Amamentar – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 06 Mar 2024 16:11:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Amamentar – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Juntos pela amamentação: Agosto Dourado https://spsp.org.br/juntos-pela-amamentacao-agosto-dourado-2/ Thu, 01 Aug 2019 14:45:31 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2884 A amamentação foi um dos primeiros temas a serem selecionados para fazer parte das campanhas mensais da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). O coordenador das Campanhas da SPSP, Claudio Barsanti, lembra que, dentre tantos assuntos importantes, definir apenas doze temas – um para cada mês do ano – foi um grande desafio. “Certamente o aleitamento materno não poderia ficar de fora, tendo em vista os inúmeros benefícios da amamentação, não somente na primeira fase da vida, mas também na saúde futura. Hoje sabemos que muitas doenças crônicas, alergias ou alterações orgânicas podem ser evitadas ou terem os riscos reduzidos graças ao ato de amamentar”, ressalta Barsanti. “Embora exista a possibilidade de uma alimentação que não seja o leite materno, esta escolha deve ser sempre exceção. A regra é a amamentação que, entre outras vantagens, cria um elo de amor entre a mãe e o bebê”, acrescenta o coordenador. A Organização Mundial da Saúde traçou como meta alcançar o ano de 2025 com pelo menos 50% de aleitamento exclusivo até os seis meses de vida. Certamente a campanha da SPSP abraça esse propósito e visa, inclusive, contribuir para que essa meta seja superada. Aleitamento materno no Brasil “Em 2017, a Revista de Saúde Pública divulgou um artigo sobre a tendência de indicadores do aleitamento materno no Brasil em três décadas. A publicação reuniu os últimos dados disponíveis dos inquéritos nacionais sobre o aleitamento materno que datam 1986, 1996, 2006 e 2013. As conclusões do estudo apontaram uma tendência ascendente nos indicadores de aleitamento materno no País até 2006, com estabilização a partir dessa data. O resultado pode ser considerado um alerta para que novas estratégias sejam traçadas e os indicadores de aleitamento materno se mantenham em uma linha ascendente”, relata Moises Chencinski, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SPSP. Uma pesquisa nacional sobre alimentação, intitulada Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), está sendo realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro e a Universidade Federal Fluminense, e conta com a parceria de dezenas de outras universidades e instituições públicas de todo o Brasil. “O ENANI é uma pesquisa científica para avaliar crianças menores de cinco anos quanto as práticas de aleitamento materno, de consumo alimentar, do estado nutricional e as deficiências de micronutrientes. Serão visitados os domicílios de famílias em todas as regiões do Brasil, incluindo as zonas rural e urbana. Os resultados dessa pesquisa provavelmente estarão concluídos em 2020”, informa Chencinski. Aleitamento materno no mundo Anualmente, a WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) define o slogan da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM). A iniciativa tem o intuito de sensibilizar e mobilizar a população mundial em relação aos diversos assuntos relacionados ao aleitamento materno, bem como criar desafios e propostas. A campanha Agosto Dourado da SPSP procura alinhar sua programação com o conteúdo escolhido para a SMAM. Moises Chencinski ressalta que a SMAM vem sendo realizada desde 1992 e, ao longo desses anos, tem abordado importantes assuntos, tais como maternidade, paternidade, questões trabalhistas, redes de apoio a amamentação, entre muitos outros. “Cada tema definido para a SMAM é disseminado para todo o mundo e cada país o traduz para o seu idioma e reenvia para a instituição organizadora, a fim de que todos possam trabalhar de forma conjunta. Em 2019, o foco será a proteção social parental equitativa em todas as suas formas para ajudar as mulheres a amamentar de forma mais exitosa”, explica o pediatra. Acompanhando o tema proposto, a campanha da SPSP irá abordar o respeito ao trabalho da mulher e a equidade de gêneros considerando melhores condições salariais, de modo que as mulheres possam contribuir de forma mais dinâmica na vida financeira da família, permitindo ao pai que participe mais nos cuidados da criança e da casa. A campanha visa abranger tanto profissionais da saúde quanto a sociedade em geral. “Para o primeiro público faremos encontros, reuniões e jornadas específicas sobre o tema, discutindo aspectos fisiológicos, naturais e legais relacionados à amamentação. Para a população em geral, faremos divulgações através da imprensa e outras atividades que estão sendo planejadas, inclusive com participação dos médicos para orientação e esclarecimento”, adianta Claudio Barsanti.]]>

A amamentação foi um dos primeiros temas a serem selecionados para fazer parte das campanhas mensais da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). O coordenador das Campanhas da SPSP, Claudio Barsanti, lembra que, dentre tantos assuntos importantes, definir apenas doze temas – um para cada mês do ano – foi um grande desafio. “Certamente o aleitamento materno não poderia ficar de fora, tendo em vista os inúmeros benefícios da amamentação, não somente na primeira fase da vida, mas também na saúde futura. Hoje sabemos que muitas doenças crônicas, alergias ou alterações orgânicas podem ser evitadas ou terem os riscos reduzidos graças ao ato de amamentar”, ressalta Barsanti. “Embora exista a possibilidade de uma alimentação que não seja o leite materno, esta escolha deve ser sempre exceção. A regra é a amamentação que, entre outras vantagens, cria um elo de amor entre a mãe e o bebê”, acrescenta o coordenador.

agosto dourado

A Organização Mundial da Saúde traçou como meta alcançar o ano de 2025 com pelo menos 50% de aleitamento exclusivo até os seis meses de vida. Certamente a campanha da SPSP abraça esse propósito e visa, inclusive, contribuir para que essa meta seja superada.

Aleitamento materno no Brasil

“Em 2017, a Revista de Saúde Pública divulgou um artigo sobre a tendência de indicadores do aleitamento materno no Brasil em três décadas. A publicação reuniu os últimos dados disponíveis dos inquéritos nacionais sobre o aleitamento materno que datam 1986, 1996, 2006 e 2013. As conclusões do estudo apontaram uma tendência ascendente nos indicadores de aleitamento materno no País até 2006, com estabilização a partir dessa data. O resultado pode ser considerado um alerta para que novas estratégias sejam traçadas e os indicadores de aleitamento materno se mantenham em uma linha ascendente”, relata Moises Chencinski, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SPSP.

Uma pesquisa nacional sobre alimentação, intitulada Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), está sendo realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro e a Universidade Federal Fluminense, e conta com a parceria de dezenas de outras universidades e instituições públicas de todo o Brasil. “O ENANI é uma pesquisa científica para avaliar crianças menores de cinco anos quanto as práticas de aleitamento materno, de consumo alimentar, do estado nutricional e as deficiências de micronutrientes. Serão visitados os domicílios de famílias em todas as regiões do Brasil, incluindo as zonas rural e urbana. Os resultados dessa pesquisa provavelmente estarão concluídos em 2020”, informa Chencinski.

Aleitamento materno no mundo

Anualmente, a WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) define o slogan da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM). A iniciativa tem o intuito de sensibilizar e mobilizar a população mundial em relação aos diversos assuntos relacionados ao aleitamento materno, bem como criar desafios e propostas. A campanha Agosto Dourado da SPSP procura alinhar sua programação com o conteúdo escolhido para a SMAM.

Moises Chencinski ressalta que a SMAM vem sendo realizada desde 1992 e, ao longo desses anos, tem abordado importantes assuntos, tais como maternidade, paternidade, questões trabalhistas, redes de apoio a amamentação, entre muitos outros. “Cada tema definido para a SMAM é disseminado para todo o mundo e cada país o traduz para o seu idioma e reenvia para a instituição organizadora, a fim de que todos possam trabalhar de forma conjunta. Em 2019, o foco será a proteção social parental equitativa em todas as suas formas para ajudar as mulheres a amamentar de forma mais exitosa”, explica o pediatra.

Acompanhando o tema proposto, a campanha da SPSP irá abordar o respeito ao trabalho da mulher e a equidade de gêneros considerando melhores condições salariais, de modo que as mulheres possam contribuir de forma mais dinâmica na vida financeira da família, permitindo ao pai que participe mais nos cuidados da criança e da casa.

A campanha visa abranger tanto profissionais da saúde quanto a sociedade em geral. “Para o primeiro público faremos encontros, reuniões e jornadas específicas sobre o tema, discutindo aspectos fisiológicos, naturais e legais relacionados à amamentação. Para a população em geral, faremos divulgações através da imprensa e outras atividades que estão sendo planejadas, inclusive com participação dos médicos para orientação e esclarecimento”, adianta Claudio Barsanti.

