Alergia – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 07 May 2026 12:09:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Alergia – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Alergia: um problema de saúde que afeta milhões de pessoas no mundo https://spsp.org.br/alergia-um-problema-de-saude-que-afeta-milhoes-de-pessoas-no-mundo/ Thu, 07 May 2026 11:19:56 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=56874 ]]>

O Dia Nacional de Prevenção da Alergia, instituído em 7 de maio, é uma data dedicada à conscientização sobre um problema de saúde que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que são muito comuns na infância.

As doenças alérgicas surgem quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a substâncias normalmente inofensivas, como poeira, ácaros, pólen, pelos de animais, alimentos ou medicamentos.

Entre as condições mais frequentes na infância estão a rinite alérgica, que provoca espirros, nariz entupido e coriza constante; a asma, que causa chiado no peito e dificuldade para respirar; e a dermatite atópica e urticária, caracterizadas por coceira intensa e lesões na pele. Também podem ocorrer alergias alimentares, que exigem atenção redobrada.

Quando não identificadas ou tratadas corretamente, podem afetar o sono, a alimentação, o desempenho escolar e até o desenvolvimento das crianças, impactando diretamente na saúde e no bem-estar delas.

Para os pais, o primeiro passo é observar os sinais e sintomas frequentes, como por exemplo coceira e vermelhidão na pele que melhora e piora; tosse persistente, espirros em sequência ou até dificuldade respiratória. Muitas vezes, esses últimos sinais são confundidos com resfriados ou problemas passageiros, o que pode atrasar o diagnóstico correto. A automedicação também deve ser evitada, pois pode mascarar sintomas e dificultar o tratamento adequado.

Sempre que houver suspeita de alergia alimentar, os pais devem buscar orientação médica antes de retirar ou substituir alimentos da dieta da criança. A alimentação é um ponto essencial. A exclusão inadequada pode prejudicar o crescimento e causar deficiências nutricionais. O acompanhamento com profissional de saúde é indispensável para garantir uma dieta equilibrada e segura.

Outro ponto muitas vezes esquecido é a comunicação com a escola. Professores e cuidadores precisam saber se a criança tem alguma alergia, especialmente alimentar ou respiratória, e como agir em caso de reação. Essa comunicação pode prevenir situações de risco e garantir um ambiente mais seguro.

Também vale destacar que o cuidado emocional faz diferença. Crianças com alergias podem se sentir frustradas por limitações, como não poder consumir certos alimentos ou participar de algumas atividades. O apoio dos pais, com diálogo e orientação, ajuda a criança a entender sua condição e a lidar melhor com ela no dia a dia.

O diagnóstico precoce e a informação de qualidade para as famílias fazem toda a diferença. Portanto, é fundamental o acompanhamento com um alergista, profissional capacitado que pode indicar exames, orientar mudanças no ambiente e prescrever tratamentos eficazes, como medicamentos específicos ou, em alguns casos, imunoterapia.

Ter um plano de ação claro, com orientações sobre sintomas e medidas a serem tomadas pode evitar situações de emergência e trazer mais segurança para todos.

Cuidar de uma criança com alergia exige atenção, mas não precisa ser motivo de medo. Com informação, prevenção e acompanhamento adequado, é possível controlar os sintomas e garantir que a criança tenha uma vida saudável, ativa e feliz.

O Dia Nacional de Prevenção da Alergia é, acima de tudo, um lembrete de que pequenas atitudes no dia a dia podem fazer uma grande diferença na saúde dos nossos filhos.

 

Relatora:
Vera Esteves Vagnozzi Rullo
Vice-Presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP

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Alergia: a importância da prevenção desde a infância https://spsp.org.br/alergia-a-importancia-da-prevencao-desde-a-infancia/ Wed, 07 May 2025 19:39:29 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=51294 O Dia Nacional de Prevenção da Alergia é comemorado no dia 7 de maio. As doenças alérgicas estão entre as condições crônicas mais frequentes na infância e adolescência, impactando]]>

O Dia Nacional de Prevenção da Alergia é comemorado no dia 7 de maio. As doenças alérgicas estão entre as condições crônicas mais frequentes na infância e adolescência, impactando significativamente a qualidade de vida das nossas crianças e famílias. Estudos estimam que até 40% da população mundial pode apresentar algum tipo de alergia, e a tendência é de crescimento. Em um mundo onde fatores ambientais, estilo de vida e genética se combinam, a prevenção primária das alergias torna-se uma prioridade de saúde pública.

