudar a conscientizar sobre a doença. Esse dia tem o objetivo de informar famílias, educadores e a sociedade sobre o linfoma, que pode afetar crianças e adolescentes, e também de apoio às crianças que enfrentam a doença junto com suas famílias.

Ele é celebrado anualmente em 15 de setembro, ressaltando a importância do diagnóstico precoce.

O que é linfoma?

Linfoma é um câncer que se origina no sistema linfático. O sistema linfático é uma rede de órgãos e vasos que movimenta um líquido transparente pelo corpo chamado linfa. Essa rede é uma parte fundamental do sistema imunológico. O sistema linfático ajuda a filtrar células e outros resíduos da corrente sanguínea.

Quando as células do sistema linfático, chamadas linfócitos, tornam-se malignas, elas geralmente crescem rapidamente e se dividem para formar mais células. Com o tempo, as células do linfoma no sistema linfático podem se espalhar por todo o corpo. Essas células impedem que as células saudáveis ​​próximas a elas funcionem normalmente e dificultam o funcionamento adequado do sistema imunológico.

Existem dois tipos de linfócitos: linfócitos B e linfócitos T (também chamados de células B e células T). Essas células nos protegem produzindo anticorpos e destruindo micro-organismos nocivos, como bactérias e vírus. O linfoma se origina no desenvolvimento desses linfócitos que sofreram uma alteração maligna. Isso significa que eles se multiplicam sem uma ordem adequada, formando tumores, que são coleções de células cancerígenas.

Atualmente, existem 43 subtipos diferentes de linfoma reconhecidos pelo sistema de classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Cinco desses subtipos pertencem a um grupo de doenças chamado linfoma de Hodgkin.

O linfoma de Hodgkin se distingue de todos os outros tipos de linfoma pela presença de um tipo especial de célula cancerosa, chamada célula de Reed-Sternberg, que pode ser observada ao se examinar as células tumorais ao microscópio. Todos os outros subtipos são comumente agrupados e chamados de linfoma não Hodgkin (ou linfomas de células B e T).

A manifestação clínica pode corresponder ao aparecimento de gânglios indolores no pescoço, axilas ou virilhas que aumentam com o passar do tempo; dor abdominal, inchaço ou aumento de volume abdominal; aumento do volume da face; tosse, dificuldade para respirar associados ou não a um quadro de febre de origem indeterminada, sudorese profusa e ou emagrecimento importante inexplicável.

O diagnóstico envolve avaliação clínica, exames de sangue e de imagens e, muitas vezes, uma biópsia.

Se seu filho estiver apresentando algum desses sintomas, é importante agendar uma consulta com um médico o mais rapidamente possível. Também é importante lembrar que muitos desses sintomas também podem ser causados por outras condições, mas a detecção e o diagnóstico precoces são cruciais no tratamento do linfoma.

Em crianças e adolescentes, o linfoma é um dos tipos de câncer mais comuns e, nessa faixa etária, ele tende a crescer rapidamente, mas em função dos importantes avanços no conhecimento dessas doenças, com o tratamento adequado, mais de 80% delas serão curadas.

O tratamento depende do tipo de linfoma e do estágio, bem como da idade da criança.

Essa fantástica evolução no prognóstico deve ser atribuída, principalmente, à utilização de combinações terapêuticas, que podem incluir: quimioterapia em altas doses, radioterapia, anticorpos monoclonais ou imunoterapia. Não menos importantes são o tratamento de suporte, a abordagem multidisciplinar desse paciente e a maior precisão dos meios diagnósticos.

Se você tiver alguma dúvida, não hesite em entrar em contato com seu pediatra.

 

Relator:
Flavio Augusto Luisi
Membro do Departamento Científico de Oncologia da SPSP

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Feliz ano da vacinação (porque não é um só dia de vacinação)! https://spsp.org.br/feliz-ano-da-vacinacao-porque-nao-e-um-so-dia-de-vacinacao/ Thu, 17 Oct 2024 17:29:21 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48525 Feliz Dia Nacional da Vacinação! Mas o dia da vacinação não é só em 17/10, mas cada dia do ano todo! Tinha época em que nós brasileiros podíamos encher a boca quando falávamos isso]]>

Feliz Dia Nacional da Vacinação! Mas o dia da vacinação não é só em 17/10, mas cada dia do ano todo!

Tinha época em que nós brasileiros podíamos encher a boca quando falávamos isso!