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Generosidade tem nome: doação de leite https://spsp.org.br/generosidade-tem-nome-doacao-de-leite/ Fri, 17 May 2019 18:57:05 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2577 A doação de leite é um gesto simples de generosidade que pode ajudar crianças prematuras O brasileiro é generoso. Basta chegar o frio e lá vai ele doar roupas e cobertores para quem não conhece, mas sabe que precisa. Chega notícia de uma catástrofe e ele coleta água, alimentos não perecíveis e encaminha aos necessitados. Então, o que falta para que essa generosidade se estenda aos prematuros? O Brasil tem a maior rede de bancos de leite humano (rBLH) do mundo e até exporta tecnologia para mais de 30 países. Mas você sabia que falta leite em nossos estoques no País todo? São Paulo é o estado com a maior concentração de Bancos de Leite Humano (59 unidades). Nos últimos 10 anos, apesar de termos um aumento de volume de leite humano coletado e de 16% no número de doadoras, a oferta foi menor do que a necessidade dos prematuros em nosso Estado (60.000 bebês/ano). Os estoques de leite humano se mantêm baixos, principalmente em época de férias. O trabalho das equipes dos bancos de leite é árduo e não para nunca: eles capacitam os profissionais, sensibilizam os gestores hospitalares, precisam do apoio da rede básica de atenção à saúde e colaboram com o cumprimento das leis de proteção ao aleitamento materno, surgindo como política pública de saúde, com necessidade de investimento para ampliação e manutenção da Rede de Bancos de Leite Humano. Vale sempre lembrar que o leite em excesso que uma mãe tem ou é “jogado fora” (ai que dó!) ou, se ficar parado nas mamas, pode levar a ingurgitamento mamário (leite empedrado), ducto bloqueado, mastite e abscesso mamário (ai que dor!), correndo risco até de desmame precoce. A informação sobre doação de leite precisa ser divulgada, começando no pré-natal, passando por uma consulta com o pediatra a partir da 32° semana de gestação, nas maternidades, quando o bebê nasce, junto com a adequada orientação da mamada. Depois, nas consultas de puericultura (acompanhamento do bebê saudável) nos consultórios e nas unidades de saúde, os profissionais devem orientar sobre a importância da doação. Acompanhe o raciocínio e veja se isso não aconteceu com você ou alguém que você conhece: Uma mulher trabalhadora que amamenta vai voltar ao trabalho (não importa se aos 2, 3, 4 ou 6 meses após o parto). Aí ela é orientada a retirar seu leite para deixar em casa (12 horas na geladeira e/ou 15 horas congelado). Ela está ansiosa, não tem orientação adequada. Vai à internet, às redes sociais, ao Google e lê ou vê vídeos sobre como fazer. Ela tenta. E… sai muito pouco, ou não sai. Resultado? 1. Ansiedade, tristeza, desânimo. Ela acha que não vai ter leite suficiente para deixar para seu bebê; 2. Ela não quer nem imaginar que seu bebê possa passar fome; 3. Sem apoio e sem orientação, ela oferece, com muita dor no coração, até mesmo antes da volta ao trabalho, mamadeira com fórmula infantil (que é leite de vaca ou cabra). Vamos analisar outra situação: Uma mulher trabalhadora que amamenta recebe informações sobre doação de leite e apoio desde o pré-natal. Na maternidade é orientada sobre como retirar o seu leite, nas consultas de Puericultura ela tira suas dúvidas sobre a doação e é preparada até pelo banco de leite (que trabalha de portas abertas, recebendo mulheres para esclarecimentos). Ela entendeu que a doação é do excesso de leite, após amamentar seu filho, e muitos bancos de leite vão até a sua casa, orientam, avaliam e buscam, periodicamente, o leite que foi armazenado. Quinze dias antes dessa mulher-mãe voltar ao trabalho, sabendo a técnica adequada, tendo a certeza de que ela tem leite para seu filho e ainda para doação (de qualquer quantidade de leite que seja), recebendo informação e apoio, ao invés de doar o leite para o BLH ela passa a reservar para seu filho. Em qual dessas situações parece mais provável que a amamentação possa se manter exclusiva até o sexto mês, com a mãe saindo para trabalhar mais segura e mais confiante? Então vamos celebrar o dia 19 de maio, Dia Mundial da Doação de Leite Humano, como mais um ato de brasileiros que têm a generosidade no seu sangue e no seu leite. Para se tornar doadora é muito simples. Se a mulher é saudável, se está amamentando seu bebê e sobra leite nas mamas, ao invés de desprezar o excedente, pode seguir as normas higiênico-sanitárias para coleta de leite humano: • usar um recipiente de vidro esterilizado, • armazenar em congelador por até 15 dias, • ligar para o banco de leite humano mais próximo de sua residência. A lista completa dos BLH do Brasil está no site www.rblh.fiocruz.br junto com orientações para coleta. Vamos repetir como um mantra o tema deste ano: DOE LEITE MATERNO. ALIMENTE A VIDA! ___ Relatores: Dra. Andrea Penha Spinola Fernandes Dr. Moises Chencinski Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A doação de leite é um gesto simples de generosidade que pode ajudar crianças prematuras

O brasileiro é generoso. Basta chegar o frio e lá vai ele doar roupas e cobertores para quem não conhece, mas sabe que precisa. Chega notícia de uma catástrofe e ele coleta água, alimentos não perecíveis e encaminha aos necessitados. Então, o que falta para que essa generosidade se estenda aos prematuros?

O Brasil tem a maior rede de bancos de leite humano (rBLH) do mundo e até exporta tecnologia para mais de 30 países. Mas você sabia que falta leite em nossos estoques no País todo?

São Paulo é o estado com a maior concentração de Bancos de Leite Humano (59 unidades). Nos últimos 10 anos, apesar de termos um aumento de volume de leite humano coletado e de 16% no número de doadoras, a oferta foi menor do que a necessidade dos prematuros em nosso Estado (60.000 bebês/ano). Os estoques de leite humano se mantêm baixos, principalmente em época de férias.

HollyGirl18 | Pixabay

O trabalho das equipes dos bancos de leite é árduo e não para nunca: eles capacitam os profissionais, sensibilizam os gestores hospitalares, precisam do apoio da rede básica de atenção à saúde e colaboram com o cumprimento das leis de proteção ao aleitamento materno, surgindo como política pública de saúde, com necessidade de investimento para ampliação e manutenção da Rede de Bancos de Leite Humano.

Vale sempre lembrar que o leite em excesso que uma mãe tem ou é “jogado fora” (ai que dó!) ou, se ficar parado nas mamas, pode levar a ingurgitamento mamário (leite empedrado), ducto bloqueado, mastite e abscesso mamário (ai que dor!), correndo risco até de desmame precoce.

A informação sobre doação de leite precisa ser divulgada, começando no pré-natal, passando por uma consulta com o pediatra a partir da 32° semana de gestação, nas maternidades, quando o bebê nasce, junto com a adequada orientação da mamada. Depois, nas consultas de puericultura (acompanhamento do bebê saudável) nos consultórios e nas unidades de saúde, os profissionais devem orientar sobre a importância da doação.

Acompanhe o raciocínio e veja se isso não aconteceu com você ou alguém que você conhece:
Uma mulher trabalhadora que amamenta vai voltar ao trabalho (não importa se aos 2, 3, 4 ou 6 meses após o parto). Aí ela é orientada a retirar seu leite para deixar em casa (12 horas na geladeira e/ou 15 horas congelado). Ela está ansiosa, não tem orientação adequada. Vai à internet, às redes sociais, ao Google e lê ou vê vídeos sobre como fazer. Ela tenta. E… sai muito pouco, ou não sai.
Resultado?
1. Ansiedade, tristeza, desânimo. Ela acha que não vai ter leite suficiente para deixar para seu bebê;
2. Ela não quer nem imaginar que seu bebê possa passar fome;
3. Sem apoio e sem orientação, ela oferece, com muita dor no coração, até mesmo antes da volta ao trabalho, mamadeira com fórmula infantil (que é leite de vaca ou cabra).

Vamos analisar outra situação:
Uma mulher trabalhadora que amamenta recebe informações sobre doação de leite e apoio desde o pré-natal. Na maternidade é orientada sobre como retirar o seu leite, nas consultas de Puericultura ela tira suas dúvidas sobre a doação e é preparada até pelo banco de leite (que trabalha de portas abertas, recebendo mulheres para esclarecimentos). Ela entendeu que a doação é do excesso de leite, após amamentar seu filho, e muitos bancos de leite vão até a sua casa, orientam, avaliam e buscam, periodicamente, o leite que foi armazenado.

Quinze dias antes dessa mulher-mãe voltar ao trabalho, sabendo a técnica adequada, tendo a certeza de que ela tem leite para seu filho e ainda para doação (de qualquer quantidade de leite que seja), recebendo informação e apoio, ao invés de doar o leite para o BLH ela passa a reservar para seu filho.

Em qual dessas situações parece mais provável que a amamentação possa se manter exclusiva até o sexto mês, com a mãe saindo para trabalhar mais segura e mais confiante?

Então vamos celebrar o dia 19 de maio, Dia Mundial da Doação de Leite Humano, como mais um ato de brasileiros que têm a generosidade no seu sangue e no seu leite.

Para se tornar doadora é muito simples. Se a mulher é saudável, se está amamentando seu bebê e sobra leite nas mamas, ao invés de desprezar o excedente, pode seguir as normas higiênico-sanitárias para coleta de leite humano:
• usar um recipiente de vidro esterilizado,
• armazenar em congelador por até 15 dias,
• ligar para o banco de leite humano mais próximo de sua residência.

A lista completa dos BLH do Brasil está no site www.rblh.fiocruz.br junto com orientações para coleta.

Vamos repetir como um mantra o tema deste ano:
DOE LEITE MATERNO. ALIMENTE A VIDA!

