Agosto Dourado – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 31 Jul 2026 18:43:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Agosto Dourado – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona https://spsp.org.br/amamentacao-para-um-comeco-de-vida-sustentavel-fortaleca-o-que-funciona/ Sat, 01 Aug 2026 11:00:00 +0000 https://spsp.org.br/?p=58009 Chegamos a mais um mês de agosto, período em que celebramos o Agosto Dourado, campanha dedicada à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, reconhecido como o padrão-ouro da alimentação infantil. Todos os anos, a WABA apresenta um tema e um símbolo que orientam as ações da Semana Mundial de Aleitamento Materno, estimulando governos, profissionais de saúde, empresas e a sociedade a ampliar o conhecimento sobre a importância da amamentação. Em 2026, o tema da campanha mundial da World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) é “Amamentação para um Começo de Vida Sustentável: Fortaleça o que Funciona”, reforçando que investir na amamentação é investir na saúde das crianças, na segurança alimentar, na sustentabilidade ambiental e na redução das desigualdades sociais. Segundo a WABA, o logotipo da campanha (acima) foi cuidadosamente concebido para representar esses princípios. A tríade forma um coração, simbolizando o compromisso global com o aleitamento materno como fundamento para a nutrição ideal, a segurança alimentar e a redução da pobreza. A folha verde representa um começo de vida sustentável, refletindo o papel essencial da amamentação na construção de um futuro mais saudável para as crianças e para o planeta. A campanha está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas, especialmente ao ODS 1 – Erradicação da Pobreza, uma vez que o aleitamento materno se constitui em estratégia de baixo custo, altamente efetiva e capaz de promover melhores condições de saúde, nutrição e desenvolvimento humano desde o nascimento até a idade adulta. Atualmente, há evidências consistentes de que o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, seguido da introdução oportuna e adequada da alimentação complementar com manutenção da amamentação até dois anos ou mais, exerce papel fundamental no crescimento, no desenvolvimento e, especialmente, no neurodesenvolvimento infantil. Nas últimas décadas, inúmeros estudos têm investigado a influência do leite humano sobre o desenvolvimento cerebral. Entre os temas mais estudados estão as possíveis associações entre o aleitamento materno e a ocorrência de transtornos do neurodesenvolvimento. De modo geral, as pesquisas demonstram que crianças amamentadas, particularmente aquelas que receberam aleitamento materno exclusivo por maior tempo, apresentam melhores indicadores de desenvolvimento cognitivo e neurológico. Entretanto, as evidências atuais ainda não permitem estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre a amamentação e a prevenção do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma vez que diversos fatores genéticos, ambientais e sociais também influenciam o neurodesenvolvimento. Ainda assim, os resultados reforçam a necessidade de ampliar as pesquisas sobre os componentes bioativos do leite humano e seus possíveis efeitos na maturação cerebral. No Brasil, temos importantes políticas públicas de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno que precisam ser preservadas e fortalecidas. Destacam-se a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, considerada a maior e mais complexa do mundo, com mais de 238 Bancos de Leite Humano e aproximadamente 261 Postos de Coleta, além da Iniciativa Hospital Amigo da Criança, que conta com 334 hospitais credenciados até o momento, desempenhando papel fundamental na implementação de boas práticas de atenção ao nascimento e ao aleitamento materno. Além da manutenção dessas estratégias, é indispensável monitorar e avaliar continuamente os indicadores de aleitamento materno no país. O acompanhamento sistemático dos resultados permite identificar avanços, reconhecer desafios, direcionar investimentos e fortalecer programas e políticas públicas que comprovadamente produzem benefícios para a saúde materno-infantil. Neste Agosto Dourado, o convite é para que todos — profissionais de saúde, gestores, pesquisadores, empregadores e famílias — unam esforços para garantir que cada criança tenha a oportunidade de receber o melhor começo de vida possível por meio da amamentação. Relatora: Rosangela Gomes dos SantosPresidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP]]>


Chegamos a mais um mês de agosto, período em que celebramos o Agosto Dourado, campanha dedicada à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, reconhecido como o padrão-ouro da alimentação infantil.

Todos os anos, a WABA apresenta um tema e um símbolo que orientam as ações da Semana Mundial de Aleitamento Materno, estimulando governos, profissionais de saúde, empresas e a sociedade a ampliar o conhecimento sobre a importância da amamentação.

Em 2026, o tema da campanha mundial da World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) é “Amamentação para um Começo de Vida Sustentável: Fortaleça o que Funciona”, reforçando que investir na amamentação é investir na saúde das crianças, na segurança alimentar, na sustentabilidade ambiental e na redução das desigualdades sociais.

Segundo a WABA, o logotipo da campanha (acima) foi cuidadosamente concebido para representar esses princípios. A tríade forma um coração, simbolizando o compromisso global com o aleitamento materno como fundamento para a nutrição ideal, a segurança alimentar e a redução da pobreza. A folha verde representa um começo de vida sustentável, refletindo o papel essencial da amamentação na construção de um futuro mais saudável para as crianças e para o planeta.

A campanha está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas, especialmente ao ODS 1 – Erradicação da Pobreza, uma vez que o aleitamento materno se constitui em estratégia de baixo custo, altamente efetiva e capaz de promover melhores condições de saúde, nutrição e desenvolvimento humano desde o nascimento até a idade adulta.

Atualmente, há evidências consistentes de que o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, seguido da introdução oportuna e adequada da alimentação complementar com manutenção da amamentação até dois anos ou mais, exerce papel fundamental no crescimento, no desenvolvimento e, especialmente, no neurodesenvolvimento infantil.

Nas últimas décadas, inúmeros estudos têm investigado a influência do leite humano sobre o desenvolvimento cerebral. Entre os temas mais estudados estão as possíveis associações entre o aleitamento materno e a ocorrência de transtornos do neurodesenvolvimento.

De modo geral, as pesquisas demonstram que crianças amamentadas, particularmente aquelas que receberam aleitamento materno exclusivo por maior tempo, apresentam melhores indicadores de desenvolvimento cognitivo e neurológico. Entretanto, as evidências atuais ainda não permitem estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre a amamentação e a prevenção do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma vez que diversos fatores genéticos, ambientais e sociais também influenciam o neurodesenvolvimento. Ainda assim, os resultados reforçam a necessidade de ampliar as pesquisas sobre os componentes bioativos do leite humano e seus possíveis efeitos na maturação cerebral.

No Brasil, temos importantes políticas públicas de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno que precisam ser preservadas e fortalecidas. Destacam-se a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, considerada a maior e mais complexa do mundo, com mais de 238 Bancos de Leite Humano e aproximadamente 261 Postos de Coleta, além da Iniciativa Hospital Amigo da Criança, que conta com 334 hospitais credenciados até o momento, desempenhando papel fundamental na implementação de boas práticas de atenção ao nascimento e ao aleitamento materno.

Além da manutenção dessas estratégias, é indispensável monitorar e avaliar continuamente os indicadores de aleitamento materno no país. O acompanhamento sistemático dos resultados permite identificar avanços, reconhecer desafios, direcionar investimentos e fortalecer programas e políticas públicas que comprovadamente produzem benefícios para a saúde materno-infantil.

Neste Agosto Dourado, o convite é para que todos — profissionais de saúde, gestores, pesquisadores, empregadores e famílias — unam esforços para garantir que cada criança tenha a oportunidade de receber o melhor começo de vida possível por meio da amamentação.

