Alergia à leite de vaca – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 25 Oct 2021 18:29:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Alergia à leite de vaca – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Retrospectiva Momento Saúde: alergias https://spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-alergias/ Wed, 05 Dec 2018 17:30:01 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2378 Apresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Começamos com: Alergias   Quais as alergias mais comuns nas crianças? Às vezes se tem a impressão que todo mundo é alérgico! E, de fato, as doenças alérgicas estão entre as enfermidades mais frequentes na população pediátrica, especialmente se considerarmos as doenças não infecciosas. É importante saber que as alergias são resultado de uma resposta inadequada do nosso sistema de defesa – o sistema imunológico – que interpreta como inimigos uma série de substâncias do nosso dia a dia. Ácaros presentes na poeira da casa, epitélio de animais como cães ou gatos e bolor estão entre os principais desencadeantes de alergia, mas alimentos como o leite de vaca e a clara de ovo ou mesmo medicamentos também podem levar a desencadeamento de sintomas. De um modo geral, as alergias podem acometer até 20% da população pediátrica, sendo as manifestações respiratórias as mais frequentes. Um grande estudo epidemiológico concluiu que, no Brasil, cerca de 25% dos adolescentes podem apresentar alguma alergia, com destaque para a rinite alérgica. Na sequência temos a asma e a conjuntivite alérgica. A dermatite atópica, uma doença alérgica de pele, pode acometer até 10% das crianças, que apresentam sintomas como lesões descamativas e uma coceira que traz um grande comprometimento da qualidade de vida. Finalmente temos as alergias alimentares, sendo a alergia à proteína do leite de vaca a mais frequente aqui no Brasil. Embora menos frequente, a alergia alimentar é a causa mais comum de anafilaxia, um evento alérgico grave que pode colocar a vida das crianças em risco. Estamos diante de doenças frequentes que precisam ser diagnosticadas e adequadamente tratadas. Primeiros sinais de alergias na infância Os sinais mais comuns das alergias respiratórias são a coceira no nariz e espirros frequentes, podendo ser acompanhados de secreção e entupimento nasal. Quando esses sintomas acontecem repetidamente podem indicar rinite alérgica. Muitas vezes, a criança também apresenta vermelhidão nos olhos e lacrimejamento constante. Um sinal de alerta que deve ser avaliado rapidamente é a tosse seca com dificuldade para respirar. As crianças pequenas comumente apresentam tosse acompanhada de barulho de assobio (chiado no peito). Os pais devem observar a presença de tosse ao brincar, ao dar risada e ao esforço físico, pois a presença desses sintomas ajuda no diagnóstico de asma. Alguns sinais são perigosos e devem ser avaliados imediatamente pelo médico, como coceira e vermelhidão com placas inchadas na pele, vergões, inchaço nos lábios, língua, orelhas ou olhos com sensação de desconforto na garganta, falta de ar, dificuldade para respirar, rouquidão e até sensação de desmaio. Esses sintomas podem ser causados por alimentos, medicamentos, picada de insetos e outros agentes. Os sinais de pele que aparecem com maior frequência pela primeira vez nas crianças pequenas são as lesões avermelhadas, úmidas, que coçam muito e pioram de intensidade à noite, acometendo o rosto, couro cabeludo e superfície extensora do corpo. Permanecem piores por um tempo e depois melhoram. Essas lesões são características da dermatite atópica. Outros sinais como dor abdominal, excesso de gases, vômito, diarreia, prisão de ventre e dificuldade de alimentação podem estar relacionados a alergias alimentares. Como prevenir alergias na criança O tratamento das alergias em crianças envolve o uso de medicamentos e medidas de profilaxia (prevenção) ambiental. É essencial que os pais/responsáveis tenham conhecimento desses procedimentos relacionados com a prevenção da exposição da criança alérgica às substâncias que provocam alergias e que tenham envolvimento na execução dessas medidas no domicílio em que a criança reside. As principais medidas de prevenção das alergias são: 1. Evitar carpetes, tapetes, cortinas e quaisquer outros móveis estofados de tecidos que sejam depósitos de poeira. 2. Proteger colchões e travesseiros com capas de material sintético (antiácaros). 3. Evitar cobertores de lã ou chenile, dando preferência para colcha de piquê, algodão ou edredon de material sintético. 4. Lavar a roupa de cama semanalmente em água quente. 5. Manter o quarto bem arejado e ventilado, procurando evitar umidade e mofo. 6. Preferir pintura lavável nas paredes. 7. Fazer a limpeza da casa exclusivamente com pano úmido e aspirador de pó. Evitar vassouras, escovas, panos secos ou espanadores. Estes mesmos cuidados devem ser tomados com o automóvel. 8. Retirar a criança do domicílio no horário de limpeza. 9. Não utilizar umidificadores ou vaporizadores porque estimulam o crescimento de ácaros e fungos. 10. Evitar animais domésticos como cachorros, gatos e pássaros dentro do domicílio. 11. Evitar brinquedos de pelúcia ou tecido. 12. Manter armários, depósitos, caixas de brinquedos e bibliotecas limpos e fechados. 13. Não utilizar inseticidas, tintas, desodorantes ambientais e outras substâncias de odor ativo. 14. Evitar talcos e perfumes. 15. Não fumar em recintos fechados como domicílio ou automóvel. 16. Estimular a criança a praticar esportes ao ar livre. 17. Manter limpos os filtros de aparelhos de ar-condicionado, tanto no domicílio como no automóvel. 18. Se houver paredes ou móveis mofados, preparar solução aquosa de hipoclorito de sódio ou ácido fênico a 5% e borrifar sobre as partes atingidas, até que seja possível reparo definitivo. Alergia: quando levar ao médico? Alergias podem causar uma grande variedade de sintomas e frequentemente interferem com a qualidade de vida. Em alguns casos extremos podem até colocar a vida em risco. Portanto, sempre que há suspeita de alergias (vide primeiros sinais) recomenda-se procurar um médico. Ele poderá auxiliar a diagnosticar corretamente a doença, identificar as substâncias que causam os sintomas, ensinar como evitá-las e prescrever medicamentos para controlar os sintomas da alergia, se necessário. Nos casos leves e não complicados, deve consultar com seu médico pediatra. Já os casos mais complicados, quando há dúvidas sobre as substâncias que causam os sintomas ou se o tratamento prescrito não traz o resultado esperado, recomenda-se uma consulta com o médico especialista em alergia....]]>

alergiaApresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples.

Começamos com:
Alergias

 

Quais as alergias mais comuns nas crianças?

Às vezes se tem a impressão que todo mundo é alérgico! E, de fato, as doenças alérgicas estão entre as enfermidades mais frequentes na população pediátrica, especialmente se considerarmos as doenças não infecciosas.

É importante saber que as alergias são resultado de uma resposta inadequada do nosso sistema de defesa – o sistema imunológico – que interpreta como inimigos uma série de substâncias do nosso dia a dia. Ácaros presentes na poeira da casa, epitélio de animais como cães ou gatos e bolor estão entre os principais desencadeantes de alergia, mas alimentos como o leite de vaca e a clara de ovo ou mesmo medicamentos também podem levar a desencadeamento de sintomas.

De um modo geral, as alergias podem acometer até 20% da população pediátrica, sendo as manifestações respiratórias as mais frequentes. Um grande estudo epidemiológico concluiu que, no Brasil, cerca de 25% dos adolescentes podem apresentar alguma alergia, com destaque para a rinite alérgica. Na sequência temos a asma e a conjuntivite alérgica. A dermatite atópica, uma doença alérgica de pele, pode acometer até 10% das crianças, que apresentam sintomas como lesões descamativas e uma coceira que traz um grande comprometimento da qualidade de vida. Finalmente temos as alergias alimentares, sendo a alergia à proteína do leite de vaca a mais frequente aqui no Brasil. Embora menos frequente, a alergia alimentar é a causa mais comum de anafilaxia, um evento alérgico grave que pode colocar a vida das crianças em risco.

Estamos diante de doenças frequentes que precisam ser diagnosticadas e adequadamente tratadas.

Primeiros sinais de alergias na infância

Os sinais mais comuns das alergias respiratórias são a coceira no nariz e espirros frequentes, podendo ser acompanhados de secreção e entupimento nasal. Quando esses sintomas acontecem repetidamente podem indicar rinite alérgica. Muitas vezes, a criança também apresenta vermelhidão nos olhos e lacrimejamento constante.

Um sinal de alerta que deve ser avaliado rapidamente é a tosse seca com dificuldade para respirar. As crianças pequenas comumente apresentam tosse acompanhada de barulho de assobio (chiado no peito). Os pais devem observar a presença de tosse ao brincar, ao dar risada e ao esforço físico, pois a presença desses sintomas ajuda no diagnóstico de asma.

Alguns sinais são perigosos e devem ser avaliados imediatamente pelo médico, como coceira e vermelhidão com placas inchadas na pele, vergões, inchaço nos lábios, língua, orelhas ou olhos com sensação de desconforto na garganta, falta de ar, dificuldade para respirar, rouquidão e até sensação de desmaio. Esses sintomas podem ser causados por alimentos, medicamentos, picada de insetos e outros agentes.

Os sinais de pele que aparecem com maior frequência pela primeira vez nas crianças pequenas são as lesões avermelhadas, úmidas, que coçam muito e pioram de intensidade à noite, acometendo o rosto, couro cabeludo e superfície extensora do corpo. Permanecem piores por um tempo e depois melhoram. Essas lesões são características da dermatite atópica.