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Relatores:
Dra. Andrea Penha Spinola Fernandes
Dr. Moises Chencinski
Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Hiperlactação – quando nem sempre produzir muito leite é o melhor! https://spsp.org.br/hiperlactacao-quando-nem-sempre-produzir-muito-leite-e-o-melhor/ Thu, 25 Apr 2019 18:10:36 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2529 A hiperlactação pode ser definida como o excesso de oferta de leite materno, acima das necessidades do bebê. Vários hormônios estão envolvidos na lactação, mas dois hormônios têm papel especial: a prolactina, responsável pela síntese e liberação do leite e a ocitocina, responsável pela saída do leite produzido.

evgenyataman | depositphotos.com

A hiperlactação pode ser frequente no início da amamentação, durando cerca de 30 a 40 dias, quando então começa a regular a produção de leite de acordo com a necessidade do bebê.

O excesso de leite pode produzir sintomas diversos que devem ser informados ao obstetra e pediatra para avaliação e orientação à mãe:
• desconforto mamário com dores em agulhada;
• enchimento rápido da mama logo após o término da mamada;
• áreas mais sensíveis e nódulos;
• mamas vazam leite durante e entre as mamadas.

Em relação ao bebê pode-se observar:
• solicitam a toda hora, mesmo escorrendo leite da boca durante a mamada;
• fezes explosivas, aquosas;
• com o leite saindo em jato, com muita pressão, o bebê se estica, chora, arqueia, se “afoga”, então engasga e tosse; assim, acaba por recusar a mamada.
• regurgitação, flatulência;
• pode ganhar menos peso pela mamada incompleta e pelo maior consumo de leite anterior (leite que é ejetado no início da mamada, rico em água, sais minerais e lactose, com menor teor calórico).

Sem uma avaliação cuidadosa, a hiperlactação pode ser confundida com outras situações como:
• o baixo ganho de peso ser interpretado como “fome”, com consequente introdução de complemento (fórmula infantil);
• refluxo gastroesofágico (vômitos e engasgos);
• pela mamada reduzida e a ingestão maior de leite anterior (rico em lactose), há um aumento de gases com cólica. Pode ser confundido com alergia à proteína do leite de vaca e, apesar de extremamente raro, intolerância à lactose.

A técnica inadequada de amamentação – com esvaziamento incompleto das mamas, mamadas frequentes, horários pré-determinados, uso de chupetas e de complementos alimentares – predispõe o aparecimento de complicações da lactação.

Tratamento

O tratamento tem o objetivo de diminuir a produção do leite. Os níveis de prolactina de mães amamentando são extremamente variáveis. A melhora dos casos costuma ser espontânea, porém algumas medidas ajudam no equilíbrio da produção de leite materno:
• extrair o leite, mas somente o necessário, pois quanto mais se retira, mais leite será produzido;
• evitar compressas quentes, pois podem estimular a produção;
• aplicação de compressas geladas após as mamadas para diminuir o pico de prolactina;
• alguns medicamentos podem aumentar a produção e volume de leite, portanto é essencial relatar ao obstetra e ao pediatra quais medicamentos está tomando;
• o suporte emocional e medidas que visem dar maior conforto à mãe não podem ser negligenciados: o bem-estar da nutriz é muito importante.

Alguns cuidados colaboram para tranquilidade da mamãe e do bebê na hora da mamada, tornando-a mais eficaz e prazerosa:
• massagear as mamas antes das mamadas, fazendo apoio com uma das mãos;
• posicionar o bebê para uma correta sucção;
• oferecer apenas uma mama em cada mamada, deixando o bebê decidir quando parar;
• oferecer a mama apenas após o reflexo de ejeção, diminuindo, assim, o fluxo que a criança receberá inicialmente;
• extrair o leite que restou nas mamas, com ordenha elétrica ou manual;
• evitar pular mamadas;
• evitar complemento, como chupeta, mamadeiras e intermediários.

Consulte sempre seu pediatra para obter ajuda e aconselhamento.

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Relatores:
Dra. Isis Dulce Pezzuol
Dr. Moises Chencinski
Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 25/04/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Retrospectiva Momento Saúde: aleitamento materno https://spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-aleitamento-materno-2/ Wed, 26 Dec 2018 17:20:41 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2384 Apresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Vamos falar sobre: Aleitamento materno   Aleitamento materno: existem dificuldades? Quando se pergunta às gestantes sobre sua intenção de amamentar a resposta é “um sim” quase unânime. Então, por que nem todas conseguem? Quais as maiores dificuldades encontradas no aleitamento materno? A insegurança é uma delas. Para driblá-la, a mãe precisa contar com um pediatra que a oriente e uma rede de apoio que esteja disposta a ajudá-la. A falta de informação também é vilã. A maioria das mães com dificuldade na amamentação foi pouco informada sobre a produção do leite materno e as fases da amamentação. Apesar da busca virtual pelo conhecimento, elas nem sempre conseguem por em prática o que aprenderam sem ajuda de um profissional. A insegurança pode levar ao contato precoce com fórmulas lácteas e uso de bicos artificiais, dificultando o aleitamento. O apoio insuficiente nas maternidades também pode contribuir. Atualmente, a redução de leitos e a alta precoce, muitas vezes antes da descida do leite, podem gerar ansiedade e atrapalhar o sucesso do aleitamento. Outros desafios podem surgir tais como alterações da anatomia das mamas e mamilos, retorno ao trabalho, ingurgitamento das mamas, linguinha presa, fissuras e dor. Mas, felizmente, a vontade de amamentar, a persistência e paciência das mães, juntamente com o apoio de seus pediatras e familiares, podem ajudar a superar essas dificuldades e tornar real e prazeroso o sonho da amamentação! Amamentação em situações especiais Embora a amamentação seja fundamental para a sobrevivência infantil com qualidade de vida, muitas vezes encontramos situações de difícil manejo, como prematuridade, gemelaridade, recém-nascidos com malformações dos mais variados órgãos. Mas, mesmo nesses casos, o leite da mãe ainda é a melhor fonte de nutrientes, pois é um “alimento vivo” com mais de 250 fatores de proteção já comprovados, células tronco, ativadores da imunidade, entre outros. A amamentação acalma o bebê, reduz a dor causadas por intervenções médicas ou relacionadas à doenças. Mas, possivelmente, o maior benefício seja o vínculo mãe-filho: um bebê que se sente amado tem sua autoestima elevada, algo tão importante para “querer viver”. Além disso, amamentar é importante em muitas outras situações, como por exemplo: favorecer o desenvolvimento do sistema sensório-motor-oral, evitando problemas futuros de mastigação, oclusão dentária, fala, apneia do sono. Construir com os pais a compreensão da importância da amamentação talvez seja o auxílio mais importante, além de ressaltar seu significado nesses casos. A pessoa qualificada para isso é aquela que conhece hoje a “Medicina Personalizada”, isto é, aquela que promove atenção a “tudo” o que envolve a amamentação: quem é essa mãe que amamenta e seu bebê; o que ela sabe sobre a amamentação nessa situação; quais os efeitos e como cuidar dessa relação mãe/filho/família. Quanto dura uma mamada? O bebê humano, ao nascer, é o menos apto a sobreviver quando comparado aos outros mamíferos. A teoria da exterogestação explica que o bebê ao nascer, após nove meses (38-40 semanas), não está “pronto” e se comporta como se vivesse ainda no útero materno: precisa de alimento o tempo todo, com intervalos muito curtos. Mamar a cada três horas é um sonho distante. Recomenda-se manter amamentação em livre demanda (LD), ou seja, oferecer os dois seios, quando solicitados. O bebê decide quanto ele precisa mamar. Os seios são fábricas de leite e não reservatório. A maior parte da produção se dá durante a sucção. O leite anterior é o que mata a sede e hidrata, sai assim que o bebê suga; o leite posterior, que tem mais gordura, sai após a troca de olhares, afeto, acolhimento e um pouco mais de tempo de mamada e é o que faz engordar e sacia o bebê. Conforme o bebê suga, o leite sai e se alternam sucção e pausa. Muito leite significa mais pausas, menos esforço. Mamadas curtas e frequentes estimulam os seios, significando que o bebê mama mais vezes. Nas primeiras semanas de vida, a sensação de amamentar o dia todo não é muito distante da realidade. Com o tempo, ainda em livre demanda, os intervalos aumentam e se regularizam. A recomendação de todas as instituições envolvidas com a saúde da criança é que a amamentação seja em livre demanda, desde a sala de parto, e exclusiva até o 6° mês de vida, seguindo até dois anos ou mais. Leite ou composto lácteo? Qual a diferença entre leite e compostos lácteos? Como eles são designados pelos órgãos reguladores e são aprovados para serem comercializados? Isso não está claro nos rótulos ou nas promoções. Compostos lácteos são produtos em que a quantidade de carboidrato pode variar de 11 a 19g; a quantidade de proteína de 2,4 a 5,8g; a de gordura total de 1,9 a 7,9g; e a de sódio de 49,5 a 169mg por porção. Para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)-1996, o leite em pó integral deve conter 26 gramas ou mais de gordura. Assim, o composto lácteo não é sinônimo de leite em pó. É um produto a base de soro de leite, adicionado de maltodextrina, que aumenta a palatabilidade e a oferta de calorias. A dieta diversificada, com alimentos in natura ou minimamente processados, sem adição de açúcar, aumenta os fatores de proteção e minimiza os riscos à saúde da criança. Enquanto isso, os compostos lácteos contribuem para um processo de escolhas alimentares monótonas que aumentam a chance de a criança formar um hábito alimentar inadequado, com preferência para os alimentos doces e não nutritivos. É disso o que nossas crianças precisam?   ___ Relator: Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP. Republicado em 26/12/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode...]]>

Momento SaúdeApresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples.

