Campanha contra drogas – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 06 Mar 2024 16:11:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Campanha contra drogas – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Campanha Julho Branco: com consciência, sem drogas https://spsp.org.br/campanha-julho-branco-com-consciencia-sem-drogas-2-2/ Mon, 01 Jul 2019 18:17:19 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2866 A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove este mês a campanha Julho Branco: com consciência, sem drogas – mês do combate ao uso de drogas por crianças e adolescentes. Este é um tema de grande relevância para a SPSP, que vem trabalhando fortemente para colocar essa problemática em evidência, uma vez que a utilização de drogas ocorre cada vez mais cedo e as consequências são maiores na faixa etária pediátrica. “Dados de um estudo da Universidade de São Paulo (USP) revelam que 25% dos jovens até 17 anos experimentam tabaco, 20% maconha, 6% crack e 60% álcool. Destes, aproximadamente 20% já são usuários diários, muitas vezes mais de uma vez ao dia”, alerta João Becker Lotufo, coordenador da campanha e do Grupo de Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSP. Ele ressalta que ter um surto psicótico com o cérebro ainda em formação pode ser catastrófico. “É diferente de se ter um surto aos 30 anos de idade”, diz. Segundo Claudio Barsanti, coordenador das campanhas da SPSP, Julho Branco é uma chamada importante para toda a sociedade a respeito da necessidade de se combater o uso de drogas por crianças e adolescentes. “A iniciação do consumo dessas substâncias tem sido cada vez mais precoce e o impacto cada vez mais avassalador”, relata o pediatra, enfatizando que na prevenção o diálogo é fundamental. Para ele, é imprescindível que profissionais da saúde estejam preparados para abordar e orientar sobre essa questão, auxiliando também a conscientizar pais e cuidadores em relação ao problema. “Vale lembrar que as escolas também são muito importantes nesse processo”, afirma Barsanti.]]>

A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove este mês a campanha Julho Branco: com consciência, sem drogas – mês do combate ao uso de drogas por crianças e adolescentes. Este é um tema de grande relevância para a SPSP, que vem trabalhando fortemente para colocar essa problemática em evidência, uma vez que a utilização de drogas ocorre cada vez mais cedo e as consequências são maiores na faixa etária pediátrica.

“Dados de um estudo da Universidade de São Paulo (USP) revelam que 25% dos jovens até 17 anos experimentam tabaco, 20% maconha, 6% crack e 60% álcool. Destes, aproximadamente 20% já são usuários diários, muitas vezes mais de uma vez ao dia”, alerta João Becker Lotufo, coordenador da campanha e do Grupo de Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSP. Ele ressalta que ter um surto psicótico com o cérebro ainda em formação pode ser catastrófico. “É diferente de se ter um surto aos 30 anos de idade”, diz.

Segundo Claudio Barsanti, coordenador das campanhas da SPSP, Julho Branco é uma chamada importante para toda a sociedade a respeito da necessidade de se combater o uso de drogas por crianças e adolescentes. “A iniciação do consumo dessas substâncias tem sido cada vez mais precoce e o impacto cada vez mais avassalador”, relata o pediatra, enfatizando que na prevenção o diálogo é fundamental. Para ele, é imprescindível que profissionais da saúde estejam preparados para abordar e orientar sobre essa questão, auxiliando também a conscientizar pais e cuidadores em relação ao problema. “Vale lembrar que as escolas também são muito importantes nesse processo”, afirma Barsanti.

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Retrospectiva Momento Saúde: álcool e drogas https://spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-alcool-e-drogas/ Wed, 09 Jan 2019 17:31:53 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2404 Apresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Vamos falar sobre: Álcool e drogas   Álcool e drogas: sinais de alerta aos pais Não há sinais que determinem com exatidão o uso de drogas, pois algumas mudanças de comportamento podem ser típicas da fase da adolescência ou indicar problemas de saúde mental, como depressão, por exemplo. Algumas alterações comportamentais podem ser indício de que algo não vai bem, o que torna a procura por aconselhamento profissional importante: 1. Menor interesse nos cuidados com a aparência 2. Ausência em atividades sociais e compromissos importantes 3. Mudança repentina de amigos 4. Aumento de problemas interpessoais ou conflitos com a lei 5. Alterações nos padrões de apetite ou sono 6. Necessidade inexplicável de dinheiro ou sigilo sobre hábitos comuns de compra 7. Mudança de personalidade e comportamento O uso de drogas traz prejuízos à saúde e à vida dos adolescentes e, por isso, é essencial que as famílias, as escolas e a sociedade promovam a prevenção do uso dessas substâncias. Quando começar a conversar sobre drogas? Entre pais e cuidadores, é frequente a dúvida sobre quando começar a conversar com as crianças sobre drogas. A resposta é: desde muito cedo. O tema já deve existir na família mesmo antes da criança nascer, pois se os pais fumam, bebem em excesso e usam drogas, isso poderá influenciar seus filhos, já que o exemplo é um dos pilares dessas questões. Segundo pesquisa feita em 10 escolas da região do Butantã, em São Paulo, a presença dessa discussão, aliada a trocas de ideias com a família, foi o único fator positivo na diminuição da experimentação de drogas pelos jovens, superando a presença de espiritualidade, esportes, atividades culturais e/ou sociais. Quanto mais precoce e repetitivo o aconselhamento, maior o alcance do objetivo: tolerância zero para o tabaco, para a maconha e para a bebida alcoólica antes dos 18 anos. E lembrem-se: cerveja é bebida alcoólica. Como conversar com os filhos sobre drogas? Aconselhamento breve nada mais é do que “gastar” alguns minutos conversando sobre a questão de álcool e drogas, prevenindo o uso dessas substâncias. Já a intervenção breve é uma conversa mais dirigida para usuários de drogas. Esta é um pouco mais elaborada e leva um pouco mais de tempo e dedicação. Algumas dicas úteis para abordar o assunto: 1. Ao levantar o tema em casa, procure não fazer perguntas diretas como: “você já usou drogas?”. Discuta o assunto como numa conversa para trazer mais informações ao adolescente. 2. Procure ser breve no aconselhamento. 3. Uma matéria lida sobre drogas pode iniciar a conversa. 4. Lembre-se de que as doenças têm aspecto genético. Se há alcoólatras na família, use como exemplo para demonstrar os malefícios do uso da bebida alcoólica. Se há doentes psiquiátricos, lembre-se de que a maconha pode antecipar e exacerbar essas doenças. 5. Fale sobre o tabagismo também. Apesar de ser considerado lícito, o hábito traz prejuízos à saúde. 6. Seja amoroso e insistente nas questões sobre drogas. Drogas entre adolescentes: riscos x prevenção Na prevenção ao uso de drogas entre adolescentes, o diálogo é fundamental. A conversa de forma franca e contínua sobre o assunto ajuda a evitar e a detectar precocemente o envolvimento dos jovens com essas substâncias. Alguns comportamentos de riscos entre pais e parentes que podem influenciar no contato precoce com as drogas: • Pais ou parentes fumantes • Pais ou parentes alcoólatras • Pais ou parentes usuários de drogas ilícitas • Desvalorização do ensino educacional Por outro lado, outros comportamentos podem evitar o uso de drogas • Diálogo no relacionamento familiar • Atividade extraescolar • Atividade esportiva • Espiritualidade • Valorização do ensino educacional • Atividades sociais (ter um trabalho social de ajuda comunitária) • Selecionar as amizades Consulte também: www.drbarto.com.br www.tabagismo.hu.usp.br ___ Relator: Grupo de Estudos de combate ao uso de drogas por crianças adolescentes da SPSP. Republicado em 9/01/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

