Artrite idiopática juvenil – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 09 Apr 2014 06:00:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Artrite idiopática juvenil – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Criança tem reumatismo? https://spsp.org.br/crianca-tem-reumatismo/ Wed, 09 Apr 2014 06:00:33 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=566 É senso comum na população que reumatismo é “doença de gente velha”, porque a limitação articular e as doenças articulares degenerativas que vem com os anos são todas chamadas de reumatismo. No entanto, várias doenças inflamatórias podem acometer as crianças e os adolescentes em qualquer idade: desde os bebês até a adolescência. Criança pode sim ter doenças reumáticas. A demora no reconhecimento destas patologias leva ao atraso no diagnóstico e, consequentemente, ao início do tratamento. Isso pode levar a deformidades crônicas das articulações causando dificuldade para brincar e correr e até mesmo para fazer as atividades da vida diária, como vestir-se ou amarrar os sapatos. Além de todas as consequências emocionais e sociais que estas limitações podem acarretar. A artrite idiopática juvenil (AIJ) é a mais comum destas doenças. A AIJ é uma doença crônica, que pode comprometer uma ou várias articulações por mais de 6 semanas, com início antes dos 16 anos. Além da dor e da limitação, a criança apresenta inchaço nas juntas, que podem ficar quentes e vermelhas. Com o passar do tempo, se o processo inflamatório não é contido, podem vir as deformidades. As crianças com este tipo de doença reumática geralmente sentem dificuldade em levantar pela manhã, devido à dor e à rigidez das articulações, o que costuma melhorar com banho quente e/ou no decorrer do dia. Além da inflamação das articulações, estas crianças podem também ter inflamação nos olhos (uveíte), que será diagnosticada por um oftalmologista. O paciente deve ser avaliado e acompanhado pelo reumatologista infantil e tratado com remédios e fisioterapia. Embora nem toda dor nos braços e nas pernas signifique que a criança está doente, é preciso fazer o diagnóstico diferencial. Ela pode ter dor porque está fazendo atividade física excessiva, porque é sedentária e quando faz exercícios tem dor, porque usa sandálias de salto ou outro calçado inadequado, porque está em situação de estresse emocional, porque fica por tempo prolongado em posição errada (por exemplo, quando joga videogame em cima da cama), porque caiu e nem se lembra, etc. Por outro lado, além da AIJ e de outras doenças reumáticas, a criança com dores nas pernas, nos braços ou nas costas pode ter outras doenças, que precisam ser diagnosticadas corretamente para que possam ser tratadas. No Quadro 1 estão alguns sinais de alerta. Caso seu filho apresente algum deles, procure o pediatra que o acompanha e, se necessário, o reumatologista pediátrico. No Quadro 2 você encontra as doenças que os reumatologistas pediátricos acompanham. Quadro 1 – Sinais de alerta • Inchaço em qualquer articulação • Dor persistente • Dor logo de manhã quando acorda • Dor que acorda a criança no meio da noite • Dor localizada em um ponto • Dor acompanhada de outros sinais e sintomas, como: febre, emagrecimento, indisposição • Limitação para andar (a criança manca) ou para brincar, subir escadas • Dor nas costas Quadro 2 – Doenças acompanhadas na reumatologia pediátrica • Artrite idiopática Juvenil • Febre reumática • Lupus eritematoso sistêmico • Dermatomiosite • Esclerodermia • Vasculites • Osteoporose • Fibromialgia • Dor em membros (“dor de crescimento”) • Doenças autoinflamatórias Participe deste blog, mande suas dúvidas e sugestões! ___ Relatora: Dra. Cássia Passarelli Departamento Científico de Reumatologia da SPSP Publicado em 09/04/2014. photo credit: Rhphotos | Dreamstime Stock Photos Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Baby Girl AdorableÉ senso comum na população que reumatismo é “doença de gente velha”, porque a limitação articular e as doenças articulares degenerativas que vem com os anos são todas chamadas de reumatismo. No entanto, várias doenças inflamatórias podem acometer as crianças e os adolescentes em qualquer idade: desde os bebês até a adolescência. Criança pode sim ter doenças reumáticas. A demora no reconhecimento destas patologias leva ao atraso no diagnóstico e, consequentemente, ao início do tratamento. Isso pode levar a deformidades crônicas das articulações causando dificuldade para brincar e correr e até mesmo para fazer as atividades da vida diária, como vestir-se ou amarrar os sapatos. Além de todas as consequências emocionais e sociais que estas limitações podem acarretar.

