Anemia – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 29 Nov 2021 18:06:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Anemia – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Anemia: causas, consequências e prevenção https://spsp.org.br/anemia-causas-consequencias-e-prevencao/ Mon, 29 Nov 2021 18:06:26 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=30526 A anemia é o maior problema nutricional no Brasil, com causa multifatorial e que acarreta prejuízos na vida das crianças. É a condição na qual a concentração de hemoglobina está abaixo dos valores esperados. ]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 29/11/2021


A anemia é o problema nutricional de maior magnitude no Brasil e no mundo, com causa multifatorial e que acarreta prejuízos a curto, médio e longo prazos na vida das crianças. É definida como a condição na qual a concentração de hemoglobina está abaixo dos valores esperados (inferior a –2 desvios padrão de acordo com a idade da criança) como resultado da carência de um ou mais nutrientes essenciais, principalmente do ferro, sendo a anemia ferropriva a mais comum (representa 90% das anemias).

O que provoca a anemia?

A hemoglobina é responsável pelo transporte de oxigênio no sangue e sua escassez traz repercussões no crescimento e desenvolvimento da criança, o que representa grande problema de saúde pública infantil. O ferro é fundamental para o metabolismo celular, influenciando no desenvolvimento mental e psicomotor na infância, atuando em funções imunológicas, endocrinológicas, bioquímicas e clínicas, diminuindo internações e mortalidade a longo prazo.

No Brasil, um estudo recente concluiu que uma entre cada três crianças apresentava anemia ferropriva (prevalência de 33%), e há estudos que estimam que a prevalência de anemia por deficiência de ferro possa chegar até a 60% da população mundial.

Quais as consequências?

Nas crianças, a presença de anemia é de grande relevância, sendo considerada um problema de saúde pública pelos efeitos danosos no desenvolvimento cognitivo e psicomotor, além de favorecer o aparecimento de infecções e contribuir como fator de risco para mortalidade infantil. Acarreta prejuízos na saúde, aumenta a chance do desenvolvimento de doenças, favorece o aparecimento de infecções (algumas com necessidade de internações hospitalares), contribui para o atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e, como atua na fisiologia celular, leva a um desequilíbrio em todo o organismo.

Para prevenirmos a anemia são fundamentais orientações pediátricas:

  • Incentivar o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e mantido até os dois anos de idade
  • Orientar a mãe sobre uma adequada nutrição materna e suplementação de ferro na lactação
  • Fazer uma dieta com ingestão de ferro, obtido através da ingesta principalmente de carnes vermelhas, aves e peixes.
  • Diminuir a ingestão de leite de vaca (principalmente nos menores de um ano de idade).

Além disso, é fundamental também a suplementação vitamínica que prescrevemos ao bebê, pois ela atua na prevenção da anemia.

O quadro clínico da deficiência de ferro pode ser gradual, insidioso e evolutivo. Muitas crianças podem ser assintomáticas, sendo diagnosticada esta condição apenas com a realização de exames laboratoriais. As manifestações podem ser leves até graves (principalmente se forem de aparecimento precoce, e se intensa e prolongada a perda de ferro), levando até a um atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, alterações comportamentais e de linguagem.

Quando há manifestações clínicas da deficiência de ferro, já podem ser instaladas consequências graves e duradouras. Sua deficiência deve ser prontamente reconhecida e tratada, uma vez que seus efeitos danosos podem impactar por toda a vida do indivíduo (há impacto negativo por décadas mesmo após o tratamento).

Dada a importância do ferro para o adequado crescimento e desenvolvimento, é fundamental o seguimento de puericultura de forma regular e adequada, com a realização de exames em momento oportuno, conforme preconizam as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria. O pediatra é o profissional capacitado para orientar as mães sobre a alimentação, prevenção de anemia, investigação com exames laboratoriais, e tratamento adequado da condição.

