Alimentação infantil – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 17 Mar 2021 17:54:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Alimentação infantil – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Restrições alimentares e seus riscos: anemias https://spsp.org.br/restricoes-alimentares-e-seus-riscos-anemias/ Wed, 28 Aug 2019 14:23:01 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2920 A anemia é muito frequente em crianças e adolescentes e tem como causa principal os déficits nutricionais. Atualmente, as dietas vegetarianas e veganas, assim como outras alternativas, têm se tornado mais habituais, especialmente na população mais jovem. Estima-se que 3% da população nos Estados Unidos seja vegetariana (sendo 8% dos adolescentes) e 1,5%, veganos. Vamos entender o que significa:Vegetarianos: não ingerem carnes em geral. Semi-vegetarianos: ingerem carne ocasionalmente (vermelha ou branca).Pescetarianismo ou piscitarianismo: peixes e mariscos estão incluídos na dieta. Enquanto os vegetarianos-pescetarianos consomem leite e ovos, os veganos-pescetarianos excluem esses alimentos da dieta.Ovolactovegetarianos: ovos, leite e produtos lácteos incluídos; sem nenhuma carne.Lactovegetarianos: leite e produtos lácteos incluídos na dieta, sem ovos ou carne.Macrobiótica: consomem grãos integrais, vegetais, legumes, algas marinhas e frutas cultivadas localmente. Nesse caso, carne branca ou peixe de carne branca são aceitos até duas vezes na semana.Veganos: sem nenhum produto de origem animal. Além da preocupação com a dieta, é uma ideologia que procura excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de “exploração e crueldade” para com os animais, tanto para consumo alimentar (ovos, leite e derivados, mel etc.) quanto de produtos de vestimenta, adorno, entre outros. As dietas restritivas podem satisfazer as necessidades nutricionais de crescimento e desenvolvimento, porém precisam ser planejadas com atenção Efeitos gerais na saúde Quanto mais restritiva for a dieta, maior o risco de inadequação alimentar. Os maiores riscos para a ingestão inadequada de nutrientes de uma dieta vegetariana ocorrem durante períodos de crescimento. As dietas vegetarianas estão associadas a menor incidência de obesidade, doença coronariana, hipertensão e diabetes tipo 2. Estudos sugerem que a dieta lactovegetariana tem menores riscos para a saúde do que a vegana, porém não existem dados conclusivos sobre os benefícios e ameaças para crianças e adolescentes. Há dificuldade em analisar os dados, pois se misturam com estilos de vida, maior atividade física e redução de tabagismo e alcoolismo. Atenção à deficiência de ferro e vitamina B12 As crianças que apresentam taxas de crescimento rápidas aumentam as necessidades de ferro, desenvolvendo problemas de falta desse mineral com ou sem anemia, com prevalência variável. As consequências da deficiência de ferro incluem desde comprometimento do desenvolvimento cognitivo e motor, da capacidade de concentração, problemas comportamentais, cansaço, até alterações cardíacas em situações extremas. As preocupações sobre o consumo do ferro para crianças vegetarianas são baseadas nas diferenças entre ferro heme (carne) e ferro não heme (vegetais).  Isso porque o ferro não heme possui absorção comprometida por outros componentes da dieta (chás, fibras, leites). A vitamina B12 (cobalamina) é encontrada apenas em alimentos de origem animal (carne, peixe, ovos e laticínios). Suas reservas são armazenadas principalmente no fígado e a sua deficiência acontece lentamente, o que justifica as manifestações clínicas pouco características iniciais. A deficiência de vitamina B12 se desenvolve em quatro a seis meses em bebês ou um a dois anos em adolescentes e adultos. Os veganos têm risco maior de deficiência de vitamina B12. A prescrição de medicamentos para a suplementação de ferro e vitamina B12 pode ser necessária nas dietas mais restritas. As dietas vegetarianas podem satisfazer as necessidades nutricionais de crescimento e desenvolvimento, porém precisam ser planejadas com atenção aos seguintes possíveis nutrientes limitantes: calorias (fonte de energia), proteínas, ferro, zinco, cálcio, vitamina D, vitamina B12 (cianocobalamina), ômega-3 de cadeia longa ácidos e fibra dietética. O risco de anemia é mais alto que nas dietas tradicionais. ___Relatora:Dra. Celia Martins CampanaroDepartamento Científico de Hematologia e Hemoterapia da SPSP. Publicado em 28/08/2019]]>

A anemia é muito frequente em crianças e adolescentes e tem como causa principal os déficits nutricionais. Atualmente, as dietas vegetarianas e veganas, assim como outras alternativas, têm se tornado mais habituais, especialmente na população mais jovem. Estima-se que 3% da população nos Estados Unidos seja vegetariana (sendo 8% dos adolescentes) e 1,5%, veganos.