E o que aconteceu? Será que esquecemos das antigas epidemias, como a gripe espanhola? Os mais jovens já perguntaram para seus pais ou avós como era quando tínhamos um número absurdo de internações por sarampo? Ou catapora? Alguém se lembra das grandes epidemias de meningite? Ou febre amarela? Ou as crianças que nasciam com diversas malformações por rubéola congênita?

Talvez tenhamos nos desacostumado com tais infecções (graças a Deus!), mas não lembramos mais por uma razão maior do que todas, maior do que todos os médicos que atendiam essas doenças: as vacinas!

Sim. As vacinas foram essenciais para reduzir diversas doenças que levaram tantas pessoas do nosso convívio.

Hoje é um dia em que devemos celebrar esse avanço.

Para quem não sabe, as vacinas induzem os nossos organismos a produzirem uma resposta imunológica contra todas essas doenças. Essa resposta pode ser maior ou menor, dependendo do agente infeccioso, da resposta imune de cada indivíduo e da eficácia vacinal.

Todas as vacinas passam por diversos estudos (os tais estudos pivotais), para determinar eventuais riscos que possam promover, e a resposta imune que determinam no indivíduo. Elas só serão aprovadas após esses estudos, que são muito bem conduzidos. E esses estudos são analisados por vários especialistas para que a aprovação ocorra, além das agências de cada país onde elas serão incorporadas nos programas de vacinação. São passos cada vez mais rigorosos e cada vez mais bem avaliados. É lógico que a proteção determinada por cada vacina nunca será de 100%. Entretanto, elas permitirão uma redução drástica do impacto da doença na sociedade. E aqui vem uma primeira máxima da vacinação: “as vacinas são um bem acima de tudo para a sociedade! Não só para um indivíduo!”

Há indivíduos que, por diversos fatores, podem não responder a uma vacina (por exemplo, indivíduos com câncer), e por isso nessa hora recomendamos as vacinas também para aquelas pessoas que têm contato mais próximo com essas pessoas, como uma forma de cercá-las da proteção vacinal para essas doenças.

Por falar em câncer, temos vacinas que protegem contra alguns dos cânceres mais frequentes entre nós, como o câncer de colo uterino. E, infelizmente, vemos tantos adolescentes que não fazem a vacina, e terão um risco aumentado dessas diversas neoplasias no futuro por causa disso.

Hoje vivemos um momento de recusa vacinal… Difícil entender por quê. Meus colegas e eu temos vivenciado diversas crianças internadas, por exemplo, devido à covid-19. A quase totalidade delas sem a vacina. Vemos como a cobertura vacinal dessas crianças está ruim.

Então hoje, nesse dia especial (!!!), vamos nos lembrar quanto importante é a vacinação para todos nós, crianças, adolescentes, adultos e idosos! Não deixemos de nos vacinar e vacinar aqueles que dependem de nós! Não queremos nos arrepender no futuro por não termos feito isso!

Feliz Dia Nacional da Vacinação!

 

Relator:
Marcelo Otsuka
Vice-Presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Linfomas nas crianças e adolescentes https://spsp.org.br/linfomas-nas-criancas-e-adolescentes/ Thu, 15 Sep 2022 14:53:47 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=34392 ]]>

Falando sobre cânceres infantis, o dia 15 de setembro foi denominado Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas, terceiro câncer infantil mais frequente, com aproximadamente 1.200 casos diagnosticados por ano no Brasil, correspondendo a 12% dos cânceres que acometem crianças e adolescentes.

É importante comentar sobre o tema, uma vez que sabendo reconhecer os sinais e sintomas de alerta, podemos fazer o diagnóstico mais precocemente, o que impacta sobremaneira na chance de cura dos pequenos pacientes.

Linfomas são tipos de cânceres que acometem o sistema linfático, composto basicamente pelos linfonodos (“pequenos caroços”), que se distribuem por todo o nosso corpo, produzem e transportam glóbulos brancos, conhecidos como linfócitos, que são importantíssimos no nosso sistema imunológico e no combate às infecções. O linfoma acontece quando esses glóbulos brancos normais sofrem mutações e se multiplicam de forma descontrolada, tornando-se malignos.

Existem dois tipos de linfomas: os linfomas de Hodgkin, correspondendo a 40% dos casos, e os linfomas não Hodgkin, mais frequentes e responsáveis pelos outros 60%.

E qual a diferença?