Relatora:

Rosangela Gomes dos Santos
Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP

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A 34ª Semana Mundial de Aleitamento Materno abre o 9º Agosto Dourado https://spsp.org.br/a-34a-semana-mundial-de-aleitamento-materno-abre-o-9o-agosto-dourado/ Fri, 01 Aug 2025 15:00:04 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=52538 Chegamos à 34ª SMAM – Semana Mundial de Aleitamento Materno, que começou a ser celebrada em 1992. O Brasil não participou da]]>

Chegamos à 34ª SMAM – Semana Mundial de Aleitamento Materno, que começou a ser celebrada em 1992.  O Brasil não participou da primeira semana por não ter sido comunicado a tempo.

No Brasil, o mês de AGOSTO, que é DOURADO desde 2017, representa uma ampliação das oportunidades de programações que vão além da primeira semana (1 a 7 de agosto).

A cada ano, a WABA – World Alliance for Breastfeeding Action (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno) – analisa a situação da amamentação no mundo e define um tema a ser abordado e desenvolvido.

Já foram temas da Semana Mundial a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC – o primeiro, em 1992), a mulher trabalhadora, amamentação na primeira hora de vida, o Código Internacional de Marketing de Substitutos do Leite Materno. Alguns deles foram levantados e discutidos, mais de uma vez, como a ecologia e a sustentabilidade:

1997 – Amamentar é um ato ecológico.

2016 – Presente saudável. Futuro sustentável.

2020 – Apoie o aleitamento materno por um planeta saudável.

Agora, em 2025, impulsionados por questões climáticas e abordando redes de apoio sustentáveis, retomamos essas temáticas anteriores. O tema que será privilegiado no Brasil é:

“Priorize a amamentação. Crie Redes de Apoio Sustentáveis”.

O Action Folder (Plano de Ação) da WABA propõe, inicialmente, quatro ações fundamentais:

  • Informar as pessoas sobre seu papel na criação de ambientes sustentáveis e de apoio à amamentação;
  • Promover ações que criem sistemas de apoio à amamentação, contribuindo para um ambiente sustentável;
  • Consolidar o apoio contínuo à amamentação como um componente vital para criar um ambiente sustentável;
  • Interagir com indivíduos e organizações visando melhorar a colaboração e o apoio à amamentação.

Segundo o documento Action Folder:

Um sistema de apoio à amamentação sustentável é uma abordagem de toda a sociedade que garanta que cada mãe tenha o apoio, o ambiente e os recursos para amamentar com sucesso, desde o parto até os dois primeiros anos de vida da criança ou mais.”

A sustentabilidade é um conceito que vai além, mas inclui o tempo, a duração.

Nesse sentido, a proposta é que esse apoio à amamentação comece no pré-natal, prossiga na maternidade e após a alta, até dois anos ou mais (período recomendado pela Organização Mundial da Saúde – OMS) para o aleitamento materno, sendo exclusivo nos primeiros seis meses), através de orientação de uma equipe multiprofissional capacitada.

Através desse suporte contínuo, inclusivo, sem limites geográficos, sociais, econômicos, raciais, as mães que amamentam poderão superar desafios como a volta ao trabalho, o marketing antiético que bombardeia as famílias com desinformação e as “fake news”.

De acordo com o Action Folder: “Uma cadeia acolhedora e contínua de apoio à amamentação.”

E, como já demonstrado em outras SMAM, e reafirmado nesta, é fundamental que tenhamos como propostas de ações:

– Implementação de Políticas e Monitoramento;

– Sistema de Saúde Integrado;

– Ampliação do Apoio à Amamentação no Local de Trabalho;

– Promoção de Normas Sociais em Toda a Sociedade e em Todas as Gerações;

– Empoderamento das Comunidades para Garantir Acesso Local;

– Sustentabilidade Ambiental e Climática, Conectando a Amamentação à Saúde do Planeta.

Essas movimentações conjuntas, mesmo a longo prazo, visam criar possibilidades de continuidade para beneficiar os bebês (lactentes), as mães (lactantes), as famílias, a sociedade, protegendo o meio ambiente. Afinal, amamentar é um direito de mães e bebês.

Mas as chances de sucesso aumentam quando se associam legislação e políticas públicas e em locais de trabalho, um sistema de saúde preparado, recursos e grupos na comunidade.

É importante ressaltar que o aleitamento materno deve ser abordado como tema e com ações diárias, durante o ano todo. A Semana Mundial e o Agosto Dourado são apenas oportunidades de impulsionar e consolidar o aleitamento materno no Brasil.

 

Relator:
Moises Chencinski
Membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Agosto Dourado – Juntos Pela Amamentação https://spsp.org.br/campanha-agosto-dourado-juntos-pela-amamentacao/ Thu, 01 Aug 2024 10:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=47340 Texto divulgado em 01/08/2024 A campanha Agosto Dourado: juntos pela amamentação tem por objetivo sensibilizar profissionais de saúde e população em geral para a importância do aleitamento materno. Esta é mais uma ação da SPSP a fim de promover e apoiar esse ato de amor e saúde para que a amamentação seja reconhecida como fundamental para o desenvolvimento infantil. “Entre as campanhas da SPSP, certamente não poderíamos deixar de contemplar o tema amamentação, tendo em vista os inúmeros benefícios que o aleitamento materno proporciona às crianças, não somente na primeira fase da vida, mas também para a saúde futura, uma vez que muitas doenças crônicas, alergias ou alterações orgânicas podem ser evitadas ou terem seus riscos reduzidos graças ao ato de amamentar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) traçou como meta alcançar o ano de 2025 com pelo menos 50% de aleitamento exclusivo até os seis meses de vida e a SPSP abraça esse propósito, visando, inclusive, contribuir para que essa meta seja superada. Além disso, anualmente a WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) define o slogan da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), que em 2024 é “Closing the gap: breastfeeding support for all” (na tradução livre “Amamentação: Apoio em todas as situações”). Dessa forma, a campanha Agosto Dourado procurará alinhar sua programação com o tema escolhido para a SMAM em prol do incentivo à prática do aleitamento materno.” Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) “A campanha Agosto Dourado é uma ação que visa divulgar a importância do aleitamento materno, prática que traz inúmeras vantagens para a saúde tanto do bebê como da mãe. A WABA (Word Alliance for Breastfeeding Action) é uma rede global de indivíduos e organizações dedicadas à proteção, promoção e apoio à amamentação em todo o mundo, e a IBFAN Brasil luta por um mundo sem pressões comerciais, para que as mulheres possam tomar decisões informadas quanto à alimentação infantil de forma adequada; estas duas organizações trazem como tema deste ano, no Agosto Dourado, o Apoio da amamentação em todas as situações, no intuito de reduzir as desigualdades. Inúmeras são as situações em que as mães e os bebês precisam de apoio, como por exemplo as mulheres em trabalho formal e informal na volta ao trabalho, as mães de prematuros, nas crises climáticas, nas diferenças de gênero e raça, entre várias outras. Ao intervirmos no prolongamento da amamentação, fortalecemos a saúde e aumentamos a sobrevivência de mães e crianças, além de promovermos uma melhora do meio ambiente, que ficará mais livre de resíduos e substâncias tóxicas.” Rosângela Gomes dos Santos, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP e coordenadora da Campanha Agosto Dourado: juntos pela amamentação Organização: Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP]]>

Texto divulgado em 01/08/2024


A campanha Agosto Dourado: juntos pela amamentação tem por objetivo sensibilizar profissionais de saúde e população em geral para a importância do aleitamento materno. Esta é mais uma ação da SPSP a fim de promover e apoiar esse ato de amor e saúde para que a amamentação seja reconhecida como fundamental para o desenvolvimento infantil.

