Bronquiolite – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 06 Mar 2024 16:12:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Bronquiolite – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Saiba tudo sobre a bronquiolite https://spsp.org.br/saiba-tudo-sobre-a-bronquiolite/ Fri, 28 Jun 2019 18:28:09 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2861 Médico explica causas, sintomas e tratamento dessa doença que atinge as crianças nos dois primeiros anos de vida Por Dr. Alfonso Eduardo Alvarez A bronquiolite é uma inflamação dos bronquíolos, que são a parte final dos brônquios. Eles ficam antes dos alvéolos, onde é feita a troca de oxigênio pelo gás carbônico. Quando nos referimos a essa doença, em geral falamos do tipo mais comum, que é a bronquiolite viral aguda, que acomete crianças nos dois primeiros anos de vida – inclusive, essa é a principal causa de internação de menores de 1 ano no mundo. Vamos saber mais sobre essa condição? O que leva à bronquiolite Ela é causada por vírus. O principal atende pelo nome de vírus sincicial respiratório, e é responsável por 40 a 80% dos casos. Vários outros tipos, porém, podem provocar a doença. Os sintomas Normalmente o quadro é precedido por sintomas de vias aéreas superiores, como nariz escorrendo. E pode (ou não) ocorrer febre. Na evolução do problema, a inflamação dos bronquíolos causa sua obstrução, o que dificulta a passagem do ar. Daí surgem tosse, dificuldade respiratória e chiado no peito. A doença pode ser desde muito leve, com secreção nasal e tosse discreta, até grave, com insuficiência respiratória e necessidade de internação. Para ter ideia, 5% das crianças com bronquiolite necessitam de internação e, dessas, 2% vão à óbito. Os fatores de risco para ter a forma grave da bronquiolite Uma evolução ruim do quadro é associada a questões como prematuridade, tabagismo passivo, baixa idade, ausência de aleitamento materno, doença pulmonar crônica, cardiopatia congênita e ser do sexo masculino. Cabe lembrar, no entanto, que a maior parte das crianças internadas por bronquiolite não apresenta nenhuma dessas condições. Recentemente, realizei uma pesquisa na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista, e nosso grupo de trabalho demonstrou que existem fatores genéticos que contribuem com a gravidade da bronquiolite. O estudo foi publicado na revista científica Gene. O diagnóstico Ele é baseado na história clínica e na avaliação física. Ou seja, não é necessário nenhum exame para confirmar a doença. A detecção do vírus é um exame útil, mas não fundamental. A radiografia de tórax e os testes de sangue não devem ser recomendados como rotina – são indicados apenas para casos de evolução grave. O tratamento A bronquiolite geralmente é auto-limitada e o tratamento depende da gravidade da doença. A maioria das crianças pode ser acompanhada em casa. Mas, caso a decisão do pediatra seja essa, é importante que ele tranquilize os pais e esclareça sobre os sinais de alerta que podem indicar a evolução da doença e, assim, a necessidade de uma reavaliação. Entre os sintomas que merecem atenção estão: dificuldade respiratória, aumento da frequência respiratória e utilização da musculatura acessória para respirar – que é evidenciada pela retração entre as costelas e da fúrcula, o espaço logo acima do esterno, o osso do peito. Além de um abatimento excessivo da criança e recusa em se alimentar e hidratar. A internação será necessária se ocorrer desconforto respiratório grave ou incapacidade para manter a hidratação adequada. Aqueles que apresentam os fatores de risco citados anteriormente, porém, podem precisar de internação em um estágio mais precoce da doença. Quando a internação ocorre, o principal aspecto do tratamento é o suporte com oxigênio, feito geralmente através de um cateter nasal – às vezes é preciso administrá-lo de forma mais invasiva. Além disso, deve ser mantida uma hidratação adequada, preferencialmente por via oral. Se a criança apresentar dificuldade na alimentação, opta-se pelo uso de sonda nasogástrica ou hidratação endovenosa. A aspiração cuidadosa das narinas e a higiene nasal com solução salina são atitudes benéficas. As diretrizes atuais não recomendam a fisioterapia respiratória na bronquiolite não complicada. Por ser uma doença viral, não há nenhuma necessidade de oferecer antibióticos à criança. Também está provado que não há nenhum benefício em administrar broncodilatores inalatórios, epinefrina inalatória ou corticoides, seja via inalatória, oral ou endovenosa. Texto produzido pelo Dr. Alfonso Eduardo Alvarez para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/saiba-tudo-sobre-a-bronquiolite/ O Dr. Alfonso Eduardo Alvarez é pneumologista pediátrico, mestre e doutor em Saúde da Criança e do Adolescente e presidente do Departamento de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 28/06/2019]]>

