afogamento – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 24 Jul 2026 19:23:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png afogamento – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Um minuto de atenção pode salvar uma vida https://spsp.org.br/um-minuto-de-atencao-pode-salvar-uma-vida/ Sat, 25 Jul 2026 11:00:00 +0000 https://spsp.org.br/?p=57898 Todos os anos, em 25 de julho, o mundo celebra o Dia Mundial de Prevenção do Afogamento, uma data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar sobre um problema que causa centenas de milhares de mortes todos os anos e que, na maioria das vezes, pode ser evitado. O afogamento, ao contrário do que muitos imaginam, é um evento rápido e silencioso. A pessoa que está se afogando geralmente não grita, não pede socorro, pois gasta toda sua energia na luta por manter nariz/boca acima da superfície: ela submerge e prende a respiração, enquanto tenta subir novamente à superfície. Nesses movimentos, engole água e pode também já “respirar” um pouco do líquido. Se não houver socorro, a pessoa entra em exaustão, não conseguindo mais emergir. Mesmo fazendo esforço para não respirar embaixo da água, esse mecanismo falha e o indivíduo acaba respirando líquido. Com essa falta de oxigenação adequada, ela perde a consciência. É assim que, em pleno século 21, em torno de 300 mil pessoas no mundo inteiro, principalmente crianças e jovens de 1 a 24 anos, perdem suas vidas ou mantêm sequelas físicas e emocionais que levarão para sempre. O afogamento não acontece apenas em praias e piscinas. Ele pode ocorrer em rios, lagos, represas, caixas d’água, baldes, banheiras e até em poucos centímetros de água. Bebês e crianças pequenas são os mais vulneráveis.  A prevenção é a forma mais eficaz de evitar que isso ocorra e está baseada em múltiplas camadas de proteção: Piscinas devem ser cercadas com grades de pelo menos 1,20 m de altura, sem que haja espaços para que se passe por entre elas, por baixo das mesmas ou que se escale para pulá-las, com um portão com autotravamento, evitando, assim, a entrada não autorizada. O mesmo deve ser feito para outros reservatórios de água que não possam ser esvaziados. Crianças menores de cinco anos, ou maiores que não saibam nadar, devem permanecer sempre a um braço de distância de um adulto quando estiverem na água ou próximos dela. A partir dos quatro anos de idade, a criança atinge um maior grau de maturidade cognitiva e capacidade de atenção (compreende e segue instruções com mais facilidade), melhor coordenação motora e equilíbrio corporal (mais força e controle postural) e autonomia (flutua, desloca-se e recupera a posição vertical com mais facilidade). A sobrevida no afogamento depende, em grande parte, da rapidez com que a oxigenação é restabelecida. Sendo assim, a melhor RCP é aquela iniciada imediatamente por quem presencia o acidente. Ensinar pais e cuidadores a reconhecer o afogamento, retirar a vítima da água com segurança e iniciar ventilações de resgate e RCP enquanto o serviço de emergência é acionado pode ser decisivo para salvar vidas. O uso de coletes salva-vidas certificados é uma das medidas mais eficazes para prevenir mortes por afogamento, especialmente em crianças, durante atividades em embarcações, esportes aquáticos e em ambientes naturais, como rios, lagos e mar. Nem todo dispositivo de flutuação oferece proteção adequada. Um colete salva-vidas certificado possui flutuabilidade testada conforme normas técnicas; mantém a flutuação mesmo após longo período na água; tem tamanho e capacidade compatíveis com o peso do usuário; utiliza fechos resistentes e seguros e é fabricado para evitar que a criança escorregue para fora durante o uso. Neste 25 de julho, o convite é simples: compartilhe informações, converse com sua família e amigos e reveja os cuidados ao redor da água. E lembre-se, antes de entrar na água: Saber agir também faz diferença. Relatora: Tania ZamataroMembro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSPCoordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP]]>

Todos os anos, em 25 de julho, o mundo celebra o Dia Mundial de Prevenção do Afogamento, uma data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar sobre um problema que causa centenas de milhares de mortes todos os anos e que, na maioria das vezes, pode ser evitado.