“Entre as campanhas da SPSP, certamente não poderíamos deixar de contemplar o tema amamentação, tendo em vista os inúmeros benefícios que o aleitamento materno proporciona às crianças, não somente na primeira fase da vida, mas também para a saúde futura, uma vez que muitas doenças crônicas, alergias ou alterações orgânicas podem ser evitadas ou terem seus riscos reduzidos graças ao ato de amamentar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) traçou como meta alcançar o ano de 2025 com pelo menos 50% de aleitamento exclusivo até os seis meses de vida e a SPSP abraça esse propósito, visando, inclusive, contribuir para que essa meta seja superada. Além disso, anualmente a WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) define o slogan da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), que em 2024 é “Closing the gap: breastfeeding support for all” (na tradução livre “Amamentação: Apoio em todas as situações”). Dessa forma, a campanha Agosto Dourado procurará alinhar sua programação com o tema escolhido para a SMAM em prol do incentivo à prática do aleitamento materno.”

Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)

“A campanha Agosto Dourado é uma ação que visa divulgar a importância do aleitamento materno, prática que traz inúmeras vantagens para a saúde tanto do bebê como da mãe. A WABA (Word Alliance for Breastfeeding Action) é uma rede global de indivíduos e organizações dedicadas à proteção, promoção e apoio à amamentação em todo o mundo, e a IBFAN Brasil luta por um mundo sem pressões comerciais, para que as mulheres possam tomar decisões informadas quanto à alimentação infantil de forma adequada; estas duas organizações trazem como tema deste ano, no Agosto Dourado, o Apoio da amamentação em todas as situações, no intuito de reduzir as desigualdades. Inúmeras são as situações em que as mães e os bebês precisam de apoio, como por exemplo as mulheres em trabalho formal e informal na volta ao trabalho, as mães de prematuros, nas crises climáticas, nas diferenças de gênero e raça, entre várias outras. Ao intervirmos no prolongamento da amamentação, fortalecemos a saúde e aumentamos a sobrevivência de mães e crianças, além de promovermos uma melhora do meio ambiente, que ficará mais livre de resíduos e substâncias tóxicas.”

Rosângela Gomes dos Santos, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP e coordenadora da Campanha Agosto Dourado: juntos pela amamentação

Organização: Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP

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SMAM 2022: Fortalecer a Amamentação. Educando e Apoiando https://spsp.org.br/smam-2022-fortalecer-a-amamentacao-educando-e-apoiando/ Mon, 01 Aug 2022 13:12:08 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=33577 A Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) foi criada em 1992, pela WABA (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno)]]>

A Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) foi criada em 1992, pela WABA (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno), para promover as metas da Declaração de Innocenti1. A SMAM ocorre entre 1 e 7 de agosto em cerca de 170 países1 e é uma importante estratégia de promoção da amamentação2, alinhada aos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização Mundial de Saúde (OMS)2.

A 31ª SMAM tem quatro objetivos principais: informar pessoas sobre o seu papel fortalecendo a cadeia de calor da amamentação, vincular amamentação como parte de boa nutrição, segurança alimentar e redução das desigualdades, engajar pessoas e organizações ao longo da cadeia de calor para amamentação e estimular ação de fortalecimento da capacidade de protagonistas e sistemas para a mudança transformacional2.

O leite materno é o alimento padrão-ouro na alimentação infantil, recomendado exclusivamente até os seis meses de vida e, com outros alimentos, até os dois anos ou mais. Previne infecções e alergias, aumenta o vínculo entre a mãe e o bebê e garante a segurança alimentar do bebê e da família2.

A pandemia da COVID-19 e os conflitos geopolíticos pioraram as desigualdades sociais, a insegurança alimentar, o atendimento dos sistemas de saúde, o marketing abusivo da indústria alimentícia e as famílias ficaram sem rede de apoio devido ao distanciamento social2.

A amamentação tem desafios e exige apoio em diversos momentos. No pré-natal, os pais precisam ser preparados com aconselhamento em amamentação. Durante o trabalho de parto e o nascimento, cuidados amigos da mãe e Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) são decisivos para o sucesso inicial e a continuidade da amamentação. Em casa, a mãe necessita de cuidados pós-parto e os pais necessitam de ajuda prática e aconselhamento em aleitamento materno nas primeiras seis semanas de vida do bebê. Nos primeiros dois anos, cuidados contínuos podem evitar queda das taxas de aleitamento materno exclusivo e amamentação continuada, no retorno ao trabalho, nas práticas abusivas de marketing da indústria de substitutos de leite materno (SLM), como fórmulas e bicos. Em circunstâncias especiais (bebê prematuro, pequeno para a idade gestacional, em risco de hipoglicemia, separado da mãe, mãe diabética, com contraindicação à amamentação, impossibilitada de amamentar) e em emergências, a ordem de preferência deve ser leite extraído da mãe, leite pasteurizado de doadora saudável ou SLM oferecido em copinho ou xícara2.

A cadeia de calor é formada por protagonistas dos sistemas de saúde e protagonistas da comunidade.

Protagonistas dos sistemas de saúde devem receber educação baseada em evidências e treinamentos em cuidados amigos da mãe, IHAC, Mãe Canguru, aconselhamento em amamentação, Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno e Norma Brasileira para Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL) no Brasil2.

Protagonistas da comunidade devem participar de campanhas para proteger, promover e apoiar a amamentação como a SMAM. Em colaboração com os protagonistas da saúde, eles devem denunciar as táticas nocivas da indústria de SLM e apoiar as mulheres a amamentar2.

Referências

  1. http://worldbreastfeedingweek.net/webpages/1994.html
  2. https://worldbreastfeedingweek.org/2022/wp-content/uploads/2022/06/SMAM%202022-%20Folder%20de%20A%C3%A7%C3%A3o-PT-BR.pdf

Relator: Mirela Leite Rozza
Membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP

szeyuen | depositphotos.com

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Semana Mundial de Aleitamento Materno 2022 https://spsp.org.br/semana-mundial-de-aleitamento-materno-2022/ Mon, 01 Aug 2022 12:21:32 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=33567 Na Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), temos a oportunidade de conversar e refletir sobre alguns aspectos da amamentação. Nesse ano o tema é: Fortalecer a amamenta]]>

Na Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), temos a oportunidade de conversar e refletir sobre alguns aspectos da amamentação. Nesse ano o tema é: Fortalecer a amamentação. Educando e apoiando.

 

Mas por que esse tema?

Vamos ver. Os benefícios da amamentação para a mãe e o bebê, para o meio ambiente e para a sociedade são bem conhecidos. Mesmo assim, os desafios enfrentados pelas mães que desejam amamentar têm sido muito grandes. O resultado são taxas de amamentação ainda muito aquém do que seria esperado.

Para mudar essa situação, nesse ano se propõe que os profissionais de saúde melhorem a sua atuação na chamada “Cadeia Acolhedora de Apoio à Amamentação”.  Quer dizer, como os elos de uma cadeia, cada nível de assistência à mãe deve se ligar com o outro para oferecer uma atenção adequada e ajudá-la a construir confiança na amamentação.

 

E quais são os elos dessa cadeia?