Médico explica causas, sintomas e tratamento dessa doença que atinge as crianças nos dois primeiros anos de vida

Por Dr. Alfonso Eduardo Alvarez

A bronquiolite é uma inflamação dos bronquíolos, que são a parte final dos brônquios. Eles ficam antes dos alvéolos, onde é feita a troca de oxigênio pelo gás carbônico. Quando nos referimos a essa doença, em geral falamos do tipo mais comum, que é a bronquiolite viral aguda, que acomete crianças nos dois primeiros anos de vida – inclusive, essa é a principal causa de internação de menores de 1 ano no mundo. Vamos saber mais sobre essa condição?

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O que leva à bronquiolite

Ela é causada por vírus. O principal atende pelo nome de vírus sincicial respiratório, e é responsável por 40 a 80% dos casos. Vários outros tipos, porém, podem provocar a doença.

Os sintomas

Normalmente o quadro é precedido por sintomas de vias aéreas superiores, como nariz escorrendo. E pode (ou não) ocorrer febre. Na evolução do problema, a inflamação dos bronquíolos causa sua obstrução, o que dificulta a passagem do ar. Daí surgem tosse, dificuldade respiratória e chiado no peito.

A doença pode ser desde muito leve, com secreção nasal e tosse discreta, até grave, com insuficiência respiratória e necessidade de internação. Para ter ideia, 5% das crianças com bronquiolite necessitam de internação e, dessas, 2% vão à óbito.

Os fatores de risco para ter a forma grave da bronquiolite

Uma evolução ruim do quadro é associada a questões como prematuridade, tabagismo passivo, baixa idade, ausência de aleitamento materno, doença pulmonar crônica, cardiopatia congênita e ser do sexo masculino. Cabe lembrar, no entanto, que a maior parte das crianças internadas por bronquiolite não apresenta nenhuma dessas condições.

Recentemente, realizei uma pesquisa na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista, e nosso grupo de trabalho demonstrou que existem fatores genéticos que contribuem com a gravidade da bronquiolite. O estudo foi publicado na revista científica Gene.

O diagnóstico

Ele é baseado na história clínica e na avaliação física. Ou seja, não é necessário nenhum exame para confirmar a doença. A detecção do vírus é um exame útil, mas não fundamental. A radiografia de tórax e os testes de sangue não devem ser recomendados como rotina – são indicados apenas para casos de evolução grave.

O tratamento

A bronquiolite geralmente é auto-limitada e o tratamento depende da gravidade da doença. A maioria das crianças pode ser acompanhada em casa. Mas, caso a decisão do pediatra seja essa, é importante que ele tranquilize os pais e esclareça sobre os sinais de alerta que podem indicar a evolução da doença e, assim, a necessidade de uma reavaliação.

Entre os sintomas que merecem atenção estão: dificuldade respiratória, aumento da frequência respiratória e utilização da musculatura acessória para respirar – que é evidenciada pela retração entre as costelas e da fúrcula, o espaço logo acima do esterno, o osso do peito. Além de um abatimento excessivo da criança e recusa em se alimentar e hidratar.

A internação será necessária se ocorrer desconforto respiratório grave ou incapacidade para manter a hidratação adequada. Aqueles que apresentam os fatores de risco citados anteriormente, porém, podem precisar de internação em um estágio mais precoce da doença.

Quando a internação ocorre, o principal aspecto do tratamento é o suporte com oxigênio, feito geralmente através de um cateter nasal – às vezes é preciso administrá-lo de forma mais invasiva. Além disso, deve ser mantida uma hidratação adequada, preferencialmente por via oral.

Se a criança apresentar dificuldade na alimentação, opta-se pelo uso de sonda nasogástrica ou hidratação endovenosa. A aspiração cuidadosa das narinas e a higiene nasal com solução salina são atitudes benéficas. As diretrizes atuais não recomendam a fisioterapia respiratória na bronquiolite não complicada.

Por ser uma doença viral, não há nenhuma necessidade de oferecer antibióticos à criança. Também está provado que não há nenhum benefício em administrar broncodilatores inalatórios, epinefrina inalatória ou corticoides, seja via inalatória, oral ou endovenosa.


