Bronquite – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 25 Oct 2021 18:19:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Bronquite – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Momento Saúde: como tratar a asma? https://spsp.org.br/momento-saude-como-tratar-a-asma/ Wed, 17 Apr 2019 18:31:07 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2502 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Vamos falar sobre: Asma Como tratar a asma? O objetivo do tratamento é obter e manter o controle da doença através de um ciclo contínuo de avaliação do controle, tratamento para alcançar o controle e acompanhamento. Assim, é necessário um seguimento contínuo com o pediatra/pneumologista da criança. Os corticoides inalados em doses baixas (na forma de bombinha ou dispositivos de pó seco) são recomendados como tratamento de controle inicial da asma persistente. As “bombinhas” devem ser sempre usadas com espaçador, independentemente da idade, e os dispositivos de pó seco ficam reservados para crianças a partir dos seis anos de idade. Pacientes e familiares devem estar orientados para reconhecer sintomas e sua gravidade e prontamente iniciar o uso de medicação de alívio (broncodilatadores), preferencialmente na forma de “bombinhas” com espaçador, e providenciar medidas adequadas de higiene ambiental, como evitar exposição a fumaça de cigarro, poeira, ácaros etc. A criança deve ser estimulada a ter uma vida normal e a prática de esportes deve ser incentivada. ___ Relatora: Dra. Miriam Cardoso Neves Eller Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 17/04/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

pneumologiaA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Vamos falar sobre:
Asma

Como tratar a asma?

O objetivo do tratamento é obter e manter o controle da doença através de um ciclo contínuo de avaliação do controle, tratamento para alcançar o controle e acompanhamento. Assim, é necessário um seguimento contínuo com o pediatra/pneumologista da criança.

Os corticoides inalados em doses baixas (na forma de bombinha ou dispositivos de pó seco) são recomendados como tratamento de controle inicial da asma persistente. As “bombinhas” devem ser sempre usadas com espaçador, independentemente da idade, e os dispositivos de pó seco ficam reservados para crianças a partir dos seis anos de idade.

Pacientes e familiares devem estar orientados para reconhecer sintomas e sua gravidade e prontamente iniciar o uso de medicação de alívio (broncodilatadores), preferencialmente na forma de “bombinhas” com espaçador, e providenciar medidas adequadas de higiene ambiental, como evitar exposição a fumaça de cigarro, poeira, ácaros etc. A criança deve ser estimulada a ter uma vida normal e a prática de esportes deve ser incentivada.

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Relatora:
Dra. Miriam Cardoso Neves Eller

Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 17/04/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Momento Saúde: diagnóstico de asma https://spsp.org.br/momento-saude-diagnostico-de-asma/ Wed, 10 Apr 2019 18:24:26 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2499 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Vamos falar sobre: Asma São necessários exames para o diagnóstico de asma? O diagnóstico de asma é obtido principalmente através dos sinais e sintomas e exame físico realizado pelo médico. Entretanto, alguns exames podem auxiliar na avaliação da criança com asma. A alergia é bastante frequente nas crianças com asma. A demonstração de sensibilização alérgica, realizada através de testes alérgicos cutâneos e de sangue, é útil para identificação de fatores de risco e tomada de medidas preventivas de controle ambiental. No entanto, a ausência de sensibilização alérgica não exclui o diagnóstico de asma. As medidas de função pulmonar (espirometria) são úteis para verificar a gravidade, reversibilidade e a variabilidade da obstrução ao fluxo aéreo e ajudam a confirmar o diagnóstico em maiores de cinco anos. ___ Relatora: Dra. Miriam Cardoso Neves Eller Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 10/04/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

pneumologiaA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

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São necessários exames para o diagnóstico de asma?

O diagnóstico de asma é obtido principalmente através dos sinais e sintomas e exame físico realizado pelo médico. Entretanto, alguns exames podem auxiliar na avaliação da criança com asma.

A alergia é bastante frequente nas crianças com asma. A demonstração de sensibilização alérgica, realizada através de testes alérgicos cutâneos e de sangue, é útil para identificação de fatores de risco e tomada de medidas preventivas de controle ambiental. No entanto, a ausência de sensibilização alérgica não exclui o diagnóstico de asma.

As medidas de função pulmonar (espirometria) são úteis para verificar a gravidade, reversibilidade e a variabilidade da obstrução ao fluxo aéreo e ajudam a confirmar o diagnóstico em maiores de cinco anos.

