Alergias respiratórias – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 13 Dec 2022 14:02:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Alergias respiratórias – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Crianças com alergia crônica https://spsp.org.br/criancas-com-alergia-cronica/ Tue, 13 Dec 2022 10:59:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=35833 ]]>

Podemos definir a alergia crônica como uma resposta exagerada do sistema imunológico a várias substâncias (alérgenos), que dura um longo período e/ou melhora e piora ao longo da vida. Acontece em pessoas que apresentam predisposição genética para isso e que são expostas a esses alérgenos pela via respiratória, cutânea ou até por ingestão no ambiente em que elas vivem.

Exemplo muito comum são as alergias respiratórias como asma e rinite; as de pele (dermatite atópica) e até as urticárias, que podem durar uma vida inteira. Deve ser dada uma atenção especial a esses problemas, porque o curso crônico e recidivante compromete a qualidade de vida das pessoas e, em muitos casos, o paciente pode apresentar a forma grave da doença ou ainda piorar com o tempo.

O ideal é que os pacientes sejam encaminhados para alergistas e imunologistas, médicos capazes de identificar a causa do problema crônico, aplicar o tratamento correto e inclusive indicar uma forma de preveni-lo. Para melhor entendimento, podemos comentar sobre uma criança com asma alérgica que desde pequena chiava o peito e quando entrava em contato com poeira as suas crises pioravam muito.

O especialista poderá verificar qual o principal alérgeno desencadeante, indicar formas de prevenção para evitar o contato do alérgeno específico, diagnosticá-la e tratá-la adequadamente com medicamentos, na maioria das vezes, inalatórios. Uma criança que apresenta uma doença alérgica precisa conhecer quais são os gatilhos para as crises, saber tratá-la e acompanhar com o especialista, uma vez que não se fala em cura, mas em remissão, para uma melhor qualidade de vida!

 

Relatora:
Vera Esteves Vagnozzi Rullo
Vice-Presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP

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Retrospectiva Momento Saúde: alergias https://spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-alergias/ Wed, 05 Dec 2018 17:30:01 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2378 Apresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Começamos com: Alergias   Quais as alergias mais comuns nas crianças? Às vezes se tem a impressão que todo mundo é alérgico! E, de fato, as doenças alérgicas estão entre as enfermidades mais frequentes na população pediátrica, especialmente se considerarmos as doenças não infecciosas. É importante saber que as alergias são resultado de uma resposta inadequada do nosso sistema de defesa – o sistema imunológico – que interpreta como inimigos uma série de substâncias do nosso dia a dia. Ácaros presentes na poeira da casa, epitélio de animais como cães ou gatos e bolor estão entre os principais desencadeantes de alergia, mas alimentos como o leite de vaca e a clara de ovo ou mesmo medicamentos também podem levar a desencadeamento de sintomas. De um modo geral, as alergias podem acometer até 20% da população pediátrica, sendo as manifestações respiratórias as mais frequentes. Um grande estudo epidemiológico concluiu que, no Brasil, cerca de 25% dos adolescentes podem apresentar alguma alergia, com destaque para a rinite alérgica. Na sequência temos a asma e a conjuntivite alérgica. A dermatite atópica, uma doença alérgica de pele, pode acometer até 10% das crianças, que apresentam sintomas como lesões descamativas e uma coceira que traz um grande comprometimento da qualidade de vida. Finalmente temos as alergias alimentares, sendo a alergia à proteína do leite de vaca a mais frequente aqui no Brasil. Embora menos frequente, a alergia alimentar é a causa mais comum de anafilaxia, um evento alérgico grave que pode colocar a vida das crianças em risco. Estamos diante de doenças frequentes que precisam ser diagnosticadas e adequadamente tratadas. Primeiros sinais de alergias na infância Os sinais mais comuns das alergias respiratórias são a coceira no nariz e espirros frequentes, podendo ser acompanhados de secreção e entupimento nasal. Quando esses sintomas acontecem repetidamente podem indicar rinite alérgica. Muitas vezes, a criança também apresenta vermelhidão nos olhos e lacrimejamento constante. Um sinal de alerta que deve ser avaliado rapidamente é a tosse seca com dificuldade para respirar. As crianças pequenas comumente apresentam tosse acompanhada de barulho de assobio (chiado no peito). Os pais devem observar a presença de tosse ao brincar, ao dar risada e ao esforço físico, pois a presença desses sintomas ajuda no diagnóstico de asma. Alguns sinais são perigosos e devem ser avaliados imediatamente pelo médico, como coceira e vermelhidão com placas inchadas na pele, vergões, inchaço nos lábios, língua, orelhas ou olhos com sensação de desconforto na garganta, falta de ar, dificuldade para respirar, rouquidão e até sensação de desmaio. Esses sintomas podem ser causados por alimentos, medicamentos, picada de insetos e outros agentes. Os sinais de pele que aparecem com maior frequência pela primeira vez nas crianças pequenas são as lesões avermelhadas, úmidas, que coçam muito e pioram de intensidade à noite, acometendo o rosto, couro cabeludo e superfície extensora do corpo. Permanecem piores por um tempo e depois melhoram. Essas lesões são características da dermatite atópica. Outros sinais como dor abdominal, excesso de gases, vômito, diarreia, prisão de ventre e dificuldade de alimentação podem estar relacionados a alergias alimentares. Como prevenir alergias na criança O tratamento das alergias em crianças envolve o uso de medicamentos e medidas de profilaxia (prevenção) ambiental. É essencial que os pais/responsáveis tenham conhecimento desses procedimentos relacionados com a prevenção da exposição da criança alérgica às substâncias que provocam alergias e que tenham envolvimento na execução dessas medidas no domicílio em que a criança reside. As principais medidas de prevenção das alergias são: 1. Evitar carpetes, tapetes, cortinas e quaisquer outros móveis estofados de tecidos que sejam depósitos de poeira. 2. Proteger colchões e travesseiros com capas de material sintético (antiácaros). 3. Evitar cobertores de lã ou chenile, dando preferência para colcha de piquê, algodão ou edredon de material sintético. 4. Lavar a roupa de cama semanalmente em água quente. 5. Manter o quarto bem arejado e ventilado, procurando evitar umidade e mofo. 6. Preferir pintura lavável nas paredes. 7. Fazer a limpeza da casa exclusivamente com pano úmido e aspirador de pó. Evitar vassouras, escovas, panos secos ou espanadores. Estes mesmos cuidados devem ser tomados com o automóvel. 8. Retirar a criança do domicílio no horário de limpeza. 9. Não utilizar umidificadores ou vaporizadores porque estimulam o crescimento de ácaros e fungos. 10. Evitar animais domésticos como cachorros, gatos e pássaros dentro do domicílio. 11. Evitar brinquedos de pelúcia ou tecido. 12. Manter armários, depósitos, caixas de brinquedos e bibliotecas limpos e fechados. 13. Não utilizar inseticidas, tintas, desodorantes ambientais e outras substâncias de odor ativo. 14. Evitar talcos e perfumes. 15. Não fumar em recintos fechados como domicílio ou automóvel. 16. Estimular a criança a praticar esportes ao ar livre. 17. Manter limpos os filtros de aparelhos de ar-condicionado, tanto no domicílio como no automóvel. 18. Se houver paredes ou móveis mofados, preparar solução aquosa de hipoclorito de sódio ou ácido fênico a 5% e borrifar sobre as partes atingidas, até que seja possível reparo definitivo. Alergia: quando levar ao médico? Alergias podem causar uma grande variedade de sintomas e frequentemente interferem com a qualidade de vida. Em alguns casos extremos podem até colocar a vida em risco. Portanto, sempre que há suspeita de alergias (vide primeiros sinais) recomenda-se procurar um médico. Ele poderá auxiliar a diagnosticar corretamente a doença, identificar as substâncias que causam os sintomas, ensinar como evitá-las e prescrever medicamentos para controlar os sintomas da alergia, se necessário. Nos casos leves e não complicados, deve consultar com seu médico pediatra. Já os casos mais complicados, quando há dúvidas sobre as substâncias que causam os sintomas ou se o tratamento prescrito não traz o resultado esperado, recomenda-se uma consulta com o médico especialista em alergia....]]>

alergiaApresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples.

Começamos com:
Alergias

 

Quais as alergias mais comuns nas crianças?

Às vezes se tem a impressão que todo mundo é alérgico! E, de fato, as doenças alérgicas estão entre as enfermidades mais frequentes na população pediátrica, especialmente se considerarmos as doenças não infecciosas.

É importante saber que as alergias são resultado de uma resposta inadequada do nosso sistema de defesa – o sistema imunológico – que interpreta como inimigos uma série de substâncias do nosso dia a dia. Ácaros presentes na poeira da casa, epitélio de animais como cães ou gatos e bolor estão entre os principais desencadeantes de alergia, mas alimentos como o leite de vaca e a clara de ovo ou mesmo medicamentos também podem levar a desencadeamento de sintomas.

De um modo geral, as alergias podem acometer até 20% da população pediátrica, sendo as manifestações respiratórias as mais frequentes. Um grande estudo epidemiológico concluiu que, no Brasil, cerca de 25% dos adolescentes podem apresentar alguma alergia, com destaque para a rinite alérgica. Na sequência temos a asma e a conjuntivite alérgica. A dermatite atópica, uma doença alérgica de pele, pode acometer até 10% das crianças, que apresentam sintomas como lesões descamativas e uma coceira que traz um grande comprometimento da qualidade de vida. Finalmente temos as alergias alimentares, sendo a alergia à proteína do leite de vaca a mais frequente aqui no Brasil. Embora menos frequente, a alergia alimentar é a causa mais comum de anafilaxia, um evento alérgico grave que pode colocar a vida das crianças em risco.

Estamos diante de doenças frequentes que precisam ser diagnosticadas e adequadamente tratadas.