combate as drogasApresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples.

Vamos falar sobre:
Álcool e drogas

 

Álcool e drogas: sinais de alerta aos pais

Não há sinais que determinem com exatidão o uso de drogas, pois algumas mudanças de comportamento podem ser típicas da fase da adolescência ou indicar problemas de saúde mental, como depressão, por exemplo.

Algumas alterações comportamentais podem ser indício de que algo não vai bem, o que torna a procura por aconselhamento profissional importante:
1. Menor interesse nos cuidados com a aparência
2. Ausência em atividades sociais e compromissos importantes
3. Mudança repentina de amigos
4. Aumento de problemas interpessoais ou conflitos com a lei
5. Alterações nos padrões de apetite ou sono
6. Necessidade inexplicável de dinheiro ou sigilo sobre hábitos comuns de compra
7. Mudança de personalidade e comportamento

O uso de drogas traz prejuízos à saúde e à vida dos adolescentes e, por isso, é essencial que as famílias, as escolas e a sociedade promovam a prevenção do uso dessas substâncias.

Quando começar a conversar sobre drogas?

Entre pais e cuidadores, é frequente a dúvida sobre quando começar a conversar com as crianças sobre drogas. A resposta é: desde muito cedo. O tema já deve existir na família mesmo antes da criança nascer, pois se os pais fumam, bebem em excesso e usam drogas, isso poderá influenciar seus filhos, já que o exemplo é um dos pilares dessas questões.

Segundo pesquisa feita em 10 escolas da região do Butantã, em São Paulo, a presença dessa discussão, aliada a trocas de ideias com a família, foi o único fator positivo na diminuição da experimentação de drogas pelos jovens, superando a presença de espiritualidade, esportes, atividades culturais e/ou sociais.

Quanto mais precoce e repetitivo o aconselhamento, maior o alcance do objetivo: tolerância zero para o tabaco, para a maconha e para a bebida alcoólica antes dos 18 anos. E lembrem-se: cerveja é bebida alcoólica.

Como conversar com os filhos sobre drogas?

Aconselhamento breve nada mais é do que “gastar” alguns minutos conversando sobre a questão de álcool e drogas, prevenindo o uso dessas substâncias.

Já a intervenção breve é uma conversa mais dirigida para usuários de drogas. Esta é um pouco mais elaborada e leva um pouco mais de tempo e dedicação.

Algumas dicas úteis para abordar o assunto:
1. Ao levantar o tema em casa, procure não fazer perguntas diretas como: “você já usou drogas?”. Discuta o assunto como numa conversa para trazer mais informações ao adolescente.
2. Procure ser breve no aconselhamento.
3. Uma matéria lida sobre drogas pode iniciar a conversa.
4. Lembre-se de que as doenças têm aspecto genético. Se há alcoólatras na família, use como exemplo para demonstrar os malefícios do uso da bebida alcoólica. Se há doentes psiquiátricos, lembre-se de que a maconha pode antecipar e exacerbar essas doenças.
5. Fale sobre o tabagismo também. Apesar de ser considerado lícito, o hábito traz prejuízos à saúde.
6. Seja amoroso e insistente nas questões sobre drogas.

Drogas entre adolescentes: riscos x prevenção

Na prevenção ao uso de drogas entre adolescentes, o diálogo é fundamental. A conversa de forma franca e contínua sobre o assunto ajuda a evitar e a detectar precocemente o envolvimento dos jovens com essas substâncias.

Alguns comportamentos de riscos entre pais e parentes que podem influenciar no contato precoce com as drogas:
• Pais ou parentes fumantes
• Pais ou parentes alcoólatras
• Pais ou parentes usuários de drogas ilícitas
• Desvalorização do ensino educacional

Por outro lado, outros comportamentos podem evitar o uso de drogas
• Diálogo no relacionamento familiar
• Atividade extraescolar
• Atividade esportiva
• Espiritualidade
• Valorização do ensino educacional
• Atividades sociais (ter um trabalho social de ajuda comunitária)
• Selecionar as amizades

Consulte também:
www.drbarto.com.br
www.tabagismo.hu.usp.br

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___
Relator:
Grupo de Estudos de combate ao uso de drogas por crianças adolescentes da SPSP.