O linfoma de Hodgkin acomete mais adolescentes, por volta de 14 anos de idade e tem a sua evolução mais lenta, comprometendo principalmente linfonodos superficiais do pescoço, virilha e axila, que aumentam de tamanho e se tornam bem visíveis. Dissemina-se através dos vasos linfáticos para outras cadeias ganglionares e pode estar associado a sintomas sistêmicos, como sudorese noturna, perda de peso e febre baixa.

Já os linfomas não Hodgkin acometem crianças entre 4 e 10 anos, são de aparecimento rápido, bastante agressivos, havendo dois tipos predominantes, que se manifestam por grandes massas, sendo o linfoblástico (células T) na região torácica, podendo ocasionar falta de ar e tosse, e os linfomas de Burkitt (células B) no intestino (região ileocecal), causando dor abdominal e vômitos. Ambos podem invadir a medula óssea ou o sistema nervoso central.

O diagnóstico do linfoma é usualmente realizado pela biópsia de um linfonodo suspeito, que possibilita identificar o tipo de linfoma de acordo com os achados citológicos, imuno-histoquímicos, citogenéticos e moleculares presentes nas células malignas.

Diferentes modalidades terapêuticas são utilizadas no tratamento dos linfomas, boa parte das vezes de forma combinada: a poliquimioterapia é o tratamento de escolha para ambos os tipos de linfoma, ficando a associação com radioterapia indicada principalmente nos casos de linfomas de Hodgkin. Mais recentemente, a terapia-alvo, principalmente através da imunoterapia, tem sido preconizada e já faz parte do tratamento inicial dos casos dos linfomas de Burkitt, ficando o transplante de medula óssea e o CART cell como opções de tratamento para os tumores recidivados.

A ótima notícia é referente ao excelente prognóstico desses tipos de câncer, superando os 90% nos casos de linfoma de Hodgkin e acima de 80% nos linfomas não Hodgkin e, claro, sendo sempre melhor quanto mais cedo se diagnosticar a doença.

Que fiquemos atentos aos sinais e sintomas dos linfomas para termos o diagnóstico precoce e tratamento imediato dessas formas de câncer infantojuvenil!

 

Relator:

Roberto Plaza
Hematologista e Oncologista Pediátrico. Médico Assistente do Instituto do Tratamento do Câncer Infantil (ITACI)-ICR-HC-FMUSP
Departamento Científico de Hematologia e Hemoterapia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

Foto: @nattanunkhankaew / br.freepik.com

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Dia Internacional do Câncer na Infância https://spsp.org.br/dia-internacional-do-cancer-na-infancia/ Mon, 15 Feb 2021 21:00:03 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3602 Quinze de fevereiro é o Dia Internacional do Câncer na Infância. O objetivo é conscientizar a sociedade, enfatizar a importância do diagnóstico precoce e expressar apoio às crianças e adolescentes com câncer e suas famílias.

Com uma incidência de 16 casos por 100 mil habitantes menores do que 19 anos, o câncer é a primeira causa de morte, por doença, em crianças e adolescentes no Brasil. Entretanto, menos da metade dos casos chegam aos centros de tratamento especializados.

Nos adultos, a maioria dos casos está associada a fatores externos, tais como: a exposição ao sol (radiação ultravioleta), exposição e manuseio prolongado de derivados de petróleo, agrotóxicos e o tabagismo.

ia_64 | depositphotos.com

Por outro lado, em crianças e jovens a doença não está diretamente associada a fatores de risco externos, exceto pela radiação ionizante (Rx) e alguns vírus como Epstein-Barr e da Hepatite B.

Todavia, a maioria dos cânceres nas crianças decorre de alterações no DNA que aconteceram antes do nascimento ou no início da vida. E quando o processo de divisão celular não é perfeito essa mutação genética é chamada adquirida.

Desse modo, as causas são indefinidas, difíceis de prevenir e não apresentam sinais específicos, pois, nas fases iniciais da doença, os sintomas podem ser confundidos com outras doenças (febre, palidez, vômitos, dores nos ossos e articulações). Entretanto, se esses sinais e sintomas inespecíficos não forem cuidadosamente valorizados, poderá ocorrer detecção tardia da doença.