Texto produzido pelo Dr. Alfonso Eduardo Alvarez para o site SAÚDE.
Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/saiba-tudo-sobre-a-bronquiolite/

O Dr. Alfonso Eduardo Alvarez é pneumologista pediátrico, mestre e doutor em Saúde da Criança e do Adolescente e presidente do Departamento de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 28/06/2019



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Tosse, uma queixa comum nos atendimentos pediátricos https://spsp.org.br/tosse-uma-queixa-comum-nos-atendimentos-pediatricos/ Fri, 28 Jul 2017 18:20:16 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1747 A tosse é uma queixa frequente em atendimentos nos serviços de saúde e nos consultórios pediátricos. É um dos sintomas que preocupam e angustiam muito os pais, interferindo nas atividades diárias e no sono de todos na casa. Ela nada mais é do que um mecanismo de defesa dos pulmões com o objetivo de impedir a inalação de substâncias nocivas ou corpo estranho, além de facilitar a eliminação de secreções do trato respiratório. A tosse é um sintoma presente em diversas doenças de origem respiratória, com impacto na qualidade de vida das crianças e suas famílias. Quando o quadro é infeccioso, o seu principal agente causal são os vírus, que causam os resfriados. As crianças normalmente podem ter cerca de oito a dez resfriados por ano e a maioria dura de cinco a sete dias. O sistema imunológico, isto é, a defesa do organismo da criança pequena, ainda é imaturo, o que origina uma maior vulnerabilidade para muitas infecções associadas à tosse prolongada. O início precoce das crianças nas escolas é um dos fatores que facilitam o aparecimento de mais infecções. A maioria das causas infecciosas das tosses em crianças se resolve em uma a três semanas. Além disso, na vigência de um resfriado causado por um vírus, a criança pode ter uma infecção por outro vírus e prolongar o período de tosse. As infecções virais são episódicas, mais frequentes no outono e inverno, em condições em que as crianças estão mais aglomeradas, como nas creches e berçários e em situações de exposição à poluição ambiental, principalmente ao fumo. A tosse é um sintoma e não é um diagnóstico. Devemos sempre identificar a sua causa e não apenas dar medicamentos para suprimi-la. Tosse relacionada a doenças Algumas doenças são comuns na infância, como bronquiolite e asma. A bronquiolite geralmente ocorre nos primeiros dois anos, principalmente nos seis primeiros meses de vida, e a causa é viral. Em geral, ela começa como um resfriado com febre, espirros e após alguns dias cursa com tosse, chiado no peito e/ou falta de ar. Há maior gravidade em crianças menores de três meses, prematuros, aquelas com cardiopatia congênita ou alguma outra doença pulmonar de base. A maioria melhora em torno de 7 a 14 dias. Em situações mais graves, pode evoluir com falta de ar e necessidade de internação hospitalar. Já a asma é outra doença pulmonar frequente na infância e que apresenta crises de tosse seca, chiado de repetição associada ou não a desconforto respiratório. A tosse predomina à noite e pela manhã, tem história familiar e é muitas vezes associada à rinite alérgica. Há medicamento especifico para tratamento da asma. A criança com tosse súbita e sufocamento necessita de atendimento médico imediato para afastar aspiração de corpo estranho nas vias aéreas. Toda tosse com falta de ar precisa ser avaliada pelo pediatra. A tosse crônica, quadro que dura mais de quatro semanas, requer uma maior investigação de doença de base, principalmente quando é recorrente ou persistente, acompanhada de dificuldade de crescimento e ganho de peso. Uma história detalhada, seguida de um exame físico minucioso pelo médico, é essencial para orientar a investigação e pedir os exames necessários. A exata identificação da causa da tosse crônica deve ser seguida de um tratamento específico. A abordagem sintomática com antitussígenos e mucolíticos é excepcionalmente necessária e deveria ser reservada para algumas situações específicas. Vários estudos demonstraram que esses medicamentos são ineficazes. Portanto, a melhor estratégia para a prevenção de infecções agudas do trato respiratório é a vacinação. ___ Relatora: Dra. Sonia Mayumi Chiba Presidente do Departamento de Pneumologia da SPSP. Publicado em 28/07/2017. photo credit: Semevent | Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A tosse é uma queixa frequente em atendimentos nos serviços de saúde e nos consultórios pediátricos. É um dos sintomas que preocupam e angustiam muito os pais, interferindo nas atividades diárias e no sono de todos na casa. Ela nada mais é do que um mecanismo de defesa dos pulmões com o objetivo de impedir a inalação de substâncias nocivas ou corpo estranho, além de facilitar a eliminação de secreções do trato respiratório.