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Vamos entender o que significa:
Vegetarianos: não ingerem carnes em geral.
Semi-vegetarianos: ingerem carne ocasionalmente (vermelha ou branca).
Pescetarianismo ou piscitarianismo: peixes e mariscos estão incluídos na dieta. Enquanto os vegetarianos-pescetarianos consomem leite e ovos, os veganos-pescetarianos excluem esses alimentos da dieta.
Ovolactovegetarianos: ovos, leite e produtos lácteos incluídos; sem nenhuma carne.
Lactovegetarianos: leite e produtos lácteos incluídos na dieta, sem ovos ou carne.
Macrobiótica: consomem grãos integrais, vegetais, legumes, algas marinhas e frutas cultivadas localmente. Nesse caso, carne branca ou peixe de carne branca são aceitos até duas vezes na semana.
Veganos: sem nenhum produto de origem animal. Além da preocupação com a dieta, é uma ideologia que procura excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de “exploração e crueldade” para com os animais, tanto para consumo alimentar (ovos, leite e derivados, mel etc.) quanto de produtos de vestimenta, adorno, entre outros.


As dietas restritivas podem satisfazer as necessidades nutricionais de crescimento e desenvolvimento, porém precisam ser planejadas com atenção


Efeitos gerais na saúde

Quanto mais restritiva for a dieta, maior o risco de inadequação alimentar. Os maiores riscos para a ingestão inadequada de nutrientes de uma dieta vegetariana ocorrem durante períodos de crescimento.

As dietas vegetarianas estão associadas a menor incidência de obesidade, doença coronariana, hipertensão e diabetes tipo 2. Estudos sugerem que a dieta lactovegetariana tem menores riscos para a saúde do que a vegana, porém não existem dados conclusivos sobre os benefícios e ameaças para crianças e adolescentes. Há dificuldade em analisar os dados, pois se misturam com estilos de vida, maior atividade física e redução de tabagismo e alcoolismo.

Atenção à deficiência de ferro e vitamina B12

As crianças que apresentam taxas de crescimento rápidas aumentam as necessidades de ferro, desenvolvendo problemas de falta desse mineral com ou sem anemia, com prevalência variável.

As consequências da deficiência de ferro incluem desde comprometimento do desenvolvimento cognitivo e motor, da capacidade de concentração, problemas comportamentais, cansaço, até alterações cardíacas em situações extremas. As preocupações sobre o consumo do ferro para crianças vegetarianas são baseadas nas diferenças entre ferro heme (carne) e ferro não heme (vegetais).  Isso porque o ferro não heme possui absorção comprometida por outros componentes da dieta (chás, fibras, leites).

A vitamina B12 (cobalamina) é encontrada apenas em alimentos de origem animal (carne, peixe, ovos e laticínios). Suas reservas são armazenadas principalmente no fígado e a sua deficiência acontece lentamente, o que justifica as manifestações clínicas pouco características iniciais. A deficiência de vitamina B12 se desenvolve em quatro a seis meses em bebês ou um a dois anos em adolescentes e adultos. Os veganos têm risco maior de deficiência de vitamina B12.

A prescrição de medicamentos para a suplementação de ferro e vitamina B12 pode ser necessária nas dietas mais restritas.

As dietas vegetarianas podem satisfazer as necessidades nutricionais de crescimento e desenvolvimento, porém precisam ser planejadas com atenção aos seguintes possíveis nutrientes limitantes: calorias (fonte de energia), proteínas, ferro, zinco, cálcio, vitamina D, vitamina B12 (cianocobalamina), ômega-3 de cadeia longa ácidos e fibra dietética. O risco de anemia é mais alto que nas dietas tradicionais.

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Relatora:
Dra. Celia Martins Campanaro
Departamento Científico de Hematologia e Hemoterapia da SPSP.