O que é alergia?

A alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a substâncias que, normalmente, para a maioria das pessoas, são inofensivas. Estas substâncias são chamadas de alérgenos, como pólen de plantas, ácaros da poeira, fungos, alimentos, medicamentos e venenos de insetos. As manifestações clínicas variam de quadros leves, como rinite alérgica e dermatite atópica, a reações graves e potencialmente fatais, como a anafilaxia.

Por que prevenir é necessário?

Prevenir alergias pode não apenas reduzir a incidência das doenças alérgicas, mas também minimizar sua gravidade e evitar o desenvolvimento de condições associadas, como asma ou alergias alimentares mais severas. A infância é um período crítico para intervenções, pois o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e pode ser modulado positivamente por exposições adequadas e cuidados apropriados.

Além disso, mesmo para aqueles que já apresentam alergias diagnosticadas, existem estratégias preventivas para reduzir a frequência e a intensidade dos sintomas. A prevenção secundária — baseada no tratamento adequado, controle ambiental e acompanhamento médico regular — permite manter a doença sob controle e garantir melhor qualidade de vida.

Estratégias de prevenção de alergias

1.Promoção do aleitamento materno

O aleitamento materno exclusivo por pelo menos seis meses pode ajudar na prevenção de doenças alérgicas, especialmente dermatite atópica e alergia alimentar.

2.Introdução adequada de alimentos

Estudos recentes demonstram que a introdução precoce (entre 4 e 6 meses de idade, de preferência enquanto ainda está em regime de aleitamento materno) de alimentos potencialmente alergênicos, como amendoim e ovos, pode reduzir o risco de alergias alimentares. Porém, a orientação médica é fundamental para conduzir cada caso.

3.Controle ambiental

Reduzir a exposição a alérgenos domésticos, como ácaros da poeira, bolores e fumaça de cigarro, pode prevenir o surgimento e a piora de doenças respiratórias alérgicas. Medidas como o uso de capas antiácaro em colchões e travesseiros, ventilação adequada e evitar tapetes acumuladores de poeira são recomendadas.

4.Contato com a natureza

Expor crianças a ambientes naturais, com contato moderado com animais e diversidade de micro-organismos, parece ter um efeito protetor contra doenças alérgicas. Esse conceito, conhecido como “hipótese da higiene”, sugere que a diversidade microbiana ambiental ajuda a desenvolver um sistema imunológico mais equilibrado.

5.Identificação precoce, tratamento e acompanhamento especializado
Em crianças com histórico familiar de alergias (pais ou irmãos alérgicos), a vigilância deve ser ainda mais atenta. O diagnóstico precoce de doenças alérgicas e a intervenção médica adequada podem evitar a progressão da doença.
Nos pacientes já diagnosticados, o tratamento regular com medicamentos adequados — como anti-histamínicos, corticosteroides tópicos ou inalatórios, imunoterapia alérgeno-específica, entre outros — também é uma forma importante de prevenção, evitando crises, hospitalizações e complicações futuras para o alérgico.

O papel dos profissionais de saúde e da sociedade

Pediatras, alergistas e demais profissionais de saúde têm papel fundamental na orientação preventiva, atuando tanto na educação das famílias quanto na implementação de medidas baseadas em evidências científicas. Além disso, políticas públicas que incentivem ambientes mais saudáveis — com menos poluição, promoção da alimentação adequada e espaços para atividades ao ar livre — são indispensáveis.

Uma responsabilidade compartilhada

A prevenção das alergias não é tarefa exclusiva de médicos ou de pais: é um esforço coletivo que envolve escolas, creches, políticas de saúde, sociedade civil e, claro, os próprios pacientes. Conscientizar a população sobre os fatores de risco e sobre o potencial de prevenção é o primeiro passo para enfrentarmos o aumento das doenças alérgicas nas próximas gerações.

