Alimentação complementar – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 17 Mar 2021 17:54:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Alimentação complementar – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Desenvolvimento dos hábitos alimentares na primeira infância https://spsp.org.br/desenvolvimento-dos-habitos-alimentares-na-primeira-infancia/ Wed, 19 Feb 2020 18:58:18 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3014 A prevenção de doenças cardiovasculares, anemia e obesidade começa na vida intrauterina. Uma alimentação cuidadosa durante a gestação, amamentação e primeira infância possibilita o crescimento e desenvolvimento adequados do bebê e contribui para a formação de hábitos alimentares saudáveis para toda a vida. Nos primeiros seis meses de vida, o leite materno é o alimento mais completo e indicado para os bebês. O aleitamento materno deve ser exclusivo até o sexto mês e mantido até os dois anos de idade ou mais, desde que tenha a função nutritiva e respeite a vontade da criança e da mãe. Após o sexto mês de vida, a alimentação complementar deve ser introduzida. A alimentação é uma atividade que envolve muitas estruturas do corpo humano e a coordenação de todo o sistema neuromuscular. O aleitamento materno estimula a respiração nasal e correta sucção, favorecendo o crescimento harmônico da boca e da face, importante para a mastigação. Ele ainda expõe a criança a uma ampla experiência sensorial, facilitando a aceitação da alimentação complementar. Ao completar seis meses, a criança apresenta maturidade para receber novos alimentos, em diferentes apresentações e texturas, na forma de alimentação complementar. Nessa idade, essa passa a preencher as necessidades nutricionais, até então supridas integralmente pelo aleitamento materno ou artificial, garantindo a manutenção do crescimento adequado e permitindo que a criança alcance o padrão alimentar da família a partir dos 12 meses. A mastigação é uma função aprendida e o alimento oferecido em diferentes texturas é o responsável pelo seu desenvolvimento. Mesmo sem a presença dos dentes, a criança amassa e tritura os alimentos com a ajuda da gengiva, que já se encontra rígida pela proximidade da erupção dos dentes. No começo, ela apresenta movimentos irregulares em resposta a oferta de alimentos na forma de papas e pequenos pedaços, que evoluem para movimentos em ciclos com a oferta de alimentos mais consistentes, em pedaços maiores, crus, com casca ou bagaço (foto). Os alimentos devem ser ofertados de maneira lenta e progressiva, respeitando os hábitos culturais e regionais. A criança pode apresentar resistência as novas texturas, odores, sabores e utensílios. É fundamental que a família tenha conhecimento das dificuldades e apresente um cardápio saudável, variado, saboroso, rico em alimentos “in natura”, com o mínimo de alimentos processados e conservantes (corantes, estabilizantes, adoçantes e outros ingredientes industriais) e com baixo teor de sal e gorduras. Vale lembrar que a criança não deve ser exposta ao açúcar até os dois anos de idade e que a água deve ser a fonte de hidratação. Sucos naturais não devem ser ofertados no primeiro ano de vida e a partir de então, consumidos com moderação. Sucos artificiais, refrescos e refrigerantes devem ser sempre evitados, pois além de atrapalharem o apetite, não são saudáveis. A oferta dos alimentos nos dois primeiros anos de vida merece uma atenção especial e deve ser feita com cautela. A família desempenha o papel de “modelo alimentar” das crianças em relação ao que comer (qualidade, variedade e quantidade) e como comer (local, número e duração das refeições, ambiente tranquilo, companhia, etc.). Nessa fase, é essencial identificar e respeitar os sinais de fome e saciedade. A criança pode parar de comer quando está saciada, por estar distraída com o ambiente ou por querer descansar, voltando a comer em seguida. O importante é não forçá-la a comer, associar prêmios ao raspar o prato, ceder a chantagens ou trocar refeições por lanches ou guloseimas. Hábitos estabelecidos na infância serão o alicerce da alimentação saudável ao longo da vida. ___Relatora:Vera Regina Mello DishchekenianGrupo de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo]]>

A prevenção de doenças cardiovasculares, anemia e obesidade começa na vida intrauterina. Uma alimentação cuidadosa durante a gestação, amamentação e primeira infância possibilita o crescimento e desenvolvimento adequados do bebê e contribui para a formação de hábitos alimentares saudáveis para toda a vida.

Nos primeiros seis meses de vida, o leite materno é o alimento mais completo e indicado para os bebês. O aleitamento materno deve ser exclusivo até o sexto mês e mantido até os dois anos de idade ou mais, desde que tenha a função nutritiva e respeite a vontade da criança e da mãe. Após o sexto mês de vida, a alimentação complementar deve ser introduzida.

A alimentação é uma atividade que envolve muitas estruturas do corpo humano e a coordenação de todo o sistema neuromuscular. O aleitamento materno estimula a respiração nasal e correta sucção, favorecendo o crescimento harmônico da boca e da face, importante para a mastigação. Ele ainda expõe a criança a uma ampla experiência sensorial, facilitando a aceitação da alimentação complementar.

Ao completar seis meses, a criança apresenta maturidade para receber novos alimentos, em diferentes apresentações e texturas, na forma de alimentação complementar. Nessa idade, essa passa a preencher as necessidades nutricionais, até então supridas integralmente pelo aleitamento materno ou artificial, garantindo a manutenção do crescimento adequado e permitindo que a criança alcance o padrão alimentar da família a partir dos 12 meses.

A mastigação é uma função aprendida e o alimento oferecido em diferentes texturas é o responsável pelo seu desenvolvimento. Mesmo sem a presença dos dentes, a criança amassa e tritura os alimentos com a ajuda da gengiva, que já se encontra rígida pela proximidade da erupção dos dentes. No começo, ela apresenta movimentos irregulares em resposta a oferta de alimentos na forma de papas e pequenos pedaços, que evoluem para movimentos em ciclos com a oferta de alimentos mais consistentes, em pedaços maiores, crus, com casca ou bagaço (foto).

