Amigos – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 24 Mar 2026 14:19:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Amigos – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Como dizer não sem passar vergonha https://spsp.org.br/como-dizer-nao-sem-passar-vergonha/ Thu, 19 Feb 2026 18:20:04 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55129 Você já fez algo só pra não ficar de fora? Entendo… Medo de ser zoado, de parecer fraco, de perder amigos… A pressão do grupo é comum, mas ceder não é obrigatório. Se você não]]>

Você já fez algo só pra não ficar de fora?

Entendo… Medo de ser zoado, de parecer fraco, de perder amigos…

A pressão do grupo é comum, mas ceder não é obrigatório. Se você não concorda com o que é proposto, não faça. Vergonha não é dizer não: é falar ou fazer algo só para agradar aos outros.

Dizer “não” é habilidade – e pode ser treinada. Vamos lá, então, para algumas dicas de como fazer sem “passar vergonha”!

Primeiro: você não precisa se explicar. Quanto menos justificativas, menos pressão. Responda diretamente:

“Tô fora.”

“Não curto.”

“Hoje não.”

“Vou passar.”

Se houver insistência, use a técnica do disco quebrado:

“Valeu, mas não quero.”
“Sério, não quero.”
“Já falei que não.”

Você pode usar saídas estratégicas, como colocar a culpa nos pais! Funciona bem!!!

“Meus pais são surtados com isso.”

“Se eu chegar com cheiro, tô morto.”

“Minha mãe rastreia meu celular.”

Isso vale também para mudanças de decisões. Se você topou fazer algo e percebe que está errado, que poderá causar problemas para você ou para outras pessoas, recue!

Não é pagar mico ou ser fraco. Pior do que mudar de ideia é fazer algo que você não queira ou não ache certo. Ser forte, ter personalidade, é saber sair de uma situação que não combina com você.

Lembre-se que você tem uma vida inteira pela frente. Dizer não, não afasta amigos: afasta problemas! Muitas coisas não serão proibidas pra sempre.
São arriscadas agora. Calma! Divirta-se sem “se fazer mal” e sem fazer mal aos outros!

De olho no vício

 

Relatora:

Tania Zamataro
Presidente do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Transtornos alimentares: um problema do século XXI? https://spsp.org.br/transtornos-alimentares-um-problema-do-seculo-xxi/ Mon, 02 Jun 2025 11:51:51 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=51598 Os transtornos alimentares existem há muito tempo, tendo sido descritos inicialmente na literatura religiosa, por volta do século V e na literatura médica, a partir de meados do século XIX]]>

Os transtornos alimentares existem há muito tempo, tendo sido descritos inicialmente na literatura religiosa, por volta do século V e na literatura médica, a partir de meados do século XIX. Atualmente, no entanto, percebe-se um aumento de diagnósticos, principalmente em adolescentes do sexo feminino, não sendo exclusivos de mulheres ou dessa faixa etária. Pode ocorrer por vários fatores, como predisposição pessoal, presença de transtornos psíquicos (como ansiedade ou depressão, por exemplo), relações familiares e suscetibilidade a fatores externos, como influência da mídia e pressão social. A pandemia da Covid-19 foi um acelerador para o aumento de casos, possivelmente pela ansiedade gerada com o isolamento social e as incertezas sobre o futuro, as mudanças de hábitos alimentares e de práticas esportivas, além do maior uso de redes sociais.

Fatores psíquicos e biológicos interagem entre si: a predisposição genética pode ser “acionada” por fatores como estresse emocional, baixa autoestima e pressão estética. A ideia de que só a magreza está associada à beleza, ao sucesso social e profissional, impacta fortemente a atual geração de adolescentes, aumentando sua vulnerabilidade aos transtornos alimentares.

Do ponto de vista da família, a forma como os responsáveis falam sobre comida, corpo e aparência pode ter grande impacto nas crianças e adolescentes. Comentários frequentes sobre dietas, peso, “corpos ideais ou perfeitos” ou críticas ao próprio corpo e ao corpo de outras pessoas podem, mesmo sem intenção, reforçar a ideia de que o valor de alguém está associado à aparência física.

