Autoestima – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 11 Dec 2025 19:26:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Autoestima – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Dia Nacional da Família: honrando os laços que nos unem e nos formam https://spsp.org.br/dia-nacional-da-familia-honrando-os-lacos-que-nos-unem-e-nos-formam/ Mon, 08 Dec 2025 18:25:22 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54463 O Dia Nacional da Família é celebrado em 8 de dezembro, conforme instituído pelo Decreto nº 52.748 de 1963, de 24 de outubro de 1963.]]>

O Dia Nacional da Família é celebrado em 8 de dezembro, conforme instituído pelo Decreto nº 52.748 de 1963, de 24 de outubro de 1963.

As relações familiares, conforme suas características e qualidades, podem proteger ou vulnerabilizar os indivíduos, moldar os estilos de autoestima, habilidades sociais, vínculos e apego; influenciar a saúde mental, o desempenho escolar, a longevidade e servir como rede de apoio prática e emocional nas transições da vida.

A família é um dos principais contextos de socialização e apoio ao longo de toda a vida, embora suas funções mudem conforme os ciclos; sua influência pode permanecer significativa em termos de bem-estar e desenvolvimento emocional, cognitivo e social.

– Na primeira infância: nesta fase – dos 0 aos 6 anos – a família é a base de tudo. O apoio dos pais e o ambiente familiar positivo são essenciais para o crescimento saudável e para trazer segurança, afeto, linguagem, hábitos e limites. Deve favorecer vínculos seguros, autoconfiança, autoestima, curiosidade e autonomia. Nesse período, o cérebro precisa de muita estimulação para aprender e formar novas conexões e o resultado será ainda maior se for acompanhado de um elo afetivo.

– Na idade escolar (6-10 anos): época de ampliar seu mundo (escola, amigos) e, ao ter convivência familiar saudável, haverá redução da ansiedade e melhora das habilidades sociais. A família deve continuar sendo estruturante, continuar presente e atenta, fornecer apoio acadêmico e emocional, estabelecer limites claros e consistentes e incentivar a autonomia.

– Na adolescência: começa aos 10 anos (segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS) e aos 12 anos (de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA) e é etapa marcada por busca da identidade e de maior independência. É fundamental nesta fase mostrar modelos parentais coerentes na tomada de decisões, valores e limites, manter diálogo e comunicação abertos, dar apoio emocional e suporte (sem controle excessivo), fornecer apoio, orientação e compreensão durante essa fase desafiadora, transmitir valores e orientações sobre escolhas de vida, educação e carreira.

– Na fase de adulto jovem e vida adulta (19–35 anos): relações familiares equilibradas, padrões aprendidos e heranças emocionais devem estar introjetados, para que ocorra transição fácil para a independência, início da vida profissional e formação de sua própria família. Nesta época, mesmo que haja afastamento, a fonte de apoio emocional e social deve continuar a existir em todos os momentos: responsabilidades, sensos de pertencimento e conexão, além de laços familiares fortes, para que seus membros compartilhem experiências, conquistas e desafios.

Como fazer? Criando laços familiares mais fortes, reunir a família, dedicar tempo de qualidade, compartilhar histórias, todos procurarem se comunicar, criar novas tradições, estabelecer limites que sejam saudáveis, ensinar valores éticos.

Esta data oferece excelente espaço para enfrentar desafios e conflitos, superar obstáculos, manter comunicação aberta, apoio mútuo e perdoar. E para agradecer por todo o suporte, dedicação e ensinamentos que recebemos ao longo da vida.

 

Relatora:

Renata D Waksman
Vice-Presidente da SPSP
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

 

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Diálogo, informação e empatia são o caminho para a prevenção de uma gravidez precoce https://spsp.org.br/dialogo-informacao-e-empatia-sao-o-caminho-para-a-prevencao-de-uma-gravidez-precoce/ Thu, 26 Jun 2025 16:09:24 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=51994 Dia 26 de junho é o Dia Mundial de Prevenção da Gravidez na Adolescência! Muitos acham a adolescência uma fase difícil de lidar e não imaginam]]>

Dia 26 de junho é o Dia Mundial de Prevenção da Gravidez na Adolescência!

Muitos acham a adolescência uma fase difícil de lidar e não imaginam o que podem fazer para que mulheres não engravidem nessa fase.

A gravidez precoce, desejada ou não, tem como definição aquela que ocorre antes dos 20 anos de idade. Uma fase da vida da mulher em que mudanças físicas, psíquicas e aquisições acadêmicas definirão seu futuro.

Para a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), a gravidez precoce continua sendo um dos principais fatores que contribuem para a mortalidade materna e infantil e para o ciclo de doenças e pobreza.

Os fatores de risco para gravidez na adolescência são: baixa escolaridade, menor renda familiar, abandono escolar, falta de companheiro, ausência de planos para o futuro, repetição do padrão familiar (mãe que também engravidou na adolescência), início precoce da atividade sexual, baixa autoestima, abuso de álcool e outras drogas, falta de conhecimento dos métodos contraceptivos, falta de conhecimento a respeito da sexualidade.

A prevenção da gravidez na adolescência começa com educação sexual desde pequenos, dentro da família. A família representa o primeiro núcleo de socialização do indivíduo, de busca de estratégias para resolução de problemas pessoais, financeiros e espirituais; é a primeira fonte de segurança, oferecendo críticas e cobranças que podem ter efeito positivo ou negativo ao longo da vida.

Seguem algumas dicas úteis para pais, responsáveis, professores e educadores:

Em primeiro lugar, sejam empáticos, abertos ao diálogo. Ouçam com atenção o que o adolescente está falando:  deixem que ele/ela fale primeiro e observem o silêncio ou reações quando determinados assuntos aparecem.

Conversem sobre a importância do respeito com o próprio corpo, de construírem a autoimagem, de se aceitarem como são, mudando o que é possível e aceitando o que não se pode mudar, trabalhando assim a resiliência.

Estimule sempre a estudar, fazer planos para o futuro e manter a autoestima elevada.

Sejam claros, sucintos, objetivos nas perguntas e nas respostas. Não inventem, não aumentem, nem menosprezem as informações e os sentimentos.

O adolescente precisa ter direito à informação correta sobre sexualidade e acesso a métodos contraceptivos seguros e eficazes, assim como serviços de saúde confiáveis, confidenciais e acessíveis. E, junto ao médico, podem e devem saber o método de anticoncepção que mais lhes convém.

O envolvimento de pais, mães e responsáveis está ligado ao aumento do bem-estar e da autoestima de crianças e adolescentes, o que previne o consumo de álcool e outras drogas, melhora o desempenho escolar, a capacidade de socialização, diminui o risco de abandono escolar, depressão, pensamentos suicidas e gravidez na adolescência.

Exercer a sexualidade com responsabilidade pode evitar riscos de graus variáveis, como infecções sexualmente transmissíveis e a gravidez precoce. O diálogo, informação, empatia e amor são o caminho para o sucesso!