Pais, responsáveis, avós, tios e professores, podem contribuir para identificar os primeiros sintomas, mas é importante salientar que não significa que a criança ou o adolescente tenha câncer. Por essa razão, o pediatra que acompanha ou que atendeu a criança ou o adolescente, ao identificar os sinais e sintomas de alerta, poderá iniciar a investigação e encaminhar o paciente para atendimento, diagnóstico preciso, tratamento e acompanhamento num serviço especializado de Oncologia.

Os sintomas e sinais que merecem atenção e investigação são:

*Febre prolongada, sem uma causa aparente e que não melhora com medicamentos;

*Inchaço nas gengivas, amolecimento repentino dos dentes com perda dentária anormal para a idade;

*Manchas roxas na pele sem causa conhecida;

*Dor de cabeça matutina frequente;

*Fraqueza ou paralisia de um lado do rosto ou corpo;

*Gânglios aumentados (ínguas) por período superior a 4 semanas;

*Falta de ar progressiva, sem febre, asma ou alergia;

*Barriga inchada ou endurecida;

*Presença de sangue na urina;

*Dor persistente nos ossos e / ou articulações, sem causa conhecida;

*Reflexo branco no olho ao tirar fotografia com flash;

Os cânceres em crianças e adolescentes são considerados mais agressivos e se desenvolvem rapidamente; por outro lado, as crianças respondem melhor ao tratamento e, apesar da incidência ser bem menor que dos adultos, o número de vidas salvas é significativamente maior.

Uma criança ou adolescente com câncer, se for tratado em centros de referência, tais como: GRAACC, ITACI, Boldrini (Barretos – SP) e outros, terá mais de 70% de chance de ser curado. Esses hospitais oferecem as melhores práticas no tratamento de crianças e adolescentes com neoplasias malignas.

Devemos enfatizar a necessidade de expandir e estimular a capacidade atual no diagnóstico e tratamento do câncer na infância e adolescência, incluindo a disponibilidade de medicamentos e tecnologias e ser integrado nas políticas estratégicas nacionais.

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Relator
Flavio Augusto Luisi
Departamento Científico de Oncologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Momento Saúde: câncer infantil pede agilidade https://spsp.org.br/momento-saude-cancer-infantil-pede-agilidade/ Wed, 20 Mar 2019 18:18:35 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2484 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. O assunto agora é: Câncer infantil É fundamental procurar o pediatra quando há suspeita de que algo está fora da ordem E é fundamental também – e de igual ou, talvez, de maior importância – que o pediatra, quando faça a hipótese de câncer em uma criança ou adolescente, encaminhe o paciente o mais rápido possível para um serviço de grande porte de Oncologia Pediátrica, seja na esfera pública ou privada. Os grandes centros de tratamento do câncer infantil concentram profissionais clínicos, cirúrgicos e toda uma equipe multidisciplinar. É nesses centros que o diagnóstico do câncer será realizado da maneira mais precisa, determinando com exatidão o tipo de tumor, que partes do corpo ele acomete e qual o melhor tratamento para aquele paciente em particular com aquele tumor específico. ___ Relator: Dra. Ethel Fernandes Gorender Departamento Científico de Oncologia Pediátrica da SPSP. Publicado em 20/03/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

O assunto agora é:
Câncer infantil

É fundamental procurar o pediatra quando há suspeita de que algo está fora da ordem

E é fundamental também – e de igual ou, talvez, de maior importância – que o pediatra, quando faça a hipótese de câncer em uma criança ou adolescente, encaminhe o paciente o mais rápido possível para um serviço de grande porte de Oncologia Pediátrica, seja na esfera pública ou privada. Os grandes centros de tratamento do câncer infantil concentram profissionais clínicos, cirúrgicos e toda uma equipe multidisciplinar. É nesses centros que o diagnóstico do câncer será realizado da maneira mais precisa, determinando com exatidão o tipo de tumor, que partes do corpo ele acomete e qual o melhor tratamento para aquele paciente em particular com aquele tumor específico.

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Relator:
Dra. Ethel Fernandes Gorender

Departamento Científico de Oncologia Pediátrica da SPSP.