Outros sinais como dor abdominal, excesso de gases, vômito, diarreia, prisão de ventre e dificuldade de alimentação podem estar relacionados a alergias alimentares.

Como prevenir alergias na criança

O tratamento das alergias em crianças envolve o uso de medicamentos e medidas de profilaxia (prevenção) ambiental. É essencial que os pais/responsáveis tenham conhecimento desses procedimentos relacionados com a prevenção da exposição da criança alérgica às substâncias que provocam alergias e que tenham envolvimento na execução dessas medidas no domicílio em que a criança reside.

As principais medidas de prevenção das alergias são:
1. Evitar carpetes, tapetes, cortinas e quaisquer outros móveis estofados de tecidos que sejam depósitos de poeira.
2. Proteger colchões e travesseiros com capas de material sintético (antiácaros).
3. Evitar cobertores de lã ou chenile, dando preferência para colcha de piquê, algodão ou edredon de material sintético.
4. Lavar a roupa de cama semanalmente em água quente.
5. Manter o quarto bem arejado e ventilado, procurando evitar umidade e mofo.
6. Preferir pintura lavável nas paredes.
7. Fazer a limpeza da casa exclusivamente com pano úmido e aspirador de pó. Evitar vassouras, escovas, panos secos ou espanadores. Estes mesmos cuidados devem ser tomados com o automóvel.
8. Retirar a criança do domicílio no horário de limpeza.
9. Não utilizar umidificadores ou vaporizadores porque estimulam o crescimento de ácaros e fungos.
10. Evitar animais domésticos como cachorros, gatos e pássaros dentro do domicílio.
11. Evitar brinquedos de pelúcia ou tecido.
12. Manter armários, depósitos, caixas de brinquedos e bibliotecas limpos e fechados.
13. Não utilizar inseticidas, tintas, desodorantes ambientais e outras substâncias de odor ativo.
14. Evitar talcos e perfumes.
15. Não fumar em recintos fechados como domicílio ou automóvel.
16. Estimular a criança a praticar esportes ao ar livre.
17. Manter limpos os filtros de aparelhos de ar-condicionado, tanto no domicílio como no automóvel.
18. Se houver paredes ou móveis mofados, preparar solução aquosa de hipoclorito de sódio ou ácido fênico a 5% e borrifar sobre as partes atingidas, até que seja possível reparo definitivo.

Alergia: quando levar ao médico?

Alergias podem causar uma grande variedade de sintomas e frequentemente interferem com a qualidade de vida. Em alguns casos extremos podem até colocar a vida em risco. Portanto, sempre que há suspeita de alergias (vide primeiros sinais) recomenda-se procurar um médico. Ele poderá auxiliar a diagnosticar corretamente a doença, identificar as substâncias que causam os sintomas, ensinar como evitá-las e prescrever medicamentos para controlar os sintomas da alergia, se necessário.

Nos casos leves e não complicados, deve consultar com seu médico pediatra. Já os casos mais complicados, quando há dúvidas sobre as substâncias que causam os sintomas ou se o tratamento prescrito não traz o resultado esperado, recomenda-se uma consulta com o médico especialista em alergia. Agora, nos casos graves, como na anafilaxia (reações fortes com falta de ar, desmaio, choque), uma consulta com o especialista é indispensável.

O médico alergista vai auxiliar em:
• Confirmar se os sintomas são causados por alergia – muitas vezes os sintomas se confundem com outras doenças como resfriados, intolerância alimentar, efeitos colaterais de medicamentos, etc.
• Identificar as substâncias responsáveis pela alergia fazendo exames mais específicos, como testes cutâneos, teste de contato, testes de provocação e exames laboratoriais. Sabendo o que realmente causa ou não causa os sintomas ajuda a prevenir as crises.
• Prescrever o tratamento mais adequado para controlar os sintomas da alergia – muitas vezes o tratamento requer várias medicações e necessita reajuste conforme a gravidade dos sintomas.
• Acompanhar a eficácia do tratamento – muitas vezes o tratamento requer várias medicações e necessita reajuste conforme a gravidade dos sintomas.

annems | depositphotos.com

 

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Relator:
Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP.