A artrite idiopática juvenil (AIJ) é a mais comum destas doenças. A AIJ é uma doença crônica, que pode comprometer uma ou várias articulações por mais de 6 semanas, com início antes dos 16 anos. Além da dor e da limitação, a criança apresenta inchaço nas juntas, que podem ficar quentes e vermelhas. Com o passar do tempo, se o processo inflamatório não é contido, podem vir as deformidades. As crianças com este tipo de doença reumática geralmente sentem dificuldade em levantar pela manhã, devido à dor e à rigidez das articulações, o que costuma melhorar com banho quente e/ou no decorrer do dia. Além da inflamação das articulações, estas crianças podem também ter inflamação nos olhos (uveíte), que será diagnosticada por um oftalmologista. O paciente deve ser avaliado e acompanhado pelo reumatologista infantil e tratado com remédios e fisioterapia.

Embora nem toda dor nos braços e nas pernas signifique que a criança está doente, é preciso fazer o diagnóstico diferencial. Ela pode ter dor porque está fazendo atividade física excessiva, porque é sedentária e quando faz exercícios tem dor, porque usa sandálias de salto ou outro calçado inadequado, porque está em situação de estresse emocional, porque fica por tempo prolongado em posição errada (por exemplo, quando joga videogame em cima da cama), porque caiu e nem se lembra, etc.

Por outro lado, além da AIJ e de outras doenças reumáticas, a criança com dores nas pernas, nos braços ou nas costas pode ter outras doenças, que precisam ser diagnosticadas corretamente para que possam ser tratadas.

No Quadro 1 estão alguns sinais de alerta. Caso seu filho apresente algum deles, procure o pediatra que o acompanha e, se necessário, o reumatologista pediátrico. No Quadro 2 você encontra as doenças que os reumatologistas pediátricos acompanham.

Quadro 1 – Sinais de alerta
• Inchaço em qualquer articulação
• Dor persistente
• Dor logo de manhã quando acorda
• Dor que acorda a criança no meio da noite
• Dor localizada em um ponto
• Dor acompanhada de outros sinais e sintomas, como: febre, emagrecimento, indisposição
• Limitação para andar (a criança manca) ou para brincar, subir escadas
• Dor nas costas

Quadro 2 – Doenças acompanhadas na reumatologia pediátrica
• Artrite idiopática Juvenil
• Febre reumática
• Lupus eritematoso sistêmico
• Dermatomiosite
• Esclerodermia
• Vasculites
• Osteoporose
• Fibromialgia
• Dor em membros (“dor de crescimento”)
• Doenças autoinflamatórias

Participe deste blog, mande suas dúvidas e sugestões!

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Relatora:
Dra. Cássia Passarelli
Departamento Científico de Reumatologia da SPSP