Atualmente as redes sociais têm um papel significativo na construção da autoestima dos adolescentes. Plataformas como Instagram, TikTok e outras estão repletas de imagens de corpos magros, esculpidos, frequentemente editados por filtros ou manipulados digitalmente. Influenciadores digitais promovem rotinas alimentares rígidas, desafios de perda de peso e estilos de vida que nem sempre são saudáveis ou alcançáveis. Esse bombardeio constante pode levar os jovens a desenvolverem uma percepção distorcida de si mesmos, comparando-se com padrões estéticos inalcançáveis.

A validação por meio de curtidas e comentários também pode reforçar a ideia de que a aparência física é mais importante do que o bem-estar emocional e a saúde. Aplicativos para controle de calorias são de fácil acesso e extremamente perigosos quando utilizados sem o conhecimento das necessidades básicas individuais.

Durante a adolescência, a necessidade de aceitação por parte do grupo de amigos se torna especialmente importante. Comentários sobre peso ou aparência feitos por colegas, brincadeiras de mau gosto ou a exclusão social podem afetar profundamente a autoestima. Adolescentes podem adotar dietas extremas ou esconder comportamentos alimentares prejudiciais para se adequarem ao grupo ou evitar críticas. Não é incomum que em um grupo de amigos várias pessoas tenham comportamentos de risco para o desencadeamento de transtornos alimentares, como um pacto entre amigos, para controle de alimentação e de peso.

Por vezes não é fácil identificar um transtorno alimentar, mas existem sinais de alerta que os familiares devem observar:

  • Mudanças bruscas nos hábitos alimentares: recusa em comer certos grupos de alimentos, pular refeições ou adoção de dietas restritivas sem orientação médica. É preciso ficar atento quando adolescentes se tornam repentinamente saudáveis e passam a querer comer somente vegetais e proteínas, rejeitando carboidratos, bolos, bolachas, chocolates e balas de que sempre gostaram. Outro sinal que chama a atenção é a recusa em comer fora de casa ou aceitarem somente alimentos que eles próprios preparam.
  • Mudanças de comportamento alimentar, como querer comer sozinho, ir frequentemente ao banheiro logo após as refeições, demonstrar culpa ou arrependimento por ter comido.
  • Perda ou ganho de peso acentuado e rápido e preocupação excessiva com o corpo, peso ou calorias.
  • Autoimagem distorcida: percepção negativa do próprio corpo, mesmo estando dentro do peso considerado saudável. A mudança de vestimentas, como a procura por roupas largas que disfarcem as formas corporais também pode ser um indício da má relação com o corpo.
  • Prática excessiva de exercícios físicos, muitas vezes sem orientação e de forma exagerada. Familiares costumam ficar orgulhosos quando adolescentes sedentários passam a praticar atividades físicas, mas é preciso observar a frequência, duração e/ou intensidade, pois um sinal de alerta acende quando essa se torna compulsiva. Assim como a relação comida-exercício: se a pessoa comeu mais do que o habitual, precisa se exercitar ou se não fez exercício no dia, come menos. Essa relação compensatória não é saudável e pode ser um sinal de transtorno alimentar.

Como ajudar?

É preciso estimular a saúde emocional e física de adolescentes, através de um diálogo aberto e acolhedor, sem julgamentos, validando seus sentimentos e oferecendo apoio emocional constante. Deve-se evitar comentários sobre peso, dieta ou aparência, mantendo o foco na promoção de saúde e não em padrões estéticos. Além disso, é positivo estimular a prática de atividades que promovam bem-estar físico e emocional, como esportes, arte, música ou leitura — o mais importante é que o adolescente se sinta realizado e pertencente.

É impossível evitar o uso das redes sociais a partir de uma certa idade. Por isso é preciso fazer um trabalho preventivo, que estimule a maturidade e reduza os riscos.

O “Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares” foi instituído no dia 2 de junho. É importante que haja conversas que conscientizem sobre os conteúdos consumidos, questionem estereótipos e que estimulem o pensamento crítico sobre o que é visto online, combinadas de supervisão aos acessos e postagens do adolescente.