Republicado em 5/12/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Crianças com alergia a alimentos podem tomar vacinas? https://spsp.org.br/criancas-com-alergia-a-alimentos-podem-tomar-vacinas/ Tue, 17 Jul 2018 18:20:28 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2171 Dentro da resposta à essa pergunta existe outra questão: a alergia ao alimento está documentada, avaliada por um especialista? Muitas mães imaginam que os seus filhos apresentam alergia alimentar e, por conta própria, retiram o alimento suspeito da dieta deles sem indicação ou diagnóstico precisos. Por outro lado, deve-se considerar que as vacinas conferem proteção e controlam várias doenças infecciosas e a não aplicação destas pode expor a criança a riscos importantes. Dor, vermelhidão e inchaço no local da aplicação, febre e mal-estar são reações adversas comuns que não devem ser confundidas com alergia. As reações alérgicas são raras, mas as mais comuns são as urticárias (vergões avermelhados na pele que coçam) e, em geral, autolimitadas. As mais graves e temidas são as reações anafiláticas (vermelhidão generalizada, coceira, inchaço, inclusive na língua, rouquidão, falta de ar, vômitos, diminuição da pressão arterial) que ocorrem raramente (um caso por milhão). Quais os componentes das vacinas que podem causar reações alérgicas? Na maioria das vezes são as substâncias utilizadas na sua produção, chamadas de excipientes. Um produto que está principalmente associado às reações alérgicas é a gelatina usada como estabilizante da vacina. Eventualmente, o látex encontrado na tampa dos frascos e seringas pode levar a reações nos pacientes sensibilizados a este. Outros produtos usados para a preservação das vacinas (timerosal e neomicina) podem causar reação sem gravidade. A proteína do ovo pode estar contida em algumas vacinas preparadas em ovos embrionados, destacando-se a da febre amarela e a da influenza. Entretanto, as vacinas mais modernas apresentam concentrações insignificantes dessa proteína, com incidência muito baixa de eventos adversos. Em especial, a vacina da febre amarela, que inclui quantidades mais elevadas de ovo, também apresenta baixa incidência de reações graves (0,8 a 1,8 caso para cada 100.000 doses). Uma dúvida frequente é se crianças alérgicas ao ovo podem receber a vacina da gripe (contra influenza). Toda criança com suspeita de alergia a ovo deve ser avaliada, mas isso não deve retardar a vacinação. Considera-se que, mesmo nas crianças com história de reação grave (anafilaxia), não há ocorrência de efeitos adversos importantes e que os riscos associados à doença são piores que os riscos da vacina. Nesse caso, a vacina de influenza deve ser administrada sem a necessidade de um teste prévio, em um local preparado, e os pacientes devem ser observados por 30 minutos. Caso a criança tenha história apenas de reação leve, como urticária, a vacina pode ser dada na unidade básica de saúde (UBS). Somente aos pacientes com história prévia e documentada de reação grave à própria vacina indicam-se os testes e, dependendo do resultado, a administração crescente e gradativa da mesma ou o seu cancelamento. Vale lembrar que, no final de 2014, o Ministério da Saúde alertou que as crianças com alergia a proteína do leite de vaca não deveriam ser vacinadas com a tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), fornecida pelo laboratório Serum Institutte of India Ltd, por observarem presença de lacto-albumina hidrolisada na composição da referida vacina. É importante que a criança não fique rotulada como alérgica à vacina sem esclarecer a etiologia. Na suspeita de alergia alimentar, os pais devem procurar um especialista para determinar o diagnóstico. Na maioria das vezes, os pacientes com suspeita de alergia a ovo e leite não apresentam problemas em relação à vacinação. ___ Relatores: Dra. Vera Esteves Vagnozzi Rullo Dr. Tim Muller Departamento Científico de Alergia da SPSP. Publicado em 17/07/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Dentro da resposta à essa pergunta existe outra questão: a alergia ao alimento está documentada, avaliada por um especialista? Muitas mães imaginam que os seus filhos apresentam alergia alimentar e, por conta própria, retiram o alimento suspeito da dieta deles sem indicação ou diagnóstico precisos. Por outro lado, deve-se considerar que as vacinas conferem proteção e controlam várias doenças infecciosas e a não aplicação destas pode expor a criança a riscos importantes.

Dor, vermelhidão e inchaço no local da aplicação, febre e mal-estar são reações adversas comuns que não devem ser confundidas com alergia. As reações alérgicas são raras, mas as mais comuns são as urticárias (vergões avermelhados na pele que coçam) e, em geral, autolimitadas. As mais graves e temidas são as reações anafiláticas (vermelhidão generalizada, coceira, inchaço, inclusive na língua, rouquidão, falta de ar, vômitos, diminuição da pressão arterial) que ocorrem raramente (um caso por milhão).

dfuhlert | Pixabay

Quais os componentes das vacinas que podem causar reações alérgicas?

Na maioria das vezes são as substâncias utilizadas na sua produção, chamadas de excipientes. Um produto que está principalmente associado às reações alérgicas é a gelatina usada como estabilizante da vacina. Eventualmente, o látex encontrado na tampa dos frascos e seringas pode levar a reações nos pacientes sensibilizados a este. Outros produtos usados para a preservação das vacinas (timerosal e neomicina) podem causar reação sem gravidade.

A proteína do ovo pode estar contida em algumas vacinas preparadas em ovos embrionados, destacando-se a da febre amarela e a da influenza. Entretanto, as vacinas mais modernas apresentam concentrações insignificantes dessa proteína, com incidência muito baixa de eventos adversos. Em especial, a vacina da febre amarela, que inclui quantidades mais elevadas de ovo, também apresenta baixa incidência de reações graves (0,8 a 1,8 caso para cada 100.000 doses).