O afogamento, ao contrário do que muitos imaginam, é um evento rápido e silencioso. A pessoa que está se afogando geralmente não grita, não pede socorro, pois gasta toda sua energia na luta por manter nariz/boca acima da superfície: ela submerge e prende a respiração, enquanto tenta subir novamente à superfície. Nesses movimentos, engole água e pode também já “respirar” um pouco do líquido. Se não houver socorro, a pessoa entra em exaustão, não conseguindo mais emergir. Mesmo fazendo esforço para não respirar embaixo da água, esse mecanismo falha e o indivíduo acaba respirando líquido. Com essa falta de oxigenação adequada, ela perde a consciência.

É assim que, em pleno século 21, em torno de 300 mil pessoas no mundo inteiro, principalmente crianças e jovens de 1 a 24 anos, perdem suas vidas ou mantêm sequelas físicas e emocionais que levarão para sempre.

O afogamento não acontece apenas em praias e piscinas. Ele pode ocorrer em rios, lagos, represas, caixas d’água, baldes, banheiras e até em poucos centímetros de água. Bebês e crianças pequenas são os mais vulneráveis.

 A prevenção é a forma mais eficaz de evitar que isso ocorra e está baseada em múltiplas camadas de proteção:

  • Instalar barreiras físicas que controlem o acesso à água (ex.: cercas em piscinas, poços, tanques).

Piscinas devem ser cercadas com grades de pelo menos 1,20 m de altura, sem que haja espaços para que se passe por entre elas, por baixo das mesmas ou que se escale para pulá-las, com um portão com autotravamento, evitando, assim, a entrada não autorizada. O mesmo deve ser feito para outros reservatórios de água que não possam ser esvaziados.

  • Prover supervisão próxima e constante de crianças em ambientes aquáticos.

Crianças menores de cinco anos, ou maiores que não saibam nadar, devem permanecer sempre a um braço de distância de um adulto quando estiverem na água ou próximos dela.

  • Ensinar habilidades de natação, flutuação e segurança na água para crianças.

A partir dos quatro anos de idade, a criança atinge um maior grau de maturidade cognitiva e capacidade de atenção (compreende e segue instruções com mais facilidade), melhor coordenação motora e equilíbrio corporal (mais força e controle postural) e autonomia (flutua, desloca-se e recupera a posição vertical com mais facilidade).

  • Ensinar reanimação cardiopulmonar (RCP) a pais, cuidadores, professores.

A sobrevida no afogamento depende, em grande parte, da rapidez com que a oxigenação é restabelecida. Sendo assim, a melhor RCP é aquela iniciada imediatamente por quem presencia o acidente. Ensinar pais e cuidadores a reconhecer o afogamento, retirar a vítima da água com segurança e iniciar ventilações de resgate e RCP enquanto o serviço de emergência é acionado pode ser decisivo para salvar vidas.

  • Fornecer equipamentos de segurança para atividades aquáticas, como coletes salva-vidas certificados.

O uso de coletes salva-vidas certificados é uma das medidas mais eficazes para prevenir mortes por afogamento, especialmente em crianças, durante atividades em embarcações, esportes aquáticos e em ambientes naturais, como rios, lagos e mar.

Nem todo dispositivo de flutuação oferece proteção adequada. Um colete salva-vidas certificado possui flutuabilidade testada conforme normas técnicas; mantém a flutuação mesmo após longo período na água; tem tamanho e capacidade compatíveis com o peso do usuário; utiliza fechos resistentes e seguros e é fabricado para evitar que a criança escorregue para fora durante o uso.

Neste 25 de julho, o convite é simples: compartilhe informações, converse com sua família e amigos e reveja os cuidados ao redor da água.

E lembre-se, antes de entrar na água:

  • escolha locais com guarda-vidas;
  • respeite as bandeiras de sinalização;
  • evite nadar sozinho;
  • nunca misture álcool com atividades aquáticas;
  • não mergulhe em locais cuja profundidade você desconhece.

Saber agir também faz diferença.

