Atividade física na infância – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 16 Jan 2017 12:12:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Atividade física na infância – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Férias! Que tal incentivar as crianças a fazer atividade física? https://spsp.org.br/ferias-que-tal-incentivar-as-criancas-a-fazer-atividade-fisica/ Mon, 16 Jan 2017 12:12:20 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1431 Médica da Sociedade de Pediatria de São Paulo orienta como aproveitar essa época para os pequenos se divertirem e se exercitarem. Por Dra. Liane Hulle Catani Quando chegam as férias escolares, muitos pais têm dúvidas e até mesmo angústias sobre como seus filhos vão aproveitar o período. Por que não usar esse tempo para incentivar a prática de atividade física e ainda estreitar a convivência familiar? Todos sabemos das vantagens de se manter ativo ao longo da vida visando ao bem-estar e à prevenção de doenças. O que muitas vezes não lembramos é que esse hábito deve começar cedo, ainda na infância. Da mesma forma que zelamos pelas escolhas alimentares, os exercícios têm de ser incorporados precocemente ao estilo de vida. Para ser considerada ativa, a criança deve praticar diariamente pelo menos 60 minutos de atividade física, mesmo que isso seja dividido em períodos mais curtos — aqui entram tanto modalidades aeróbicas quanto de resistência. Além disso, se indica que, dentro desses 60 minutos, haja espaço para atividades ligadas ao fortalecimento dos ossos e dos músculos pelo menos três vezes por semana. O que faz parte dessa recomendação? Exercícios que exijam força e produzam impacto ósseo, como aqueles que se valem de saltos. Sua importância reside no fato de que a densidade mineral óssea atinge 90% do seu pico até o final da segunda década de vida e um quarto da massa óssea adulta é acumulada durante os dois anos do estirão do crescimento (o início da puberdade). Parece difícil atingir essa meta, mas não é. Basta a criança brincar — sim, brincar! Vale dançar, escalar brinquedos, jogar bola (mesmo em um espaço pequeno), correr e, para os maiores, nadar, andar de bicicleta ou skate. Também é interessante aproveitar para ir ao parque nos finais de semana e se revezar com outros pais, familiares ou vizinhos para reunir a criançada e brincar no prédio ou no quintal da casa. Além disso, é possível criar circuitos com diferentes atividades para o grupo, e elas podem envolver bola, corda, agachamentos… Dá para ser muito divertido. Lembre-se de que, quanto menor a criança, mais divertida e variada e menos competitiva deve ser a atividade proposta. Para os maiores de 10 anos, a integração com o grupo torna-se fundamental: amigos acompanhados dos pais podem fazer caminhadas, andar de bike, nadar e jogar bola no parque, no prédio ou em casa. Outra opção disponível em alguns lugares hoje são as escolinhas de esporte dos clubes — que adaptam o programa às diferentes faixas etárias e estimulam exercícios e o contato social. Diante dessas possibilidades, está lançado o desafio: vamos tornar este período de férias mais ativo e saudável? E um último lembrete: quando praticar atividades ao ar livre, não se esqueça de levar água, boné ou viseira e o protetor solar. ___ Texto produzido pela Dra. Liane Hulle Catani para o site SAÚDE. Link original: http://saude.abril.com.br/familia/ferias-que-tal-incentivar-as-criancas-a-fazer-atividade-fisica/ Dra. Liane Hulle Catani é cardiologista pediátrica, médica do esporte e membro do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 16/01/2016. photo credit: cocoparisienne | Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

children-playing-334531_640Médica da Sociedade de Pediatria de São Paulo orienta como aproveitar essa época para os pequenos se divertirem e se exercitarem.
Por Dra. Liane Hulle Catani

Quando chegam as férias escolares, muitos pais têm dúvidas e até mesmo angústias sobre como seus filhos vão aproveitar o período. Por que não usar esse tempo para incentivar a prática de atividade física e ainda estreitar a convivência familiar?

Todos sabemos das vantagens de se manter ativo ao longo da vida visando ao bem-estar e à prevenção de doenças. O que muitas vezes não lembramos é que esse hábito deve começar cedo, ainda na infância. Da mesma forma que zelamos pelas escolhas alimentares, os exercícios têm de ser incorporados precocemente ao estilo de vida.

Para ser considerada ativa, a criança deve praticar diariamente pelo menos 60 minutos de atividade física, mesmo que isso seja dividido em períodos mais curtos — aqui entram tanto modalidades aeróbicas quanto de resistência. Além disso, se indica que, dentro desses 60 minutos, haja espaço para atividades ligadas ao fortalecimento dos ossos e dos músculos pelo menos três vezes por semana.