Uma dúvida frequente é se crianças alérgicas ao ovo podem receber a vacina da gripe (contra influenza). Toda criança com suspeita de alergia a ovo deve ser avaliada, mas isso não deve retardar a vacinação. Considera-se que, mesmo nas crianças com história de reação grave (anafilaxia), não há ocorrência de efeitos adversos importantes e que os riscos associados à doença são piores que os riscos da vacina. Nesse caso, a vacina de influenza deve ser administrada sem a necessidade de um teste prévio, em um local preparado, e os pacientes devem ser observados por 30 minutos. Caso a criança tenha história apenas de reação leve, como urticária, a vacina pode ser dada na unidade básica de saúde (UBS). Somente aos pacientes com história prévia e documentada de reação grave à própria vacina indicam-se os testes e, dependendo do resultado, a administração crescente e gradativa da mesma ou o seu cancelamento.

Vale lembrar que, no final de 2014, o Ministério da Saúde alertou que as crianças com alergia a proteína do leite de vaca não deveriam ser vacinadas com a tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), fornecida pelo laboratório Serum Institutte of India Ltd, por observarem presença de lacto-albumina hidrolisada na composição da referida vacina.

É importante que a criança não fique rotulada como alérgica à vacina sem esclarecer a etiologia. Na suspeita de alergia alimentar, os pais devem procurar um especialista para determinar o diagnóstico. Na maioria das vezes, os pacientes com suspeita de alergia a ovo e leite não apresentam problemas em relação à vacinação.

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Relatores:
Dra. Vera Esteves Vagnozzi Rullo
Dr. Tim Muller

Departamento Científico de Alergia da SPSP.

Publicado em 17/07/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Momento Saúde: alergia – quando devo levar ao médico? https://spsp.org.br/momento-saude-alergia-quando-devo-levar-ao-medico/ Wed, 14 Mar 2018 18:20:03 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1978 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Falaremos agora sobre: alergias   Alergia: quando levar ao médico? Alergias podem causar uma grande variedade de sintomas e frequentemente interferem com a qualidade de vida. Em alguns casos extremos podem até colocar a vida em risco. Portanto, sempre que há suspeita de alergias (vide primeiros sinais) recomenda-se procurar um médico. Ele poderá auxiliar a diagnosticar corretamente a doença, identificar as substâncias que causam os sintomas, ensinar como evitá-las e prescrever medicamentos para controlar os sintomas da alergia, se necessário. Nos casos leves e não complicados, deve consultar com seu médico pediatra. Já os casos mais complicados, quando há dúvidas sobre as substâncias que causam os sintomas ou se o tratamento prescrito não traz o resultado esperado, recomenda-se uma consulta com o médico especialista em alergia. Agora, nos casos graves, como na anafilaxia (reações fortes com falta de ar, desmaio, choque), uma consulta com o especialista é indispensável. O médico alergista vai auxiliar em: • Confirmar se os sintomas são causados por alergia – muitas vezes os sintomas se confundem com outras doenças como resfriados, intolerância alimentar, efeitos colaterais de medicamentos, etc. • Identificar as substâncias responsáveis pela alergia fazendo exames mais específicos, como testes cutâneos, teste de contato, testes de provocação e exames laboratoriais. Sabendo o que realmente causa ou não causa os sintomas ajuda a prevenir as crises. • Prescrever o tratamento mais adequado para controlar os sintomas da alergia – muitas vezes o tratamento requer várias medicações e necessita reajuste conforme a gravidade dos sintomas. • Acompanhar a eficácia do tratamento – muitas vezes o tratamento requer várias medicações e necessita reajuste conforme a gravidade dos sintomas. ___ Relator: Dr. Tim Muller Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP. Publicado em 14/03/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

alergiaA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Falaremos agora sobre:
alergias

 

Alergia: quando levar ao médico?

Alergias podem causar uma grande variedade de sintomas e frequentemente interferem com a qualidade de vida. Em alguns casos extremos podem até colocar a vida em risco. Portanto, sempre que há suspeita de alergias (vide primeiros sinais) recomenda-se procurar um médico. Ele poderá auxiliar a diagnosticar corretamente a doença, identificar as substâncias que causam os sintomas, ensinar como evitá-las e prescrever medicamentos para controlar os sintomas da alergia, se necessário.

Nos casos leves e não complicados, deve consultar com seu médico pediatra. Já os casos mais complicados, quando há dúvidas sobre as substâncias que causam os sintomas ou se o tratamento prescrito não traz o resultado esperado, recomenda-se uma consulta com o médico especialista em alergia. Agora, nos casos graves, como na anafilaxia (reações fortes com falta de ar, desmaio, choque), uma consulta com o especialista é indispensável.

