Cabeça – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 27 Mar 2023 15:14:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Cabeça – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Epilepsia: o que é e como tratar? https://spsp.org.br/epilepsia-o-que-e-e-como-tratar/ Mon, 27 Mar 2023 15:13:12 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=36641 No dia 26 de março é comemorado o Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia. Considera-se um quadro de epilepsia duas ou mais crises não provocadas com intervalo maior que]]>

No dia 26 de março é comemorado o Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia. Considera-se um quadro de epilepsia duas ou mais crises não provocadas com intervalo maior que 24 horas entre elas ou crises associadas a lesões estruturais causadas por insulto cerebral remoto, como acidentes vasculares, infecção ou trauma ou diagnóstico de uma síndrome epiléptica.

O principal sintoma da epilepsia é a crise convulsiva. As causas podem ser estruturais, genéticas, infecciosas, metabólicas, imunológicas ou desconhecidas. Pode manifestar-se em qualquer idade, no entanto, sem dúvida, é mais preocupante em pacientes mais jovens.

O tratamento existe para todos os tipos de pacientes, entretanto não quer dizer que haja controle efetivo.

As principais recomendações durante uma crise são manter a calma, proteger o paciente, especialmente a cabeça, para que não bata contra o solo ou outra superfície, jamais colocar o dedo na boca de quem está tendo a crise, não fazer “respiração boca a boca”, jamais dar comida ou líquido para quem está tendo a crise e chamar socorro imediatamente. Deixar a cabeça sempre lateralizada.

Em alguns casos, quando não controlada, a epilepsia pode levar a distúrbio de aprendizado e muitas outras complicações de médio e longo prazo, de acordo com a etiologia. Há também descrição de morte súbita em epilepsia.

A criança não consegue controlar o quadro, por isso é importante tentar ensinar os pacientes a evitar possíveis desencadeantes de crise, como por exemplo: privação de sono, alguns estímulos luminosos, alterações de ciclo circadiano. Nos adolescentes, evitar uso de álcool e⁄ou drogas Ilícitas ou medicamentos.

Por fim, vale lembrar que é necessário acompanhamento com neurologista infantil, bem como realizar exames complementares, como ressonância e eletroencefalograma em sono e vigília.

 

Relator:
Carlos Takeuchi
Vice-Presidente do Departamento Científico de Neurologia e Neurocirurgia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Cuidados com a cabeça do bebê https://spsp.org.br/cuidados-com-a-cabeca-do-bebe/ Wed, 25 Sep 2013 17:24:53 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=150 Tanto quanto o choro, o umbigo e a amamentação, outra grande preocupação dos pais com o seu bebê é o cuidado com a cabeça. Ao nascer, o osso da cabeça do bebê está separado por linhas, chamadas de suturas e duas aberturas no alto, a fontanela anterior e a posterior, conhecidas como moleiras. As principais funções das suturas e das fontanelas são de facilitar a passagem do bebê na hora do parto e permitir o crescimento adequado do cérebro. Mais tarde, a própria natureza tratará de fechá-las. O formato da cabeça pode variar conforme a característica familiar. Após o nascimento, é comum a cabeça do bebê apresentar pequenas deformações que são devidas à compressão da calota craniana no momento do parto. Entretanto, em torno de 7 a 10 dias, o formato da cabeça volta ao normal. No primeiro ano de vida, o cérebro alcança metade da dimensão que terá no adulto e termina seu crescimento ao final do segundo ano de vida. A fontanela anterior é maior que a posterior e a que mais demora a fechar. Mede cerca de dois dedos de largura e seu fechamento ocorre em torno do 9º ao 15º mês de vida. A outra fontanela, menor, costuma estar fechada até o 2º mês de vida. A cranioestenose ou craniossinostose é o fechamento prematuro de uma ou mais suturas cranianas. A forma do crânio se modifica, devido ao impedimento do crescimento normal do cérebro. Esse fechamento precoce pode causar deformidades na cabeça e até graves lesões neurológicas. É mais comum no menino e estima-se que ocorra um caso de cranioestenose para cada 2.000 crianças nascidas. A doença é congênita, iniciando-se na fase de embrião. Pode ser de causa hereditária, intrauterina ou infecciosa. Também pelo uso de certos medicamentos durante a gravidez, como alguns anticonvulsivos. O diagnóstico é feito pelo exame físico da cabeça do bebê, complementado com o exame radiológico e avaliação por neuroimagem. Estes exames permitem a constatação da sutura fechada e das possíveis malformações dos ossos da face e/ou do sistema nervoso que possam ter. Deve ser tratada antes do 8º mês de vida, mas é importante que o diagnóstico seja firmado até o 2º mês, para permitir um acompanhamento neurológico mais aprofundado. O tratamento é cirúrgico: são criados espaços ou suturas no osso do crânio, com resultados satisfatórios. A CONSULTA REGULAR COM O PEDIATRA NO PRIMEIRO ANO DE VIDA DA CRIANÇA AJUDA A FAZER O DIAGNÓSTICO PRECOCE E A DEFINIR O MELHOR TIPO DE TRATAMENTO. ___ Relatora: Dra. Monica de Souza Bomfim Pinheiro Membro do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP. Publicado no site da SPSP em 01/08/2007. photo credit: covershots2010 via photopin cc Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Este obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