 

Saiba mais:

Adolescência e sexualidade: visão atual. Coordenadores: Maria Ignez Saito et al. São Paulo: Editora Atheneu, 2016 (Série Atualizações Pediátricas).

Desafios atuais para a saúde e bem-estar dos adolescentes. Editores: Elizete Prescinotti Andrade, Elisiane Elias Mendes Machado, Alexandre Massashi Hirata. 1. edição. Rio de Janeiro: Atheneu, 2024.

 

Relatora:
Elisiane Elias Mendes Machado
Presidente do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Transtornos alimentares: um problema do século XXI? https://spsp.org.br/transtornos-alimentares-um-problema-do-seculo-xxi/ Mon, 02 Jun 2025 11:51:51 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=51598 Os transtornos alimentares existem há muito tempo, tendo sido descritos inicialmente na literatura religiosa, por volta do século V e na literatura médica, a partir de meados do século XIX]]>

Os transtornos alimentares existem há muito tempo, tendo sido descritos inicialmente na literatura religiosa, por volta do século V e na literatura médica, a partir de meados do século XIX. Atualmente, no entanto, percebe-se um aumento de diagnósticos, principalmente em adolescentes do sexo feminino, não sendo exclusivos de mulheres ou dessa faixa etária. Pode ocorrer por vários fatores, como predisposição pessoal, presença de transtornos psíquicos (como ansiedade ou depressão, por exemplo), relações familiares e suscetibilidade a fatores externos, como influência da mídia e pressão social. A pandemia da Covid-19 foi um acelerador para o aumento de casos, possivelmente pela ansiedade gerada com o isolamento social e as incertezas sobre o futuro, as mudanças de hábitos alimentares e de práticas esportivas, além do maior uso de redes sociais.

Fatores psíquicos e biológicos interagem entre si: a predisposição genética pode ser “acionada” por fatores como estresse emocional, baixa autoestima e pressão estética. A ideia de que só a magreza está associada à beleza, ao sucesso social e profissional, impacta fortemente a atual geração de adolescentes, aumentando sua vulnerabilidade aos transtornos alimentares.

Do ponto de vista da família, a forma como os responsáveis falam sobre comida, corpo e aparência pode ter grande impacto nas crianças e adolescentes. Comentários frequentes sobre dietas, peso, “corpos ideais ou perfeitos” ou críticas ao próprio corpo e ao corpo de outras pessoas podem, mesmo sem intenção, reforçar a ideia de que o valor de alguém está associado à aparência física.

Atualmente as redes sociais têm um papel significativo na construção da autoestima dos adolescentes. Plataformas como Instagram, TikTok e outras estão repletas de imagens de corpos magros, esculpidos, frequentemente editados por filtros ou manipulados digitalmente. Influenciadores digitais promovem rotinas alimentares rígidas, desafios de perda de peso e estilos de vida que nem sempre são saudáveis ou alcançáveis. Esse bombardeio constante pode levar os jovens a desenvolverem uma percepção distorcida de si mesmos, comparando-se com padrões estéticos inalcançáveis.

A validação por meio de curtidas e comentários também pode reforçar a ideia de que a aparência física é mais importante do que o bem-estar emocional e a saúde. Aplicativos para controle de calorias são de fácil acesso e extremamente perigosos quando utilizados sem o conhecimento das necessidades básicas individuais.

Durante a adolescência, a necessidade de aceitação por parte do grupo de amigos se torna especialmente importante. Comentários sobre peso ou aparência feitos por colegas, brincadeiras de mau gosto ou a exclusão social podem afetar profundamente a autoestima. Adolescentes podem adotar dietas extremas ou esconder comportamentos alimentares prejudiciais para se adequarem ao grupo ou evitar críticas. Não é incomum que em um grupo de amigos várias pessoas tenham comportamentos de risco para o desencadeamento de transtornos alimentares, como um pacto entre amigos, para controle de alimentação e de peso.

Por vezes não é fácil identificar um transtorno alimentar, mas existem sinais de alerta que os familiares devem observar:

  • Mudanças bruscas nos hábitos alimentares: recusa em comer certos grupos de alimentos, pular refeições ou adoção de dietas restritivas sem orientação médica. É preciso ficar atento quando adolescentes se tornam repentinamente saudáveis e passam a querer comer somente vegetais e proteínas, rejeitando carboidratos, bolos, bolachas, chocolates e balas de que sempre gostaram. Outro sinal que chama a atenção é a recusa em comer fora de casa ou aceitarem somente alimentos que eles próprios preparam.
  • Mudanças de comportamento alimentar, como querer comer sozinho, ir frequentemente ao banheiro logo após as refeições, demonstrar culpa ou arrependimento por ter comido.
  • Perda ou ganho de peso acentuado e rápido e preocupação excessiva com o corpo, peso ou calorias.
  • Autoimagem distorcida: percepção negativa do próprio corpo, mesmo estando dentro do peso considerado saudável. A mudança de vestimentas, como a procura por roupas largas que disfarcem as formas corporais também pode ser um indício da má relação com o corpo.
  • Prática excessiva de exercícios físicos, muitas vezes sem orientação e de forma exagerada. Familiares costumam ficar orgulhosos quando adolescentes sedentários passam a praticar atividades físicas, mas é preciso observar a frequência, duração e/ou intensidade, pois um sinal de alerta acende quando essa se torna compulsiva. Assim como a relação comida-exercício: se a pessoa comeu mais do que o habitual, precisa se exercitar ou se não fez exercício no dia, come menos. Essa relação compensatória não é saudável e pode ser um sinal de transtorno alimentar.

Como ajudar?

É preciso estimular a saúde emocional e física de adolescentes, através de um diálogo aberto e acolhedor, sem julgamentos, validando seus sentimentos e oferecendo apoio emocional constante. Deve-se evitar comentários sobre peso, dieta ou aparência, mantendo o foco na promoção de saúde e não em padrões estéticos. Além disso, é positivo estimular a prática de atividades que promovam bem-estar físico e emocional, como esportes, arte, música ou leitura — o mais importante é que o adolescente se sinta realizado e pertencente.

É impossível evitar o uso das redes sociais a partir de uma certa idade. Por isso é preciso fazer um trabalho preventivo, que estimule a maturidade e reduza os riscos.

O “Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares” foi instituído no dia 2 de junho. É importante que haja conversas que conscientizem sobre os conteúdos consumidos, questionem estereótipos e que estimulem o pensamento crítico sobre o que é visto online, combinadas de supervisão aos acessos e postagens do adolescente.

Caso percebam sinais de alerta que sugiram a possibilidade de um transtorno alimentar, familiares devem procurar ajuda profissional especializada no tema. Quanto antes for iniciado o tratamento, maiores são as chances de cura.

