Alunos – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 23 May 2025 19:41:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Alunos – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Movimento, educação e cidadania em campo https://spsp.org.br/movimento-educacao-e-cidadania-em-campo/ Sun, 25 May 2025 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=51496 O dia 25 de maio marca mais do que uma simples comemoração: é uma oportunidade de refletir sobre o papel do esporte na escola e tudo o que ele representa na formação de crianças]]>

O dia 25 de maio marca mais do que uma simples comemoração: é uma oportunidade de refletir sobre o papel do esporte na escola e tudo o que ele representa na formação de crianças e adolescentes. Em tempo de tantas transformações sociais e educacionais, o desporto escolar se reafirma como um momento de convivência, aprendizado e saúde.

A conexão entre movimento e educação não é recente – já era valorizada na Antiguidade. Mas foi a partir do século XIX, especialmente na Inglaterra, que o esporte começou a ser integrado à vida escolar com objetivos pedagógicos mais claros. Nas chamadas public schools, atividades esportivas passaram a ser usadas como ferramentas de disciplina e formação moral.

No Brasil, o crescimento do desporto escolar se deu ao longo do século XX, impulsionado por políticas públicas, competições regionais e pela fundação da Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE), em 2000. Desde então, a CBDE atua para promover o desenvolvimento esportivo com foco não apenas no desempenho, mas também na cidadania, no lazer e na inclusão.

O dia 25 de maio foi escolhido justamente por marcar a criação da CBDE, sendo oficializado como o Dia Nacional do Desporto Escolar pela Lei nº 14.579, sancionada em 2023.

Na prática, o esporte dentro das escolas vai muito além dos pódios: ajuda no desenvolvimento motor e cognitivo, melhora a concentração, favorece o desempenho escolar e contribui para a construção de valores importantes, como empatia, respeito às regras, cooperação e resiliência. Para muitos alunos, as aulas de Educação Física e os jogos são os momentos mais esperados do dia — e não é à toa. Ali, eles se sentem parte de algo, criam vínculos e aprendem na prática o que significa conviver.

Fora do Brasil, o desporto escolar também tem um papel de destaque. A International School Sport Federation (ISF), criada em 1972, reúne mais de 130 países e organiza a Gymnasiade — uma espécie de olimpíada estudantil internacional que combina esporte, intercâmbio cultural e amizade entre jovens. O Brasil participa ativamente, e a edição de 2023 foi sediada no Rio de Janeiro. Já em 2025, a Gymnasiade aconteceu em abril, em Belgrado, na Sérvia.

Esses eventos mostram que o esporte escolar pode – e deve – ser uma ponte entre educação e cidadania, com alcance global. No entanto, por aqui, o modelo ainda está distante dessa realidade. Muitos desafios permanecem: escolas sem quadras adequadas, falta de materiais, desvalorização da Educação Física e desigualdades no acesso às práticas esportivas.

Mudar esse cenário exige mais do que boa vontade. É preciso investir em infraestrutura, capacitar profissionais e criar políticas públicas consistentes, que reconheçam o valor do esporte como parte integrante do projeto pedagógico de cada escola.

O Dia Nacional do Desporto Escolar é um momento para celebrar quem já faz a diferença: professores, coordenadores, gestores e alunos que acreditam no poder transformador do movimento. Mais do que formar atletas, o que está em jogo é formar cidadãos ativos, saudáveis e preparados para os desafios da vida dentro e fora das quadras.

 

Relatores:

Rubens Romualdo da Silva
Diego Lopes Valiukevicius
Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes na Infância e Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo 

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Tecnologias na Educação – Expectativas e frustrações https://spsp.org.br/tecnologias-na-educacao-expectativas-e-frustracoes/ Thu, 19 Dec 2024 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=49661 A vovó tirou do seu ‘fundo do baú’ histórias interessantes e que parecem, hoje, inacreditáveis. Vejam estas: -Thomas Edison, industrial americano e inventor da lâmpada elétrica]]>

A vovó tirou do seu ‘fundo do baú’ histórias interessantes e que parecem, hoje, inacreditáveis. Vejam estas:

-Thomas Edison, industrial americano e inventor da lâmpada elétrica, disse em 1913: “livros logo se tornarão obsoletos nas escolas (…) Nosso sistema escolar mudará completamente dentro de dez anos”. Parece até atual! O deslumbramento demonstrado por ele dizia respeito às várias potencialidades pedagógicas do cinema, opinião corroborada por muita gente naquela época, que até diziam: “o cinema está destinado a revolucionar nosso sistema educacional e, graças a ele, será possível ensinar todas as ramificações do conhecimento humano”.