Publicado em 09/04/2014.
photo credit: Rhphotos | Dreamstime Stock Photos

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Artrite idiopática juvenil https://spsp.org.br/artrite-idiopatica-juvenil-2/ Mon, 21 Oct 2013 21:49:25 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=266 O que é? A artrite idiopática juvenil (AIJ), anteriormente conhecida como artrite reumatoide juvenil, é um conjunto de doenças inflamatórias crônicas que acomete as articulações de crianças e adolescentes antes dos 16 anos de idade, de causa desconhecida. Ocorre uma inflamação da fina membrana que reveste internamente as articulações (sinóvia), que se espessa e secreta líquido dentro da cavidade articular. Como resultado, ocorre inchaço, dor e limitação da movimentação articular. Pode-se notar ainda dificuldade na movimentação ao acordar (rigidez matinal) ou após longos períodos em repouso. A dor articular às vezes é mínima. Para evitar a dor, os pacientes tendem a manter as articulações em posição semifletida, podendo evoluir para atrofias musculares e deformidades, se não forem diagnosticados e tratados adequadamente. Várias outras doenças como, por exemplo, as infecções, devem ser pesquisadas e descartadas, uma vez que a artrite é uma manifestação comum em várias doenças não reumáticas. Qual a causa da doença? A AIJ é considerada doença autoimune, isto é, o sistema imunológico responsável pela defesa do organismo, por um erro passa a atacar o próprio corpo como, por exemplo, os componentes das articulações. Os mecanismos precisos desse desarranjo são desconhecidos. É doença hereditária? Não é doença de transmissão hereditária, isto é, que passa dos pais para os filhos, embora algumas famílias tenham maior tendência a ter doenças autoimunes. É doença frequente? A incidência da AIJ no Brasil é desconhecida. Nos Estados Unidos e Europa cerca de 0,1 a 1 em cada 1000 crianças tem essa doença. Quais os tipos mais comuns de AIJ? Existem três tipos mais comuns de apresentação da doença, que podem ser diferenciadas entre si principalmente pelo número de articulações envolvidas e presença ou ausência de acometimento em outros órgãos, nos primeiros 6 meses da doença. AIJ Sistêmica: além da artrite, tem como característica principal a presença de febre muito alta (acima de 39º C) que vai e volta por um tempo prolongado em 100% dos casos, e frequentemente acompanhada de manchas róseas na pele, que tendem a aparecer com a febre e desaparecer quando a temperatura normaliza. Pode ocorrer aumento dos gânglios (ínguas), fígado e baço, além de dores musculares. Mais raramente o saco que envolve o coração (pericárdio) e a pleura podem estar inflamados. Às vezes, no início do quadro, não aparece artrite, tendo que ser diferenciada de outras doenças febris, principalmente infecciosas. É responsável por 10 a 20% dos casos de AIJ. AIJ Poliarticular: quando mais de cinco articulações são atingidas de maneira simétrica nos primeiros 6 meses da doença, como pés, tornozelos, joelhos, mãos, pescoço etc. Pode ser subdividida de acordo com a presença de um exame conhecido como fator reumatoide. Aqueles com fator reumatoide (FR) positivo são os mais raros (5% dos casos) e apresentam quadro muito semelhante à artrite reumatóide do adulto, acometendo, em geral, meninas após 10 anos de idade. É de evolução mais grave necessitando de tratamento intenso e agressivo desde o início. Os pacientes com FR negativo constituem 15 a 20 % de todos os casos de AIJ, podendo ocorrer em qualquer idade e com evolução muito variável. AIJ Oligoarticular: é o tipo mais frequente, correspondendo a cerca de metade dos casos de AIJ, e caracterizada pela presença de artrite que atinge até quatro articulações, geralmente joelho e/ou tornozelo. As meninas entre o 1º e 4º ano de vida são as mais afetadas. Uma complicação importante desta forma é o acometimento ocular, chamada de uveíte anterior crônica, geralmente com pouco ou nenhum sintoma e que se não for tratada adequadamente pode levar até à cegueira. Por esse motivo, um oftalmologista deve ser consultado periodicamente (cada 3 a 4 meses nos primeiros anos) para examinar os olhos com um aparelho com lâmpada de fenda, mesmo sem queixa ocular, para verificar se a inflamação está ou não presente, instituindo tratamento precoce e evitando seqüelas futuras. Qual o tratamento? O objetivo do tratamento é prevenir as lesões nas articulações ou em outros órgãos e permitir que a criança volte a levar uma vida normal. Não existe medicação específica que cure a AIJ, porém poderá ocorrer uma remissão espontânea após um período de tempo variável e imprevisível. É baseado em medicamentos que diminuem a inflamação e medidas de reabilitação para impedir a deformidade articular. O início do tratamento deve ser precoce, pois nos casos de demora podem ocorrer deformidades e limitações irreversíveis. Cada tipo de AIJ tem um tratamento específico, variando de um paciente para outro, de acordo com as manifestações clínicas. Diversas medicações podem ser utilizadas para diminuir dor e sintomas e controlar a doença, entre eles: Antiinflamatórios não hormonais: estes medicamentos como a aspirina, naproxeno ou ibuprofeno, auxiliam na redução da dor e inflamação. Medicamentos antirreumáticos modificadores de doença: podem alterar o curso da doença, desacelerando sua progressão e influenciando ou corrigindo as alterações do sistema imune ligadas à doença. Exemplo: metrotexate, sulfassalazina, ciclosporina. Biológicos: considerados uma nova forma de terapia direcionada para inibir fatores biológicos inflamatórios. Exemplo: inibidores do TNF. ___ Relatores: Dra. Silvana B. Sacchetti Presidente do Departamento Científico de Reumatologia da SPSP (2007-2009). Dr. Roberto Marini Vice-presidente do Departamento Científico de Reumatologia da SPSP (2007-2009). Dra. Maria Teresa Terreri Secretária do Departamento Científico de Reumatologia da SPSP (2007-2009). Publicado no site da SPSP em 05/11/2008. photo credit: Ehsan Khakbaz via photopin cc Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

medium_1429799882O que é?
A artrite idiopática juvenil (AIJ), anteriormente conhecida como artrite reumatoide juvenil, é um conjunto de doenças inflamatórias crônicas que acomete as articulações de crianças e adolescentes antes dos 16 anos de idade, de causa desconhecida. Ocorre uma inflamação da fina membrana que reveste internamente as articulações (sinóvia), que se espessa e secreta líquido dentro da cavidade articular. Como resultado, ocorre inchaço, dor e limitação da movimentação articular. Pode-se notar ainda dificuldade na movimentação ao acordar (rigidez matinal) ou após longos períodos em repouso. A dor articular às vezes é mínima. Para evitar a dor, os pacientes tendem a manter as articulações em posição semifletida, podendo evoluir para atrofias musculares e deformidades, se não forem diagnosticados e tratados adequadamente. Várias outras doenças como, por exemplo, as infecções, devem ser pesquisadas e descartadas, uma vez que a artrite é uma manifestação comum em várias doenças não reumáticas.