O pré-natal é o primeiro elo, pois ao contrário do que muitas pessoas pensam, a amamentação é sim um importante tema nessa fase. Nas consultas e nos grupos de gestantes, a família vai conhecer mais sobre o assunto, tirar dúvidas e, principalmente, se informar onde buscar ajuda se dificuldades surgirem.

O segundo elo é no parto e no nascimento.  Esse é um momento muito sensível para a mulher e ela necessita, além de um cuidado eficaz, atenção respeitosa e gentil que se estenda para primeira hora após o nascimento (hora de ouro). Mãe e bebê permanecem juntos, em contato pele a pele e o bebê tem oportunidade de realizar a primeira mamada. Mas essa hora significa muito mais. Significa oferecer um momento íntimo para que o bebê receba as boas-vindas da família e um vínculo forte de afeto possa se iniciar.

No terceiro elo a atenção será nos cuidados pós-natais e nas seis primeiras semanas. Uma mãe de primeira viagem pode ficar muito insegura nas primeiras mamadas e essa é uma excelente oportunidade para o profissional de saúde dar apoio e se assegurar que ela entendeu como deve ser uma mamada efetiva e a pega do bebê no peito. O acompanhamento da mãe e família deve observar se estão bem-informados sobre a livre demanda e se conseguem identificar se o bebê está fazendo uma mamada eficaz.

Muito importante é o quarto elo que são os cuidados contínuos, pois a amamentação engloba um longo período e as mães precisam de apoio permanente. A atuação de profissionais engajados e convencidos da importância da amamentação por dois anos ou mais, o apoio da família, da comunidade e receptividade acolhedora no local de trabalho vão dar sustentação para a manutenção dessa corrente calorosa.

O último elo da Cadeia se refere à assistência em circunstâncias especiais e emergências quando mãe e/ou bebê encontram-se em uma situação na qual a amamentação não pode se realizar. Por exemplo, se um bebê prematuro não consegue mamar, sua mãe deve receber apoio e orientação para estimular a produção de leite.

 

Falamos sobre os elos da Cadeia, mas quem são os protagonistas?

São os protagonistas do sistema de saúde e os da comunidade: profissionais de assistência, que, além de formação de qualidade com competências em aconselhamento, devem ampliar o olhar conhecendo a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), as Normas Brasileiras de Comercialização de Alimentos (NBCAL) e ter proximidade com a família para entender o impacto de suas práticas culturais na amamentação.

Os grupos de apoio à amamentação, formados por: consultores, trabalhadores da saúde da comunidade, doulas e parteiras tradicionais, médicos, obstetrizes e enfermeiros, nutricionistas, obstetras, formuladores de políticas e administradores de sistemas de saúde, acadêmicos, membros da comunidade, empregadores e sindicatos, ambientalistas, grupos religiosos, pais, companheiras(os), avós e membros da família, mídias sociais e pessoas jovens cumprem um importante papel.

Essa cadeia precisa ser fortalecida para a mãe se preparar adequadamente, para iniciar, estabelecer, manter, proteger e fortalecer a amamentação e cada protagonista é importante, desde o profissional que atua com a mãe até o sindicado que pode estabelecer negociações favoráveis às mulheres que trabalham e amamentam.

Podemos concluir que a amamentação diz respeito a toda a sociedade e que é um trabalho de todos.

 

Relatora:
Honorina de Almeida
Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Doutora em Pediatria do Desenvolvimento na Universidade de Friburgo, Alemanha

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Juntos pela amamentação: Agosto Dourado https://spsp.org.br/juntos-pela-amamentacao-agosto-dourado-2/ Thu, 01 Aug 2019 14:45:31 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2884 A amamentação foi um dos primeiros temas a serem selecionados para fazer parte das campanhas mensais da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). O coordenador das Campanhas da SPSP, Claudio Barsanti, lembra que, dentre tantos assuntos importantes, definir apenas doze temas – um para cada mês do ano – foi um grande desafio. “Certamente o aleitamento materno não poderia ficar de fora, tendo em vista os inúmeros benefícios da amamentação, não somente na primeira fase da vida, mas também na saúde futura. Hoje sabemos que muitas doenças crônicas, alergias ou alterações orgânicas podem ser evitadas ou terem os riscos reduzidos graças ao ato de amamentar”, ressalta Barsanti. “Embora exista a possibilidade de uma alimentação que não seja o leite materno, esta escolha deve ser sempre exceção. A regra é a amamentação que, entre outras vantagens, cria um elo de amor entre a mãe e o bebê”, acrescenta o coordenador. A Organização Mundial da Saúde traçou como meta alcançar o ano de 2025 com pelo menos 50% de aleitamento exclusivo até os seis meses de vida. Certamente a campanha da SPSP abraça esse propósito e visa, inclusive, contribuir para que essa meta seja superada. Aleitamento materno no Brasil “Em 2017, a Revista de Saúde Pública divulgou um artigo sobre a tendência de indicadores do aleitamento materno no Brasil em três décadas. A publicação reuniu os últimos dados disponíveis dos inquéritos nacionais sobre o aleitamento materno que datam 1986, 1996, 2006 e 2013. As conclusões do estudo apontaram uma tendência ascendente nos indicadores de aleitamento materno no País até 2006, com estabilização a partir dessa data. O resultado pode ser considerado um alerta para que novas estratégias sejam traçadas e os indicadores de aleitamento materno se mantenham em uma linha ascendente”, relata Moises Chencinski, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SPSP. Uma pesquisa nacional sobre alimentação, intitulada Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), está sendo realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro e a Universidade Federal Fluminense, e conta com a parceria de dezenas de outras universidades e instituições públicas de todo o Brasil. “O ENANI é uma pesquisa científica para avaliar crianças menores de cinco anos quanto as práticas de aleitamento materno, de consumo alimentar, do estado nutricional e as deficiências de micronutrientes. Serão visitados os domicílios de famílias em todas as regiões do Brasil, incluindo as zonas rural e urbana. Os resultados dessa pesquisa provavelmente estarão concluídos em 2020”, informa Chencinski. Aleitamento materno no mundo Anualmente, a WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) define o slogan da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM). A iniciativa tem o intuito de sensibilizar e mobilizar a população mundial em relação aos diversos assuntos relacionados ao aleitamento materno, bem como criar desafios e propostas. A campanha Agosto Dourado da SPSP procura alinhar sua programação com o conteúdo escolhido para a SMAM. Moises Chencinski ressalta que a SMAM vem sendo realizada desde 1992 e, ao longo desses anos, tem abordado importantes assuntos, tais como maternidade, paternidade, questões trabalhistas, redes de apoio a amamentação, entre muitos outros. “Cada tema definido para a SMAM é disseminado para todo o mundo e cada país o traduz para o seu idioma e reenvia para a instituição organizadora, a fim de que todos possam trabalhar de forma conjunta. Em 2019, o foco será a proteção social parental equitativa em todas as suas formas para ajudar as mulheres a amamentar de forma mais exitosa”, explica o pediatra. Acompanhando o tema proposto, a campanha da SPSP irá abordar o respeito ao trabalho da mulher e a equidade de gêneros considerando melhores condições salariais, de modo que as mulheres possam contribuir de forma mais dinâmica na vida financeira da família, permitindo ao pai que participe mais nos cuidados da criança e da casa. A campanha visa abranger tanto profissionais da saúde quanto a sociedade em geral. “Para o primeiro público faremos encontros, reuniões e jornadas específicas sobre o tema, discutindo aspectos fisiológicos, naturais e legais relacionados à amamentação. Para a população em geral, faremos divulgações através da imprensa e outras atividades que estão sendo planejadas, inclusive com participação dos médicos para orientação e esclarecimento”, adianta Claudio Barsanti.]]>