Primeiros sinais de alergias na infância

Os sinais mais comuns das alergias respiratórias são a coceira no nariz e espirros frequentes, podendo ser acompanhados de secreção e entupimento nasal. Quando esses sintomas acontecem repetidamente podem indicar rinite alérgica. Muitas vezes, a criança também apresenta vermelhidão nos olhos e lacrimejamento constante.

Um sinal de alerta que deve ser avaliado rapidamente é a tosse seca com dificuldade para respirar. As crianças pequenas comumente apresentam tosse acompanhada de barulho de assobio (chiado no peito). Os pais devem observar a presença de tosse ao brincar, ao dar risada e ao esforço físico, pois a presença desses sintomas ajuda no diagnóstico de asma.

Alguns sinais são perigosos e devem ser avaliados imediatamente pelo médico, como coceira e vermelhidão com placas inchadas na pele, vergões, inchaço nos lábios, língua, orelhas ou olhos com sensação de desconforto na garganta, falta de ar, dificuldade para respirar, rouquidão e até sensação de desmaio. Esses sintomas podem ser causados por alimentos, medicamentos, picada de insetos e outros agentes.

Os sinais de pele que aparecem com maior frequência pela primeira vez nas crianças pequenas são as lesões avermelhadas, úmidas, que coçam muito e pioram de intensidade à noite, acometendo o rosto, couro cabeludo e superfície extensora do corpo. Permanecem piores por um tempo e depois melhoram. Essas lesões são características da dermatite atópica.

Outros sinais como dor abdominal, excesso de gases, vômito, diarreia, prisão de ventre e dificuldade de alimentação podem estar relacionados a alergias alimentares.

Como prevenir alergias na criança

O tratamento das alergias em crianças envolve o uso de medicamentos e medidas de profilaxia (prevenção) ambiental. É essencial que os pais/responsáveis tenham conhecimento desses procedimentos relacionados com a prevenção da exposição da criança alérgica às substâncias que provocam alergias e que tenham envolvimento na execução dessas medidas no domicílio em que a criança reside.

As principais medidas de prevenção das alergias são:
1. Evitar carpetes, tapetes, cortinas e quaisquer outros móveis estofados de tecidos que sejam depósitos de poeira.
2. Proteger colchões e travesseiros com capas de material sintético (antiácaros).
3. Evitar cobertores de lã ou chenile, dando preferência para colcha de piquê, algodão ou edredon de material sintético.
4. Lavar a roupa de cama semanalmente em água quente.
5. Manter o quarto bem arejado e ventilado, procurando evitar umidade e mofo.
6. Preferir pintura lavável nas paredes.
7. Fazer a limpeza da casa exclusivamente com pano úmido e aspirador de pó. Evitar vassouras, escovas, panos secos ou espanadores. Estes mesmos cuidados devem ser tomados com o automóvel.
8. Retirar a criança do domicílio no horário de limpeza.
9. Não utilizar umidificadores ou vaporizadores porque estimulam o crescimento de ácaros e fungos.
10. Evitar animais domésticos como cachorros, gatos e pássaros dentro do domicílio.
11. Evitar brinquedos de pelúcia ou tecido.
12. Manter armários, depósitos, caixas de brinquedos e bibliotecas limpos e fechados.
13. Não utilizar inseticidas, tintas, desodorantes ambientais e outras substâncias de odor ativo.
14. Evitar talcos e perfumes.
15. Não fumar em recintos fechados como domicílio ou automóvel.
16. Estimular a criança a praticar esportes ao ar livre.
17. Manter limpos os filtros de aparelhos de ar-condicionado, tanto no domicílio como no automóvel.
18. Se houver paredes ou móveis mofados, preparar solução aquosa de hipoclorito de sódio ou ácido fênico a 5% e borrifar sobre as partes atingidas, até que seja possível reparo definitivo.

Alergia: quando levar ao médico?

Alergias podem causar uma grande variedade de sintomas e frequentemente interferem com a qualidade de vida. Em alguns casos extremos podem até colocar a vida em risco. Portanto, sempre que há suspeita de alergias (vide primeiros sinais) recomenda-se procurar um médico. Ele poderá auxiliar a diagnosticar corretamente a doença, identificar as substâncias que causam os sintomas, ensinar como evitá-las e prescrever medicamentos para controlar os sintomas da alergia, se necessário.

Nos casos leves e não complicados, deve consultar com seu médico pediatra. Já os casos mais complicados, quando há dúvidas sobre as substâncias que causam os sintomas ou se o tratamento prescrito não traz o resultado esperado, recomenda-se uma consulta com o médico especialista em alergia. Agora, nos casos graves, como na anafilaxia (reações fortes com falta de ar, desmaio, choque), uma consulta com o especialista é indispensável.

O médico alergista vai auxiliar em:
• Confirmar se os sintomas são causados por alergia – muitas vezes os sintomas se confundem com outras doenças como resfriados, intolerância alimentar, efeitos colaterais de medicamentos, etc.
• Identificar as substâncias responsáveis pela alergia fazendo exames mais específicos, como testes cutâneos, teste de contato, testes de provocação e exames laboratoriais. Sabendo o que realmente causa ou não causa os sintomas ajuda a prevenir as crises.
• Prescrever o tratamento mais adequado para controlar os sintomas da alergia – muitas vezes o tratamento requer várias medicações e necessita reajuste conforme a gravidade dos sintomas.
• Acompanhar a eficácia do tratamento – muitas vezes o tratamento requer várias medicações e necessita reajuste conforme a gravidade dos sintomas.

