bem-estar – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 11 Mar 2025 11:20:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png bem-estar – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Combate ao sedentarismo: um alerta para a saúde de crianças e adolescentes https://spsp.org.br/combate-ao-sedentarismo-um-alerta-para-a-saude-de-criancas-e-adolescentes/ Mon, 10 Mar 2025 18:03:51 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50492 No dia 10 de março, o Brasil celebra o Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo, um momento importante para refletirmos ]]>

No dia 10 de março, o Brasil celebra o Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo, um momento importante para refletirmos sobre o impacto da falta de movimento na vida das crianças e adolescentes. Com o avanço da tecnologia e a rotina cada vez mais conectada, a infância ativa está sendo substituída por longos períodos diante das telas. Brincadeiras ao ar livre, que antes faziam parte do dia a dia, estão dando lugar a horas seguidas no celular, no videogame ou no computador. Mas o que parece inofensivo pode ter consequências sérias para a saúde.

O sedentarismo não se resume apenas à falta de exercício: ele é um dos principais fatores de risco para doenças crônicas, como obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares. Além disso, a ausência de atividade física compromete a saúde mental, contribuindo para quadros de ansiedade, estresse e depressão. O impacto também é notado na escola, já que crianças que se movimentam pouco podem apresentar dificuldades de concentração, pior rendimento acadêmico e maior propensão à fadiga.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que crianças e adolescentes pratiquem pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada a intensa. No entanto, estudos apontam que grande parte deles não atinge essa meta. O aumento do tempo de tela, a falta de espaços seguros para brincar e até a rotina acelerada das famílias são alguns dos fatores que levam ao sedentarismo infantil. O problema é sério, mas há uma boa notícia: reverter esse quadro é mais fácil do que parece!

Estimular o movimento desde cedo traz benefícios para a vida toda. Crianças ativas fortalecem músculos e ossos, desenvolvem melhor a coordenação motora e crescem com hábitos mais saudáveis. Além disso, o exercício físico libera hormônios do bem-estar, como a endorfina e a serotonina, ajudando a combater o estresse e promovendo mais alegria e disposição. Outro ponto essencial é a socialização: esportes coletivos e brincadeiras ao ar livre ensinam valores como disciplina, cooperação e respeito, fundamentais para a formação emocional dos pequenos.

Mas como incentivar as crianças e adolescentes a se movimentarem mais? Pequenas mudanças na rotina podem fazer uma grande diferença. Atividades simples, como pular corda, brincar de pega-pega, andar de bicicleta e brincar de esconde-esconde são formas eficazes e naturais de combater o sedentarismo. Praticar esportes também é uma excelente alternativa, e há opções para todos os gostos, desde futebol, basquete e vôlei até natação e artes marciais. O importante é encontrar algo que a criança goste, para que o movimento se torne um hábito prazeroso e não uma obrigação.

O exemplo dos pais e responsáveis é fundamental. Crianças que veem seus familiares se exercitando têm maior tendência a seguir o mesmo caminho. Se a família caminha junta, passeia de bicicleta ou aproveita parques e praças nos momentos de lazer, as chances de a criança crescer ativa aumentam consideravelmente. Além disso, é essencial estabelecer limites para o tempo de tela. Definir horários para o uso de dispositivos eletrônicos e incentivar atividades físicas no tempo livre são atitudes que ajudam a equilibrar a rotina.

O Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo é um convite para refletirmos sobre os hábitos das novas gerações. Crianças precisam correr, brincar, gastar energia e explorar o mundo além das telas. Estimular a prática de atividades físicas não é apenas um conselho médico, mas uma necessidade real para garantir um futuro mais saudável e equilibrado. Pequenos gestos podem transformar a qualidade de vida dos jovens e prepará-los para a vida adulta com mais disposição e bem-estar. Afinal, o movimento não é só importante para o corpo – ele também faz bem para a mente e para o coração.

 

Relator:
Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes na Infância e Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo 

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Atividade física na infância e adolescência https://spsp.org.br/atividade-fisica-na-infancia-e-adolescencia/ Thu, 06 Apr 2023 15:08:56 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=36892 A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem como meta o desenvolvimento sustentável até 2030, e entre seus objetivos (ODS 3) está o de saúde e bem]]>

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem como meta o desenvolvimento sustentável até 2030, e entre seus objetivos (ODS 3) está o de saúde e bem-estar.

Promover a atividade física e reduzir o comportamento sedentário pode ajudar a alcançar estes objetivos. Quatro a cinco milhões de mortes por ano poderiam ser evitadas se a população global fosse mais ativa fisicamente. Estimativas globais indicam que 1 em cada 4 adultos e 3 em cada 4 adolescentes (11 a 17 anos), mais precisamente 27% de adultos e 81% de 11 a 17 anos, não atendem às recomendações de atividades físicas definidas pela OMS.