Qual a causa da doença?
A AIJ é considerada doença autoimune, isto é, o sistema imunológico responsável pela defesa do organismo, por um erro passa a atacar o próprio corpo como, por exemplo, os componentes das articulações. Os mecanismos precisos desse desarranjo são desconhecidos.

É doença hereditária?
Não é doença de transmissão hereditária, isto é, que passa dos pais para os filhos, embora algumas famílias tenham maior tendência a ter doenças autoimunes.

É doença frequente?
A incidência da AIJ no Brasil é desconhecida. Nos Estados Unidos e Europa cerca de 0,1 a 1 em cada 1000 crianças tem essa doença.

Quais os tipos mais comuns de AIJ?
Existem três tipos mais comuns de apresentação da doença, que podem ser diferenciadas entre si principalmente pelo número de articulações envolvidas e presença ou ausência de acometimento em outros órgãos, nos primeiros 6 meses da doença.

  • AIJ Sistêmica: além da artrite, tem como característica principal a presença de febre muito alta (acima de 39º C) que vai e volta por um tempo prolongado em 100% dos casos, e frequentemente acompanhada de manchas róseas na pele, que tendem a aparecer com a febre e desaparecer quando a temperatura normaliza. Pode ocorrer aumento dos gânglios (ínguas), fígado e baço, além de dores musculares. Mais raramente o saco que envolve o coração (pericárdio) e a pleura podem estar inflamados. Às vezes, no início do quadro, não aparece artrite, tendo que ser diferenciada de outras doenças febris, principalmente infecciosas. É responsável por 10 a 20% dos casos de AIJ.
  • AIJ Poliarticular: quando mais de cinco articulações são atingidas de maneira simétrica nos primeiros 6 meses da doença, como pés, tornozelos, joelhos, mãos, pescoço etc. Pode ser subdividida de acordo com a presença de um exame conhecido como fator reumatoide. Aqueles com fator reumatoide (FR) positivo são os mais raros (5% dos casos) e apresentam quadro muito semelhante à artrite reumatóide do adulto, acometendo, em geral, meninas após 10 anos de idade. É de evolução mais grave necessitando de tratamento intenso e agressivo desde o início. Os pacientes com FR negativo constituem 15 a 20 % de todos os casos de AIJ, podendo ocorrer em qualquer idade e com evolução muito variável.
  • AIJ Oligoarticular: é o tipo mais frequente, correspondendo a cerca de metade dos casos de AIJ, e caracterizada pela presença de artrite que atinge até quatro articulações, geralmente joelho e/ou tornozelo. As meninas entre o 1º e 4º ano de vida são as mais afetadas. Uma complicação importante desta forma é o acometimento ocular, chamada de uveíte anterior crônica, geralmente com pouco ou nenhum sintoma e que se não for tratada adequadamente pode levar até à cegueira. Por esse motivo, um oftalmologista deve ser consultado periodicamente (cada 3 a 4 meses nos primeiros anos) para examinar os olhos com um aparelho com lâmpada de fenda, mesmo sem queixa ocular, para verificar se a inflamação está ou não presente, instituindo tratamento precoce e evitando seqüelas futuras.

Qual o tratamento?
O objetivo do tratamento é prevenir as lesões nas articulações ou em outros órgãos e permitir que a criança volte a levar uma vida normal. Não existe medicação específica que cure a AIJ, porém poderá ocorrer uma remissão espontânea após um período de tempo variável e imprevisível. É baseado em medicamentos que diminuem a inflamação e medidas de reabilitação para impedir a deformidade articular. O início do tratamento deve ser precoce, pois nos casos de demora podem ocorrer deformidades e limitações irreversíveis. Cada tipo de AIJ tem um tratamento específico, variando de um paciente para outro, de acordo com as manifestações clínicas.

Diversas medicações podem ser utilizadas para diminuir dor e sintomas e controlar a doença, entre eles:

  • Antiinflamatórios não hormonais: estes medicamentos como a aspirina, naproxeno ou ibuprofeno, auxiliam na redução da dor e inflamação.
  • Medicamentos antirreumáticos modificadores de doença: podem alterar o curso da doença, desacelerando sua progressão e influenciando ou corrigindo as alterações do sistema imune ligadas à doença. Exemplo: metrotexate, sulfassalazina, ciclosporina.
  • Biológicos: considerados uma nova forma de terapia direcionada para inibir fatores biológicos inflamatórios. Exemplo: inibidores do TNF.

___
Relatores:
Dra. Silvana B. Sacchetti
Presidente do Departamento Científico de Reumatologia da SPSP (2007-2009).
Dr. Roberto Marini
Vice-presidente do Departamento Científico de Reumatologia da SPSP (2007-2009).
Dra. Maria Teresa Terreri
Secretária do Departamento Científico de Reumatologia da SPSP (2007-2009).

Publicado no site da SPSP em 05/11/2008.
photo credit: Ehsan Khakbaz via photopin cc

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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