Neste Dia Nacional de Prevenção da Alergia, renovamos nosso compromisso com a promoção de uma infância mais saudável e com a construção de uma sociedade mais informada e mais preparada para prevenir, reconhecer e tratar as doenças alérgicas. Pequenas ações no início da vida podem resultar em grandes benefícios ao longo dos anos.

A prevenção passa tanto pela redução do risco de desenvolver alergias quanto pelo controle adequado dos sintomas em quem já tem alergias. Prevenir é cuidar e proteger.

 

Relator:
Tim Markus Muller
Presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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17º CONGRESSO BRASILEIRO DE ALERGIA E IMUNOLOGIA PEDIÁTRICA – 2025 https://spsp.org.br/17o-congresso-brasileiro-alergia-e-imunologia-pediatrica/ Wed, 26 Mar 2025 11:08:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48871 ]]>

 

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promoveram, entre os dias 26 e 28 de março, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, SP, o 17º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia Pediátrica (Alergoped), que contou com uma programação de elevadíssimo nível e interesse prático nesta área de atuação da Pediatria.

O evento, que reuniu mais de 750 congressistas, sendo presidido por Antonio Condino Neto, presidente do Departamento Científico de Imunologia Clínica da SBP, apresentou temas pioneiros e de grande relevância para a comunidade médica, no qual os participantes tiveram uma oportunidade única de compartilhar conhecimentos, estratégias e avanços que definirão o futuro da especialidade,  marcando um encontro significativo para profissionais, pesquisadores e acadêmicos que estão na vanguarda do tratamento e estudo das imunodeficiências e doenças alérgicas.

A programação científica, visando atender aos profissionais que atuam em ambulatório, consultório, emergência e terapia intensiva, na busca da melhor assistência, foi bastante abrangente, incluindo temas como a triagem neonatal de imunodeficiências e seu tratamento, asma grave na infância e adolescência, esofagite eosinofílica, dermatite atópica e urticária crônica de difícil controle. Foram abordados, ainda, temas inovadores como o impacto na saúde dos cigarros eletrônicos, assim como TEA e a especialidade Alergia e Imunologia. A nova classificação das doenças alérgicas sistêmicas foi também alvo importante de conferência, bem como atuais debates sobre meio ambiente e doenças alérgicas.

A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), através de sua presidente, Renata Dejtiar Waksman, agradeceu a todos os interessados na atualização de conhecimentos, de novas técnicas e investigações, sempre baseados em evidências, pela participação da construção de mais um congresso de referência para a Pediatria Brasileira.

 

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O que é alergia crônica? https://spsp.org.br/o-que-e-alergia-cronica/ Tue, 12 Dec 2023 20:02:52 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=42157 Alergia é uma reação aumentada do sistema imunológico a substâncias que geralmente são inofensivas ao organismo e ocorre em indivíduos geneticamente predispostos. Podemos chamá-la]]>

Alergia é uma reação aumentada do sistema imunológico a substâncias que geralmente são inofensivas ao organismo e ocorre em indivíduos geneticamente predispostos. Podemos chamá-la de crônica quando dura muito tempo, tendendo a surgir e a desaparecer inúmeras vezes no decorrer de meses a anos. Pode ser respiratória, como na rinite alérgica (coceira, entupimento nasal e espirros) e na asma (chiado, tosse e cansaço). Também pode acontecer na pele, como na dermatite atópica (vermelhidão, coceira, caroços e descamação) e na urticária (vermelhidão, coceira e vergões).

Uma criança que convive com esse tipo de sintomas prolongados tem a sua qualidade de vida prejudicada. Na dermatite atópica, há coceira especialmente à noite, prejudicando o sono e podendo ter consequências importantes no rendimento escolar, bem como na autoestima da criança. A asma, quando não tratada, pode levar a criança ao risco de vida. Basta o paciente contrair uma gripe para ter cansaço e falta de ar importantes, que indicam internação até em UTI. A rinite, quando crônica, além do entupimento nasal, apresenta obstrução das vias aéreas, com aumento e inflamação das amigdalas, respiração oral, prejuízo da mastigação, deglutição, fala, além de sono agitado.