Relatora:

Tania Zamataro
Membro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Vez ou outra, alguns modismos voltam… infelizmente! https://spsp.org.br/vez-ou-outra-alguns-modismos-voltam-infelizmente/ Thu, 04 Sep 2025 18:55:48 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53008 Há uns oito anos, mais ou menos, houve na Europa e nos EUA uma “febre do uso dos babies neck floats”, ou boias de pescoço, anéis de plástico infláveis usados ao redor do pescoço do]]>

Há uns oito anos, mais ou menos, houve na Europa e nos EUA uma “febre do uso dos babies neck floats”, ou boias de pescoço, anéis de plástico infláveis usados ao redor do pescoço do bebê, que permitiam que o mesmo flutuasse livremente na água. Algumas dessas boias eram comercializadas para bebês a partir de duas semanas de vida ou prematuros. Eram usadas durante o banho, na piscina ou como uma ferramenta de fisioterapia (intervenção de terapia aquática) para bebês com atrasos ou deficiências no desenvolvimento.

Esses produtos prometiam aumento do tônus muscular, maior flexibilidade e amplitude de movimento, aumento da capacidade pulmonar, melhor qualidade do sono e aumento da estimulação do cérebro e do sistema nervoso. Entretanto, a segurança e a eficácia das boias de pescoço para desenvolver força, promover o desenvolvimento motor ou como uma ferramenta de fisioterapia não foram estabelecidas. Além do mais, houve relatos de agravamento de lesões motoras, além de acidentes (que serão melhor explicados a seguir), o que fez com que o FDA (Food and Drug Administration) emitisse um alerta em 2022, contra o uso desses dispositivos em fisioterapia.

Mesmo para uso “recreacional”, os flutuadores de pescoço acabaram se mostrando perigosos, com risco de morte por afogamento e sufocamento, distensão e lesão no pescoço do bebê. Várias entidades médicas, incluindo a Sociedade Brasileira de Pediatria, manifestaram repúdio ao uso.

Como foi dito no início, infelizmente, alguns modismos retornam… e parece ser o caso dessas boias. Alguns vídeos de bebês flutuando com o dispositivo retornaram às mídias sociais. Por isso, o Departamento de Segurança da SPSP achou por bem retomar as explicações dos malefícios do uso:

Risco de afogamento

Mesmo em banheiras ou piscinas rasas, o bebê pode deslizar para dentro do dispositivo ou virar, ficando com o rosto submerso. Bebês tiveram a boca, o nariz ou a cabeça inteira escorregando pelas aberturas e caindo na água quando as boias não estavam infladas o suficiente, quando apresentavam vazamentos por ficarem escorregadias com sabão ou por razões desconhecidas. O adulto pode ter uma falsa sensação de segurança e diminuir a supervisão, aumentando o risco de acidentes.

Risco de lesões no pescoço e coluna cervical

O pescoço do bebê é frágil e o peso da cabeça é desproporcional nessa idade. A boia exerce pressão inadequada na região do pescoço, podendo causar torcicolos, microlesões ou agravar problemas neurológicos e ortopédicos em crianças com doenças preexistentes. O uso frequente pode levar a alterações no desenvolvimento da coluna do bebê.

Risco de asfixia e estrangulamento

 Se o dispositivo esvaziar, furar ou não estiver bem ajustado, pode comprimir vias aéreas, dificultar respiração ou machucar o bebê, além de propiciar o afogamento.

Problemas no desenvolvimento

O uso de neck floats restringe movimentos naturais e não contribui para aprendizado motor saudável.

Ausência de regulação e normas de segurança

Esses flutuadores são vendidos como “brinquedos” ou “dispositivos terapêuticos”, mas sem estudos clínicos ou testes de segurança confiáveis.

Enfim, mediante vários relatos de acidentes no mundo e algumas mortes, as sociedades médicas e órgãos de saúde, entre outros, desencorajam completamente o uso dos “babies neck floats”, reforçando que a forma segura de estimular bebês na água é através de contato próximo e direto com os pais/cuidadores, em atividades supervisionadas e sempre com atenção total.