Os alimentos devem ser ofertados de maneira lenta e progressiva, respeitando os hábitos culturais e regionais. A criança pode apresentar resistência as novas texturas, odores, sabores e utensílios. É fundamental que a família tenha conhecimento das dificuldades e apresente um cardápio saudável, variado, saboroso, rico em alimentos “in natura”, com o mínimo de alimentos processados e conservantes (corantes, estabilizantes, adoçantes e outros ingredientes industriais) e com baixo teor de sal e gorduras. Vale lembrar que a criança não deve ser exposta ao açúcar até os dois anos de idade e que a água deve ser a fonte de hidratação. Sucos naturais não devem ser ofertados no primeiro ano de vida e a partir de então, consumidos com moderação. Sucos artificiais, refrescos e refrigerantes devem ser sempre evitados, pois além de atrapalharem o apetite, não são saudáveis.

A oferta dos alimentos nos dois primeiros anos de vida merece uma atenção especial e deve ser feita com cautela. A família desempenha o papel de “modelo alimentar” das crianças em relação ao que comer (qualidade, variedade e quantidade) e como comer (local, número e duração das refeições, ambiente tranquilo, companhia, etc.). Nessa fase, é essencial identificar e respeitar os sinais de fome e saciedade. A criança pode parar de comer quando está saciada, por estar distraída com o ambiente ou por querer descansar, voltando a comer em seguida. O importante é não forçá-la a comer, associar prêmios ao raspar o prato, ceder a chantagens ou trocar refeições por lanches ou guloseimas.

Hábitos estabelecidos na infância serão o alicerce da alimentação saudável ao longo da vida.

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Relatora:
Vera Regina Mello Dishchekenian
Grupo de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Alimentação da criança e a gordura do bem: o DHA https://spsp.org.br/alimentacao-da-crianca-e-a-gordura-do-bem-o-dha/ Tue, 25 Jun 2019 18:30:07 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2843 As gorduras (ou lipídios) fazem parte da alimentação humana como fonte e “depósito” de energia. Calcula-se que 30 a 40% da ingestão calórica diária provém de gorduras. Mas não é somente isso! Gorduras também possuem função estrutural na formação das células do organismo e são importantes componentes no metabolismo – como núcleo de alguns hormônios – e na regulação da atividade inflamatória. O organismo humano necessita receber gordura pela alimentação, pois assim terá acesso aos chamados ácidos graxos, que são considerados essenciais, ou seja, não conseguimos produzi-los, mas sim transformá-los através do metabolismo em compostos estruturais e bioativos. As gorduras do bem favorecem a saúde e desenvolvimento cognitivo da criança para a fase adulta As gorduras são classificadas como saturadas (por exemplo, as do leite e derivados ou da capa de gordura das carnes) e as insaturadas, que são de maior importância para o organismo, pois ajudam a elevar os níveis de HDL no sangue, conhecido como “colesterol bom”. Elas ainda podem ser sub classificadas entre as da classe ômega-6, que provém principalmente dos óleos vegetais como de soja e milho; ômega-9, encontrada no azeite de oliva; e ômega-3, encontrada em menor quantidade nos óleos vegetais, germe de trigo e peixes. A importância do DHA O processo de metabolismo dos ácidos graxos em nosso corpo dá origem ao DHA (ácido docosahexaenoico) , que auxilia na “fluidez” dos impulsos elétricos da rede de neurônios, de vital importância no desenvolvimento cerebral e cognitivo. Ele também é importante na saúde cardiovascular de crianças e adultos. Além disso, durante os “Primeiros Mil Dias” – soma dos nove meses da gestação (270 dias) e os dois primeiros anos de vida (730 dias) – que é um período de crescimento acelerado, tanto fisicamente quanto do sistema nervoso, e no qual cerca de 80% do cérebro se desenvolve – a oferta adequada dos nutrientes, em especial do DHA, associado aos estímulos ambientais adequados, favorece a saúde e desenvolvimento cognitivo da criança para a fase adulta. Durante a gestação, ocorre passagem do DHA através da placenta e, após o nascimento, ele está presente no leite humano, em conjunto com outros tipos de ácidos graxos necessários para o crescimento e desenvolvimento da criança. O leite humano é muito rico em DHA e é constituído por diversos ácidos graxos que proveem energia para o crescimento e para metabolismo da criança. Na introdução da alimentação complementar é de grande importância o preparo das refeições com óleo vegetais e consumo de peixes marinhos ricos em DHA. Por esses motivos indica-se o DHA, verdadeira “gordura do bem”, na alimentação da gestante, lactantes, de crianças e adolescentes e também de adultos, para quem se recomenda pelo menos duas porções semanais de peixes marinhos. No caso de baixa ingestão do DHA e/ou quando não se atinge as recomendações nutricionais diárias, deve-se considerar a suplementação, preferencialmente através da fortificação dos alimentos, visando obter seus efeitos benéficos à saúde e desenvolvimento mental e cognitivo ao longo da vida. ___Relator:Dr. Rubens FeferbaumDepartamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo Publicado em 25/06/2019]]>

As gorduras (ou lipídios) fazem parte da alimentação humana como fonte e “depósito” de energia. Calcula-se que 30 a 40% da ingestão calórica diária provém de gorduras. Mas não é somente isso! Gorduras também possuem função estrutural na formação das células do organismo e são importantes componentes no metabolismo – como núcleo de alguns hormônios – e na regulação da atividade inflamatória.

O organismo humano necessita receber gordura pela alimentação, pois assim terá acesso aos chamados ácidos graxos, que são considerados essenciais, ou seja, não conseguimos produzi-los, mas sim transformá-los através do metabolismo em compostos estruturais e bioativos.


As gorduras do bem favorecem a saúde e desenvolvimento cognitivo da criança para a fase adulta


As gorduras são classificadas como saturadas (por exemplo, as do leite e derivados ou da capa de gordura das carnes) e as insaturadas, que são de maior importância para o organismo, pois ajudam a elevar os níveis de HDL no sangue, conhecido como “colesterol bom”. Elas ainda podem ser sub classificadas entre as da classe ômega-6, que provém principalmente dos óleos vegetais como de soja e milho; ômega-9, encontrada no azeite de oliva; e ômega-3, encontrada em menor quantidade nos óleos vegetais, germe de trigo e peixes.

