Acidentes – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 17 Jun 2026 19:35:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Acidentes – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Fogos, fogueiras e futebol: aproveite as festas com atenção à segurança das crianças https://spsp.org.br/fogos-fogueiras-e-futebol-aproveite-as-festas-com-atencao-a-seguranca-das-criancas/ Wed, 17 Jun 2026 19:35:49 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57479 ]]>

Junho é um mês especial para as famílias brasileiras. As festas juninas trazem música, dança e comidas típicas, enquanto a Copa do Mundo reúne pais e filhos em frente à televisão.

O clima frio, os fogos de artifício, alguns alimentos típicos, a fumaça das fogueiras e a maior circulação de vírus respiratórios podem aumentar os riscos para os pequenos.

É tempo de celebrar, mas também de cuidar.

Os perigos dos fogos de artifício e das fogueiras

Entre as principais causas de acidentes infantis nesta época do ano estão os fogos de artifício e as fogueiras. Queimaduras por esses agentes podem ser graves, causando dor intensa, cicatrizes permanentes e, em casos mais sérios, necessidade de hospitalização, cirurgia e até morte. Fogos de artifício também podem provocar lesões oculares e nos ouvidos.

Crianças são especialmente vulneráveis porque têm a pele mais fina e reagem de forma mais intensa ao calor.

 E durante os jogos da Copa?

As reuniões para assistir aos jogos também pedem atenção. Evite que crianças e adolescentes consumam bebidas alcoólicas ou excesso de alimentos ultraprocessados. Respeite o horário de sono, especialmente dos menores. Aglomerações também pedem cuidado com higiene das mãos e ventilação dos ambientes. O barulho de comemorações, fogos e buzinas pode assustar bebês, crianças pequenas ou portadores de deficiência, sendo que protetores auriculares podem ser necessários. Além disso, a exposição a barulhos excessivos, pode prejudicar a audição.

As crianças devem ser mantidas sempre por perto em locais movimentados, e providencie uma identificação com o nome, telefone e endereço dos responsáveis, caso se percam.

Orientações para os pais:

  • Fogos de artifício. Nunca devem ser manuseados por crianças, independentemente do tamanho ou tipo. Mesmo os chamados “fogos de mão”, como “estrelinhas”, atingem temperaturas altíssimas e são responsáveis por muitos acidentes.
  • Mantenha distância segura das fogueiras. Crianças pequenas devem ser observadas de perto o tempo todo quando há fogo por perto. Roupas típicas com tecidos leves e sintéticos podem pegar fogo com facilidade, então prefira fantasias de algodão.
  • Balões. Não solte balões. Além de ser crime ambiental no Brasil, podem provocar incêndios e acidentes graves.
  • Supervisão. As crianças devem ficar sob supervisão constante de um adulto responsável e assistir aos fogos apenas de longe.
  • Em caso de queimadura. Resfrie a área imediatamente com água corrente fria por pelo menos 10 minutos. Não use pasta de dente, manteiga, clara de ovo ou qualquer outro produto caseiro. Procure atendimento médico.
  • Atenção redobrada às comidas típicas. Alimentos redondos ou duros, como amendoins inteiros, pipoca ou mesmo salsicha, oferecem risco de engasgo para crianças pequenas. Corte os alimentos em pedaços menores e não deixe a criança dançar ou brincar enquanto está comendo.

 

Junho pode e deve ser um mês de muita alegria para toda a família. Com informação e atenção, é possível celebrar com segurança.

 

Relatora:
Sarah Saul
Presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP

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Queimaduras: prevenir é a melhor forma de proteção https://spsp.org.br/queimaduras-prevenir-e-a-melhor-forma-de-protecao/ Sat, 06 Jun 2026 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57302 ]]>

O Dia Nacional de Luta Contra Queimaduras foi instituído do Brasil pela Lei nº 12.026/2009, com a finalidade de divulgar as medidas preventivas necessárias à redução da incidência destes eventos.

O principal objetivo é conscientizar a população em geral sobre a prevenção de queimaduras e das sequelas físicas e emocionais graves que podem deixar. Grande parte desses acidentes ocorre dentro de casa e poderia ser evitada com medidas simples de cuidado e atenção. Embora muitas pessoas associem queimaduras apenas ao fogo, elas também podem acontecer por líquidos quentes, vapor, eletricidade, produtos químicos e até pela exposição excessiva ao sol.

Nos meses de junho e julho os riscos aumentam por causa das festas juninas. Fogueiras, fogos de artifício, balões e brincadeiras perigosas tornam-se causas frequentes de acidentes, especialmente entre crianças. O manuseio inadequado de álcool líquido é um dos fatores mais associados a queimaduras graves e explosões domésticas. Crianças nunca devem manusear fogos de artifício sem supervisão. O ideal é manter distância segura das fogueiras.