Babies neck floats” (boias de pescoço) não protegem: aumentam o risco de afogamento e lesões – mantenha seu bebê sempre nos seus braços, nunca dentro delas. Tire essa ideia da cabeça (e do pescoço)!

 

Relatora:

Tania Zamataro
Membro do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Hoje o Dia Mundial da Prevenção do Afogamento https://spsp.org.br/hoje-o-dia-mundial-da-prevencao-do-afogamento-2/ Thu, 25 Jul 2024 16:08:46 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=47214 Celebrada em 25 de julho, essa data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2021, com o intuito de aumentar a conscientização sobre o alto custo humano, social]]>

Celebrada em 25 de julho, essa data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2021, com o intuito de aumentar a conscientização sobre o alto custo humano, social e econômico que o afogamento representa no mundo. Considerado uma das principais causas evitáveis de morte e de sequelas, o afogamento ocupa a 3ª colocação no ranking de óbitos por lesões não intencionais no mundo, ceifando a vida de milhares de indivíduos menores de 25 anos, com particular impacto na faixa etária pediátrica. Muitos sobreviventes ficam com danos cerebrais irreversíveis e incapacidades a longo prazo. O afogamento é uma tragédia totalmente evitável e um problema de desenvolvimento, com alguns países perdendo o equivalente a cerca de 3% do seu PIB anual (as comunidades mais pobres em todos os países são as mais atingidas).

Da conscientização da escala do problema ao reconhecimento e promoção de soluções testadas para prevenir o afogamento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) coordena ações baseadas em seis intervenções básicas e de baixo custo. Dentre elas, merecem destaque: a instalação de barreiras físicas para controlar o acesso às águas, a observação infantil direta com cuidadores treinados, e o ensino para crianças em idade escolar das habilidades básicas de natação.

 

Faça a sua parte:

  1. Coloque cercas de proteção em torno de reservatórios de água. Em piscinas, coloque cercas de proteção de pelo menos 1,5 m de altura, nos quatro lados da piscina, isolando-a da casa e com um portão que possa ser trancado. Se a cerca for vazada, que não tenha espaços maiores que 12 cm (sua conformação não deve permitir que crianças ou pets passem pelos espaços ou a escalem!). Previnem mais de 50% dos afogamentos.

  2. A supervisão deve ser atenta e constante à criança próxima a qualquer reservatório de água, principalmente às menores de 5 anos. O supervisor não deve estar envolvido em outra atividade ou distração (uso de celular, consumo de álcool) e deve saber nadar. A “supervisão de toque” deve ser realizada para crianças menores de 5 anos ou “nadadores inexperientes”, estando o adulto supervisor dentro da água “ao alcance de um braço” da criança (como exemplificado na foto de ilustração deste texto).

  3. Use dispositivos de flutuação pessoal tipo “coletes salva-vidas”, certificados de acordo com a NORMAM (Norma de Autoridade Marítima da Marinha do Brasil) e SOLAS (Convenção Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar). Devem ser utilizados em todas as formas de transporte ou esporte aquáticos e por crianças pequenas ou por pessoas sem habilidade para nadar quando próximas ou na água. Outros tipos de “boias” não são seguros, podendo desinsuflar ou se desprender do corpo inadvertidamente.

  4. Crianças de 4 anos ou mais devem ter aulas de natação. Aprender a nadar deve ser visto como um componente da “competência na água”, que também inclui conhecimento e consciência dos perigos locais e/ou riscos e de suas próprias limitações. Crianças acima de 1 ano conseguem aprender algumas habilidades na água, mas a aquisição de competência na água é um processo demorado, que requer aprendizagem e maturação do desenvolvimento da criança.

  5. Procure nadar (piscinas ou mares) onde haja salva-vidas (guarda-vidas) e sempre respeite as placas de advertência dos lugares.

  6. Treinamento em ressuscitação cardiopulmonar (RCP): recomenda-se que todas as pessoas saibam realizar as manobras e de forma segura, principalmente pais e cuidadores, uma vez que o início imediato das manobras de RCP demonstrou grande impacto na sobrevida e prognóstico da vítima afogada.