Caso percebam sinais de alerta que sugiram a possibilidade de um transtorno alimentar, familiares devem procurar ajuda profissional especializada no tema. Quanto antes for iniciado o tratamento, maiores são as chances de cura.

 

Relatora:
Andrea Hercowitz
Membro do Departamento de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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30 de julho – Dia Internacional da Amizade https://spsp.org.br/30-de-julho-dia-internacional-da-amizade/ Mon, 31 Jul 2023 19:49:53 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=38843 “Amigo é coisa para se guardarDebaixo de sete chavesDentro do coração” (Canção da América – Milton Nascimento) A amizade é um tesouro que descobrimos ao long]]>

“Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração” (Canção da América – Milton Nascimento)

 

A amizade é um tesouro que descobrimos ao longo da jornada da vida e sua importância já começa na infância.

A amizade na infância proporciona um ambiente seguro e estimulante, para que as crianças explorem o mundo ao seu redor. Ao interagir com seus pares, elas aprendem importantes habilidades sociais, como compartilhar, colaborar, negociar e resolver conflitos. Essas interações promovem o desenvolvimento da empatia, do respeito mútuo e da capacidade de compreensão sob diferentes perspectivas.

A amizade é um alicerce importante para o desenvolvimento da autoestima e da confiança das crianças. Ao se sentirem aceitas e valorizadas por seus amigos, elas ganham segurança para explorar suas próprias habilidades, expressar suas opiniões e serem autênticas. A amizade também estimula a autoexpressão e a criatividade, uma vez que as crianças se sentem encorajadas a compartilhar ideias e brincar de forma imaginativa juntas.

Os amigos são parceiros de aventuras e cúmplices nas descobertas do mundo. Através das brincadeiras em grupo, as crianças aprendem a trabalhar em equipe, a desenvolver habilidades de liderança e a lidar com situações desafiadoras. A amizade também promove a resiliência emocional, pois os amigos estão presentes para apoiar uns aos outros nos momentos difíceis, ajudando a superar obstáculos e enfrentar adversidades com mais confiança.

As amizades na infância são um fator crucial para o desenvolvimento da linguagem e do pensamento. Ao se envolverem em conversas e trocas de ideias com os amigos, as crianças expandem seu vocabulário, aprimoram suas habilidades de comunicação e aprendem a construir argumentos e defender seus pontos de vista. Também estimulam a curiosidade intelectual, já que as crianças compartilham conhecimentos, exploram interesses comuns e descobrem novas informações juntas.

A amizade desempenha um papel fundamental na formação da identidade e do bem-estar emocional das crianças. Através da interação com amigos, as crianças aprendem a se conhecer melhor, a compreender suas emoções e a desenvolver habilidades sociais que lhes permitirão estabelecer relacionamentos saudáveis ao longo da vida.

A amizade desempenha um papel importante no ambiente educacional. A presença de amigos na sala de aula cria um ambiente acolhedor e estimulante, onde as crianças se sentem mais motivadas a participar ativamente das atividades, compartilhar ideias, colaborar em projetos conjuntos e buscar soluções criativas para os desafios propostos.

A amizade também é um elemento-chave para a promoção de uma atmosfera de respeito e inclusão. Quando as crianças desenvolvem amizades diversificadas, aprendem a valorizar as diferenças, a aceitar a individualidade de cada um e a combater o preconceito e a exclusão. A presença de amigos verdadeiros contribui para a construção de uma comunidade escolar mais solidária e empática, onde todos se sentem pertencentes e valorizados.

A amizade precisa ser cuidada e cultivada, nutrida ao longo do tempo. A amizade verdadeira é construída com base na paciência, na compreensão e no perdão. É um tesouro valioso que requer cuidado e dedicação para se manter viva e florescer.