O médico alergista vai auxiliar em:
• Confirmar se os sintomas são causados por alergia – muitas vezes os sintomas se confundem com outras doenças como resfriados, intolerância alimentar, efeitos colaterais de medicamentos, etc.
• Identificar as substâncias responsáveis pela alergia fazendo exames mais específicos, como testes cutâneos, teste de contato, testes de provocação e exames laboratoriais. Sabendo o que realmente causa ou não causa os sintomas ajuda a prevenir as crises.
• Prescrever o tratamento mais adequado para controlar os sintomas da alergia – muitas vezes o tratamento requer várias medicações e necessita reajuste conforme a gravidade dos sintomas.
• Acompanhar a eficácia do tratamento – muitas vezes o tratamento requer várias medicações e necessita reajuste conforme a gravidade dos sintomas.

Semevent | Pixabay

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Relator:
Dr. Tim Muller
Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP.

Publicado em 14/03/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Momento Saúde: primeiros sinais de alergia https://spsp.org.br/momento-saude-primeiros-sinais-de-alergia/ Wed, 28 Feb 2018 18:25:14 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1965 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Falaremos agora sobre: alergias   Primeiros sinais de alergias na infância Os sinais mais comuns das alergias respiratórias são a coceira no nariz e espirros frequentes, podendo ser acompanhados de secreção e entupimento nasal. Quando esses sintomas acontecem repetidamente podem indicar rinite alérgica. Muitas vezes, a criança também apresenta vermelhidão nos olhos e lacrimejamento constante. Um sinal de alerta que deve ser avaliado rapidamente é a tosse seca com dificuldade para respirar. As crianças pequenas comumente apresentam tosse acompanhada de barulho de assobio (chiado no peito). Os pais devem observar a presença de tosse ao brincar, ao dar risada e ao esforço físico, pois a presença desses sintomas ajuda no diagnóstico de asma. Alguns sinais são perigosos e devem ser avaliados imediatamente pelo médico, como coceira e vermelhidão com placas inchadas na pele, vergões, inchaço nos lábios, língua, orelhas ou olhos com sensação de desconforto na garganta, falta de ar, dificuldade para respirar, rouquidão e até sensação de desmaio. Esses sintomas podem ser causados por alimentos, medicamentos, picada de insetos e outros agentes. Os sinais de pele que aparecem com maior frequência pela primeira vez nas crianças pequenas são as lesões avermelhadas, úmidas, que coçam muito e pioram de intensidade à noite, acometendo o rosto, couro cabeludo e superfície extensora do corpo. Permanecem piores por um tempo e depois melhoram. Essas lesões são características da dermatite atópica. Outros sinais como dor abdominal, excesso de gases, vômito, diarreia, prisão de ventre e dificuldade de alimentação podem estar relacionados a alergias alimentares.   ___ Relator: Vera E. Vagnozzi Rullo Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP. Publicado em 28/02/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

alergiaA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Falaremos agora sobre:
alergias

 

Primeiros sinais de alergias na infância

Os sinais mais comuns das alergias respiratórias são a coceira no nariz e espirros frequentes, podendo ser acompanhados de secreção e entupimento nasal. Quando esses sintomas acontecem repetidamente podem indicar rinite alérgica. Muitas vezes, a criança também apresenta vermelhidão nos olhos e lacrimejamento constante.

Um sinal de alerta que deve ser avaliado rapidamente é a tosse seca com dificuldade para respirar. As crianças pequenas comumente apresentam tosse acompanhada de barulho de assobio (chiado no peito). Os pais devem observar a presença de tosse ao brincar, ao dar risada e ao esforço físico, pois a presença desses sintomas ajuda no diagnóstico de asma.

Alguns sinais são perigosos e devem ser avaliados imediatamente pelo médico, como coceira e vermelhidão com placas inchadas na pele, vergões, inchaço nos lábios, língua, orelhas ou olhos com sensação de desconforto na garganta, falta de ar, dificuldade para respirar, rouquidão e até sensação de desmaio. Esses sintomas podem ser causados por alimentos, medicamentos, picada de insetos e outros agentes.

Os sinais de pele que aparecem com maior frequência pela primeira vez nas crianças pequenas são as lesões avermelhadas, úmidas, que coçam muito e pioram de intensidade à noite, acometendo o rosto, couro cabeludo e superfície extensora do corpo. Permanecem piores por um tempo e depois melhoram. Essas lesões são características da dermatite atópica.

Outros sinais como dor abdominal, excesso de gases, vômito, diarreia, prisão de ventre e dificuldade de alimentação podem estar relacionados a alergias alimentares.

Pezibear | Pixabay

 

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Relator:
Vera E. Vagnozzi Rullo
Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP.