Publicado em 28/08/2019



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Alimentação da criança e a gordura do bem: o DHA https://spsp.org.br/alimentacao-da-crianca-e-a-gordura-do-bem-o-dha/ Tue, 25 Jun 2019 18:30:07 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2843 As gorduras (ou lipídios) fazem parte da alimentação humana como fonte e “depósito” de energia. Calcula-se que 30 a 40% da ingestão calórica diária provém de gorduras. Mas não é somente isso! Gorduras também possuem função estrutural na formação das células do organismo e são importantes componentes no metabolismo – como núcleo de alguns hormônios – e na regulação da atividade inflamatória. O organismo humano necessita receber gordura pela alimentação, pois assim terá acesso aos chamados ácidos graxos, que são considerados essenciais, ou seja, não conseguimos produzi-los, mas sim transformá-los através do metabolismo em compostos estruturais e bioativos. As gorduras do bem favorecem a saúde e desenvolvimento cognitivo da criança para a fase adulta As gorduras são classificadas como saturadas (por exemplo, as do leite e derivados ou da capa de gordura das carnes) e as insaturadas, que são de maior importância para o organismo, pois ajudam a elevar os níveis de HDL no sangue, conhecido como “colesterol bom”. Elas ainda podem ser sub classificadas entre as da classe ômega-6, que provém principalmente dos óleos vegetais como de soja e milho; ômega-9, encontrada no azeite de oliva; e ômega-3, encontrada em menor quantidade nos óleos vegetais, germe de trigo e peixes. A importância do DHA O processo de metabolismo dos ácidos graxos em nosso corpo dá origem ao DHA (ácido docosahexaenoico) , que auxilia na “fluidez” dos impulsos elétricos da rede de neurônios, de vital importância no desenvolvimento cerebral e cognitivo. Ele também é importante na saúde cardiovascular de crianças e adultos. Além disso, durante os “Primeiros Mil Dias” – soma dos nove meses da gestação (270 dias) e os dois primeiros anos de vida (730 dias) – que é um período de crescimento acelerado, tanto fisicamente quanto do sistema nervoso, e no qual cerca de 80% do cérebro se desenvolve – a oferta adequada dos nutrientes, em especial do DHA, associado aos estímulos ambientais adequados, favorece a saúde e desenvolvimento cognitivo da criança para a fase adulta. Durante a gestação, ocorre passagem do DHA através da placenta e, após o nascimento, ele está presente no leite humano, em conjunto com outros tipos de ácidos graxos necessários para o crescimento e desenvolvimento da criança. O leite humano é muito rico em DHA e é constituído por diversos ácidos graxos que proveem energia para o crescimento e para metabolismo da criança. Na introdução da alimentação complementar é de grande importância o preparo das refeições com óleo vegetais e consumo de peixes marinhos ricos em DHA. Por esses motivos indica-se o DHA, verdadeira “gordura do bem”, na alimentação da gestante, lactantes, de crianças e adolescentes e também de adultos, para quem se recomenda pelo menos duas porções semanais de peixes marinhos. No caso de baixa ingestão do DHA e/ou quando não se atinge as recomendações nutricionais diárias, deve-se considerar a suplementação, preferencialmente através da fortificação dos alimentos, visando obter seus efeitos benéficos à saúde e desenvolvimento mental e cognitivo ao longo da vida. ___Relator:Dr. Rubens FeferbaumDepartamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo Publicado em 25/06/2019]]>

As gorduras (ou lipídios) fazem parte da alimentação humana como fonte e “depósito” de energia. Calcula-se que 30 a 40% da ingestão calórica diária provém de gorduras. Mas não é somente isso! Gorduras também possuem função estrutural na formação das células do organismo e são importantes componentes no metabolismo – como núcleo de alguns hormônios – e na regulação da atividade inflamatória.

O organismo humano necessita receber gordura pela alimentação, pois assim terá acesso aos chamados ácidos graxos, que são considerados essenciais, ou seja, não conseguimos produzi-los, mas sim transformá-los através do metabolismo em compostos estruturais e bioativos.


As gorduras do bem favorecem a saúde e desenvolvimento cognitivo da criança para a fase adulta


As gorduras são classificadas como saturadas (por exemplo, as do leite e derivados ou da capa de gordura das carnes) e as insaturadas, que são de maior importância para o organismo, pois ajudam a elevar os níveis de HDL no sangue, conhecido como “colesterol bom”. Elas ainda podem ser sub classificadas entre as da classe ômega-6, que provém principalmente dos óleos vegetais como de soja e milho; ômega-9, encontrada no azeite de oliva; e ômega-3, encontrada em menor quantidade nos óleos vegetais, germe de trigo e peixes.

A importância do DHA

O processo de metabolismo dos ácidos graxos em nosso corpo dá origem ao DHA (ácido docosahexaenoico) , que auxilia na “fluidez” dos impulsos elétricos da rede de neurônios, de vital importância no desenvolvimento cerebral e cognitivo. Ele também é importante na saúde cardiovascular de crianças e adultos.

Além disso, durante os “Primeiros Mil Dias” – soma dos nove meses da gestação (270 dias) e os dois primeiros anos de vida (730 dias) – que é um período de crescimento acelerado, tanto fisicamente quanto do sistema nervoso, e no qual cerca de 80% do cérebro se desenvolve – a oferta adequada dos nutrientes, em especial do DHA, associado aos estímulos ambientais adequados, favorece a saúde e desenvolvimento cognitivo da criança para a fase adulta.