Dentro de casa, panelas devem ficar com os cabos virados para dentro do fogão e líquidos quentes precisam permanecer fora do alcance das crianças. No caso do banho, é importante testar a temperatura da água antes. Pequenos descuidos podem causar acidentes sérios em poucos segundos.

As queimaduras são classificadas em primeiro, segundo e terceiro graus. As de primeiro grau são superficiais, que causam vermelhidão na pele; as de segundo grau causam bolhas e são as mais doloridas; as de terceiro grau queimam a pele, a epiderme, a derme e outros tecidos mais profundos, sendo as mais perigosas.

Quando ocorre uma queimadura, a primeira medida é resfriar a região atingida com água corrente em temperatura ambiente por cerca de 10 a 20 minutos. Não se deve aplicar pasta de dente, manteiga, café, pomadas caseiras ou qualquer outro produto sobre a queimadura, pois isso pode piorar a lesão e aumentar o risco de infecção. Também não é recomendado estourar bolhas.

Em casos leves, a área pode ser protegida com um pano limpo ou gaze e ser observada e acompanhada.

Já queimaduras extensas, profundas, com presença de fumaça inalada, choque elétrico ou atingindo rosto, mãos, pés e regiões íntimas exigem atendimento médico imediato. Caso não seja possível levar o paciente ao hospital, o SAMU deve ser acionado imediatamente através do número 192.

Prevenir é proteger: informação, supervisão de crianças e atitudes responsáveis podem salvar vidas e evitar acidentes que deixam marcas permanentes.

 

Saiba mais:

https://www.sbqueimaduras.org.br/junho-laranja

https://sobest.com.br/6-de-junho-dia-nacional-da-luta-contra-queimaduras/

https://hsvp.com.br/post/1022/dia-nacional-de-luta-contra-queimaduras-e-lembrado-no-dia-06

 

Relatora:

Luciana Oliveira S. A. Cardoso

Membro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP

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O que a sua família precisa saber para proteger o futuro das crianças https://spsp.org.br/o-que-a-sua-familia-precisa-saber-para-proteger-o-futuro-das-criancas/ Tue, 07 Apr 2026 12:49:33 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55773 No dia 7 de abril, celebramos o Dia Mundial da Saúde. Para nós, pediatras da Sociedade de Pediatria de São Paulo, essa data é um convite para olhar além das consultas de rotina. É o momento]]>

No dia 7 de abril, celebramos o Dia Mundial da Saúde. Para nós, pediatras da Sociedade de Pediatria de São Paulo, essa data é um convite para olhar além das consultas de rotina. É o momento de lembrarmos que a saúde de uma criança não é apenas a ausência de febre ou tosse, mas um estado de equilíbrio que envolve o corpo, a mente e o ambiente em que ela vive.

Cuidar da saúde infantil em 2026 traz novos desafios. O mundo mudou, e as necessidades dos nossos filhos também. A seguir, destacamos os pilares fundamentais que toda família deve observar para garantir um desenvolvimento saudável e feliz.

  1. A vacinação: o escudo invisível

Não há ferramenta de saúde pública mais eficaz do que a vacina. Ela é a prova de amor mais concreta que podemos oferecer. Manter a caderneta de vacinação em dia protege não apenas o seu filho, mas toda a comunidade, impedindo que doenças que considerávamos “vencidas” retornem. Em caso de dúvidas sobre novas vacinas ou reforços, o seu pediatra é a fonte mais segura de informação.

  1. O equilíbrio no mundo digital

Vivemos em uma era hiperconectada. Se por um lado a tecnologia ajuda no aprendizado, o excesso de telas pode prejudicar o sono, o desenvolvimento da fala e a socialização.

  • Dica prática: Estabeleça “zonas livres de telas” (como a mesa de jantar e o quarto antes de dormir) e priorize o brincar ao ar livre. O contato com a natureza é um “santo remédio” para a saúde mental e física.
  1. Alimentação e movimento

A base da saúde do adulto é construída na infância. Estimular o consumo de alimentos naturais – frutas, legumes e verduras – e evitar os ultraprocessados (aqueles cheios de corantes e conservantes) é um investimento a longo prazo. Além disso, o corpo da criança foi feito para se mexer. O sedentarismo infantil é um risco real para a obesidade e doenças cardiovasculares precoces.

  1. Saúde mental e afeto

Criança saudável é criança que se sente segura. O estresse tóxico, causado por ambientes instáveis ou violência, pode deixar marcas profundas no desenvolvimento cerebral. O diálogo, o acolhimento das emoções e o tempo de qualidade em família são tão importantes quanto as vitaminas. Esteja atento a mudanças bruscas de comportamento, isolamento ou queda no rendimento escolar; a saúde emocional merece a mesma atenção que a física.

  1. Prevenção de acidentes e violência

A maior parte dos acidentes domésticos pode ser evitada com medidas simples de segurança. Além disso, a proteção contra qualquer forma de violência – física, sexual, psicológica ou digital – é um direito inalienável da criança. Como sociedade, precisamos estar vigilantes. Se algo parece errado no comportamento do seu filho ou no ambiente ao redor dele, não hesite em buscar orientação profissional.

