Atraso da fala – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 28 Sep 2018 18:05:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Atraso da fala – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Atrasos no desenvolvimento da fala: como notar e contornar https://spsp.org.br/atrasos-no-desenvolvimento-da-fala-como-notar-e-contornar/ Fri, 28 Sep 2018 18:05:05 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2308 A demora para soltar algumas palavras exige atenção. Mas, diagnosticando o problema cedo, as chances de revertê-lo são bem maiores Seu filho não está falando? Você está desconfiado que ele está atrasado para falar? Não dá para entender quase nada do que ele diz? Vamos ver como podemos ajudar. A linguagem é um conceito amplo da comunicação. É a capacidade de o indivíduo expressar suas ideias, suas vontades, suas emoções. Isso pode ser feito através da fala, mas também com gestos, olhares, sons e escrita. O desenvolvimento da linguagem começa muito antes de a criança emitir suas primeiras palavras. Com 6 a 9 meses, ela já passa a balbuciar sílabas repetidas – “bababa”, “mamama”. Entre 10 a 12 meses, observamos o aparecimento dos gestos com significado, como dar tchau, esticar os braços quando quer o colo ou apontar para algo que deseja. Ao redor de 13 a 15 meses, a criança ainda pode não proferir palavras, mas ela já brinca de falar. Emite sons, às vezes sem significado, como se estivesse querendo comunicar algo. Quando esperamos que uma criança fale palavras? Algumas já ensaiam antes dos 12 meses de idade. O mais comum, no entanto, é que isso ocorra entre 12 e 18 meses. Ao redor de 2 anos, o vocabulário tem entre 50 a 100 palavras, e, a partir de então, aumenta em uma velocidade tão rápida que até perdemos a conta. Quando procurar ajuda Se seu filho tem 18 meses e ainda não fala ou se passou dos 2 anos e emite poucas palavras, atenção: alguma coisa pode estar errada. Converse com seu pediatra para procurar ajuda especializada. É comum escutarmos que cada criança se desenvolve no seu tempo e que depois ela recupera o atraso. Mas é preciso cuidado. Um atraso real não diagnosticado pode gerar outros problemas e a perda de tempo precioso para iniciar um tratamento o mais brevemente possível. Entre outras coisas, fique atento a esses três pontos: 1) Você nota que seu filho escuta bem? O teste da orelhinha ao nascimento foi normal? Ele teve muitas infecções ou dores no ouvido? Para aprender a falar, é preciso ouvir bem e ser capaz de diferenciar os sons. Se você desconfia que seu filho não ouve, ou que não escuta muito bem, converse com o pediatra para ver a necessidade de um exame de audição. 2) Como está o desenvolvimento do seu filho? Ele começou a andar antes dos 14 meses, e brinca com os brinquedos de uma forma adequada? Se interessa por outras crianças? A fala não evolui isoladamente. É importante observar como está o desenvolvimento de uma forma geral. 3) Existe algum sinal sugestivo do espectro autista? O atraso na fala é apenas um dos sinais. Outros podem ser sutis, como ter dificuldade para olhar nos olhos, usar brinquedos de forma diferente, adquirir manias esquisitas. Ou mesmo não responder quando chamado, fazer movimentos repetitivos, não utilizar gestos como “apontar” e ter pouco interesse por expressões de emoções (não emitindo sorrisos em resposta às gracinhas dos pais). Os pequenos com esse quadro também não buscam ativamente a interação com outras pessoas, mesmo pais e irmãos. Se alguma dessas três questões disparar um sinal de alerta, é necessário buscar auxílio para o diagnóstico e início do tratamento especializado o mais rapidamente possível. Agora, é importante não confundir o ato de não falar com o de falar errado. É comum as crianças trocarem os sons quando estão experimentando as primeiras palavras. Acima dos 2 anos de idade, se há uma fala muito errada que ninguém entende, ou se, acima de 3 anos, a fala tem muitas trocas de letras, é preciso consultar um pediatra, que pode indicar avaliação fonoaudiológica. Não se deve aguardar até os 4 anos de idade para procurar auxílio profissional! No mais, ajude seu filho a desenvolver a fala. Converse com ele o tempo todo, conte histórias desde bebê, cante músicas com gestos para acompanhar o som. Narre ações do dia a dia, descreva o que estão vendo ou fazendo juntos. E, até os 2 anos de idade, evite o uso de TV, tablets e celulares, que não promovem estímulos adequados. ___ Texto produzido por Dra. Adriana Monteiro de Barros Pires para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/atrasos-no-desenvolvimento-da-fala-como-notar-e-contornar/ A Dra. Adriana Monteiro de Barros Pires é vice-presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo. ___ Publicado em 28/09/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A demora para soltar algumas palavras exige atenção. Mas, diagnosticando o problema cedo, as chances de revertê-lo são bem maiores

Seu filho não está falando? Você está desconfiado que ele está atrasado para falar? Não dá para entender quase nada do que ele diz? Vamos ver como podemos ajudar.