A amamentação foi um dos primeiros temas a serem selecionados para fazer parte das campanhas mensais da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). O coordenador das Campanhas da SPSP, Claudio Barsanti, lembra que, dentre tantos assuntos importantes, definir apenas doze temas – um para cada mês do ano – foi um grande desafio. “Certamente o aleitamento materno não poderia ficar de fora, tendo em vista os inúmeros benefícios da amamentação, não somente na primeira fase da vida, mas também na saúde futura. Hoje sabemos que muitas doenças crônicas, alergias ou alterações orgânicas podem ser evitadas ou terem os riscos reduzidos graças ao ato de amamentar”, ressalta Barsanti. “Embora exista a possibilidade de uma alimentação que não seja o leite materno, esta escolha deve ser sempre exceção. A regra é a amamentação que, entre outras vantagens, cria um elo de amor entre a mãe e o bebê”, acrescenta o coordenador.

agosto dourado

A Organização Mundial da Saúde traçou como meta alcançar o ano de 2025 com pelo menos 50% de aleitamento exclusivo até os seis meses de vida. Certamente a campanha da SPSP abraça esse propósito e visa, inclusive, contribuir para que essa meta seja superada.

Aleitamento materno no Brasil

“Em 2017, a Revista de Saúde Pública divulgou um artigo sobre a tendência de indicadores do aleitamento materno no Brasil em três décadas. A publicação reuniu os últimos dados disponíveis dos inquéritos nacionais sobre o aleitamento materno que datam 1986, 1996, 2006 e 2013. As conclusões do estudo apontaram uma tendência ascendente nos indicadores de aleitamento materno no País até 2006, com estabilização a partir dessa data. O resultado pode ser considerado um alerta para que novas estratégias sejam traçadas e os indicadores de aleitamento materno se mantenham em uma linha ascendente”, relata Moises Chencinski, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SPSP.

Uma pesquisa nacional sobre alimentação, intitulada Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), está sendo realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro e a Universidade Federal Fluminense, e conta com a parceria de dezenas de outras universidades e instituições públicas de todo o Brasil. “O ENANI é uma pesquisa científica para avaliar crianças menores de cinco anos quanto as práticas de aleitamento materno, de consumo alimentar, do estado nutricional e as deficiências de micronutrientes. Serão visitados os domicílios de famílias em todas as regiões do Brasil, incluindo as zonas rural e urbana. Os resultados dessa pesquisa provavelmente estarão concluídos em 2020”, informa Chencinski.

Aleitamento materno no mundo

Anualmente, a WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) define o slogan da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM). A iniciativa tem o intuito de sensibilizar e mobilizar a população mundial em relação aos diversos assuntos relacionados ao aleitamento materno, bem como criar desafios e propostas. A campanha Agosto Dourado da SPSP procura alinhar sua programação com o conteúdo escolhido para a SMAM.

Moises Chencinski ressalta que a SMAM vem sendo realizada desde 1992 e, ao longo desses anos, tem abordado importantes assuntos, tais como maternidade, paternidade, questões trabalhistas, redes de apoio a amamentação, entre muitos outros. “Cada tema definido para a SMAM é disseminado para todo o mundo e cada país o traduz para o seu idioma e reenvia para a instituição organizadora, a fim de que todos possam trabalhar de forma conjunta. Em 2019, o foco será a proteção social parental equitativa em todas as suas formas para ajudar as mulheres a amamentar de forma mais exitosa”, explica o pediatra.

Acompanhando o tema proposto, a campanha da SPSP irá abordar o respeito ao trabalho da mulher e a equidade de gêneros considerando melhores condições salariais, de modo que as mulheres possam contribuir de forma mais dinâmica na vida financeira da família, permitindo ao pai que participe mais nos cuidados da criança e da casa.

A campanha visa abranger tanto profissionais da saúde quanto a sociedade em geral. “Para o primeiro público faremos encontros, reuniões e jornadas específicas sobre o tema, discutindo aspectos fisiológicos, naturais e legais relacionados à amamentação. Para a população em geral, faremos divulgações através da imprensa e outras atividades que estão sendo planejadas, inclusive com participação dos médicos para orientação e esclarecimento”, adianta Claudio Barsanti.

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O apoio ao Agosto Dourado traz benefícios ao Outubro Rosa https://spsp.org.br/o-apoio-ao-agosto-dourado-traz-beneficios-ao-outubro-rosa/ Tue, 23 Oct 2018 17:10:54 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2348 Você já deve ter ouvido várias vezes que a amamentação protege contra o câncer de mama. Isso é verdade? Por que isso acontece? O câncer de mama é o segundo mais comum entre mulheres no mundo, sendo responsável por cerca de 28% de casos novos por ano. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a expectativa para 2018 é de 59.670 casos novos, com grande risco de morte. Quanto mais cedo se descobre (autoexame das mamas, exames de imagem), maiores as chances de cura e de sobrevida. A maioria dos casos tem bom prognóstico. A idade, questões hormonais (o estrógeno é o principal envolvido), hábitos alimentares (obesidade), uso de cigarro e consumo de bebidas alcoólicas, sedentarismo e até fatores genéticos podem aumentar os riscos da doença. Assim, como em todas as doenças, também é melhor prevenir. Agosto Dourado e Outubro Rosa: sensibilização e conscientização Assim como o agosto é para a amamentação, o outubro é para o câncer de mama. No Brasil o Agosto Dourado é oficial desde 2017, apesar de a Semana Mundial de Amamentação ser celebrada desde 1991. Já o Outubro Rosa teve sua origem nos Estados Unidos em 1990 com a “Corrida da Cura” (Nova York) e um fortalecimento a partir de 1997, quando teve início a promoção de atividades voltadas ao diagnóstico e prevenção da doença. Estes meses devem ser dedicados à informação, sensibilização e orientação. Se em agosto tivermos sucesso nas nossas ações de estímulo à amamentação, em outubro teremos uma redução de casos e de mortes por câncer de mama no mundo. Amamentação e câncer de mama Existem vários fatores que podem proteger a mulher do câncer de mama. Como uma das causas é hormonal (estrogênio), a gestação tem uma redução da ação desse hormônio nesse período. Quanto mais gestações, menos influência do estrógeno, menos riscos. E durante a amamentação, acontece situação parecida, inclusive controlando (não impedindo) possibilidade de engravidar. Na gestação e amamentação, a mulher não deve consumir bebidas alcoólicas (para prevenir na gestação a Síndrome Alcoólica Fetal), não deve fumar, usar drogas e buscar uma alimentação mais saudável, controlando, dessa forma, fatores de risco do câncer de mama (28% a menos com todas essas ações). Mas não são apenas esses hábitos que podem fazer diferença, especialmente no período da amamentação. Essa é uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Quando a mulher amamenta de forma exclusiva até o 6º mês, complementada até 2 anos ou mais e em livre-demanda, ocorre uma “esfoliação” mais constante e eliminação mais frequente desse (e de outros) tipo de células, também diminuindo as chances da doença. Vejam os dados das pesquisas mundiais: – O risco de a mulher que amamenta ter câncer de mama é 22% menor comparado com o das mulheres que nunca amamentaram. – Quanto mais tempo total de amamentação, maior a proteção. O efeito é “dose-dependente”. Se a soma total for de menos de 6 meses – 7%; entre 6 e 12 meses – 9%; 1 ano ou mais – 26%. E para cada ano a mais que a mulher amamenta – o risco cai 4,3%. Agosto Dourado e Outubro Rosa – Juntos pela saúde materno-infantil. ___ Relator: Dr. Moises Chencinski Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP. Criador e incentivador do Movimento Eu Apoio Leite Materno Publicado em 23/10/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Você já deve ter ouvido várias vezes que a amamentação protege contra o câncer de mama. Isso é verdade? Por que isso acontece?

amamentacao

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O câncer de mama é o segundo mais comum entre mulheres no mundo, sendo responsável por cerca de 28% de casos novos por ano. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a expectativa para 2018 é de 59.670 casos novos, com grande risco de morte.