Relatora
Natália Tonon Domingues
Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Fonte: bit245 | depositphotos.com

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Restrições alimentares e seus riscos: anemias https://spsp.org.br/restricoes-alimentares-e-seus-riscos-anemias/ Wed, 28 Aug 2019 14:23:01 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2920 A anemia é muito frequente em crianças e adolescentes e tem como causa principal os déficits nutricionais. Atualmente, as dietas vegetarianas e veganas, assim como outras alternativas, têm se tornado mais habituais, especialmente na população mais jovem. Estima-se que 3% da população nos Estados Unidos seja vegetariana (sendo 8% dos adolescentes) e 1,5%, veganos. Vamos entender o que significa:Vegetarianos: não ingerem carnes em geral. Semi-vegetarianos: ingerem carne ocasionalmente (vermelha ou branca).Pescetarianismo ou piscitarianismo: peixes e mariscos estão incluídos na dieta. Enquanto os vegetarianos-pescetarianos consomem leite e ovos, os veganos-pescetarianos excluem esses alimentos da dieta.Ovolactovegetarianos: ovos, leite e produtos lácteos incluídos; sem nenhuma carne.Lactovegetarianos: leite e produtos lácteos incluídos na dieta, sem ovos ou carne.Macrobiótica: consomem grãos integrais, vegetais, legumes, algas marinhas e frutas cultivadas localmente. Nesse caso, carne branca ou peixe de carne branca são aceitos até duas vezes na semana.Veganos: sem nenhum produto de origem animal. Além da preocupação com a dieta, é uma ideologia que procura excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de “exploração e crueldade” para com os animais, tanto para consumo alimentar (ovos, leite e derivados, mel etc.) quanto de produtos de vestimenta, adorno, entre outros. As dietas restritivas podem satisfazer as necessidades nutricionais de crescimento e desenvolvimento, porém precisam ser planejadas com atenção Efeitos gerais na saúde Quanto mais restritiva for a dieta, maior o risco de inadequação alimentar. Os maiores riscos para a ingestão inadequada de nutrientes de uma dieta vegetariana ocorrem durante períodos de crescimento. As dietas vegetarianas estão associadas a menor incidência de obesidade, doença coronariana, hipertensão e diabetes tipo 2. Estudos sugerem que a dieta lactovegetariana tem menores riscos para a saúde do que a vegana, porém não existem dados conclusivos sobre os benefícios e ameaças para crianças e adolescentes. Há dificuldade em analisar os dados, pois se misturam com estilos de vida, maior atividade física e redução de tabagismo e alcoolismo. Atenção à deficiência de ferro e vitamina B12 As crianças que apresentam taxas de crescimento rápidas aumentam as necessidades de ferro, desenvolvendo problemas de falta desse mineral com ou sem anemia, com prevalência variável. As consequências da deficiência de ferro incluem desde comprometimento do desenvolvimento cognitivo e motor, da capacidade de concentração, problemas comportamentais, cansaço, até alterações cardíacas em situações extremas. As preocupações sobre o consumo do ferro para crianças vegetarianas são baseadas nas diferenças entre ferro heme (carne) e ferro não heme (vegetais).  Isso porque o ferro não heme possui absorção comprometida por outros componentes da dieta (chás, fibras, leites). A vitamina B12 (cobalamina) é encontrada apenas em alimentos de origem animal (carne, peixe, ovos e laticínios). Suas reservas são armazenadas principalmente no fígado e a sua deficiência acontece lentamente, o que justifica as manifestações clínicas pouco características iniciais. A deficiência de vitamina B12 se desenvolve em quatro a seis meses em bebês ou um a dois anos em adolescentes e adultos. Os veganos têm risco maior de deficiência de vitamina B12. A prescrição de medicamentos para a suplementação de ferro e vitamina B12 pode ser necessária nas dietas mais restritas. As dietas vegetarianas podem satisfazer as necessidades nutricionais de crescimento e desenvolvimento, porém precisam ser planejadas com atenção aos seguintes possíveis nutrientes limitantes: calorias (fonte de energia), proteínas, ferro, zinco, cálcio, vitamina D, vitamina B12 (cianocobalamina), ômega-3 de cadeia longa ácidos e fibra dietética. O risco de anemia é mais alto que nas dietas tradicionais. ___Relatora:Dra. Celia Martins CampanaroDepartamento Científico de Hematologia e Hemoterapia da SPSP. Publicado em 28/08/2019]]>

A anemia é muito frequente em crianças e adolescentes e tem como causa principal os déficits nutricionais. Atualmente, as dietas vegetarianas e veganas, assim como outras alternativas, têm se tornado mais habituais, especialmente na população mais jovem. Estima-se que 3% da população nos Estados Unidos seja vegetariana (sendo 8% dos adolescentes) e 1,5%, veganos.