Durante a gestação, ocorre passagem do DHA através da placenta e, após o nascimento, ele está presente no leite humano, em conjunto com outros tipos de ácidos graxos necessários para o crescimento e desenvolvimento da criança. O leite humano é muito rico em DHA e é constituído por diversos ácidos graxos que proveem energia para o crescimento e para metabolismo da criança.

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Na introdução da alimentação complementar é de grande importância o preparo das refeições com óleo vegetais e consumo de peixes marinhos ricos em DHA. Por esses motivos indica-se o DHA, verdadeira “gordura do bem”, na alimentação da gestante, lactantes, de crianças e adolescentes e também de adultos, para quem se recomenda pelo menos duas porções semanais de peixes marinhos.

No caso de baixa ingestão do DHA e/ou quando não se atinge as recomendações nutricionais diárias, deve-se considerar a suplementação, preferencialmente através da fortificação dos alimentos, visando obter seus efeitos benéficos à saúde e desenvolvimento mental e cognitivo ao longo da vida.

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Relator:
Dr. Rubens Feferbaum

Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Publicado em 25/06/2019



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Como a relação entre irmãos contribui na alimentação infantil https://spsp.org.br/como-a-relacao-entre-irmaos-contribui-na-alimentacao-infantil/ Tue, 13 Sep 2016 16:21:58 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1366 Diante de um mercado alimentício diverso, surge aos pais uma forte preocupação em relação à nutrição dos filhos. Para que os pequenos cresçam com saúde, é preciso inserir hábitos alimentares balanceados, com refeições contendo nutrientes variados. Nesse cenário, a presença de irmãos de faixas etárias próximas também influencia. Dr. Rubens Feferbaum, membro do Departamento de Nutrologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), afirma que exemplos nesse momento são importantes, principalmente na hora de sentar à mesa. “Vale lembrar, no entanto, que cada criança possui suas particularidades, o que é perfeitamente normal, mesmo com biotipos diferentes”, avisa. Em relação ao certo e errado na alimentação dos pequenos, o pediatra ressalta que eles não nascem com manual de instrução e deve-se respeitar a individualidade. Acima de tudo, os hábitos são formados pelos exemplos da cultura familiar. É fundamental estabelecer um padrão de crescimento harmônico, sem excessos ou déficits alimentares, assim como respeitar as características culturais regionais durante a orientação nutricional. Indicações corretas durante a infância contribuem para o crescimento saudável dos pequenos, assim como uma boa alimentação em casa. “A educação nutricional é importantíssima, tanto na família quanto na escola. Participamos de um projeto onde as crianças contavam com aulas assim e ainda interagiam na composição da merenda, escolhendo ingredientes e a maneira de preparo. O resultado é que os conceitos de boa alimentação são levados até a família, inclusive orientando os pais quando estes não serviam frutas e legumes”, comenta Dr. Rubens. Avaliação Estudo publicado na Revista Pediatrics atesta que crianças com irmãos apresentam menor risco de desenvolver obesidade. A pesquisa analisou a massa corporal de 697 crianças desde a introdução alimentar até os 6 anos, e aquelas que presenciaram o nascimento de irmãos tiveram um índice mais equilibrado em relação aos que não viveram a mesma experiência – estes demonstraram mais chances de desenvolver obesidade. Além disso, a presença de um irmão na vida de uma criança ajuda a combater o sedentarismo, uma vez que podem realizar atividades juntos, o que é preponderante para uma boa qualidade de vida. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 13/09/2016. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil. Salvar]]>

irmasDiante de um mercado alimentício diverso, surge aos pais uma forte preocupação em relação à nutrição dos filhos. Para que os pequenos cresçam com saúde, é preciso inserir hábitos alimentares balanceados, com refeições contendo nutrientes variados. Nesse cenário, a presença de irmãos de faixas etárias próximas também influencia.

Dr. Rubens Feferbaum, membro do Departamento de Nutrologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), afirma que exemplos nesse momento são importantes, principalmente na hora de sentar à mesa. “Vale lembrar, no entanto, que cada criança possui suas particularidades, o que é perfeitamente normal, mesmo com biotipos diferentes”, avisa.

Em relação ao certo e errado na alimentação dos pequenos, o pediatra ressalta que eles não nascem com manual de instrução e deve-se respeitar a individualidade. Acima de tudo, os hábitos são formados pelos exemplos da cultura familiar. É fundamental estabelecer um padrão de crescimento harmônico, sem excessos ou déficits alimentares, assim como respeitar as características culturais regionais durante a orientação nutricional.