Vamos falar sobre:
Aleitamento materno

 

Aleitamento materno: existem dificuldades?

Quando se pergunta às gestantes sobre sua intenção de amamentar a resposta é “um sim” quase unânime. Então, por que nem todas conseguem? Quais as maiores dificuldades encontradas no aleitamento materno?

A insegurança é uma delas. Para driblá-la, a mãe precisa contar com um pediatra que a oriente e uma rede de apoio que esteja disposta a ajudá-la.

A falta de informação também é vilã. A maioria das mães com dificuldade na amamentação foi pouco informada sobre a produção do leite materno e as fases da amamentação. Apesar da busca virtual pelo conhecimento, elas nem sempre conseguem por em prática o que aprenderam sem ajuda de um profissional. A insegurança pode levar ao contato precoce com fórmulas lácteas e uso de bicos artificiais, dificultando o aleitamento.

O apoio insuficiente nas maternidades também pode contribuir. Atualmente, a redução de leitos e a alta precoce, muitas vezes antes da descida do leite, podem gerar ansiedade e atrapalhar o sucesso do aleitamento.

Outros desafios podem surgir tais como alterações da anatomia das mamas e mamilos, retorno ao trabalho, ingurgitamento das mamas, linguinha presa, fissuras e dor.

Mas, felizmente, a vontade de amamentar, a persistência e paciência das mães, juntamente com o apoio de seus pediatras e familiares, podem ajudar a superar essas dificuldades e tornar real e prazeroso o sonho da amamentação!

Amamentação em situações especiais

Embora a amamentação seja fundamental para a sobrevivência infantil com qualidade de vida, muitas vezes encontramos situações de difícil manejo, como prematuridade, gemelaridade, recém-nascidos com malformações dos mais variados órgãos.

Mas, mesmo nesses casos, o leite da mãe ainda é a melhor fonte de nutrientes, pois é um “alimento vivo” com mais de 250 fatores de proteção já comprovados, células tronco, ativadores da imunidade, entre outros.

A amamentação acalma o bebê, reduz a dor causadas por intervenções médicas ou relacionadas à doenças. Mas, possivelmente, o maior benefício seja o vínculo mãe-filho: um bebê que se sente amado tem sua autoestima elevada, algo tão importante para “querer viver”.

Além disso, amamentar é importante em muitas outras situações, como por exemplo: favorecer o desenvolvimento do sistema sensório-motor-oral, evitando problemas futuros de mastigação, oclusão dentária, fala, apneia do sono.

Construir com os pais a compreensão da importância da amamentação talvez seja o auxílio mais importante, além de ressaltar seu significado nesses casos. A pessoa qualificada para isso é aquela que conhece hoje a “Medicina Personalizada”, isto é, aquela que promove atenção a “tudo” o que envolve a amamentação: quem é essa mãe que amamenta e seu bebê; o que ela sabe sobre a amamentação nessa situação; quais os efeitos e como cuidar dessa relação mãe/filho/família.

Quanto dura uma mamada?

O bebê humano, ao nascer, é o menos apto a sobreviver quando comparado aos outros mamíferos. A teoria da exterogestação explica que o bebê ao nascer, após nove meses (38-40 semanas), não está “pronto” e se comporta como se vivesse ainda no útero materno: precisa de alimento o tempo todo, com intervalos muito curtos. Mamar a cada três horas é um sonho distante. Recomenda-se manter amamentação em livre demanda (LD), ou seja, oferecer os dois seios, quando solicitados. O bebê decide quanto ele precisa mamar.

Os seios são fábricas de leite e não reservatório. A maior parte da produção se dá durante a sucção. O leite anterior é o que mata a sede e hidrata, sai assim que o bebê suga; o leite posterior, que tem mais gordura, sai após a troca de olhares, afeto, acolhimento e um pouco mais de tempo de mamada e é o que faz engordar e sacia o bebê.

Conforme o bebê suga, o leite sai e se alternam sucção e pausa. Muito leite significa mais pausas, menos esforço. Mamadas curtas e frequentes estimulam os seios, significando que o bebê mama mais vezes.

Nas primeiras semanas de vida, a sensação de amamentar o dia todo não é muito distante da realidade. Com o tempo, ainda em livre demanda, os intervalos aumentam e se regularizam.

A recomendação de todas as instituições envolvidas com a saúde da criança é que a amamentação seja em livre demanda, desde a sala de parto, e exclusiva até o 6° mês de vida, seguindo até dois anos ou mais.

Leite ou composto lácteo?

Qual a diferença entre leite e compostos lácteos?
Como eles são designados pelos órgãos reguladores e são aprovados para serem comercializados?

Isso não está claro nos rótulos ou nas promoções. Compostos lácteos são produtos em que a quantidade de carboidrato pode variar de 11 a 19g; a quantidade de proteína de 2,4 a 5,8g; a de gordura total de 1,9 a 7,9g; e a de sódio de 49,5 a 169mg por porção.

Para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)-1996, o leite em pó integral deve conter 26 gramas ou mais de gordura.
Assim, o composto lácteo não é sinônimo de leite em pó. É um produto a base de soro de leite, adicionado de maltodextrina, que aumenta a palatabilidade e a oferta de calorias.

A dieta diversificada, com alimentos in natura ou minimamente processados, sem adição de açúcar, aumenta os fatores de proteção e minimiza os riscos à saúde da criança.

Enquanto isso, os compostos lácteos contribuem para um processo de escolhas alimentares monótonas que aumentam a chance de a criança formar um hábito alimentar inadequado, com preferência para os alimentos doces e não nutritivos.

É disso o que nossas crianças precisam?

badarsk | Pixabay

 

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Relator:
Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP.

Republicado em 26/12/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Retrospectiva Momento Saúde: cólicas no primeiro ano de vida https://spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-colicas-no-primeiro-ano-de-vida/ Wed, 19 Dec 2018 17:25:05 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2382 Apresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Agora o assunto é: Cólicas no primeiro ano de vida   Cólica: o que é e quais os sinais As clássicas cólicas do lactente se destacam em prevalência, variando de 10 a 30% em todo o mundo. Refere-se ao choro súbito, inexplicado e inconsolável (que não responde às medidas habituais de conforto), que costuma ocorrer a partir da segunda semana de vida, sendo a sexta semana a fase do pico de choro do lactente, durando até os três meses de idade. A cólica típica se manifesta como uma crise de choro forte, agudo, estridente e “em crescendo”, acompanhada de face mais avermelhada ou contraída, as mãos ficam apertadas, as coxas ficam fletidas sobre o abdome (o famoso encolhimento de pernas do bebê). Com frequência ocorre a eliminação de gases, que parece trazer um alívio temporário para a crise. Esse choro persiste por algum tempo, cessa espontaneamente, mas pode retornar logo a seguir, quando a cólica volta a ocorrer. Todas estas manifestações representam uma crise de dor que ocorre mais frequentemente entre 18 e 22 horas. Na prática, então, a cólica é frequentemente caracterizada apenas pelo choro sem motivo aparente, que ocorre em crianças saudáveis com ganho de peso e estatura dentro do esperado. Quais as causas Nenhum fator isolado explica a cólica do lactente, podendo ser uma variante normal e estar relacionada à imaturidade fisiológica. Pode também resultar de um distúrbio no binômio mãe-filho, em que a angústia e ansiedade maternas geram estresse e inquietação no bebê, interferindo no momento da amamentação. Outras causas podem ser: técnica incorreta de amamentação, que resulta em aerofagia (criança engole ar); distonia neurovegetativa, resultando numa motilidade intestinal alterada, com aumento do peristaltismo e da pressão retal. O excesso de gases – que gera flatulência e distende as alças intestinais provocando as cólicas – também pode ser atribuído a uma má absorção fisiológica e transitória da lactose. Para lactentes em aleitamento artificial, o preparo incorreto da fórmula é uma causa importante. O que fazer e como tratar Diante deste momento de choro inconsolável, que traz aos pais um sentimento de frustração e impotência, o mais importante é manter a calma e ter muita paciência para poder ajudar o bebê a passar por esse período. Algumas intervenções comportamentais podem ser eficazes no manejo das cólicas: aconchegar a criança para junto do corpo, intercalando com exercícios de massagem no abdome e movimentos com as pernas “tipo pedalar uma bicicleta”. Além disso, a redução de estímulos como “chacoalhar” e diminuir o nível de barulho no ambiente também ajuda a reduzir a frequência e a intensidade do choro. Corrigir a técnica de amamentação, propiciando uma pega adequada do seio materno e a não deglutição de ar, bem como o correto preparo e diluição da fórmula láctea, em caso de bebês não amamentados exclusivamente, também são intervenções importantes. Em alguns casos, a intervenção na dieta pode ser efetiva, com exclusão temporária da proteína do leite de vaca da dieta materna em lactentes em aleitamento materno. Já quando o bebê estiver em uso de fórmula láctea, a troca por fórmulas parcialmente hidrolisadas ou com baixo teor de lactose, pode ajudar. A intervenção farmacológica deve ser discutida caso a caso com o pediatra que acompanha o lactente. A Dimeticona é um óleo inerte que quebra as bolhas de ar, reduzindo a flatulência e o uso de analgésicos comuns pode ser necessário. Quando não se tratar da clássica cólica do lactente Fora dessa faixa etária, principalmente após o sexto mês de vida, quando há a introdução da alimentação complementar, as cólicas ainda podem ocorrer com intensidade e frequência diferentes, dependendo da causa. A introdução da alimentação complementar por si só pode causar cólicas devido a adaptação do organismo a esses novos alimentos apresentados. Além disso, a ingestão excessiva de alimentos, bem como de alimentos impróprios para essa fase, como salgadinhos e guloseimas, pode provocar desconforto tanto intestinal quanto gástrico. Verminoses, incomuns nessa idade, podem ocorrer por falta de higiene no preparo dos alimentos e na falta de fervura da água oferecida à criança. Infecções, tanto por vírus quanto por bactérias, também podem acometer o bebê, porém costumam estar associadas a outros sintomas (vômitos, diarreia, febre). A constipação intestinal, ou intestino preso, pode ter a cólica como sintoma importante, associada a dificuldade para evacuar. Pode ser causada por uma dieta pobre em verduras, legumes e frutas, além da baixa ingestão de água. Todos os casos devem ser avaliados e orientados individualmente pelo pediatra, o melhor profissional para acompanhar as crianças em todas as fases da vida.   ___ Relator: Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP. Republicado em 19/12/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