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Vamos entender o que significa:
Vegetarianos: não ingerem carnes em geral.
Semi-vegetarianos: ingerem carne ocasionalmente (vermelha ou branca).
Pescetarianismo ou piscitarianismo: peixes e mariscos estão incluídos na dieta. Enquanto os vegetarianos-pescetarianos consomem leite e ovos, os veganos-pescetarianos excluem esses alimentos da dieta.
Ovolactovegetarianos: ovos, leite e produtos lácteos incluídos; sem nenhuma carne.
Lactovegetarianos: leite e produtos lácteos incluídos na dieta, sem ovos ou carne.
Macrobiótica: consomem grãos integrais, vegetais, legumes, algas marinhas e frutas cultivadas localmente. Nesse caso, carne branca ou peixe de carne branca são aceitos até duas vezes na semana.
Veganos: sem nenhum produto de origem animal. Além da preocupação com a dieta, é uma ideologia que procura excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de “exploração e crueldade” para com os animais, tanto para consumo alimentar (ovos, leite e derivados, mel etc.) quanto de produtos de vestimenta, adorno, entre outros.


As dietas restritivas podem satisfazer as necessidades nutricionais de crescimento e desenvolvimento, porém precisam ser planejadas com atenção


Efeitos gerais na saúde

Quanto mais restritiva for a dieta, maior o risco de inadequação alimentar. Os maiores riscos para a ingestão inadequada de nutrientes de uma dieta vegetariana ocorrem durante períodos de crescimento.

As dietas vegetarianas estão associadas a menor incidência de obesidade, doença coronariana, hipertensão e diabetes tipo 2. Estudos sugerem que a dieta lactovegetariana tem menores riscos para a saúde do que a vegana, porém não existem dados conclusivos sobre os benefícios e ameaças para crianças e adolescentes. Há dificuldade em analisar os dados, pois se misturam com estilos de vida, maior atividade física e redução de tabagismo e alcoolismo.

Atenção à deficiência de ferro e vitamina B12

As crianças que apresentam taxas de crescimento rápidas aumentam as necessidades de ferro, desenvolvendo problemas de falta desse mineral com ou sem anemia, com prevalência variável.

As consequências da deficiência de ferro incluem desde comprometimento do desenvolvimento cognitivo e motor, da capacidade de concentração, problemas comportamentais, cansaço, até alterações cardíacas em situações extremas. As preocupações sobre o consumo do ferro para crianças vegetarianas são baseadas nas diferenças entre ferro heme (carne) e ferro não heme (vegetais).  Isso porque o ferro não heme possui absorção comprometida por outros componentes da dieta (chás, fibras, leites).

A vitamina B12 (cobalamina) é encontrada apenas em alimentos de origem animal (carne, peixe, ovos e laticínios). Suas reservas são armazenadas principalmente no fígado e a sua deficiência acontece lentamente, o que justifica as manifestações clínicas pouco características iniciais. A deficiência de vitamina B12 se desenvolve em quatro a seis meses em bebês ou um a dois anos em adolescentes e adultos. Os veganos têm risco maior de deficiência de vitamina B12.

A prescrição de medicamentos para a suplementação de ferro e vitamina B12 pode ser necessária nas dietas mais restritas.

As dietas vegetarianas podem satisfazer as necessidades nutricionais de crescimento e desenvolvimento, porém precisam ser planejadas com atenção aos seguintes possíveis nutrientes limitantes: calorias (fonte de energia), proteínas, ferro, zinco, cálcio, vitamina D, vitamina B12 (cianocobalamina), ômega-3 de cadeia longa ácidos e fibra dietética. O risco de anemia é mais alto que nas dietas tradicionais.

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Relatora:
Dra. Celia Martins Campanaro
Departamento Científico de Hematologia e Hemoterapia da SPSP.