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Dra. Miriam Cardoso Neves Eller

Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 10/04/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Momento Saúde: como saber se meu filho tem asma https://spsp.org.br/momento-saude-como-saber-se-meu-filho-tem-asma/ Wed, 03 Apr 2019 18:15:51 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2496 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Vamos falar sobre: Asma Meu filho tosse com frequência, como saber se tem asma? Sintomas como tosse e “peito cheio” são queixas frequentes nas crianças, principalmente nas de baixa idade, que apresentam infecções virais recorrentes. Estima-se que metade dos lactentes apresentará pelo menos um episódio de chiado no primeiro ano de vida; alguns apresentarão recorrências e a maioria desses não apresentará sintomas de asma na idade escolar. Entretanto existem sinais de que esses episódios de tosse e chiado, as vezes com respiração rápida e ofegante, possam ser sintomas de asma. Sinais que sugerem diagnóstico de asma (adaptado do GINA – Global Initiative for Asthma – 2018): 1. Mais de três episódios de chiado por ano, ou episódios graves. 2. Tosse ou chiado no peito durante ou após atividade física, risada ou choro. 3. Limitação para atividades físicas (cansa antes das outras crianças, corre ou brinca menos do que as outras crianças). 4. Tosse, particularmente noturna, na ausência de infecção viral nas vias aéreas. 5. Sintomas que persistem após três anos de idade. 6. Sintomas que surgem ou pioram na presença de: animais, poeira, pólen, produtos químicos, infecções virais, mudanças climáticas, exercícios, fumaça de cigarro, situações de stress. 7. Os resfriados repetidamente “afetam os pulmões” ou duram mais que 10 dias. 8. Histórico de outras doenças alérgicas (dermatite atópica ou rinite alérgica). 9. Familiares de primeiro grau com asma. 10. Melhora dos sintomas com as medicações de tratamento para asma. ___ Relatora: Dra. Miriam Cardoso Neves Eller Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 3/04/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

pneumologiaA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Vamos falar sobre:
Asma

Meu filho tosse com frequência, como saber se tem asma?

Sintomas como tosse e “peito cheio” são queixas frequentes nas crianças, principalmente nas de baixa idade, que apresentam infecções virais recorrentes.

Estima-se que metade dos lactentes apresentará pelo menos um episódio de chiado no primeiro ano de vida; alguns apresentarão recorrências e a maioria desses não apresentará sintomas de asma na idade escolar. Entretanto existem sinais de que esses episódios de tosse e chiado, as vezes com respiração rápida e ofegante, possam ser sintomas de asma.

Sinais que sugerem diagnóstico de asma (adaptado do GINA – Global Initiative for Asthma – 2018):
1. Mais de três episódios de chiado por ano, ou episódios graves.
2. Tosse ou chiado no peito durante ou após atividade física, risada ou choro.
3. Limitação para atividades físicas (cansa antes das outras crianças, corre ou brinca menos do que as outras crianças).
4. Tosse, particularmente noturna, na ausência de infecção viral nas vias aéreas.
5. Sintomas que persistem após três anos de idade.
6. Sintomas que surgem ou pioram na presença de: animais, poeira, pólen, produtos químicos, infecções virais, mudanças climáticas, exercícios, fumaça de cigarro, situações de stress.
7. Os resfriados repetidamente “afetam os pulmões” ou duram mais que 10 dias.
8. Histórico de outras doenças alérgicas (dermatite atópica ou rinite alérgica).
9. Familiares de primeiro grau com asma.
10. Melhora dos sintomas com as medicações de tratamento para asma.

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Relatora:
Dra. Miriam Cardoso Neves Eller

Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 3/04/2019.

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Momento Saúde: meu filho tem asma? https://spsp.org.br/momento-saude-meu-filho-tem-asma/ Wed, 27 Mar 2019 18:13:17 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2492 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Vamos falar sobre: Asma O que é asma? Asma, muitas vezes chamada de bronquite, é uma doença pulmonar crônica resultante da interação de fatores genéticos com exposição ambiental. É caracterizada pela inflamação das vias aéreas que leva à redução da passagem do ar aos pulmões e se manifesta como falta de ar, tosse, chiado e aperto no peito. Esses sintomas podem ocorrer de forma persistente ou episódica. ___ Relatora: Dra. Miriam Cardoso Neves Eller Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 27/03/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

pneumologiaA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Vamos falar sobre:
Asma

O que é asma?