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Relator:
Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP.

Republicado em 5/12/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Momento Saúde: alergia – quando devo levar ao médico? https://spsp.org.br/momento-saude-alergia-quando-devo-levar-ao-medico/ Wed, 14 Mar 2018 18:20:03 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1978 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Falaremos agora sobre: alergias   Alergia: quando levar ao médico? Alergias podem causar uma grande variedade de sintomas e frequentemente interferem com a qualidade de vida. Em alguns casos extremos podem até colocar a vida em risco. Portanto, sempre que há suspeita de alergias (vide primeiros sinais) recomenda-se procurar um médico. Ele poderá auxiliar a diagnosticar corretamente a doença, identificar as substâncias que causam os sintomas, ensinar como evitá-las e prescrever medicamentos para controlar os sintomas da alergia, se necessário. Nos casos leves e não complicados, deve consultar com seu médico pediatra. Já os casos mais complicados, quando há dúvidas sobre as substâncias que causam os sintomas ou se o tratamento prescrito não traz o resultado esperado, recomenda-se uma consulta com o médico especialista em alergia. Agora, nos casos graves, como na anafilaxia (reações fortes com falta de ar, desmaio, choque), uma consulta com o especialista é indispensável. O médico alergista vai auxiliar em: • Confirmar se os sintomas são causados por alergia – muitas vezes os sintomas se confundem com outras doenças como resfriados, intolerância alimentar, efeitos colaterais de medicamentos, etc. • Identificar as substâncias responsáveis pela alergia fazendo exames mais específicos, como testes cutâneos, teste de contato, testes de provocação e exames laboratoriais. Sabendo o que realmente causa ou não causa os sintomas ajuda a prevenir as crises. • Prescrever o tratamento mais adequado para controlar os sintomas da alergia – muitas vezes o tratamento requer várias medicações e necessita reajuste conforme a gravidade dos sintomas. • Acompanhar a eficácia do tratamento – muitas vezes o tratamento requer várias medicações e necessita reajuste conforme a gravidade dos sintomas. ___ Relator: Dr. Tim Muller Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP. Publicado em 14/03/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

alergiaA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Falaremos agora sobre:
alergias

 

Alergia: quando levar ao médico?

Alergias podem causar uma grande variedade de sintomas e frequentemente interferem com a qualidade de vida. Em alguns casos extremos podem até colocar a vida em risco. Portanto, sempre que há suspeita de alergias (vide primeiros sinais) recomenda-se procurar um médico. Ele poderá auxiliar a diagnosticar corretamente a doença, identificar as substâncias que causam os sintomas, ensinar como evitá-las e prescrever medicamentos para controlar os sintomas da alergia, se necessário.

Nos casos leves e não complicados, deve consultar com seu médico pediatra. Já os casos mais complicados, quando há dúvidas sobre as substâncias que causam os sintomas ou se o tratamento prescrito não traz o resultado esperado, recomenda-se uma consulta com o médico especialista em alergia. Agora, nos casos graves, como na anafilaxia (reações fortes com falta de ar, desmaio, choque), uma consulta com o especialista é indispensável.

O médico alergista vai auxiliar em:
• Confirmar se os sintomas são causados por alergia – muitas vezes os sintomas se confundem com outras doenças como resfriados, intolerância alimentar, efeitos colaterais de medicamentos, etc.
• Identificar as substâncias responsáveis pela alergia fazendo exames mais específicos, como testes cutâneos, teste de contato, testes de provocação e exames laboratoriais. Sabendo o que realmente causa ou não causa os sintomas ajuda a prevenir as crises.
• Prescrever o tratamento mais adequado para controlar os sintomas da alergia – muitas vezes o tratamento requer várias medicações e necessita reajuste conforme a gravidade dos sintomas.
• Acompanhar a eficácia do tratamento – muitas vezes o tratamento requer várias medicações e necessita reajuste conforme a gravidade dos sintomas.

Semevent | Pixabay

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Relator:
Dr. Tim Muller
Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP.