Publicado em 28/02/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Momento saúde: alergias mais comuns na infância https://spsp.org.br/momento-saude-alergias-mais-comuns-na-infancia/ Wed, 21 Feb 2018 18:25:47 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1963 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Falaremos agora sobre: alergias   Quais as alergias mais comuns nas crianças? Às vezes se tem a impressão que todo mundo é alérgico! E, de fato, as doenças alérgicas estão entre as enfermidades mais frequentes na população pediátrica, especialmente se considerarmos as doenças não infecciosas. É importante saber que as alergias são resultado de uma resposta inadequada do nosso sistema de defesa – o sistema imunológico – que interpreta como inimigos uma série de substâncias do nosso dia a dia. Ácaros presentes na poeira da casa, epitélio de animais como cães ou gatos e bolor estão entre os principais desencadeantes de alergia, mas alimentos como o leite de vaca e a clara de ovo ou mesmo medicamentos também podem levar a desencadeamento de sintomas. De um modo geral, as alergias podem acometer até 20% da população pediátrica, sendo as manifestações respiratórias as mais frequentes. Um grande estudo epidemiológico concluiu que, no Brasil, cerca de 25% dos adolescentes podem apresentar alguma alergia, com destaque para a rinite alérgica. Na sequência temos a asma e a conjuntivite alérgica. A dermatite atópica, uma doença alérgica de pele, pode acometer até 10% das crianças, que apresentam sintomas como lesões descamativas e uma coceira que traz um grande comprometimento da qualidade de vida. Finalmente temos as alergias alimentares, sendo a alergia à proteína do leite de vaca a mais frequente aqui no Brasil. Embora menos frequente, a alergia alimentar é a causa mais comum de anafilaxia, um evento alérgico grave que pode colocar a vida das crianças em risco. Estamos diante de doenças frequentes que precisam ser diagnosticadas e adequadamente tratadas.   ___ Relator: Ana Paula Moschione Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP. Publicado em 21/02/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

alergiaA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Falaremos agora sobre:
alergias

 

Quais as alergias mais comuns nas crianças?

Às vezes se tem a impressão que todo mundo é alérgico! E, de fato, as doenças alérgicas estão entre as enfermidades mais frequentes na população pediátrica, especialmente se considerarmos as doenças não infecciosas.

É importante saber que as alergias são resultado de uma resposta inadequada do nosso sistema de defesa – o sistema imunológico – que interpreta como inimigos uma série de substâncias do nosso dia a dia. Ácaros presentes na poeira da casa, epitélio de animais como cães ou gatos e bolor estão entre os principais desencadeantes de alergia, mas alimentos como o leite de vaca e a clara de ovo ou mesmo medicamentos também podem levar a desencadeamento de sintomas.

De um modo geral, as alergias podem acometer até 20% da população pediátrica, sendo as manifestações respiratórias as mais frequentes. Um grande estudo epidemiológico concluiu que, no Brasil, cerca de 25% dos adolescentes podem apresentar alguma alergia, com destaque para a rinite alérgica. Na sequência temos a asma e a conjuntivite alérgica. A dermatite atópica, uma doença alérgica de pele, pode acometer até 10% das crianças, que apresentam sintomas como lesões descamativas e uma coceira que traz um grande comprometimento da qualidade de vida. Finalmente temos as alergias alimentares, sendo a alergia à proteína do leite de vaca a mais frequente aqui no Brasil. Embora menos frequente, a alergia alimentar é a causa mais comum de anafilaxia, um evento alérgico grave que pode colocar a vida das crianças em risco.

Estamos diante de doenças frequentes que precisam ser diagnosticadas e adequadamente tratadas.

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Relator:
Ana Paula Moschione
Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP.