Republicado em 9/01/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Momento Saúde: álcool e drogas – risco x prevenção https://spsp.org.br/momento-saude-alcool-e-drogas-risco-x-prevencao/ Wed, 01 Aug 2018 18:35:42 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2174 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. O tema agora é: aconselhamento sobre álcool e drogas Drogas entre adolescentes: riscos x prevenção Na prevenção ao uso de drogas entre adolescentes, o diálogo é fundamental. A conversa de forma franca e contínua sobre o assunto ajuda a evitar e a detectar precocemente o envolvimento dos jovens com essas substâncias. Alguns comportamentos de riscos entre pais e parentes que podem influenciar no contato precoce com as drogas: • Pais ou parentes fumantes • Pais ou parentes alcoólatras • Pais ou parentes usuários de drogas ilícitas • Desvalorização do ensino educacional Por outro lado, outros comportamentos podem evitar o uso de drogas • Diálogo no relacionamento familiar • Atividade extraescolar • Atividade esportiva • Espiritualidade • Valorização do ensino educacional • Atividades sociais (ter um trabalho social de ajuda comunitária) • Selecionar as amizades Consulte também: www.drbarto.com.br www.tabagismo.hu.usp.br ___ Relator: Dr. João Paulo Lotufo Coordenador do Grupo de Estudos de combate ao uso de drogas por crianças adolescentes da SPSP. Publicado em 1/08/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

combate as drogasA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

O tema agora é:
aconselhamento sobre álcool e drogas

Drogas entre adolescentes: riscos x prevenção

Na prevenção ao uso de drogas entre adolescentes, o diálogo é fundamental. A conversa de forma franca e contínua sobre o assunto ajuda a evitar e a detectar precocemente o envolvimento dos jovens com essas substâncias.

Alguns comportamentos de riscos entre pais e parentes que podem influenciar no contato precoce com as drogas:
• Pais ou parentes fumantes
• Pais ou parentes alcoólatras
• Pais ou parentes usuários de drogas ilícitas
• Desvalorização do ensino educacional

Por outro lado, outros comportamentos podem evitar o uso de drogas
• Diálogo no relacionamento familiar
• Atividade extraescolar
• Atividade esportiva
• Espiritualidade
• Valorização do ensino educacional
• Atividades sociais (ter um trabalho social de ajuda comunitária)
• Selecionar as amizades

Consulte também:
www.drbarto.com.br
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Relator:
Dr. João Paulo Lotufo
Coordenador do Grupo de Estudos de combate ao uso de drogas por crianças adolescentes da SPSP.

Publicado em 1/08/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Momento Saúde: álcool e drogas – como conversar https://spsp.org.br/momento-saude-alcool-e-drogas-como-conversar/ Wed, 25 Jul 2018 18:20:23 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2168 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. O tema agora é: aconselhamento sobre álcool e drogas Como conversar com os filhos sobre drogas? Aconselhamento breve nada mais é do que “gastar” alguns minutos conversando sobre a questão de álcool e drogas, prevenindo o uso dessas substâncias. Já a intervenção breve é uma conversa mais dirigida para usuários de drogas. Esta é um pouco mais elaborada e leva um pouco mais de tempo e dedicação. Algumas dicas úteis para abordar o assunto: 1. Ao levantar o tema em casa, procure não fazer perguntas diretas como: “você já usou drogas?”. Discuta o assunto como numa conversa para trazer mais informações ao adolescente. 2. Procure ser breve no aconselhamento. 3. Uma matéria lida sobre drogas pode iniciar a conversa. 4. Lembre-se de que as doenças têm aspecto genético. Se há alcoólatras na família, use como exemplo para demonstrar os malefícios do uso da bebida alcoólica. Se há doentes psiquiátricos, lembre-se de que a maconha pode antecipar e exacerbar essas doenças. 5. Fale sobre o tabagismo também. Apesar de ser considerado lícito, o hábito traz prejuízos à saúde. 6. Seja amoroso e insistente nas questões sobre drogas. ___ Relator: Dr. João Paulo Lotufo Coordenador do Grupo de Estudos de combate ao uso de drogas por crianças adolescentes da SPSP. Publicado em 25/07/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

combate as drogasA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

O tema agora é:
aconselhamento sobre álcool e drogas

Como conversar com os filhos sobre drogas?

Aconselhamento breve nada mais é do que “gastar” alguns minutos conversando sobre a questão de álcool e drogas, prevenindo o uso dessas substâncias.

Já a intervenção breve é uma conversa mais dirigida para usuários de drogas. Esta é um pouco mais elaborada e leva um pouco mais de tempo e dedicação.

Algumas dicas úteis para abordar o assunto:
1. Ao levantar o tema em casa, procure não fazer perguntas diretas como: “você já usou drogas?”. Discuta o assunto como numa conversa para trazer mais informações ao adolescente.
2. Procure ser breve no aconselhamento.
3. Uma matéria lida sobre drogas pode iniciar a conversa.
4. Lembre-se de que as doenças têm aspecto genético. Se há alcoólatras na família, use como exemplo para demonstrar os malefícios do uso da bebida alcoólica. Se há doentes psiquiátricos, lembre-se de que a maconha pode antecipar e exacerbar essas doenças.
5. Fale sobre o tabagismo também. Apesar de ser considerado lícito, o hábito traz prejuízos à saúde.
6. Seja amoroso e insistente nas questões sobre drogas.

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Relator:
Dr. João Paulo Lotufo
Coordenador do Grupo de Estudos de combate ao uso de drogas por crianças adolescentes da SPSP.