Diante deste cenário, a OMS lançou o “Let’s be active” (Vamos ser ativos), um plano global para estimular a atividade física. De maneira geral, a meta é reduzir a prevalência do sedentarismo entre adolescentes e adultos em 10% até 2025 e em 15% até 2030.

Sabemos que a prática regular de atividade física contribui para a prevenção e tratamento de doenças crônicas não transmissíveis, tais como doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, diabetes, alguns tipos de câncer, bem como ajuda a prevenir a hipertensão, o sobrepeso e a obesidade e contribui para a saúde mental, melhoria da qualidade de vida e bem-estar.

Em crianças e adolescentes, a atividade física proporciona benefícios como melhora da aptidão física, saúde cardiometabólica, saúde óssea, cognitiva, contribuindo para melhor desempenho acadêmico e função executiva, saúde mental com a redução dos sintomas de depressão e redução de obesidade.

Segundo a OMS, crianças acima de cinco anos e adolescentes devem fazer pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada a rigorosa intensidade, dentre elas atividades aeróbicas e aquelas que fortalecem os músculos e ossos.

 

Diminuir o comportamento sedentário

Devemos estimular a criança à atividade física desde o nascimento.

Os primeiros 1.000 dias de vida, considerados os primeiros 3 anos de vida da criança, são cruciais para o crescimento e desenvolvimento, uma “janela de oportunidades” na qual os hábitos e as atividades irão influenciar o futuro da criança.

O brincar em movimento é fundamental para o amadurecimento saudável. Brincar é se movimentar e é tão necessário quanto o sono e a alimentação. Brincando, a criança põe o seu corpo em movimento, utiliza recursos motores e cognitivos, desenvolve coordenação, tonicidade muscular, equilíbrio, noção de espaço e tem consciência de suas possibilidades.

Temos o conceito de “Alfabetização Física” (“Physical Literacy”) definido como a habilidade, confiança e o desejo de ser fisicamente ativo por toda a vida. Inclui competência e habilidade de movimento fundamental, como pegar, pular, correr, chutar, aprimorar a agilidade, equilíbrio e coordenação.

É necessário que a criança se movimente de acordo com sua capacidade motora e cognitiva sob supervisão do adulto e sempre em ambiente seguro.

A competência e a confiança nas habilidades motoras são um forte protetor para a manutenção de níveis de atividade física na infância, adolescência e na vida adulta.

Em suma, nos primeiros anos de vida devem ser introduzidas atividades lúdicas; os bebês devem ser estimulados a se movimentar em curtos períodos de tempo várias vezes ao dia. Crianças com mais de dois anos e que já conseguem andar, devem ser estimuladas a fazer atividades fracionadas (brincadeiras) durante 180 minutos por dia, como ficar em pé, andar, saltar, correr, à medida que forem adquirindo coordenação e habilidade para tal função.

Crianças maiores, de 3 a 5 anos de idade, devem também ter pelo menos 180 minutos fracionados durante o dia. Os adultos devem oferecer oportunidades para brincadeiras livres e atividades não estruturadas, com uma variedade de movimentos e em ambientes variados, com atividades ao ar livre e contato com a natureza, em ambiente seguro.

Crianças acima de 5 anos, como recomenda a OMS, devem acumular 60 minutos de atividades diárias de moderada a rigorosa intensidade, incluindo um programa de fortalecimento muscular e flexibilidade três vezes por semana, intercalando com as atividades aeróbicas. As atividades já podem ser mais estruturadas.

Fundamental é evitar o comportamento sedentário!

Até 2 anos, o tempo de tela deve ser zero.

De 3 a 5 anos de idade, o tempo de tela deve ser de até 2 horas por dia. Acima de 6 anos esse tempo pode ser de até 2 horas por dia além das horas necessárias para trabalhos escolares.

Muito importante incluir uma avaliação médica pré-participação esportiva, como avaliação cardiológica, puberal, nutricional. Avaliação da composição corporal e características anatômicas e mecânicas que possam facilitar a ocorrência de lesões. Identificar doenças preexistentes e⁄ou deficiências.

Uma atenção especial deve ser dada à hidratação durante os exercícios.

Cuidados também envolvem a prática de exercícios de alta intensidade. Evitar a especialização precoce. Respeitar a individualidade de cada jovem. Os exercícios mais elaborados devem ser supervisionados e prescritos por profissionais capacitados e especializados em crianças e adolescentes.

As crianças e os adolescentes precisam principalmente ser expostos a atividades prazerosas. O mundo tecnológico é imediatista e atraente, mas também tem sua importância; contudo, brincar, exercitar-se e interagir com outras pessoas no mundo físico é fundamental (e os adultos precisam participar).