A tosse é um sintoma presente em diversas doenças de origem respiratória, com impacto na qualidade de vida das crianças e suas famílias. Quando o quadro é infeccioso, o seu principal agente causal são os vírus, que causam os resfriados. As crianças normalmente podem ter cerca de oito a dez resfriados por ano e a maioria dura de cinco a sete dias. O sistema imunológico, isto é, a defesa do organismo da criança pequena, ainda é imaturo, o que origina uma maior vulnerabilidade para muitas infecções associadas à tosse prolongada. O início precoce das crianças nas escolas é um dos fatores que facilitam o aparecimento de mais infecções.

A maioria das causas infecciosas das tosses em crianças se resolve em uma a três semanas. Além disso, na vigência de um resfriado causado por um vírus, a criança pode ter uma infecção por outro vírus e prolongar o período de tosse. As infecções virais são episódicas, mais frequentes no outono e inverno, em condições em que as crianças estão mais aglomeradas, como nas creches e berçários e em situações de exposição à poluição ambiental, principalmente ao fumo. A tosse é um sintoma e não é um diagnóstico. Devemos sempre identificar a sua causa e não apenas dar medicamentos para suprimi-la.

tosse

Tosse relacionada a doenças

Algumas doenças são comuns na infância, como bronquiolite e asma. A bronquiolite geralmente ocorre nos primeiros dois anos, principalmente nos seis primeiros meses de vida, e a causa é viral. Em geral, ela começa como um resfriado com febre, espirros e após alguns dias cursa com tosse, chiado no peito e/ou falta de ar. Há maior gravidade em crianças menores de três meses, prematuros, aquelas com cardiopatia congênita ou alguma outra doença pulmonar de base. A maioria melhora em torno de 7 a 14 dias. Em situações mais graves, pode evoluir com falta de ar e necessidade de internação hospitalar.

Já a asma é outra doença pulmonar frequente na infância e que apresenta crises de tosse seca, chiado de repetição associada ou não a desconforto respiratório. A tosse predomina à noite e pela manhã, tem história familiar e é muitas vezes associada à rinite alérgica. Há medicamento especifico para tratamento da asma.

A criança com tosse súbita e sufocamento necessita de atendimento médico imediato para afastar aspiração de corpo estranho nas vias aéreas. Toda tosse com falta de ar precisa ser avaliada pelo pediatra.

A tosse crônica, quadro que dura mais de quatro semanas, requer uma maior investigação de doença de base, principalmente quando é recorrente ou persistente, acompanhada de dificuldade de crescimento e ganho de peso. Uma história detalhada, seguida de um exame físico minucioso pelo médico, é essencial para orientar a investigação e pedir os exames necessários.

A exata identificação da causa da tosse crônica deve ser seguida de um tratamento específico. A abordagem sintomática com antitussígenos e mucolíticos é excepcionalmente necessária e deveria ser reservada para algumas situações específicas. Vários estudos demonstraram que esses medicamentos são ineficazes. Portanto, a melhor estratégia para a prevenção de infecções agudas do trato respiratório é a vacinação.

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Relatora:
Dra. Sonia Mayumi Chiba

Presidente do Departamento de Pneumologia da SPSP.