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Dia Internacional das Redes Sociais – uma carta aberta aos adolescentes https://spsp.org.br/dia-internacional-das-redes-sociais-uma-carta-aberta-aos-adolescentes/ Fri, 30 Jun 2023 12:17:55 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=38046 Você digita a mil por hora com um dedo, dois dedos, passa e rola a imagem, tic toc, tic, tac. Suas mensagens são rápidas, em toques velozes, quase sem tocar a tela]]>

Você digita a mil por hora com um dedo, dois dedos, passa e rola a imagem, tic toc, tic, tac. Suas mensagens são rápidas, em toques velozes, quase sem tocar a tela. Você passa o dia ouvindo áudios, conversando, jogando. Vive na nuvem – e se perde nas nuvens. Talvez você não tenha ideia, mas há muito pouco tempo, toda mensagem era na forma de bilhetes, cartas escritas à mão. O telefone servia para conversar e não para telemarketing. O celular não existia, os jogos eram de cartas e dados. Mas você nasceu na geração internética ou internáutica. Aprendeu a escrever no iPad e fazer contas de matemática nos jogos de computador. Você escuta seus áudios em velocidade 2x para não perder tempo.

A rede de amigos é muito maior que a do grupo da escola. A sua rede alcança o mundo e, com eles, você se conecta à velocidade 5G. E quando a velocidade não te alcança, a culpa é de um wifi sem capacidade, sem possibilidade de manter um jogo decente sem cair.

Você usa seu celular para tudo e ele quase faz parte do seu corpo. Usa-o para a resposta da pergunta do professor, para o seu caminho ser mais rápido e para a sua foto ser harmonizada com a sua vontade.

Mas estamos aqui conversando tudo isto (sim, já sei que você não lê textos longos, mas a diretora me mandou escrever com 2000 palavras e você vai me perdoar) simplesmente porque dia 30 de junho é o Dia Internacional da Rede Social.

Bom, tem dia para tudo, não é mesmo? Então, por que não o dia em que eu comemoro a possibilidade de usar uma rede para saber tudo o que seus amigos estão fazendo a todo momento? Temos a rede para postar fotos, a rede dos vídeos e a do seu canal do YT. E apesar de tímido(a), você não deixa de olhar todas as dancinhas da moda e até a adolescente que canta besteiras no show. Pensando bem, sem rede de apoio, sem uma rede de amigos virtuais, sem você saber “qual a última da Taylor”, o último batidão e o último meme do seu time (que sempre perde), você se sente perdido(a).

Será que você já pensou que seus pais se ressentem de você conversar pouco com eles? (E você sabe que já falou tudo com seus amigos…). Seus pais devem viver contando como era no tempo deles e não faz tanto tempo assim. Mas pensa: eles viram a miniaturização do computador, a invenção do celular, da internet, da TV a cabo, do streaming, do carro elétrico e tanto mais. Você já nasceu na rede social.

Vamos te contar um pouco da história das redes sociais. A primeira rede social do mundo foi a SixDegrees, lançada em 1997, que permitia que os usuários criassem perfis, fizessem amigos e se conectassem com outras pessoas. Saiu do mercado em 2001.

Em 2002, o Friendster foi lançado e se tornou popular em países como Filipinas, Malásia e Cingapura. No mesmo ano, foi criado o Fotolog, que permitia que os usuários compartilhassem fotos e interagissem por meio de comentários. Entretanto, foi o lançamento do MySpace, em 2003, que realmente revolucionou a rede social. O MySpace permitiu que os usuários personalizassem seus perfis, compartilhassem músicas e se conectassem com amigos. A plataforma tornou-se rapidamente muito popular, com milhões de usuários em todo o mundo.

O Orkut, plataforma vinculada ao Google, surgiu em 2004, tornando-se uma das redes sociais mais populares do mundo durante seu auge, com mais de 300 milhões de usuários em todo o planeta. Sua concentração inicial era no público norte-americano, mas rapidamente adquiriu popularidade no Brasil e na Índia, tornando-se a principal rede social para muitos usuários nesses países. Os usuários podiam criar perfis, adicionar amigos, enviar mensagens, compartilhar imagens e participar de comunidades temáticas

Por concorrência com a nova rede Facebook, de Zuckerberg, em 2014 foi totalmente desativada. Em 2004, Mark Zuckerberg e seus colegas de quarto em Harvard criaram o Facebook. Restrito no início apenas a estudantes universitários, rapidamente se espalhou para outras instituições de ensino e, mais tarde, para o público em geral, tornando-se a maior rede social do mundo.