Estamos diante da geração que viverá 100 anos. Devemos, portanto, incentivar e orientar de forma adequada hábitos saudáveis, priorizando a atividade física e o exercício, para que essa geração cresça e entre na maturidade com qualidade de vida e em movimento por 100 anos ou mais.

Viva o Dia Mundial da Atividade Física!

 

Relatora:
Denise Derani Gomes
Secretária do Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes na Infância e Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Benefícios da atividade física na infância https://spsp.org.br/beneficios-da-atividade-fisica-na-infancia/ Mon, 27 Feb 2023 20:12:01 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=36307 O exercício tem um importante papel no bem estar físico e mental de adultos e crianças. Nestas, auxiliam no desenvolvimento físico e psicológi]]>

O exercício tem um importante papel no bem estar físico e mental de adultos e crianças. Nestas, auxiliam no desenvolvimento físico e psicológico, respeitando-se as particularidades que as diferenciam do adulto. Não devemos aplicar nas crianças a mesma cobrança de resultados que em um indivíduo adulto, com o risco de, entre outros problemas, causar desestímulo.

Vale ressaltar os inúmeros benefícios da atividade física na infância: promoção de saúde e bem-estar, redução da gordura corporal, aumento da autoestima, autoconfiança, senso de responsabilidade e de grupo, diminuição do estresse e ansiedade, diminuição da delinquência e do uso de álcool e drogas. Além disso, a atividade física melhora as habilidades motoras, melhora a expressão pessoal, leva a criança a um maior desenvolvimento espaço-temporal e ocasiona melhoria na adaptação social.

Um estilo de vida ativo depende de muitos fatores, entre eles: a cultura, a conscientização, os valores, as crenças, o conhecimento, o ambiente, as atitudes, as habilidades, a vida social e a influência dos amigos e da família.

A quantidade de exercício necessária para uma capacidade funcional adequada e promoção da saúde nas várias idades não é precisamente definida. As atuais recomendações preconizam que crianças realizem entre 20 a 30 minutos de atividade física ao dia.

Deve-se estimular a atividade física nas crianças de uma forma individualizada: a prescrição de atividade física tem como objetivo principal criar o hábito e o interesse pela atividade de forma lúdica, com integração e sem discriminação, não visando desempenho competitivo. A atividade física de forma agradável e prazerosa deve ser incluída no cotidiano, para toda a vida.

Oferecer alternativas para a prática desportiva é igualmente importante, contemplando interesses individuais e o desenvolvimento de diferentes habilidades motoras, contribuindo para o despertar de talentos.

A seguir, algumas dicas que podem ajudar no incentivo da prática de esporte nas crianças.

  • Comece o quanto antes: quanto mais cedo a criança se envolver em atividades esportivas, maior a probabilidade de criar afetividade ao esporte, mantendo um estilo de vida ativo na idade adulta.
  • Foque no divertimento: enfatize a importância da diversão e do jogo e não na competição em si. As crianças ficarão mais motivadas. A cobrança de resultados deve ser feita quando existir desenvolvimento emocional para isso.
  • Diversifique os esportes: permita que a criança experimente diferentes modalidades e escolha aquela que mais goste. Não force uma modalidade específica.
  • Sempre ofereça suporte: esteja presente dando apoio emocional durante a prática esportiva, independentemente do desempenho da criança. Seja sempre positivo e incentive a participação em equipe e a amizade.
  • Mantenha o equilíbrio: Intercale a prática desportiva com outras atividades, como leitura, artes, trabalhos manuais, assim incentiva-se o desenvolvimento geral da criança.
  • Pratique atividades juntos: incentive caminhadas, passeios de bicicleta ou mesmo a prática desportiva em conjunto com seu filho; essa é uma ótima maneira de incentivá-lo.
  • Atenção com a segurança: certifique-se do uso de equipamentos de proteção adequados ao esporte em questão, assim como um ambiente seguro e supervisionado.
  • Atenção aos sinais de sobrecarga: a dor é sempre o primeiro sinal de uma possível sobrecarga. Muitas vezes a criança não expressa verbalmente, mas devemos notar sinais como mancar ou diminuição do desempenho. Nesta situação, procure um profissional de saúde.
  • Comemore os resultados: celebre as pequenas vitórias e os progressos da criança, independentemente do resultado.

Vale lembrar que o exemplo deve ser dado em casa: foi observado que filhos de pais sedentários têm mais chances de se tornarem adultos sedentários. A criação de hábitos saudáveis os perpetuará por toda a vida.