O que faz parte dessa recomendação? Exercícios que exijam força e produzam impacto ósseo, como aqueles que se valem de saltos. Sua importância reside no fato de que a densidade mineral óssea atinge 90% do seu pico até o final da segunda década de vida e um quarto da massa óssea adulta é acumulada durante os dois anos do estirão do crescimento (o início da puberdade).

Parece difícil atingir essa meta, mas não é. Basta a criança brincar — sim, brincar! Vale dançar, escalar brinquedos, jogar bola (mesmo em um espaço pequeno), correr e, para os maiores, nadar, andar de bicicleta ou skate.

Também é interessante aproveitar para ir ao parque nos finais de semana e se revezar com outros pais, familiares ou vizinhos para reunir a criançada e brincar no prédio ou no quintal da casa. Além disso, é possível criar circuitos com diferentes atividades para o grupo, e elas podem envolver bola, corda, agachamentos… Dá para ser muito divertido.

Lembre-se de que, quanto menor a criança, mais divertida e variada e menos competitiva deve ser a atividade proposta. Para os maiores de 10 anos, a integração com o grupo torna-se fundamental: amigos acompanhados dos pais podem fazer caminhadas, andar de bike, nadar e jogar bola no parque, no prédio ou em casa.

Outra opção disponível em alguns lugares hoje são as escolinhas de esporte dos clubes — que adaptam o programa às diferentes faixas etárias e estimulam exercícios e o contato social.

Diante dessas possibilidades, está lançado o desafio: vamos tornar este período de férias mais ativo e saudável? E um último lembrete: quando praticar atividades ao ar livre, não se esqueça de levar água, boné ou viseira e o protetor solar.

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Texto produzido pela Dra. Liane Hulle Catani para o site SAÚDE.
Link original: http://saude.abril.com.br/familia/ferias-que-tal-incentivar-as-criancas-a-fazer-atividade-fisica/

Dra. Liane Hulle Catani é cardiologista pediátrica, médica do esporte e membro do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 16/01/2016.
photo credit: cocoparisienne | Pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Exercícios físicos na infância são fundamentais https://spsp.org.br/exercicios-fisicos-na-infancia-sao-fundamentais-3/ Thu, 13 Aug 2015 14:00:53 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=958 A prática de atividade física deve ser um hábito presente em pessoas de todas as idades – inclusive nas crianças. Nos pequenos, os esportes ajudam a desenvolver a inteligência, a formação de caráter e a afetividade, estimulam a socialização, oferecem melhora na qualidade de vida, auxiliando no domínio do próprio corpo e no aumento da autoestima. “Quando a criança mantém uma rotina de exercícios, também aprende a ter respeito às regras, além de empenho frente aos desafios e a lidar com as adversidades” explica o Dr. José Gabel, pediatra e vice-presidente do Departamento de Cuidados Domiciliares da SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo). “Fisicamente, os benefícios também são diversos: melhoram a coordenação motora, equilíbrio, força muscular, flexibilidade e função cardiorrespiratória. Além disso, ajudam na prevenção da obesidade, hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, ansiedade, depressão e osteoporose”, complementa. Para um maior estímulo à prática esportiva, é importante que os pais (ou responsáveis) sejam exemplos e também levem a criança a conhecer atividades diferentes. Com o tempo, ela descobrirá seu potencial e talentos para usar suas habilidades da maneira correta. Primeiro contato Algumas medidas podem estimular a criança a se movimentar desde a fase da lactação: a partir dos 6 meses de idade, o uso dos cercados permite que a criança observe o ambiente, brinque e se apoie para tentar ficar em pé; aos 10 meses, a criança já deve começar a engatinhar e andar com apoio. De 1 a 3 anos, as atividades físicas já podem ser introduzidas por meio de brincadeiras, como amarelinha, danças, esconde-esconde, entre outras. Crianças de 4 a 8 anos já podem começar a se aventurar no mundo dos esportes. Aulas de iniciação esportiva que preconizam o contato com diversas modalidades (futebol, vôlei, handebol e basquete, principalmente), colaboram para o desenvolvimento da coordenação física e psicomotricidade – que consiste na integração das funções motoras e psíquicas em consequência da maturidade do sistema nervoso. Dos 8 aos 11, as atividades devem ser pré-desportivas, explorando elementos técnicos e táticos de modalidades individuais ou coletivas. Na faixa etária que vai dos 12 aos 16 anos ocorre a especialização em determinada modalidade esportiva. Fatores como motivação, idade e biotipo são muito relevantes para a sua prática. “O atleta começa a refinar e aperfeiçoar seus movimentos, portanto já tolera mais intensidade e carga de exercícios, adquire uma grande capacidade técnica e treina visando resultados. Para tal, é necessário que haja uma supervisão adequada composta por técnicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e médicos”, relata o especialista. “É importante lembrar que nesta idade existem grandes diferenças de maturação entre crianças da mesma idade. Por isso, é necessário identificar o ritmo de crescimento e de maturidade pubertária, sem considerar apenas a idade cronológica (a idade óssea pode ser um dado de orientação)”, acrescenta Dr. Gabel. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda 60 minutos diários – e, preferivelmente, de 5 a 6 vezes por semana – de atividades aeróbicas para crianças e adolescentes entre os cinco e 17 anos de idade. É essencial, também, que o jovem possua uma rotina alimentar saudável, com conhecimento sobre os males de uma suplementação inadequada e do uso de anabolizantes – além de orientações contra o fumo, bebidas alcoólicas e drogas. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 13/08/2015. photo credit: SylwiaAptacy | pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A prática de atividade física deve ser um hábito presente em pessoas de todas as idades – inclusive nas crianças. Nos pequenos, os esportes ajudam a desenvolver a inteligência, a formação de caráter e a afetividade, estimulam a socialização, oferecem melhora na qualidade de vida, auxiliando no domínio do próprio corpo e no aumento da autoestima. “Quando a criança mantém uma rotina de exercícios, também aprende a ter respeito às regras, além de empenho frente aos desafios e a lidar com as adversidades” explica o Dr. José Gabel, pediatra e vice-presidente do Departamento de Cuidados Domiciliares da SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo).