Indicações corretas durante a infância contribuem para o crescimento saudável dos pequenos, assim como uma boa alimentação em casa. “A educação nutricional é importantíssima, tanto na família quanto na escola. Participamos de um projeto onde as crianças contavam com aulas assim e ainda interagiam na composição da merenda, escolhendo ingredientes e a maneira de preparo. O resultado é que os conceitos de boa alimentação são levados até a família, inclusive orientando os pais quando estes não serviam frutas e legumes”, comenta Dr. Rubens.

Avaliação
Estudo publicado na Revista Pediatrics atesta que crianças com irmãos apresentam menor risco de desenvolver obesidade. A pesquisa analisou a massa corporal de 697 crianças desde a introdução alimentar até os 6 anos, e aquelas que presenciaram o nascimento de irmãos tiveram um índice mais equilibrado em relação aos que não viveram a mesma experiência – estes demonstraram mais chances de desenvolver obesidade.

Além disso, a presença de um irmão na vida de uma criança ajuda a combater o sedentarismo, uma vez que podem realizar atividades juntos, o que é preponderante para uma boa qualidade de vida.

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 13/09/2016.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Encontro com mães no Congresso Paulista de Pediatria https://spsp.org.br/encontro-com-maes-no-congresso-paulista-de-pediatria-2/ Wed, 23 Mar 2016 16:56:29 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=1110 Durante o 14º Congresso Paulista de Pediatria, realizado de 12 a 15 de março, a Sociedade de Pediatria de São Paulo realizou um encontro gratuito e aberto ao público, com o tema “Alimentação infantil: do seio à mesa”. A iniciativa teve como objetivo ouvir dúvidas de mães, pais e cuidadores para poder se posicionar e compreender quais ações implantar em benefício da saúde dos pequenos. “Com o apoio da SPSP pudemos, pela primeira vez, receber pais, mães, avós e crianças, junto com alguns pediatras, para um bate-papo dentro do nosso Congresso. Foi uma atividade emocionante, produtiva, com ótima participação e interesse da plateia presente, com esclarecimentos sobre alimentação infantil, desde o aleitamento materno até a introdução alimentar”, comentou o Dr. Moises Chencinski, membro do Departamento de Aleitamento Materno da SPSP e um dos pediatras presentes no encontro. Ao final do evento, além da tradicional foto de todo o grupo presente, aconteceu o primeiro Mamaço da SPSP. “Não dava para terminar de forma mais significativa essa nossa atividade. Em meu nome e de Hamilton Robledo, outro membro do Departamento, gostaria de agradecer aos presentes, à SPSP e à organização do Congresso, que nos permitiu essa parceria com quem é, de verdade, a razão de nossos esforços e de nossa dedicação: as crianças. E que essa seja a primeira de muitas ações semelhantes, visando a informação ética, atualizada e simples para essa geração dos 100 anos”, completou o Dr. Moises. ___ Publicado em 23/03/2016. photo credit: Salvi Cruz Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Durante o 14º Congresso Paulista de Pediatria, realizado de 12 a 15 de março, a Sociedade de Pediatria de São Paulo realizou um encontro gratuito e aberto ao público, com o tema “Alimentação infantil: do seio à mesa”.

A iniciativa teve como objetivo ouvir dúvidas de mães, pais e cuidadores para poder se posicionar e compreender quais ações implantar em benefício da saúde dos pequenos.

“Com o apoio da SPSP pudemos, pela primeira vez, receber pais, mães, avós e crianças, junto com alguns pediatras, para um bate-papo dentro do nosso Congresso. Foi uma atividade emocionante, produtiva, com ótima participação e interesse da plateia presente, com esclarecimentos sobre alimentação infantil, desde o aleitamento materno até a introdução alimentar”, comentou o Dr. Moises Chencinski, membro do Departamento de Aleitamento Materno da SPSP e um dos pediatras presentes no encontro.

Ao final do evento, além da tradicional foto de todo o grupo presente, aconteceu o primeiro Mamaço da SPSP. “Não dava para terminar de forma mais significativa essa nossa atividade. Em meu nome e de Hamilton Robledo, outro membro do Departamento, gostaria de agradecer aos presentes, à SPSP e à organização do Congresso, que nos permitiu essa parceria com quem é, de verdade, a razão de nossos esforços e de nossa dedicação: as crianças. E que essa seja a primeira de muitas ações semelhantes, visando a informação ética, atualizada e simples para essa geração dos 100 anos”, completou o Dr. Moises.