 

Relator:
Miguel Akkari
Presidente do Departamento Científico de Ortopedia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Internacional da Síndrome de Down: qual a importância? https://spsp.org.br/dia-internacional-da-sindrome-de-down-qual-a-importancia/ Mon, 21 Mar 2022 15:12:11 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=31636 O dia 21 de março é o Dia Internacional da Síndrome de Down. E por que é importante termos esta data? Para celebrar a existência destas pessoas, refletir sobre o caminho necessário para as tantas conquistas. ]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 21/03/2022


O dia 21 de março é o Dia Internacional da Síndrome de Down. E por que é importante termos esta data comemorativa?

Para celebrar a existência destas pessoas, refletir sobre o caminho necessário para as tantas conquistas que tiveram até o momento e, acima de tudo, para trazer reflexão e conscientização da sociedade sobre a necessidade de entender de fato a diversidade humana.

O dia 21 de março foi especialmente escolhido, pois faz referência às três cópias do cromossomo 21 – 21/3 – característica desta condição genética. Esta data foi lançada em 2006 pela Down Syndrome International (DSi), organização internacional comprometida em melhorar a qualidade de vida de pessoas com a trissomia e está no calendário oficial da Organização das Nações Unidas desde 2011, numa iniciativa da comitiva brasileira.

Assim, nesta data, pessoas com síndrome de Down, seus familiares e aqueles que vivem e trabalham com elas no mundo todo organizam e participam de atividades e eventos para aumentar a conscientização e criar uma voz global única para defender os direitos, a inclusão e o bem-estar destas pessoas.

No ano de 2022, a campanha mundial da DSi faz uma “provocação e pede para que as pessoas respondam: o que é inclusão pra você?”

Vamos, então, trazer a reflexão para todos nós: temos contribuído de fato para a inclusão destas crianças e adolescentes? Conhecemos seus direitos e os garantimos para que possam desenvolver todo o seu potencial? Conseguimos nos livrar de preconceitos e atitudes capacitistas e caminhamos na direção do respeito às diferenças?

Convidamos todos vocês, neste dia de luta, a pensarem sobre o tema e a passarem a tomar atitudes que de fato corroborem com a inclusão efetiva das crianças e adolescentes com síndrome de Down no nosso país.  Eles mais do que merecem!

E….o que é Inclusão pra você?

Relatora:
Ana Claudia Brandão
Coordenadora do Núcleo de Estudos da Criança e do Adolescente com Deficiência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: monkeybusiness | depositphotos.com

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21/03 – Dia Internacional da Síndrome de Down https://spsp.org.br/21-03-dia-internacional-da-sindrome-de-down/ Mon, 21 Mar 2022 14:08:38 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=31616 O dia 21 de março (21/3) faz referência a trissomia do cromossomo 21, por isso foi escolhido para comemorarmos o Dia Internacional da Síndrome de Down (Trissomia do 21 – T21), instituído desde 2012.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 21/03/2022


O dia 21 de março (21/3) faz referência a trissomia do cromossomo 21, por isso foi escolhido para comemorarmos o Dia Internacional da Síndrome de Down (Trissomia do 21 – T21), instituído desde 2012.

O principal objetivo da comemoração é chamar a atenção da sociedade como um todo para a população com T21 (síndrome de Down).

A pandemia da covid-19 deixou os indivíduos com T21 mais vulneráveis do que o restante da população, já que apresentam baixa competência imunológica do principal órgão da “sinfonia imunológica”: o timo, que é “primariamente incompetente” e prematuramente deteriorado ou degenerado no grupo de pessoas com síndrome de Down.

A conquista da melhor expectativa de vida para essa população ao longo dos últimos 40 anos – quando a caracterização de sobrevida passou de 20 a 65 anos – está correndo risco iminente de supressão avassaladora nesta pandemia.

O fato de o aparelho respiratório ser um dos principais “órgãos de choque” e, portanto, alvo de inúmeras infecções por outros vírus pode representar eventuais riscos de “emergências imunológicas”, acarretando uma superativação inflamatória, conhecida como “tempestade de citocinas” e que poderá ser responsável pelo desenvolvimento de graves complicações.

No entanto, o cenário atual trouxe um grandioso instrumento para auxiliar na proteção contra a covid-19 da população pediátrica com T21: a vacinação, que tem sido a principal base para o enfrentamento da crise sanitária que assusta a todos.

Ao que tudo indica, crianças com T21 sem comorbidades (obesidade, diabetes mellitus tipo I, doenças cardíacas e pulmonares descontroladas) parecem não apresentar riscos de mortalidade aumentada.

É muito importante que ocorram medidas nutricionais, higiênicas, manter o distanciamento, protegendo a si e ao outro, enfatizando as regras de imunização e, em especial, a normatização do PNI (Programa Nacional de Imunização).

Precisamos continuar nos empenhando em dar suporte de melhor qualidade para o desenvolvimento da pessoa com T21.

Relatores:

Zan Mustacchi
Patricia Salmona
Departamento Científico de Genética da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: ​nd3000 | depositphotos.com

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