 

Relatora:
Andrea Hercowitz
Membro do Departamento de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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“Eu sou tão grande para mim quanto você é grande para você!” https://spsp.org.br/eu-sou-tao-grande-para-mim-quanto-voce-e-grande-para-voce/ Sat, 23 Sep 2023 11:14:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=39432 Em comemoração ao Dia dos Filhos queremos abordar um tema de relevância fundamental para o desenvolvimento dos mesmos – a autoestima.]]>

Em comemoração ao Dia dos Filhos queremos abordar um tema de relevância fundamental para o desenvolvimento dos mesmos – a autoestima.

I met a little elfin once/ Down where the lilies blow/ I asked him why he was so short/ and why he did not Grow/ With his eyes he looked me thru and thru then said/ “I’m just as big form me as you are big for you”!(John Kendrick Bangs – Golden Book of Verse. Escritor americano (1862-1922).

Numa tradução livre: “Eu conheci um pequeno elfo uma vez/ Por baixo de onde os lírios sopram/ Perguntei por que ele era tão baixo/ e porque ele não cresceu/ Com seus olhos, ele me olhou profundamente, em seguida, disse/”Eu sou tão grande para mim quanto você é grande para você”!”

 Creio que este poema resume o que é autoestima e retrata a sua importância para o desenvolvimento de qualquer pessoa. Como sempre, os poetas, com economia de palavras, dizem mais do que os outros só conseguem dizer com muito discurso, como o descrito abaixo:

A autoestima é um aspecto fundamental da saúde mental e emocional de um indivíduo. Ela se refere à avaliação subjetiva e emocional que uma pessoa faz de si mesma, influenciando sua percepção de autovalor, autoconfiança e autossuficiência. A importância da autoestima é imensa, pois desempenha um papel crucial em vários aspectos da vida de uma pessoa, incluindo relacionamentos, desempenho acadêmico e profissional, bem-estar psicológico e tomada de decisões.

A autoestima é especialmente significativa durante o desenvolvimento da criança. Durante os primeiros anos de vida, as crianças formam sua identidade e constroem a base para sua autoimagem e autovalor à medida que percebem a si mesmas e o mundo ao seu redor.

Uma autoestima positiva permite que as crianças desenvolvam um autoconceito saudável. Isso significa que elas têm uma compreensão realista de suas próprias habilidades, interesses e características, facilitando suas próprias tomadas de decisões.

Crianças com autoestima elevada têm mais probabilidade de explorar o mundo ao seu redor de maneira confiante. Elas não têm tanto medo de cometer erros, pois veem os erros como oportunidades de aprendizado. Isso é crucial para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social da criança.

A autoestima está diretamente relacionada às habilidades sociais da criança. Uma criança que se sente bem consigo mesma é mais propensa a se envolver em interações sociais saudáveis, expressar suas opiniões de forma assertiva e desenvolver amizades positivas.  Quando uma criança se sente capaz e valorizada, ela é mais propensa a se dedicar aos estudos, buscar desafios e ter confiança para enfrentar situações de aprendizado.  A autoestima positiva atua como uma fonte interna de motivação.

Uma autoestima sólida atua como um amortecedor emocional. Crianças com boa autoestima estão mais preparadas para lidar com rejeição, críticas construtivas e fracassos. Elas têm maior capacidade de se recuperar emocionalmente e seguir em frente.

A autoestima também envolve aprender a aceitar as próprias imperfeições. Crianças que cultivam a autoaceitação desde cedo têm menos probabilidade de desenvolver padrões rígidos de perfeccionismo e autocrítica prejudicial.

Uma autoestima positiva encoraja a criatividade e a expressão individual. As crianças se sentem mais à vontade para mostrar quem são, o que leva ao desenvolvimento de habilidades artísticas, linguísticas e criativas.

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio https://spsp.org.br/dia-mundial-de-prevencao-ao-suicidio/ Thu, 15 Sep 2022 17:54:37 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=34398 ]]>

O dia 10 de setembro foi instituído como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. O suicídio é um fenômeno humano complexo que representa um problema de saúde pública em todo o mundo. Existem vários comportamentos a ele relacionados, que vão desde a autoagressão ao gesto suicida, passando por ideias e tentativas de autoextermínio. Nos jovens que apresentam tentativas de suicídio, a ambivalência é comum: ao lado do desejo de morte, pode haver um pedido de ajuda.

A impulsividade característica da adolescência e o envolvimento com drogas de abuso constituem fatores de risco para o suicídio, bem como os transtornos mentais, pois a depressão maior se liga a pelo menos um terço dos casos, na população geral. O abuso de substâncias (principalmente álcool) está presente em cerca de um quarto dos casos e o transtorno bipolar do humor, a esquizofrenia e os transtornos de personalidade também apresentam alto índice de suicídios.

É importante não rotular o adolescente que tenta o suicídio, num momento de crise. Certos quadros e características ligadas a problemas muito próprios da fase, como ansiedade, autopercepção negativa e insatisfação corporal, bem como ser vítima de bullying ou cyberbullying, podem levar um jovem a desejar tirar sua vida. Ser excluído em seu contexto social, seja por problemas socioeconômicos, características raciais e sexuais ou abandono familiar, também podem ser estressores ligados ao problema.

No Brasil, as taxas de suicídio vêm subindo. A pandemia de Covid-19 aumentou a prevalência de doenças mentais, levando à previsão de um aumento da taxa de tentativas suicidas na população pediátrica (e também de modo geral) nos próximos anos.

Precisamos entender as tentativas de suicídio como aspectos de um problema maior: o sofrimento psíquico que pode culminar em condutas autodestrutivas. A adolescência é um momento de vulnerabilidade, em que é necessário fazer muitos lutos: separar-se simbolicamente dos pais e encarar o desafio de crescer e lidar com a sexualidade. Um bom acompanhamento nessa fase se faz necessário para, entre outras coisas, identificar possíveis transtornos mentais surgidos nesse momento.

Os estudos mostram que para cada suicídio completado há, em geral, várias tentativas anteriores. Estas são mais frequentes em adolescentes do sexo feminino, mas a diferença entre os sexos, no que tange a esta proporção, tem se reduzido com o tempo. Na população geral, há cerca de oito a dez tentativas para cada suicídio completado. Entre adolescentes, o número de tentativas é muito maior, em relação ao desfecho fatal. Tais dados demonstram a importância do tratamento adequado, das campanhas de prevenção e psicoeducação, bem como do trabalho de posvenção (apoio à rede de amigos e familiares após o suicídio de um membro), para reduzir as taxas de suicídio nos mais jovens.

  • Pontos importantes:

1 – O suicídio ainda é visto como tabu. Por isso a informação e a abordagem do problema em todas as instâncias envolvidas (escola, família e equipamentos de saúde) são importantes para identificar os casos, acolher e oferecer ajuda e tratamento aos jovens e crianças em sofrimento psíquico.