Publicado em 20/03/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Momento Saúde: porque é importante o diagnóstico precoce https://spsp.org.br/momento-saude-porque-e-importante-o-diagnostico-precoce/ Wed, 13 Mar 2019 18:20:42 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2481 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. O assunto agora é: Câncer infantil Por que é importante fazer o diagnóstico desta doença o mais cedo possível? Porque quanto mais no começo o câncer, provavelmente menor será a quantidade de doença presente no corpo e maiores chances de um tratamento mais eficaz. Para a maioria dos tipos de câncer, quanto maior o volume do tumor ou número de células tumorais: • mais agressivo tem de ser o tratamento, principalmente a quimioterapia, com maior duração e efeitos colaterais; • mais extensas são as cirurgias para a remoção de tumores sólidos em abdome, cérebro, membros, com maior chance de mutilações, amputação de perna ou braço, remoção do globo ocular nos tumores do olho, dano às estruturas importantes próximas ao tumor; • maior a quantidade de radioterapia, nos tipos de câncer em que esse tratamento é empregado; • como consequência, maiores serão as sequelas durante o tratamento, logo após o término deste e, em alguns casos, tardiamente – quando a criança já virou adulto e pode apresentar doenças típicas de pacientes mais velhos, ainda quando jovem – maior a probabilidade de alteração na qualidade de vida; • o mais importante: menor a chance de cura. ___ Relator: Dra. Ethel Fernandes Gorender Departamento Científico de Oncologia Pediátrica da SPSP. Publicado em 13/03/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

O assunto agora é:
Câncer infantil

Por que é importante fazer o diagnóstico desta doença o mais cedo possível?

Porque quanto mais no começo o câncer, provavelmente menor será a quantidade de doença presente no corpo e maiores chances de um tratamento mais eficaz.

Para a maioria dos tipos de câncer, quanto maior o volume do tumor ou número de células tumorais:
• mais agressivo tem de ser o tratamento, principalmente a quimioterapia, com maior duração e efeitos colaterais;
• mais extensas são as cirurgias para a remoção de tumores sólidos em abdome, cérebro, membros, com maior chance de mutilações, amputação de perna ou braço, remoção do globo ocular nos tumores do olho, dano às estruturas importantes próximas ao tumor;
• maior a quantidade de radioterapia, nos tipos de câncer em que esse tratamento é empregado;
• como consequência, maiores serão as sequelas durante o tratamento, logo após o término deste e, em alguns casos, tardiamente – quando a criança já virou adulto e pode apresentar doenças típicas de pacientes mais velhos, ainda quando jovem – maior a probabilidade de alteração na qualidade de vida;
• o mais importante: menor a chance de cura.

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Relator:
Dra. Ethel Fernandes Gorender

Departamento Científico de Oncologia Pediátrica da SPSP.

Publicado em 13/03/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Momento Saúde: câncer infantil – a importância do diagnóstico precoce https://spsp.org.br/momento-saude-cancer-infantil-a-importancia-do-diagnostico-precoce/ Wed, 06 Mar 2019 19:49:21 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2477 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. O assunto agora é: Câncer infantil Câncer infantil: a importância do diagnóstico precoce O câncer acomete mais o adulto, principalmente o idoso. E criança tem câncer? Essa doença é rara na criança e no adolescente, mas existe. Nessa faixa etária, o câncer cresce mais rápido que no adulto, às vezes é mais agressivo, mas é potencialmente curável. E como cresce mais rápido, não há como prevenir ou procurar o câncer na população pediátrica, como se faz nos adultos com exames como o teste de Papanicolau, mamografia, colonoscopia etc. Então como fazer o diagnóstico precoce do câncer infantil? Atenção aos sinais e sintomas da doença nessa idade e avaliação do pediatra quando algo não vai bem. Quando pensar? Sempre pensar em câncer infantil quando sinais de doenças comuns na infância não melhoram: • quando há febre que não cessa após duas semanas, mesmo com tratamento; • vômitos persistentes, mais pela manhã, sem relação com tosse; • dor abdominal que não passa; dor de cabeça ou dor nas pernas que despertam a criança durante a noite ou interrompem as brincadeiras; • quando há aumento do volume das articulações ou juntas, com ou sem dor, mesmo sem trauma, com maior atenção aos joelhos e ombros; • quando aparecem manchas roxas na pele ou sangramento nasal, em gengivas ou na urina, sem explicação; • e sempre que algo cresce sem parar em qualquer parte do corpo, como um gânglio ou íngua, um nódulo ou caroço, o abdome que aumenta sem parar, uma mancha no olho ou na pele. ___ Relator: Dra. Ethel Fernandes Gorender Departamento Científico de Oncologia Pediátrica da SPSP. Publicado em 6/03/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

O assunto agora é:
Câncer infantil

Câncer infantil: a importância do diagnóstico precoce

O câncer acomete mais o adulto, principalmente o idoso. E criança tem câncer? Essa doença é rara na criança e no adolescente, mas existe. Nessa faixa etária, o câncer cresce mais rápido que no adulto, às vezes é mais agressivo, mas é potencialmente curável. E como cresce mais rápido, não há como prevenir ou procurar o câncer na população pediátrica, como se faz nos adultos com exames como o teste de Papanicolau, mamografia, colonoscopia etc.