  1. A ética no cuidado

Como pais e cuidadores, vocês são os principais defensores dos direitos dos seus filhos. Na relação com o médico, exijam sempre clareza, respeito e humanidade. A bioética na pediatria nada mais é do que garantir que cada decisão médica seja tomada pensando no melhor interesse da criança, respeitando sua dignidade em todas as etapas da vida.

Conclusão: um olhar atento hoje, um adulto saudável amanhã

Neste Dia Mundial da Saúde, nosso desejo é que cada família veja o pediatra como um parceiro de jornada. Mais do que tratar doenças, nosso objetivo comum é cultivar a saúde. Que possamos, juntos, construir um ambiente onde cada criança tenha a oportunidade de crescer com alegria, segurança e plenitude.

Pediatria: A arte de cuidar do futuro.

 

Relator

Mario Roberto Hirschheimer
2º Secretário da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Prevenção de acidentes com veículos em condomínios residenciais – o que vale observar https://spsp.org.br/prevencao-de-acidentes-com-veiculos-em-condominios-residenciais-o-que-vale-observar/ Thu, 16 Oct 2025 14:00:27 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53644 Em geral, quando os pais escolhem um condomínio residencial para morar, o que mais vêm à mente é a possibilidade de se ter espaços abertos para]]>

Em geral, quando os pais escolhem um condomínio residencial para morar, o que mais vêm à mente é a possibilidade de se ter espaços abertos para as crianças brincarem com segurança. Muitos estudos hoje nos mostram que brincar em ambientes abertos, em contato com a natureza, tem efeitos muito positivos no desenvolvimento neuropsicomotor das crianças. 

Dessa maneira, é muito importante pensarmos na prevenção de acidentes e na promoção de uma vida segura dentro destes espaços – adequação da velocidade ao tamanho das vias, segurança e sinalização adequadas nos locais de parquinhos e quadras, entre outras medidas.

O excesso de velocidade não coloca em risco apenas as nossas crianças, mas também os idosos, indivíduos com mobilidade reduzida ou com déficits auditivos (os veículos atuais são cada vez mais silenciosos, especialmente os elétricos e, cada vez mais, crianças e adolescentes andam com fones ou dispositivos do tipo “airpods”, o que atrapalha na identificação de sons externos). Cuidar destes fatores protege a todos nós, além de proteger, também, animais selvagens e de estimação.

O Código de Trânsito Brasileiro – CTB (Lei 9.503/1997) define que as normas de circulação se aplicam em vias terrestres abertas à circulação pública. Entretanto, os condomínios têm autonomia para criar e aplicar regras internas de trânsito em seus regimentos ou convenções (ex.: limite de velocidade, proibição de buzinas, locais de estacionamento). Essas regras têm força legal, porque estão amparadas pelo Código Civil (art. 1.333 e seguintes), o que garante ao condomínio o direito de estabelecer normas para a segurança e boa convivência.

Cada regra de circulação e sinalização foi criada para proteger motoristas, passageiros, pedestres e ciclistas. Respeitá-las não é apenas uma obrigação legal, mas um ato de responsabilidade social e de cuidado com a vida.

O uso do celular durante a condução é uma das principais causas de acidentes de trânsito no mundo. Ele compromete a atenção do motorista em três dimensões (visual, motora e cognitiva), reduzindo, entre outras coisas, a capacidade de reação do motorista em situações de emergência.

Se dentro do condomínio ocorrer um acidente grave (como atropelamento de pessoa ou animal), podem existir responsabilizações cíveis e criminais com base no CTB e no Código Penal, mesmo sendo área privada. O motorista pode responder por imprudência, negligência ou imperícia. O condomínio também pode ser responsabilizado se ficar comprovado que não adota medidas mínimas de segurança (ex.: ausência de sinalização, falta de controle de velocidade).

Cada morador deve refletir: vale a pressa de alguns segundos diante da possibilidade de uma tragédia?

Todos, especialmente os moradores, devem pensar que quando entram no condomínio, estão entrando em um ambiente de paz – proteger a si próprio e aos outros é um direito e um dever. Uma vida nunca poderá ser substituída; a mudança de hábitos para uma vida saudável e protegida é possível sempre!

 

Relatora:

Ana Paula Antunes P. Bertozzi
Membro do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP

 

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Vez ou outra, alguns modismos voltam… infelizmente! https://spsp.org.br/vez-ou-outra-alguns-modismos-voltam-infelizmente/ Thu, 04 Sep 2025 18:55:48 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53008 Há uns oito anos, mais ou menos, houve na Europa e nos EUA uma “febre do uso dos babies neck floats”, ou boias de pescoço, anéis de plástico infláveis usados ao redor do pescoço do]]>

Há uns oito anos, mais ou menos, houve na Europa e nos EUA uma “febre do uso dos babies neck floats”, ou boias de pescoço, anéis de plástico infláveis usados ao redor do pescoço do bebê, que permitiam que o mesmo flutuasse livremente na água. Algumas dessas boias eram comercializadas para bebês a partir de duas semanas de vida ou prematuros. Eram usadas durante o banho, na piscina ou como uma ferramenta de fisioterapia (intervenção de terapia aquática) para bebês com atrasos ou deficiências no desenvolvimento.