2 – Alterações de comportamento, isolamento social, ideias de autopunição, verbalizações pessimistas e de desistência da vida ou comportamentos de risco, devem ser vistos como sinais de alerta. O desejo de autolesão pode se ligar à impossibilidade de identificar soluções viáveis para os conflitos, optando-se pela morte como resposta ao estresse. Detectar e tratar adequadamente a depressão reduz as taxas de suicídio.

3 – Os serviços de saúde e profissionais, que atendem pessoas com tentativa de suicídio devem acompanhar estes pacientes pós-evento. Em geral, 15% a 25% das pessoas que tentam suicídio repetem a tentativa em um ano. A capacitação técnica dos profissionais e escolas visa detectar sinais e sintomas de depressão, sofrimento psíquico, uso de substâncias e problemas de ajustamento social no histórico do adolescente e criança.

4 – Devemos estar atentos aos antecedentes de doença mental, comportamento suicida, violência e discórdia familiar e situações de abuso físico e sexual sofridas pelos pacientes. Estes são fatores de risco para o suicídio em todas as faixas etárias. Comportamentos de risco também envolvem atitudes violentas e transgressoras do adolescente, agravadas em situação de vulnerabilidade social. A atitude parassuicida, que consiste em colocar-se em risco de acidentes ou brigas, pode expressar um desejo inconsciente de autoextermínio.

5 – O bullying é um fator de muito estresse para crianças e adolescentes e é pior tolerado por eles se há questões de autoestima. Redes sociais podem consistir em uma arena para o maltrato, quando o jovem se expõe buscando reconhecimento. Conteúdos ridicularizantes e fotos comprometedoras (como nudes) geram desmoralização e podem configurar “testes” que os grupos de adolescentes e pré-adolescentes fazem entre si. Aos pais, é importante considerar a maturidade do filho para os conteúdos e a exposição a telas, frequentemente inadequadas à sua faixa etária.

6 – Há recomendações da OMS para evitar alarde e sensacionalismo sobre casos de suicídio, para evitar estimular pessoas a repetir o comportamento. Porém, isso não significa que não se deva falar sobre o assunto. É importante cuidar e acolher pais, cuidadores e pares de crianças e adolescentes que tentam ou cometem suicídio. Em países que realizam campanhas de prevenção e há sistema de saúde mental eficiente, nota-se redução das taxas de suicídio e menor cronificação do problema, nos pacientes em que se nota a tendência à autoagressão como forma de lidar com o estresse e a dor psíquica.

 

A construção da autoestima é um processo complexo que envolve fatores ambientais, contexto social e vulnerabilidade individual. A valorização da vida, o esporte e a religião, a comunicação intrafamiliar e o apoio e o suporte ao ser em desenvolvimento são responsabilidade de todos, pois crianças e adolescentes necessitam de referências estáveis e de um ambiente que os acolha e os estimule. A resiliência e a capacidade de lidar com as adversidades da vida são aprendizados iniciados nos primeiros anos de vida, por meio da confiança básica no cuidado ambiental que leva à introjeção da capacidade de acreditar em si mesmo.

Porém, até a adolescência, as crises e eventos que levam ao sofrimento psíquico são oportunidades para que o indivíduo receba a ajuda necessária, e o pediatra tem papel fundamental no encaminhamento dos casos que apresentam maior risco de adoecimento mental.

 

Saiba mais:

  1. Cais CFS, Mello TMV, Barbosa MK.Macro e micro-olhares na prevenção do suicídio: um aprendizado de mão dupla. Rev Bras Psicanal [online]. 2019;53(4)[citado 2022-08-31]:193-206. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0486-641X2019000400013&lng=pt&nrm=iso>. ISSN 0486-641X.
  2. Cassorla RMS. Estudos sobre suicídio: Psicanálise e saúde mental. São Paulo: Blucher 2021.

 

Relatora:
Arianne Monteiro Melo Angelelli
Psiquiatra da Infância e Adolescência
Núcleo de Estudos de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

Foto: @dashu83 / br.freepik.com

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Retrospectiva Momento Saúde: autoestima na adolescência https://spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-autoestima-na-adolescencia/ Wed, 23 Jan 2019 17:30:53 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2408 Apresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Republicando sobre: Autoestima entre adolescentes   Autoestima entre os adolescentes A autoestima é definida por conjunto de atitudes e ideias que cada um tem de si. A forma como o adolescente se percebe afeta diretamente a sua autoestima e esta, por sua vez, influencia sua vida: decisões, relacionamentos e desempenho escolar. Nesse sentido, é importante destacar que uma autoestima baixa pode levar a comportamentos de risco. Uma das bases para o futuro do adulto é a autoestima adolescente, por isso não podemos subestimar ou ignorar sua importância. Pais, educadores, pediatras e hebiatras (médicos de adolescentes) devem ter um olhar atento à autoestima juvenil e contribuir para que ela se restabeleça caso esteja prejudicada. É fundamental que o adolescente desenvolva capacidade de acreditar em si mesmo para se posicionar com firmeza diante dos conflitos e problemas, sem desistir dos seus objetivos. Como ajudá-los nisso? • Comunique-se de maneira leve e aberta: incentive uma relação flexível, onde o responsável exerça sua autoridade sem ser autoritário. Encontre o momento adequado para conversar, sem muita formalidade: pode ser em uma caminhada, por exemplo. Não perca a chance de se comunicar; mesmo que dure pouco, a conversa pode ser produtiva. • Elogie: os pais desejam que os filhos façam o melhor e se superem, mas muitas vezes se concentram no que eles não fizeram bem ou em como podem melhorar. Apesar dos adolescentes precisarem de metas concretas, é importante que saibam que seu esforço e superação são reconhecidos. • Respeite: embora as preferências dos adolescentes nem sempre são iguais, devemos buscar entender seus gostos. • Estimule a formação de opiniões próprias: os jovens gostam de opinar: faz com que se sintam mais maduros e valorizados. Permita que façam o que mais gostam: discutir. É normal e necessário. Exponha seus pontos de vista nessa discussão, faça-o refletir. • Encoraje a tomada de decisões: os adolescentes devem aprender a tomar as suas próprias decisões, a ser responsáveis por elas e decidir de acordo com valores ensinados e pessoais. Os adultos devem permitir, desde que não haja prejuízos, estando ao lado deles sempre que precisarem. Se errarem, mostre oportunidades e alternativas. • Ensine-os a reconhecer seus sentimentos: entender a raiva, a irritação, a angústia, o medo. Compartilhe experiências vividas (dificuldades, medos, angústias) e como fez – e faz – para lidar com isso. Seja sincero, transmita e demonstre sentimentos. Se errou, reconheça. A questão dos padrões na adolescência É inegável que qualquer sociedade impõe padrões. O adolescente, na busca pela sua identidade, procura seguir padrões de mídias e redes sociais em busca de um corpo perfeito. Além disso, uma das características nessa fase é a tendência grupal, o que o faz repetir as características vividas em seu grupo por uma necessidade de pertencimento. As garotas buscam um corpo “impecável”, através de dietas restritivas perigosas, que podem levar a distúrbios alimentares; atividade física exagerada também pode ser percebida nessas meninas. Os rapazes buscam um corpo “sarado”, exagerando na musculação, uso de anabolizantes e suplementos alimentares (muitas vezes sem a devida orientação). O que os pais podem fazer para evitar essas situações? • Enxergue seus filhos: mostre os seus pontos positivos, eleve a sua autoestima, independente de aparências físicas. Ensine que ninguém é perfeito. • Esteja atento e vigilante: jovens que surjam com mudanças corporais súbitas podem estar precisando de sua atenção. Procure entendê-los. Observe se estão mais tristes ou isolados, se estão sofrendo bullying por não seguirem o padrão do grupo. • Deixe claro seus valores: coloque limites, estabeleça e discuta as regras. Apesar de não gostarem, os jovens devem respeitar e aprender a enxergar as convenções como forma de cuidado. • Peça ajuda a profissionais: não enfrente sozinho a situação quando existem profissionais que podem ajudá-lo, como o hebiatra, o pediatra, o psicólogo. • Desempenhe seu papel de responsável: não seja omisso, não desista. Não é tarefa fácil. Exige amor, cumplicidade, entrega. Isso não começa na adolescência, mas sim desde antes do nascimento para cuidar e amar. A influência dos amigos na adolescência Com os horários ocupados durante a semana, as pessoas passam boa parte do tempo em grupo, com os chamados “pares”, indivíduos de idade ou maturidade semelhante. O grupo é fonte de informação do mundo fora da família e, a partir da relação com ele, o jovem pode comparar suas vivências e habilidades. O relacionamento do adolescente com seus pares muda de grupo para grupo (escola, prédio etc.) e cada um desses grupos é fonte de comportamentos – adequados ou não – que influenciam em sua autoestima e desenvolvimento psíquico. A influência dos amigos na vida do jovem também depende: • De fatores familiares: a escolha do local de moradia, da escola e a escolha dos próprios amigos influenciam na disponibilidade dos grupos para o jovem; o quanto a família conhece os grupos e como as novidades são abordadas dentro de casa são fatores essenciais para um bom relacionamento entre o adulto e o jovem. • De fatores individuais: a personalidade juvenil, o quanto está aberto às influências dos colegas e sua posição dentro do grupo (isolada, neutra ou de poder) é importante. A maioria dos adolescentes se assemelha aos padrões aceitos pelos amigos. Como nessa fase da vida um maior reconhecimento pelos seus pares é esperado e desejado, e o jovem não se espelha mais na família, a não aceitação por seus semelhantes pode gerar situações de frustração e baixa autoestima. Ser rejeitado ou negligenciado pode desencadear comportamentos hostis e de risco. Por outro lado, os adolescentes podem, através dos amigos, aprender conceitos de igualdade, justiça, de interesses e expectativas, além da capacidade de desenvolvimento de habilidades emocionais perante alguns indivíduos selecionados no grupo, como o melhor amigo, ou...]]>

adolescenciaApresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples.

Republicando sobre:
Autoestima entre adolescentes

 

Autoestima entre os adolescentes

A autoestima é definida por conjunto de atitudes e ideias que cada um tem de si. A forma como o adolescente se percebe afeta diretamente a sua autoestima e esta, por sua vez, influencia sua vida: decisões, relacionamentos e desempenho escolar. Nesse sentido, é importante destacar que uma autoestima baixa pode levar a comportamentos de risco. Uma das bases para o futuro do adulto é a autoestima adolescente, por isso não podemos subestimar ou ignorar sua importância. Pais, educadores, pediatras e hebiatras (médicos de adolescentes) devem ter um olhar atento à autoestima juvenil e contribuir para que ela se restabeleça caso esteja prejudicada. É fundamental que o adolescente desenvolva capacidade de acreditar em si mesmo para se posicionar com firmeza diante dos conflitos e problemas, sem desistir dos seus objetivos.

Como ajudá-los nisso?

• Comunique-se de maneira leve e aberta: incentive uma relação flexível, onde o responsável exerça sua autoridade sem ser autoritário. Encontre o momento adequado para conversar, sem muita formalidade: pode ser em uma caminhada, por exemplo. Não perca a chance de se comunicar; mesmo que dure pouco, a conversa pode ser produtiva.
• Elogie: os pais desejam que os filhos façam o melhor e se superem, mas muitas vezes se concentram no que eles não fizeram bem ou em como podem melhorar. Apesar dos adolescentes precisarem de metas concretas, é importante que saibam que seu esforço e superação são reconhecidos.
• Respeite: embora as preferências dos adolescentes nem sempre são iguais, devemos buscar entender seus gostos.
• Estimule a formação de opiniões próprias: os jovens gostam de opinar: faz com que se sintam mais maduros e valorizados. Permita que façam o que mais gostam: discutir. É normal e necessário. Exponha seus pontos de vista nessa discussão, faça-o refletir.
• Encoraje a tomada de decisões: os adolescentes devem aprender a tomar as suas próprias decisões, a ser responsáveis por elas e decidir de acordo com valores ensinados e pessoais. Os adultos devem permitir, desde que não haja prejuízos, estando ao lado deles sempre que precisarem. Se errarem, mostre oportunidades e alternativas.
• Ensine-os a reconhecer seus sentimentos: entender a raiva, a irritação, a angústia, o medo. Compartilhe experiências vividas (dificuldades, medos, angústias) e como fez – e faz – para lidar com isso. Seja sincero, transmita e demonstre sentimentos. Se errou, reconheça.

A questão dos padrões na adolescência

É inegável que qualquer sociedade impõe padrões. O adolescente, na busca pela sua identidade, procura seguir padrões de mídias e redes sociais em busca de um corpo perfeito. Além disso, uma das características nessa fase é a tendência grupal, o que o faz repetir as características vividas em seu grupo por uma necessidade de pertencimento. As garotas buscam um corpo “impecável”, através de dietas restritivas perigosas, que podem levar a distúrbios alimentares; atividade física exagerada também pode ser percebida nessas meninas. Os rapazes buscam um corpo “sarado”, exagerando na musculação, uso de anabolizantes e suplementos alimentares (muitas vezes sem a devida orientação).

O que os pais podem fazer para evitar essas situações?

• Enxergue seus filhos: mostre os seus pontos positivos, eleve a sua autoestima, independente de aparências físicas. Ensine que ninguém é perfeito.
• Esteja atento e vigilante: jovens que surjam com mudanças corporais súbitas podem estar precisando de sua atenção. Procure entendê-los. Observe se estão mais tristes ou isolados, se estão sofrendo bullying por não seguirem o padrão do grupo.
• Deixe claro seus valores: coloque limites, estabeleça e discuta as regras. Apesar de não gostarem, os jovens devem respeitar e aprender a enxergar as convenções como forma de cuidado.
• Peça ajuda a profissionais: não enfrente sozinho a situação quando existem profissionais que podem ajudá-lo, como o hebiatra, o pediatra, o psicólogo.
• Desempenhe seu papel de responsável: não seja omisso, não desista. Não é tarefa fácil. Exige amor, cumplicidade, entrega. Isso não começa na adolescência, mas sim desde antes do nascimento para cuidar e amar.