Em 2006, o Twitter foi lançado, introduzindo o conceito de mensagens curtas, (os “tweets”). Ganhou popularidade como uma plataforma de microblogging, permitindo que os usuários compartilhassem pensamentos e notícias em tempo real.

Outra rede social icônica é o LinkedIn, fundada em 2003 e lançada em 2004, que se concentra em conectar profissionais e estabelecer contatos comerciais.

O Instagram, plataforma que permite compartilhar fotos e vídeos, foi lançada em 6 de outubro de 2010. Seu desenvolvimento foi bastante rápido, levando apenas oito semanas antes de ser lançado no sistema operacional móvel da Apple. Em menos de dois anos, em abril de 2012, o Facebook adquiriu o Instagram por US$ 1 bilhão, em dinheiro e ações.

Desde então, o Instagram cresceu em popularidade e se tornou uma das maiores plataformas de mídia social do mundo, com milhões de usuários ativos diariamente.

O YouTube foi fundado em fevereiro de 2005 por três ex-funcionários do PayPal: com o objetivo de permitir que os usuários compartilhassem vídeos on-line. Com sua popularização, tornou-se uma plataforma para os criadores de conteúdo ganharem dinheiro por meio de anúncios e parcerias com marcas, além de auxiliar artistas, músicos e influenciadores digitais a alcançar um público global.

O TikTok foi lançado em setembro de 2016 pela empresa chinesa ByteDance. Em 2017, o aplicativo foi lançado globalmente como uma plataforma de compartilhamento de vídeos curtos, ganhando popularidade rapidamente, especialmente entre os jovens.

Uma das características distintivas do TikTok é seu algoritmo de recomendação, que exibe vídeos personalizados para cada usuário com base em suas preferências e comportamento de visualização.

Outras redes sociais populares que surgiram ao longo dos anos incluem Snapchat, Pinterest e muitas outras.

Todos conhecem bem os benefícios que se tem com as redes sociais. Viajar pelo mundo através da internet, conhecer e reencontrar pessoas, o trabalho home office, ensino remoto, cursos, entretenimentos, pesquisas, respostas imediatas a qualquer tipo de questionamento. E ainda temos a AI (inteligência artificial), que nos faz sonhar em resolver problemas só conversando com as máquinas)!

Recentemente, com a pandemia da Covid-19, a rede social foi a forma de encontro entre pais, filhos e avós, permitindo que participássemos de eventos, aniversários, diminuindo a distância e a saudade imposta pelo momento.

Mas como nem tudo são benefícios, existem alguns prejuízos que você não pode deixar passar despercebidos, como a falta do contato físico: o beijo, o abraço, o aconchego.

O isolamento dos adolescentes em seus quartos, no seu mundinho, faz com que os pais não tenham acesso ao que é visto, deixando-os mais exposto às notícias falsas (fake news), uso inadequado da imagem, uso e abuso da sexualidade, bullying, cyberbullying (abuso) e até ao estupro virtual.

Você que acha que não vive fora da tela, longe de seu celular, lembre sempre dos problemas de saúde pelo abuso do uso da internet, como a dependência das telas, levando a problemas do sono, irritabilidade, ansiedade, depressão, transtornos alimentares, sedentarismo (falta de atividade física), sobrepeso, obesidade, alteração de colesterol, triglicérides e problemas visuais.

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o menor número de horas de tela possível: tolerância zero para crianças de zero a 2 anos; apenas 1 hora para crianças de 2 a 5 anos; 2 horas para crianças de 5 a 10 anos e 3 horas para adolescentes de 10 a 18 anos. Lembrar que quando se fala em telas, significa celular, computadores, tablets, televisão, videogame. Seu uso deve ser dividido entre estudo e trabalhos escolares e o lazer.

De alguma forma os familiares têm de ter algum controle e os sites visitados têm que ser vistos pelos pais, até mesmo para orientação do conteúdo visitado e bloqueio de sites inadequados para a idade.