Publicado em 28/08/2019



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Momento Saúde: anemia https://spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-anemia/ Wed, 30 Aug 2017 18:30:28 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1925 Anemia: o que é? Qual a causa? A anemia ocorre quando há diminuição do número de glóbulos vermelhos ou da hemoglobina. A hemoglobina é uma proteína encontrada no interior dos glóbulos vermelhos e é responsável pelo transporte de oxigênio no organismo. Os valores de hemoglobina e glóbulos vermelhos são variáveis de acordo com a idade. Existem vários tipos de anemia, que pode ser adquirida ou hereditária. A causa mais frequente em crianças e adolescentes é a falta de ferro. Atinge pessoas de todas as idades, sendo os grupos mais vulneráveis as crianças até os 2 anos, adolescentes na fase de crescimento e gestantes. A falta de ferro ocorre principalmente como consequência de dietas inadequadas, com baixa ingestão de alimentos ricos em ferro; ou ainda na perda de sangue, doenças em que há dificuldade de absorção do ferro e nos períodos de crescimento acelerado. Sintomas, diagnóstico, tratamento Quais os sintomas da anemia? As manifestações clínicas encontradas na anemia são: vontade de comer alimentos e coisas diferentes (arroz cru, tijolo, terra); cansaço fácil; alterações da rotina do sono, como sonolência, agitação e irritabilidade; unhas fracas; queda de cabelos, dificuldade de concentração, baixo rendimento na escola e nas atividades físicas. Como se faz o diagnóstico? O diagnóstico é baseado na história clínica, exames físicos e laboratoriais, como hemograma e dosagens de ferro circulante e reservas (ferritina). Tratamento da anemia O tratamento da anemia visa corrigir a falta de ferro por meio de medicamentos à base de ferro, além de controlar e tratar a sua causa. O tempo de tratamento pode variar de 3 a 6 meses. Estes medicamentos levam ao escurecimento da cor das fezes; além de poder causar prisão de ventre e escurecimento dos dentes, que desaparece quando se suspende a medicação e se higieniza adequadamente. Não estragam a dentição. Prevenção: em quais alimentos encontro o ferro? Além da medicação, é importante a correção dos hábitos alimentares: ingerir carnes, frutas, verduras e legumes com frequência, obedecendo os horários das refeições, não exagerar na quantidade de leite e derivados e evitar guloseimas. A prevenção da deficiência de ferro tem início na gestação, com um pré-natal adequado e suplementação de ferro e ácido fólico. Uma boa assistência ao parto e ao recém-nascido, incentivo ao aleitamento materno, suplementação preventiva de ferro a partir do desmame, manutenção de dietas adequadas a cada faixa etária. O ferro é encontrado nas carnes de boi, frango, peixes; vísceras (fígado), ovos, feijão, folhas verde escuras. A absorção de ferro é melhor quando associada à ingestão de alimentos ricos em vitamina C, como frutas cítricas. A anemia por falta de ferro é um problema de saúde pública e deve ser combatida com a educação alimentar, boa assistência no pré-natal e manutenção ou tratamento até a correção das reservas de ferro no organismo.   ___ Relator: Departamento Científico de Hematologia e Hemoterapia da SPSP Publicado em 24/01/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

hematologiaAnemia: o que é? Qual a causa?

A anemia ocorre quando há diminuição do número de glóbulos vermelhos ou da hemoglobina. A hemoglobina é uma proteína encontrada no interior dos glóbulos vermelhos e é responsável pelo transporte de oxigênio no organismo. Os valores de hemoglobina e glóbulos vermelhos são variáveis de acordo com a idade.

Existem vários tipos de anemia, que pode ser adquirida ou hereditária. A causa mais frequente em crianças e adolescentes é a falta de ferro. Atinge pessoas de todas as idades, sendo os grupos mais vulneráveis as crianças até os 2 anos, adolescentes na fase de crescimento e gestantes.

A falta de ferro ocorre principalmente como consequência de dietas inadequadas, com baixa ingestão de alimentos ricos em ferro; ou ainda na perda de sangue, doenças em que há dificuldade de absorção do ferro e nos períodos de crescimento acelerado.

Sintomas, diagnóstico, tratamento

Quais os sintomas da anemia?
As manifestações clínicas encontradas na anemia são: vontade de comer alimentos e coisas diferentes (arroz cru, tijolo, terra); cansaço fácil; alterações da rotina do sono, como sonolência, agitação e irritabilidade; unhas fracas; queda de cabelos, dificuldade de concentração, baixo rendimento na escola e nas atividades físicas.