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Publicado em 23/03/2016.
photo credit: Salvi Cruz

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Alimentação infantil parece o Samba do Crioulo Doido https://spsp.org.br/alimentacao-infantil-parece-o-samba-do-crioulo-doido/ Thu, 29 Oct 2015 17:13:11 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=1007 Peraí, falando assim, mais da metade de vocês não vai saber do que se trata. “O Samba do Crioulo Doido é uma paródia composta pelo escritor e jornalista Sérgio Porto, sob pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, em 1968, para o Teatro de Revista, em que procura ironizar a obrigatoriedade imposta às escolas de samba de retratarem nos seus sambas de enredo somente fatos históricos. ” A cada dia que passa, estamos com mais e mais regras alimentares e o pediatra parece, atualmente, mais um “fiscal da saúde”. Não pode sal, açúcar, gorduras, frituras, leite integral, sol, andar sem cadeirinha no carro, desfralde precoce. Essas são só algumas das questões com que nos deparamos em nosso dia-a-dia da prática. Mas isso só acontece porque as crianças são submetidas aos modismos e às pressões alimentares pela nossa sociedade cada vez mais consumista, pela desinformação e, muitas vezes, pela falta de apoio. Vamos para alguns exemplos práticos, analisando os fatos? Fato 1 – A OMS apresenta uma atualização (Setembro/2015) a respeito de alimentação saudável. Quero supor, que recomendações vindas da OMS sejam bem embasadas e se refiram à imensa maioria da população mundial. Entre as afirmações chave: – Uma dieta não saudável e a falta de atividade física estão conduzindo riscos globais (à saúde). – Práticas alimentares saudáveis começam na vida precoce – aleitamento materno promove crescimento saudável e desenvolvimento cognitivo, e pode levar a benefícios à saúde de longa duração, como reduzir os riscos de sobrepeso e obesidade e desenvolver doenças não epidêmicas no futuro, como diabetes, doenças cardíacas, AVC e câncer. Fato 2 – A importância dos Primeiros Mil Dias e a influência da epigenética demonstrando a importância da nutrição materna desde quando a mulher engravida, passando pela gestação até os 2 primeiros anos de vida da criança. Qualquer ação de uma alimentação inadequada nessa fase, junto a fatores ambientais e até genéticos, pode levar a criança a desenvolver, desde cedo até o resto de sua vida, mudanças na expressão de seus genes que aumentam os riscos de doenças no futuro. É assim que se estabelece o programming (programação metabólica) que pode transformar o futuro de crianças que não teriam riscos de saúde em adolescentes e adultos de risco, doentes e, o que é pior, no futuro, fontes familiares dessas doenças para seus filhos. Mudanças genéticas levam séculos para acontecerem de forma definitiva. Essa transformação pode ser programada em uma mesma geração. Fato 3 – Os dados de uma pesquisa do IBGE, divulgada em agosto de 2.015 (Ciclos de Vida), confirmam a grave situação de sobrepeso e obesidade do Brasil. As informações obtidas apontam para a muito provável influência do hábito alimentar inadequado na infância como condutor desse processo. “Quanto à análise do excesso de peso da população adulta, estratificada por grupos de idade, estimou-se que mais da metade da população apresentou excesso de peso (56,9 %), ou seja, cerca de 82 milhões de pessoas apresentaram o IMC igual ou maior do que 25 kg/m2, indicando uma prevalência maior de excesso de peso no sexo feminino (58,2%), sendo do sexo masculino (55,6%).” “Já o comportamento das prevalências de excesso de peso e de obesidade ao longo das três pesquisas (POF 2002-2003; POF 2008-2009 e PNS 2013,) apresentou um comportamento inverso, aumentando continuamente tanto para os homens quanto para as mulheres. Para os homens, a prevalência de excesso de peso aumenta de 42,4% em 2002-2003 para 57,3% em 2013 e a obesidade de 9,3 % para 17,5%. No caso das mulheres, este aumento foi mais acentuado, passando de 42,1% em 2002-2003 para 59,8% em 2013, ao passo que a obesidade passa de 14,0% para 25,2%.” “Seguindo no tema de alimentação da criança, a pesquisa investigou quais alimentos eram dados a elas. Foi estimado que 60,8% das crianças com menos de 2 anos de idade comiam biscoitos, bolachas ou bolo, e que 32,3% tomavam refrigerante ou suco artificial.” Fato 4 – Com esse índice de obesidade no Brasil, um dos grandes responsáveis, o açúcar, acaba sendo substituído com uma frequência muito grande pelo adoçante. Sacarina, aspartame, sucralose, acessulfame de potássio, entre outros, povoam a mesa dos nossos lares, restaurantes, festinhas, quer seja em saquinhos ou gotinhas, quer seja nos refrigerantes, sucos e outros produtos destinados a saciar a “necessidade do doce de cada dia”. Nem todos conhecem a relação uso contínuo e prolongado de adoçantes / alteração de microbiota intestinal / intolerância à glicose / aumento da resistência periférica à insulina / diabetes tipo 1 e 2 / Síndrome metabólica (lógico que não é tão simples assim, mas está quase). Estudos recentes publicados no Nature (10/2014), replicados no PubMed, comentados no site da Sociedade Brasileira de Diabetes apontam para essa ação. Fato 5 – Estudo que motivou a elaboração desse material, publicado em agosto de 2015 Journal of Toxicology and Environmental Health, Part A: Current Issues comprovou, através de coleta de leite materno de 20 mães, usuárias ou não de adoçantes artificiais, a presença de sacarina, sucralose e acessulfame em 65% das amostras. Interessante ressaltar que 66% dessas nutrizes não estavam fazendo uso de adoçantes artificiais e também apresentaram níveis que foram detectados no leite materno, mostrando o desconhecimento da presença de adoçantes artificiais em bebidas e alimentos de seu consumo. Ainda não há estudos que concluam a influência da presença desses adoçantes nos bebês. Pra pensar No Brasil, a taxa de partos por cesariana é muito alta, atingindo níveis de 85 a 95% em muitos hospitais da rede privada. É sabido que a flora bacteriana que coloniza o intestino de recém-nascidos que nasceram de parto normal (bifidobactérias e lactobacilos), que é a mais próxima do ideal, é diferente das crianças que nasceram por parto cirúrgico (abdominal). Se o uso contínuo de adoçantes artificias causa alterações de flora bacteriana dos adultos, já estabelecida durante sua vida, dá para supor a influência dessa prática quando, através do leite materno, o recém-nascido recebe essa influência e, se nasceu de parto cirúrgico (cesariana), tem grande chance de ter desenvolvimento e alteração de sua microbiota. Isso...]]>