A importância do DHA

O processo de metabolismo dos ácidos graxos em nosso corpo dá origem ao DHA (ácido docosahexaenoico) , que auxilia na “fluidez” dos impulsos elétricos da rede de neurônios, de vital importância no desenvolvimento cerebral e cognitivo. Ele também é importante na saúde cardiovascular de crianças e adultos.

Além disso, durante os “Primeiros Mil Dias” – soma dos nove meses da gestação (270 dias) e os dois primeiros anos de vida (730 dias) – que é um período de crescimento acelerado, tanto fisicamente quanto do sistema nervoso, e no qual cerca de 80% do cérebro se desenvolve – a oferta adequada dos nutrientes, em especial do DHA, associado aos estímulos ambientais adequados, favorece a saúde e desenvolvimento cognitivo da criança para a fase adulta.

Durante a gestação, ocorre passagem do DHA através da placenta e, após o nascimento, ele está presente no leite humano, em conjunto com outros tipos de ácidos graxos necessários para o crescimento e desenvolvimento da criança. O leite humano é muito rico em DHA e é constituído por diversos ácidos graxos que proveem energia para o crescimento e para metabolismo da criança.

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Na introdução da alimentação complementar é de grande importância o preparo das refeições com óleo vegetais e consumo de peixes marinhos ricos em DHA. Por esses motivos indica-se o DHA, verdadeira “gordura do bem”, na alimentação da gestante, lactantes, de crianças e adolescentes e também de adultos, para quem se recomenda pelo menos duas porções semanais de peixes marinhos.

No caso de baixa ingestão do DHA e/ou quando não se atinge as recomendações nutricionais diárias, deve-se considerar a suplementação, preferencialmente através da fortificação dos alimentos, visando obter seus efeitos benéficos à saúde e desenvolvimento mental e cognitivo ao longo da vida.

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Relator:
Dr. Rubens Feferbaum

Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Publicado em 25/06/2019



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Momento Saúde: quando não se tratar da clássica cólica do lactente https://spsp.org.br/momento-saude-quando-nao-se-tratar-da-classica-colica-do-lactente/ Wed, 09 May 2018 18:25:18 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2052 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Agora vamos tratar de: cólicas no primeiro ano de vida   Quando não se tratar da clássica cólica do lactente Fora dessa faixa etária, principalmente após o sexto mês de vida, quando há a introdução da alimentação complementar, as cólicas ainda podem ocorrer com intensidade e frequência diferentes, dependendo da causa. A introdução da alimentação complementar por si só pode causar cólicas devido a adaptação do organismo a esses novos alimentos apresentados. Além disso, a ingestão excessiva de alimentos, bem como de alimentos impróprios para essa fase, como salgadinhos e guloseimas, pode provocar desconforto tanto intestinal quanto gástrico. Verminoses, incomuns nessa idade, podem ocorrer por falta de higiene no preparo dos alimentos e na falta de fervura da água oferecida à criança. Infecções, tanto por vírus quanto por bactérias, também podem acometer o bebê, porém costumam estar associadas a outros sintomas (vômitos, diarreia, febre). A constipação intestinal, ou intestino preso, pode ter a cólica como sintoma importante, associada a dificuldade para evacuar. Pode ser causada por uma dieta pobre em verduras, legumes e frutas, além da baixa ingestão de água. Todos os casos devem ser avaliados e orientados individualmente pelo pediatra, o melhor profissional para acompanhar as crianças em todas as fases da vida. ___ Relatoras: Dra. Cátia R. B. Fonseca Dra. Cristina Delambert Bizzotto Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP. Publicado em 9/05/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

momento saúdeA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Agora vamos tratar de:
cólicas no primeiro ano de vida

 

Quando não se tratar da clássica cólica do lactente

Fora dessa faixa etária, principalmente após o sexto mês de vida, quando há a introdução da alimentação complementar, as cólicas ainda podem ocorrer com intensidade e frequência diferentes, dependendo da causa.

A introdução da alimentação complementar por si só pode causar cólicas devido a adaptação do organismo a esses novos alimentos apresentados. Além disso, a ingestão excessiva de alimentos, bem como de alimentos impróprios para essa fase, como salgadinhos e guloseimas, pode provocar desconforto tanto intestinal quanto gástrico. Verminoses, incomuns nessa idade, podem ocorrer por falta de higiene no preparo dos alimentos e na falta de fervura da água oferecida à criança. Infecções, tanto por vírus quanto por bactérias, também podem acometer o bebê, porém costumam estar associadas a outros sintomas (vômitos, diarreia, febre).

A constipação intestinal, ou intestino preso, pode ter a cólica como sintoma importante, associada a dificuldade para evacuar. Pode ser causada por uma dieta pobre em verduras, legumes e frutas, além da baixa ingestão de água.

Todos os casos devem ser avaliados e orientados individualmente pelo pediatra, o melhor profissional para acompanhar as crianças em todas as fases da vida.

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Relatoras:
Dra. Cátia R. B. Fonseca
Dra. Cristina Delambert Bizzotto

Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP.