Portanto, os pais devem ficar atentos aos sintomas apresentados pelos seus filhos e buscar o auxílio de um alergista pediátrico o quanto antes. O tratamento que a criança poderá receber depois da avaliação detalhada do médico inclui desde a prevenção, na tentativa de evitar os agentes responsáveis pelas crises na rotina da criança, até a terapia farmacológica.

Os medicamentos mais utilizados são os tópicos, incluindo a forma inalatória nas alergias respiratórias. Mas dependendo do tipo de alergia, do estágio e da gravidade da doença podem ser utilizadas terapias orais e até injetáveis (biológicos).

Não espere o seu (sua) filho(a) se prejudicar para procurar ajuda; alergia tem prevenção e tratamento.

 

Relatora:
Vera Esteves Vagnozzi Rullo
Vice-Presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Prurido do traje de banho ou piolho-do-mar. Já ouviu falar? https://spsp.org.br/prurido-do-traje-de-banho-ou-piolho-do-mar-ja-ouviu-falar/ Fri, 18 Nov 2022 11:54:49 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=35520 Você já ouviu falar em prurido do traje de banho ou piolho-do-mar? Pois é! Na volta desse feriado de 15 de novembro notamos um aumento da procura de consultas no pronto-socorro e nos]]>

Você já ouviu falar em prurido do traje de banho ou piolho-do-mar?

Pois é! Na volta desse feriado de 15 de novembro notamos um aumento da procura de consultas no pronto-socorro e nos consultórios, por crianças que voltaram da praia e que começaram com manchas vermelhas em todo o corpo, com coceira intensa, após terem entrado na água do mar. Essas manchas aparecem no tórax, braços, pernas, glúteos e se parecem muito com picadas de inseto ou “alergia”. Isso é causado por minúsculas larvas (menores que um grão de pimenta moída) que vão virar água-viva. Quando elas entram em contato com o corpo e ficam presas nas axilas, no biquíni, na sunga ou maiô, liberam substâncias (toxinas) que causam essas manchas na pele, geralmente após 24 horas do banho de mar. Na grande maioria das vezes, os sintomas ficam restritos à pele, mas podem ocorrer febre, náuseas e calafrios. O tratamento é à base de antialérgico e medidas para aliviar a coceira. A duração dos sintomas pode ser de até duas semanas.

Para evitar esse desconforto, a maneira mais segura é ficar fora da água. Mas, como sabemos que isso não é tarefa nada fácil com as crianças, ao sair da água não secar com toalha, porque isso pode ativar os ferrões das larvas, lavar bem o corpo e as roupas de banho com água corrente.

Se identificar algo parecido, procure o seu pediatra para maiores esclarecimentos!

 

Relatora:

Milena de Paulis

Membro do Departamento Científico de Emergências da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Mundial de Alergia https://spsp.org.br/dia-mundial-de-alergia/ Fri, 08 Jul 2022 11:48:01 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=33228 ]]>

Dia 8 de julho comemoramos o Dia Mundial de Alergia, fruto de uma iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) e Organização Mundial de Alergia (WAO – World Allergy Organization), com intuito de chamar atenção sobre a importância desse tema e do seu impacto na saúde pública.

A prevalência das doenças alérgicas tem aumentado nos últimos anos e estima-se que no Brasil um terço da população apresente alguma delas: como a rinite, asma, alergia alimentar ou dermatite atópica.

Doenças alérgicas podem ser descritas como uma resposta exagerada do sistema imune a substâncias inofensivas, em indivíduos geneticamente predispostos. Clinicamente provocam sintomas que podem variar de leve irritação nasal, na rinite, até o comprometimento sistêmico e potencialmente fatal, na anafilaxia. Causam impactos na vida social, trazendo problemas para o paciente e sua família. Há casos de crianças com dermatite atópica que sofrem bullying pela aparência comprometida da pele. Quando apresentam reações graves a alimentos ou são excluídas de festas e reuniões ou precisam ser supervisionadas o tempo todo para evitar qualquer ingestão inadvertida. Muitas vezes, crianças com alergias respiratórias sentem-se limitadas a participar de atividades físicas ou, em tempos de pandemia, são confundidas como infectadas pela covid -19.