Asma, muitas vezes chamada de bronquite, é uma doença pulmonar crônica resultante da interação de fatores genéticos com exposição ambiental. É caracterizada pela inflamação das vias aéreas que leva à redução da passagem do ar aos pulmões e se manifesta como falta de ar, tosse, chiado e aperto no peito. Esses sintomas podem ocorrer de forma persistente ou episódica.

asma

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Relatora:
Dra. Miriam Cardoso Neves Eller

Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 27/03/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Asma e bronquite não são a mesma coisa https://spsp.org.br/asma-e-bronquite-nao-sao-a-mesma-coisa-2/ Thu, 17 May 2018 18:25:10 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2095 A asma é uma das doenças crônicas mais comuns da infância. Falamos que é um quadro crônico porque pode persistir por um longo período. Suas principais manifestações são tosse, falta de ar e sibilos, o popular chiado no peito. No Brasil, estudos apontam que a condição afeta cerca de um quarto das crianças em idade escolar e um quinto dos adolescentes. Devido às suas manifestações respiratórias, crianças e adolescentes com asma não controlada precisam usar vários medicamentos e com frequência têm de comparecer aos serviços de pronto-socorro – alguns casos podem necessitar inclusive de internação. Essas alterações na rotina causam sofrimento aos pequenos, aos jovens e a seus familiares, impactando na qualidade de vida e levando a dificuldades na sala de aula e nos esportes, problemas de sono, prejuízos à vida social, ansiedade e até depressão. Em boa parte das situações a asma se inicia logo na infância. Tanto fatores genéticos (presença da doença no pai ou na mãe) como ambientais (o lugar em que a criança vive) podem condicionar seu aparecimento. Entre os estímulos do ambiente, é bem conhecido o papel da exposição a elementos irritantes, como fumaça de cigarro, poluição, poeira e ar frio. Ácaros, mofo e resíduos de insetos no interior das casas, assim como a exposição a gripes e resfriados, podem desencadear o problema ao causar uma resposta exagerada das vias aéreas, os canais por onde o ar passa até e dentro dos pulmões. Essa reação exacerbada, conhecida como hiperreatividade, se caracteriza pelo inchaço das vias aéreas e pelo aumento das secreções e contração dos pequenos músculos presentes em suas paredes. Tudo isso propicia um estreitamento das vias, o que dificulta o fluxo do ar. O estreitamento pode ocasionar um ruído característico, semelhante a um assobio ou chiado, o tal do sibilo. A propensão a essa resposta exagerada é, na maior parte das vezes, fruto de uma hiperssensibilidade do corpo a estímulos do ambiente – situação conhecida como alergia. Não à toa, um número significativo de crianças e adolescentes com asma apresentam também outras manifestações alérgicas, caso de rinite e conjuntivite. O diagnóstico de asma pode ser demorado, porque é preciso observar sintomas que tenham alguma frequência e se repetem em ocasiões diferentes. Em geral, eles pioram à noite ou pela manhã. É bastante comum que a mãe e/ou o pai tenham também a condição ou se recordem de tê-la encarado na infância ou juventude. Há um exame, conhecido como espirometria, capaz de medir de forma mais objetiva o estreitamento dos brônquios por meio do sopro do paciente. Entretanto, ele depende de uma técnica que apenas as crianças com mais de 6 anos conseguem realizar. Por isso, a detecção da asma nos pequenos tende a ser mais complexa, exigindo um olhar apurado do médico nos sintomas e na história familiar. Testes de alergia, por sua vez, ajudam a entender os elementos desencadeantes das crises. Dentro do tratamento da asma, quando se conhecem os fatores ambientais que estimulam o quadro, é preciso tomar os devidos cuidados com o ambiente doméstico. Entre os medicamentos receitados, existem os que ajudam a controlar a doença e prevenir as crises e aqueles que trazem alívio imediato dos sintomas. Boa parte desses remédios está acessível sem custo no sistema público de saúde ou em programas como o Farmácia Popular. As famílias devem estar conscientes de que o tratamento da asma pode ser prolongado, muitas vezes por anos. E a bronquite? Esse termo é erroneamente usado como sinônimo de asma. E não é a mesma coisa. Ele se refere apenas à inflamação dos brônquios – a asma envolve mais do que isso. Nas crianças, a bronquite é geralmente provocada por vírus e bactérias e tem curta duração. Ela é marcada por tosse úmida, com catarro, e a secreção, abundante, piora com a mudança de posição. Cabe ressaltar que, com bom acompanhamento e tratamento adequado, a doença pode ser bem controlada, permitindo uma vida normal. Um vínculo de confiança e compreensão entre as crianças ou adolescentes, os familiares e os profissionais de saúde resultará numa parceria bem-sucedida, com grandes ganhos em termos de qualidade de vida – e isso vale tanto para a bronquite quanto para a asma.   ___ Texto produzido por Dra. Vera Rullo e Dr. Marcos Tadeu Nolasco da Silva para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/asma-e-bronquite-nao-sao-a-mesma-coisa/ A Dra. Vera Rullo é pediatra e presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. O Dr. Marcos Tadeu Nolasco da Silva é pediatra e vice-presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 17/05/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A asma é uma das doenças crônicas mais comuns da infância. Falamos que é um quadro crônico porque pode persistir por um longo período. Suas principais manifestações são tosse, falta de ar e sibilos, o popular chiado no peito. No Brasil, estudos apontam que a condição afeta cerca de um quarto das crianças em idade escolar e um quinto dos adolescentes.