Esses produtos prometiam aumento do tônus muscular, maior flexibilidade e amplitude de movimento, aumento da capacidade pulmonar, melhor qualidade do sono e aumento da estimulação do cérebro e do sistema nervoso. Entretanto, a segurança e a eficácia das boias de pescoço para desenvolver força, promover o desenvolvimento motor ou como uma ferramenta de fisioterapia não foram estabelecidas. Além do mais, houve relatos de agravamento de lesões motoras, além de acidentes (que serão melhor explicados a seguir), o que fez com que o FDA (Food and Drug Administration) emitisse um alerta em 2022, contra o uso desses dispositivos em fisioterapia.

Mesmo para uso “recreacional”, os flutuadores de pescoço acabaram se mostrando perigosos, com risco de morte por afogamento e sufocamento, distensão e lesão no pescoço do bebê. Várias entidades médicas, incluindo a Sociedade Brasileira de Pediatria, manifestaram repúdio ao uso.

Como foi dito no início, infelizmente, alguns modismos retornam… e parece ser o caso dessas boias. Alguns vídeos de bebês flutuando com o dispositivo retornaram às mídias sociais. Por isso, o Departamento de Segurança da SPSP achou por bem retomar as explicações dos malefícios do uso:

Risco de afogamento

Mesmo em banheiras ou piscinas rasas, o bebê pode deslizar para dentro do dispositivo ou virar, ficando com o rosto submerso. Bebês tiveram a boca, o nariz ou a cabeça inteira escorregando pelas aberturas e caindo na água quando as boias não estavam infladas o suficiente, quando apresentavam vazamentos por ficarem escorregadias com sabão ou por razões desconhecidas. O adulto pode ter uma falsa sensação de segurança e diminuir a supervisão, aumentando o risco de acidentes.

Risco de lesões no pescoço e coluna cervical

O pescoço do bebê é frágil e o peso da cabeça é desproporcional nessa idade. A boia exerce pressão inadequada na região do pescoço, podendo causar torcicolos, microlesões ou agravar problemas neurológicos e ortopédicos em crianças com doenças preexistentes. O uso frequente pode levar a alterações no desenvolvimento da coluna do bebê.

Risco de asfixia e estrangulamento

 Se o dispositivo esvaziar, furar ou não estiver bem ajustado, pode comprimir vias aéreas, dificultar respiração ou machucar o bebê, além de propiciar o afogamento.

Problemas no desenvolvimento

O uso de neck floats restringe movimentos naturais e não contribui para aprendizado motor saudável.

Ausência de regulação e normas de segurança

Esses flutuadores são vendidos como “brinquedos” ou “dispositivos terapêuticos”, mas sem estudos clínicos ou testes de segurança confiáveis.

Enfim, mediante vários relatos de acidentes no mundo e algumas mortes, as sociedades médicas e órgãos de saúde, entre outros, desencorajam completamente o uso dos “babies neck floats”, reforçando que a forma segura de estimular bebês na água é através de contato próximo e direto com os pais/cuidadores, em atividades supervisionadas e sempre com atenção total.

Babies neck floats” (boias de pescoço) não protegem: aumentam o risco de afogamento e lesões – mantenha seu bebê sempre nos seus braços, nunca dentro delas. Tire essa ideia da cabeça (e do pescoço)!

 

Relatora:

Tania Zamataro
Membro do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Queimaduras – como preveni-las? https://spsp.org.br/queimaduras-como-preveni-las/ Wed, 18 Jun 2025 14:50:02 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=51818 ]]>

As festas juninas estão chegando e, junto com elas, o risco de queimaduras aumenta com fogueiras, fogos de artifício e os balões.

As queimaduras em crianças são um problema de saúde de grande impacto em todo o mundo, pela mortalidade, consequências físicas e psicológicas à criança e à família. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o risco de morte por queimaduras na infância é alto, principalmente em menores de cinco anos. Dessa maneira, é muito importante cuidarmos dos nossos pequenos, a fim de prevenirmos os riscos de um acidente tão indesejado.

Em primeiro lugar, deve-se manter as crianças sempre sob supervisão de um adulto, escolhendo qual local a criança poderá frequentar. As festas juninas são geralmente improvisadas em escolas, igrejas, condomínios e quase na sua totalidade as instalações elétricas não seguem regras de segurança. Fique atento a fios no chão ou que passem em partes metálicas. Sempre manter distância segura de fogueiras e, se possível, não chegar a esses locais com as crianças (inalação de fumaça vinda das fogueiras, que podem ser um gatilho para alergias respiratórias). Deixe materiais inflamáveis longe do fogo e longe das crianças.