Recentemente, houve grande progresso no diagnóstico e tratamento dessas doenças, melhorando a qualidade de vida desses pacientes.

Ainda faltam no Brasil medicamentos consagrados na especialidade como a adrenalina autoinjetável para os quadros de anafilaxia.

As doenças alérgicas têm um papel cada vez mais importante e anualmente novos especialistas em Alergia e Imunologia Pediátrica estão aptos a atender.

Se suspeitar de alergia no seu filho(a), procure um alergista e imunologista pediátrico.

Celebramos esse dia em homenagem a todos os pacientes portadores de alergia, aos médicos pediatras que se dedicam ao tratamento dessas doenças e aos alergistas pediátricos.

 

Relatores:
Tim Markus Müller
Vera EV Rullo                                   
Departamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: serezniy | depositphotos.com

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Alergias a picadas de insetos e medicamentos: o que fazer? https://spsp.org.br/alergias-a-picadas-de-insetos-e-medicamentos-o-que-fazer/ Fri, 22 Jan 2021 15:22:13 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3578 Seu filho apareceu com bolinhas e vermelhidão na pele que coçam muito? Pode ser sinal de alergia. As alergias cutâneas são frequentes em crianças e podem ser causadas por diversos fatores.

O verão chegou, época de multiplicação dos insetos e também de as crianças permanecerem com poucas roupas, por isso os pais devem ficar atentos às picadas. As ferroadas de inseto podem causar, tanto reação tóxica (local ou sistêmica – em várias partes do corpo), como reação alérgica (local extensa ou sistêmica-anafilática). A maioria das crianças apresenta reação inflamatória no local da picada com a introdução do veneno, o que se resolve em algumas horas. No entanto, as crianças que sofrem múltiplas picadas (por exemplo, mais de 30 picadas de abelha) podem apresentar reação sistêmica e perigosa semelhante à alérgica.

hannatv | depositphotos.com

Quando a criança tem alergia, é possível que ela desenvolva uma resposta à saliva do inseto e apresente vermelhidão, bolinhas e coceira de 12 a 48 horas após a ferroada e que demora em torno de 1 semana para regredir. Essa reação alérgica é chamada de local extensa. O principal problema que pode ocorrer é o fato de a coceira provocar escoriações na pele, formando feridas que podem se infectar com bactérias provenientes da unha das crianças. A maior atenção deve ser às ferroadas no pescoço, pelo risco de inchaço importante na região.

Algumas crianças podem apresentar reação muito grave que se inicia rapidamente após a picada, em torno de 15 a 20 minutos, e pode causar: placas vermelhas e fugazes na pele, coceira, mal-estar, chiado no peito, náuseas, vômitos, dor abdominal, diarreia, inchaço, rouquidão, fraqueza, confusão mental e até perda de consciência. Os insetos mais envolvidos nas reações graves, chamadas de anafiláticas, são as abelhas, vespas e formigas.

Algumas maneiras de prevenir o problema são: colocar telas nas janelas e fechá-las antes das 17 horas, fixar um mosquiteiro sobre a cama da criança e eliminar os formigueiros do quintal. Além disso, vestir a criança com roupas leves de mangas compridas e com punhos fechados para cobrir braços e pernas, ou ainda calçá-las com sapatos fechados e utilizar repelentes nas crianças maiores, caso sejam atóxicos e recomendados pelo pediatra. O local das lesões provocadas pelas picadas de insetos deve ser mantido limpo, lavando com água e sabão. Se não houver melhora, os pais ou responsáveis devem procurar o pediatra.

Alergia a medicamentos

As reações alérgicas a medicamentos têm uma prevalência na infância de aproximadamente 5% e são, na sua maioria, leves e imediatas com a ocorrência de vermelhidão, coceira na pele, inchaço nas pálpebras, mas podem ser graves quando ocorrem falta de ar, edema de glote, anafilaxia e choque anafilático.