Então como fazer o diagnóstico precoce do câncer infantil?

Atenção aos sinais e sintomas da doença nessa idade e avaliação do pediatra quando algo não vai bem.

Quando pensar?

Sempre pensar em câncer infantil quando sinais de doenças comuns na infância não melhoram:
• quando há febre que não cessa após duas semanas, mesmo com tratamento;
• vômitos persistentes, mais pela manhã, sem relação com tosse;
• dor abdominal que não passa; dor de cabeça ou dor nas pernas que despertam a criança durante a noite ou interrompem as brincadeiras;
• quando há aumento do volume das articulações ou juntas, com ou sem dor, mesmo sem trauma, com maior atenção aos joelhos e ombros;
• quando aparecem manchas roxas na pele ou sangramento nasal, em gengivas ou na urina, sem explicação;
• e sempre que algo cresce sem parar em qualquer parte do corpo, como um gânglio ou íngua, um nódulo ou caroço, o abdome que aumenta sem parar, uma mancha no olho ou na pele.

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Relator:
Dra. Ethel Fernandes Gorender

Departamento Científico de Oncologia Pediátrica da SPSP.

Publicado em 6/03/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Quando pensar em câncer: sintomas que podem ser indícios https://spsp.org.br/quando-pensar-em-cancer-sintomas-que-podem-ser-indicios/ Wed, 15 Oct 2014 10:17:43 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=775 Os pais sempre estão preocupados em relação à saúde de seus filhos e sempre se cobram em não deixar “passar” qualquer sintoma que possa significar uma doença grave. O câncer é uma das doenças que mais causa temor em relação a isto, mesmo que hoje em dia exista um verdadeiro “bombardeio” de informações relacionadas a cuidados e alertas relacionados à doença. Mas apesar de tantos alertas e tantas informações, sempre fica a pergunta: quando preciso pensar em câncer? Quando preciso me preocupar que aquela queixa ou sintoma de meu filho precisa ser investigada sem demora? Infelizmente, o maior problema é que muitos sintomas se parecem com outras doenças comuns e benignas da infância, e nem sempre é simples responder a essas perguntas. Podem ocorrer algumas alterações, que podemos chamar de sinais ou sintomas de alerta, como os que se seguem: Quando a criança ou adolescente passa a se queixar com frequência de dor em membros, podendo a levar a diminuição das atividades diárias. Quando passa a mancar sem motivo aparente ou a acordar a noite com frequência por dor, principalmente se localizada nas costas; Quando passa a ter dor abdominal frequente, com diminuição do apetite, ou com aumento do volume do abdômen; Quando surgem gânglios (ínguas) que crescem e não doem, não são vermelhos e não aparecem junto com algum tipo de infecção (dor de dente, dor de ouvido, dor de garganta etc.); Quando tem dor de cabeça que atrapalha o dia a dia, associada ou não a vômitos (principalmente matinais) e/ou enjoos; Quando muda a forma de caminhar, passando inclusive a apresentar tonturas e perda do equilíbrio; Quando a gengiva passar a crescer sem nenhum motivo, chegando a cobrir os dentes; Quando passa a urinar com sangue vivo, sem ter tido um trauma ou infecção urinária; Quando surgem manchas roxas com frequência, sem associação com traumas, localizadas principalmente nos braços ou no tórax; Quando notarem (principalmente em uma foto) que o olho do bebê tem um reflexo como “olho de gato”. Mas lembre-se sempre: o câncer é uma doença rara na infância e a melhor forma de reconhecimento precoce da doença está vinculada à sua observação e cuidados em relação à pequenas mudanças em seu filho. E o pediatra de confiança deve ser rapidamente procurado, para ajuda e esclarecimento. ___ Relatora: Dra. Maria Lucia Lee Departamento Científico de Oncologia e Hematologia da SPSP. Publicado em 15/10/2014. photo credit: Daniela Spyropoulou | Dreamstime Stock Photos Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

dreamstimefree_1283422Os pais sempre estão preocupados em relação à saúde de seus filhos e sempre se cobram em não deixar “passar” qualquer sintoma que possa significar uma doença grave.