Peraí, falando assim, mais da metade de vocês não vai saber do que se trata.

“O Samba do Crioulo Doido é uma paródia composta pelo escritor e jornalista Sérgio Porto, sob pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, em 1968, para o Teatro de Revista, em que procura ironizar a obrigatoriedade imposta às escolas de samba de retratarem nos seus sambas de enredo somente fatos históricos. ”

A cada dia que passa, estamos com mais e mais regras alimentares e o pediatra parece, atualmente, mais um “fiscal da saúde”. Não pode sal, açúcar, gorduras, frituras, leite integral, sol, andar sem cadeirinha no carro, desfralde precoce. Essas são só algumas das questões com que nos deparamos em nosso dia-a-dia da prática.

Mas isso só acontece porque as crianças são submetidas aos modismos e às pressões alimentares pela nossa sociedade cada vez mais consumista, pela desinformação e, muitas vezes, pela falta de apoio.

Vamos para alguns exemplos práticos, analisando os fatos?

Fato 1 – A OMS apresenta uma atualização (Setembro/2015) a respeito de alimentação saudável. Quero supor, que recomendações vindas da OMS sejam bem embasadas e se refiram à imensa maioria da população mundial. Entre as afirmações chave:
– Uma dieta não saudável e a falta de atividade física estão conduzindo riscos globais (à saúde).
– Práticas alimentares saudáveis começam na vida precoce – aleitamento materno promove crescimento saudável e desenvolvimento cognitivo, e pode levar a benefícios à saúde de longa duração, como reduzir os riscos de sobrepeso e obesidade e desenvolver doenças não epidêmicas no futuro, como diabetes, doenças cardíacas, AVC e câncer.

Fato 2 – A importância dos Primeiros Mil Dias e a influência da epigenética demonstrando a importância da nutrição materna desde quando a mulher engravida, passando pela gestação até os 2 primeiros anos de vida da criança. Qualquer ação de uma alimentação inadequada nessa fase, junto a fatores ambientais e até genéticos, pode levar a criança a desenvolver, desde cedo até o resto de sua vida, mudanças na expressão de seus genes que aumentam os riscos de doenças no futuro.
É assim que se estabelece o programming (programação metabólica) que pode transformar o futuro de crianças que não teriam riscos de saúde em adolescentes e adultos de risco, doentes e, o que é pior, no futuro, fontes familiares dessas doenças para seus filhos.
Mudanças genéticas levam séculos para acontecerem de forma definitiva. Essa transformação pode ser programada em uma mesma geração.