Como se faz o diagnóstico?
O diagnóstico é baseado na história clínica, exames físicos e laboratoriais, como hemograma e dosagens de ferro circulante e reservas (ferritina).

Tratamento da anemia
O tratamento da anemia visa corrigir a falta de ferro por meio de medicamentos à base de ferro, além de controlar e tratar a sua causa. O tempo de tratamento pode variar de 3 a 6 meses. Estes medicamentos levam ao escurecimento da cor das fezes; além de poder causar prisão de ventre e escurecimento dos dentes, que desaparece quando se suspende a medicação e se higieniza adequadamente. Não estragam a dentição.

Prevenção: em quais alimentos encontro o ferro?

Além da medicação, é importante a correção dos hábitos alimentares: ingerir carnes, frutas, verduras e legumes com frequência, obedecendo os horários das refeições, não exagerar na quantidade de leite e derivados e evitar guloseimas.

A prevenção da deficiência de ferro tem início na gestação, com um pré-natal adequado e suplementação de ferro e ácido fólico. Uma boa assistência ao parto e ao recém-nascido, incentivo ao aleitamento materno, suplementação preventiva de ferro a partir do desmame, manutenção de dietas adequadas a cada faixa etária. O ferro é encontrado nas carnes de boi, frango, peixes; vísceras (fígado), ovos, feijão, folhas verde escuras. A absorção de ferro é melhor quando associada à ingestão de alimentos ricos em vitamina C, como frutas cítricas.

A anemia por falta de ferro é um problema de saúde pública e deve ser combatida com a educação alimentar, boa assistência no pré-natal e manutenção ou tratamento até a correção das reservas de ferro no organismo.

qimono | Pixabay

 

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Relator:
Departamento Científico de Hematologia e Hemoterapia da SPSP

Publicado em 24/01/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Carência de ferro é a principal causa de anemia nas crianças https://spsp.org.br/carencia-de-ferro-e-a-principal-causa-de-anemia-nas-criancas-2/ Thu, 30 Jul 2015 11:39:47 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=950 A anemia ocorre quando a produção de glóbulos vermelhos diminui, deixando a concentração de hemoglobinas abaixo do normal. Esta importante proteína absorve e transporta oxigênio aos tecidos e sua baixa concentração compromete o bom funcionamento do organismo. O tipo de anemia que mais afeta as crianças é a ferropriva, de origem nutricional, decorrente da diminuição da ingestão de ferro dos alimentos. O vice-presidente do Departamento de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), Dr. Rubens Feferbaum, alerta que, além daquelas adquiridas, existem as hereditárias, de caráter genético, como a talassemia e a falciforme, que em alguns grupos étnicos possuem uma relativa frequência. Neste caso, o diagnóstico ocorre por meio do Teste do Pezinho. “É possível identificar a anemia que provém da carência de ferro por meio de sinais como a palidez e o rendimento escolar baixo. No entanto, a confirmação diagnóstica requer um hemograma, que indicará ao médico os verdadeiros indícios de sua gravidade”, explica. Feferbaum afirma que a prevenção é simples, com uma dieta equilibrada e que contenha alimentos ricos em ferro. “O leite materno é uma importante fonte desse e de outros nutrientes para os bebês, especialmente até os seis meses. Com a alimentação complementar introduzida à dieta da criança, é importante incluir itens como frutas, verduras e legumes, ricos em ácido fólico e vitamina B12, essenciais para evitar alguns tipos de anemia”, destaca o pediatra. O tratamento varia conforme a causa. No caso da ferropriva, são indicados suplementos à base de ferro, além de requerer orientações e acompanhamento de um pediatra. “É essencial que a criança receba orientação nutricional, a fim de alcançar uma dieta equilibrada com a quantidade de ferro adequada para suas necessidades”, explica Dr. Feferbaum. Já as anemias de caráter hereditário são tratadas pelo pediatra ou especialista (hematologista), necessitando de cuidados e tratamentos específicos. A anemia prolongada, de qualquer etiologia, compromete o crescimento e desenvolvimento cognitivo da criança. A sua detecção, correto diagnóstico e a terapêutica apropriada corrige este frequente problema das crianças. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 30/07/2015. photo credit: White77 | pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

kids-286834_640A anemia ocorre quando a produção de glóbulos vermelhos diminui, deixando a concentração de hemoglobinas abaixo do normal. Esta importante proteína absorve e transporta oxigênio aos tecidos e sua baixa concentração compromete o bom funcionamento do organismo. O tipo de anemia que mais afeta as crianças é a ferropriva, de origem nutricional, decorrente da diminuição da ingestão de ferro dos alimentos.