-Em 1930, a tecnologia revolucionária foi o rádio e dizia-se sobre ele:  “o rádio está destinado a levar o mundo para a sala de aula, a fim de tornar universalmente disponíveis os serviços dos melhores professores”.

-Em 1960, foi a vez da televisão: “é possível multiplicar nossos melhores instrutores, isto é, selecionar um único professor excelente e oferecer a todos os estudantes os benefícios resultantes de uma instrução de qualidade superior (…) A TV transforma todas as salas de estar, de jantar, sótão, etc., numa sala potencial de aula”.

Percebe-se nesse recordatório, que muita expectativa sempre foi projetada em cada nova tecnologia que ia surgindo como esperança para solucionar os problemas educacionais nos países, pelo mundo afora. Hoje, continua se fazendo a mesma coisa: a televisão foi substituída pelas “tecnologias de informação e de comunicação para o ensino” – as famosas TIC.

Em 2011, um parlamentar alardeou que estas são “como uma resposta adaptada aos desafios da educação do século XXI: lutar contra o fracasso na escola, favorecer a igualdade de oportunidades, devolver aos alunos o prazer de ir à escola e aprender, revalorizar a profissão do magistério, que deve retomar seu lugar com esse papel de ‘diretor de cena’ (…). Pois não será sobre a educação de ontem que edificaremos os talentos de amanhã”.

As muitas expectativas trouxeram muitas frustações. Nem o cinema, nem o rádio ou a televisão resolveram os enormes problemas educacionais na grande maioria dos países. Nem mesmo hoje, a Informatização no ensino, trouxe o ganho tão esperado e propalado.

“A síntese do último relatório do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), solicitado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, enfatiza: “professores são o mais importante recurso nas escolas de hoje…”. Essa afirmação foi feita após os especialistas constatarem que os países que mais investiram em tecnologias digitais foram os que viram a performance de seus alunos diminuir, mais severamente, em matemática, leitura e ciências.

Conclusão final:

“Um Professor qualificado continua sendo uma tecnologia de ensino resiliente e insuperável”.

 

Saiba mais:

  1. Edison T. In: Saettler P. The evolution of American educacional techonology. (S.I.): IAP, 1990.
  2. Darrow B. In: Cuban L. Teachers and the machines. New York: Teachers College Press, 1986.
  3. Wischener G et al. Some thoughts on television as na educacional tool. American Psychologist. 1955;10.
  4. Fourgous J. Oser la pédagogie numérique!. Le Monde, 2011. Disponível em: lemonde.fr. Acesso em: 27 jul. 2021.
  5. Spitzer M. M-learning? When it comes to learning, smartphones are a liability, not an asset. Trends in Neuroscience and Education. 2015;4.
  6. OECD. Effective teacher policies: insights from PISA. OECD, 2018. Disponível em: oecd.org. Acesso em: 27 jul.2021.
  7. OCDE. Connectés pour appendre? Les élèves et les nouvelles technologies (principaux résultats). OCDE, 2015. Disponível em: oecd.org. Acesso em: 27 jul. 2021.

 

Relator:

Fernando MF Oliveira

Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Dia do Professor https://spsp.org.br/dia-do-professor/ Tue, 15 Oct 2024 13:58:32 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48482 ]]>

A figura do professor ocupa um espaço grande e especial em nossas vidas. Começa na infância e continua até a maturidade. Ao longo da vida continuamos, sempre, aprendendo alguma coisa com alguém. Todos somos alunos e professores, em última análise. Mas alguns dedicam seu tempo, seus esforços, seu conhecimento e sabedoria com a finalidade de ensinar. Têm como objetivo profissional e de vida repartir o que aprenderam. Temos que reforçar a importância que desempenham na vida das pessoas e de uma nação.

Recorro a alguns personagens da ficção, que permanecem em nossa memória afetiva, para traduzir nossa gratidão e reconhecimento. Obrigado a você, professor, que de alguma forma tem um pouco de todos esses professores queridos, que elencamos abaixo:

Professor Pardal – personagem criado pelos Estúdios Disney – é inventor e cientista. É tido como excêntrico, alcunha dada para definir seu jeito desorganizado ou distraído. Tem ideias brilhantes e fora do comum. Possui muita criatividade, mas às vezes falha em lidar com a realidade prática ou cotidiana. É um ardoroso e apaixonado defensor da tecnologia e da ciência. É motivado por perguntas e quer encontrar soluções para tudo. É um profissional multitarefa.

Professor Frink – É um cientista excêntrico e gênio maluco da cidade de Springfield, nos desenhos dos Simpsons. É outra versão do Professor Pardal.