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A linguagem é um conceito amplo da comunicação. É a capacidade de o indivíduo expressar suas ideias, suas vontades, suas emoções. Isso pode ser feito através da fala, mas também com gestos, olhares, sons e escrita.

O desenvolvimento da linguagem começa muito antes de a criança emitir suas primeiras palavras. Com 6 a 9 meses, ela já passa a balbuciar sílabas repetidas – “bababa”, “mamama”.

Entre 10 a 12 meses, observamos o aparecimento dos gestos com significado, como dar tchau, esticar os braços quando quer o colo ou apontar para algo que deseja.

Ao redor de 13 a 15 meses, a criança ainda pode não proferir palavras, mas ela já brinca de falar. Emite sons, às vezes sem significado, como se estivesse querendo comunicar algo.

Quando esperamos que uma criança fale palavras? Algumas já ensaiam antes dos 12 meses de idade. O mais comum, no entanto, é que isso ocorra entre 12 e 18 meses.

Ao redor de 2 anos, o vocabulário tem entre 50 a 100 palavras, e, a partir de então, aumenta em uma velocidade tão rápida que até perdemos a conta.

Quando procurar ajuda

Se seu filho tem 18 meses e ainda não fala ou se passou dos 2 anos e emite poucas palavras, atenção: alguma coisa pode estar errada. Converse com seu pediatra para procurar ajuda especializada.

É comum escutarmos que cada criança se desenvolve no seu tempo e que depois ela recupera o atraso. Mas é preciso cuidado. Um atraso real não diagnosticado pode gerar outros problemas e a perda de tempo precioso para iniciar um tratamento o mais brevemente possível.

Entre outras coisas, fique atento a esses três pontos:

1) Você nota que seu filho escuta bem? O teste da orelhinha ao nascimento foi normal? Ele teve muitas infecções ou dores no ouvido?

Para aprender a falar, é preciso ouvir bem e ser capaz de diferenciar os sons. Se você desconfia que seu filho não ouve, ou que não escuta muito bem, converse com o pediatra para ver a necessidade de um exame de audição.

2) Como está o desenvolvimento do seu filho? Ele começou a andar antes dos 14 meses, e brinca com os brinquedos de uma forma adequada? Se interessa por outras crianças?

A fala não evolui isoladamente. É importante observar como está o desenvolvimento de uma forma geral.

3) Existe algum sinal sugestivo do espectro autista?

O atraso na fala é apenas um dos sinais. Outros podem ser sutis, como ter dificuldade para olhar nos olhos, usar brinquedos de forma diferente, adquirir manias esquisitas.

Ou mesmo não responder quando chamado, fazer movimentos repetitivos, não utilizar gestos como “apontar” e ter pouco interesse por expressões de emoções (não emitindo sorrisos em resposta às gracinhas dos pais). Os pequenos com esse quadro também não buscam ativamente a interação com outras pessoas, mesmo pais e irmãos.

Se alguma dessas três questões disparar um sinal de alerta, é necessário buscar auxílio para o diagnóstico e início do tratamento especializado o mais rapidamente possível.

Agora, é importante não confundir o ato de não falar com o de falar errado. É comum as crianças trocarem os sons quando estão experimentando as primeiras palavras.

Acima dos 2 anos de idade, se há uma fala muito errada que ninguém entende, ou se, acima de 3 anos, a fala tem muitas trocas de letras, é preciso consultar um pediatra, que pode indicar avaliação fonoaudiológica. Não se deve aguardar até os 4 anos de idade para procurar auxílio profissional!

No mais, ajude seu filho a desenvolver a fala. Converse com ele o tempo todo, conte histórias desde bebê, cante músicas com gestos para acompanhar o som. Narre ações do dia a dia, descreva o que estão vendo ou fazendo juntos. E, até os 2 anos de idade, evite o uso de TV, tablets e celulares, que não promovem estímulos adequados.