No caso de fogos de artifício, deve-se impedir a criança de manipulá-los e, além disso, manter uma distância segura da criança (não é infrequente a queimadura por pequenos estilhaços, que podem atingir partes expostas do corpo, inclusive os olhos). No caso de a criança brincar com estalinhos, nunca deve ser sem supervisão, eles não devem ser carregados pela criança e não devem ser jogados perto de outras pessoas ou próximos ao fogo ou material inflamável. Lave a mão da criança após o uso.

Durante muitos anos, soltar balão era uma prática comum nessa época do ano. E os incêndios causados por essa prática também. Hoje é considerado crime ambiental, passível de retenção. Não deixe crianças soltarem balões, nem se aproximarem de um balão que esteja descendo. Se vir alguém soltando balão, denuncie.

Por fim, deve-se tomar cuidado com o risco de acidentes com bebidas quentes – lembrem-se que os pequenos muitas vezes saem correndo, pulam, e neste cenário, o risco de um acidente com um líquido quente pode ocorrer, especialmente na face, tronco e mãos.

 Lembre-se que no caso de um acidente com queimadura, a primeira coisa a fazer é lavar a região com água abundante e pedir socorro, para que a criança seja levada a um serviço de emergência, a fim de receber tratamento de suporte adequado.

“Pula fogueira iaiá; pula fogueira…” NÃO PULEM FOGUEIRAS!!!

 

Saiba mais:

Flaherty MR, Sheridan R. Fire pit-related burn injuries in children and adolescents. J Burn Care Res. 2019 Oct 16;40(6):943-946. doi: 10.1093/jbcr/irz127

Trotter Z, Foster K, Khetarpal S, Sinha M. Age-based characteristics of pediatric burn injuries from outdoor recreational fires. J Burn Care Res. 2020 Nov 30;41(6):1198-1201. doi: 10.1093/jbcr/iraa064. PMID: 32364606.

https://www.sbp.com.br/especiais/pediatria-para-familias-new/seguranca-e-prevencao/queimaduras/

 

Relatora:
Ana Paula Bertozzi
Membro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP

 

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6 de junho – Dia Nacional de Luta contra Queimaduras https://spsp.org.br/6-de-junho-dia-nacional-de-luta-contra-queimaduras/ Tue, 06 Jun 2023 19:26:42 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=37763 Acidentes envolvendo substâncias quentes, cáusticas ou até mesmo os incêndios são relatados desde a antiguidade. Impossível não nos]]>

Acidentes envolvendo substâncias quentes, cáusticas ou até mesmo os incêndios são relatados desde a antiguidade. Impossível não nos lembrarmos do grande incêndio que aconteceu em São Paulo, na década de 1970, com o Edifício Joelma, ou a tragédia da Boite Kiss, no Rio Grande do Sul. Entre todas as características que envolvem esse tipo de evento, a mais importante é que a grande maioria das situações seriam preveníveis.

As queimaduras são consideradas um problema de saúde pública, pois representam uma parcela significativa de morbimortalidade na população mundial. No Brasil, ocorre cerca de um milhão de acidentes ao ano envolvendo queimaduras. Desses, 100 mil atendimentos são em unidades de saúde, chegando a 2.500 óbitos. Os países de renda média ou baixa são responsáveis por 90% dos casos de queimaduras. Mesmo os acidentes não fatais levam a terríveis consequências, como incapacidades funcionais, estéticas, psicológicas, sociais, além da dificuldade de retorno à mesma qualidade de vida.

Em relação à epidemiologia, observa-se que a maior parte das queimaduras ocorre no ambiente domiciliar e 80% acontecem na cozinha. O principal agente são os líquidos superaquecidos, que provocam escaldaduras. As lesões em geral são múltiplas e em várias regiões do corpo, pois geralmente o líquido cai ou espirra na criança e escorre. Um dado alarmante é que cerca de 20% das queimaduras em crianças estão relacionadas a maus-tratos infantis: 10%-12% das crianças agredidas apresentam queimaduras graves.

As queimaduras podem ser divididas em:

  • Térmicas: líquidos, vapores, sólidos superaquecidos e substâncias inflamáveis.
  • Elétricas: contato com corrente elétrica, seja por passagem de corrente pelo corpo ou explosão.
  • Outras: substâncias químicas, “geladura” e radiação (ingestão de pilhas, baterias).

Outra forma de classificação é em relação à profundidade das queimaduras, descritas como de primeiro, segundo ou terceiro grau. As de primeiro grau são as mais superficiais e são as conhecidas queimaduras solares. Quando existe a presença de bolhas, um nível um pouco mais profundo foi acometido, causando dor muito intensa. As de terceiro grau são as mais profundas e mais graves. Toda queimadura elétrica é classificada como de terceiro grau.

Na ocorrência de uma queimadura, existem algumas condutas que são consideradas universais e que podem ser realizadas por qualquer pessoa que esteja acessível à vítima. Esse primeiro atendimento é fundamental para a boa evolução da criança.