Publicado em 14/03/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Momento Saúde: como prevenir alergias na criança https://spsp.org.br/momento-saude-como-prevenir-alergias-na-crianca/ Wed, 07 Mar 2018 18:20:56 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1975 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Falaremos agora sobre: alergias   Como prevenir alergias na criança O tratamento das alergias em crianças envolve o uso de medicamentos e medidas de profilaxia (prevenção) ambiental. É essencial que os pais/responsáveis tenham conhecimento desses procedimentos relacionados com a prevenção da exposição da criança alérgica às substâncias que provocam alergias e que tenham envolvimento na execução dessas medidas no domicílio em que a criança reside. As principais medidas de prevenção das alergias são: 1. Evitar carpetes, tapetes, cortinas e quaisquer outros móveis estofados de tecidos que sejam depósitos de poeira. 2. Proteger colchões e travesseiros com capas de material sintético (antiácaros). 3. Evitar cobertores de lã ou chenile, dando preferência para colcha de piquê, algodão ou edredon de material sintético. 4. Lavar a roupa de cama semanalmente em água quente. 5. Manter o quarto bem arejado e ventilado, procurando evitar umidade e mofo. 6. Preferir pintura lavável nas paredes. 7. Fazer a limpeza da casa exclusivamente com pano úmido e aspirador de pó. Evitar vassouras, escovas, panos secos ou espanadores. Estes mesmos cuidados devem ser tomados com o automóvel. 8. Retirar a criança do domicílio no horário de limpeza. 9. Não utilizar umidificadores ou vaporizadores porque estimulam o crescimento de ácaros e fungos. 10. Evitar animais domésticos como cachorros, gatos e pássaros dentro do domicílio. 11. Evitar brinquedos de pelúcia ou tecido. 12. Manter armários, depósitos, caixas de brinquedos e bibliotecas limpos e fechados. 13. Não utilizar inseticidas, tintas, desodorantes ambientais e outras substâncias de odor ativo. 14. Evitar talcos e perfumes. 15. Não fumar em recintos fechados como domicílio ou automóvel. 16. Estimular a criança a praticar esportes ao ar livre. 17. Manter limpos os filtros de aparelhos de ar-condicionado, tanto no domicílio como no automóvel. 18. Se houver paredes ou móveis mofados, preparar solução aquosa de hipoclorito de sódio ou ácido fênico a 5% e borrifar sobre as partes atingidas, até que seja possível reparo definitivo. ___ Relator: Dr. Pérsio Roxo Junior Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP. Publicado em 7/03/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

alergiaA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Falaremos agora sobre:
alergias

 

Como prevenir alergias na criança

O tratamento das alergias em crianças envolve o uso de medicamentos e medidas de profilaxia (prevenção) ambiental. É essencial que os pais/responsáveis tenham conhecimento desses procedimentos relacionados com a prevenção da exposição da criança alérgica às substâncias que provocam alergias e que tenham envolvimento na execução dessas medidas no domicílio em que a criança reside.

As principais medidas de prevenção das alergias são:
1. Evitar carpetes, tapetes, cortinas e quaisquer outros móveis estofados de tecidos que sejam depósitos de poeira.
2. Proteger colchões e travesseiros com capas de material sintético (antiácaros).
3. Evitar cobertores de lã ou chenile, dando preferência para colcha de piquê, algodão ou edredon de material sintético.
4. Lavar a roupa de cama semanalmente em água quente.
5. Manter o quarto bem arejado e ventilado, procurando evitar umidade e mofo.
6. Preferir pintura lavável nas paredes.
7. Fazer a limpeza da casa exclusivamente com pano úmido e aspirador de pó. Evitar vassouras, escovas, panos secos ou espanadores. Estes mesmos cuidados devem ser tomados com o automóvel.
8. Retirar a criança do domicílio no horário de limpeza.
9. Não utilizar umidificadores ou vaporizadores porque estimulam o crescimento de ácaros e fungos.
10. Evitar animais domésticos como cachorros, gatos e pássaros dentro do domicílio.
11. Evitar brinquedos de pelúcia ou tecido.
12. Manter armários, depósitos, caixas de brinquedos e bibliotecas limpos e fechados.
13. Não utilizar inseticidas, tintas, desodorantes ambientais e outras substâncias de odor ativo.
14. Evitar talcos e perfumes.
15. Não fumar em recintos fechados como domicílio ou automóvel.
16. Estimular a criança a praticar esportes ao ar livre.
17. Manter limpos os filtros de aparelhos de ar-condicionado, tanto no domicílio como no automóvel.
18. Se houver paredes ou móveis mofados, preparar solução aquosa de hipoclorito de sódio ou ácido fênico a 5% e borrifar sobre as partes atingidas, até que seja possível reparo definitivo.

skimpton007 | Pixabay

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Relator:
Dr. Pérsio Roxo Junior
Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP.