Quanto mais cedo se descobre (autoexame das mamas, exames de imagem), maiores as chances de cura e de sobrevida. A maioria dos casos tem bom prognóstico.

A idade, questões hormonais (o estrógeno é o principal envolvido), hábitos alimentares (obesidade), uso de cigarro e consumo de bebidas alcoólicas, sedentarismo e até fatores genéticos podem aumentar os riscos da doença. Assim, como em todas as doenças, também é melhor prevenir.

Agosto Dourado e Outubro Rosa: sensibilização e conscientização

Assim como o agosto é para a amamentação, o outubro é para o câncer de mama. No Brasil o Agosto Dourado é oficial desde 2017, apesar de a Semana Mundial de Amamentação ser celebrada desde 1991. Já o Outubro Rosa teve sua origem nos Estados Unidos em 1990 com a “Corrida da Cura” (Nova York) e um fortalecimento a partir de 1997, quando teve início a promoção de atividades voltadas ao diagnóstico e prevenção da doença.

Estes meses devem ser dedicados à informação, sensibilização e orientação. Se em agosto tivermos sucesso nas nossas ações de estímulo à amamentação, em outubro teremos uma redução de casos e de mortes por câncer de mama no mundo.

Amamentação e câncer de mama

Existem vários fatores que podem proteger a mulher do câncer de mama. Como uma das causas é hormonal (estrogênio), a gestação tem uma redução da ação desse hormônio nesse período. Quanto mais gestações, menos influência do estrógeno, menos riscos.

E durante a amamentação, acontece situação parecida, inclusive controlando (não impedindo) possibilidade de engravidar.

Na gestação e amamentação, a mulher não deve consumir bebidas alcoólicas (para prevenir na gestação a Síndrome Alcoólica Fetal), não deve fumar, usar drogas e buscar uma alimentação mais saudável, controlando, dessa forma, fatores de risco do câncer de mama (28% a menos com todas essas ações).

Mas não são apenas esses hábitos que podem fazer diferença, especialmente no período da amamentação. Essa é uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Quando a mulher amamenta de forma exclusiva até o 6º mês, complementada até 2 anos ou mais e em livre-demanda, ocorre uma “esfoliação” mais constante e eliminação mais frequente desse (e de outros) tipo de células, também diminuindo as chances da doença.

Vejam os dados das pesquisas mundiais:

– O risco de a mulher que amamenta ter câncer de mama é 22% menor comparado com o das mulheres que nunca amamentaram.

– Quanto mais tempo total de amamentação, maior a proteção. O efeito é “dose-dependente”. Se a soma total for de menos de 6 meses – 7%; entre 6 e 12 meses – 9%; 1 ano ou mais – 26%. E para cada ano a mais que a mulher amamenta – o risco cai 4,3%.

Agosto Dourado e Outubro Rosa – Juntos pela saúde materno-infantil.

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Relator:
Dr. Moises Chencinski
Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP.
Criador e incentivador do Movimento Eu Apoio Leite Materno

Publicado em 23/10/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
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Agosto Dourado – amamentação é a base da vida https://spsp.org.br/agosto-dourado-amamentacao-e-a-base-da-vida-2/ Fri, 31 Aug 2018 18:20:12 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2274 Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”. Durante este mês, acompanhamos, por todo o País, as ações institucionais, governamentais, sociais, os desafios, as festividades. Mas… Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”. Até 2016, tínhamos a Semana Mundial de Amamentação (1 a 7 de agosto) e sempre dissemos que era pouco. A partir de 2017, passamos a celebrar o mês de agosto e parece até que isso se tornou suficiente. É melhor, sim, sem dúvida. Mas a amamentação é tão fundamental, tão importante, tão base da vida que, com certeza, 31 dias não serão o bastante para que possamos, de fato e para sempre, mudar a história do aleitamento materno no Brasil. Precisamos falar sobre a amamentação sempre, o tempo todo, para todas as pessoas. E compartilhar experiências é um dos caminhos para que todos se sintam fazendo parte do mesmo time, o time que luta, o time que quer ganhar, o time que sente que quando deu um passo à frente. Por outro lado… Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”. Profissionais de saúde de todas as áreas se uniram. Na Medicina (especialmente na Pediatria), Enfermagem, Nutrição, Fonoaudiologia, Odontopediatria, Psicologia, Fisioterapia, Serviço Social, entre Consultores e Doulas, a meta é “proteger, promover e apoiar a amamentação”, de forma ética, “sem conflitos de interesse”. A imprensa abriu espaço para nossas informações e manifestações. Mamaços, aulas, congressos, jornadas, entrevistas. Acabou sendo um mês pleno de festividades, de celebrações nacionais e mundiais, de comemorações, de aumentar números, viralizar o leite materno e a amamentação, abordando toda sua importância, seus desafios. Aí, no dia 31 de agosto… Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”. Nós, Pediatras do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), com a participação de outros pediatras que não quiseram ficar de fora desse momento, através do blog Pediatra Orienta da SPSP, contamos nossas vivências, apontamos nossas dificuldades, mostramos nossos caminhos – muitas vezes também difíceis, reais, expusemos nossos sentimentos e, com certeza, crescemos como indivíduos e como departamento, durante este mês. Cada “história” era esperada com muita ansiedade, compartilhada, comemorada e celebrada como se a “história de cada um de nós” fosse parte da “história de todos nós”. E era sim. Nós nos vimos em cada depoimento, nos sensibilizamos com cada tropeço e vibramos com cada vitória. E temos certeza de que nesse mês crescemos como um grupo, como um departamento. Pra variar… Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”. Que tal se, a partir desse AGOSTO DOURADO de 2018, nós realmente não precisássemos mais de um mês para “relembrar” a importância da amamentação? Que tal se não houvesse a necessidade do “gostinho de quero mais”, porque todos os dias seriam dedicados à sensibilização, proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno? Que tal se o AGOSTO DOURADO não terminasse e invadisse os setembros laranja (obesidade), os outubros rosa (câncer de mama), os novembros roxo (prematuridade) e prateado (pelos direitos do nascituro, crianças e adolescentes), chegando até o julho branco (contra drogas) de 2019 e o AGOSTO DOURADO de 2019 fosse apenas uma celebração festiva de tudo o que conseguimos durante esse período? – É difícil? Sim, assim como amamentar. – É possível? Sim, assim como proteger, promover e apoiar a amamentação. – É fácil e simples? Não, e assim como para amamentar, será necessário termos uma rede de apoio segura, constante, forte e presente. – É um sonho? Por que não? É permitido sonhar. Podemos, juntos, enfrentar essa situação DE PEITO ABERTO, com um mesmo ideal, com muita perseverança. – É real? Ainda não. Mas que esse AGOSTO DOURADO seja um dos passos iniciais na caminhada da normalização da amamentação quando, onde e por quanto tempo for desejado. E, tão importante quanto o ideal, é o respeito, sem julgamentos, sempre nos lembrando de que os principais protagonistas dessa história são a mãe, o bebê, o pai, a família. A democracia começa pelo direito à amamentação para todos. E para isso são fundamentais a INFORMAÇÃO e o APOIO. Começamos fazendo a nossa parte e convidamos a todos a nos acompanhar nos próximos AGOSTOS DOURADOS, ainda assim deixando o “gostinho de querermos sempre mais”. Dr. Moises Chencinski Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (2016-2019). ___ Publicado em 31/08/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”.