Publicado em 28/07/2017.
photo credit: Semevent | Pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Bronquiolite https://spsp.org.br/bronquiolite/ Fri, 20 Feb 2015 11:20:30 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=840 Bronquiolite viral aguda é uma inflamação dos brônquios e bronquíolos que são os canais que conduzem o ar para os pulmões. Acontece principalmente em bebês abaixo de 2 anos e, mais frequentemente, nos menores de 1 ano. A sua causa são os vírus respiratórios, como o vírus sincicial respiratório (VSR), metapneumovírus, rinovírus, adenovírus, parainfluenza e influenza. O mais frequente é o VSR. Esses vírus são os mesmos que causam resfriado nas crianças maiores e adultos. Quando eles ficam apenas nas vias aéreas superiores (nariz e garganta) os sintomas serão de resfriado: coriza, espirros, nariz entupido, garganta inflamada, febre e, às vezes, pouca tosse. Na bronquiolite, esses mesmos vírus descem para as vias aéreas inferiores, inflamando e fechando brônquios e bronquíolos e causando os sintomas da bronquiolite: chiado no peito, tosse e dificuldade para respirar, em graus variados – desde casos bem leves até casos graves, com necessidade de internação em unidade de terapia intensiva. O tratamento da bronquiolite é de suporte, já que não existe um remédio eficaz que combata o vírus. Deve-se manter a criança bem hidratada, alimentá-la com mais cuidado para evitar engasgos, fluidificar as secreções respiratórias através de inalações com soro fisiológico, além de lavar bem o nariz, também com soro fisiológico. Em alguns casos pode-se usar inalações com solução salina hipertônica ou com broncodilatadores. Em casos onde haja insuficiência respiratória, a criança precisa ser internada para receber oxigênio e, às vezes, suporte ventilatório através de aparelhos. A maioria das crianças melhora em cerca de 1 semana, mas em outras, a evolução é mais lenta. Há um grupo de crianças que tem risco de apresentar bronquiolite mais grave: os prematuros e os portadores de cardiopatias e pneumopatias crônicas. Em alguns desses casos deve-se fazer a prevenção da bronquiolite por VSR através de uma injeção mensal de um anticorpo chamado palivizumabe, durante o período do ano quando o vírus é mais frequente (março a julho). É importante ressaltar que esses vírus são muito contagiosos, sendo a sua transmissão principalmente através do contato direto com secreções respiratórias, geralmente nas mãos e objetos contaminados. Portanto, a lavagem das mãos é fundamental após o manuseio dessas crianças. Sempre que possível, deve-se evitar o contato dos bebês com crianças maiores e adultos resfriados. Também é importante saber que muitas das crianças que apresentam bronquiolite ficam com os brônquios mais sensíveis e se tornam “bebês chiadores”, isto é, frente a algumas situações, como outros resfriados e mudanças climáticas, apresentam novamente episódios de chiado no peito. Isso tende a melhorar com o passar dos anos, mas algumas dessas crianças se tornam asmáticas. ___ Relatora: Fabíola Villac Adde Departamento de Pneumologia da SPSP. Publicado em 20/02/2015. photo credit: © Renaud Vejus | Dreamstime.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Bronquiolite viral aguda é uma inflamação dos brônquios e bronquíolos que são os canais que conduzem o ar para os pulmões. Acontece principalmente em bebês abaixo de 2 anos e, mais frequentemente, nos menores de 1 ano. A sua causa são os vírus respiratórios, como o vírus sincicial respiratório (VSR), metapneumovírus, rinovírus, adenovírus, parainfluenza e influenza. O mais frequente é o VSR. Esses vírus são os mesmos que causam resfriado nas crianças maiores e adultos. Quando eles ficam apenas nas vias aéreas superiores (nariz e garganta) os sintomas serão de resfriado: coriza, espirros, nariz entupido, garganta inflamada, febre e, às vezes, pouca tosse. Na bronquiolite, esses mesmos vírus descem para as vias aéreas inferiores, inflamando e fechando brônquios e bronquíolos e causando os sintomas da bronquiolite: chiado no peito, tosse e dificuldade para respirar, em graus variados – desde casos bem leves até casos graves, com necessidade de internação em unidade de terapia intensiva.

O tratamento da bronquiolite é de suporte, já que não existe um remédio eficaz que combata o vírus. Deve-se manter a criança bem hidratada, alimentá-la com mais cuidado para evitar engasgos, fluidificar as secreções respiratórias através de inalações com soro fisiológico, além de lavar bem o nariz, também com soro fisiológico. Em alguns casos pode-se usar inalações com solução salina hipertônica ou com broncodilatadores. Em casos onde haja insuficiência respiratória, a criança precisa ser internada para receber oxigênio e, às vezes, suporte ventilatório através de aparelhos.

A maioria das crianças melhora em cerca de 1 semana, mas em outras, a evolução é mais lenta. Há um grupo de crianças que tem risco de apresentar bronquiolite mais grave: os prematuros e os portadores de cardiopatias e pneumopatias crônicas. Em alguns desses casos deve-se fazer a prevenção da bronquiolite por VSR através de uma injeção mensal de um anticorpo chamado palivizumabe, durante o período do ano quando o vírus é mais frequente (março a julho).

É importante ressaltar que esses vírus são muito contagiosos, sendo a sua transmissão principalmente através do contato direto com secreções respiratórias, geralmente nas mãos e objetos contaminados. Portanto, a lavagem das mãos é fundamental após o manuseio dessas crianças. Sempre que possível, deve-se evitar o contato dos bebês com crianças maiores e adultos resfriados.

Também é importante saber que muitas das crianças que apresentam bronquiolite ficam com os brônquios mais sensíveis e se tornam “bebês chiadores”, isto é, frente a algumas situações, como outros resfriados e mudanças climáticas, apresentam novamente episódios de chiado no peito. Isso tende a melhorar com o passar dos anos, mas algumas dessas crianças se tornam asmáticas.

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Relatora:
Fabíola Villac Adde
Departamento de Pneumologia da SPSP.

Publicado em 20/02/2015.
photo credit: © Renaud Vejus | Dreamstime.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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