momento saúdeApresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples.

Agora o assunto é:
Cólicas no primeiro ano de vida

 

Cólica: o que é e quais os sinais

As clássicas cólicas do lactente se destacam em prevalência, variando de 10 a 30% em todo o mundo. Refere-se ao choro súbito, inexplicado e inconsolável (que não responde às medidas habituais de conforto), que costuma ocorrer a partir da segunda semana de vida, sendo a sexta semana a fase do pico de choro do lactente, durando até os três meses de idade.

A cólica típica se manifesta como uma crise de choro forte, agudo, estridente e “em crescendo”, acompanhada de face mais avermelhada ou contraída, as mãos ficam apertadas, as coxas ficam fletidas sobre o abdome (o famoso encolhimento de pernas do bebê). Com frequência ocorre a eliminação de gases, que parece trazer um alívio temporário para a crise. Esse choro persiste por algum tempo, cessa espontaneamente, mas pode retornar logo a seguir, quando a cólica volta a ocorrer. Todas estas manifestações representam uma crise de dor que ocorre mais frequentemente entre 18 e 22 horas.

Na prática, então, a cólica é frequentemente caracterizada apenas pelo choro sem motivo aparente, que ocorre em crianças saudáveis com ganho de peso e estatura dentro do esperado.

Quais as causas

Nenhum fator isolado explica a cólica do lactente, podendo ser uma variante normal e estar relacionada à imaturidade fisiológica. Pode também resultar de um distúrbio no binômio mãe-filho, em que a angústia e ansiedade maternas geram estresse e inquietação no bebê, interferindo no momento da amamentação.

Outras causas podem ser: técnica incorreta de amamentação, que resulta em aerofagia (criança engole ar); distonia neurovegetativa, resultando numa motilidade intestinal alterada, com aumento do peristaltismo e da pressão retal. O excesso de gases – que gera flatulência e distende as alças intestinais provocando as cólicas – também pode ser atribuído a uma má absorção fisiológica e transitória da lactose. Para lactentes em aleitamento artificial, o preparo incorreto da fórmula é uma causa importante.

O que fazer e como tratar

Diante deste momento de choro inconsolável, que traz aos pais um sentimento de frustração e impotência, o mais importante é manter a calma e ter muita paciência para poder ajudar o bebê a passar por esse período. Algumas intervenções comportamentais podem ser eficazes no manejo das cólicas: aconchegar a criança para junto do corpo, intercalando com exercícios de massagem no abdome e movimentos com as pernas “tipo pedalar uma bicicleta”. Além disso, a redução de estímulos como “chacoalhar” e diminuir o nível de barulho no ambiente também ajuda a reduzir a frequência e a intensidade do choro.

Corrigir a técnica de amamentação, propiciando uma pega adequada do seio materno e a não deglutição de ar, bem como o correto preparo e diluição da fórmula láctea, em caso de bebês não amamentados exclusivamente, também são intervenções importantes.

Em alguns casos, a intervenção na dieta pode ser efetiva, com exclusão temporária da proteína do leite de vaca da dieta materna em lactentes em aleitamento materno. Já quando o bebê estiver em uso de fórmula láctea, a troca por fórmulas parcialmente hidrolisadas ou com baixo teor de lactose, pode ajudar.

A intervenção farmacológica deve ser discutida caso a caso com o pediatra que acompanha o lactente. A Dimeticona é um óleo inerte que quebra as bolhas de ar, reduzindo a flatulência e o uso de analgésicos comuns pode ser necessário.

Quando não se tratar da clássica cólica do lactente

Fora dessa faixa etária, principalmente após o sexto mês de vida, quando há a introdução da alimentação complementar, as cólicas ainda podem ocorrer com intensidade e frequência diferentes, dependendo da causa.

A introdução da alimentação complementar por si só pode causar cólicas devido a adaptação do organismo a esses novos alimentos apresentados. Além disso, a ingestão excessiva de alimentos, bem como de alimentos impróprios para essa fase, como salgadinhos e guloseimas, pode provocar desconforto tanto intestinal quanto gástrico. Verminoses, incomuns nessa idade, podem ocorrer por falta de higiene no preparo dos alimentos e na falta de fervura da água oferecida à criança. Infecções, tanto por vírus quanto por bactérias, também podem acometer o bebê, porém costumam estar associadas a outros sintomas (vômitos, diarreia, febre).

A constipação intestinal, ou intestino preso, pode ter a cólica como sintoma importante, associada a dificuldade para evacuar. Pode ser causada por uma dieta pobre em verduras, legumes e frutas, além da baixa ingestão de água.

Todos os casos devem ser avaliados e orientados individualmente pelo pediatra, o melhor profissional para acompanhar as crianças em todas as fases da vida.

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Relator:
Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP.

Republicado em 19/12/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Cuidados com a saúde oral do bebê prematuro https://spsp.org.br/cuidados-com-a-saude-oral-do-bebe-prematuro/ Mon, 10 Dec 2018 17:18:42 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2391 O bebê prematuro apresenta maior risco de desenvolver alterações na boca e nos dentes, por isso deve contar com atenção multidisciplinar no monitoramento do seu desenvolvimento oral ao longo de toda a sua infância. O prematuro pode apresentar dificuldade ou incapacidade de sucção, deglutição e/ou respiração, sendo necessário o uso de sonda orogástrica ou nasogástrica para alimentar-se e intubação para manter a respiração. A permanência prolongada desses dispositivos pode alterar a postura e mobilidade da língua, dos lábios, além de alterar o formato do céu da boca. À medida que a sobrevida de prematuros aumenta, a importância de seu acompanhamento também cresce. As alterações orais encontradas com maior frequência em crianças nascidas prematuras são os defeitos de desenvolvimento do esmalte dentário (hipocalcificações e hipoplasias), tanto nos dentes de leite como nos permanentes. Os defeitos de esmalte estão associados ao aumento da prevalência de cárie, pois há maior acumulo de biofilme (placa). Outras alterações orais também podem ser observadas na sequência de erupção dentária, no tamanho e no formato da coroa do dente. A atenção primária, que inclui o acompanhamento odontológico individualizado, contribui para a promoção da saúde oral com a prevenção da cárie dentária, doença gengival, alteração na posição dos dentes e na mordida/oclusão da criança. Orientações importantes para promover saúde oral: 1. O leite materno é sempre o melhor para o bebê. 2. Evitar o uso de chupetas após a alta hospitalar. 3. Estimular a introdução de alimentos complementares obedecendo as orientações do médico pediatra, seguindo a evolução de consistência dos alimentos: pastoso, semi-sólido e sólido para estimular as funções orais e o aprendizado da mastigação. 4. Oferecer alimentos saudáveis, evitando o uso do açúcar, principalmente, até os dois anos de idade. 5. Estabelecer uma rotina de horários para refeições e lanches. 6. Consultar um odontopediatra ao surgir o primeiro dente de leite ou até completar um ano de vida. 7. Após o surgimento do primeiro dente de leite, iniciar a higiene oral, utilizando uma escova infantil e pasta de dentes com flúor. Em bebês, utilizar a quantidade de creme dental equivalente a um grão de arroz. 8. Caso ocorra um traumatismo dentário procure imediatamente um odontopediatra, pois os primeiros socorros são importantes para uma boa recuperação. Lembre-se de que os cuidados com a saúde oral refletem na saúde geral do bebê. ___ Relator: Grupo de Trabalho de Saúde Oral da SPSP. Publicado em 11/12/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

O bebê prematuro apresenta maior risco de desenvolver alterações na boca e nos dentes, por isso deve contar com atenção multidisciplinar no monitoramento do seu desenvolvimento oral ao longo de toda a sua infância.