Durante este mês, acompanhamos, por todo o País, as ações institucionais, governamentais, sociais, os desafios, as festividades. Mas…

Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”.

Até 2016, tínhamos a Semana Mundial de Amamentação (1 a 7 de agosto) e sempre dissemos que era pouco. A partir de 2017, passamos a celebrar o mês de agosto e parece até que isso se tornou suficiente. É melhor, sim, sem dúvida.

Mas a amamentação é tão fundamental, tão importante, tão base da vida que, com certeza, 31 dias não serão o bastante para que possamos, de fato e para sempre, mudar a história do aleitamento materno no Brasil.

Precisamos falar sobre a amamentação sempre, o tempo todo, para todas as pessoas. E compartilhar experiências é um dos caminhos para que todos se sintam fazendo parte do mesmo time, o time que luta, o time que quer ganhar, o time que sente que quando deu um passo à frente. Por outro lado…

Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”.

Profissionais de saúde de todas as áreas se uniram. Na Medicina (especialmente na Pediatria), Enfermagem, Nutrição, Fonoaudiologia, Odontopediatria, Psicologia, Fisioterapia, Serviço Social, entre Consultores e Doulas, a meta é “proteger, promover e apoiar a amamentação”, de forma ética, “sem conflitos de interesse”.

A imprensa abriu espaço para nossas informações e manifestações. Mamaços, aulas, congressos, jornadas, entrevistas. Acabou sendo um mês pleno de festividades, de celebrações nacionais e mundiais, de comemorações, de aumentar números, viralizar o leite materno e a amamentação, abordando toda sua importância, seus desafios. Aí, no dia 31 de agosto…

Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”.

Nós, Pediatras do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), com a participação de outros pediatras que não quiseram ficar de fora desse momento, através do blog Pediatra Orienta da SPSP, contamos nossas vivências, apontamos nossas dificuldades, mostramos nossos caminhos – muitas vezes também difíceis, reais, expusemos nossos sentimentos e, com certeza, crescemos como indivíduos e como departamento, durante este mês.

Cada “história” era esperada com muita ansiedade, compartilhada, comemorada e celebrada como se a “história de cada um de nós” fosse parte da “história de todos nós”. E era sim. Nós nos vimos em cada depoimento, nos sensibilizamos com cada tropeço e vibramos com cada vitória. E temos certeza de que nesse mês crescemos como um grupo, como um departamento. Pra variar…

Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”.

Que tal se, a partir desse AGOSTO DOURADO de 2018, nós realmente não precisássemos mais de um mês para “relembrar” a importância da amamentação?

Que tal se não houvesse a necessidade do “gostinho de quero mais”, porque todos os dias seriam dedicados à sensibilização, proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno?

Que tal se o AGOSTO DOURADO não terminasse e invadisse os setembros laranja (obesidade), os outubros rosa (câncer de mama), os novembros roxo (prematuridade) e prateado (pelos direitos do nascituro, crianças e adolescentes), chegando até o julho branco (contra drogas) de 2019 e o AGOSTO DOURADO de 2019 fosse apenas uma celebração festiva de tudo o que conseguimos durante esse período?

– É difícil? Sim, assim como amamentar.
– É possível? Sim, assim como proteger, promover e apoiar a amamentação.
– É fácil e simples? Não, e assim como para amamentar, será necessário termos uma rede de apoio segura, constante, forte e presente.
– É um sonho? Por que não? É permitido sonhar. Podemos, juntos, enfrentar essa situação DE PEITO ABERTO, com um mesmo ideal, com muita perseverança.
– É real? Ainda não. Mas que esse AGOSTO DOURADO seja um dos passos iniciais na caminhada da normalização da amamentação quando, onde e por quanto tempo for desejado.

E, tão importante quanto o ideal, é o respeito, sem julgamentos, sempre nos lembrando de que os principais protagonistas dessa história são a mãe, o bebê, o pai, a família. A democracia começa pelo direito à amamentação para todos. E para isso são fundamentais a INFORMAÇÃO e o APOIO.

Começamos fazendo a nossa parte e convidamos a todos a nos acompanhar nos próximos AGOSTOS DOURADOS, ainda assim deixando o “gostinho de querermos sempre mais”.

Dr. Moises Chencinski
Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (2016-2019).

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Publicado em 31/08/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Amamentação é a base da vida – Dr. Moises Chencinski https://spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dr-moises-chencinski/ Thu, 30 Aug 2018 18:40:32 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2276 Eu concluí a faculdade de Medicina em 1979 e a residência médica em Pediatria em 1982, ano que nasceu meu primeiro filho, o Renato. E foi aí que aconteceu meu primeiro contato com aleitamento materno. Estranhou a afirmação? Mesmo em uma das melhores faculdades de Medicina do País, e depois em uma das mais tradicionais residências médicas de São Paulo, não tive quase nenhum curso ou estágio específico a respeito de amamentação durante esses nove anos de estudo, e assim era a grade curricular. Nessa mesma época, com a indústria em pleno crescimento, nós, pediatras, recém-formados, desempregados e, até como eu, recém-casados, éramos foco de atenção especial e recebíamos, “gratuitamente”, estoque de fórmulas infantis por seis meses, assim que nossos filhos “precisassem”. Além disso, a licença-maternidade era de 86 dias. E minha esposa teve que sair 15 dias antes, encurtando, assim, o período para 72 dias, voltando a seguir para o trabalho, como nutricionista, em um hospital que tinha creche. A rotina alimentar era suco aos dois, frutas com três e almoço aos quatro meses. O uso de fórmulas aconteceu como complemento aos cinco meses com desmame aos seis meses e meio. Após dois anos (1984), veio o Danilo. Mesmo nessa época, a minha informação a respeito da importância do aleitamento materno não era muito melhor do que antes. A volta ao trabalho aconteceu após os 86 dias. Nessa época, as avós (Raquel e Regina) nos ajudaram muito, cuidando deles enquanto nós trabalhávamos (e muito) e já ofereciam suco e frutas também, e a fórmula veio apenas aos quatro meses e meio. Com essa ajuda a mais, o desmame ocorreu próximo aos 11 meses. Nessa época, eu acordava assim que eles choravam à noite e aos finais de semana (entre os plantões), e os trazia para que fossem amamentados, depois trocava as fraldas e os colocava para dormir. Esse foi o “nosso possível”. Minha experiência profissional, com a observação das crianças que acompanhava, tanto nos hospitais e maternidades, quanto em meu consultório, me mostraram o tanto que eu tinha e ainda tenho que aprender a respeito da amamentação e do leite materno. E é esse desafio que me faz querer ir além e transmitir, sempre que eu posso, no consultório, pelas redes sociais e mídia digital, com aulas e cursos que eu ministro a importância da amamentação. E não poderia estar mais feliz e agradecido por participar dos Departamentos Científicos de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Pediatria. Dr. Yechiel Moises Chencinski Marido da Janice, pai do Renato (36 anos) e Danilo (34 anos). Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP. ___ Publicado em 30/08/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Eu concluí a faculdade de Medicina em 1979 e a residência médica em Pediatria em 1982, ano que nasceu meu primeiro filho, o Renato. E foi aí que aconteceu meu primeiro contato com aleitamento materno. Estranhou a afirmação?