  7. Evite os comportamentos de risco na água: nadar sozinho, hiperventilar, usar álcool ou drogas, brincadeiras como dar caldo, empurrar, pular de cabeça em águas com baixa visibilidade. Coloque dispositivos anti sucção em ralos de piscinas, jacuzzis. Esvazie baldes, banheiras, piscinas portáteis que não estejam em uso e mantenha crianças menores de 5 anos afastadas.


Campanha “Não se Afogue”, do Departamento Científico de Segurança da SPSP, que traz as principais condutas e medidas de prevenção baseadas em cada letra do título:

 

Relatora:

Tania Zamataro
Presidente do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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25 de julho – Dia Mundial de Prevenção do Afogamento https://spsp.org.br/25-de-julho-dia-mundial-de-prevencao-do-afogamento/ Tue, 25 Jul 2023 18:37:55 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=38770 Mais de 2,5 milhões de pessoas morreram afogadas no mundo nos últimos 10 anos, sendo 90% das mortes em países de baixa e média renda, atingindo principalme]]>

Mais de 2,5 milhões de pessoas morreram afogadas no mundo nos últimos 10 anos, sendo 90% das mortes em países de baixa e média renda, atingindo principalmente indivíduos jovens. O afogamento é uma das 10 principais causas de morte de crianças e jovens de 1 a 24 anos em todas as regiões do mundo.

A Assembleia da ONU adotou uma resolução histórica na prevenção global de afogamento, em 28 de abril de 2021: reconhecendo-o como uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo, estabeleceu o dia 25/07 como Dia Mundial de Prevenção do Afogamento, data a ser considerada anualmente pelos 193 Estados Membros. Deve-se considerar a data como uma oportunidade para promover mensagens e ações de conscientização e prevenção.

Uma “epidemia silenciosa de mortes evitáveis”, o afogamento mata em média 26 pessoas por hora, ou 650 por dia, no mundo: “Qualquer um pode se afogar, mas ninguém deveria.”

Da conscientização da escala do problema ao reconhecimento e promoção de soluções testadas para prevenir o afogamento, a OMS coordenará ações baseadas em seis intervenções básicas:

  1. Treinamento de espectadores leigos em técnicas de resgate seguro e ressuscitação;
  2. Definição e cumprimento de regulamentos de segurança no transporte aquático;
  3. Melhoria no gerenciamento de risco de inundações em nível local e nacional;
  4. Instalação de barreiras que controlem o acesso à água;
  5. Fornecimento de locais seguros (creches adequadas), longe de água para crianças pré-escolares;
  6. Ensino de crianças em idade escolar da técnica da natação, da segurança na água e do resgate seguro.

O avanço na prevenção do afogamento requer que políticos, sociedade civil, saúde, indivíduos em posição de financiar intervenções e ações de prevenção de afogamento trabalhem juntos, falando “a mesma língua”. Todos e qualquer um podem fazer algo para evitar o afogamento.

Mantenha você e sua família seguros dentro ou ao redor da água. Torne-se um defensor da causa. A SPSP, através do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente, abraçou a ideia e lançou a campanha “Não se afogue”!

Divulguem as mensagens, conversem entre rodas de amigos, nas comunidades, escolas, sobre os riscos e as soluções para que as pessoas NÂO SE AFOGUEM!

Relatora:
Tania Zamataro
Presidente do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Dia Mundial da Prevenção do Afogamento https://spsp.org.br/dia-mundial-da-prevencao-do-afogamento/ Mon, 25 Jul 2022 12:29:24 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=33430 Em abril de 2021, a resolução 75/76 da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) consagrou o dia 25 de julho como o Dia Mundial da Prevenção do Afogamento, com o intu]]>

Em abril de 2021, a resolução 75/76 da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) consagrou o dia 25 de julho como o Dia Mundial da Prevenção do Afogamento, com o intuito de aumentar a conscientização sobre o impacto profundo e trágico dos afogamentos para famílias e comunidades no mundo e oferecer soluções de prevenção.  