Publicado em 25/07/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Momento Saúde: álcool e drogas – quando conversar https://spsp.org.br/momento-saude-alcool-e-drogas-quando-conversar/ Wed, 18 Jul 2018 18:25:35 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2165 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. O tema agora é: aconselhamento sobre álcool e drogas   Quando começar a conversar sobre drogas? Entre pais e cuidadores, é frequente a dúvida sobre quando começar a conversar com as crianças sobre drogas. A resposta é: desde muito cedo. O tema já deve existir na família mesmo antes da criança nascer, pois se os pais fumam, bebem em excesso e usam drogas, isso poderá influenciar seus filhos, já que o exemplo é um dos pilares dessas questões. Segundo pesquisa feita em 10 escolas da região do Butantã, em São Paulo, a presença dessa discussão, aliada a trocas de ideias com a família, foi o único fator positivo na diminuição da experimentação de drogas pelos jovens, superando a presença de espiritualidade, esportes, atividades culturais e/ou sociais. Quanto mais precoce e repetitivo o aconselhamento, maior o alcance do objetivo: tolerância zero para o tabaco, para a maconha e para a bebida alcoólica antes dos 18 anos. E lembrem-se: cerveja é bebida alcoólica. ___ Relator: Dr. João Paulo Lotufo Coordenador do Grupo de Estudos de combate ao uso de drogas por crianças adolescentes da SPSP. Publicado em 18/07/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

combate as drogasA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

O tema agora é:
aconselhamento sobre álcool e drogas

 

Quando começar a conversar sobre drogas?

Entre pais e cuidadores, é frequente a dúvida sobre quando começar a conversar com as crianças sobre drogas. A resposta é: desde muito cedo. O tema já deve existir na família mesmo antes da criança nascer, pois se os pais fumam, bebem em excesso e usam drogas, isso poderá influenciar seus filhos, já que o exemplo é um dos pilares dessas questões.

Segundo pesquisa feita em 10 escolas da região do Butantã, em São Paulo, a presença dessa discussão, aliada a trocas de ideias com a família, foi o único fator positivo na diminuição da experimentação de drogas pelos jovens, superando a presença de espiritualidade, esportes, atividades culturais e/ou sociais.

Quanto mais precoce e repetitivo o aconselhamento, maior o alcance do objetivo: tolerância zero para o tabaco, para a maconha e para a bebida alcoólica antes dos 18 anos. E lembrem-se: cerveja é bebida alcoólica.

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Relator:
Dr. João Paulo Lotufo
Coordenador do Grupo de Estudos de combate ao uso de drogas por crianças adolescentes da SPSP.

Publicado em 18/07/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Momento Saúde: álcool e drogas – sinais de alerta aos pais https://spsp.org.br/momento-saude-alcool-e-drogas-sinais-de-alerta-aos-pais/ Wed, 11 Jul 2018 18:30:14 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2161 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. O tema agora é: aconselhamento sobre álcool e drogas   Sinais de alerta aos pais Não há sinais que determinem com exatidão o uso de drogas, pois algumas mudanças de comportamento podem ser típicas da fase da adolescência ou indicar problemas de saúde mental, como depressão, por exemplo. Algumas alterações comportamentais podem ser indício de que algo não vai bem, o que torna a procura por aconselhamento profissional importante: 1. Menor interesse nos cuidados com a aparência 2. Ausência em atividades sociais e compromissos importantes 3. Mudança repentina de amigos 4. Aumento de problemas interpessoais ou conflitos com a lei 5. Alterações nos padrões de apetite ou sono 6. Necessidade inexplicável de dinheiro ou sigilo sobre hábitos comuns de compra 7. Mudança de personalidade e comportamento O uso de drogas traz prejuízos à saúde e à vida dos adolescentes e, por isso, é essencial que as famílias, as escolas e a sociedade promovam a prevenção do uso dessas substâncias. ___ Relatora: Dr. João Paulo Lotufo Coordenador do Grupo de Estudos de combate ao uso de drogas por crianças adolescentes da SPSP. Publicado em 11/07/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

combate as drogasA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

O tema agora é:
aconselhamento sobre álcool e drogas

 

Sinais de alerta aos pais

Não há sinais que determinem com exatidão o uso de drogas, pois algumas mudanças de comportamento podem ser típicas da fase da adolescência ou indicar problemas de saúde mental, como depressão, por exemplo.

Algumas alterações comportamentais podem ser indício de que algo não vai bem, o que torna a procura por aconselhamento profissional importante:
1. Menor interesse nos cuidados com a aparência
2. Ausência em atividades sociais e compromissos importantes
3. Mudança repentina de amigos
4. Aumento de problemas interpessoais ou conflitos com a lei
5. Alterações nos padrões de apetite ou sono
6. Necessidade inexplicável de dinheiro ou sigilo sobre hábitos comuns de compra
7. Mudança de personalidade e comportamento

O uso de drogas traz prejuízos à saúde e à vida dos adolescentes e, por isso, é essencial que as famílias, as escolas e a sociedade promovam a prevenção do uso dessas substâncias.

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Relatora:
Dr. João Paulo Lotufo
Coordenador do Grupo de Estudos de combate ao uso de drogas por crianças adolescentes da SPSP.