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Devido às suas manifestações respiratórias, crianças e adolescentes com asma não controlada precisam usar vários medicamentos e com frequência têm de comparecer aos serviços de pronto-socorro – alguns casos podem necessitar inclusive de internação. Essas alterações na rotina causam sofrimento aos pequenos, aos jovens e a seus familiares, impactando na qualidade de vida e levando a dificuldades na sala de aula e nos esportes, problemas de sono, prejuízos à vida social, ansiedade e até depressão.

Em boa parte das situações a asma se inicia logo na infância. Tanto fatores genéticos (presença da doença no pai ou na mãe) como ambientais (o lugar em que a criança vive) podem condicionar seu aparecimento. Entre os estímulos do ambiente, é bem conhecido o papel da exposição a elementos irritantes, como fumaça de cigarro, poluição, poeira e ar frio.

Ácaros, mofo e resíduos de insetos no interior das casas, assim como a exposição a gripes e resfriados, podem desencadear o problema ao causar uma resposta exagerada das vias aéreas, os canais por onde o ar passa até e dentro dos pulmões.

Essa reação exacerbada, conhecida como hiperreatividade, se caracteriza pelo inchaço das vias aéreas e pelo aumento das secreções e contração dos pequenos músculos presentes em suas paredes. Tudo isso propicia um estreitamento das vias, o que dificulta o fluxo do ar. O estreitamento pode ocasionar um ruído característico, semelhante a um assobio ou chiado, o tal do sibilo.

A propensão a essa resposta exagerada é, na maior parte das vezes, fruto de uma hiperssensibilidade do corpo a estímulos do ambiente – situação conhecida como alergia. Não à toa, um número significativo de crianças e adolescentes com asma apresentam também outras manifestações alérgicas, caso de rinite e conjuntivite.

O diagnóstico de asma pode ser demorado, porque é preciso observar sintomas que tenham alguma frequência e se repetem em ocasiões diferentes. Em geral, eles pioram à noite ou pela manhã. É bastante comum que a mãe e/ou o pai tenham também a condição ou se recordem de tê-la encarado na infância ou juventude.

Há um exame, conhecido como espirometria, capaz de medir de forma mais objetiva o estreitamento dos brônquios por meio do sopro do paciente. Entretanto, ele depende de uma técnica que apenas as crianças com mais de 6 anos conseguem realizar. Por isso, a detecção da asma nos pequenos tende a ser mais complexa, exigindo um olhar apurado do médico nos sintomas e na história familiar. Testes de alergia, por sua vez, ajudam a entender os elementos desencadeantes das crises.

Dentro do tratamento da asma, quando se conhecem os fatores ambientais que estimulam o quadro, é preciso tomar os devidos cuidados com o ambiente doméstico. Entre os medicamentos receitados, existem os que ajudam a controlar a doença e prevenir as crises e aqueles que trazem alívio imediato dos sintomas. Boa parte desses remédios está acessível sem custo no sistema público de saúde ou em programas como o Farmácia Popular. As famílias devem estar conscientes de que o tratamento da asma pode ser prolongado, muitas vezes por anos.

E a bronquite?

Esse termo é erroneamente usado como sinônimo de asma. E não é a mesma coisa. Ele se refere apenas à inflamação dos brônquios – a asma envolve mais do que isso. Nas crianças, a bronquite é geralmente provocada por vírus e bactérias e tem curta duração. Ela é marcada por tosse úmida, com catarro, e a secreção, abundante, piora com a mudança de posição.

Cabe ressaltar que, com bom acompanhamento e tratamento adequado, a doença pode ser bem controlada, permitindo uma vida normal. Um vínculo de confiança e compreensão entre as crianças ou adolescentes, os familiares e os profissionais de saúde resultará numa parceria bem-sucedida, com grandes ganhos em termos de qualidade de vida – e isso vale tanto para a bronquite quanto para a asma.

 

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Texto produzido por Dra. Vera Rullo e Dr. Marcos Tadeu Nolasco da Silva para o site SAÚDE.
Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/asma-e-bronquite-nao-sao-a-mesma-coisa/

A Dra. Vera Rullo é pediatra e presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

O Dr. Marcos Tadeu Nolasco da Silva é pediatra e vice-presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 17/05/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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