O vice-presidente do Departamento de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), Dr. Rubens Feferbaum, alerta que, além daquelas adquiridas, existem as hereditárias, de caráter genético, como a talassemia e a falciforme, que em alguns grupos étnicos possuem uma relativa frequência. Neste caso, o diagnóstico ocorre por meio do Teste do Pezinho. “É possível identificar a anemia que provém da carência de ferro por meio de sinais como a palidez e o rendimento escolar baixo. No entanto, a confirmação diagnóstica requer um hemograma, que indicará ao médico os verdadeiros indícios de sua gravidade”, explica.

Feferbaum afirma que a prevenção é simples, com uma dieta equilibrada e que contenha alimentos ricos em ferro. “O leite materno é uma importante fonte desse e de outros nutrientes para os bebês, especialmente até os seis meses. Com a alimentação complementar introduzida à dieta da criança, é importante incluir itens como frutas, verduras e legumes, ricos em ácido fólico e vitamina B12, essenciais para evitar alguns tipos de anemia”, destaca o pediatra.

O tratamento varia conforme a causa. No caso da ferropriva, são indicados suplementos à base de ferro, além de requerer orientações e acompanhamento de um pediatra. “É essencial que a criança receba orientação nutricional, a fim de alcançar uma dieta equilibrada com a quantidade de ferro adequada para suas necessidades”, explica Dr. Feferbaum.

Já as anemias de caráter hereditário são tratadas pelo pediatra ou especialista (hematologista), necessitando de cuidados e tratamentos específicos.

A anemia prolongada, de qualquer etiologia, compromete o crescimento e desenvolvimento cognitivo da criança. A sua detecção, correto diagnóstico e a terapêutica apropriada corrige este frequente problema das crianças.

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 30/07/2015.
photo credit: White77 | pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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O que é talassemia? https://spsp.org.br/o-que-e-talassemia/ Mon, 03 Feb 2014 02:40:33 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=450 Talassemia é a combinação das palavras gregas thalassa (mar) e haema (sangue) e se refere a um grupo de doenças hereditárias (transmitidas dos pais para os filhos através de genes) cuja manifestação principal é a anemia (diminuição da hemoglobina) e teve origem nos países do mar Mediterrâneo. A hemoglobina normal é formada por duas cadeias de globina chamadas alfa e duas cadeias de globina chamadas beta. O defeito genético altera a produção dessas globinas. Se o problema for na produção das cadeias alfa tem-se a talassemia alfa e se for na produção das cadeias beta tem-se a talassemia beta. Talassemia alfa A talassemia alfa tem quatro apresentações clínicas, conforme a alteração genética apresentada: portador silencioso (sem manifestações), traço alfa-talassemia (anemia leve), doença da hemoglobina H (anemia moderada a grave), hidropsia fetal (anemia muito grave e incompatível com a vida). O gene da talassemia alfa pode ser encontrado nos países do mar Mediterrâneo, Ásia e África e chegou ao Brasil através da imigração dos povos. O diagnóstico pode ser feito no exame do pezinho, pois aparece a Hemoglobina de Bart (só é encontrada no recém-nascido). Nas crianças maiores, o diagnóstico diferencial das formas de portador do gene (portador silencioso e traço alfa-talassemia = não são doentes) deve ser feito com a anemia ferropriva e a talassemia menor, sendo importante para fins de orientação familiar e diferenciar da anemia ferropriva, evitando o uso contínuo de medicações a base de ferro sem necessidade. O diagnóstico diferencial é feito com a coleta de hemograma, eletroforese de hemoglobina e avaliação do ferro do corpo. Talassemia beta A talassemia beta tem três apresentações clínicas, conforme a alteração genética apresentada: talassemia menor/traço beta-talassêmico (anemia leve), talassemia intermediária (anemia leve a grave, podendo necessitar transfusões de sangue esporadicamente), talassemia maior (anemia grave, necessitando transfusões de sangue a cada 2-4 semanas desde os primeiros meses de vida). O gene da talassemia beta é oriundo dos países do Mediterrâneo, Oriente Médio, Índia, Ásia central, sul da China, Extremo Oriente, norte da África e chegou ao Brasil através dos movimentos migratórios, principalmente com os italianos e gregos. O diagnóstico da talassemia menor não é possível de ser feito no exame do pezinho. Apesar de não ser doente, a pessoa com talassemia menor deve ser identificada para fins de orientação familiar e diferenciar da talassemia alfa e anemia ferropriva (evitando o uso contínuo de medicações a base de ferro sem necessidade). O diagnóstico diferencial é feito com hemograma, eletroforese de hemoglobina e avaliação do ferro do corpo. Links para consulta: Associação Brasileira de Talassemia (ABRASTA): http://www.abrasta.org.br/ Thalassemia International Federation (TIF): http://www.thalassaemia.org.cy/ ___ Relatora: Dra. Sandra Regina Loggetto Departamento Científico de Oncologia e Hematologia da SPSP Publicado no site da SPSP em 01/01/2014. photo credit: Robert Whitehead via photopin cc Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