“Fisicamente, os benefícios também são diversos: melhoram a coordenação motora, equilíbrio, força muscular, flexibilidade e função cardiorrespiratória. Além disso, ajudam na prevenção da obesidade, hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, ansiedade, depressão e osteoporose”, complementa.

Para um maior estímulo à prática esportiva, é importante que os pais (ou responsáveis) sejam exemplos e também levem a criança a conhecer atividades diferentes. Com o tempo, ela descobrirá seu potencial e talentos para usar suas habilidades da maneira correta.

Primeiro contato
Algumas medidas podem estimular a criança a se movimentar desde a fase da lactação: a partir dos 6 meses de idade, o uso dos cercados permite que a criança observe o ambiente, brinque e se apoie para tentar ficar em pé; aos 10 meses, a criança já deve começar a engatinhar e andar com apoio. De 1 a 3 anos, as atividades físicas já podem ser introduzidas por meio de brincadeiras, como amarelinha, danças, esconde-esconde, entre outras.

Crianças de 4 a 8 anos já podem começar a se aventurar no mundo dos esportes. Aulas de iniciação esportiva que preconizam o contato com diversas modalidades (futebol, vôlei, handebol e basquete, principalmente), colaboram para o desenvolvimento da coordenação física e psicomotricidade – que consiste na integração das funções motoras e psíquicas em consequência da maturidade do sistema nervoso. Dos 8 aos 11, as atividades devem ser pré-desportivas, explorando elementos técnicos e táticos de modalidades individuais ou coletivas.

Na faixa etária que vai dos 12 aos 16 anos ocorre a especialização em determinada modalidade esportiva. Fatores como motivação, idade e biotipo são muito relevantes para a sua prática. “O atleta começa a refinar e aperfeiçoar seus movimentos, portanto já tolera mais intensidade e carga de exercícios, adquire uma grande capacidade técnica e treina visando resultados. Para tal, é necessário que haja uma supervisão adequada composta por técnicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e médicos”, relata o especialista.

“É importante lembrar que nesta idade existem grandes diferenças de maturação entre crianças da mesma idade. Por isso, é necessário identificar o ritmo de crescimento e de maturidade pubertária, sem considerar apenas a idade cronológica (a idade óssea pode ser um dado de orientação)”, acrescenta Dr. Gabel.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda 60 minutos diários – e, preferivelmente, de 5 a 6 vezes por semana – de atividades aeróbicas para crianças e adolescentes entre os cinco e 17 anos de idade. É essencial, também, que o jovem possua uma rotina alimentar saudável, com conhecimento sobre os males de uma suplementação inadequada e do uso de anabolizantes – além de orientações contra o fumo, bebidas alcoólicas e drogas.

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 13/08/2015.
photo credit: SylwiaAptacy | pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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