A influência dos amigos na adolescência

Com os horários ocupados durante a semana, as pessoas passam boa parte do tempo em grupo, com os chamados “pares”, indivíduos de idade ou maturidade semelhante. O grupo é fonte de informação do mundo fora da família e, a partir da relação com ele, o jovem pode comparar suas vivências e habilidades. O relacionamento do adolescente com seus pares muda de grupo para grupo (escola, prédio etc.) e cada um desses grupos é fonte de comportamentos – adequados ou não – que influenciam em sua autoestima e desenvolvimento psíquico.

A influência dos amigos na vida do jovem também depende:
• De fatores familiares: a escolha do local de moradia, da escola e a escolha dos próprios amigos influenciam na disponibilidade dos grupos para o jovem; o quanto a família conhece os grupos e como as novidades são abordadas dentro de casa são fatores essenciais para um bom relacionamento entre o adulto e o jovem.
• De fatores individuais: a personalidade juvenil, o quanto está aberto às influências dos colegas e sua posição dentro do grupo (isolada, neutra ou de poder) é importante.

A maioria dos adolescentes se assemelha aos padrões aceitos pelos amigos. Como nessa fase da vida um maior reconhecimento pelos seus pares é esperado e desejado, e o jovem não se espelha mais na família, a não aceitação por seus semelhantes pode gerar situações de frustração e baixa autoestima. Ser rejeitado ou negligenciado pode desencadear comportamentos hostis e de risco. Por outro lado, os adolescentes podem, através dos amigos, aprender conceitos de igualdade, justiça, de interesses e expectativas, além da capacidade de desenvolvimento de habilidades emocionais perante alguns indivíduos selecionados no grupo, como o melhor amigo, ou parceiro(a).

Autoestima na adolescência: sinais de alerta

• Falta de respeito por si mesmo: uma pessoa com baixa autoestima apresenta fortes indícios de falta de respeito por si mesma, não se sente merecedora do amor e respeito por parte dos outros.
• Desvalorização pessoal: uma pessoa com baixa autoestima desvaloriza o que sente e, nas escolhas que faz no dia a dia, mostra que não acredita ser possível ter momentos felizes.
• Destruição: além de desrespeito pela própria vida, desrespeito pela vida dos outros e pela vida do próprio planeta. E mais: alguém que convive com maus-tratos não compreende facilmente o conceito de preservação e respeito.
• Desvalorização das qualidades em prol das limitações: valorizam seus “defeitos” com dificuldade de aceitar elogios, além de receio de desaprovação das ideias e pensamentos, com tendência a escondê-los e se isolar.
• Falta de iniciativa para atividades de realização pessoal, muitas vezes alegando falta de tempo.

Esperamos que estes textos possam orientar pais, responsáveis e cuidadores, enfim todos aqueles que lidam com adolescentes, em direção a um melhor entendimento dessa população em relação ao frágil balanço de sua autoestima.

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Relator:
Departamento Científico de Adolescência da SPSP

Republicado em 23/01/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Momento Saúde: autoestima na adolescência – sinais de alerta https://spsp.org.br/momento-saude-autoestima-na-adolescencia-sinais-de-alerta/ Wed, 24 Oct 2018 17:28:25 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2325 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Agora vamos tratar de: autoestima entre os adolescentes   Autoestima na adolescência: sinais de alerta • Falta de respeito por si mesmo: uma pessoa com baixa autoestima apresenta fortes indícios de falta de respeito por si mesma, não se sente merecedora do amor e respeito por parte dos outros. • Desvalorização pessoal: uma pessoa com baixa autoestima desvaloriza o que sente e, nas escolhas que faz no dia a dia, mostra que não acredita ser possível ter momentos felizes. • Destruição: além de desrespeito pela própria vida, desrespeito pela vida dos outros e pela vida do próprio planeta. E mais: alguém que convive com maus-tratos não compreende facilmente o conceito de preservação e respeito. • Desvalorização das qualidades em prol das limitações: valorizam seus “defeitos” com dificuldade de aceitar elogios, além de receio de desaprovação das ideias e pensamentos, com tendência a escondê-los e se isolar. • Falta de iniciativa para atividades de realização pessoal, muitas vezes alegando falta de tempo. Esperamos que estes textos possam orientar pais, responsáveis e cuidadores, enfim todos aqueles que lidam com adolescentes, em direção a um melhor entendimento dessa população em relação ao frágil balanço de sua autoestima. ___ Relatores: Dra. Bianca Rodrigues de Godoy Lundberg Dra. Elisiane Elias Mendes Machado Dra. Maíra Pieri Ribeiro Departamento Científico de Adolescência da SPSP Publicado em 24/10/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

adolescenciaA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Agora vamos tratar de:
autoestima entre os adolescentes

 

Autoestima na adolescência: sinais de alerta

• Falta de respeito por si mesmo: uma pessoa com baixa autoestima apresenta fortes indícios de falta de respeito por si mesma, não se sente merecedora do amor e respeito por parte dos outros.
• Desvalorização pessoal: uma pessoa com baixa autoestima desvaloriza o que sente e, nas escolhas que faz no dia a dia, mostra que não acredita ser possível ter momentos felizes.
• Destruição: além de desrespeito pela própria vida, desrespeito pela vida dos outros e pela vida do próprio planeta. E mais: alguém que convive com maus-tratos não compreende facilmente o conceito de preservação e respeito.
• Desvalorização das qualidades em prol das limitações: valorizam seus “defeitos” com dificuldade de aceitar elogios, além de receio de desaprovação das ideias e pensamentos, com tendência a escondê-los e se isolar.
• Falta de iniciativa para atividades de realização pessoal, muitas vezes alegando falta de tempo.

Esperamos que estes textos possam orientar pais, responsáveis e cuidadores, enfim todos aqueles que lidam com adolescentes, em direção a um melhor entendimento dessa população em relação ao frágil balanço de sua autoestima.