É importante salientar que o socorrista nunca deve se expor aos mesmos perigos que a vítima, para não se tornar mais uma vítima! O resgate especializado deve ser feito sempre pelo Corpo de Bombeiros – 193.

O primeiro objetivo é interromper o processo de queimadura: deve ser feito o resfriamento da lesão com água limpa e corrente, por pelo menos 20 minutos. Após, deve ser protegida com gaze, tecidos limpos, de modo frouxo, sem compressão no local.

Em hipótese alguma deve-se colocar qualquer substância sobre a área queimada. Pomadas de qualquer tipo, emplastros caseiros, substâncias orgânicas são totalmente contraindicados, pois além de não aliviarem a dor, podem causar malefícios, como infecções. A medicação que pode ser oferecida à criança é um analgésico de uso habitual. Em algumas situações especiais a criança deve ser encaminhada a uma unidade de saúde, para receber tratamento especializado, pois representam maior risco à saúde. São elas: presença de bolhas, queimaduras elétricas e químicas, lesões na face, nos olhos, no períneo, nas mãos, nos pés e nas articulações.

As queimaduras não são consideradas acidentes: o manuseio inadequado de agentes inflamáveis, geralmente pelos adultos, a falta de políticas públicas e privadas de prevenção e, principalmente, a falta de supervisão das crianças são os grandes culpados por essa triste ocorrência.

Muitas campanhas de prevenção têm sido realizadas nos últimos tempos, destacando-se o “JUNHO LARANJA”, que foi criado pela Sociedade Brasileira de Queimados (SBQ), também responsável pela divulgação e instituição do Dia Nacional de Luta contra Queimaduras, dia 6 de junho. Fomentado pelas tradicionais festas juninas, tipicamente comemoradas em junho, a SBQ, juntamente com várias ONGs e iniciativas do setor privado, lideram campanhas em TVs e mídias sociais, a fim de sensibilizar a população para esse grave problema de saúde pública. Quanto mais conhecermos um problema, mais temos a chance de preveni-lo.

Pais, mantenham seus filhos sob vigilância, longe da cozinha e informem-se sobre os perigos que envolvem substâncias quentes e cáusticas. Uma sociedade bem informada, juntamente com as campanhas de prevenção, podem salvar muitas vidas.

 

Relatora:
Andréa de Melo Alexandre Fraga
Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP

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Dia Nacional da Paz no Trânsito https://spsp.org.br/dia-nacional-da-paz-no-transito-2/ Thu, 20 Apr 2023 17:51:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=37111 Dia 21 de abril é conhecido em nosso país como o Dia de Tiradentes, considerado um herói nacional, mártir e patrono da Nação Brasileira. A data também é considerada o DIA NACIONAL DA PAZ]]>

Dia 21 de abril é conhecido em nosso país como o Dia de Tiradentes, considerado um herói nacional, mártir e patrono da Nação Brasileira. A data também é considerada o DIA NACIONAL DA PAZ NO TRÂNSITO, tendo o objetivo de despertar na sociedade brasileira os valores e as atitudes corretas que devem ser adotados diariamente para prevenir acidentes e tornar as ruas e estradas mais seguras para todos.

O trânsito é responsável pela morte de 1,3 milhão de pessoas todos os anos e por deixar sequelas em tantas outras (são mais de 50 milhões de feridos), principalmente em países de baixa e média renda, onde, apesar de concentrarem apenas 60% da frota de automóveis do mundo, ocorrem 93% das mortes.

Segunda a OPAS/OMS, cerca de três quartos dessas mortes ocorrem entre jovens do sexo masculino com menos de 25 anos (quase três vezes o número de mortes de mulheres da mesma idade). O trânsito também é a principal causa de morte entre crianças e jovens de 5 a 29 anos.

Todas essas mortes e lesões podem ser evitadas mediante ações do governo envolvendo setores como transporte, segurança pública, saúde e educação. Dentre essas medidas temos o estabelecimento de uma infraestrutura mais segura, incorporando elementos de segurança viária na planificação do uso do solo e de transportes; a melhora na segurança dos veículos; a promoção do uso seguro das vias, incluindo o transporte multimodal; estabelecimento e aplicação de normas relacionadas aos principais riscos; a melhora no atendimento às vítimas de acidentes de trânsito e a conscientização pública, promovendo a tolerância, a gentileza e a paz entre motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

“Boas atitudes entre condutores e pedestres têm o poder de promover o respeito e a cidadania.”

 

Motorista:

Mantenha distância segura de outros carros.
Sinalize sempre que for mudar de faixa.
Use cinto de segurança e dispositivos de retenção (BEBÊ-CONFORTO, CADEIRINHA E BOOSTER) sempre e de forma correta.
Respeite a sinalização.
Realize manutenções periódicas no veículo.
Respeite a faixa de pedestres.
Mantenha a distância mínima de 1,5 metros do ciclista.
Não use o celular enquanto dirige.
Assuma a direção do veículo somente se estiver sóbrio.
Ultrapasse somente em locais permitidos.

