Atitude de Vida – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 19 Aug 2025 15:35:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Atitude de Vida – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Uma atitude de vida https://spsp.org.br/uma-atitude-de-vida/ Tue, 19 Aug 2025 15:35:08 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=52785 ]]>

O humano é mais humano quando reconhece no outro o próprio reflexo.

Neste Dia Mundial Humanitário, celebramos aqueles que se colocam a serviço da dignidade humana. A data nasceu da tragédia de 19 de agosto de 2003 – o atentado à sede da ONU em Bagdá, que tirou a vida de 22 trabalhadores da organização humanitária, entre eles o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Desde então, esse dia tornou-se um marco internacional para homenagear os que atuam em zonas de risco, que semeiam cuidado onde impera o caos, que levam consolo onde há dor, fome, medo e abandono. É dia de lembrar e agradecer.

No trabalho humanitário, muitas vezes os desafios são grandes, os cenários complexos e as respostas, nem sempre claras. Mas há algo mais profundo que impulsiona as ações, além da vontade de resolver todos os problemas – o compromisso de estar presente, de escutar, de estender a mão, de amparar.

Milhares de profissionais e voluntários ao redor do mundo inspiram e tornam o mundo menos hostil, mais humano, renovam a nossa esperança.

Mas o humanitarismo não se expressa apenas nos grandes gestos, nem está restrito aos cenários extremos. Ele também se revela nas escolhas simples do cotidiano: na escuta atenta, na partilha generosa, na empatia que transforma o outro em irmão. Ser humanitário não é apenas uma profissão – é uma atitude de vida.

Este dia é também um chamado para reconhecermos a dor do outro como digna de atenção, mesmo quando não ocupa as manchetes. A necessidade e o apelo por socorro não estão distantes de nós – podem estar no vizinho idoso, na criança vulnerável, no morador em situação de rua à nossa porta.

Cada gesto, por menor que pareça, é fio de uma grande teia de cuidado – a mesma que sustenta, silenciosamente, a dignidade coletiva.

Recorro à letra inspirada da música Gente, de Caetano Veloso, para dizer as palavras finais: “Gente é pra brilhar, não pra morrer de fome”, e ainda: “Gente espelho da vida, Gente espelho da vida/ Gente espelho da vida, vida”.

 

Relator:

Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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