Publicado em 11/07/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Precisamos falar de prevenção do uso de drogas https://spsp.org.br/precisamos-falar-de-prevencao-do-uso-de-drogas/ Fri, 06 Jul 2018 18:20:16 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2151 Já faz algum tempo temos enfatizado no projeto de prevenção do uso de drogas lícitas e ilícitas do Dr. Bartô (www.drbarto.com.br) a necessidade de discutir com os jovens os males tanto das drogas lícitas quanto das ilícitas e não nos limitarmos ao debate sobre legalização e proibição de certas drogas. O caso da maconha é, certamente, o mais emblemático. Se a legalização da maconha tem estado em pauta em tempos recentes, dada a experiência uruguaia, a prevenção maciça, como fazemos com o tabaco e o álcool, não parece estar em nos nossos radares. Este é certamente um erro, pois os debates se completam. Recentemente estive em uma escola de São Paulo conversando com três turmas do ensino médio. Perguntei aos 100 alunos quem tinha ao menos um avô ou avó que fumava e algo como 90% deles levantou as mãos. Perguntei quem tem pais que fumam ou fumavam e 40% dos alunos ergueram as mãos. E finalmente quem tinha irmãos mais velhos que fumavam e menos de 10% levantou as mãos. Perguntei se algum deles tinha dúvida de que o cigarro fazia mal e ninguém ergueu a mão. Perguntei, então, por que eles achavam que seus avós fumavam e, muito perspicazes, os alunos deram as seguintes respostas: • Porque fumar era chique e sexy • Porque o cigarro era considerado charmoso • Porque o cigarro tinha glamour • Porque fumar dá prazer • Porque fumar acalma • Porque o cigarro era uma forma de se socializar • Porque a maioria das pessoas fumava • Porque achavam que tabaco não viciava • Porque não conheciam os problemas de saúde causados pelo cigarro. Perguntei então se sabiam porque o jovem de hoje fuma maconha e eles disseram que não sabiam. Dei, então, as seguintes respostas: • Porque acham chique e sexy fumar maconha • Porque em certos círculos é considerado charmoso • Porque tem glamour • Porque dá prazer • Porque acalma • Porque o cigarro de maconha é uma forma de se socializar • Porque a maioria das pessoas em alguns meios fumam • Porque acham que não vicia • Porque não conhecem os problemas de saúde causados pelo uso de maconha. Viés crítico-preventivo Por que eles tinham estas respostas na ponta da língua para o cigarro, mas não para a maconha? As drogas ilícitas nunca foram abordadas com eles a partir de um viés crítico-preventivo, como fazemos com o cigarro. Apesar de quase todos terem uma opinião sobre o debate legalização x proibição da maconha, precisaram ouvir de mim o óbvio sobre os porquês dos jovens começarem a usar maconha. A maconha tem hoje para os jovens parte do glamour que os cigarros tinham para nossos avós na década de 50. Nem todos nossos avós tiveram doenças relacionadas ao uso do tabaco, mas muitos pagaram o preço por terem fumado. Entretanto, estudos apontam que o cigarro encurtou a média de vida daquela geração em 10 anos. Felizmente a prevenção veio alterar este quadro e o número de fumantes tem diminuído a cada ano, como mostraram as respostas dos alunos. Muito se fala da maconha recreacional ou medicinal, mas se fala pouco dos problemas que o uso em massa da maconha pode trazer, muito semelhantes aos males que o cigarro trouxe. Assim como o cigarro, a maconha, uma vez transformada em produto industrial, também terá um lobby que dificultará a prevenção e incentivará o consumo intenso. Precisamos, portanto, pensar em sua prevenção agora, independente da sua legalização, pois em ambos os casos, se proibida ou legalizada, este será um aspecto importante de saúde pública. A experimentação da maconha já está ocorrendo na mesma faixa etária da experimentação do tabaco. Aos 17 anos, 20% dos jovens já a experimentaram, contra 25% do tabaco. Está mais do que na hora de começarmos a falar também da prevenção do uso da maconha como droga recreativa. Prevenção que, assim como com o cigarro, se dá tanto no âmbito governamental, mas também midiático e familiar, trazendo essa conversa para a mesa de jantar, onde os pais poderão falar com seus filhos dos perigos e consequências da maconha, assim como falam do cigarro. ___ Relator: Dr. João Paulo Lotufo Grupo de combate ao uso de drogas por crianças e adolescentes da SPSP. Publicado em 6/07/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Já faz algum tempo temos enfatizado no projeto de prevenção do uso de drogas lícitas e ilícitas do Dr. Bartô (www.drbarto.com.br) a necessidade de discutir com os jovens os males tanto das drogas lícitas quanto das ilícitas e não nos limitarmos ao debate sobre legalização e proibição de certas drogas. O caso da maconha é, certamente, o mais emblemático. Se a legalização da maconha tem estado em pauta em tempos recentes, dada a experiência uruguaia, a prevenção maciça, como fazemos com o tabaco e o álcool, não parece estar em nos nossos radares. Este é certamente um erro, pois os debates se completam.

HansMartinPaul | Pixabay

Recentemente estive em uma escola de São Paulo conversando com três turmas do ensino médio. Perguntei aos 100 alunos quem tinha ao menos um avô ou avó que fumava e algo como 90% deles levantou as mãos. Perguntei quem tem pais que fumam ou fumavam e 40% dos alunos ergueram as mãos. E finalmente quem tinha irmãos mais velhos que fumavam e menos de 10% levantou as mãos.

Perguntei se algum deles tinha dúvida de que o cigarro fazia mal e ninguém ergueu a mão. Perguntei, então, por que eles achavam que seus avós fumavam e, muito perspicazes, os alunos deram as seguintes respostas:
• Porque fumar era chique e sexy
• Porque o cigarro era considerado charmoso
• Porque o cigarro tinha glamour
• Porque fumar dá prazer
• Porque fumar acalma
• Porque o cigarro era uma forma de se socializar
• Porque a maioria das pessoas fumava
• Porque achavam que tabaco não viciava
• Porque não conheciam os problemas de saúde causados pelo cigarro.