Publicado em 9/05/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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A transição entre aleitamento materno e dieta sólida https://spsp.org.br/a-transicao-entre-aleitamento-materno-e-dieta-solida/ Tue, 07 Mar 2017 18:10:50 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1512 Pediatras explicam quando e como deve ser feita a introdução de alimentos na pequena infância. Por Dra. Cátia R.B Fonseca e Dr. Yechiel Moises Chencinski A recomendação da Organização Mundial de Saúde, da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Ministério da Saúde é que o aleitamento materno seja exclusivo e em livre demanda desde a sala de parto até o sexto mês de idade, estendido até 2 anos ou mais. E, mesmo que a criança esteja em aleitamento misto ou só recebendo fórmula, se mantém a introdução de alimentos aos 6 meses de vida, devido a alguns fatores importantes ligados ao desenvolvimento do pequeno que só acontecem nessa fase, como: Perder o reflexo de colocar a língua para fora (a protrusão de língua) Já começar a se sentar, ao menos com apoio Ter condições de mastigar, mesmo sem os dentes A oferta adequada da alimentação complementar, também chamada de alimentação de transição, é definida como a introdução de alimentos sólidos em adição ao leite materno. A transição entre “beber” (mamar) e “comer” a comida não requer pressa, deve ser feita paulatinamente, mas se mostra imprescindível para as crianças aos 6 meses. O seu início antes ou muito após essa idade pode gerar carências ou excessos alimentares, contribuindo tanto para deficiência de nutrientes e desnutrição como para sobrepeso e obesidade infantil. É importante lembrar que, mesmo após os 6 meses de idade, o leite materno ainda é um alimento importante para a criança e portanto deve ser mantido até o desmame natural. Não é recomendado o uso de liquidificador, mixer ou peneira para facilitar a aceitação de papas e das frutas, uma vez que o nenê já está preparado para mastigar, engolir e fazer a digestão dos alimentos que serão introduzidos cozidos e amassados ou desfiados (as carnes), ou crus, raspados e amassados (alguns legumes e frutas). A alimentação da criança vai garantir aporte suficiente de energia (calorias), proteínas e também de micronutrientes (vitaminas, ferro e minerais). As quantidades de açúcar e sal também precisam ser observadas, já que os hábitos alimentares adquiridos nessa fase normalmente se mantêm e poderão levar a problemas futuros. O açúcar não deve fazer parte da alimentação da criança no primeiro ano de vida, bem como alimentos com corantes e conservantes. O sal, por sua vez, deve ser usado com muita moderação. Todos esses cuidados levarão a um excelente crescimento e desenvolvimento da criança, além de atuar numa formação adequada dos dentes, da musculatura da face (e a capacidade de mastigar), bem como evitar problemas como as cáries. É importante alertar os pais que hoje em dia não é considerada adequada a oferta de frutas na forma de sucos, mas sim o consumo in natura, pois a bebida terá uma concentração muito maior de calorias e também não irá auxiliar no desenvolvimento da mastigação e deglutição da criança. ___ Texto produzido por Dra. Cátia R.B Fonseca e Dr. Yechiel Moises Chencinski para o site SAÚDE. Link original: http://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/a-transicao-entre-aleitamento-materno-e-dieta-solida/ Dra. Cátia R.B. Fonseca é presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). Dr. Yechiel Moises Chencinski é presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP e membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP. Publicado em 7/02/2017. photo credit: PublicDomainPictures | Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Pediatras explicam quando e como deve ser feita a introdução de alimentos na pequena infância.
Por Dra. Cátia R.B Fonseca e Dr. Yechiel Moises Chencinski

A recomendação da Organização Mundial de Saúde, da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Ministério da Saúde é que o aleitamento materno seja exclusivo e em livre demanda desde a sala de parto até o sexto mês de idade, estendido até 2 anos ou mais. E, mesmo que a criança esteja em aleitamento misto ou só recebendo fórmula, se mantém a introdução de alimentos aos 6 meses de vida, devido a alguns fatores importantes ligados ao desenvolvimento do pequeno que só acontecem nessa fase, como:

  • Perder o reflexo de colocar a língua para fora (a protrusão de língua)
  • Já começar a se sentar, ao menos com apoio
  • Ter condições de mastigar, mesmo sem os dentes

A oferta adequada da alimentação complementar, também chamada de alimentação de transição, é definida como a introdução de alimentos sólidos em adição ao leite materno.

A transição entre “beber” (mamar) e “comer” a comida não requer pressa, deve ser feita paulatinamente, mas se mostra imprescindível para as crianças aos 6 meses. O seu início antes ou muito após essa idade pode gerar carências ou excessos alimentares, contribuindo tanto para deficiência de nutrientes e desnutrição como para sobrepeso e obesidade infantil. É importante lembrar que, mesmo após os 6 meses de idade, o leite materno ainda é um alimento importante para a criança e portanto deve ser mantido até o desmame natural.

Não é recomendado o uso de liquidificador, mixer ou peneira para facilitar a aceitação de papas e das frutas, uma vez que o nenê já está preparado para mastigar, engolir e fazer a digestão dos alimentos que serão introduzidos cozidos e amassados ou desfiados (as carnes), ou crus, raspados e amassados (alguns legumes e frutas).

A alimentação da criança vai garantir aporte suficiente de energia (calorias), proteínas e também de micronutrientes (vitaminas, ferro e minerais). As quantidades de açúcar e sal também precisam ser observadas, já que os hábitos alimentares adquiridos nessa fase normalmente se mantêm e poderão levar a problemas futuros. O açúcar não deve fazer parte da alimentação da criança no primeiro ano de vida, bem como alimentos com corantes e conservantes. O sal, por sua vez, deve ser usado com muita moderação.

Todos esses cuidados levarão a um excelente crescimento e desenvolvimento da criança, além de atuar numa formação adequada dos dentes, da musculatura da face (e a capacidade de mastigar), bem como evitar problemas como as cáries.

É importante alertar os pais que hoje em dia não é considerada adequada a oferta de frutas na forma de sucos, mas sim o consumo in natura, pois a bebida terá uma concentração muito maior de calorias e também não irá auxiliar no desenvolvimento da mastigação e deglutição da criança.

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Texto produzido por Dra. Cátia R.B Fonseca e Dr. Yechiel Moises Chencinski para o site SAÚDE.
Link original: http://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/a-transicao-entre-aleitamento-materno-e-dieta-solida/

Dra. Cátia R.B. Fonseca é presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). Dr. Yechiel Moises Chencinski é presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP e membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP.