Publicado em 7/03/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Momento Saúde: primeiros sinais de alergia https://spsp.org.br/momento-saude-primeiros-sinais-de-alergia/ Wed, 28 Feb 2018 18:25:14 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1965 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Falaremos agora sobre: alergias   Primeiros sinais de alergias na infância Os sinais mais comuns das alergias respiratórias são a coceira no nariz e espirros frequentes, podendo ser acompanhados de secreção e entupimento nasal. Quando esses sintomas acontecem repetidamente podem indicar rinite alérgica. Muitas vezes, a criança também apresenta vermelhidão nos olhos e lacrimejamento constante. Um sinal de alerta que deve ser avaliado rapidamente é a tosse seca com dificuldade para respirar. As crianças pequenas comumente apresentam tosse acompanhada de barulho de assobio (chiado no peito). Os pais devem observar a presença de tosse ao brincar, ao dar risada e ao esforço físico, pois a presença desses sintomas ajuda no diagnóstico de asma. Alguns sinais são perigosos e devem ser avaliados imediatamente pelo médico, como coceira e vermelhidão com placas inchadas na pele, vergões, inchaço nos lábios, língua, orelhas ou olhos com sensação de desconforto na garganta, falta de ar, dificuldade para respirar, rouquidão e até sensação de desmaio. Esses sintomas podem ser causados por alimentos, medicamentos, picada de insetos e outros agentes. Os sinais de pele que aparecem com maior frequência pela primeira vez nas crianças pequenas são as lesões avermelhadas, úmidas, que coçam muito e pioram de intensidade à noite, acometendo o rosto, couro cabeludo e superfície extensora do corpo. Permanecem piores por um tempo e depois melhoram. Essas lesões são características da dermatite atópica. Outros sinais como dor abdominal, excesso de gases, vômito, diarreia, prisão de ventre e dificuldade de alimentação podem estar relacionados a alergias alimentares.   ___ Relator: Vera E. Vagnozzi Rullo Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP. Publicado em 28/02/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

alergiaA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Falaremos agora sobre:
alergias

 

Primeiros sinais de alergias na infância

Os sinais mais comuns das alergias respiratórias são a coceira no nariz e espirros frequentes, podendo ser acompanhados de secreção e entupimento nasal. Quando esses sintomas acontecem repetidamente podem indicar rinite alérgica. Muitas vezes, a criança também apresenta vermelhidão nos olhos e lacrimejamento constante.

Um sinal de alerta que deve ser avaliado rapidamente é a tosse seca com dificuldade para respirar. As crianças pequenas comumente apresentam tosse acompanhada de barulho de assobio (chiado no peito). Os pais devem observar a presença de tosse ao brincar, ao dar risada e ao esforço físico, pois a presença desses sintomas ajuda no diagnóstico de asma.

Alguns sinais são perigosos e devem ser avaliados imediatamente pelo médico, como coceira e vermelhidão com placas inchadas na pele, vergões, inchaço nos lábios, língua, orelhas ou olhos com sensação de desconforto na garganta, falta de ar, dificuldade para respirar, rouquidão e até sensação de desmaio. Esses sintomas podem ser causados por alimentos, medicamentos, picada de insetos e outros agentes.

Os sinais de pele que aparecem com maior frequência pela primeira vez nas crianças pequenas são as lesões avermelhadas, úmidas, que coçam muito e pioram de intensidade à noite, acometendo o rosto, couro cabeludo e superfície extensora do corpo. Permanecem piores por um tempo e depois melhoram. Essas lesões são características da dermatite atópica.

Outros sinais como dor abdominal, excesso de gases, vômito, diarreia, prisão de ventre e dificuldade de alimentação podem estar relacionados a alergias alimentares.

Pezibear | Pixabay

 

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Relator:
Vera E. Vagnozzi Rullo
Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP.

Publicado em 28/02/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Momento saúde: alergias mais comuns na infância https://spsp.org.br/momento-saude-alergias-mais-comuns-na-infancia/ Wed, 21 Feb 2018 18:25:47 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1963 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Falaremos agora sobre: alergias   Quais as alergias mais comuns nas crianças? Às vezes se tem a impressão que todo mundo é alérgico! E, de fato, as doenças alérgicas estão entre as enfermidades mais frequentes na população pediátrica, especialmente se considerarmos as doenças não infecciosas. É importante saber que as alergias são resultado de uma resposta inadequada do nosso sistema de defesa – o sistema imunológico – que interpreta como inimigos uma série de substâncias do nosso dia a dia. Ácaros presentes na poeira da casa, epitélio de animais como cães ou gatos e bolor estão entre os principais desencadeantes de alergia, mas alimentos como o leite de vaca e a clara de ovo ou mesmo medicamentos também podem levar a desencadeamento de sintomas. De um modo geral, as alergias podem acometer até 20% da população pediátrica, sendo as manifestações respiratórias as mais frequentes. Um grande estudo epidemiológico concluiu que, no Brasil, cerca de 25% dos adolescentes podem apresentar alguma alergia, com destaque para a rinite alérgica. Na sequência temos a asma e a conjuntivite alérgica. A dermatite atópica, uma doença alérgica de pele, pode acometer até 10% das crianças, que apresentam sintomas como lesões descamativas e uma coceira que traz um grande comprometimento da qualidade de vida. Finalmente temos as alergias alimentares, sendo a alergia à proteína do leite de vaca a mais frequente aqui no Brasil. Embora menos frequente, a alergia alimentar é a causa mais comum de anafilaxia, um evento alérgico grave que pode colocar a vida das crianças em risco. Estamos diante de doenças frequentes que precisam ser diagnosticadas e adequadamente tratadas.   ___ Relator: Ana Paula Moschione Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP. Publicado em 21/02/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

alergiaA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Falaremos agora sobre:
alergias

 

Quais as alergias mais comuns nas crianças?

Às vezes se tem a impressão que todo mundo é alérgico! E, de fato, as doenças alérgicas estão entre as enfermidades mais frequentes na população pediátrica, especialmente se considerarmos as doenças não infecciosas.