 

 

Dados de afogamento:

  • Os afogamentos são a terceira causa de morte acidental e representam quase 8% do total de mortes globais. Mais de 90% destas mortes ocorrem em países de baixo e médio rendimento.
  • Houve 236 mil mortes em 2019, sem contabilizar as mortes por afogamento intencional (homicídio e suicídio), por afogamento em catástrofes com inundações (eventos cada vez mais comuns com as mudanças climáticas) ou os que ocorrem em acidentes no transporte aquático (exemplo: transporte irregular de refugiados, além da subnotificação em vários países).
  • É uma das principais causas de mortalidade infantil em vários países, estando entre as 10 principais causas de morte em todo o mundo para crianças de 5 a 14 anos.
  • Mais da metade das vítimas tem menos de 25 anos, com predomínio do sexo masculino. São considerados fatores de risco: falta de barreiras de acesso em reservatórios de água, falta de supervisão adequada, uso de álcool ou drogas ou outros comportamentos de risco na água, algumas condições médicas como epilepsias, algumas arritmias, autismo, entre outras.
  • No Brasil, em 2018, o número de óbitos por afogamento foi de 5.597 casos, sendo a segunda causa de óbito entre crianças de 1 a 4 anos e a terceira causa na idade de 10 a 19 anos. Além das mortes, o afogamento constitui importante causa de morbidade: sequelas neurológicas, como estado vegetativo persistente ou tetraplegia espástica, ocorrem em 5-10% dos casos de afogamento na infância.

 

        A ONU, ao reafirmar que o afogamento é evitável, incentiva todos os Estados Membros, agências, organizações da sociedade civil, do setor privado e indivíduos a desenvolverem programas de prevenção em linha com as intervenções recomendadas pela Organização Mundial de Saúde, tais como:

  1. Instalação de barreiras para limitar o acesso à água: cercas em piscinas, coberturas em poços e cisternas.
  2. Instalação de locais seguros para crianças em idade pré-escolar onde possam ser vigiadas adequadamente.
  3. Ensino às crianças com idade escolar das competências básicas da natação, de segurança aquática e de salvamento seguro.
  4. Ensino às potenciais testemunhas das manobras de salvamento e de reanimação seguras.
  5. Conscientização e sensibilização do público sobre o problema com destaque na vulnerabilidade das crianças.
  6. Elaboração e cumprimento de regulamentos de segurança a bordo das embarcações de recreio, navios comerciais e ferries.
  7. Gestão de riscos de inundação e outros perigos em nível local e nacional.
  8. Coordenação dos esforços de prevenção de afogamento com os outros setores e programas.
  9. Desenvolvimento de um plano nacional de segurança aquática.
  10. Abordar questões de investigação prioritárias com estudos bem concebidos.

 

As intervenções de prevenção de afogamento variam desde soluções baseadas na comunidade, como creches adequadas para crianças e barreiras que controlam o acesso à água, até políticas e legislação nacionais eficazes sobre segurança da água, incluindo o estabelecimento e aplicação de regulamentos de navegação a obras de controle (gerenciamento) de inundações. Em ano de eleição, exija a atenção de governantes para esse problema de saúde pública tão negligenciado. Está na hora de desenvolver um plano nacional de segurança na água, coordenado com vários setores da sociedade.

O tema desse ano para o dia 25 de julho é: faça algo que previna o afogamento. Esse chamado encoraja e desafia as pessoas a considerarem o que podem fazer, seja como indivíduo, grupo ou governo, para enfrentar a ameaça real de afogamento em suas comunidades. “Qualquer que seja nossa área de influência, cada um de nós pode assumir a responsabilidade pela mudança ao assumir esse compromisso. Para alguém em risco de afogamento, essa “coisa” pode significar o mundo.”