Publicado em 7/02/2017.
photo credit: PublicDomainPictures | Pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Alimentação complementar da criança é fundamental para o bom desenvolvimento https://spsp.org.br/alimentacao-complementar-da-crianca-e-fundamental-para-o-bom-desenvolvimento-2/ Thu, 26 Feb 2015 10:16:15 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=844 A recomendação da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde é a oferta de aleitamento materno exclusivo durante os seis primeiros meses de vida da criança. Após esse período, inicia-se a alimentação complementar, implementando nutrientes necessários para o bom desenvolvimento infantil, como ferro, zinco e vitaminas. Dr. Rubens Feferbaum, vice-presidente do Departamento de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), destaca a relevância da escolha dos alimentos para o bebê, desde a hora das compras até o modo de preparo. “Prefira sempre os mais frescos possíveis, observando, no momento da compra, como estão armazenados”. O pediatra ressalta ainda que a higienização em casa deve ser cuidadosa, lavando tudo o que oferecer para a criança, mesmo se cozido posteriormente. Em relação aos temperos, optar pelos naturais, como salsinha, cebolinha e um pouco de óleo vegetal. O sal, se usar, em doses mínimas. O ideal é aproveitar o sabor natural de cada item. Uma criança com uma alimentação variada, balanceada em proteínas, gordura e carboidratos, rica em micronutrientes, vitaminas e minerais se desenvolve melhor. “Nos primeiros meses de vida, é essencial a manutenção de uma oferta balanceada, para a criança — e também para a mãe! — para o crescimento e desenvolvimento cognitivo adequados”, explica Feferbaum. A boa dieta do bebê auxilia na formação da resistência a doenças, uma vez que possui interação com o intestino e estimula a instalação de uma microbiota saudável. Além disso, as vitaminas que a criança adquire pela comida têm relação direta com a imunidade. “Chamamos de alimentação complementar aquela realizada em conjunto com a amamentação, normalmente após os seis meses de vida. No entanto, é importante destacar a alimentação nos primeiros 1.000 dias de vida, que é o período compreendido entre a gestação (280 dias) e os 2 primeiros anos (720). Por essa razão, a nutrição e alimentação da gestante também merecem atenção, assim como o preparo para o aleitamento. O acompanhamento com o pediatra para orientação da nutrição adequada da criança em todas as fases da vida é outro fator fundamental”, destaca. A seguir, confira como as dicas de introdução alimentar de acordo com cada faixa etária da criança: De seis a nove meses Com o amadurecimento do intestino e do organismo, aos poucos é possível introduzir as comidas, sempre respeitando o tempo de aceitação de cada bebê. Geralmente, papa de legumes e grutas amassadas em forma natural são as primeiras novidades. Aos poucos, o paladar se acostuma aos novos sabores. Entretanto, é importante apresentar um alimento por vez e aguardar alguns dias para algo novo ou até para misturar. Dessa forma, é possível verificar a aceitação do organismo, reações alérgicas, dores de barriga ou diarreia. Os legumes, as verduras e as carnes são acrescentadas a partir do 6º mês somente no almoço, já no “jantar” somente a partir do 7º mês. A consistência dos alimentos deve evoluir, para incentivar os movimentos de mastigação aos alimentos mais sólidos e não apenas líquidos e pastas. É importante explorar a variedadepara uma boa aceitação dos próximos alimentos. O leite ainda é essencial para o bebe, de preferência o materno. A Organização Mundial da Saúde preconiza o aleitamento materno até os dois anos de vida. Caso o bebê tome fórmula infantil, nessa faixa etária a aceitação média é de 500 a 700 ml por dia. Vale ressaltar que só pode introduzir o leite de vaca após 1 ano de idade, desde que haja dificuldades na manutenção de uma formula infantil adequada para a idade. De nove meses a um ano Os alimentos sólidos devem compor uma parcela significativa da dieta nessa idade. Já começam a surgir mais dentes, facilitando a mastigação dos pedaços de comida. Agora o bebê tenta comer sozinho, por volta dos 9 meses e, logo aos 10 meses, pode conseguir acertar a colher na boca. É comum desenvolver o hábito de chupar alguns alimentos. Os pais podem ofertar aos filhos pedaço de carne, frutas, entre outros sólidos. Além de massagear a gengiva, ajuda a desenvolver independência. Evite alimentos redondos e pequenos, como uvas, nessa fase. Próximas de completar um ano, as crianças já não se alimentam uniformemente: alguns dias comem muito, outros praticamente nada. Os pais não devem ficar ansiosos e insistirem. É e natural e não deve ser motivo de ansiedade dos pais. De 1 ano a 1 ano e meio A característica típica dessa idade é a recusa dos alimentos. A inconstância na hora de comer é resultado da diminuição no ritmo de crescimento após o primeiro ano – o corpo muda e segue as tendências genéticas, além dos efeitos das atividades físicas. O mundo é explorado mais intensamente e não sobra muito tempo para se interessar por comida. Por isso é importante a oferta de pequenos lanches nutritivos durante o dia. A comida especial dá lugar ao cardápio normal da família, que deve se ajustar de forma mais saudável, evitando-se o uso de temperos fortes e excesso de sal, açúcar e gordura em algum prato. O consumo de alimentos gordurosos e muito doces deve ser controlado desde cedo para não viciar a criança desde cedo. Como o paladar ainda está em formação, o ideal é introduzir sabores suaves e naturais. A oferta diária de leite em média 500 ml. De 1 ano e meio a 2 anos Os talheres são mais bem manuseados, canudos são utilizados, além do maior número de dentes. Entretanto, surge a inquietação na hora das refeições e demonstrações de independência. É preciso ficar atento para que a criança não enjoe da comida e afunile suas experiências de paladar. Para isso, invista na oferta de alimentos variados e na realização das refeições em família à mesa. A criatividade também é muito importante para despertar o interesse da criança deve desde que é muito importante a apresentação e a cor dos alimentos, além do que comidinha tem que ter variação e ser gostosa. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 26/02/2015. photo credit: © Gewoldi | Dreamstime.com – Young Child Eating...]]>

A recomendação da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde é a oferta de aleitamento materno exclusivo durante os seis primeiros meses de vida da criança. Após esse período, inicia-se a alimentação complementar, implementando nutrientes necessários para o bom desenvolvimento infantil, como ferro, zinco e vitaminas.