Bem, agora você já sabe que é membro de uma rede mundial, e mesmo que muito atrativa, não é seu mundo total. Que tal fazer uma reflexão após tudo isso que acabou de ler?

Com um click você conhece o mundo, pessoas, coisas que nunca imaginou, mas já parou para se olhar? Você se conhece bem? Conhece as pessoas que mais ama e convivem com você?

Quantas vezes você está triste e posta como se fosse a pessoa mais feliz do mundo? Pra quê? Por quê? Você seguramente não é a única pessoa que faz isto.

Seja você mesmo(a), “se aceite” com seus erros e acertos, abrace, beije, ame, seja feliz!

Existe todo um mundo real a ser descoberto, tocado e sentido. Uma rede real de amigos e familiares que aguardam ansiosamente por ter você mais presente.

 

Relatores:

Mauro Fisberg
Coordenador do CENDA (Centro de Excelência em Nutrição e Dificuldades Alimentares do Instituto PENSI, FJLES, Sabará Hospital Infantil)
Professor Associado Doutor do Setor de Medicina do Adolescente, Pediatria, Escola Paulista de Medicina UNIFESP
Membro do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Maíra Pieri Ribeiro
Coordenadora e fundadora do Ambulatório de Hebiatria da PUC Campinas Professora de Pediatria da Faculdade São Leopoldo Mandic (SP)
Membro do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Elisiane Elias Mendes Machado
Coordenadora da Saúde da Criança e do Adolescente de Osasco (SP)
Vice-Presidente do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia da celebração do brincar https://spsp.org.br/dia-da-celebracao-do-brincar/ Mon, 29 May 2023 19:20:16 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=37605 Brincar é a atividade fundamental de todas as crianças. Para que ela aconteça, nem sequer é preciso um brinquedo: basta se entreter ou se distrair com algum objeto ou com qualquer atividade. É]]>

Brincar é a atividade fundamental de todas as crianças. Para que ela aconteça, nem sequer é preciso um brinquedo: basta se entreter ou se distrair com algum objeto ou com qualquer atividade. É esse ato simples o que se celebra no dia 28 de maio, Dia Internacional do Brincar.

Sempre é ocasião para destacar a importância da brincadeira, algo tão presente e incorporado na vida de todos nós. É através dela que as crianças descobrem o mundo e se inserem no contexto cultural do lugar onde vivem.

Correr, conversar, interagir com os outros, explorar um brinquedo ou objeto, andar de bicicleta, jogar um jogo… existem muitas formas de brincar. Com elas podemos estimular várias funções importantes para o desenvolvimento das crianças: a inteligência, a memória, a habilidade manual e motora, a visão, a socialização e tantas outras. Brincar também pode deixar as pessoas mais felizes, fazer com que elas deem risadas e se divirtam umas com as outras, uma ótima promoção da saúde mental para todos.

Através das brincadeiras, podemos entender melhor as crianças, procurar saber o que estão pensando e o que estão querendo, nos relacionar com elas e analisar se está tudo bem ou não. Uma criança que não brinca chama a atenção, e é preciso ter um olhar atento para sua situação.

Atualmente, as crianças têm muito acesso a dispositivos eletrônicos portáteis e a vários programas de televisão. Acessá-los ou vê-los pode ser uma maneira de brincar, mas é fundamental evitar exageros. Ao ficar muito tempo diante das telas, as crianças acabam deixando de correr, de interagir, jogar com amigos, e isso pode prejudicar muito seu desenvolvimento. Assim como elas, vemos muitos adultos deixando de brincar ou de interagir com seus filhos ou com os demais, porque também estão alheios ao que se passa ao seu redor e fixados na tela de um celular.

É importante sair mais, interagir com os outros, ir a parques, encontrar amigos, reunir-se com a família, fazer esportes! Ao fazermos isso, estamos criando oportunidades de encontro e abrindo portas para as mais variadas brincadeiras. Vamos todos promover o brincar, com menos tempo de telas e mais tempo de interação entre todos nós, crianças e adultos!

 

Relator:
Luiz Guilherme Florence
Núcleo de Estudos de Desenvolvimento e Aprendizagem da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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