Perguntei então se sabiam porque o jovem de hoje fuma maconha e eles disseram que não sabiam. Dei, então, as seguintes respostas:
• Porque acham chique e sexy fumar maconha
• Porque em certos círculos é considerado charmoso
• Porque tem glamour
• Porque dá prazer
• Porque acalma
• Porque o cigarro de maconha é uma forma de se socializar
• Porque a maioria das pessoas em alguns meios fumam
• Porque acham que não vicia
• Porque não conhecem os problemas de saúde causados pelo uso de maconha.

Viés crítico-preventivo

Por que eles tinham estas respostas na ponta da língua para o cigarro, mas não para a maconha? As drogas ilícitas nunca foram abordadas com eles a partir de um viés crítico-preventivo, como fazemos com o cigarro. Apesar de quase todos terem uma opinião sobre o debate legalização x proibição da maconha, precisaram ouvir de mim o óbvio sobre os porquês dos jovens começarem a usar maconha.

A maconha tem hoje para os jovens parte do glamour que os cigarros tinham para nossos avós na década de 50. Nem todos nossos avós tiveram doenças relacionadas ao uso do tabaco, mas muitos pagaram o preço por terem fumado. Entretanto, estudos apontam que o cigarro encurtou a média de vida daquela geração em 10 anos. Felizmente a prevenção veio alterar este quadro e o número de fumantes tem diminuído a cada ano, como mostraram as respostas dos alunos.

Muito se fala da maconha recreacional ou medicinal, mas se fala pouco dos problemas que o uso em massa da maconha pode trazer, muito semelhantes aos males que o cigarro trouxe. Assim como o cigarro, a maconha, uma vez transformada em produto industrial, também terá um lobby que dificultará a prevenção e incentivará o consumo intenso. Precisamos, portanto, pensar em sua prevenção agora, independente da sua legalização, pois em ambos os casos, se proibida ou legalizada, este será um aspecto importante de saúde pública.

A experimentação da maconha já está ocorrendo na mesma faixa etária da experimentação do tabaco. Aos 17 anos, 20% dos jovens já a experimentaram, contra 25% do tabaco. Está mais do que na hora de começarmos a falar também da prevenção do uso da maconha como droga recreativa. Prevenção que, assim como com o cigarro, se dá tanto no âmbito governamental, mas também midiático e familiar, trazendo essa conversa para a mesa de jantar, onde os pais poderão falar com seus filhos dos perigos e consequências da maconha, assim como falam do cigarro.

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Relator:
Dr. João Paulo Lotufo

Grupo de combate ao uso de drogas por crianças e adolescentes da SPSP.

Publicado em 6/07/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Campanha Julho Branco: com consciência, sem drogas! https://spsp.org.br/campanha-julho-branco-com-consciencia-sem-drogas-2/ Tue, 03 Jul 2018 18:35:32 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2147 A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) reinicia a campanha Julho Branco: com consciência, sem drogas. Será um mês voltado ao combate ao uso de drogas por crianças e adolescentes. Ativa desde 2016 e de modo perene, o objetivo central da campanha é alertar a população médica e não médica sobre o início precoce do consumo de álcool e drogas. Esse é um tema de grande relevância para a SPSP, que vem trabalhando forte no sentido de colocar em evidência essa problemática. As ações vêm se intensificando desde então. Em novembro de 2016, o presidente da SPSP, Dr. Claudio Barsanti, junto com o coordenador do Grupo de Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes, Dr. João Becker Lotufo, e a Dra. Mônica Lopez Vazquez, do Grupo de Direito do Nascituro, das Crianças e dos Adolescentes da SPSP, participaram de uma reunião com o então governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin. O foco da reunião foi a possibilidade de aumento do ICMS para bebidas alcoólicas; a proibição da venda em postos de gasolina e perto de escolas; e aumento da fiscalização e punição para quem vende ou oferece para menores de 18 anos. A luta e as sugestões de leis continuaram ativas e, nestes dois últimos anos, o Dr. Lotufo conduziu novas discussões, sempre com o apoio da SPSP. A SPSP tem promovido também muitos encontros entre pediatras para debater a questão do consumo de álcool entre crianças e adolescentes, além de produzir diversos materiais científicos sobre a temática, tal como o livro “Efeitos do Álcool na Gestantes, no Feto e no Recém-nascido”, coordenado pela Dra. Conceição Aparecida de Mattos Segre e pelo Grupo de Trabalho “Efeitos do Álcool na Gestantes, no Feto e no Recém-nascido” da SPSP. Dados preocupantes: a experimentação cada vez mais cedo Os dados realmente preocupam. Segundo o coordenador do Grupo de Combate às Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSP, Dr. João Paulo Becker Lotufo, um trabalho desenvolvido no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP) constatou que 25% dos jovens até 17 anos já experimentaram o tabaco, 20% a maconha, 6% o crack e 60% o álcool. “A faixa etária de experimentação vem diminuindo a cada ano. Muitas drogas têm aceitação de muitos pais que desconhecem o poder viciante das drogas e o malefício real que podem acarretar”, comenta Dr. Lotufo. O especialista alerta ainda que os pais devem estar perto dos filhos e discutir este assunto em cada oportunidade. “As escolas e as igrejas também são muito importantes no processo de conscientização. Alguns trabalhos mostram que tendo discussão do assunto das drogas nas famílias, ocorre uma diminuição em torno de 60% a experimentação do álcool, tabaco, maconha e crack”. As iniciativas não param! Recentemente Dr. Lotufo apresentou novas ideias e as agregou às sugestões já existentes para a criação de leis que diminuam o acesso dos jovens à bebida alcoólica, inclusive a cerveja. Tal ação conta com o apoio da SPSP e vários outras entidades de grande expressão na área médica. Dentre os pontos considerados pelo Dr. Lotufo: 1. Retirada da propaganda de cerveja da mídia, inclusive as chamadas de “baixos teores” ou de “zero teor” de álcool das 6 às 21 hs; 2. Adendo: restrição a publicidade indireta de cerveja e outras bebidas alcoólicas por atores nos programas de televisão; 3. Afastar pontos de venda na entrada/saída e no entorno de escolas, em um raio de 200 metros; 4. Proibição da venda de bebida alcoólica na rua, em peruas ou carros abertos; 5. Corresponsabilidade de quem vender bebidas alcoólicas para quem já estiver embriagado (multa para o estabelecimento); 6. Proibição de propaganda de bebidas alcoólicas (inclusive cerveja) em competições esportivas e atividades culturais endereçadas ao público jovem e adolescente; 7. Adendo: proibir a venda de bebidas em parques públicos, museus, estádios onde não haja limite de idade para ingresso de jovens e adolescentes; 8. Rotular com advertências de risco à saúde todas as embalagens de bebidas, a exemplo do cigarro; 9. Substituir o termo “beba com moderação”, por “beber traz riscos à saúde”; 10. Criar um Dia Nacional de Consciência dos Riscos do Álcool, de modo que os entes federativos realizem ampla campanha sobre os riscos de beber, especialmente voltada para o público jovem e grávidas; 11. Aumentar os impostos incidente sobre as bebidas alcoólicas em um fundo especial e vinculante, destinado a cobertura dos custos da saúde pública e das vítimas de acidentes de trânsito, no trabalho e de violência doméstica; 12. Proibir que os estabelecimentos coloquem as bebidas próximas a sorvetes, doces, balas e guloseimas em geral. A SPSP continua acompanhando os desdobramentos dessas iniciativas e preparou outras ações para a campanha Julho Branco: com consciência, sem drogas. “Discutir de modo contínuo, com a avaliação de dados e trabalhos, alertando para o problema, com a apresentação dos números e estatísticas que, infelizmente, se apresentam cada vez mais alarmantes, é fundamental para que se busque soluções para tão grave problema. Além de oferecer sugestões e caminhos, é uma obrigação da SPSP, dos pediatras e de todos os cidadãos de diferentes segmentos da sociedade estarem atentos e ativos na proposição de medidas eficazes. Nossa campanha busca caminhos e parceiros para que, juntos, tenhamos sucesso efetivo na diminuição do uso de drogas na infância e adolescência”, disse Dr. Claudio Barsanti, presidente da SPSP. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 3/07/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) reinicia a campanha Julho Branco: com consciência, sem drogas. Será um mês voltado ao combate ao uso de drogas por crianças e adolescentes. Ativa desde 2016 e de modo perene, o objetivo central da campanha é alertar a população médica e não médica sobre o início precoce do consumo de álcool e drogas. Esse é um tema de grande relevância para a SPSP, que vem trabalhando forte no sentido de colocar em evidência essa problemática.