O câncer é uma das doenças que mais causa temor em relação a isto, mesmo que hoje em dia exista um verdadeiro “bombardeio” de informações relacionadas a cuidados e alertas relacionados à doença. Mas apesar de tantos alertas e tantas informações, sempre fica a pergunta: quando preciso pensar em câncer? Quando preciso me preocupar que aquela queixa ou sintoma de meu filho precisa ser investigada sem demora?

Infelizmente, o maior problema é que muitos sintomas se parecem com outras doenças comuns e benignas da infância, e nem sempre é simples responder a essas perguntas.

Podem ocorrer algumas alterações, que podemos chamar de sinais ou sintomas de alerta, como os que se seguem:

  • Quando a criança ou adolescente passa a se queixar com frequência de dor em membros, podendo a levar a diminuição das atividades diárias. Quando passa a mancar sem motivo aparente ou a acordar a noite com frequência por dor, principalmente se localizada nas costas;
  • Quando passa a ter dor abdominal frequente, com diminuição do apetite, ou com aumento do volume do abdômen;
  • Quando surgem gânglios (ínguas) que crescem e não doem, não são vermelhos e não aparecem junto com algum tipo de infecção (dor de dente, dor de ouvido, dor de garganta etc.);
  • Quando tem dor de cabeça que atrapalha o dia a dia, associada ou não a vômitos (principalmente matinais) e/ou enjoos;
  • Quando muda a forma de caminhar, passando inclusive a apresentar tonturas e perda do equilíbrio;
  • Quando a gengiva passar a crescer sem nenhum motivo, chegando a cobrir os dentes;
  • Quando passa a urinar com sangue vivo, sem ter tido um trauma ou infecção urinária;
  • Quando surgem manchas roxas com frequência, sem associação com traumas, localizadas principalmente nos braços ou no tórax;
  • Quando notarem (principalmente em uma foto) que o olho do bebê tem um reflexo como “olho de gato”.

Mas lembre-se sempre: o câncer é uma doença rara na infância e a melhor forma de reconhecimento precoce da doença está vinculada à sua observação e cuidados em relação à pequenas mudanças em seu filho. E o pediatra de confiança deve ser rapidamente procurado, para ajuda e esclarecimento.

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Relatora:
Dra. Maria Lucia Lee
Departamento Científico de Oncologia e Hematologia da SPSP.

Publicado em 15/10/2014.
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Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Ácido fólico na dieta das mães reduz risco de câncer infantil https://spsp.org.br/acido-folico-na-dieta-das-maes-reduz-risco-de-cancer-infantil-2/ Fri, 04 Oct 2013 19:45:59 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=216 A revista Veja publicou nota sobre um estudo feito na Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, e publicado em abril na revista Pediatrics, que afirma que mulheres em idade fértil que incluem ácido fólico em sua alimentação podem reduzir a incidência de câncer de rim e de alguns tipos de tumores cerebrais entre seus filhos. De acordo com os autores do trabalho, o número de casos de crianças com esses tipos de câncer diminuiu desde a determinação de 1998 do governo americano para a fortificação de certos alimentos com ácido fólico. Também chamado de vitamina B9, o ácido fólico pode ser encontrado naturalmente no brócolis, tomate, feijão, lentilha e cogumelos, além dos suplementos vitamínicos. A recomendação é que mulheres que planejam uma gravidez incluam esses alimentos em suas dietas ou façam a suplementação vitamínica, de preferência 90 dias antes da fecundação e durante toda a gestação. O ácido fólico também está associado a um risco reduzido de defeitos na formação do feto. Fonte: Revista Veja, 21 de maio de 2012 http://veja.abril.com.br/noticia/saude/acido-folico-reduz-risco-de-cancer-infantil-diz-estudo Comentário: Dr. Fernando J. C. Lyra Filho Presidente do Departamento de Cuidados Domiciliares da SPSP; Diretor de Relações Comunitárias da SPSP. Feijão, lentilhas, tomate, brócolis, cogumelos… você sabia que gestante que consome estes e outros alimentos ricos em ácido fólico estão protegendo seus filhos de algumas doenças neurológicas e câncer? Isto foi comprovado por Linabery e colaboradores em estudo realizado pelo Departamento de Pediatria da Universidade de Minnesota (nos Estados Unidos), com crianças de 0-4 anos, cujas mães receberam suplemento de ácido fólico. As crianças apresentaram menor incidência de tumor de Wilms (um câncer que acomete rins de crianças) e alguns tipos de tumores do sistema nervoso. O trabalho foi publicado na respeitada revista Pediatrics, da Academia Americana de Pediatria. A suplementação de ácido fólico, também conhecido com vitamina B9, já é recomendada para todas as mulheres desde três meses antes de engravidarem até pelo menos 12 semanas de gravidez. Seguindo esta suplementação, há diminuição da ocorrência de algumas malformações dos sistema nervoso do feto, os Defeitos do Tubo Neural, como por exemplo a Mielomeningocele. A boa notícia é que a suplementação atingiu os objetivos iniciais e ainda ampliou os benefícios, para a prevenção daqueles tipos de câncer infantis. Não significa que as mulheres que não receberam a suplementação terão filhos doentes, mas os filhos das mulheres que receberam ácido fólico terão menor risco de apresentar estas doenças. No Brasil alguns alimentos são suplementados com ácido fólico, como a farinha de trigo e de milho. É muito importante as mães manterem uma boa alimentação para zelar por sua saúde e de seus filhos… e fazer a suplementação do ácido fólico. Converse com seu ginecologista-obstetra. ___ Publicado no site da SPSP em 25/06/2012. photo credit: bies via photopin cc Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