Os principais responsáveis por essas reações são os anti-inflamatórios (medicamentos para dor e febre), seguidos por antibióticos da classe das penicilinas e amoxicilinas, amplamente utilizados na faixa etária pediátrica.

Quando uma criança apresenta uma reação adversa durante um tratamento medicamentoso, seja para uma otite, amigdalite ou uma simples febre, a insegurança e o medo passam a assombrar a família: “e se ela precisar tomar remédio novamente?”.

Mas será que a reação foi mesmo alérgica? Qual foi o medicamento responsável? Quais as orientações para tratamentos futuros?

É importante ressaltar que muitas infecções podem causar por si só quadros de vermelhidão e coceira no corpo, que se confundem com processos alérgicos. Também causam confusão as situações nas quais dois ou mais medicamentos estão sendo utilizados ao mesmo tempo no momento em que ocorre a reação.

Para se chegar a um diagnóstico preciso, é necessária uma investigação minuciosa que inclui história clínica, exames e testes elaborados pelo médico capacitado para tal.

Após a avaliação completa, a família receberá por escrito as orientações sobre qual(is) medicamento(s) são proibidos e quais podem ser utilizados com segurança, evitando-se assim restrições a tratamentos e inseguranças desnecessárias.

As informações sobre alergia a medicamentos devem constar de um documento e pulseira de identificação.


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Relatoras
Vera Esteves Vagnozzi Rullo
Cristina Frias Sartorelli de Toledo Piza
Departamento Científico de Alergia da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Dermatite atópica na infância e adolescência https://spsp.org.br/dermatite-atopica-na-infancia-e-adolescencia/ Wed, 24 Jul 2019 18:42:38 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2880 A dermatite atópica é uma doença inflamatória da pele causada por reação de hipersensibilidade do organismo a certas substâncias alergênicas. Pode ser acompanhada de asma, rinite e ou conjuntivite alérgica. A tendência de desenvolver dermatite atópica é geralmente herdada dos pais, mas também depende da exposição do organismo a substâncias alergênicas presentes no ambiente, tais como: poeira, ácaros, fumaça de cigarro, alimentos, infecções etc. O clima frio e seco também piora a doença e fatores emocionais, como estresse, podem desencadear ou agravar as crises. A oleosidade natural da pele é uma barreira de defesa contra substâncias do ambiente, variações do clima e infecções. No paciente atópico, por sua vez, a pele é mais seca, tendo menos resistência às agressões ambientais. A dermatite atópica pode aparecer em qualquer idade, mas é mais comum na infância. Na maior parte das crianças ela começa a partir dos três meses de idade e tende a desaparecer próximo da adolescência. No entanto, em cerca de 20% dos casos, pode permanecer até a idade adulta. Geralmente ela se manifesta por crises, com períodos de piora e melhora. A lesão característica é o eczema, que aparece como vermelhidão, bolinhas e ressecamento da pele, sempre acompanhado de muita coceira. A localização das lesões varia com a idade: nos bebês, as lesões aparecem no rosto (bochechas), braços e pernas; em crianças maiores, adolescentes e adultos nas dobras dos braços e das pernas. Também são comuns descamação e coceira nas mãos (palmas) e pés (plantas). Tratamento Ainda não se conhece a cura para a dermatite atópica, porém o tratamento adequado pode conseguir controle bastante satisfatório das crises. Evitar os fatores que podem desencadear e agravar a doença e usar roupas de algodão são medidas importantes no controle da dermatite. Os principais pontos do tratamento são: 1. Melhorar o ressecamento da pele: banhos rápidos, mornos, sem buchas, com limpadores ou sabonetes suaves somente nas áreas das dobras, região genital e nádegas. Secar a pele sem esfregar. Aplicar hidratante imediatamente sobre a pele ainda úmida. 2. Controlar o prurido (coceira): hidratação da pele e utilização de medicação por via oral (anti-histamínicos, também chamados antialérgicos). 3. Combater a infecção: antibióticos apropriados prescritos pelo médico especialista. 4. Controlar as crises: anti-inflamatórios tópicos passados no local. Casos graves podem necessitar de outros tratamentos. Deixar a dermatite evoluir sem tratamento ou com controle insuficiente prejudica tanto o desenvolvimento físico como psíquico. A pele lesada pode ser alvo de infecções que abalam a saúde como um todo, podendo prejudicar o crescimento da criança. A coceira constante prejudica o sono, levando à perda do rendimento escolar, dificuldade de relacionamento e também diminuição do crescimento, pois o hormônio do crescimento é secretado durante o sono. O tratamento apropriado não cura, mas garante controle do problema melhorando muito a qualidade de vida. ___Relatora:Dra. Silmara CestariDepartamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo Publicado em 24/07/2019]]>