cuncon | Pixabay

As ações vêm se intensificando desde então. Em novembro de 2016, o presidente da SPSP, Dr. Claudio Barsanti, junto com o coordenador do Grupo de Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes, Dr. João Becker Lotufo, e a Dra. Mônica Lopez Vazquez, do Grupo de Direito do Nascituro, das Crianças e dos Adolescentes da SPSP, participaram de uma reunião com o então governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin. O foco da reunião foi a possibilidade de aumento do ICMS para bebidas alcoólicas; a proibição da venda em postos de gasolina e perto de escolas; e aumento da fiscalização e punição para quem vende ou oferece para menores de 18 anos. A luta e as sugestões de leis continuaram ativas e, nestes dois últimos anos, o Dr. Lotufo conduziu novas discussões, sempre com o apoio da SPSP.

A SPSP tem promovido também muitos encontros entre pediatras para debater a questão do consumo de álcool entre crianças e adolescentes, além de produzir diversos materiais científicos sobre a temática, tal como o livro “Efeitos do Álcool na Gestantes, no Feto e no Recém-nascido”, coordenado pela Dra. Conceição Aparecida de Mattos Segre e pelo Grupo de Trabalho “Efeitos do Álcool na Gestantes, no Feto e no Recém-nascido” da SPSP.

Dados preocupantes: a experimentação cada vez mais cedo

Os dados realmente preocupam. Segundo o coordenador do Grupo de Combate às Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSP, Dr. João Paulo Becker Lotufo, um trabalho desenvolvido no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP) constatou que 25% dos jovens até 17 anos já experimentaram o tabaco, 20% a maconha, 6% o crack e 60% o álcool. “A faixa etária de experimentação vem diminuindo a cada ano. Muitas drogas têm aceitação de muitos pais que desconhecem o poder viciante das drogas e o malefício real que podem acarretar”, comenta Dr. Lotufo.

O especialista alerta ainda que os pais devem estar perto dos filhos e discutir este assunto em cada oportunidade. “As escolas e as igrejas também são muito importantes no processo de conscientização. Alguns trabalhos mostram que tendo discussão do assunto das drogas nas famílias, ocorre uma diminuição em torno de 60% a experimentação do álcool, tabaco, maconha e crack”.