O prematuro pode apresentar dificuldade ou incapacidade de sucção, deglutição e/ou respiração, sendo necessário o uso de sonda orogástrica ou nasogástrica para alimentar-se e intubação para manter a respiração. A permanência prolongada desses dispositivos pode alterar a postura e mobilidade da língua, dos lábios, além de alterar o formato do céu da boca.

Mojpe | Pixabay

À medida que a sobrevida de prematuros aumenta, a importância de seu acompanhamento também cresce. As alterações orais encontradas com maior frequência em crianças nascidas prematuras são os defeitos de desenvolvimento do esmalte dentário (hipocalcificações e hipoplasias), tanto nos dentes de leite como nos permanentes. Os defeitos de esmalte estão associados ao aumento da prevalência de cárie, pois há maior acumulo de biofilme (placa). Outras alterações orais também podem ser observadas na sequência de erupção dentária, no tamanho e no formato da coroa do dente.

A atenção primária, que inclui o acompanhamento odontológico individualizado, contribui para a promoção da saúde oral com a prevenção da cárie dentária, doença gengival, alteração na posição dos dentes e na mordida/oclusão da criança.

Orientações importantes para promover saúde oral:

1. O leite materno é sempre o melhor para o bebê.
2. Evitar o uso de chupetas após a alta hospitalar.
3. Estimular a introdução de alimentos complementares obedecendo as orientações do médico pediatra, seguindo a evolução de consistência dos alimentos: pastoso, semi-sólido e sólido para estimular as funções orais e o aprendizado da mastigação.
4. Oferecer alimentos saudáveis, evitando o uso do açúcar, principalmente, até os dois anos de idade.
5. Estabelecer uma rotina de horários para refeições e lanches.
6. Consultar um odontopediatra ao surgir o primeiro dente de leite ou até completar um ano de vida.
7. Após o surgimento do primeiro dente de leite, iniciar a higiene oral, utilizando uma escova infantil e pasta de dentes com flúor. Em bebês, utilizar a quantidade de creme dental equivalente a um grão de arroz.
8. Caso ocorra um traumatismo dentário procure imediatamente um odontopediatra, pois os primeiros socorros são importantes para uma boa recuperação.

Lembre-se de que os cuidados com a saúde oral refletem na saúde geral do bebê.

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Relator:
Grupo de Trabalho de Saúde Oral da SPSP.

Publicado em 11/12/2018.

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O apoio ao Agosto Dourado traz benefícios ao Outubro Rosa https://spsp.org.br/o-apoio-ao-agosto-dourado-traz-beneficios-ao-outubro-rosa/ Tue, 23 Oct 2018 17:10:54 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2348 Você já deve ter ouvido várias vezes que a amamentação protege contra o câncer de mama. Isso é verdade? Por que isso acontece? O câncer de mama é o segundo mais comum entre mulheres no mundo, sendo responsável por cerca de 28% de casos novos por ano. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a expectativa para 2018 é de 59.670 casos novos, com grande risco de morte. Quanto mais cedo se descobre (autoexame das mamas, exames de imagem), maiores as chances de cura e de sobrevida. A maioria dos casos tem bom prognóstico. A idade, questões hormonais (o estrógeno é o principal envolvido), hábitos alimentares (obesidade), uso de cigarro e consumo de bebidas alcoólicas, sedentarismo e até fatores genéticos podem aumentar os riscos da doença. Assim, como em todas as doenças, também é melhor prevenir. Agosto Dourado e Outubro Rosa: sensibilização e conscientização Assim como o agosto é para a amamentação, o outubro é para o câncer de mama. No Brasil o Agosto Dourado é oficial desde 2017, apesar de a Semana Mundial de Amamentação ser celebrada desde 1991. Já o Outubro Rosa teve sua origem nos Estados Unidos em 1990 com a “Corrida da Cura” (Nova York) e um fortalecimento a partir de 1997, quando teve início a promoção de atividades voltadas ao diagnóstico e prevenção da doença. Estes meses devem ser dedicados à informação, sensibilização e orientação. Se em agosto tivermos sucesso nas nossas ações de estímulo à amamentação, em outubro teremos uma redução de casos e de mortes por câncer de mama no mundo. Amamentação e câncer de mama Existem vários fatores que podem proteger a mulher do câncer de mama. Como uma das causas é hormonal (estrogênio), a gestação tem uma redução da ação desse hormônio nesse período. Quanto mais gestações, menos influência do estrógeno, menos riscos. E durante a amamentação, acontece situação parecida, inclusive controlando (não impedindo) possibilidade de engravidar. Na gestação e amamentação, a mulher não deve consumir bebidas alcoólicas (para prevenir na gestação a Síndrome Alcoólica Fetal), não deve fumar, usar drogas e buscar uma alimentação mais saudável, controlando, dessa forma, fatores de risco do câncer de mama (28% a menos com todas essas ações). Mas não são apenas esses hábitos que podem fazer diferença, especialmente no período da amamentação. Essa é uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Quando a mulher amamenta de forma exclusiva até o 6º mês, complementada até 2 anos ou mais e em livre-demanda, ocorre uma “esfoliação” mais constante e eliminação mais frequente desse (e de outros) tipo de células, também diminuindo as chances da doença. Vejam os dados das pesquisas mundiais: – O risco de a mulher que amamenta ter câncer de mama é 22% menor comparado com o das mulheres que nunca amamentaram. – Quanto mais tempo total de amamentação, maior a proteção. O efeito é “dose-dependente”. Se a soma total for de menos de 6 meses – 7%; entre 6 e 12 meses – 9%; 1 ano ou mais – 26%. E para cada ano a mais que a mulher amamenta – o risco cai 4,3%. Agosto Dourado e Outubro Rosa – Juntos pela saúde materno-infantil. ___ Relator: Dr. Moises Chencinski Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP. Criador e incentivador do Movimento Eu Apoio Leite Materno Publicado em 23/10/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Você já deve ter ouvido várias vezes que a amamentação protege contra o câncer de mama. Isso é verdade? Por que isso acontece?

amamentacao

alexraths | depositphotos.com

O câncer de mama é o segundo mais comum entre mulheres no mundo, sendo responsável por cerca de 28% de casos novos por ano. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a expectativa para 2018 é de 59.670 casos novos, com grande risco de morte.

Quanto mais cedo se descobre (autoexame das mamas, exames de imagem), maiores as chances de cura e de sobrevida. A maioria dos casos tem bom prognóstico.

A idade, questões hormonais (o estrógeno é o principal envolvido), hábitos alimentares (obesidade), uso de cigarro e consumo de bebidas alcoólicas, sedentarismo e até fatores genéticos podem aumentar os riscos da doença. Assim, como em todas as doenças, também é melhor prevenir.

Agosto Dourado e Outubro Rosa: sensibilização e conscientização

Assim como o agosto é para a amamentação, o outubro é para o câncer de mama. No Brasil o Agosto Dourado é oficial desde 2017, apesar de a Semana Mundial de Amamentação ser celebrada desde 1991. Já o Outubro Rosa teve sua origem nos Estados Unidos em 1990 com a “Corrida da Cura” (Nova York) e um fortalecimento a partir de 1997, quando teve início a promoção de atividades voltadas ao diagnóstico e prevenção da doença.

Estes meses devem ser dedicados à informação, sensibilização e orientação. Se em agosto tivermos sucesso nas nossas ações de estímulo à amamentação, em outubro teremos uma redução de casos e de mortes por câncer de mama no mundo.

Amamentação e câncer de mama

Existem vários fatores que podem proteger a mulher do câncer de mama. Como uma das causas é hormonal (estrogênio), a gestação tem uma redução da ação desse hormônio nesse período. Quanto mais gestações, menos influência do estrógeno, menos riscos.

E durante a amamentação, acontece situação parecida, inclusive controlando (não impedindo) possibilidade de engravidar.

Na gestação e amamentação, a mulher não deve consumir bebidas alcoólicas (para prevenir na gestação a Síndrome Alcoólica Fetal), não deve fumar, usar drogas e buscar uma alimentação mais saudável, controlando, dessa forma, fatores de risco do câncer de mama (28% a menos com todas essas ações).

Mas não são apenas esses hábitos que podem fazer diferença, especialmente no período da amamentação. Essa é uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Quando a mulher amamenta de forma exclusiva até o 6º mês, complementada até 2 anos ou mais e em livre-demanda, ocorre uma “esfoliação” mais constante e eliminação mais frequente desse (e de outros) tipo de células, também diminuindo as chances da doença.

Vejam os dados das pesquisas mundiais:

– O risco de a mulher que amamenta ter câncer de mama é 22% menor comparado com o das mulheres que nunca amamentaram.

– Quanto mais tempo total de amamentação, maior a proteção. O efeito é “dose-dependente”. Se a soma total for de menos de 6 meses – 7%; entre 6 e 12 meses – 9%; 1 ano ou mais – 26%. E para cada ano a mais que a mulher amamenta – o risco cai 4,3%.