medium_5347158176Tanto quanto o choro, o umbigo e a amamentação, outra grande preocupação dos pais com o seu bebê é o cuidado com a cabeça. Ao nascer, o osso da cabeça do bebê está separado por linhas, chamadas de suturas e duas aberturas no alto, a fontanela anterior e a posterior, conhecidas como moleiras.

As principais funções das suturas e das fontanelas são de facilitar a passagem do bebê na hora do parto e permitir o crescimento adequado do cérebro. Mais tarde, a própria natureza tratará de fechá-las.

O formato da cabeça pode variar conforme a característica familiar. Após o nascimento, é comum a cabeça do bebê apresentar pequenas deformações que são devidas à compressão da calota craniana no momento do parto. Entretanto, em torno de 7 a 10 dias, o formato da cabeça volta ao normal.

No primeiro ano de vida, o cérebro alcança metade da dimensão que terá no adulto e termina seu crescimento ao final do segundo ano de vida. A fontanela anterior é maior que a posterior e a que mais demora a fechar. Mede cerca de dois dedos de largura e seu fechamento ocorre em torno do 9º ao 15º mês de vida. A outra fontanela, menor, costuma estar fechada até o 2º mês de vida.

A cranioestenose ou craniossinostose é o fechamento prematuro de uma ou mais suturas cranianas. A forma do crânio se modifica, devido ao impedimento do crescimento normal do cérebro. Esse fechamento precoce pode causar deformidades na cabeça e até graves lesões neurológicas.

É mais comum no menino e estima-se que ocorra um caso de cranioestenose para cada 2.000 crianças nascidas. A doença é congênita, iniciando-se na fase de embrião. Pode ser de causa hereditária, intrauterina ou infecciosa. Também pelo uso de certos medicamentos durante a gravidez, como alguns anticonvulsivos.

O diagnóstico é feito pelo exame físico da cabeça do bebê, complementado com o exame radiológico e avaliação por neuroimagem. Estes exames permitem a constatação da sutura fechada e das possíveis malformações dos ossos da face e/ou do sistema nervoso que possam ter.

Deve ser tratada antes do 8º mês de vida, mas é importante que o diagnóstico seja firmado até o 2º mês, para permitir um acompanhamento neurológico mais aprofundado. O tratamento é cirúrgico: são criados espaços ou suturas no osso do crânio, com resultados satisfatórios.

A CONSULTA REGULAR COM O PEDIATRA NO PRIMEIRO ANO DE VIDA DA CRIANÇA AJUDA A FAZER O DIAGNÓSTICO PRECOCE E A DEFINIR O MELHOR TIPO DE TRATAMENTO.

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Relatora:
Dra. Monica de Souza Bomfim Pinheiro
Membro do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP.

Publicado no site da SPSP em 01/08/2007.
photo credit: covershots2010 via photopin cc

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Este obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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