É importante saber que as alergias são resultado de uma resposta inadequada do nosso sistema de defesa – o sistema imunológico – que interpreta como inimigos uma série de substâncias do nosso dia a dia. Ácaros presentes na poeira da casa, epitélio de animais como cães ou gatos e bolor estão entre os principais desencadeantes de alergia, mas alimentos como o leite de vaca e a clara de ovo ou mesmo medicamentos também podem levar a desencadeamento de sintomas.

De um modo geral, as alergias podem acometer até 20% da população pediátrica, sendo as manifestações respiratórias as mais frequentes. Um grande estudo epidemiológico concluiu que, no Brasil, cerca de 25% dos adolescentes podem apresentar alguma alergia, com destaque para a rinite alérgica. Na sequência temos a asma e a conjuntivite alérgica. A dermatite atópica, uma doença alérgica de pele, pode acometer até 10% das crianças, que apresentam sintomas como lesões descamativas e uma coceira que traz um grande comprometimento da qualidade de vida. Finalmente temos as alergias alimentares, sendo a alergia à proteína do leite de vaca a mais frequente aqui no Brasil. Embora menos frequente, a alergia alimentar é a causa mais comum de anafilaxia, um evento alérgico grave que pode colocar a vida das crianças em risco.

Estamos diante de doenças frequentes que precisam ser diagnosticadas e adequadamente tratadas.

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Relator:
Ana Paula Moschione
Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP.

Publicado em 21/02/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
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Como controlar as alergias respiratórias https://spsp.org.br/como-controlar-as-alergias-respiratorias/ Tue, 27 Jun 2017 18:37:19 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1712 Para muitas famílias, é quando o clima esfria que vem a preocupação com rinite, asma… Especialistas indicam cuidados essenciais para prevenir chateações. Por Dra. Vera Rullo e Dr. Marcos Nolasco As alergias respiratórias mais comuns em crianças e adolescentes são a rinite alérgica, caracterizada por entupimento nasal, coceira, espirro e sensação de nariz escorrendo, e a asma, que se manifesta com chiado no peito, tosse e falta de ar. Às vezes, a criança com asma só apresenta tosse persistente ou um aperto no peito após a prática de exercícios. As doenças alérgicas ocorrem principalmente em pessoas com predisposição genética. Elas apresentam vários sintomas ao entrar em contato com determinadas substâncias no ambiente, caso da poeira. Como pode ser difícil diferenciar as manifestações de uma alergia respiratória daquelas decorrentes de um resfriado, em algumas ocasiões é necessária uma avaliação médica. Na realidade, alguns fatores podem causar ou piorar as reações alérgicas, como viroses, pó (contendo substâncias liberadas por ácaros, baratas e animais domésticos) e bolor. A fumaça e os odores do cigarro também têm um papel prejudicial aqui. Poucas regiões do Brasil apresentam estações do ano bem definidas. Mesmo assim, entre março e setembro, nas regiões Sul, Sudeste e em parte do Centro-Oeste, as temperaturas médias ficam mais baixas. O frio, por sua vez, faz com que as pessoas permaneçam mais tempo em ambientes fechados, o que eleva a circulação de vírus e o contato com substâncias potencialmente nocivas. Alguns procedimentos simples ajudam a evitar a ocorrência ou a piora de sintomas de alergia nos dias mais frios. São eles: evitar aglomerações excessivas e lavar as mãos com frequência, principalmente após o contato com pessoas em lugares públicos. Também é fundamental consultar o pediatra sobre a indicação da vacina da gripe, sobretudo no caso de portadores de asma. Nas residências com crianças alérgicas, sugerimos evitar carpetes ou cortinas de pano que acumulam poeira, especialmente nos quartos. Como os ácaros se multiplicam no interior dos colchões, devemos promover uma espécie de barreira, usando capas plásticas impermeáveis — o mesmo cuidado vale para os travesseiros. As roupas de cama devem ser lavadas semanalmente com água quente (acima de 56 ºC). É prudente evitar cobertores de lã. Remover lixos, não deixar papéis acumulados e dedetizar a residência para o controle de insetos, principalmente baratas, são outras medidas a serem tomadas. Também não recomendamos que animais domésticos frequentem os quartos. Por falar neles, é imprescindível que sejam mantidos limpos, com banhos semanais. A exposição ao cigarro ou à sua fumaça precisa ser vetada. As oscilações da umidade de ar também representam um problema. No tempo seco, as defesas naturais das vias aéreas ficam prejudicadas. Daí a importância de mantê-las umidificadas e desobstruídas. Para tanto, devemos beber bastante líquido e usar o soro fisiológico nasal. Domicílios com aquecimento tendem a diminuir a umidade do ar. Nesse caso, indicamos o uso de um umidificador por períodos curtos e sempre observando a presença de bolores. Se houver aparelho de ar-condicionado, é preciso verificar, de tempos em tempos, a manutenção dos filtros. Nos locais mais úmidos, por sua vez, há o risco do aumento dos bolores. Portanto, devemos inspecionar as paredes e corrigir eventuais vazamentos e áreas de infiltração de água. Em resumo, os princípios gerais de higiene e bem-estar no domicílio são especialmente válidos no contexto de temperaturas mais baixas, época em que necessariamente as pessoas ficam mais tempo em ambientes fechados. Com esses cuidados, o convívio e o aconchego familiar poderão ser desfrutados por todos. ___ Texto produzido pela Dra. Vera Rullo e pelo Dr. Marcos Nolasco para o site SAÚDE. Link original: http://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/como-controlar-as-alergias-respiratorias/ Dra. Vera Esteves Vagnozzi Rullo é pediatra e presidente do Departamento de Alergia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Dr. Marcos Tadeu Nolasco é pediatra e vice-presidente do Departamento de Alergia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 27/06/2017. photo credit: Pezibear | Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Para muitas famílias, é quando o clima esfria que vem a preocupação com rinite, asma… Especialistas indicam cuidados essenciais para prevenir chateações.
Por Dra. Vera Rullo e Dr. Marcos Nolasco