Agosto Dourado e Outubro Rosa – Juntos pela saúde materno-infantil.

yc0407206360 | pixabay.com

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Relator:
Dr. Moises Chencinski
Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP.
Criador e incentivador do Movimento Eu Apoio Leite Materno

Publicado em 23/10/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Agosto Dourado – amamentação é a base da vida https://spsp.org.br/agosto-dourado-amamentacao-e-a-base-da-vida-2/ Fri, 31 Aug 2018 18:20:12 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2274 Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”. Durante este mês, acompanhamos, por todo o País, as ações institucionais, governamentais, sociais, os desafios, as festividades. Mas… Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”. Até 2016, tínhamos a Semana Mundial de Amamentação (1 a 7 de agosto) e sempre dissemos que era pouco. A partir de 2017, passamos a celebrar o mês de agosto e parece até que isso se tornou suficiente. É melhor, sim, sem dúvida. Mas a amamentação é tão fundamental, tão importante, tão base da vida que, com certeza, 31 dias não serão o bastante para que possamos, de fato e para sempre, mudar a história do aleitamento materno no Brasil. Precisamos falar sobre a amamentação sempre, o tempo todo, para todas as pessoas. E compartilhar experiências é um dos caminhos para que todos se sintam fazendo parte do mesmo time, o time que luta, o time que quer ganhar, o time que sente que quando deu um passo à frente. Por outro lado… Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”. Profissionais de saúde de todas as áreas se uniram. Na Medicina (especialmente na Pediatria), Enfermagem, Nutrição, Fonoaudiologia, Odontopediatria, Psicologia, Fisioterapia, Serviço Social, entre Consultores e Doulas, a meta é “proteger, promover e apoiar a amamentação”, de forma ética, “sem conflitos de interesse”. A imprensa abriu espaço para nossas informações e manifestações. Mamaços, aulas, congressos, jornadas, entrevistas. Acabou sendo um mês pleno de festividades, de celebrações nacionais e mundiais, de comemorações, de aumentar números, viralizar o leite materno e a amamentação, abordando toda sua importância, seus desafios. Aí, no dia 31 de agosto… Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”. Nós, Pediatras do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), com a participação de outros pediatras que não quiseram ficar de fora desse momento, através do blog Pediatra Orienta da SPSP, contamos nossas vivências, apontamos nossas dificuldades, mostramos nossos caminhos – muitas vezes também difíceis, reais, expusemos nossos sentimentos e, com certeza, crescemos como indivíduos e como departamento, durante este mês. Cada “história” era esperada com muita ansiedade, compartilhada, comemorada e celebrada como se a “história de cada um de nós” fosse parte da “história de todos nós”. E era sim. Nós nos vimos em cada depoimento, nos sensibilizamos com cada tropeço e vibramos com cada vitória. E temos certeza de que nesse mês crescemos como um grupo, como um departamento. Pra variar… Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”. Que tal se, a partir desse AGOSTO DOURADO de 2018, nós realmente não precisássemos mais de um mês para “relembrar” a importância da amamentação? Que tal se não houvesse a necessidade do “gostinho de quero mais”, porque todos os dias seriam dedicados à sensibilização, proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno? Que tal se o AGOSTO DOURADO não terminasse e invadisse os setembros laranja (obesidade), os outubros rosa (câncer de mama), os novembros roxo (prematuridade) e prateado (pelos direitos do nascituro, crianças e adolescentes), chegando até o julho branco (contra drogas) de 2019 e o AGOSTO DOURADO de 2019 fosse apenas uma celebração festiva de tudo o que conseguimos durante esse período? – É difícil? Sim, assim como amamentar. – É possível? Sim, assim como proteger, promover e apoiar a amamentação. – É fácil e simples? Não, e assim como para amamentar, será necessário termos uma rede de apoio segura, constante, forte e presente. – É um sonho? Por que não? É permitido sonhar. Podemos, juntos, enfrentar essa situação DE PEITO ABERTO, com um mesmo ideal, com muita perseverança. – É real? Ainda não. Mas que esse AGOSTO DOURADO seja um dos passos iniciais na caminhada da normalização da amamentação quando, onde e por quanto tempo for desejado. E, tão importante quanto o ideal, é o respeito, sem julgamentos, sempre nos lembrando de que os principais protagonistas dessa história são a mãe, o bebê, o pai, a família. A democracia começa pelo direito à amamentação para todos. E para isso são fundamentais a INFORMAÇÃO e o APOIO. Começamos fazendo a nossa parte e convidamos a todos a nos acompanhar nos próximos AGOSTOS DOURADOS, ainda assim deixando o “gostinho de querermos sempre mais”. Dr. Moises Chencinski Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (2016-2019). ___ Publicado em 31/08/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”.

Durante este mês, acompanhamos, por todo o País, as ações institucionais, governamentais, sociais, os desafios, as festividades. Mas…

Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”.

Até 2016, tínhamos a Semana Mundial de Amamentação (1 a 7 de agosto) e sempre dissemos que era pouco. A partir de 2017, passamos a celebrar o mês de agosto e parece até que isso se tornou suficiente. É melhor, sim, sem dúvida.

Mas a amamentação é tão fundamental, tão importante, tão base da vida que, com certeza, 31 dias não serão o bastante para que possamos, de fato e para sempre, mudar a história do aleitamento materno no Brasil.

Precisamos falar sobre a amamentação sempre, o tempo todo, para todas as pessoas. E compartilhar experiências é um dos caminhos para que todos se sintam fazendo parte do mesmo time, o time que luta, o time que quer ganhar, o time que sente que quando deu um passo à frente. Por outro lado…

Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”.

Profissionais de saúde de todas as áreas se uniram. Na Medicina (especialmente na Pediatria), Enfermagem, Nutrição, Fonoaudiologia, Odontopediatria, Psicologia, Fisioterapia, Serviço Social, entre Consultores e Doulas, a meta é “proteger, promover e apoiar a amamentação”, de forma ética, “sem conflitos de interesse”.

A imprensa abriu espaço para nossas informações e manifestações. Mamaços, aulas, congressos, jornadas, entrevistas. Acabou sendo um mês pleno de festividades, de celebrações nacionais e mundiais, de comemorações, de aumentar números, viralizar o leite materno e a amamentação, abordando toda sua importância, seus desafios. Aí, no dia 31 de agosto…

Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”.

Nós, Pediatras do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), com a participação de outros pediatras que não quiseram ficar de fora desse momento, através do blog Pediatra Orienta da SPSP, contamos nossas vivências, apontamos nossas dificuldades, mostramos nossos caminhos – muitas vezes também difíceis, reais, expusemos nossos sentimentos e, com certeza, crescemos como indivíduos e como departamento, durante este mês.

Cada “história” era esperada com muita ansiedade, compartilhada, comemorada e celebrada como se a “história de cada um de nós” fosse parte da “história de todos nós”. E era sim. Nós nos vimos em cada depoimento, nos sensibilizamos com cada tropeço e vibramos com cada vitória. E temos certeza de que nesse mês crescemos como um grupo, como um departamento. Pra variar…

Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”.

Que tal se, a partir desse AGOSTO DOURADO de 2018, nós realmente não precisássemos mais de um mês para “relembrar” a importância da amamentação?

Que tal se não houvesse a necessidade do “gostinho de quero mais”, porque todos os dias seriam dedicados à sensibilização, proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno?

Que tal se o AGOSTO DOURADO não terminasse e invadisse os setembros laranja (obesidade), os outubros rosa (câncer de mama), os novembros roxo (prematuridade) e prateado (pelos direitos do nascituro, crianças e adolescentes), chegando até o julho branco (contra drogas) de 2019 e o AGOSTO DOURADO de 2019 fosse apenas uma celebração festiva de tudo o que conseguimos durante esse período?

– É difícil? Sim, assim como amamentar.
– É possível? Sim, assim como proteger, promover e apoiar a amamentação.
– É fácil e simples? Não, e assim como para amamentar, será necessário termos uma rede de apoio segura, constante, forte e presente.
– É um sonho? Por que não? É permitido sonhar. Podemos, juntos, enfrentar essa situação DE PEITO ABERTO, com um mesmo ideal, com muita perseverança.
– É real? Ainda não. Mas que esse AGOSTO DOURADO seja um dos passos iniciais na caminhada da normalização da amamentação quando, onde e por quanto tempo for desejado.

E, tão importante quanto o ideal, é o respeito, sem julgamentos, sempre nos lembrando de que os principais protagonistas dessa história são a mãe, o bebê, o pai, a família. A democracia começa pelo direito à amamentação para todos. E para isso são fundamentais a INFORMAÇÃO e o APOIO.

Começamos fazendo a nossa parte e convidamos a todos a nos acompanhar nos próximos AGOSTOS DOURADOS, ainda assim deixando o “gostinho de querermos sempre mais”.