Professor Raimundo – criado e interpretado pelo genial Chico Anysio, lida com uma classe diversificada de alunos, inquieta, bagunceira. Ele aguenta de tudo e o “salário é ó …” – aquele espaço definido entre o polegar e o indicador quantifica – sim, pequenininho.

Professor Xavier – O fundador da escola para jovens superdotados, que também atua como mentor dos X-Men. Os “fora da curva” encontram naquele ambiente aquilo de que necessitam para desabrocharem seus talentos. Na escola há professores com empatia e notória competência, que não temem um aluno curioso e questionador. Para necessidades diferentes, propõem tratamentos diferenciados.

Professor Girafales – O professor da turma do Chaves, conhecido por sua paciência (e por seu romance com Dona Florinda). Professor é gente, que também se apaixona e sabe que é mortal.

Professor John Keating – O inspirador professor de literatura que ensina seus alunos a pensarem de forma independente e a valorizarem a poesia, no filme Sociedade dos Poetas Mortos. Ensina a pensar. Incute valores fundamentais.

Professor Indiana Jones – arqueólogo aventureiro e professor universitário. “Topa qualquer parada” pelo encontro de uma peça arqueológica rara. Foco obstinado. O trabalho lhe dá alegria e prazer.

Dois professores da série Harry Potter: Alvo Dumbledore, professor sábio e poderoso, e o Snape, enigmático e complexo professor de poções, que mais tarde ensina Defesa Contra as Artes das Trevas.

A você, que exerce a função docente, em especial em Pediatria e no universo do Adolescente, nossa homenagem, admiração, reconhecimento e gratidão.

A quem honra, honra.

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Dia do Leitor https://spsp.org.br/dia-do-leitor/ Sun, 07 Jan 2024 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=42298 Os caligramas fazem parte da poesia visual. As palavras criam uma imagem que expressa visualmente o que as próprias mencionam, ou desejariam dizer. “Quem mal lê… mal ouve, mal fala, mal vê.” ]]>

Os caligramas fazem parte da poesia visual. As palavras criam uma imagem que expressa visualmente o que as próprias mencionam, ou desejariam dizer.

“Quem mal lê… mal ouve, mal fala, mal vê.” Monteiro Lobato

“A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde.” André Maurois

“Um livro é um brinquedo feito com letras. Ler é brincar.” Rubem Alves

“Ler é beber e comer. O espírito que não lê emagrece como o corpo que não come.” Victor Hugo

No Dia do Leitor, queremos chamar a atenção para alguns dos grandes desafios que o país enfrenta, em particular, nessa área da leitura.

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) é uma organização internacional com sede na França e composta por 38 países membros, que tem o objetivo de promover o progresso econômico, o comércio mundial e o bem-estar social, estabelecendo padrões para esse desenvolvimento. Segundo esse organismo de cooperação internacional, a habilidade de leitura é definida como a “capacidade de entender, usar e refletir sobre textos escritos de modo a conquistar objetivos, desenvolver conhecimento e potencial e participar da sociedade”.

Em uma escala de 1 a 6, o nível de leitura considerado básico é o 2 – estágio em que os estudantes “começam a demonstrar competências que vão lhes permitir participar de modo efetivo e produtivo na vida como estudantes, trabalhadores e cidadãos”.

Em 1997, foi criado e desenvolvido um instrumento para avaliação global dos estudantes – o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) – na sigla em inglês, patrocinado pela OCDE. No Pisa 2018, os alunos brasileiros pontuaram, em média, 413 em leitura (para efeitos comparativos, a China, que encabeça o ranking, pontuou 555 nesse quesito). O Brasil manteve-se praticamente estagnado na última década. Essa média esconde disparidades sociais acentuadas. A proporção de jovens da camada mais pobre que conseguiu alcançar o nível 2 em leitura do Pisa foi 55% menor do que a de jovens brasileiros de renda mais alta. No Brasil, apenas um terço (33%) dos estudantes havia sido capaz de distinguir fatos de opiniões em uma das perguntas aplicadas no Pisa. O “abismo cultural”, entre estudantes de classes sociais mais avantajadas e os mais pobres em todo o mundo, está aumentando.

O exame, chamado PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study), avalia a capacidade de leitura de alunos do 4º ano do ensino fundamental. O teste avalia a capacidade das crianças compreenderem textos, estabelecerem conexões entre as informações lidas e desenvolverem um senso crítico a respeito de um conteúdo. É uma prova aplicada para alunos das redes pública e privada, com questões dissertativas e mais complexas do que as usadas nos exames nacionais de leitura, como o Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica). Os resultados do PIRLS realizado no final de 2021 foram divulgados no começo de março de 2023. O Brasil ficou na 39ª posição entre 43 países, atrás de nações pobres, como Azerbaijão e Uzbequistão: 38% dos estudantes brasileiros não dominavam as habilidades mais básicas de leitura. Só 13% foram classificados, segundo a avaliação, como proficientes.