Dr. Rubens Feferbaum, vice-presidente do Departamento de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), destaca a relevância da escolha dos alimentos para o bebê, desde a hora das compras até o modo de preparo. “Prefira sempre os mais frescos possíveis, observando, no momento da compra, como estão armazenados”.

O pediatra ressalta ainda que a higienização em casa deve ser cuidadosa, lavando tudo o que oferecer para a criança, mesmo se cozido posteriormente. Em relação aos temperos, optar pelos naturais, como salsinha, cebolinha e um pouco de óleo vegetal. O sal, se usar, em doses mínimas. O ideal é aproveitar o sabor natural de cada item.

Uma criança com uma alimentação variada, balanceada em proteínas, gordura e carboidratos, rica em micronutrientes, vitaminas e minerais se desenvolve melhor. “Nos primeiros meses de vida, é essencial a manutenção de uma oferta balanceada, para a criança — e também para a mãe! — para o crescimento e desenvolvimento cognitivo adequados”, explica Feferbaum. A boa dieta do bebê auxilia na formação da resistência a doenças, uma vez que possui interação com o intestino e estimula a instalação de uma microbiota saudável. Além disso, as vitaminas que a criança adquire pela comida têm relação direta com a imunidade.

“Chamamos de alimentação complementar aquela realizada em conjunto com a amamentação, normalmente após os seis meses de vida. No entanto, é importante destacar a alimentação nos primeiros 1.000 dias de vida, que é o período compreendido entre a gestação (280 dias) e os 2 primeiros anos (720). Por essa razão, a nutrição e alimentação da gestante também merecem atenção, assim como o preparo para o aleitamento. O acompanhamento com o pediatra para orientação da nutrição adequada da criança em todas as fases da vida é outro fator fundamental”, destaca.

A seguir, confira como as dicas de introdução alimentar de acordo com cada faixa etária da criança:

De seis a nove meses
Com o amadurecimento do intestino e do organismo, aos poucos é possível introduzir as comidas, sempre respeitando o tempo de aceitação de cada bebê. Geralmente, papa de legumes e grutas amassadas em forma natural são as primeiras novidades. Aos poucos, o paladar se acostuma aos novos sabores. Entretanto, é importante apresentar um alimento por vez e aguardar alguns dias para algo novo ou até para misturar. Dessa forma, é possível verificar a aceitação do organismo, reações alérgicas, dores de barriga ou diarreia. Os legumes, as verduras e as carnes são acrescentadas a partir do 6º mês somente no almoço, já no “jantar” somente a partir do 7º mês. A consistência dos alimentos deve evoluir, para incentivar os movimentos de mastigação aos alimentos mais sólidos e não apenas líquidos e pastas. É importante explorar a variedadepara uma boa aceitação dos próximos alimentos. O leite ainda é essencial para o bebe, de preferência o materno. A Organização Mundial da Saúde preconiza o aleitamento materno até os dois anos de vida. Caso o bebê tome fórmula infantil, nessa faixa etária a aceitação média é de 500 a 700 ml por dia. Vale ressaltar que só pode introduzir o leite de vaca após 1 ano de idade, desde que haja dificuldades na manutenção de uma formula infantil adequada para a idade.

De nove meses a um ano
Os alimentos sólidos devem compor uma parcela significativa da dieta nessa idade. Já começam a surgir mais dentes, facilitando a mastigação dos pedaços de comida. Agora o bebê tenta comer sozinho, por volta dos 9 meses e, logo aos 10 meses, pode conseguir acertar a colher na boca. É comum desenvolver o hábito de chupar alguns alimentos. Os pais podem ofertar aos filhos pedaço de carne, frutas, entre outros sólidos. Além de massagear a gengiva, ajuda a desenvolver independência. Evite alimentos redondos e pequenos, como uvas, nessa fase. Próximas de completar um ano, as crianças já não se alimentam uniformemente: alguns dias comem muito, outros praticamente nada. Os pais não devem ficar ansiosos e insistirem. É e natural e não deve ser motivo de ansiedade dos pais.

De 1 ano a 1 ano e meio
A característica típica dessa idade é a recusa dos alimentos. A inconstância na hora de comer é resultado da diminuição no ritmo de crescimento após o primeiro ano – o corpo muda e segue as tendências genéticas, além dos efeitos das atividades físicas. O mundo é explorado mais intensamente e não sobra muito tempo para se interessar por comida. Por isso é importante a oferta de pequenos lanches nutritivos durante o dia. A comida especial dá lugar ao cardápio normal da família, que deve se ajustar de forma mais saudável, evitando-se o uso de temperos fortes e excesso de sal, açúcar e gordura em algum prato. O consumo de alimentos gordurosos e muito doces deve ser controlado desde cedo para não viciar a criança desde cedo. Como o paladar ainda está em formação, o ideal é introduzir sabores suaves e naturais. A oferta diária de leite em média 500 ml.

De 1 ano e meio a 2 anos
Os talheres são mais bem manuseados, canudos são utilizados, além do maior número de dentes. Entretanto, surge a inquietação na hora das refeições e demonstrações de independência. É preciso ficar atento para que a criança não enjoe da comida e afunile suas experiências de paladar. Para isso, invista na oferta de alimentos variados e na realização das refeições em família à mesa. A criatividade também é muito importante para despertar o interesse da criança deve desde que é muito importante a apresentação e a cor dos alimentos, além do que comidinha tem que ter variação e ser gostosa.