A dermatite atópica é uma doença inflamatória da pele causada por reação de hipersensibilidade do organismo a certas substâncias alergênicas. Pode ser acompanhada de asma, rinite e ou conjuntivite alérgica.

A tendência de desenvolver dermatite atópica é geralmente herdada dos pais, mas também depende da exposição do organismo a substâncias alergênicas presentes no ambiente, tais como: poeira, ácaros, fumaça de cigarro, alimentos, infecções etc. O clima frio e seco também piora a doença e fatores emocionais, como estresse, podem desencadear ou agravar as crises. A oleosidade natural da pele é uma barreira de defesa contra substâncias do ambiente, variações do clima e infecções. No paciente atópico, por sua vez, a pele é mais seca, tendo menos resistência às agressões ambientais.

Tawny van Breda | pixabay.com

A dermatite atópica pode aparecer em qualquer idade, mas é mais comum na infância. Na maior parte das crianças ela começa a partir dos três meses de idade e tende a desaparecer próximo da adolescência. No entanto, em cerca de 20% dos casos, pode permanecer até a idade adulta.

Geralmente ela se manifesta por crises, com períodos de piora e melhora. A lesão característica é o eczema, que aparece como vermelhidão, bolinhas e ressecamento da pele, sempre acompanhado de muita coceira. A localização das lesões varia com a idade: nos bebês, as lesões aparecem no rosto (bochechas), braços e pernas; em crianças maiores, adolescentes e adultos nas dobras dos braços e das pernas. Também são comuns descamação e coceira nas mãos (palmas) e pés (plantas).

Tratamento

Ainda não se conhece a cura para a dermatite atópica, porém o tratamento adequado pode conseguir controle bastante satisfatório das crises. Evitar os fatores que podem desencadear e agravar a doença e usar roupas de algodão são medidas importantes no controle da dermatite.

Os principais pontos do tratamento são:

1. Melhorar o ressecamento da pele: banhos rápidos, mornos, sem buchas, com limpadores ou sabonetes suaves somente nas áreas das dobras, região genital e nádegas. Secar a pele sem esfregar. Aplicar hidratante imediatamente sobre a pele ainda úmida.

2. Controlar o prurido (coceira): hidratação da pele e utilização de medicação por via oral (anti-histamínicos, também chamados antialérgicos).

3. Combater a infecção: antibióticos apropriados prescritos pelo médico especialista.

4. Controlar as crises: anti-inflamatórios tópicos passados no local.

Casos graves podem necessitar de outros tratamentos.

Deixar a dermatite evoluir sem tratamento ou com controle insuficiente prejudica tanto o desenvolvimento físico como psíquico. A pele lesada pode ser alvo de infecções que abalam a saúde como um todo, podendo prejudicar o crescimento da criança. A coceira constante prejudica o sono, levando à perda do rendimento escolar, dificuldade de relacionamento e também diminuição do crescimento, pois o hormônio do crescimento é secretado durante o sono. O tratamento apropriado não cura, mas garante controle do problema melhorando muito a qualidade de vida.