Publicado em 21/02/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Leite de vaca é o maior vilão das alergias alimentares https://spsp.org.br/leite-de-vaca-e-o-maior-vilao-das-alergias-alimentares/ Fri, 24 Jul 2015 08:30:50 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=947 Alergia alimentar é uma reação adversa provocada pelo alimento em um indivíduo com suscetibilidade a essa condição. Sua real incidência e prevalência não são muito bem conhecidas em função das diferenças nos diagnósticos, mas ocorre com mais frequência na infância. De 3% a 5% das crianças são acometidas por um quadro de alergia alimentar, enquanto nos adultos varia entre 2% e 3%. “Um dos fatores que pode ser responsável pelo surgimento de alergia alimentar no primeiro ano de vida relaciona-se a elevada velocidade de desenvolvimento da maturação no sistema imunológico do intestino”, avalia o Dr. Mauro Batista de Morais, pediatra e presidente do Departamento Científico de Gastroenterologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). Com o passar do tempo, o indivíduo que apresenta alergia a determinado alimento pode desenvolver tolerância e não apresentar mais reação. Principais alimentos e sintomas Os alimentos que com maior frequência determinam o desenvolvimento de alergia alimentar são: leite de vaca, clara de ovo, frutos do mar, nozes, castanhas e amendoins, soja, e todos que contenham proteínas com potencial de provocar reação envolvendo o sistema imunológico intestinal. A cada novo contato, a pessoa reage da mesma forma. “Em bebês até um ano, a alergia mais comum é à proteína do leite de vaca (APLV). Isso ocorre principalmente quando ele deixa de ingerir leite materno e passa a tomar o de vaca”, comenta Dr. Mauro. Os sintomas são variados e se apresentam no sistema digestivo e na pele. As manifestações digestivas mais comuns são os vômitos, irritabilidade, choro contínuo, cólica, dificuldade de alimentação, refluxo, diarreia crônica, diarreia com sangue e constipação intestinal. “É difícil para o médico definir o que é sinal de alergia ou de outras causas. Por exemplo, cólica pode ter relação com alergia; entretanto, na maioria das vezes, não tem qualquer ligação. O mesmo pode acontecer na pele.”, afirma o pediatra. Tratamento O único tratamento aceitável é a exclusão completa da proteína na dieta da pessoa. A alergia alimentar, na maior parte dos casos, ocorre com um único alimento. Existem casos de alergias múltiplas, no entanto, são mais raros. Para o bebezinho que toma mamadeira e apresenta APLV não é tão simples assim. É necessário encontrar fórmulas especiais para suprir as necessidades nutricionais, com pequenos peptídeos (proteína extensamente hidrolisada) e aminoácidos que impedem a manifestação do quadro alérgico. As fórmulas de soja não são recomendadas para os menores de seis meses. Atualmente não existem testes diagnósticos para alergia alimentar, especialmente a APLV. “É importante que as pessoas consultem o pediatra para verificar se realmente aquele quadro clínico é compatível com APLV. Neste caso, o pediatra define a melhor conduta em termos de alimentação e planeja com estabelecer o diagnóstico”, conclui o Dr. Mauro. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 24/07/2015. photo credit: bambo | pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

milk-435295_640Alergia alimentar é uma reação adversa provocada pelo alimento em um indivíduo com suscetibilidade a essa condição. Sua real incidência e prevalência não são muito bem conhecidas em função das diferenças nos diagnósticos, mas ocorre com mais frequência na infância. De 3% a 5% das crianças são acometidas por um quadro de alergia alimentar, enquanto nos adultos varia entre 2% e 3%.

“Um dos fatores que pode ser responsável pelo surgimento de alergia alimentar no primeiro ano de vida relaciona-se a elevada velocidade de desenvolvimento da maturação no sistema imunológico do intestino”, avalia o Dr. Mauro Batista de Morais, pediatra e presidente do Departamento Científico de Gastroenterologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). Com o passar do tempo, o indivíduo que apresenta alergia a determinado alimento pode desenvolver tolerância e não apresentar mais reação.

Principais alimentos e sintomas

Os alimentos que com maior frequência determinam o desenvolvimento de alergia alimentar são: leite de vaca, clara de ovo, frutos do mar, nozes, castanhas e amendoins, soja, e todos que contenham proteínas com potencial de provocar reação envolvendo o sistema imunológico intestinal. A cada novo contato, a pessoa reage da mesma forma. “Em bebês até um ano, a alergia mais comum é à proteína do leite de vaca (APLV). Isso ocorre principalmente quando ele deixa de ingerir leite materno e passa a tomar o de vaca”, comenta Dr. Mauro.

Os sintomas são variados e se apresentam no sistema digestivo e na pele. As manifestações digestivas mais comuns são os vômitos, irritabilidade, choro contínuo, cólica, dificuldade de alimentação, refluxo, diarreia crônica, diarreia com sangue e constipação intestinal. “É difícil para o médico definir o que é sinal de alergia ou de outras causas. Por exemplo, cólica pode ter relação com alergia; entretanto, na maioria das vezes, não tem qualquer ligação. O mesmo pode acontecer na pele.”, afirma o pediatra.

Tratamento

O único tratamento aceitável é a exclusão completa da proteína na dieta da pessoa. A alergia alimentar, na maior parte dos casos, ocorre com um único alimento. Existem casos de alergias múltiplas, no entanto, são mais raros.

Para o bebezinho que toma mamadeira e apresenta APLV não é tão simples assim. É necessário encontrar fórmulas especiais para suprir as necessidades nutricionais, com pequenos peptídeos (proteína extensamente hidrolisada) e aminoácidos que impedem a manifestação do quadro alérgico. As fórmulas de soja não são recomendadas para os menores de seis meses.

Atualmente não existem testes diagnósticos para alergia alimentar, especialmente a APLV. “É importante que as pessoas consultem o pediatra para verificar se realmente aquele quadro clínico é compatível com APLV. Neste caso, o pediatra define a melhor conduta em termos de alimentação e planeja com estabelecer o diagnóstico”, conclui o Dr. Mauro.

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 24/07/2015.
photo credit: bambo | pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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