SEJA PACIENTE E TENHA RESPEITO PELOS OUTROS

 

Pedestre:

Atravesse a rua sempre pela faixa de pedestres; caminhe de forma ordenada pelo lado direito da faixa.
Obedeça a sinalização. Nos cruzamentos em que existem semáforos para pedestres, só atravesse a rua quando eles estiverem abertos.
Em vias de grande movimento ou de alta velocidade, utilize as passarelas, sempre que disponíveis.
Ao desembarcar de um veículo saia pelo lado da calçada e aguarde que ele se afaste para iniciar a travessia. Nunca atravesse a rua por trás de ônibus, carros, árvores ou outros obstáculos que impeçam que os motoristas o vejam.

Atravesse sempre em linha reta, sem correr.

SEJA PACIENTE E TENHA RESPEITO PELOS OUTROS

 

Ciclista:

Utilize as ciclovias.
Use sempre capacete e roupas protetoras (claras ou de cores fortes para ser visto com facilidade).
Obedeça a sinalização.
Não ingira álcool e ande de bicicleta; não faça “malabarismos” em vias públicas.
Use campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais e espelho retrovisor do lado esquerdo.
Não transporte crianças que não tenham, nas circunstâncias, condições de cuidar da sua própria segurança.
Realize a manutenção periódica da bicicleta.

SEJA PACIENTE E TENHA RESPEITO PELOS OUTROS

 

Motociclista:

Use sempre capacete.
Trafegue sempre com os faróis acesos, durante o dia ou à noite.
Evite “costurar” o tráfego em engarrafamentos. Por ser um veículo de menores dimensões, os motoristas têm dificuldade de enxergar as motocicletas.
Use roupas protetoras claras ou de cores fortes para ser visto com facilidade pelos motoristas.
Ao fazer ultrapassagens, não utilize a mesma faixa ocupada pelo veículo.
Sempre pare antes de atravessar um cruzamento, mesmo que o semáforo esteja aberto para você.
Estacione sua moto perpendicular à guia da calçada.
Evite transportar crianças em motocicletas. Menores de 10 anos não devem ser transportados.
Trafegue sempre a uma distância segura dos automóveis e só ultrapasse quando tiver certeza de que foi visto pelo motorista. Como as motos são veículos menores e ágeis, muitas vezes não são percebidas pelos motoristas de automóveis, ônibus, caminhões, ou até mesmo pelos pedestres.

SEJA PACIENTE E TENHA RESPEITO PELOS OUTROS

Se cada um fizer sua parte (governo, motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres) teremos a tão sonhada “PAZ NO TRÂNSITO!”

 

Relatora:
Tania Zamataro
Presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Quando ouvir um trovão, busque abrigo! https://spsp.org.br/quando-ouvir-um-trovao-busque-abrigo/ Thu, 23 Mar 2023 11:20:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=36591 Dicas de proteção contra raios Segundo o INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Brasil é o país de maior incidência de raios do mundo. Por a]]>

Dicas de proteção contra raios

Segundo o INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Brasil é o país de maior incidência de raios do mundo. Por ano, são cerca de 70 milhões de descargas elétricas registradas no país.

Se ouvir um trovão, você está a uma curta distância da tempestade. Muitas pessoas esperam muito tempo para procurar um lugar seguro, o que leva a muitos acidentes por raios no Brasil.

Tendo em vista que no verão o clima está sujeito a mudanças rápidas e a qualquer momento, é importante conhecer algumas dicas para evitar que as crianças estejam expostas a acidentes por raios.

 

Dicas de segurança:

  • Reconheça os sinais de uma tempestade que se aproxima. Embora um raio possa cair sem aviso, quando uma tempestade está a caminho, as nuvens podem escurecer, os ventos podem aumentar e pode haver trovoadas. Preste muita atenção a estes sinais e a quaisquer avisos emitidos.
  • Procure um abrigo seguro. Árvores, mastros de bandeira/postes de luz, tendas, arquibancadas, abrigos, galpões de armazenamento e garagens abertas não são abrigos seguros! Na verdade, há poucos lugares seguros ao ar livre quando há tempestades na área. Os abrigos mais seguros são residências, lojas, shoppings ou automóveis com capota rígida, não conversíveis, com janelas fechadas. Não toque no botão do rádio ou na maçaneta das portas, principalmente se for de metal.
  • Seu filho nunca deve nadar durante uma tempestade com raios. Saia imediatamente do mar, piscina, lagoa ou locais com água. Se estiver na praia, saia e busque abrigo. Guarda-sóis não são seguros.
  • Se você estiver em um campo aberto, evite ser o ponto mais alto, em contato ou próximo ao ponto mais alto do campo. Nunca se abrigue numa árvore isolada e se estiver numa floresta, proteja-se perto das árvores mais baixas.
  • Mesmo se estiver dentro de casa, fique longe de janelas abertas, pias, banheiras, chuveiros e tomadas elétricas. Durante uma tempestade com raios, correntes elétricas podem passar por esses objetos e “saltar” para uma pessoa – mesmo dentro de um abrigo seguro. Não use telefones com fio. Não toque em equipamentos eletrônicos. Não deite no piso ou apoie em paredes de concreto durante tempestades, pois o raio pode ultrapassar um fio ou barra de metal.
  • Se você sentir sua pele formigando, você está em perigo mais imediato. Assuma a posição segura contra raios. Isso significa agachar-se no chão, com os pés juntos, a cabeça abaixada e as orelhas cobertas. Nunca deite no chão.
  • Antes de qualquer prática ou atividade ao ar livre, o responsável deve consultar a previsão do tempo. As atividades devem ser adiadas se uma tempestade estiver a caminho, antes ou durante um treino ou jogo. Existem vários aplicativos gratuitos que podem ser baixados que oferecem informações meteorológicas em tempo real.
  • Após ouvir o último trovão, espere pelo menos 30 minutos para retomar atividades ao ar livre