medium_125710155Talassemia é a combinação das palavras gregas thalassa (mar) e haema (sangue) e se refere a um grupo de doenças hereditárias (transmitidas dos pais para os filhos através de genes) cuja manifestação principal é a anemia (diminuição da hemoglobina) e teve origem nos países do mar Mediterrâneo.

A hemoglobina normal é formada por duas cadeias de globina chamadas alfa e duas cadeias de globina chamadas beta. O defeito genético altera a produção dessas globinas. Se o problema for na produção das cadeias alfa tem-se a talassemia alfa e se for na produção das cadeias beta tem-se a talassemia beta.

Talassemia alfa
A talassemia alfa tem quatro apresentações clínicas, conforme a alteração genética apresentada:

  • portador silencioso (sem manifestações),
  • traço alfa-talassemia (anemia leve),
  • doença da hemoglobina H (anemia moderada a grave),
  • hidropsia fetal (anemia muito grave e incompatível com a vida).

O gene da talassemia alfa pode ser encontrado nos países do mar Mediterrâneo, Ásia e África e chegou ao Brasil através da imigração dos povos. O diagnóstico pode ser feito no exame do pezinho, pois aparece a Hemoglobina de Bart (só é encontrada no recém-nascido). Nas crianças maiores, o diagnóstico diferencial das formas de portador do gene (portador silencioso e traço alfa-talassemia = não são doentes) deve ser feito com a anemia ferropriva e a talassemia menor, sendo importante para fins de orientação familiar e diferenciar da anemia ferropriva, evitando o uso contínuo de medicações a base de ferro sem necessidade. O diagnóstico diferencial é feito com a coleta de hemograma, eletroforese de hemoglobina e avaliação do ferro do corpo.

Talassemia beta
A talassemia beta tem três apresentações clínicas, conforme a alteração genética apresentada:

  • talassemia menor/traço beta-talassêmico (anemia leve),
  • talassemia intermediária (anemia leve a grave, podendo necessitar transfusões de sangue esporadicamente),
  • talassemia maior (anemia grave, necessitando transfusões de sangue a cada 2-4 semanas desde os primeiros meses de vida).

O gene da talassemia beta é oriundo dos países do Mediterrâneo, Oriente Médio, Índia, Ásia central, sul da China, Extremo Oriente, norte da África e chegou ao Brasil através dos movimentos migratórios, principalmente com os italianos e gregos.

O diagnóstico da talassemia menor não é possível de ser feito no exame do pezinho. Apesar de não ser doente, a pessoa com talassemia menor deve ser identificada para fins de orientação familiar e diferenciar da talassemia alfa e anemia ferropriva (evitando o uso contínuo de medicações a base de ferro sem necessidade). O diagnóstico diferencial é feito com hemograma, eletroforese de hemoglobina e avaliação do ferro do corpo.