As alergias respiratórias mais comuns em crianças e adolescentes são a rinite alérgica, caracterizada por entupimento nasal, coceira, espirro e sensação de nariz escorrendo, e a asma, que se manifesta com chiado no peito, tosse e falta de ar. Às vezes, a criança com asma só apresenta tosse persistente ou um aperto no peito após a prática de exercícios.

As doenças alérgicas ocorrem principalmente em pessoas com predisposição genética. Elas apresentam vários sintomas ao entrar em contato com determinadas substâncias no ambiente, caso da poeira. Como pode ser difícil diferenciar as manifestações de uma alergia respiratória daquelas decorrentes de um resfriado, em algumas ocasiões é necessária uma avaliação médica.

Na realidade, alguns fatores podem causar ou piorar as reações alérgicas, como viroses, pó (contendo substâncias liberadas por ácaros, baratas e animais domésticos) e bolor. A fumaça e os odores do cigarro também têm um papel prejudicial aqui.

Poucas regiões do Brasil apresentam estações do ano bem definidas. Mesmo assim, entre março e setembro, nas regiões Sul, Sudeste e em parte do Centro-Oeste, as temperaturas médias ficam mais baixas. O frio, por sua vez, faz com que as pessoas permaneçam mais tempo em ambientes fechados, o que eleva a circulação de vírus e o contato com substâncias potencialmente nocivas.

Alguns procedimentos simples ajudam a evitar a ocorrência ou a piora de sintomas de alergia nos dias mais frios. São eles: evitar aglomerações excessivas e lavar as mãos com frequência, principalmente após o contato com pessoas em lugares públicos. Também é fundamental consultar o pediatra sobre a indicação da vacina da gripe, sobretudo no caso de portadores de asma.

Nas residências com crianças alérgicas, sugerimos evitar carpetes ou cortinas de pano que acumulam poeira, especialmente nos quartos. Como os ácaros se multiplicam no interior dos colchões, devemos promover uma espécie de barreira, usando capas plásticas impermeáveis — o mesmo cuidado vale para os travesseiros.

As roupas de cama devem ser lavadas semanalmente com água quente (acima de 56 ºC). É prudente evitar cobertores de lã.

Remover lixos, não deixar papéis acumulados e dedetizar a residência para o controle de insetos, principalmente baratas, são outras medidas a serem tomadas. Também não recomendamos que animais domésticos frequentem os quartos. Por falar neles, é imprescindível que sejam mantidos limpos, com banhos semanais. A exposição ao cigarro ou à sua fumaça precisa ser vetada.

As oscilações da umidade de ar também representam um problema. No tempo seco, as defesas naturais das vias aéreas ficam prejudicadas. Daí a importância de mantê-las umidificadas e desobstruídas. Para tanto, devemos beber bastante líquido e usar o soro fisiológico nasal.

Domicílios com aquecimento tendem a diminuir a umidade do ar. Nesse caso, indicamos o uso de um umidificador por períodos curtos e sempre observando a presença de bolores. Se houver aparelho de ar-condicionado, é preciso verificar, de tempos em tempos, a manutenção dos filtros. Nos locais mais úmidos, por sua vez, há o risco do aumento dos bolores. Portanto, devemos inspecionar as paredes e corrigir eventuais vazamentos e áreas de infiltração de água.

Em resumo, os princípios gerais de higiene e bem-estar no domicílio são especialmente válidos no contexto de temperaturas mais baixas, época em que necessariamente as pessoas ficam mais tempo em ambientes fechados. Com esses cuidados, o convívio e o aconchego familiar poderão ser desfrutados por todos.

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Texto produzido pela Dra. Vera Rullo e pelo Dr. Marcos Nolasco para o site SAÚDE.
Link original: http://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/como-controlar-as-alergias-respiratorias/

Dra. Vera Esteves Vagnozzi Rullo é pediatra e presidente do Departamento de Alergia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.
Dr. Marcos Tadeu Nolasco é pediatra e vice-presidente do Departamento de Alergia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 27/06/2017.
photo credit: Pezibear | Pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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