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Texto produzido por Dra. Adriana Monteiro de Barros Pires para o site SAÚDE.
Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/atrasos-no-desenvolvimento-da-fala-como-notar-e-contornar/

A Dra. Adriana Monteiro de Barros Pires é vice-presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

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Publicado em 28/09/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Causas da perda auditiva na infância https://spsp.org.br/causas-da-perda-auditiva-na-infancia/ Thu, 25 Aug 2016 17:48:00 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1347 Atraso ou ausência de fala é um alerta aos pais sobre o aspecto auditivo da criança. Com um simples teste da presença de emissões otoacústicas, é possível identificar cerca de 90% dos casos. Uma série de fatores está relacionada à perda da audição na infância, como a genética, infecções durante a gestação (toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes e sífilis), malformações crânio-faciais, prematuridade, entre outros. A perda auditiva pode impactar nas demais etapas do desenvolvimento auditivo e aquisição de palavras e, consequentemente, da comunicação infantil. “Por ser indolor, a perda auditiva não possui sintoma externo e é silenciosa. Os pais devem estar atentos à reação da criança frente aos sons como a fala da mãe, do pai, e ruídos habituais caseiros para se suspeitar do quadro”, explica o Dr. Silvio Marone, vice-presidente do Departamento Científico de Otorrinolaringologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Segundo ele, é importante estar atento aos fatores responsáveis pela possível perda auditiva, uma vez que eles podem se manifestar na gravidez ou pós natais como a anóxia neonatal, icterícia neonatal e ototóxicos. Nesse último caso, costuma ser necessária transfusão sanguínea. De acordo com Marone, esses fatores são classificados como perda auditiva pré-natal ou congênita. “É importante estar atento a ocorrências na família, pois uma das causas é justamente a hereditariedade”, ressalta. Marone destaca que, ao desconfiar da ocorrência, a família deve consultar o pediatra para realização de exames, sobretudo até o bebê completar três meses de idade. “Deve-se priorizar o diagnóstico funcional. Se a criança apresentar a privação auditiva, precisa do encaminhamento a um otorrinolaringologista e ter a audição estimulada, independente do fator da perda”. O pediatra enfatiza também que é fundamental o papel da relação familiar com o bebê nesse momento, especialmente com a mãe, que pode conversar diretamente com a criança, estimulando-a. Assim como o diálogo, existem outros métodos de estimulação, como o uso de aparelhos de amplificação sonora e música. A cirurgia, o tratamento clínico ou a prótese auditiva são opções consideradas individualmente, de acordo com o grau da perda em cada caso. “A criança que coloca o implante ouve naturalmente, logo ela pode frequentar escolas regulares e alcançar uma qualidade de vida mais adequada”, finaliza Dr. Marone. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 25/08/2016. photo credit: Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

baby-743247_640Atraso ou ausência de fala é um alerta aos pais sobre o aspecto auditivo da criança. Com um simples teste da presença de emissões otoacústicas, é possível identificar cerca de 90% dos casos. Uma série de fatores está relacionada à perda da audição na infância, como a genética, infecções durante a gestação (toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes e sífilis), malformações crânio-faciais, prematuridade, entre outros. A perda auditiva pode impactar nas demais etapas do desenvolvimento auditivo e aquisição de palavras e, consequentemente, da comunicação infantil.

“Por ser indolor, a perda auditiva não possui sintoma externo e é silenciosa. Os pais devem estar atentos à reação da criança frente aos sons como a fala da mãe, do pai, e ruídos habituais caseiros para se suspeitar do quadro”, explica o Dr. Silvio Marone, vice-presidente do Departamento Científico de Otorrinolaringologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Segundo ele, é importante estar atento aos fatores responsáveis pela possível perda auditiva, uma vez que eles podem se manifestar na gravidez ou pós natais como a anóxia neonatal, icterícia neonatal e ototóxicos. Nesse último caso, costuma ser necessária transfusão sanguínea. De acordo com Marone, esses fatores são classificados como perda auditiva pré-natal ou congênita. “É importante estar atento a ocorrências na família, pois uma das causas é justamente a hereditariedade”, ressalta.

Marone destaca que, ao desconfiar da ocorrência, a família deve consultar o pediatra para realização de exames, sobretudo até o bebê completar três meses de idade. “Deve-se priorizar o diagnóstico funcional. Se a criança apresentar a privação auditiva, precisa do encaminhamento a um otorrinolaringologista e ter a audição estimulada, independente do fator da perda”.

O pediatra enfatiza também que é fundamental o papel da relação familiar com o bebê nesse momento, especialmente com a mãe, que pode conversar diretamente com a criança, estimulando-a. Assim como o diálogo, existem outros métodos de estimulação, como o uso de aparelhos de amplificação sonora e música.

A cirurgia, o tratamento clínico ou a prótese auditiva são opções consideradas individualmente, de acordo com o grau da perda em cada caso. “A criança que coloca o implante ouve naturalmente, logo ela pode frequentar escolas regulares e alcançar uma qualidade de vida mais adequada”, finaliza Dr. Marone.

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 25/08/2016.
photo credit: Pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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