As iniciativas não param! Recentemente Dr. Lotufo apresentou novas ideias e as agregou às sugestões já existentes para a criação de leis que diminuam o acesso dos jovens à bebida alcoólica, inclusive a cerveja. Tal ação conta com o apoio da SPSP e vários outras entidades de grande expressão na área médica. Dentre os pontos considerados pelo Dr. Lotufo:

1. Retirada da propaganda de cerveja da mídia, inclusive as chamadas de “baixos teores” ou de “zero teor” de álcool das 6 às 21 hs;
2. Adendo: restrição a publicidade indireta de cerveja e outras bebidas alcoólicas por atores nos programas de televisão;
3. Afastar pontos de venda na entrada/saída e no entorno de escolas, em um raio de 200 metros;
4. Proibição da venda de bebida alcoólica na rua, em peruas ou carros abertos;
5. Corresponsabilidade de quem vender bebidas alcoólicas para quem já estiver embriagado (multa para o estabelecimento);
6. Proibição de propaganda de bebidas alcoólicas (inclusive cerveja) em competições esportivas e atividades culturais endereçadas ao público jovem e adolescente;
7. Adendo: proibir a venda de bebidas em parques públicos, museus, estádios onde não haja limite de idade para ingresso de jovens e adolescentes;
8. Rotular com advertências de risco à saúde todas as embalagens de bebidas, a exemplo do cigarro;
9. Substituir o termo “beba com moderação”, por “beber traz riscos à saúde”;
10. Criar um Dia Nacional de Consciência dos Riscos do Álcool, de modo que os entes federativos realizem ampla campanha sobre os riscos de beber, especialmente voltada para o público jovem e grávidas;
11. Aumentar os impostos incidente sobre as bebidas alcoólicas em um fundo especial e vinculante, destinado a cobertura dos custos da saúde pública e das vítimas de acidentes de trânsito, no trabalho e de violência doméstica;
12. Proibir que os estabelecimentos coloquem as bebidas próximas a sorvetes, doces, balas e guloseimas em geral.

A SPSP continua acompanhando os desdobramentos dessas iniciativas e preparou outras ações para a campanha Julho Branco: com consciência, sem drogas. “Discutir de modo contínuo, com a avaliação de dados e trabalhos, alertando para o problema, com a apresentação dos números e estatísticas que, infelizmente, se apresentam cada vez mais alarmantes, é fundamental para que se busque soluções para tão grave problema. Além de oferecer sugestões e caminhos, é uma obrigação da SPSP, dos pediatras e de todos os cidadãos de diferentes segmentos da sociedade estarem atentos e ativos na proposição de medidas eficazes. Nossa campanha busca caminhos e parceiros para que, juntos, tenhamos sucesso efetivo na diminuição do uso de drogas na infância e adolescência”, disse Dr. Claudio Barsanti, presidente da SPSP.

julho branco

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 3/07/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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A Pediatria, a propaganda do álcool na mídia e o Dr. Bartô https://spsp.org.br/a-pediatria-a-propaganda-do-alcool-na-midia-e-o-dr-barto/ Thu, 05 Feb 2015 15:36:22 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=830 São Paulo já é Ambiente Fechado Livre do Tabaco (AFLT) desde 2009, com diminuição das doenças relacionadas ao tabagismo passivo. Mesmo assim o Brasil tornou-se AFLT apenas no final de 2014. O lobby da indústria e o descaso de políticos e politiqueiros custou-nos quatro anos de atraso. Além da lei, o aumento do preço do tabaco, a proibição da propaganda, e o tratamento gratuito nos levaram a diminuição do consumo de cigarros em 50% e a sermos o quarto país no mundo em numero de ex-fumantes. Em estudo patrocinado pela pró-reitoria de Cultura e Extensão da USP, comprovamos que o uso das drogas lícitas se inicia aos 10 anos de idade, e no último ano do ensino médio, 25% dos jovens está fumando, 59% está bebendo (álcool), 20% já usou maconha e 5% já experimentou o crack. Tudo é muito precoce e 25% de jovens fumantes em escolas públicas no bairro do Butantã é um número bem superior ao de maiores de 18 anos fumantes (11 a 14%). Ou seja, há um risco de voltarmos para trás no quesito tabaco. Os parágrafos acima fazem parte de um texto escrito pelo Dr. João Paulo Becker Lotufo, membro da Sociedade de Pediatria de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Pediatria, e pelo Dr. Eduardo Vaz, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria. O artigo é favorável à retirada da propaganda de bebidas alcoólicas em horários de crianças e adolescentes assistirem a mídia e o Dr. Lotufo é responsável pelo projeto Dr. Bartô para prevenção de drogas no ensino fundamental e médio. Leia o artigo na íntegra no site do Dr. Bartô: www.drbarto.com.br/pediatria-propagando-drbarto.html. ___ Publicado em 5/02/2015. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

DrBartoSão Paulo já é Ambiente Fechado Livre do Tabaco (AFLT) desde 2009, com diminuição das doenças relacionadas ao tabagismo passivo. Mesmo assim o Brasil tornou-se AFLT apenas no final de 2014. O lobby da indústria e o descaso de políticos e politiqueiros custou-nos quatro anos de atraso. Além da lei, o aumento do preço do tabaco, a proibição da propaganda, e o tratamento gratuito nos levaram a diminuição do consumo de cigarros em 50% e a sermos o quarto país no mundo em numero de ex-fumantes.

Em estudo patrocinado pela pró-reitoria de Cultura e Extensão da USP, comprovamos que o uso das drogas lícitas se inicia aos 10 anos de idade, e no último ano do ensino médio, 25% dos jovens está fumando, 59% está bebendo (álcool), 20% já usou maconha e 5% já experimentou o crack.

Tudo é muito precoce e 25% de jovens fumantes em escolas públicas no bairro do Butantã é um número bem superior ao de maiores de 18 anos fumantes (11 a 14%). Ou seja, há um risco de voltarmos para trás no quesito tabaco.

Os parágrafos acima fazem parte de um texto escrito pelo Dr. João Paulo Becker Lotufo, membro da Sociedade de Pediatria de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Pediatria, e pelo Dr. Eduardo Vaz, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria. O artigo é favorável à retirada da propaganda de bebidas alcoólicas em horários de crianças e adolescentes assistirem a mídia e o Dr. Lotufo é responsável pelo projeto Dr. Bartô para prevenção de drogas no ensino fundamental e médio.

Leia o artigo na íntegra no site do Dr. Bartô: www.drbarto.com.br/pediatria-propagando-drbarto.html.

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Publicado em 5/02/2015.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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