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Relatora:
Dra. Silmara Cestari
Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Publicado em 24/07/2019



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Momento Saúde: como tratar a asma? https://spsp.org.br/momento-saude-como-tratar-a-asma/ Wed, 17 Apr 2019 18:31:07 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2502 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Vamos falar sobre: Asma Como tratar a asma? O objetivo do tratamento é obter e manter o controle da doença através de um ciclo contínuo de avaliação do controle, tratamento para alcançar o controle e acompanhamento. Assim, é necessário um seguimento contínuo com o pediatra/pneumologista da criança. Os corticoides inalados em doses baixas (na forma de bombinha ou dispositivos de pó seco) são recomendados como tratamento de controle inicial da asma persistente. As “bombinhas” devem ser sempre usadas com espaçador, independentemente da idade, e os dispositivos de pó seco ficam reservados para crianças a partir dos seis anos de idade. Pacientes e familiares devem estar orientados para reconhecer sintomas e sua gravidade e prontamente iniciar o uso de medicação de alívio (broncodilatadores), preferencialmente na forma de “bombinhas” com espaçador, e providenciar medidas adequadas de higiene ambiental, como evitar exposição a fumaça de cigarro, poeira, ácaros etc. A criança deve ser estimulada a ter uma vida normal e a prática de esportes deve ser incentivada. ___ Relatora: Dra. Miriam Cardoso Neves Eller Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 17/04/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

pneumologiaA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Vamos falar sobre:
Asma

Como tratar a asma?

O objetivo do tratamento é obter e manter o controle da doença através de um ciclo contínuo de avaliação do controle, tratamento para alcançar o controle e acompanhamento. Assim, é necessário um seguimento contínuo com o pediatra/pneumologista da criança.

Os corticoides inalados em doses baixas (na forma de bombinha ou dispositivos de pó seco) são recomendados como tratamento de controle inicial da asma persistente. As “bombinhas” devem ser sempre usadas com espaçador, independentemente da idade, e os dispositivos de pó seco ficam reservados para crianças a partir dos seis anos de idade.

Pacientes e familiares devem estar orientados para reconhecer sintomas e sua gravidade e prontamente iniciar o uso de medicação de alívio (broncodilatadores), preferencialmente na forma de “bombinhas” com espaçador, e providenciar medidas adequadas de higiene ambiental, como evitar exposição a fumaça de cigarro, poeira, ácaros etc. A criança deve ser estimulada a ter uma vida normal e a prática de esportes deve ser incentivada.

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Relatora:
Dra. Miriam Cardoso Neves Eller

Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 17/04/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Momento Saúde: diagnóstico de asma https://spsp.org.br/momento-saude-diagnostico-de-asma/ Wed, 10 Apr 2019 18:24:26 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2499 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Vamos falar sobre: Asma São necessários exames para o diagnóstico de asma? O diagnóstico de asma é obtido principalmente através dos sinais e sintomas e exame físico realizado pelo médico. Entretanto, alguns exames podem auxiliar na avaliação da criança com asma. A alergia é bastante frequente nas crianças com asma. A demonstração de sensibilização alérgica, realizada através de testes alérgicos cutâneos e de sangue, é útil para identificação de fatores de risco e tomada de medidas preventivas de controle ambiental. No entanto, a ausência de sensibilização alérgica não exclui o diagnóstico de asma. As medidas de função pulmonar (espirometria) são úteis para verificar a gravidade, reversibilidade e a variabilidade da obstrução ao fluxo aéreo e ajudam a confirmar o diagnóstico em maiores de cinco anos. ___ Relatora: Dra. Miriam Cardoso Neves Eller Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 10/04/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

pneumologiaA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Vamos falar sobre:
Asma

São necessários exames para o diagnóstico de asma?

O diagnóstico de asma é obtido principalmente através dos sinais e sintomas e exame físico realizado pelo médico. Entretanto, alguns exames podem auxiliar na avaliação da criança com asma.

A alergia é bastante frequente nas crianças com asma. A demonstração de sensibilização alérgica, realizada através de testes alérgicos cutâneos e de sangue, é útil para identificação de fatores de risco e tomada de medidas preventivas de controle ambiental. No entanto, a ausência de sensibilização alérgica não exclui o diagnóstico de asma.

As medidas de função pulmonar (espirometria) são úteis para verificar a gravidade, reversibilidade e a variabilidade da obstrução ao fluxo aéreo e ajudam a confirmar o diagnóstico em maiores de cinco anos.

belova59 | pixabay.com

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Relatora:
Dra. Miriam Cardoso Neves Eller

Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 10/04/2019.

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