Lembre-se de que tempestades e raios não são os únicos riscos climáticos. O calor extremo pode ser quase tão perigoso e é preciso estabelecer uma política de cancelamento ou modificação de treinos ou jogos se o índice de calor for muito alto. É importante também estar atento a risco de inundações e desmoronamentos.

 

Relatora:
Sarah Saul
Vice-Presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito https://spsp.org.br/dia-mundial-em-memoria-das-vitimas-de-transito/ Mon, 21 Nov 2022 15:08:09 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=35569 O terceiro domingo de novembro foi instituído pela ONU, em 1995, para homenagear as milhares de pessoas mortas e feridas no trânsito em todo o mundo, assim como seus familiar]]>

O terceiro domingo de novembro foi instituído pela ONU, em 1995, para homenagear as milhares de pessoas mortas e feridas no trânsito em todo o mundo, assim como seus familiares, amigos e reconhecer o trabalho crucial dos serviços de emergência no atendimento (policiais, médicos, enfermeiros). Organizações de vítimas da sociedade civil, governos nacionais e locais e a comunidade internacional de segurança no trânsito têm comemorado este dia em países do mundo todo.

As mortes e lesões no trânsito são eventos súbitos, violentos e traumáticos. Há 1,35 milhão de mortes todos os anos, além de 50 milhões de feridos por acidentes de trânsito no mundo. É a maior causa de morte de pessoas de 5 a 29 anos, principalmente pedestres, ciclistas e motociclistas, em particular aqueles que vivem em países de baixa e média renda.

Reconhecendo a importância do problema e a necessidade de agir, a ONU instituiu a  Década de Ação pela Segurança no Trânsito de 2011 a 2022, que tinha a ambiciosa meta de reduzir as mortes e lesões no trânsito em pelo menos 50% durante esse período.

“A perda de vidas e meios de subsistência, as deficiências causadas, a tristeza e a dor e os custos financeiros por acidentes de trânsito representam um preço insuportável para famílias, comunidades, sociedades e sistemas de saúde”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Muito desse sofrimento é evitável, tornando as vias e os veículos mais seguros e promovendo caminhada, bicicleta e maior uso do transporte público com segurança. O Plano Global para a Década de Ação pela Segurança no Trânsito apresenta as etapas práticas e baseadas em evidências que todos os países e comunidades podem adotar para salvar vidas.”

Cinco foram os fatores ressaltados, envolvidos diretamente nos acidentes: dirigir sob o efeito de álcool, excesso de velocidade, não uso do capacete, do cinto de segurança e das cadeirinhas para crianças.

Para reduzir número tão alarmante, a ONU recomendou aos países membros a elaboração de um plano diretor. O Brasil aparecia em quinto lugar entre os países com mais mortes no trânsito. No dia 28 de outubro de 2021, o Ministério da Infraestrutura, por intermédio da Senatran, instituiu formalmente o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), que é a diretriz governamental para alcançarmos a redução de 50% de mortes e feridos no trânsito até 2030.

Apesar das iniciativas adotadas, não se atingiu a redução proposta inicialmente, principalmente em países de baixa e média renda, o que fez a ONU/OMS instituir a Segunda Década de Ação pela Segurança no Trânsito de 2021 a 2030, tendo o controle da velocidade como meta no mundo inteiro.

O Dia Mundial da Memória oferece uma plataforma global para lembrar os mortos ou feridos graves, chamar a atenção para a necessidade de uma resposta pós-acidente mais apropriada e justa para as vítimas do trânsito e suas famílias e apelar para uma ação acelerada na segurança no trânsito para salvar vidas.

Saiba mais: Clique Aqui

Relatora:
Tania Zamataro
Presidente do Departamento Científico de Segurança Infantil da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Coordenadora do Blog da SPSP

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