     

Para mais informações acesse: www.sobrasa.org
 

Relatora:
Tania Zamataro
Presidente do Departamento de Segurança da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: nelsonart I depositphotos.com

 

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Semana Latino-Americana de Prevenção em Afogamentos https://spsp.org.br/semana-latino-americana-de-prevencao-em-afogamentos/ Thu, 18 Nov 2021 13:53:11 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=30377 Dia 15 de novembro teve início a Semana Latino-Americana de Prevenção em Afogamentos (15 a 21 de novembro), campanha organizada pelos países membros do Comitê Latino-Americano de Salvamento (CLAS).]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 18/11/2021


Dia 15 de novembro teve início a Semana Latino-Americana de Prevenção em Afogamentos (15 a 21 de novembro), campanha organizada pelos países membros do Comitê Latino-Americano de Salvamento (CLAS).

Com o objetivo de reduzir os casos de afogamento, pelo 4º ano seguido, incentiva-se qualquer instituição, empresa ou indivíduo a gravar ou fotografar uma atividade de prevenção e publicar nos órgãos correspondentes a cada país participante (15 países no total).

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Afogamento Aquático (SOBRASA) orienta como as atividades devem ser realizadas e publicadas: na página do Facebook SOBRASA (grupo com mais de 6500 membros) ou por meio do Telegram (grupo SOBRASA).

Mais uma iniciativa que visa propagar informações: quanto mais gente conhecer e entender as ações de prevenção do afogamento, menos vidas serão perdidas em um dos tipos de acidentes mais fáceis de serem evitados.

 

 

Relatora

Tania Zamataro

Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Presidente do Departamento Científico de Segurança Infantil da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: xi xin xing | depositphotos.com

 

 

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Não deixe criança pequena sem supervisão nem por um segundo! https://spsp.org.br/nao-deixe-crianca-pequena-sem-supervisao-nem-por-um-segundo/ Wed, 09 Sep 2020 16:26:00 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3384 Vivemos numa sociedade onde a inversão de valores prejudica o ensinamento do “certo” e do “errado”. Há alguns dias, um garoto de 3 anos e 9 meses foi manchete após salvar o amiguinho de 3 anos e 6 meses que estava se afogando. Cena típica: 2 crianças e um brinquedo boiando na piscina. A criança menor se debruça na beirada, tentando alcançar o brinquedo, desequilibra-se e cai. Alguns segundos se passam, quando a outra, ao olhar em volta e ver que não havia ninguém por perto, estica o braço e puxa a criança que estava se afogando para fora da água. A cena foi gravada por câmeras de segurança e o ato do pequeno herói “viralizou”.

Paha L | depositphotos.com

Uma cena impressionante, sem dúvida nenhuma. Impressionante que uma criança de 3 anos tenha tido a força de tirar a outra da água, sem cair junto. Impressionante que não havia nenhum adulto responsável a “um braço” de distância dessas crianças tão próximas da água. Impressionante que não havia cercas em torno da piscina que impedissem a aproximação das crianças e, impressionante que uma delas estava usando boias de braço, que dão uma falsa sensação de segurança, pois escapam com frequência dos braços.
Afogamento é a 2a causa de morte na faixa etária desses meninos. Muitas crianças perdem a vida ou sobrevivem com sequelas, por falha de supervisão.
Nós, do Departamento de Segurança da Sociedade de Pediatria de São Paulo, da Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático), assim como outras entidades que se preocupam com a segurança de nossas crianças, reiteramos as seguintes premissas:

  1. A criança pequena de até 5 anos, no mínimo, deve ter a supervisão de um adulto que esteja atento a ela e a um braço de distância, caso esteja na água ou perto dela;
  2. Piscinas devem, preferencialmente, estar isoladas por grades de pelo menos 1,5m de altura, com espaço de até 12 cm. Portão com tranca, cadeado, para que não sejam acessadas sem adultos presentes;
  3. O modelo de boia ideal é o “colete salva-vidas” e seu uso não descarta a necessidade da supervisão próxima de um adulto.

Vivemos numa sociedade onde há uma certa inversão de valores: Louvamos a “responsabilidade” de uma criança e deixamos de condenar a irresponsabilidade de um adulto. Dessa vez, tudo acabou bem….

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Relatora
Dra. Tânia Zamataro
Presidente do Departamento Científico de Segurança da Sociedade de Pediatria de São Paulo.



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