Mesmo em uma das melhores faculdades de Medicina do País, e depois em uma das mais tradicionais residências médicas de São Paulo, não tive quase nenhum curso ou estágio específico a respeito de amamentação durante esses nove anos de estudo, e assim era a grade curricular.

Nessa mesma época, com a indústria em pleno crescimento, nós, pediatras, recém-formados, desempregados e, até como eu, recém-casados, éramos foco de atenção especial e recebíamos, “gratuitamente”, estoque de fórmulas infantis por seis meses, assim que nossos filhos “precisassem”.

Além disso, a licença-maternidade era de 86 dias. E minha esposa teve que sair 15 dias antes, encurtando, assim, o período para 72 dias, voltando a seguir para o trabalho, como nutricionista, em um hospital que tinha creche. A rotina alimentar era suco aos dois, frutas com três e almoço aos quatro meses. O uso de fórmulas aconteceu como complemento aos cinco meses com desmame aos seis meses e meio.

Após dois anos (1984), veio o Danilo. Mesmo nessa época, a minha informação a respeito da importância do aleitamento materno não era muito melhor do que antes. A volta ao trabalho aconteceu após os 86 dias. Nessa época, as avós (Raquel e Regina) nos ajudaram muito, cuidando deles enquanto nós trabalhávamos (e muito) e já ofereciam suco e frutas também, e a fórmula veio apenas aos quatro meses e meio. Com essa ajuda a mais, o desmame ocorreu próximo aos 11 meses.

Nessa época, eu acordava assim que eles choravam à noite e aos finais de semana (entre os plantões), e os trazia para que fossem amamentados, depois trocava as fraldas e os colocava para dormir. Esse foi o “nosso possível”.

Minha experiência profissional, com a observação das crianças que acompanhava, tanto nos hospitais e maternidades, quanto em meu consultório, me mostraram o tanto que eu tinha e ainda tenho que aprender a respeito da amamentação e do leite materno.

E é esse desafio que me faz querer ir além e transmitir, sempre que eu posso, no consultório, pelas redes sociais e mídia digital, com aulas e cursos que eu ministro a importância da amamentação. E não poderia estar mais feliz e agradecido por participar dos Departamentos Científicos de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Dr. Yechiel Moises Chencinski
Marido da Janice, pai do Renato (36 anos) e Danilo (34 anos).
Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP.

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Publicado em 30/08/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Amamentação é a base da vida – Dra. Zezé Mattar https://spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-zeze-mattar/ Wed, 29 Aug 2018 18:25:00 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2270 Na infância fui amamentada e observei a amamentação dos meus 3 irmãos mais novos. Durante a minha formação acadêmica, tive a motivação no ambulatório de Puericultura e na Residência Médica nos estágios de Pediatria Ambulatorial. Quando iniciei a minha carreira profissional, na maternidade apoiava as mães do alojamento conjunto e da unidade neonatal. Com a implantação do Banco de Leite Humano em 1988, o apoio para as mães de prematuros foi tanto para a manutenção da lactação destas nutrizes, como para mamadas efetivas tendo como meta o aleitamento materno exclusivo na alta hospitalar, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional. Acompanhei os recém-nascidos de alta no ambulatório de retorno e de seguimento sempre enfocando o aleitamento materno. Tive a oportunidade de ser capacitada em todos os cursos da OMS/UNICEF/Ministério da Saúde (Manejo Clínico da Lactação, Avaliadora da Iniciativa Hospital Amigo da Criança, Aconselhamento, Método Canguru, NBCAL, MTA, Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil), o que me manteve atualizada para promover, proteger e apoiar o aleitamento materno durante a minha vida profissional pública, há quatro décadas, e privada durante 10 anos em consultório. Tornei-me mãe em 1989, tive intercorrências mamárias precoces e tardias, mas consegui amamentar exclusivamente por seis meses e 15 dias e dei continuidade até os dois anos. Dentro do meu ciclo de amizades e núcleo familiar apoiei as nutrizes na amamentação de oito sobrinhos e muitos filhos de amigas. Há 36 anos atuo em atividades de ensino e transmito as políticas públicas de promoção, proteção e apoio à amamentação e evidências científicas do aleitamento materno para que os acadêmicos, internos e residentes tenham uma formação adequada na área. Sou membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP há 23 anos e, junto com toda a equipe, temos a meta de manter os pediatras atualizados para esta prática diária profissional. O aleitamento materno faz parte da base da minha vida pessoal e profissional há quase quatro décadas. Sinto-me gratificada por desempenhar a minha atividade como pediatra e neonatologista, oportunizando aos recém-nascidos e lactentes o melhor alimento para seu desenvolvimento. Dra. Maria José Guardia Mattar Esposa do Gladstone, mãe do Guilherme (29 anos). Pediatra do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP. ___ Publicado em 29/08/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Na infância fui amamentada e observei a amamentação dos meus 3 irmãos mais novos.

Durante a minha formação acadêmica, tive a motivação no ambulatório de Puericultura e na Residência Médica nos estágios de Pediatria Ambulatorial. Quando iniciei a minha carreira profissional, na maternidade apoiava as mães do alojamento conjunto e da unidade neonatal.

Com a implantação do Banco de Leite Humano em 1988, o apoio para as mães de prematuros foi tanto para a manutenção da lactação destas nutrizes, como para mamadas efetivas tendo como meta o aleitamento materno exclusivo na alta hospitalar, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional.

Acompanhei os recém-nascidos de alta no ambulatório de retorno e de seguimento sempre enfocando o aleitamento materno. Tive a oportunidade de ser capacitada em todos os cursos da OMS/UNICEF/Ministério da Saúde (Manejo Clínico da Lactação, Avaliadora da Iniciativa Hospital Amigo da Criança, Aconselhamento, Método Canguru, NBCAL, MTA, Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil), o que me manteve atualizada para promover, proteger e apoiar o aleitamento materno durante a minha vida profissional pública, há quatro décadas, e privada durante 10 anos em consultório.

Tornei-me mãe em 1989, tive intercorrências mamárias precoces e tardias, mas consegui amamentar exclusivamente por seis meses e 15 dias e dei continuidade até os dois anos. Dentro do meu ciclo de amizades e núcleo familiar apoiei as nutrizes na amamentação de oito sobrinhos e muitos filhos de amigas.

Há 36 anos atuo em atividades de ensino e transmito as políticas públicas de promoção, proteção e apoio à amamentação e evidências científicas do aleitamento materno para que os acadêmicos, internos e residentes tenham uma formação adequada na área.

Sou membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP há 23 anos e, junto com toda a equipe, temos a meta de manter os pediatras atualizados para esta prática diária profissional.

O aleitamento materno faz parte da base da minha vida pessoal e profissional há quase quatro décadas. Sinto-me gratificada por desempenhar a minha atividade como pediatra e neonatologista, oportunizando aos recém-nascidos e lactentes o melhor alimento para seu desenvolvimento.

Dra. Maria José Guardia Mattar
Esposa do Gladstone, mãe do Guilherme (29 anos).
Pediatra do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP.

agosto dourado

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Publicado em 29/08/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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