Fato 3 – Os dados de uma pesquisa do IBGE, divulgada em agosto de 2.015 (Ciclos de Vida), confirmam a grave situação de sobrepeso e obesidade do Brasil. As informações obtidas apontam para a muito provável influência do hábito alimentar inadequado na infância como condutor desse processo.

“Quanto à análise do excesso de peso da população adulta, estratificada por grupos de idade, estimou-se que mais da metade da população apresentou excesso de peso (56,9 %), ou seja, cerca de 82 milhões de pessoas apresentaram o IMC igual ou maior do que 25 kg/m2, indicando uma prevalência maior de excesso de peso no sexo feminino (58,2%), sendo do sexo masculino (55,6%).”

“Já o comportamento das prevalências de excesso de peso e de obesidade ao longo das três pesquisas (POF 2002-2003; POF 2008-2009 e PNS 2013,) apresentou um comportamento inverso, aumentando continuamente tanto para os homens quanto para as mulheres. Para os homens, a prevalência de excesso de peso aumenta de 42,4% em 2002-2003 para 57,3% em 2013 e a obesidade de 9,3 % para 17,5%. No caso das mulheres, este aumento foi mais acentuado, passando de 42,1% em 2002-2003 para 59,8% em 2013, ao passo que a obesidade passa de 14,0% para 25,2%.”

“Seguindo no tema de alimentação da criança, a pesquisa investigou quais alimentos eram dados a elas. Foi estimado que 60,8% das crianças com menos de 2 anos de idade comiam biscoitos, bolachas ou bolo, e que 32,3% tomavam refrigerante ou suco artificial.”

Fato 4 – Com esse índice de obesidade no Brasil, um dos grandes responsáveis, o açúcar, acaba sendo substituído com uma frequência muito grande pelo adoçante. Sacarina, aspartame, sucralose, acessulfame de potássio, entre outros, povoam a mesa dos nossos lares, restaurantes, festinhas, quer seja em saquinhos ou gotinhas, quer seja nos refrigerantes, sucos e outros produtos destinados a saciar a “necessidade do doce de cada dia”.

Nem todos conhecem a relação uso contínuo e prolongado de adoçantes / alteração de microbiota intestinal / intolerância à glicose / aumento da resistência periférica à insulina / diabetes tipo 1 e 2 / Síndrome metabólica (lógico que não é tão simples assim, mas está quase).

Estudos recentes publicados no Nature (10/2014), replicados no PubMed, comentados no site da Sociedade Brasileira de Diabetes apontam para essa ação.

Fato 5 – Estudo que motivou a elaboração desse material, publicado em agosto de 2015 Journal of Toxicology and Environmental Health, Part A: Current Issues comprovou, através de coleta de leite materno de 20 mães, usuárias ou não de adoçantes artificiais, a presença de sacarina, sucralose e acessulfame em 65% das amostras.

Interessante ressaltar que 66% dessas nutrizes não estavam fazendo uso de adoçantes artificiais e também apresentaram níveis que foram detectados no leite materno, mostrando o desconhecimento da presença de adoçantes artificiais em bebidas e alimentos de seu consumo.

Ainda não há estudos que concluam a influência da presença desses adoçantes nos bebês.

Pra pensar

No Brasil, a taxa de partos por cesariana é muito alta, atingindo níveis de 85 a 95% em muitos hospitais da rede privada. É sabido que a flora bacteriana que coloniza o intestino de recém-nascidos que nasceram de parto normal (bifidobactérias e lactobacilos), que é a mais próxima do ideal, é diferente das crianças que nasceram por parto cirúrgico (abdominal).

Se o uso contínuo de adoçantes artificias causa alterações de flora bacteriana dos adultos, já estabelecida durante sua vida, dá para supor a influência dessa prática quando, através do leite materno, o recém-nascido recebe essa influência e, se nasceu de parto cirúrgico (cesariana), tem grande chance de ter desenvolvimento e alteração de sua microbiota.

Isso não é para provocar maior índice de desmame e convencer as mães a não amamentarem por usarem adoçantes artificiais e sim para alertar os obstetras e pediatras sobre a importância da abordagem desse tema durante as consultas de pré-natal.

Próximos passos:
1) Estudo sobre a influência do adoçante que passa pelo leite materno na microbiota intestinal do lactente.
2) Estudo sobre a passagem de adoçantes para o feto durante a gestação, quer seja pela sua presença no líquido amniótico, quer seja pela passagem através do cordão umbilical.

Fala sério. É ou não é um “Samba do Crioulo Doido”?

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Relator:
Dr. Moises Chencinski
Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP.

Publicado em 29/10/2015.
photo credit: Gvictoria | Dreamstime.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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