medium_107729240A revista Veja publicou nota sobre um estudo feito na Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, e publicado em abril na revista Pediatrics, que afirma que mulheres em idade fértil que incluem ácido fólico em sua alimentação podem reduzir a incidência de câncer de rim e de alguns tipos de tumores cerebrais entre seus filhos. De acordo com os autores do trabalho, o número de casos de crianças com esses tipos de câncer diminuiu desde a determinação de 1998 do governo americano para a fortificação de certos alimentos com ácido fólico. Também chamado de vitamina B9, o ácido fólico pode ser encontrado naturalmente no brócolis, tomate, feijão, lentilha e cogumelos, além dos suplementos vitamínicos. A recomendação é que mulheres que planejam uma gravidez incluam esses alimentos em suas dietas ou façam a suplementação vitamínica, de preferência 90 dias antes da fecundação e durante toda a gestação. O ácido fólico também está associado a um risco reduzido de defeitos na formação do feto.

Fonte: Revista Veja, 21 de maio de 2012
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/acido-folico-reduz-risco-de-cancer-infantil-diz-estudo

Comentário:
Dr. Fernando J. C. Lyra Filho
Presidente do Departamento de Cuidados Domiciliares da SPSP; Diretor de Relações Comunitárias da SPSP.

Feijão, lentilhas, tomate, brócolis, cogumelos… você sabia que gestante que consome estes e outros alimentos ricos em ácido fólico estão protegendo seus filhos de algumas doenças neurológicas e câncer?

Isto foi comprovado por Linabery e colaboradores em estudo realizado pelo Departamento de Pediatria da Universidade de Minnesota (nos Estados Unidos), com crianças de 0-4 anos, cujas mães receberam suplemento de ácido fólico. As crianças apresentaram menor incidência de tumor de Wilms (um câncer que acomete rins de crianças) e alguns tipos de tumores do sistema nervoso. O trabalho foi publicado na respeitada revista Pediatrics, da Academia Americana de Pediatria.

A suplementação de ácido fólico, também conhecido com vitamina B9, já é recomendada para todas as mulheres desde três meses antes de engravidarem até pelo menos 12 semanas de gravidez. Seguindo esta suplementação, há diminuição da ocorrência de algumas malformações dos sistema nervoso do feto, os Defeitos do Tubo Neural, como por exemplo a Mielomeningocele.

A boa notícia é que a suplementação atingiu os objetivos iniciais e ainda ampliou os benefícios, para a prevenção daqueles tipos de câncer infantis. Não significa que as mulheres que não receberam a suplementação terão filhos doentes, mas os filhos das mulheres que receberam ácido fólico terão menor risco de apresentar estas doenças.

No Brasil alguns alimentos são suplementados com ácido fólico, como a farinha de trigo e de milho. É muito importante as mães manterem uma boa alimentação para zelar por sua saúde e de seus filhos… e fazer a suplementação do ácido fólico. Converse com seu ginecologista-obstetra.

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Publicado no site da SPSP em 25/06/2012.
photo credit: bies via photopin cc

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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