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 26/02/2015.
photo credit: © Gewoldi | Dreamstime.comYoung Child Eating In High Chair Photo

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Alimentação complementar https://spsp.org.br/alimentacao-complementar/ Wed, 19 Nov 2014 11:59:20 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=793 O que é alimentação complementar? Conjunto de outros alimentos, além do leite materno, oferecidos para a criança. Pode ser denominada alimentação de transição e deve ser preparada especialmente para o bebê até que ele possa receber os alimentos consumidos pela família, o que acontece por volta de 10 a 12 meses de idade. Por isso é importante estimular a família a ter uma alimentação saudável. Quando deve ser iniciada? A partir dos seis meses de vida. O aleitamento materno pode ser mantido até dois anos. Aos poucos a criança começa a receber maior quantidade e variedade de alimentos complementares. A consistência também muda, no começo é pastosa e, com o passar dos meses, a comida deve ter pedacinhos maiores para o bebê treinar a mastigação. Qual a sequência de introdução? Aos 6 meses de vida deve-se iniciar com frutas (amassadas, raspadas ou na forma de suco), na semana seguinte com a primeira papa (almoço ou jantar) e aos 7 meses de idade com a segunda papa. Esquema de introdução da alimentação complementar:  Faixa etária  Tipo de alimento  Até 6 meses  Aleitamento materno exclusivo  A partir dos 6 meses Fruta (amassada, raspada ou na forma de suco) Primeira papa (misturas múltiplas)  A partir dos 7 meses  Segunda papa (misturas múltiplas)  A partir dos 9 meses  Aumentar a consistência e variedade dos alimentos oferecidos  Entre 10 e 12 meses  Alimentação da família (orientar práticas saudáveis) Fonte: Manual de Orientação Departamento de Nutrologia da SBP, 2012. http://www.sbp.com.br/pdfs/14617a-PDManualNutrologia-Alimentacao.pdf   Como preparar a papa principal e quais alimentos utilizar? Desde o início a papa deve ter vários grupos de alimentos (cereais e tubérculos, leguminosas, hortaliças e carne). Orientações gerais: • Separe os alimentos que serão utilizados, descasque e pique em pedaços médios ou grandes, pois eles serão amassados. • Utilize temperos naturais (salsinha, cebola, alho, cebolinha). • Não adicione sal e nem refogue os temperos com óleo. • Cozinhe os alimentos junto com os temperos com a menor quantidade de água possível. Lembre-se que alguns alimentos cozinham antes que os outros, coloque os que demoram mais primeiro. • Depois que os alimentos estiverem bem macios, coloque-os em um prato e amasse bem com um garfo. • Depois de amassar os alimentos, coloque duas colheres (bebês de 6-7 meses) e 4 colheres (8-10 meses) de sopa no prato que a criança vai comer. Adicione uma colher das de chá de óleo vegetal (soja ou canola) na papa já separada e misture. • Você pode preparar a papa para o almoço e jantar. Deixe na geladeira no intervalo das refeições. • Também é possível congelar em freezer ou geladeira com portas separadas. Prepare as papas, coloque o conteúdo em potes pequenos e leve imediatamente para o congelador. Não esqueça de colocar uma etiqueta no pote com data e horário da preparação (prazo máximo para consumo: 15 a 21 dias). • Para descongelar, deixe na prateleira da geladeira por 12 horas antes de servir e aqueça em banho-maria ou em panela diretamente no fogo baixo. O que o bebê não comer, despreze e não leve novamente à geladeira ou ao freezer. Componentes das misturas para a composição das papas:  Cereal ou tubérculo  Leguminosa  Proteína animal  Hortaliças Arroz Milho Macarrão Batata Mandioca Inhame Cará Feijão Soja Ervilha Lentilha Grão-de-bico Carne bovina Vísceras Frango Ovos Peixe Carne suína Verduras: Alface Espinafre Couve Almeirão Legumes: Cenoura Chuchu Abóbora Vagem Fonte: Manual de Orientação Departamento de Nutrologia da SBP, 2012. http://www.sbp.com.br/pdfs/14617a-PDManualNutrologia-Alimentacao.pdf   O que fazer se o bebê não aceita as papas? Não se preocupe, isso costuma acontece no começo. Quando a criança faz uma careta para o alimento que está provando pela primeira vez, isso não significa que ela não goste, apenas que não conhecia aquele gosto. Os alimentos devem ser oferecidos 8 a 10 vezes, em dias, preparações e texturas diferentes. Essa exposição repetida faz a criança acostumar com o sabor deles. Atenção: • Não há benefícios em se introduzir alimentos complementares antes e nem de retardar o início, além do preconizado. A introdução precoce (antes dos 4 meses) ou tardia (após os 7 meses) relaciona-se com maior risco para desenvolvimento de diarreia, alergias, obesidade e pressão alta no futuro. • As frutas devem ser introduzidas preferencialmente na forma de papas ou amassadas. Se oferecidas na forma de sucos, deve-se respeitar a quantidade máxima de 100 mL/dia. • A carne, de preferência vermelha, deve ser picada ou desfiada e oferecida todos os dias nas duas papas (almoço e jantar). • O ovo inteiro (clara e gema) pode ser introduzido, sempre bem cozido, a partir dos seis meses de vida. • Os peixes, à semelhança de outras carnes, podem ser introduzidos a partir do sexto mês de vida. • Não refogar os alimentos com óleo na preparação da papa. O óleo vegetal deve ser adicionado ao final da preparação. • Não acrescente sal ou condimentos industrializados na preparação da papa. O sal só deverá ser adicionado na alimentação da criança a partir de 1 ano de idade, quando passará a receber a alimentação da família. • Mesmo bebês pequenos controlam o quanto querem comer. Há dias que estão com mais fome e, outros, com menos. Isso é um treino para que ele aprenda a comer a quantidade que precisa ao longo da vida. Não force a criança a comer, se ela não estiver com fome. ___ Relatora: Dra. Fabíola Isabel Suano de Souza Departamento Científico de Nutrição da SPSP. Publicado em 19/11/2014. photo credit: © Bereta | Dreamstime.com – Baby Girl Eating Photo Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

O que é alimentação complementar?
Conjunto de outros alimentos, além do leite materno, oferecidos para a criança. Pode ser denominada alimentação de transição e deve ser preparada especialmente para o bebê até que ele possa receber os alimentos consumidos pela família, o que acontece por volta de 10 a 12 meses de idade. Por isso é importante estimular a família a ter uma alimentação saudável.