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Relatores:
Dra. Bianca Rodrigues de Godoy Lundberg
Dra. Elisiane Elias Mendes Machado
Dra. Maíra Pieri Ribeiro
Departamento Científico de Adolescência da SPSP

Publicado em 24/10/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Momento Saúde: a influência dos amigos na adolescência https://spsp.org.br/momento-saude-a-influencia-dos-amigos-na-adolescencia/ Wed, 17 Oct 2018 18:15:48 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2322 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Agora vamos tratar de: autoestima entre os adolescentes   A influência dos amigos na adolescência Com os horários ocupados durante a semana, as pessoas passam boa parte do tempo em grupo, com os chamados “pares”, indivíduos de idade ou maturidade semelhante. O grupo é fonte de informação do mundo fora da família e, a partir da relação com ele, o jovem pode comparar suas vivências e habilidades. O relacionamento do adolescente com seus pares muda de grupo para grupo (escola, prédio etc.) e cada um desses grupos é fonte de comportamentos – adequados ou não – que influenciam em sua autoestima e desenvolvimento psíquico. A influência dos amigos na vida do jovem também depende: • De fatores familiares: a escolha do local de moradia, da escola e a escolha dos próprios amigos influenciam na disponibilidade dos grupos para o jovem; o quanto a família conhece os grupos e como as novidades são abordadas dentro de casa são fatores essenciais para um bom relacionamento entre o adulto e o jovem. • De fatores individuais: a personalidade juvenil, o quanto está aberto às influências dos colegas e sua posição dentro do grupo (isolada, neutra ou de poder) é importante. A maioria dos adolescentes se assemelha aos padrões aceitos pelos amigos. Como nessa fase da vida um maior reconhecimento pelos seus pares é esperado e desejado, e o jovem não se espelha mais na família, a não aceitação por seus semelhantes pode gerar situações de frustração e baixa autoestima. Ser rejeitado ou negligenciado pode desencadear comportamentos hostis e de risco. Por outro lado, os adolescentes podem, através dos amigos, aprender conceitos de igualdade, justiça, de interesses e expectativas, além da capacidade de desenvolvimento de habilidades emocionais perante alguns indivíduos selecionados no grupo, como o melhor amigo, ou parceiro(a). ___ Relatores: Dra. Bianca Rodrigues de Godoy Lundberg Dra. Elisiane Elias Mendes Machado Dra. Maíra Pieri Ribeiro Departamento Científico de Adolescência da SPSP Publicado em 17/10/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

adolescenciaA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Agora vamos tratar de:
autoestima entre os adolescentes

 

A influência dos amigos na adolescência

Com os horários ocupados durante a semana, as pessoas passam boa parte do tempo em grupo, com os chamados “pares”, indivíduos de idade ou maturidade semelhante. O grupo é fonte de informação do mundo fora da família e, a partir da relação com ele, o jovem pode comparar suas vivências e habilidades. O relacionamento do adolescente com seus pares muda de grupo para grupo (escola, prédio etc.) e cada um desses grupos é fonte de comportamentos – adequados ou não – que influenciam em sua autoestima e desenvolvimento psíquico.

A influência dos amigos na vida do jovem também depende:
• De fatores familiares: a escolha do local de moradia, da escola e a escolha dos próprios amigos influenciam na disponibilidade dos grupos para o jovem; o quanto a família conhece os grupos e como as novidades são abordadas dentro de casa são fatores essenciais para um bom relacionamento entre o adulto e o jovem.
• De fatores individuais: a personalidade juvenil, o quanto está aberto às influências dos colegas e sua posição dentro do grupo (isolada, neutra ou de poder) é importante.

A maioria dos adolescentes se assemelha aos padrões aceitos pelos amigos. Como nessa fase da vida um maior reconhecimento pelos seus pares é esperado e desejado, e o jovem não se espelha mais na família, a não aceitação por seus semelhantes pode gerar situações de frustração e baixa autoestima. Ser rejeitado ou negligenciado pode desencadear comportamentos hostis e de risco. Por outro lado, os adolescentes podem, através dos amigos, aprender conceitos de igualdade, justiça, de interesses e expectativas, além da capacidade de desenvolvimento de habilidades emocionais perante alguns indivíduos selecionados no grupo, como o melhor amigo, ou parceiro(a).

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Relatores:
Dra. Bianca Rodrigues de Godoy Lundberg
Dra. Elisiane Elias Mendes Machado
Dra. Maíra Pieri Ribeiro
Departamento Científico de Adolescência da SPSP

Publicado em 17/10/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Momento Saúde: a questão dos padrões na adolescência https://spsp.org.br/momento-saude-a-questao-dos-padroes-na-adolescencia/ Wed, 10 Oct 2018 18:23:26 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2319 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Agora vamos tratar de: autoestima entre os adolescentes   A questão dos padrões na adolescência É inegável que qualquer sociedade impõe padrões. O adolescente, na busca pela sua identidade, procura seguir padrões de mídias e redes sociais em busca de um corpo perfeito. Além disso, uma das características nessa fase é a tendência grupal, o que o faz repetir as características vividas em seu grupo por uma necessidade de pertencimento. As garotas buscam um corpo “impecável”, através de dietas restritivas perigosas, que podem levar a distúrbios alimentares; atividade física exagerada também pode ser percebida nessas meninas. Os rapazes buscam um corpo “sarado”, exagerando na musculação, uso de anabolizantes e suplementos alimentares (muitas vezes sem a devida orientação). O que os pais podem fazer para evitar essas situações? • Enxergue seus filhos: mostre os seus pontos positivos, eleve a sua autoestima, independente de aparências físicas. Ensine que ninguém é perfeito. • Esteja atento e vigilante: jovens que surjam com mudanças corporais súbitas podem estar precisando de sua atenção. Procure entendê-los. Observe se estão mais tristes ou isolados, se estão sofrendo bullying por não seguirem o padrão do grupo. • Deixe claro seus valores: coloque limites, estabeleça e discuta as regras. Apesar de não gostarem, os jovens devem respeitar e aprender a enxergar as convenções como forma de cuidado. • Peça ajuda a profissionais: não enfrente sozinho a situação quando existem profissionais que podem ajudá-lo, como o hebiatra, o pediatra, o psicólogo. • Desempenhe seu papel de responsável: não seja omisso, não desista. Não é tarefa fácil. Exige amor, cumplicidade, entrega. Isso não começa na adolescência, mas sim desde antes do nascimento para cuidar e amar. ___ Relatores: Dra. Bianca Rodrigues de Godoy Lundberg Dra. Elisiane Elias Mendes Machado Dra. Maíra Pieri Ribeiro Departamento Científico de Adolescência da SPSP Publicado em 10/10/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

adolescenciaA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Agora vamos tratar de:
autoestima entre os adolescentes

 

A questão dos padrões na adolescência

É inegável que qualquer sociedade impõe padrões. O adolescente, na busca pela sua identidade, procura seguir padrões de mídias e redes sociais em busca de um corpo perfeito. Além disso, uma das características nessa fase é a tendência grupal, o que o faz repetir as características vividas em seu grupo por uma necessidade de pertencimento. As garotas buscam um corpo “impecável”, através de dietas restritivas perigosas, que podem levar a distúrbios alimentares; atividade física exagerada também pode ser percebida nessas meninas. Os rapazes buscam um corpo “sarado”, exagerando na musculação, uso de anabolizantes e suplementos alimentares (muitas vezes sem a devida orientação).

O que os pais podem fazer para evitar essas situações?