Dr. Moises Chencinski
Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (2016-2019).

agosto dourado

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Publicado em 31/08/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Amamentação é a base da vida – Dr. Moises Chencinski https://spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dr-moises-chencinski/ Thu, 30 Aug 2018 18:40:32 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2276 Eu concluí a faculdade de Medicina em 1979 e a residência médica em Pediatria em 1982, ano que nasceu meu primeiro filho, o Renato. E foi aí que aconteceu meu primeiro contato com aleitamento materno. Estranhou a afirmação? Mesmo em uma das melhores faculdades de Medicina do País, e depois em uma das mais tradicionais residências médicas de São Paulo, não tive quase nenhum curso ou estágio específico a respeito de amamentação durante esses nove anos de estudo, e assim era a grade curricular. Nessa mesma época, com a indústria em pleno crescimento, nós, pediatras, recém-formados, desempregados e, até como eu, recém-casados, éramos foco de atenção especial e recebíamos, “gratuitamente”, estoque de fórmulas infantis por seis meses, assim que nossos filhos “precisassem”. Além disso, a licença-maternidade era de 86 dias. E minha esposa teve que sair 15 dias antes, encurtando, assim, o período para 72 dias, voltando a seguir para o trabalho, como nutricionista, em um hospital que tinha creche. A rotina alimentar era suco aos dois, frutas com três e almoço aos quatro meses. O uso de fórmulas aconteceu como complemento aos cinco meses com desmame aos seis meses e meio. Após dois anos (1984), veio o Danilo. Mesmo nessa época, a minha informação a respeito da importância do aleitamento materno não era muito melhor do que antes. A volta ao trabalho aconteceu após os 86 dias. Nessa época, as avós (Raquel e Regina) nos ajudaram muito, cuidando deles enquanto nós trabalhávamos (e muito) e já ofereciam suco e frutas também, e a fórmula veio apenas aos quatro meses e meio. Com essa ajuda a mais, o desmame ocorreu próximo aos 11 meses. Nessa época, eu acordava assim que eles choravam à noite e aos finais de semana (entre os plantões), e os trazia para que fossem amamentados, depois trocava as fraldas e os colocava para dormir. Esse foi o “nosso possível”. Minha experiência profissional, com a observação das crianças que acompanhava, tanto nos hospitais e maternidades, quanto em meu consultório, me mostraram o tanto que eu tinha e ainda tenho que aprender a respeito da amamentação e do leite materno. E é esse desafio que me faz querer ir além e transmitir, sempre que eu posso, no consultório, pelas redes sociais e mídia digital, com aulas e cursos que eu ministro a importância da amamentação. E não poderia estar mais feliz e agradecido por participar dos Departamentos Científicos de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Pediatria. Dr. Yechiel Moises Chencinski Marido da Janice, pai do Renato (36 anos) e Danilo (34 anos). Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP. ___ Publicado em 30/08/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Eu concluí a faculdade de Medicina em 1979 e a residência médica em Pediatria em 1982, ano que nasceu meu primeiro filho, o Renato. E foi aí que aconteceu meu primeiro contato com aleitamento materno. Estranhou a afirmação?

Mesmo em uma das melhores faculdades de Medicina do País, e depois em uma das mais tradicionais residências médicas de São Paulo, não tive quase nenhum curso ou estágio específico a respeito de amamentação durante esses nove anos de estudo, e assim era a grade curricular.

Nessa mesma época, com a indústria em pleno crescimento, nós, pediatras, recém-formados, desempregados e, até como eu, recém-casados, éramos foco de atenção especial e recebíamos, “gratuitamente”, estoque de fórmulas infantis por seis meses, assim que nossos filhos “precisassem”.

Além disso, a licença-maternidade era de 86 dias. E minha esposa teve que sair 15 dias antes, encurtando, assim, o período para 72 dias, voltando a seguir para o trabalho, como nutricionista, em um hospital que tinha creche. A rotina alimentar era suco aos dois, frutas com três e almoço aos quatro meses. O uso de fórmulas aconteceu como complemento aos cinco meses com desmame aos seis meses e meio.

Após dois anos (1984), veio o Danilo. Mesmo nessa época, a minha informação a respeito da importância do aleitamento materno não era muito melhor do que antes. A volta ao trabalho aconteceu após os 86 dias. Nessa época, as avós (Raquel e Regina) nos ajudaram muito, cuidando deles enquanto nós trabalhávamos (e muito) e já ofereciam suco e frutas também, e a fórmula veio apenas aos quatro meses e meio. Com essa ajuda a mais, o desmame ocorreu próximo aos 11 meses.

Nessa época, eu acordava assim que eles choravam à noite e aos finais de semana (entre os plantões), e os trazia para que fossem amamentados, depois trocava as fraldas e os colocava para dormir. Esse foi o “nosso possível”.

Minha experiência profissional, com a observação das crianças que acompanhava, tanto nos hospitais e maternidades, quanto em meu consultório, me mostraram o tanto que eu tinha e ainda tenho que aprender a respeito da amamentação e do leite materno.

E é esse desafio que me faz querer ir além e transmitir, sempre que eu posso, no consultório, pelas redes sociais e mídia digital, com aulas e cursos que eu ministro a importância da amamentação. E não poderia estar mais feliz e agradecido por participar dos Departamentos Científicos de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Dr. Yechiel Moises Chencinski
Marido da Janice, pai do Renato (36 anos) e Danilo (34 anos).
Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP.

agosto dourado

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Publicado em 30/08/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Amamentação é a base da vida – Dra. Zezé Mattar https://spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-zeze-mattar/ Wed, 29 Aug 2018 18:25:00 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2270 Na infância fui amamentada e observei a amamentação dos meus 3 irmãos mais novos. Durante a minha formação acadêmica, tive a motivação no ambulatório de Puericultura e na Residência Médica nos estágios de Pediatria Ambulatorial. Quando iniciei a minha carreira profissional, na maternidade apoiava as mães do alojamento conjunto e da unidade neonatal. Com a implantação do Banco de Leite Humano em 1988, o apoio para as mães de prematuros foi tanto para a manutenção da lactação destas nutrizes, como para mamadas efetivas tendo como meta o aleitamento materno exclusivo na alta hospitalar, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional. Acompanhei os recém-nascidos de alta no ambulatório de retorno e de seguimento sempre enfocando o aleitamento materno. Tive a oportunidade de ser capacitada em todos os cursos da OMS/UNICEF/Ministério da Saúde (Manejo Clínico da Lactação, Avaliadora da Iniciativa Hospital Amigo da Criança, Aconselhamento, Método Canguru, NBCAL, MTA, Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil), o que me manteve atualizada para promover, proteger e apoiar o aleitamento materno durante a minha vida profissional pública, há quatro décadas, e privada durante 10 anos em consultório. Tornei-me mãe em 1989, tive intercorrências mamárias precoces e tardias, mas consegui amamentar exclusivamente por seis meses e 15 dias e dei continuidade até os dois anos. Dentro do meu ciclo de amizades e núcleo familiar apoiei as nutrizes na amamentação de oito sobrinhos e muitos filhos de amigas. Há 36 anos atuo em atividades de ensino e transmito as políticas públicas de promoção, proteção e apoio à amamentação e evidências científicas do aleitamento materno para que os acadêmicos, internos e residentes tenham uma formação adequada na área. Sou membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP há 23 anos e, junto com toda a equipe, temos a meta de manter os pediatras atualizados para esta prática diária profissional. O aleitamento materno faz parte da base da minha vida pessoal e profissional há quase quatro décadas. Sinto-me gratificada por desempenhar a minha atividade como pediatra e neonatologista, oportunizando aos recém-nascidos e lactentes o melhor alimento para seu desenvolvimento. Dra. Maria José Guardia Mattar Esposa do Gladstone, mãe do Guilherme (29 anos). Pediatra do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP. ___ Publicado em 29/08/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Na infância fui amamentada e observei a amamentação dos meus 3 irmãos mais novos.

Durante a minha formação acadêmica, tive a motivação no ambulatório de Puericultura e na Residência Médica nos estágios de Pediatria Ambulatorial. Quando iniciei a minha carreira profissional, na maternidade apoiava as mães do alojamento conjunto e da unidade neonatal.

Com a implantação do Banco de Leite Humano em 1988, o apoio para as mães de prematuros foi tanto para a manutenção da lactação destas nutrizes, como para mamadas efetivas tendo como meta o aleitamento materno exclusivo na alta hospitalar, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional.

Acompanhei os recém-nascidos de alta no ambulatório de retorno e de seguimento sempre enfocando o aleitamento materno. Tive a oportunidade de ser capacitada em todos os cursos da OMS/UNICEF/Ministério da Saúde (Manejo Clínico da Lactação, Avaliadora da Iniciativa Hospital Amigo da Criança, Aconselhamento, Método Canguru, NBCAL, MTA, Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil), o que me manteve atualizada para promover, proteger e apoiar o aleitamento materno durante a minha vida profissional pública, há quatro décadas, e privada durante 10 anos em consultório.

Tornei-me mãe em 1989, tive intercorrências mamárias precoces e tardias, mas consegui amamentar exclusivamente por seis meses e 15 dias e dei continuidade até os dois anos. Dentro do meu ciclo de amizades e núcleo familiar apoiei as nutrizes na amamentação de oito sobrinhos e muitos filhos de amigas.

Há 36 anos atuo em atividades de ensino e transmito as políticas públicas de promoção, proteção e apoio à amamentação e evidências científicas do aleitamento materno para que os acadêmicos, internos e residentes tenham uma formação adequada na área.

Sou membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP há 23 anos e, junto com toda a equipe, temos a meta de manter os pediatras atualizados para esta prática diária profissional.

O aleitamento materno faz parte da base da minha vida pessoal e profissional há quase quatro décadas. Sinto-me gratificada por desempenhar a minha atividade como pediatra e neonatologista, oportunizando aos recém-nascidos e lactentes o melhor alimento para seu desenvolvimento.

Dra. Maria José Guardia Mattar
Esposa do Gladstone, mãe do Guilherme (29 anos).
Pediatra do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP.

agosto dourado

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Publicado em 29/08/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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