Quando deve ser iniciada?
A partir dos seis meses de vida. O aleitamento materno pode ser mantido até dois anos. Aos poucos a criança começa a receber maior quantidade e variedade de alimentos complementares. A consistência também muda, no começo é pastosa e, com o passar dos meses, a comida deve ter pedacinhos maiores para o bebê treinar a mastigação.

Qual a sequência de introdução?
Aos 6 meses de vida deve-se iniciar com frutas (amassadas, raspadas ou na forma de suco), na semana seguinte com a primeira papa (almoço ou jantar) e aos 7 meses de idade com a segunda papa.

Esquema de introdução da alimentação complementar:

 Faixa etária  Tipo de alimento
 Até 6 meses  Aleitamento materno exclusivo
 A partir dos 6 meses Fruta (amassada, raspada ou na forma de suco)

Primeira papa (misturas múltiplas)

 A partir dos 7 meses  Segunda papa (misturas múltiplas)
 A partir dos 9 meses  Aumentar a consistência e variedade dos alimentos oferecidos
 Entre 10 e 12 meses  Alimentação da família (orientar práticas saudáveis)

Fonte: Manual de Orientação Departamento de Nutrologia da SBP, 2012.
http://www.sbp.com.br/pdfs/14617a-PDManualNutrologia-Alimentacao.pdf

 

Como preparar a papa principal e quais alimentos utilizar?
Desde o início a papa deve ter vários grupos de alimentos (cereais e tubérculos, leguminosas, hortaliças e carne).

Orientações gerais:
• Separe os alimentos que serão utilizados, descasque e pique em pedaços médios ou grandes, pois eles serão amassados.
• Utilize temperos naturais (salsinha, cebola, alho, cebolinha).
• Não adicione sal e nem refogue os temperos com óleo.
• Cozinhe os alimentos junto com os temperos com a menor quantidade de água possível. Lembre-se que alguns alimentos cozinham antes que os outros, coloque os que demoram mais primeiro.
• Depois que os alimentos estiverem bem macios, coloque-os em um prato e amasse bem com um garfo.
• Depois de amassar os alimentos, coloque duas colheres (bebês de 6-7 meses) e 4 colheres (8-10 meses) de sopa no prato que a criança vai comer. Adicione uma colher das de chá de óleo vegetal (soja ou canola) na papa já separada e misture.
• Você pode preparar a papa para o almoço e jantar. Deixe na geladeira no intervalo das refeições.
• Também é possível congelar em freezer ou geladeira com portas separadas. Prepare as papas, coloque o conteúdo em potes pequenos e leve imediatamente para o congelador. Não esqueça de colocar uma etiqueta no pote com data e horário da preparação (prazo máximo para consumo: 15 a 21 dias).
• Para descongelar, deixe na prateleira da geladeira por 12 horas antes de servir e aqueça em banho-maria ou em panela diretamente no fogo baixo. O que o bebê não comer, despreze e não leve novamente à geladeira ou ao freezer.

Componentes das misturas para a composição das papas:

 Cereal ou tubérculo  Leguminosa  Proteína animal  Hortaliças
Arroz

Milho

Macarrão

Batata

Mandioca

Inhame

Cará

Feijão

Soja

Ervilha

Lentilha

Grão-de-bico

Carne bovina

Vísceras

Frango

Ovos

Peixe

Carne suína

Verduras:

Alface

Espinafre

Couve

Almeirão

Legumes:

Cenoura

Chuchu

Abóbora

Vagem

Fonte: Manual de Orientação Departamento de Nutrologia da SBP, 2012.
http://www.sbp.com.br/pdfs/14617a-PDManualNutrologia-Alimentacao.pdf

 

O que fazer se o bebê não aceita as papas?
Não se preocupe, isso costuma acontece no começo. Quando a criança faz uma careta para o alimento que está provando pela primeira vez, isso não significa que ela não goste, apenas que não conhecia aquele gosto. Os alimentos devem ser oferecidos 8 a 10 vezes, em dias, preparações e texturas diferentes. Essa exposição repetida faz a criança acostumar com o sabor deles.

Atenção:
• Não há benefícios em se introduzir alimentos complementares antes e nem de retardar o início, além do preconizado. A introdução precoce (antes dos 4 meses) ou tardia (após os 7 meses) relaciona-se com maior risco para desenvolvimento de diarreia, alergias, obesidade e pressão alta no futuro.
• As frutas devem ser introduzidas preferencialmente na forma de papas ou amassadas. Se oferecidas na forma de sucos, deve-se respeitar a quantidade máxima de 100 mL/dia.
• A carne, de preferência vermelha, deve ser picada ou desfiada e oferecida todos os dias nas duas papas (almoço e jantar).
• O ovo inteiro (clara e gema) pode ser introduzido, sempre bem cozido, a partir dos seis meses de vida.
• Os peixes, à semelhança de outras carnes, podem ser introduzidos a partir do sexto mês de vida.
• Não refogar os alimentos com óleo na preparação da papa. O óleo vegetal deve ser adicionado ao final da preparação.
• Não acrescente sal ou condimentos industrializados na preparação da papa. O sal só deverá ser adicionado na alimentação da criança a partir de 1 ano de idade, quando passará a receber a alimentação da família.
• Mesmo bebês pequenos controlam o quanto querem comer. Há dias que estão com mais fome e, outros, com menos. Isso é um treino para que ele aprenda a comer a quantidade que precisa ao longo da vida. Não force a criança a comer, se ela não estiver com fome.

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Relatora:
Dra. Fabíola Isabel Suano de Souza

Departamento Científico de Nutrição da SPSP.

Publicado em 19/11/2014.
photo credit: © Bereta | Dreamstime.comBaby Girl Eating Photo

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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