Na pesquisa Alfabetiza Brasil, do Ministério da Educação (MEC), 56,4% das crianças brasileiras não estão alfabetizadas. Apenas 4 em cada 10 crianças do 2º ano do ensino fundamental estavam alfabetizadas no país em 2021. O levantamento mostrou ainda uma queda na porcentagem de alfabetização infantil em comparação com 2019, quando mais de 6 crianças em cada 10 eram consideradas alfabetizadas.

Concluo, parafraseando Monteiro Lobato: “Quem mal lê… mal ouve, mal fala, mal vê, mal compete no mercado de trabalho.”

Dia de ler é todo dia.

 

Saiba mais:

  1. Dados do último relatório da OCDE, divulgado em 16/09/2023.
  2. Pesquisa Alfabetiza Brasil (2021), do Ministério da Educação (MEC).

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Professor(a) é preciso! https://spsp.org.br/professora-e-preciso/ Wed, 05 Oct 2022 19:06:50 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=34780 ]]>

Ao evocar Fernando Pessoa, parafraseando-o, queremos saudar o dia 5 de outubro – Dia Mundial do Professor.

“Mestre não é aquele que sempre ensina, mas quem de repente aprende”. Esta frase de Guimarães Rosa diz de maneira rebuscada uma coisa singela: para ensinar, você tem que ser aprendiz.

Num dos livros da humanidade lê-se: “Quando eu era filho de meu pai, filho único, amado por minha mãe, meu pai me ensinava…” (Provérbios 4,3-4). É o rei Salomão falando sobre o rei Davi, seu pai.

Desde muito cedo aprendemos com alguém e, igualmente, repartimos conhecimento com mais alguém. Somos todos mestres e alunos. Uma geração mostra conhecimento para a seguinte. Assim, o mundo se transforma e se renova. Há, entretanto, alguns que exercem uma vocação – a de ensinar; às vezes, como profissão, noutras, simplesmente pelo prazer de compartilhar o que descobriram sobre a vida. Há professores que ensinam pelo que explicam e demonstram, significa dizer que ensinam pelo que falam e pelo que vivem. São mestres. Cativam pela sabedoria, pelo senso de inteireza. 

Os professores que impactam alunos e deixam marcas em suas vidas são aqueles que sabem ouvir; não se incomodam, nem se intimidam com perguntas; sabem dizer – “isto eu não sei, vou pesquisar”; não param de estudar; têm curiosidade e não a deixam esmaecer diante das agruras da existência; sabem estimular as capacidades dos estudantes; vêm suas potencialidades; sabem contextualizar o conhecimento, tornando-o prático; valorizam as descobertas de seus alunos.

O historiador britânico Beda, do século VII, disse algo muito interessante, que resume o processo ensino-aprendizagem, a relação professor-aluno, que nos fez chegar onde estamos e que nos impulsionará para o amanhã: “Há três caminhos para o fracasso: não ensinar o que se sabe; não praticar o que se ensina; e não perguntar o que se ignora”.  

Àqueles que nos acolheram em suas salas de aula, desde pequenos: nos ajudaram a desvendar os enigmas da matemática e da gramática; contaram histórias sobre o mundo e o universo; revelaram alguns mistérios sobre a vida; ensinaram os princípios do convívio ético em sociedade – nossa gratidão, pois ajudaram a forjar o homem, a mulher, o cidadão, a cidadã, o(a) profissional.

Feliz a nação que os tem em quantidade e sabe dignificá-los.

Salve o Dia do Professor.  Finalizo com uma homenagem musical de Tânia Maya*:

“Quem com pó de giz / Um lápis e apagador / Deu o verbo a Vinicius /
Machado de Assis, Drummond?

Quem ensinou piano ao Tom? / Quem pôs um lápis de cor / Nos dedos de Portinari
Picasso e Van Gogh? / Quem foi que deu asas a Santos Dumont?

Crianças têm tantos dons / Só que, às vezes, não sabem / Quantos só se descobrem
Porque o mestre enxergou / E incentivou

É, só se faz um país com professor / Um romance, um croqui, com professor /
Um poema de amor, dim / Um país pra ensinar seus jovens
É, só se faz um país com professor / Um romance, um croqui, com professor
Um poema de amor, dim”.

*O Professor. Compositor: Celso Viáfora. Disponível em: https://www.letras.mus.br/tania-maya/709537/

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

 

Foto: @wavebreakmedia / www.freepik.com

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