Links para consulta:
Associação Brasileira de Talassemia (ABRASTA): http://www.abrasta.org.br/
Thalassemia International Federation (TIF): http://www.thalassaemia.org.cy/

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Relatora:
Dra. Sandra Regina Loggetto
Departamento Científico de Oncologia e Hematologia da SPSP

Publicado no site da SPSP em 01/01/2014.
photo credit: Robert Whitehead via photopin cc

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Gestante estressada, bebês anêmicos https://spsp.org.br/gestante-estressada-bebes-anemicos-2/ Tue, 29 Oct 2013 17:00:11 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=284 Matéria do jornal Correio Braziliense cita estudo apresentado no encontro anual da Pediatric Academic Societies (PAS), realizado em abril de 2012, nos Estados Unidos, e publicado na revista Pediatrics de março de 2011. A pesquisa mostra que recém-nascidos de mães estressadas, durante o primeiro trimestre da gravidez, têm o risco de ter uma deficiência de ferro no organismo, o que pode levar a problemas físicos e mentais durante a infância. A carência de ferro nas crianças causa fadiga, falta de apetite, palidez da pele e das mucosas das pálpebras e da gengiva, dificuldade de aprendizagem e apatia. O ferro atua no desenvolvimento dos órgãos, especialmente o cérebro, e desempenha um papel importante nos processos metabólicos. A deficiência de ferro em bebês também pode estar relacionada ao tabagismo e à diabetes da gestante, ao parto prematuro e ao baixo peso no nascimento. FONTE: Correio Braziliense, 18 de maio de 2012 http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2012/05/18/interna_ciencia_saude,302965/gravidez-tensa-pode-levar-a-deficiencia-de-ferro-em-recem-nascidos.shtml Comentário: Dr. Paulo Roberto Pachi Presidente do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP. Sabemos que em gestantes expostas a privações (cuidados pré-natais insuficientes, alimentação deficiente) e estresse como, por exemplo, na situação de guerra, os níveis de ferritina (proteína que reflete a reserva de ferro de uma pessoa) no cordão umbilical foram menores do que nas mães do grupo que não vivenciou bombardeios. Na realidade, não sabemos se é só o estresse materno que causa essa redução do ferro, pois podem haver outros fatores concomitantes; além disso, ainda não temos certeza que esse nível baixo de ferritina na primeira etapa da gestação possa causar deficiência de ferro no filho. ___ Publicado no site da SPSP em 05/09/2012. photo credit: Wendy Longo photography via photopin cc Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

medium_2357618089Matéria do jornal Correio Braziliense cita estudo apresentado no encontro anual da Pediatric Academic Societies (PAS), realizado em abril de 2012, nos Estados Unidos, e publicado na revista Pediatrics de março de 2011. A pesquisa mostra que recém-nascidos de mães estressadas, durante o primeiro trimestre da gravidez, têm o risco de ter uma deficiência de ferro no organismo, o que pode levar a problemas físicos e mentais durante a infância. A carência de ferro nas crianças causa fadiga, falta de apetite, palidez da pele e das mucosas das pálpebras e da gengiva, dificuldade de aprendizagem e apatia. O ferro atua no desenvolvimento dos órgãos, especialmente o cérebro, e desempenha um papel importante nos processos metabólicos. A deficiência de ferro em bebês também pode estar relacionada ao tabagismo e à diabetes da gestante, ao parto prematuro e ao baixo peso no nascimento.

FONTE: Correio Braziliense, 18 de maio de 2012
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2012/05/18/interna_ciencia_saude,302965/gravidez-tensa-pode-levar-a-deficiencia-de-ferro-em-recem-nascidos.shtml

Comentário:
Dr. Paulo Roberto Pachi
Presidente do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP.

Sabemos que em gestantes expostas a privações (cuidados pré-natais insuficientes, alimentação deficiente) e estresse como, por exemplo, na situação de guerra, os níveis de ferritina (proteína que reflete a reserva de ferro de uma pessoa) no cordão umbilical foram menores do que nas mães do grupo que não vivenciou bombardeios.

Na realidade, não sabemos se é só o estresse materno que causa essa redução do ferro, pois podem haver outros fatores concomitantes; além disso, ainda não temos certeza que esse nível baixo de ferritina na primeira etapa da gestação possa causar deficiência de ferro no filho.

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Publicado no site da SPSP em 05/09/2012.
photo credit: Wendy Longo photography via photopin cc

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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