• Enxergue seus filhos: mostre os seus pontos positivos, eleve a sua autoestima, independente de aparências físicas. Ensine que ninguém é perfeito.
• Esteja atento e vigilante: jovens que surjam com mudanças corporais súbitas podem estar precisando de sua atenção. Procure entendê-los. Observe se estão mais tristes ou isolados, se estão sofrendo bullying por não seguirem o padrão do grupo.
• Deixe claro seus valores: coloque limites, estabeleça e discuta as regras. Apesar de não gostarem, os jovens devem respeitar e aprender a enxergar as convenções como forma de cuidado.
• Peça ajuda a profissionais: não enfrente sozinho a situação quando existem profissionais que podem ajudá-lo, como o hebiatra, o pediatra, o psicólogo.
• Desempenhe seu papel de responsável: não seja omisso, não desista. Não é tarefa fácil. Exige amor, cumplicidade, entrega. Isso não começa na adolescência, mas sim desde antes do nascimento para cuidar e amar.

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Relatores:
Dra. Bianca Rodrigues de Godoy Lundberg
Dra. Elisiane Elias Mendes Machado
Dra. Maíra Pieri Ribeiro
Departamento Científico de Adolescência da SPSP

Publicado em 10/10/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Momento Saúde: autoestima entre os adolescentes https://spsp.org.br/momento-saude-autoestima-entre-os-adolescentes/ Wed, 03 Oct 2018 18:33:39 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2315 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Agora vamos tratar de: autoestima entre os adolescentes   Autoestima entre os adolescentes A autoestima é definida por conjunto de atitudes e ideias que cada um tem de si. A forma como o adolescente se percebe afeta diretamente a sua autoestima e esta, por sua vez, influencia sua vida: decisões, relacionamentos e desempenho escolar. Nesse sentido, é importante destacar que uma autoestima baixa pode levar a comportamentos de risco. Uma das bases para o futuro do adulto é a autoestima adolescente, por isso não podemos subestimar ou ignorar sua importância. Pais, educadores, pediatras e hebiatras (médicos de adolescentes) devem ter um olhar atento à autoestima juvenil e contribuir para que ela se restabeleça caso esteja prejudicada. É fundamental que o adolescente desenvolva capacidade de acreditar em si mesmo para se posicionar com firmeza diante dos conflitos e problemas, sem desistir dos seus objetivos. Como ajudá-los nisso? • Comunique-se de maneira leve e aberta: incentive uma relação flexível, onde o responsável exerça sua autoridade sem ser autoritário. Encontre o momento adequado para conversar, sem muita formalidade: pode ser em uma caminhada, por exemplo. Não perca a chance de se comunicar; mesmo que dure pouco, a conversa pode ser produtiva. • Elogie: os pais desejam que os filhos façam o melhor e se superem, mas muitas vezes se concentram no que eles não fizeram bem ou em como podem melhorar. Apesar dos adolescentes precisarem de metas concretas, é importante que saibam que seu esforço e superação são reconhecidos. • Respeite: embora as preferências dos adolescentes nem sempre são iguais, devemos buscar entender seus gostos. • Estimule a formação de opiniões próprias: os jovens gostam de opinar: faz com que se sintam mais maduros e valorizados. Permita que façam o que mais gostam: discutir. É normal e necessário. Exponha seus pontos de vista nessa discussão, faça-o refletir. • Encoraje a tomada de decisões: os adolescentes devem aprender a tomar as suas próprias decisões, a ser responsáveis por elas e decidir de acordo com valores ensinados e pessoais. Os adultos devem permitir, desde que não haja prejuízos, estando ao lado deles sempre que precisarem. Se errarem, mostre oportunidades e alternativas. • Ensine-os a reconhecer seus sentimentos: entender a raiva, a irritação, a angústia, o medo. Compartilhe experiências vividas (dificuldades, medos, angústias) e como fez – e faz – para lidar com isso. Seja sincero, transmita e demonstre sentimentos. Se errou, reconheça. ___ Relatores: Dra. Bianca Rodrigues de Godoy Lundberg Dra. Elisiane Elias Mendes Machado Dra. Maíra Pieri Ribeiro Departamento Científico de Adolescência da SPSP Publicado em 3/10/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

adolescenciaA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Agora vamos tratar de:
autoestima entre os adolescentes

 

Autoestima entre os adolescentes

A autoestima é definida por conjunto de atitudes e ideias que cada um tem de si. A forma como o adolescente se percebe afeta diretamente a sua autoestima e esta, por sua vez, influencia sua vida: decisões, relacionamentos e desempenho escolar. Nesse sentido, é importante destacar que uma autoestima baixa pode levar a comportamentos de risco. Uma das bases para o futuro do adulto é a autoestima adolescente, por isso não podemos subestimar ou ignorar sua importância. Pais, educadores, pediatras e hebiatras (médicos de adolescentes) devem ter um olhar atento à autoestima juvenil e contribuir para que ela se restabeleça caso esteja prejudicada. É fundamental que o adolescente desenvolva capacidade de acreditar em si mesmo para se posicionar com firmeza diante dos conflitos e problemas, sem desistir dos seus objetivos.

Como ajudá-los nisso?

• Comunique-se de maneira leve e aberta: incentive uma relação flexível, onde o responsável exerça sua autoridade sem ser autoritário. Encontre o momento adequado para conversar, sem muita formalidade: pode ser em uma caminhada, por exemplo. Não perca a chance de se comunicar; mesmo que dure pouco, a conversa pode ser produtiva.
• Elogie: os pais desejam que os filhos façam o melhor e se superem, mas muitas vezes se concentram no que eles não fizeram bem ou em como podem melhorar. Apesar dos adolescentes precisarem de metas concretas, é importante que saibam que seu esforço e superação são reconhecidos.
• Respeite: embora as preferências dos adolescentes nem sempre são iguais, devemos buscar entender seus gostos.
• Estimule a formação de opiniões próprias: os jovens gostam de opinar: faz com que se sintam mais maduros e valorizados. Permita que façam o que mais gostam: discutir. É normal e necessário. Exponha seus pontos de vista nessa discussão, faça-o refletir.
• Encoraje a tomada de decisões: os adolescentes devem aprender a tomar as suas próprias decisões, a ser responsáveis por elas e decidir de acordo com valores ensinados e pessoais. Os adultos devem permitir, desde que não haja prejuízos, estando ao lado deles sempre que precisarem. Se errarem, mostre oportunidades e alternativas.
• Ensine-os a reconhecer seus sentimentos: entender a raiva, a irritação, a angústia, o medo. Compartilhe experiências vividas (dificuldades, medos, angústias) e como fez – e faz – para lidar com isso. Seja sincero, transmita e demonstre sentimentos. Se errou, reconheça.

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Relatores:
Dra. Bianca Rodrigues de Godoy Lundberg
Dra. Elisiane Elias Mendes Machado
Dra. Maíra Pieri Ribeiro
Departamento Científico de Adolescência da SPSP

Publicado em 3/10/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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